Crítica | Legends of Tomorrow – 5X01: Meet the Legends

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  • Há SPOILERS! Leia aqui as críticas dos outros episódios.

Depois do episódio Especial “00” de Legends of TomorrowCrisis on Infinite Earths – Parte Cinco, a série retorna à sua programação normal com Meet the Legends, o início oficial (e perigoso) da 5ª Temporada do show. E eu disse “perigoso” porque o roteiro desse episódio tinha que trabalhar em duas vertentes: a primeira, lidando com o retorno de Sara e Ray e Mick do crossover e a segunda, lidando com algo ainda mais complicado e ingrato, que é a introdução já avançada do simpaticíssimo Behrad Tomaz (Shayan Sobhian) na equipe.

A estrutura utilizada pelos roteiristas Grainne Godfree e James Eagan foi, em uma só palavra, matadora. Depois do decepcionante Hey, World!, eu confesso que estava com medo, algo que há muito eu não tinha em relação à série. Mas a reentrada do show no ar veio de maneira direta, brincando com a exposição de maneira inteligente, engraçada e com uma boa dose de loucura, aquilo que a gente realmente esperaria de LoT. Como muita coisa mudou ou se colocou no meio da linha do tempo dos personagens nos últimos tempos, a volta do programa tinha por obrigação tratar desses assuntos em tela, e seria um porre ver 40 minutos de exposição engraçadinha a respeito da Crise, de Oliver ou mesmo de B., que enquanto não tem um crush na série, posso disponibilizar um espaço para ele aqui no meu coração, ao lado do furacão Avalance.

Como o uso da metalinguagem não é algo novo na série, coube ao diretor Kevin Mock colocar na tela de maneira criativa o status atual do show, fazendo-o de forma bem rápida e não-contínua com os traumas de Sara e de modo muito competente com Behrad. Minha antipatia para com o personagem no Finale da 4ª Temporada deu um enorme giro de recepção, fazendo com que eu visse com bons olhos tudo relacionado ao personagem aqui, algo que não posso dizer de Mona, Gary e da sumida incoerente de Charlie, por exemplo. Se tivesse que escolher, claro que eu prefiro essa sumida do que ver a personagem jogada sem fazer nada ou apenas povoando as cenas, mas convenhamos: nem tanto ao Céu, nem tanto à Terra, não é mesmo?

Voltando a Behrad, o texto conseguiu incluir o personagem de forma objetiva, orgânica e sem abusar de elementos expositivos: a metalinguagem bastou para recolocar todo mundo num mesmo espaço, afastar Constantine temporariamente e introduzir a temática da temporada, já aludida no ano anterior — uma nova caçada a vilões, dessa vez, a corpos reencarnados cujas almas estavam no inferno. Vocês que acompanham minhas críticas há tempos sabem que eu desgosto imensamente dessa reciclagem de tema, mas estou pronto para pagar a língua. Se usarem-no bem, então que seja este e vamos que vamos!

O legal da dinâmica metalinguística é que a entrada de Rasputin como a primeira alma reencarnada do Inferno caiu como uma luva, sendo o objeto de filmagem de uma equipe de documentaristas. O princípio para a ação dessa equipe é válido, mas bem fraco e claramente os showrunners não deixam a série orbitar outros problemas, jogando com as mesmas coisas para tentar mudar elementos apenas na superestrutura, o que é uma constante nas séries de heróis da CW, então a gente já sabe… De qualquer forma, o recurso é bem utilizado e Kevin Mock não perde a oportunidade de nos colocar também a perspectiva e não apenas a ideia de um doc sobre as Lendas, um bom toque estético que cimenta o gênero abordado.

Pelo visto Mona realmente vai sair da equipe, certo? Se for e voltar apenas como Rebecca Silver, eu acho isso excelente. Já em relação Gary, rogo que os showrunners tenham orientado os roteiristas dessa temporada a darem ao personagem o brilho que ele tinha no começo, sendo engraçado e entrando e saindo de cena nas horas certas. Cortar as bobagens e os exageros dele é vital para não torná-lo odioso. E em relação a Zari… ela vai voltar mesmo? Assim fica complicado, bem complicado. Mas vamos ver que caminho de fato vão tomar daqui para frente. E lá vamos nós de novo. Preparados?

Legends of Tomorrow – 5X01: Meet the Legends (EUA, 21 de janeiro de 2020)
Direção: Kevin Mock
Roteiro: Grainne Godfree, James Eagan
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Courtney Ford, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Ramona Young, Adam Tsekhman, Sisa Grey, Shayan Sobhian, Michael Eklund, Adam Beauchesne, Callum Seagram Airlie, Paul Batten, Ryan Elm, Luisa Jojic, Clare Filipow, Gregory Tunner
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.