Crítica | Legends of Tomorrow – 5X12: I Am Legends

  • Há SPOILERS! Leia aqui as críticas dos outros episódios.

Derivação um tanto peculiar de Eu Sou a Lenda, este episódio de Legends of Tomorrow se mostra um dos mais sombrios, mais impactantes e ao mesmo tempo mais firmes em relação ao andamento final de uma história que tivemos em toda a série até o momento. Com propositais referências a A Volta dos Mortos Vivos (1985) e Todo Mundo Quase Morto (2004), além de um “cameo” de George A. Romero no meio de uma tensa cena de Constantine e Zari escapando dos zumbisI Am Legends traz as piores consequências possíveis após uma das irmãs de Charlie mudar a realidade do Reino Unido infestando o país de mortos-vivos.

Aparentemente espelhando um forte espírito de época (vale lembrar que uma das produções com super-heróis mais marcadas por desgraças, Liga da Justiça Sombria: Apokolips War, é da mesma safra) I Am Legends procura encurralar a equipe ao máximo, separando-os da Waverider e deixando-os à mercê de nenhum ou questionáveis meios de transporte em um cenário completamente hostil. É uma situação curiosa que acaba cumprindo o seu papel de maldade, mas parece quebrar uma linha mais orgânica que a série vinha adotando nos enredos até aqui, especialmente porque há um desequilíbrio entre os blocos, o que talvez seja o maior problema em cena.

Depois de um período caindo no poço da forçação de barra, Gary voltou a ter uma boa representação nessa temporada, e aqui ele protagoniza o bloco com Astra, com o coelhinho encarnando (imaginariamente) Gideon e com as irmãs de Charlie. Como não temos uma grande ligação com nenhum desses personagens, o bloco fica emotivamente solto e só não parece dramaticamente deslocado porque sua importância para a temporada é patente, afinal, trata de como os anéis que formarão o Tear do Destino estão sendo tratados; de como Astra pode ou não trair as Lendas e, ao fim, de como Charlie vai obviamente enganar as irmãs.

Aqui estamos diante de uma aventura em que todo mundo tem algum papel para representar. Fico pensando qual a necessidade de não darem a poção de imortalidade para Zari, já que ela estava junto das Lendas, correndo riscos e à procura do irmão. Acabou não fazendo muito sentido. Aliás, toda a procura pela imortalidade morreu na praia, vencendo bem antes de o grupo conseguir alguma coisa com ela. Estou animado para ver como vão colocar o Reino Unido novamente nos eixos (reescrever a história não é novidade na série, não é mesmo?) e finalmente, para sabermos quem fica e quem sai no encerramento dessa temporada. Será que estão jogando toda essa marra de “vou embora” diante da Sara por nada? Será que ela vai mesmo embora ou isso serve apenas para marcar a saída de Ava ou alguma outra coisa traumática no fim da temporada?

Legends of Tomorrow – 5X12: I Am Legends (EUA, 19 de maio de 2020)
Direção: Andrew Kasch
Roteiro: Ray Utarnachitt, Leah Poulliot, Emily Cheever
Elenco: Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Adam Tsekhman, Sarah Strange, Joanna Vanderham, Steve James, Peter Dewhurst, Riley Davis
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.