Crítica | Legends of Tomorrow – 5X13: The One Where We’re Trapped On TV

  • Há SPOILERS! Leia aqui as críticas dos outros episódios.

Em termos de mudanças de linha do tempo, The One Where We’re Trapped On TV (evidente referência a Friends, que ganha aqui a sua versão fantástica intitulada Ultimate Buds) relembra elementos Doomworld, só que com o tratamento vindo do hilário e excelente Legends of To-Meow-Meow, uma outra homenagem da série para diversas produções, ou seja, caminhos para consertarem alguma coisa errada na realidade presente. Neste penúltimo capítulo da 5ª Temporada (que o tempo inteiro me fez lembrar The Lie of the Land, episódio da minha série favorita que tem a exata mesma premissa), as Moiras venceram as lendas e agora regem uma linha do tempo onde o livre-arbítrio (ou algo próximo dele) foi totalmente retirado das pessoas.

Um ponto que eu gostaria que o episódio chamasse a atenção para si mesmo, é o fato de que esse tipo de controle tem furos. Se não houvesse piscadelas para coisas mais óbvias que isso ou segundos perdidos mostrando gente que não faz diferença alguma para a história, tudo bem, mas já que isso existe, seria bom a presença de uma frase apenas que desse conta do por que as irmãs permitem certos pensamentos divergentes. Isso e o fato de elas claramente permitirem a existência de divergências físicas, como Gary, o cara louco que alerta para o fato de que tudo aquilo está errado mas ninguém dá ouvidos… e não necessariamente porque não querem.

À parte esse aspecto e uma dificuldade que a montagem tem aqui em ordenar de maneira mais orgânica a passagem de um ambiente serial para outro, o episódio é diversão pura, com as Lendas presas em versões de shows icônicos e que refletem aquilo que haviam sonhado no mundo anterior, um amargo presente de Charlie para os amigos, para mantê-los vivos. A situação é moralmente complicada, mas o roteiro guia a questão sem grandes problemas. E devo dizer que só uma abordagem de qualidade consegue passar de um ponto tão sério e tão desesperançado quanto I Am Legends para uma comédia deliciosa que tem o papel de retirar um pouco a nossa atenção do tema sério do capítulo anterior e das terríveis consequências que tudo aquilo trouxe para a humanidade.

Cada um dos blocos seriais possui grande qualidade da direção de arte e de figurinos, o xodó de constante excelência nessa série, mesmo quando ela era ruim. Talvez exagerando demais nas bobagens de Nate e do meu menino Behrad Tarazi, mas nunca perdendo a linha de fato, o roteiro lida com uma situação difícil e de forma nada óbvia, nos levando para o Finale da temporada. Um capítulo que nem parece o penúltimo do ano e que explora problemas sérios da forma mais peculiar que um show como LoT poderia. Com o andamento da coisa, me parece que o texto da próxima semana usará a moral para dar fim à participação de Charlie (talvez a atriz volte com outra personagem, vai saber), provavelmente com algum sacrifício. Minha curiosidade está agora ligada em como vão encerrar o arco de Astra e o que vão fazer com as duas Zaris. Descobriremos logo mais.

Legends of Tomorrow – 5X13: The One Where We’re Trapped On TV (EUA, 26 de maio de 2020)
Direção: Marc Guggenheim
Roteiro: Grainne Godfree, James Eagan
Elenco: Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Ramona Young, Shayan Sobhian, Adam Tsekhman, Mina Sundwall, Alice Hunter, Joanna Vanderham, Lisa Marie DiGiacinto, Erik Gow, Sophia Johnson, Tara Burnett, Kurt Teixeira, Jarett John, Jillian Zavazal, Manraj Sidhu
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.