Crítica | Legends of Tomorrow – 2X08: The Chicago Way

the-chicago-way-legends-of-tomorrow

estrelas 3

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Flash Reverso, Damien Darhk e Capitão Jack Harkness Malcolm Merlyn unem forças para recuperar o amuleto das Lendas em Chicago, no ano de 1927. A aberração temporal identificada tem muitos lados e está mais para um jogo bem divertido por parte dos vilões (Mick tem rezão quanto a isso) do que para uma batalha a fim de impedir a mudança da história. É claro que todo o drama com Al Capone serve a esse propósito, mas ele não é fechado em si. E mais uma vez, a despeito de todos os problemas de ligação entre as partes e de uma parcela dos diálogos, o saldo dessa mid season finale de Legends of Tomorrow é positivo.

A passagem de Invasion! para este The Chicago Way não parece forçada, mas convenhamos que não foi a mais suave das transições. O evento contra os Dominadores é citado, o caso da filha de Stein é um ponto importante que vem à tona — e, ao que parece, vai “passar batido” pela patrulha da não-interferência — e outros elementos dos episódios anteriores podem ser vistos como easter eggs, alguns completamente desnecessário, como a presença de Wentworth Miller interpretando um Capitão Frio “fantasma”, que se mostra apenas para Mick e serve como a “voz do diabo”, querendo afastar o Sr. Onda Térmica de sua nova postura como membro do grupo e sua relação cada vez mais… fofa (?) com Vixen.

O espectador pode ver claramente a diferença de LoT para suas primas da CW, como Arrow, The Flash e agora, Supergirl. As falhas que a série dos viajantes no tempo apresenta são mais facilmente perdoáveis diante de um todo mais coerente, e pelo menos nessa 2ª Temporada está evitando ao máximo pender para situações inconstantes, dramas pessoais sobrepostos à maior linha da temporada. E principalmente, há agora em LoT a preocupação de não deixar um princípio narrativo se perder. Isso é bom e só resta torcer para que continue assim até o final.

O suspense para as ações do trio de vilões — um trio insosso, mas com atitudes bem inteligentes — termina com um grande “ué?”, quando ouvimos falar sobre a Lança do Destino como meta de busca e objeto capaz de alterar o tempo (?). A série já teve elementos sagrados (ou próximos disso) e o resultado não foi bom. Se a Lança do Destino for um meio para uma coisa maior, penso que será possível aproveitar o trajeto até o seu encontro e uso. Mas se for um ponto isolado, um pequeno arco dentro da temporada que não terá maiores interferências fora de si mesmo, então o fator Vandal Savage está de volta.

A trilha sonora desse episódio é um dos elementos técnicos de maior destaque, juntamente com a fotografia, seguida da direção de arte e figurinos. A novidade dos “destaques de quase sempre” da série, aqui, é mesmo a música, que já a algum tempo não era tão bem utilizada, especialmente na primeira parte da história. Com um cliffhanger que nos deixa com muitas dúvidas, uma nova promessa de “caça ao amuleto”, e os possíveis problemas de Mick e da filha de Stein, a temporada chega ao fim de sua primeira parte, neste segundo ano. E lá está um impagável Rip Hunter atuando como diretor de cinema nervoso. A equipe voltará a ser como antes ou este não é Hunter que conhecemos?

Legends of Tomorrow retorna em 24 de janeiro de 2017.      

Legends of Tomorrow – 2X08: The Chicago Way (EUA, 8 de dezembro de 2016)
Direção: Ralph Hemecker
Roteiro: Sarah Nicole Jones, Ray Utarnachitt
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Neal McDonough, John Barrowman, Wentworth Miller, Isaac Keoughan, Cole Vigue
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.