Crítica | Legends of Tomorrow – 2X15: Fellowship of the Spear

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estrelas 3

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

A esta altura do campeonato, faltando mais dois episódios para o final da temporada — desnecessariamente estendida, e infelizmente, este será o mesmo padrão da 3ª Temporada — fica difícil engajar-se por completo e manter ativo o interesse pela história da Lança do Destino. Para quem acompanhou a minha fase de críticas em The Flash, especialmente na terrível 2ª Temporada, certamente se lembra das inúmeras reclamações que eu fazia em relação aos seriais muito longos e manutenção do mesmo problema central como motor dramático da temporada. Pois bem, a reclamação aqui é a mesma, apenas com a vantagem de a história das Lendas ser melhor que a de The Flash.

Também já não é segredo que esta temporada de LoT está boa e que tem usado muito bem as referências dos quadrinhos, além de criar novas coisas para a série. Mas tudo tem limite e uma história não consegue ser tão esticada quanto essa da Lança do Destino, que ainda está dando o que falar e obviamente já está retirando do roteiro o elemento surpresa e a boa construção de obstáculos para as Lendas. É tarde para criar grandiosos conflitos, brigas de equipe sobre um objeto há muito procurado e inconstâncias na localização de alguns membros dentro do grupo, como a vontade de Nate e Amaya em mudar a História para seus próprios fins e Mick, o vira-casaca, que agora passa para o time dos vilões (de novo!), ao menos é o que o roteiro nos vendeu à primeira vista, talvez seja apenas um disfarce do Onda Térmica.

Independente da resolução que será tomada para o piromaníaco, o espectador fica levemente entediado com a manutenção da história da Lança. Eu realmente imaginei que este episódio traria a resolução final do arco e então já apresentaria os caminhos para a temporada seguinte, mas os produtores vão mesmo fazer uso do tempo extra para brincar de “mais do mesmo”. Não se enganem, o episódio continua sendo bom e eu mantenho com bastante segurança a nota dada no início do texto. Os diálogos aqui são interessantes, a presença de Tolkien é ótima, o cenário da I Guerra Mundial idem, mas mesmo assim, a ideia de repetição martela na cabeça do espectador enquanto um novo capítulo do joguinho de gato e rato para ver quem tem o poder, acontece.

Para nossa sorte, o roteiro dessa história é inteligente e, a começar do título, não perde a oportunidade de fazer referências literárias à obra de J.R.R. Tolkien, um dos melhores personagens coadjuvantes que apareceram nessa temporada. Também é “resolvido” o impasse do sumiço de Damien Darhk e Malcolm Merlyn, provando que o plano da Legion of Doom para a Lança é sério e foi arquitetado de forma bastante coerente. Claro que esse retorno aconteceu mais como um rompante do que como uma reintrodução, mas não foi algo que marcou de maneira negativa a reta final, talvez porque esses sumidos sejam coadjuvantes e, por isso mesmo não tiveram imperioso espaço ao longo do ano.

Agora é de se supor que os produtores irão resolver o problema da Lança no último episódio, jogando as Lendas no destino da próxima temporada, quase que a toque de caixa. Espero que ao menos a história seja divertida e que não façam a mesma cosia no próximo serial. Como ainda não sabemos se a linha dos enredos será de “casos da semana” ou de “trama da temporada”, não dá para tecer previsões diante do que teremos a seguir. De todo modo, espero que resolvam esse clima estranho de bastidores em relação a Rip e Sara e que não tirem Ray e Nate da equipe, pois eles adicionaram coisas muito boas para a equipe este ano do show. E falando nisso, fica a pergunta: quem vocês acham que sai do elenco regular?

Legends of Tomorrow – 2X15: Fellowship of the Spear (EUA, 21 de março de 2017)
Direção: Ben Hernandez Bray
Roteiro: Keto Shimizu, Matthew Maala
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Neal McDonough, John Barrowman, Wentworth Miller, Jack Turner, Michael Robinson
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.