Crítica | Legends of Tomorrow – 5X10: Ship Broken

  • Há SPOILERS! Leia aqui as críticas dos outros episódios.

Inicialmente esse episódio não seria exibido no dia 5 de maio de 2020, mas a CW resolveu não fazer mais nenhuma parada ao longo dessa 5ª Temporada de Legends of Tomorrow e lançou um calendário inteiro de Season Finale para as séries do Arrowverse, de modo que puxaremos daqui até o fim, sem interrupções. Os produtores do show já haviam dito que antes da pandemia tinham conseguido filmar tudo o que era necessário para finalizar a temporada, faltando talvez algumas cenas complementares que só descobririam na pós-produção. Nesse caso, como deverá acontecer com todos os programas da emissora nessa temporada, a sensação de que falta alguma coisa nos episódios deve ser recorrente, e ela aparece aqui também. Não interfere de maneira definitiva no enredo, mas é algo perceptível, especialmente na reta final.

E aqui temos a primeira participação boa de Mick na série desde muito, mas muito, muito tempo! Eu confesso que fiquei impressionado, e por diversos motivos. Por mais que entenda a constituição do personagem, resmungão e de poucas palavras, o contraste dele em relação à equipe me irritou desde o início da série, mas como ele tinha uma participação ativa notável até certo ponto do programa, isso era relevado. Com sua atividade de escritor e sua reclusão cada vez maior, a coisa mudou de figura e piorou com essa busca dele para se reconciliar com a filha (vale destacar aqui que o problema não é o tema e sim a execução desse tema frente a um personagem como Mick). Neste episódio, porém, há uma curiosa virada de qualidade.

Por um lado, eu não gostaria que essa garota fosse integrada à equipe e ainda acredito que já deu a hora de Mick ir embora, mas neste episódio a presença de pai e filha é realmente aplaudível. O roteiro não descaracteriza o brutamontes e ao mesmo tempo cria uma excelente relação de morde e assopra, desenvolvendo um pouco mais das duas partes. Confesso que não gostei nada daquela forçação de barra com todo o tesouro acumulado — não vejo sentido naquilo, porque é muita coisa roubada, qualquer um já teria percebido isso — mas também é algo engraçadinho que a gente resolve não pegar tanto no pé porque está bem integrado a uma trama maior.

E cá seguimos com Astra na nave, sendo injustamente acusada quando literalmente um cão dos infernos é adotado por Gary (tinha que ser!) e começa a influenciar mortalmente a equipe. Isso serve também para a revelação dos poderes de Sara, que passa a ver o futuro, uma habilidade interessante para ser integrada à luta das Lendas. Resta saber como no andamento da temporada, esse drama de Sara será resolvido. Imagino que agora ela não estará mais tão escanteada assim, o que é uma boa pedida. Falta agora trazerem B. à vida. O afastamento dele parece agora algo pensado para diminuir o contingente da nave e dar espaço para mais duas personagens (Astra e Lita), mas como são presenças temporárias — assim espero! — podemos contar com o nosso herói voltando em breve.

A trama do cachorro, por mais divertido que tenha sido, não sustentou muita coisa aqui. Serviu para retirar alguns personagens da toca e trazer sentimentos e ações à tona, mas o capítulo em si foi parado em relação ao andamento geral da história, o que me deixa com um pouco de medo porque agora só faltam mais 4 episódios para o fim da temporada. Torço para que não haja correria no encadeamento da trama justamente no desfecho. Até aqui, este ano do show tem se mantido muito divertido. Que não se repita a vergonha do final da 4ª Temporada!

Legends of Tomorrow – 5X10: Ship Broken (EUA, 5 de maio de 2020)
Direção: Andi Armaganian
Roteiro: James Eagan, Mark Bruner
Elenco: Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Adam Tsekhman, Mina Sundwall, Andrew Morgado
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.