Crítica | Legends of Tomorrow – 4X07: Hell No, Dolly!

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  • Há SPOILERS do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios.

Trazendo à tona uma das causas do tormento de Constantine, o Demônio Neron, criado na minissérie A Vingança do Submundo, de Mark Waid, esse episódio mostrou um grande avanço diante da trama geral da temporada, uma preocupação que apareceu entre as minhas linhas na crítica de Tender Is the Nate. Por enquanto, porém, não há mais motivos para preocupação. A base central do episódio foi de exploração direta de uma questão que só tínhamos visto em mini flashbacks até aqui, além de mostrar um pouco do caráter, da vida passada e de questões íntimas que envolvem Constantine, colocando de maneira correta as ações dele, inspiradas nas HQs; sua sexualidade e a dimensão das forças com as quais ele  vive brincando e brigando…

A menção indireta ao musical Hello Dolly!, a menção direta ao professor Stein e ao filme Brinquedo Assassino, mais a presença de uma personalidade como Marie Laveau certamente falam a favor do roteiro de GodfreeFaust, que souberam como ninguém utilizar o McGuffin perfeito e entregar bem rápido aquilo que veio perturbar as Lendas na presente ocasião. Ou era o que nós pensávamos. O texto consegue, na verdade, empurrar a narrativa para outro lugar, com coisas bem mais sérias e, convenhamos, mais importantes para o andamento da temporada.

A questão com Mona aqui me deixou de boca aberta. Meu amorzinho por ela foi exatamente igual ao que tive por Gary quando ele começou a aparecer, mas dentro de perspectivas diferentes. Mona é mais fofa e compassiva, algo que é bom a gente ter no meio de tanta gente com tantas intenções e posturas ligadas a uma “agenda”, que consiste basicamente todo mundo da série, inclusive Gary. A relação dela com o Kaupe (Konane / El Lobo) é uma daquelas bizarrices que só funcionariam mesmo nessa série e que realmente tem uma ótima exploração no enredo, fazendo o óbvio flerte com A Bela e a Fera e colocando isso como um dos ganchos para o episódio seguinte, pela forma como é afetado pela ação de Constantine.

A mudança da História causada pelo Mago veio de maneira inesperada (para mim, pelo menos) e com resultados que prometem dar mais ingredientes para o restante da temporada. Até aqui, estávamos à caça de monstros liberados após a fuga de Mallus, que foi o tema da 3ª Temporada. Com essa mudança temporal — que realmente espero que seja utilizada como motor para a série após o hiato, mas começando já no 8º episódio –, muita coisa pode se reformular, novos arranjos de times, novas metas podem ser estabelecidas, coisas assim. Como o crossover entre as séries da CW este ano de 2018 NÃO vai contar com as Lendas (eles vão usar o evento para lançar as bases da série da Batwoman, por isso não colocaram os “desgarrados” no Elseworlds, o que para mim foi um mega acerto), me parece que os showrunners de LoT estão pensando em sua própria forma de trabalhar com mudanças espaço-temporais e… personalidades.

Ágil e com momentos lindíssimos na direção de fotografia (todas as cenas de New Orleans e as cenas de John & Desmond são as de maior destaque) Hell No, Dolly! só pisa um pouquinho na bola no mini-bloco com Nate e Gary, que destoa de todo o restante, mas de resto, oferece um baita entretenimento e prova que valeu a pena a gente atravessar aquele horror com os Gaviões e Vandal Savage para chegar aqui e poder curtir loucura e qualidade em iguais (e altas) medidas. Credo, que delícia!

Legends of Tomorrow – 4X07: Hell No, Dolly! (EUA, 3 de dezembro de 2018)
Direção: April Mullen
Roteiro: Grainne Godfree, Morgan Faust
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Amy Louise Pemberton, Ramona Young, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Adam Tsekhman, Christian Keyes, Joyce Guy, Darien Martin, Jason McKinnon, Paul Reubens, Ron Selmour, Katrina Reynolds, Gwenda Lorenzetti, Mia Bella Becker, Wolsey Brooks
Duração: 43 min.

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.