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Crítica | Legends of Tomorrow – 7X05: It’s a Mad, Mad, Mad, Mad Scientist

Com um pouco de sorte a bola de neve não vira avalanche, ainda.

por Davi Lima
1.174 views (a partir de agosto de 2020)

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  • Há spoilers! Leiam, aqui, as críticas dos outros episódios da série.

 

scientist It’s like a baby footprint. – Sarah Lance

Esse novo episódio de Legends of Tomorrow deu uma bela misturada entre o efeito borboleta e a imensurável sorte. Usando uma metáfora para fins didáticos, essa química desses dois fatores criaram uma espécie de balança praticamente 100% plausível para o espectador acompanhar o drama de tudo dando errado ao mesmo tempo que pode assistir tudo dando certo semelhante a uma sucessão de deus ex-machina. Desse jeito, o cenário arranjado dessa forma faz com que It’s a Mad, Mad, Mad, Mad Scientist seja uma eminência tensa da bola de neve de problemas acumulada da temporada se tornar uma avalanche, ao lado de alívios precisamente postos para não perder a plausibilidade dos acontecimentos sortudos.

Com a diversão proposta do episódio tão bem maquinada, as engrenagens precisam girar num tempo tênue entre a suspensão de descrença e a certa fatalidade que precisa convencer nós espectadores que há um real perigo. Se a série se propõe ser episódica, ainda assim sequencial de certa forma, esse é o episódio exemplar (mais um) de como se faz isso. Sarah Lance em sua ousadia e ânsia de parar a bola de neve não se preocupa muito com a avalanche que uma descontinuidade no espaço-tempo pode causar, mesmo que pequena. Por mais que isso seja quase uma regra dramática da ficção cientifica que isso vai dar errado, simultaneamente o perigo de dar certo é ainda pior. Essa é a graça do episódio, que move tudo. O fato de Gideon saber que o uso da máquina do tempo pelos Legends poderia matá-los por falta de uma peça estabiliza a balança do clichê.

It’s a Mad, Mad, Mad, Mad Scientist não poderia acabar bem completamente porque se não a temporada acabava, mas o susto de Thomas Edison morrer do coração por ver o robô de Edgar Roover explodir é a loucura de viagem no tempo suficiente de “deu ruim” para Nate e Zari Thomas se beijarem e discutirem a relação como suspiro clássico da série de que “vai dar tudo certo”. O romance também é a motivação de Sarah voltar atrás com seu plano de ignorar a linha do tempo e adiantar a máquina do tempo, e o amor por alguém é o que motiva o cientista louco Gwyn Davies a se juntar aos Legends para terminar a mesma máquina. Isso não deixa de serem as relações pessoais imprevisíveis tão quanto a pedra da sorte que Spooner tanto acredita. O roteiro modula as engrenagens nesse gira gira de ida e volta, como uma gangorra, até o ponto em que não se pode avançar a tragédia.

Observe como o clímax espertamente não é mostrado, apenas vemos Gideon correndo e Nova Iorque em blackout por causa da magia de Astra. Isso porque o episódio não pode alcançá-lo para preservar a expectativa trágica. Quando Spooner e Astra chegam onde está a máquina do tempo é uma espécie de reset muito certeiro, para que não haja um drama excessivo, o reencontro dos Legends meio brincalhão, em vista que toda a trama objetiva e tensa focou tanto nas engrenagens, nos personagens em meio a gangorra de sorte e problema, que o ato final é a mais pura sorte de Zari encontrar uma máquina no robô Roover para adiantar 300 anos da possibilidade de viajar no tempo. Ou seja, se antes era uma balança de “deu errado” e “deu certo”, numa ordem em sequência de tragédia e alívio, o final inverte como um grande azar inesperado que promove a pergunta: onde eles estão?

Antes o questionamento que movia os episódios era a pressa, o tempo e não mexer no espaço tempo, mas agora há uma preocupação maior qual espaço, local os heróis estão. Talvez It’s a Mad, Mad, Mad, Mad Scientist não seja um episódio perfeito, porque essa balança de sorte e azar pode fugir do equilíbrio na experiência de cada espectador. No entanto, Legends of Tomorrow em mais uma semana sabe produzir uma diversão tensa e histórica que dura 40 minutos bem aproveitados.

Legends of Tomorrow – 7X05: It’s a Mad, Mad, Mad, Mad Scientist – EUA, 03 de outubro de 2021
Direção: Andrew Kasch
Roteiro: Paiman Kalayeh, Mark Bruner
Elenco: Caity Lotz, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Adam Tsekhman, Shayan Sobhian, Lisseth Chavez, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Matt Ryan, Giacomo Baessato, Chris Britton, Matt Clarke, Eric Regimbald
Duração: 42 min.

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