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Crítica | Liga da Justiça: Um Novo Começo

por Luiz Santiago
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Reformular um grupo como a Liga da Justiça não é uma tarefa fácil e para chegar a esta conclusão não é preciso ser um gênio ou ter um profundo conhecimento do que aconteceu na DC Comics entre a Crise nas Infinitas Terras e o momento em que a editora bateu o martelo para a criação da nova da mega-equipe, com novos heróis e tom de roteiro completamente diferente do que havia antes, adaptando-se às “necessidades do mercado”. A tarefa desta empreitada ficou nas mãos de Keith Giffen e J.M. DeMatteis, que juntos, escreveram o roteiro; e de Kevin Maguire, responsável pela arte.

Com um tom cômico, mesmo ao falar de coisas sérias, os autores iniciaram esta nova jornada da Liga com brigas e disputas para ver quem ia falar; quem mandava em quem; sobre o que iriam falar ou o quê iam fazer. Iniciada pelo pouco amado Lanterna Guy Gardner, a primeira briga só é interrompida com a chegada de Batman ao lado do Senhor Destino, que diz que pode colocar fim à balbúrdia e é interrompido com um simpático “permita-me…“, do Morcegão, que coloca fim à contenda de maneira rápida e com uma demonstração de moral como poucos heróis da DC Comics possuem (aliás, só consigo ver tamanho moral e respeito geral de quem quer que esteja perto em mais outros dois: Superman e Mulher-Maravilha).

plano critico Batman Guy lanterna liga da justica

Moral: ou você tem ou você não tem. E só para constar, a participação do Batman nesta versão da Liga só vale por esta cena e pelo histórico nocaute.

Por mais que tudo seja estranho e difícil de processar, esta formação inicial da Liga até que chama a atenção nas duas primeiras revistas, conquistando alguma simpatia do leitor, se ele está aberto à nova experiência. Claro que o desenvolvimento desta história, que se estende até a edição #7: Justice League… International!, não se mantém tão vigorosa como no início, tendo inclusive partes bem ruins no desenvolvimento. Contudo, o mistério em torno do estreante Maxwell Lord e seu acesso inexplicável ao Santuário Secreto + o fato de ele “empurrar” alguns heróis para a Liga nesse começo — e torná-la internacional no fim do arco — é o bastante para despertar a curiosidade. Mesmo depois de algumas campanhas um pouco sem sentido, chega-se a um final positivo.

Existem duas versões e dois nomes para a Liga neste momento. As edições #1 a 6 recebem apenas o nome de Liga da Justiça, enquanto a edição #7 tem o “Internacional” acrescentado ao título, mudando, inclusive, a nomenclatura da revista, embora a editora tenha mantido a sequência de numeração. Quanto à equipe, existem dois times iniciais. O primeiro, tem essa configuração:

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Cena histórica: Batman socando Guy. E a reação do Besouro Azul não tem preço.

No final da saga, com as movimentações suspeitas, mas ditas “de boa vontade”, feitas por Maxwell Lord, temos a adição de mais dois membros na equipe, o Capitão Átomo (Nathaniel Adam) e o Soviete Supremo N°4 (Dmitri Pushkin), seguido da saída do Senhor Destino e do Capitão Marvel e da passagem da chefia do Batman para o Caçador de Marte. Como disse antes, mesmo tropeçando, o roteiro consegue ajustar as coisas para gerar curiosidade no leitor, conseguindo isso mesmo que tire de cena um ótimo personagem como o Capitão Marvel, com seu lado inocente, cômico sutil e eficiente… a única saída que realmente lamentamos. Em compensação, permanecem os interessantes Besouro Azul (sempre com boas tiradas, um dos poucos personagens, junto com Batman e Caçador de Marte, a não sofrer com as forçadas cômicas do roteiro) e Gladiador Dourado, que mesmo não sendo uma criança no corpo de um super-herói, apresenta o mesmo nível de sutileza e… digamos… fofura que o Capitão Marvel apresenta, guardadas as devidas proporções de comportamento vinda de cada idade, claro.

O maior impasse deste arco é que o caminho trilhado para a junção desta equipe parece, em sua maioria, forçado, com um tom épico repentino, sem muita atenção à construção narrativa e com dois momentos bem ruins vindo da caracterização de Guy Gardner na trama (e aqui falo completamente à parte à minha colossal antipatia por ele, analisando apenas a sua funcionalidade como herói na história). Primeiro, ele se porta de maneira que de fato atrapalha o grupo e chega a não fazer muito sentido a sua presença ali após a primeira luta contra os terroristas de discurso moralmente instigante da edição #1 — e um pouco, só devido ao histórico do personagem contra os soviéticos, na luta contra os Avanteadores / Campeões de Angor / Meta Milícia / Justifiers (cópia descarada dos Vingadores da Marvel), formado por Gaio (Blue Jay), Feiticeira de Prata (Silver Sorceress) e Wandjina, que acontece no país de Gorbachev. Já nas últimas duas edições, após um cameo de Hal Jordan, Guy muda abrupta e incomodamente de comportamento. Toda a graça que poderia vir de algo escondido por ele se perde pelo exagero e pela forma extremamente caricata como o roteiro o representa sendo bonzinho com todo mundo. Faltou um meio termo.

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Com caráter de “Internacional”, a Liga da Justiça termina este arco praticamente comendo na mão de Maxwell Lord, mantida unida por interesses privados e de Estado.

A diagramação e todo o projeto artístico destaca bem os reportes de imprensa questionando a nova Liga (elemento metalinguístico, fazendo do repórter a possível voz negativa do leitor), bloco encabeçado por Jack Ryder, que também tem uma ótima participação como Rastejante na luta sem graça do grupo contra o Homem Cinza.

Há algumas poucas boas piadas e situações na história como a primeira brincadeira do Besouro com o Batman sobre Star Trek (devidamente respondida pelo Morcegão, o que é uma surpresa) e há alguns bons conceitos típicos dos anos 80, como as generalizações e polaridade típicas da Guerra Fria (Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev aparecem na história); discursos de paz aliados ao medo dos programas nucleares (este arco começa a ser publicado praticamente um ano depois do acidente nuclear de Chernobyl); desfaçatez e ridicularização dos “inimigos da América”, como no caso da soviética Rocket Red Brigade e da ridícula Gangue de Espadas (Gangue Royal Flush) ou colocação de militares loucos pela dominação mundial, como o Coronel incitador da guerra Rumaan Harjavti, da fictícia nação de Bialya.

Se olharmos com atenção para a ideia por trás desta nova Liga e para o tempo em que ela apareceu, entendemos muita coisa sobre as escolhas dos autores e o por quê de determinados assuntos serem tratados aqui com muita ênfase, mesmo que eles não funcionem muito bem na história. Para todos os efeitos, este é um arco que vale a pena conhecer, nem que seja para torcer o nariz, ver o começo de estranhas mudanças em grupos icônicos dos quadrinhos e, pelo menos para uma boa parte do público, odiar Guy Gardner um pouco mais.

LJ Anual #1: Germ Warfare

Segundo notas do editor Andrew Helfer, este Annual #1, intitulado Germ Warfare, se passa logo depois da edição #4 desta nova fase, o que parece ter alguns problemas cronológicos, ficando ainda pior se tentarmos consertar e localizar a história em qualquer outro momento, antes ou depois. O que não se cala nesse processo é a pergunta: por quê diabos o Capitão Marvel não aparece aqui?

Escrita pela dupla titular da revista no momento e com arte de Bill Willingham tendo um time grande de arte-finalistas para uma única edição (disponho todos na ficha técnica dentro do toggle abaixo), esta edição fala de um esporo senciente que foi criado, de alguma maneira nas indústrias de Kord (Besouro Azul) e de alguma maneira se espalhou pela ilha onde certa instalação experimental se encontrava.

A história é, no todo, ruim. E o que faz ela ser ruim é a irresponsabilidade dos autores, que deixaram muita coisa sobre o esporo sem ser explicada, terminando a aventura com um sacrifício notável do Caçador de Marte (que vira uma prisão viva para a doença que estava tornando todo mundo zumbi), mas não há maiores detalhes sobre o início. Na verdade, toda a investigação que o grupo começa acaba não dando em nada, porque eles são contaminados. Todos eles! É como se esta não fosse uma aventura da nova Liga e sim do Caçador de Marte. Bem, pelo menos como consolo, o início da história mostra uma boa interação do grupo — incluindo Guy Gardner, o que é impressionante — e, do meio para o final, destaca o Caçador de Marte colocando o elmo do Senhor Destino. Pena que ele fique tão pouco tempo com o objeto, já que esta é, definitivamente, uma história dele, tanto que daria base para a excelente aventura Sonho Febril, contando a origem do personagem no pós Crise.

Liga da Justiça (1987) - Annual #1

Justice League Annual #1: Germ Warfare (EUA, setembro de 1987)
Roteiro: Keith Giffen, J.M. DeMatteis
Arte: Bill Willingham
Arte-final: Robert Campanella, Dick Giordano, Dennis Janke, Bruce D. Patterson, P. Craig Russell, Bill Wray
Cores: Gene D’Angelo
Letras: Bob Lappan
Capa: Bill Willingham
Editoria: Andrew Helfer
40 páginas

Liga da Justiça: Um Novo Começo – Edições #1 a 7 (Justice League: A New Beginning #1 – 7) — EUA, maio a novembro de 1987)
Nota:
Depois da edição #6, o título é renomeado para Liga da Justiça Internacional, seguindo o cumulativo de numeração.
Roteiro: Keith Giffen, J.M. DeMatteis
Arte: Kevin Maguire
Arte-final: Terry Austin (#1), Al Gordon (#2)
Cores: Gene D’Angelo
Letras: Bob Lappan
Capas: Kevin Maguire, Terry Austin, Al Gordon
Editoria: Andrew Helfer
24 páginas (cada edição)

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23 comentários

Alison Cordeiro 10 de outubro de 2017 - 08:39

Eu tinha terminado a leitura de Lendas, extasiado com a história e a arte de John Byrne, quando fui as bancas ansioso pelo número 1 da Liga, imaginando seguir lendo aquelas épicas aventuras de Superman, Batman e Mulher-Maravilha no lápis do mestre Byrne, quando me deparei com uma liga caricata e descaracterizada. Obviamente na minha juvenil inocência eu não fazia ideia de como funcionavam os quadrinhos, portanto a decepção inicial foi sendo substituída pela aceitação que aquela era a liga daquele momento em diante, e convenhamos, nada épica. Mas confesso que eles me conquistaram: o humor e as interações entre os personagens compensavam as “ameaças” ridículas que enfrentavam. Foi bom enquanto durou. Besouro Azul e Gladiador Dourado mereciam uma série de tv só para relembrar esses tempos… Abçs!

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Luiz Santiago 10 de outubro de 2017 - 20:59

Besouro e Gladiador são os melhores! Que dupla sensacional! Concordo com você: eles mereciam uma série!!! ahhahahahhaha

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Cristhian Lopes 9 de outubro de 2017 - 10:16

Essa fase da Liga da Justiça para mim foi uma das melhores que já vi, me acabava de rir das tiradas do Besoura Azul e da megalomania do Guy Gardner, que para mim é o lanterna verde mais fodão do universo!!

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Luiz Santiago 9 de outubro de 2017 - 14:39

Curioso…

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Israel Correia 7 de outubro de 2017 - 18:16

Isso tá muito falso! Desde quando o capitão marvel pode estar na liga da justiça da DC Comics?? São dois universos completamente diferentes, que ridículo!

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Luiz Santiago 7 de outubro de 2017 - 19:24

Crise nos Nomes Secretos.

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Leonardo Pires de Oliveira 7 de outubro de 2017 - 10:43

QUE SENSACIONAIS ESSAS CRÍTICAS!!!!!! E só uma dúvida, quando o Super entra pra Liga mesmo?

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Luiz Santiago 7 de outubro de 2017 - 12:19

Obrigado, @leonardopiresdeoliveira:disqus!

Olha, até onde eu li esse título (edição #30) ele não tinha entrado. Ele recusou eu disse que poderia ajudar se o pessoal precisasse, mas não queria se comprometer. Se ele entra nessa fase é só depois da edição #30!

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planocritico 7 de outubro de 2017 - 06:38

EU. O-D-E-I-O. ESSA. LIGA. DA. JUSTIÇA.

EU. O-D-E-I-O. O. LANTERNA. GUY. GARDNER.

Ritter, o Odiador.

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Luiz Santiago 7 de outubro de 2017 - 12:14

HUAHUAHAUAHUAHUAAHU eu sabia que esta ia ser a sua reação! Eu tinha certeza absoluta!!!

E eu me junto a você no ódio ao Guy Gardner. QUE CARA ESCROTO!!!

Luiz, A Presença.

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planocritico 7 de outubro de 2017 - 17:34

Quando jovem, eu comprava 100% das “revistinhas” de super-heróis publicadas pela Abril e tinha como regra absoluta jamais deixar de ler alguma história, por mais que desgostasse de determinado personagem (tipo o Superman) ou grupo. As únicas histórias que eu deixava acumular eram essas da Liga da Justiça Ridícula. Eu acabava lendo, mas era um suplício… Acho que nasci rabugento…

Abs,
Ritter

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Luiz Santiago 7 de outubro de 2017 - 17:57

Pelo visto sim, nasceu já com 876 anos! HHAHHAHAHAHAHHA

Mas lá pela edição 20 e tantos o negócio começa a melhorar consideravelmente…

Responder
planocritico 7 de outubro de 2017 - 22:08

O Gardner, o Booster Gold e o Besouro Azul morrem mortes horríveis? Se não for isso, não interessa…

Abs,
Ritter, o Lanterna Vermelha

Luiz Santiago 8 de outubro de 2017 - 07:05

Não fala assim do Booster e do Besouro!!! Eles são os mais legais de toda a equipe!!!

Flyng Man 8 de outubro de 2017 - 18:39

Pra mim essa Liga da Justiça foi sensacional…Besouro Azul e Gladiador Dourado é um dos melhores Bromances da DC…Guy Gardner e seu ego maior que a força de vontade do Hal Jordan tambem é um ponto alto…Quase chego a pensar que essa versao da liga foi melhor que a original…E o @planocritico:disqus é muito quadrado

planocritico 8 de outubro de 2017 - 19:32

Não sei se o Plano Crítico é quadrado, mas EU certamente sou… Essa Liga Palhaça Tosca Ridícula formada de Zés Ruelas eu não consigo engolir… Prefiro ler Rob Liefeld…

Abs,
Ritter, a Figura Geométrica com Quatro Lados Iguais

Flyng Man 8 de outubro de 2017 - 19:34

Na verdade eu chamei vc mesmo de quadrado Ritter, pq essa liga é foda hahaha

Luiz Santiago 8 de outubro de 2017 - 18:54

Besouro e Gladiador Dourado são ótimos.
Guy Gardner é um lixo.

Essa versão da Liga foi melhor que a original????? HAUHAUAHUAHUAHAUHAUAHAUHAUHAUAHUAHAUHAUAH
UAHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUAHUAHAUHAUA
HUAHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAHAUAHUAHUAHAUA
UHAUHAUAUAHUAHAHAHUAUAHUAHUAHAUAHUAHUAHAH

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Flyng Man 8 de outubro de 2017 - 18:59

OLHA O BULLYING hahaha….Acho que exagerei quando disse melhor…mas com certeza tem mais humor

E eu acho que sou a unica pessoa que gosta do Guy Gardner…melhor que o John Stewart ele é

Luiz Santiago 8 de outubro de 2017 - 19:05

HAHHAHAHHAHAHAH “olha o bullying” foi ótimo!

Mas agora falando sério: a quantidade de pessoas que realmente GOSTAM dessa versão da Liga é imensa. Pra mim ela só melhora lá pela edição 20 e poucos e realmente fica legal, o humor de fato funciona bem. Mas nesse começo… é tipo uma gangorra. Já viu a crítica do segundo arco aqui?

Sobre o Guy… esse cara não me desce. Quanto mais eu leio sobre essa aberração, mais odeio ele. Não tem jeito…

Eu acho o JS um Lanterna “ok” até. Mas pra mim, até esterco de vaca é melhor que o Guy, então… ahahhahahahahahahahah

Flyng Man 8 de outubro de 2017 - 19:18

Cara, acho que foi pela novidade. Tipo, pegaram varios herois, que antes eram classe B, e fizeram uma liga com eles, e eles tiveram uma otima quimica juntos, e era algo que eu acho que ninguem esperava.

Sobre o lanterna, mesmo gostando do Guy, meu preferido continua sendo o Kyle…se comparar ele com guy e john, porque Hal é Deus

Luiz Santiago 9 de outubro de 2017 - 04:25

Eu acho o Kyle muito gente fina. Gosto dele também.

Hal é Deus hehehe concordo!

Flyng Man 9 de outubro de 2017 - 08:19

Por isso espero que ele apareça em LDJ, nem que seja numa cena pos credito. Pra mim nao existe LDJ sem lanterna verde

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