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Crítica | Legends of Tomorrow – 4X03: Dancing Queen

por Luiz Santiago
91 views (a partir de agosto de 2020)

Legends-of-Tomorrow-Dancing Queen plano critico

  • Há SPOILERS do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios.

A busca por criaturas ou manifestações mágicas continua nessa 4ª Temporada de Legends of Tomorrow, mas nesse terceiro episódio recebe uma interessante novidade, talvez uma continuação temática — ainda não sabemos ao certo que destino isso terá — do afastamento de Nate da equipe, firmado em Witch Hunt. Dessa vez, em uma aventura na cidade de Londres, nos anos 1970, as Lendas precisam encontrar a magia que está causando um distúrbio na linha do tempo, algo que muda drasticamente a História do Reino Unido. Ali, eles encontram uma metamorfa. E é em torno da cena punk britânica e de mais uma intensa sequência de acontecimentos em vários núcleos de personagens, que o roteiro se desenvolve.

O que eu não gostei aqui foi de algo que pode perder validade com o passar dos episódios, mas no caso específico desse Dancing Queen, falo da presença da Amaya que não é a Amaya. Por mais que eu goste muito da equipe central das Lendas, sempre fui simpático à ideia de um renovo parcial do grupo a cada temporada, com apresentação de novos personagens (ou pelo menos de um novo personagem) para o time. Claro que temos a presença fixa (?) de Constantine nesse ano, mas o anti-herói ligado à magia, ocultismo ou ao sobrenatural não era exatamente uma novidade no programa, certo? Então, na primeira oportunidade de trazer alguém novo, temos uma metamfora, agora sem poderes para se destransformar, que é “presa” na figura de Amaya. Eu realmente tinha ficado feliz com o afastamento da Vixen. Para mim, a heroína tinha entregue o que era necessário e saiu no momento certo. Mas perece que não, né… Se ela (que não é ela) for ficar, eu precisarei de muito esforço para me acostumar com a ideia…

A base do episódio, porém, tem Ray no centro das atenções fazendo coisas que são bem diferentes do que ele faria em qualquer condição normal. O que era para ser uma caçada simples à “criatura mágica” acabou sendo uma libertação do “espírito animal” do Eléktron, personagem cuja inocência nunca perdeu o tom ou a graça na série. Ray é um dos personagens mais bem escritos de LoT — e isso desde a tenebrosa 1ª Temporada! — e vejam que, no decorrer dos capítulos, o humor ligado à postura mais quietinha e inocente do personagem não cruzou certas linhas de exagero como está acontecendo um pouco com Gary esse ano. Vejam, eu adoro Gary. Para mim ele foi uma das melhores adições feitas ao elenco do show do ano anterior para este, juntamente com Ava e Constantine, mas certas bobagens têm limite. É muito importante que os showrunners tenham um olhar cuidadoso para isso, a fim de que alguém tão bacana como Gary não vire aquele alívio cômico irritante.

O conflito de Ray é muito bem trabalhado no presente roteiro, primeiro porque envolve a facilitação dele para a fuga de Nora (logo mais deve voltar a aparecer, não?), depois porque mostra o quanto ele se importa com a possibilidade de redenção das pessoas. Não creio que exista, nas Lendas, além dele e de Constantine, personagem de marca moral tão fácil de entender e tão coerente a longo prazo. Num episódio como este, por exemplo, percebemos o quão interessante é o uso desse tipo de padrão para fazer o drama avançar. Funciona muito bem! E notem que no outro extremo de marcas pessoais temos Nate e Gary tentando resolver um problema e seguindo mais ou menos a mesma linha de valores pessoais em choque, em revisões, burlando alguns protocolos da Agência Temporal.

Gostei muito do uso da música para embalar a cena punk de Dancing Queen e destaco especialmente a maquiagem, o cabelo (mesmo os ridículos) e o figurino. Agora é ver como é que vão adicionar as renovações de equipa na temporada. Minha opinião inicial é: precisamos de gente nova. E tomara que Amaya (que não é Amaya) vá embora logo.

Legends of Tomorrow – 4X03: Dancing Queen (EUA, 5 de novembro de 2018)
Direção: Kristin Windell
Roteiro: James Eagan, Morgan Faust
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Tala Ashe, Jes Macallan, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Adam Tsekhman, Ramona Young, Anjli Mohindra, Jack Gillett, Maisie Richardson-Sellers, Aria DeMaris, Artin John
Duração: 43 min.

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26 comentários

H-Alves 11 de novembro de 2018 - 09:54

Poxa o que mais gostei do episódio foi o desfecho da personagem. Quando ela fala que tudo que é diferente o ser humano tem medo. E que nem por isso ela merece ir pro inferno. É bem explícito que ela estava só brincando no episódio.
Gostei muito disso.
Se ela ficar de alguma forma no time tbm gostaria que fosse com outro rosto. E se ficar, quero ver até onde se pode confiar num demônio.

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Luiz Santiago 11 de novembro de 2018 - 10:45

Isso pode ser interessante, mas não como Amaya.

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Matheus Rocha 10 de novembro de 2018 - 23:55

Também não gostei da volta da Amaya (a personagem já tinha encerrado bem seu ciclo)

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Luiz Santiago 11 de novembro de 2018 - 02:19

Só espero que ela não fique…

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Luiz Santiago 10 de novembro de 2018 - 14:00

No jornal que eles descobrem com o Ray e as Lendas numa cena disco.

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Luiz Santiago 9 de novembro de 2018 - 04:58

Pois é, o fim da Amaya foi no ponto, ela, em resumo “deu o que tinha de dar”. Foi um bom final e agora estão querendo colocar a “personagem de novo” na série. Me soou estranho. Agora é ver o que pretendem fazer com isso… E o que será que esse Kid Flash tá aprontando, hein? Eu também acho que ele funciona muito melhor aqui! Na época que eu via The Flash, não gostava dele por lá!

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Isac Marcos 10 de novembro de 2018 - 13:10

Por falar nisso, quando a metamorfa visualizou a Amaya para poder copiar a forma dela? Não me lembro em que parte isso ocorreu (se ocorreu)?

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Isac Marcos 8 de novembro de 2018 - 16:30

Tbm não curti a introdução da Amaya-que-não-é-Amaya; acho que a personagem teve boa passagem pelo seriado (diferentemente do casal Gavião, que todos nós queremos esquecer…) e não precisava terem colocado alguém só para lembrá-la.
Estou achando estranho que o Kid Flash até agora não chegou (no 1º episódio da 5ª Temporada de The Flash ele sai de cena rumo às Lendas), e achei que ele ocupa lugar melhor em LoT do que em TF; mas já está no 3º episódio e nada, acho que ele só deva fazer participação então.
Por fim, espero que não exagerem com o Gary, mas torço p/ que ele seja o salvador nesta temporada, ainda mais pela “ligação” com o Constantine rsrsrs.
Obs.: Quem assiste a outros seriados do Arrowverse, está vendo Beebo se expandindo p/ as outras séries que fazem parte deste universo 🙂

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 15:29

Falar em Monstro do Pântano eu fico me tremendo todo. Tu não tem noção de como eu gosto desse personagem.

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Stella 8 de novembro de 2018 - 15:45

Essa série tem tudo pra ser de primeira, o elenco está muito bom e tem James Wan envolvido. Não tem como segurar o hype.

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 16:02

Tá altíssimo já!

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Cristiano de Andrade 8 de novembro de 2018 - 09:08

Luiz, não vai ter critica da ultima temporada do House of Cards?

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planocritico 8 de novembro de 2018 - 13:04

@cristianodeandrade:disqus , é o Ritter aqui. Cara, HoC é comigo, MAS a Claire Underwood teve o azar de soltar a temporada solo dela bem no começo do Festival do Rio que estou cobrindo. Entre pesquisar os filmes, brigar pelos ingressos, ir até os cinemas, assistir pelo menos dois filmes por dia e ainda escrever sobre eles para o dia seguinte, não consegui tempo para acabar a última temporada de forma a publicar a crítica essa semana, que era meu objetivo desde o início.

Mas sai semana que vem!

Abs,
Ritter.

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Cristiano de Andrade 8 de novembro de 2018 - 13:07

tranquilo Ritter.

Outra coisa que eu gostaria de perguntar é por que vocês pararam de fazer criticas as revistas da coleção Graphic MSP? Eu acredito que sei o motivo, mas não quero tomar conclusões precipitadas. Pode esclarecer por favor?

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planocritico 8 de novembro de 2018 - 13:09

Cara, as Graphic MSP são com o @luizsantiago:disqus . Se eu chego perto de uma delas, ele se joga no chão, faz bico e diz que vai quebrar tudo. Aí eu me afasto até o dardo tranquilizante fazer efeito…

Mas vou pedir para ele vir aqui comentar.

Abs,
Ritter.

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 15:40

Sobre as Graphic MSP, que são basicamente meu território aqui: eu fiquei meio de ranço com o Mauricinho, por isso dei uma pausa na escrita dos novos materiais. Nada duradouro, apenas temporário. Ranço de atitudes que não aprovei, vindo de um artista como ele. O motivo, basicamente, você pode conferir nesse Plano Polêmico: https://www.planocritico.com/plano-polemico-21-turma-da-monica-forcas-armadas-e-o-peso-dos-quadrinhos-de-mauricio-de-sousa/

O problema foi que quando o ranço sumiu, eu já tava cheio de coisa pra fazer. Mas é um material que você pode ter certeza que voltará aparecer por aqui. Só passar um pouco a correria de agora. Comprados eu já tenho todos, só falta ler e escrever…

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Cristiano de Andrade 8 de novembro de 2018 - 15:52

Eu desconfiava que o motivo fosse esse mas, com todo o respeito a você que é um cara que admiro pra caramba, e respeito o motivo mas na minha opinião esse seu “ranço” afeta leitores que gostariam de ver esses materiais resenhados a aos artistas envolvidos que não tem nada a ver com a historia.

Mas reitero que respeito o motivo.

abraço!

Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 16:01

Preço a ser pago às vezes é algo que tem ramificações mesmo, não tem jeito. Nesse caso, jamais poderia ter sido o contrário, para mim. Somos humanos e temos nossas questões para adequar, não é mesmo? Faz parte da jornada. Mas como eu disse: nunca foi algo definitivo, num futuro próximo, o material volta aqui firme e forte. Fique de olho!

Huckleberry Hound 8 de novembro de 2018 - 07:36

Essa série tá mais zoada?

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 07:55

Como assim?

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Huckleberry Hound 8 de novembro de 2018 - 15:14

mais comédia?

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 15:27

Em relação à 1ª Temporada sim, ela está mais cômica. Mas esse status vem desde a 2ª Temporada, daí só veio mantendo o que era bom e refinando sua comédia.

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Stella 8 de novembro de 2018 - 13:20

Não, com a introdução do Constantine ficou melhor.

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Luiz Santiago 8 de novembro de 2018 - 05:42

Eu também! E essa criatura que está perseguindo ele com certeza será algo essencial para o andamento da temporada. O negócio tá bem legal!

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Stella 8 de novembro de 2018 - 13:14

Espero que com a vinda do Monstro do Pantano com classificação 18+ no DC Universe, façam do Hellblazer. Essa série pode abrir possibilidades para outras adaptações do Vertigo, estou muito animada com as possibilidades, mas caso não aconteça, espero que a CW pelo menos traga Constantine de volta, talvez isso ja seja um teste né.

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Stella 7 de novembro de 2018 - 18:15

Impressionante como Constantine fez a série ficar bastante legal, para mim no caso, estou me divertindo bastante.

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