Crítica | Legends of Tomorrow – 5X14: Swan Thong

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Bem… não foi o melhor Finale, mas certamente foi assustadora e colossalmente superior ao troncho e ridículo Hey, World! da temporada passada. Pela maneira como a temporada foi se desenvolvendo e pela parte não tão elogiável envolvendo as vilãs — mais uma vez, personagens isoladamente ou conceitualmente interessantes cujo trabalho de desenvolvimento na série foi ruim, a ponto de não nos deixar acostumados ou ligados a elas — eu imaginava que o roteiro poderia ter dificuldades para lidar com o encerramento da trama e com a deixa para o que poderia acontecer na próxima temporada. Com a abdução de Sara, está claro que realmente haverá aliens em cena.

O retorno para o ambiente de dominação das Moiras foi uma escolha acertada do texto em termos narrativos — jogando com algo que conhecíamos –, mas não foi algo que me pareceu assim tão chocante. Somando-se aí a divisão um tanto inútil dos grupos, o que tivemos no primeiro ato do episódio foi uma morna procura pela nave e ajustes diante dos desmandes promovidos pelas deusas do Destino. Não consegui mais uma vez me conectar às vilãs e, para ser sincero, achei estranhíssima a posição de Charlie diante da Nova Ordem Mundial, comprando quase que de bom grado o discurso de pessimismo absoluto frente à existência humana sem nem considerar o outro lado. Sim, a gente, como espécie, não presta. Mas pelo menos alguns de nós conseguiram/conseguem fazer algumas coisas legais e também promover e receber felicidade e amor. Difícil é engolir uma deusa rebelde que se esquece disso.

Mas dado o desconto básico de influências e comportamento retroativo para Charlie, conseguimos chegar a um segundo ato mais interessante, mais cheio de ação e com alguns momentos tocantes, sendo Zari a grande representante de tudo isso, especialmente pela relação com o irmão Behrad. Eu aprendi a amar Zari tardiamente, e ver a atriz Tala Ashe dando uma verdadeira lição de dramaturgia e tornando a sua personagem ainda mais relevante é algo extremamente prazeroso. Como sempre, quando se trata desse time, os momentos solenes são bem escritos e dirigidos e a gente acaba no meio da despedida de maneira bastante intensa, como se fôssemos realmente parte da equipe.

Infelizmente Mick (e ao que perece, seu rebento) permanecem na equipe, o que é uma má, se não péssima notícia. Ainda torço para que a saída dele ocorra logo no início da próxima temporada, mas tenho minhas dúvidas. Charlie está definitivamente fora e ora, vejam só, Astra ficou por aqui também! Acho-a uma personagem muito forte, muito intensa e os roteiristas vão ter que tomar cuidado ao escrever para ela na próxima temporada, para não deixá-la apagar os colegas ou para não torná-la chata, como fazem alguns roteiros com personagens (especialmente mulheres) que possuem personalidade forte demais.

Para mim, esta 5ª Temporada foi inesperadamente interessante. Vocês sabem que eu comecei temendo pela repetição da premissa em relação à temporada anterior, mas acabei gostando bastante da trajetória, embora tenha me decepcionado um tantinho na reta final, que vejo consideravelmente aquém daquilo que foi construído e prometido pelo show neste ano. O bom é que tivemos mais uma temporada elogiável da série, com um episódio soberbo (o da TV) e mais aquelas loucuras bacanas que a gente só encontra aqui em LoT mesmo. Até a próxima temporada, galera!

Legends of Tomorrow – 5X14: Swan Thong (EUA, 2 de junho de 2020)
Direção: Kevin Mock
Roteiro: Keto Shimizu, Morgan Faust
Elenco: Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Courtney Ford, Olivia Swann, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Ramona Young, Shayan Sobhian, Adam Tsekhman, Joanna Vanderham, Mina Sundwall, Alice Hunter, Sarah Strange, Jack Gillett
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.