Home QuadrinhosMangá Crítica | Lobo Solitário – Vol.1: O Caminho do Assassino

Crítica | Lobo Solitário – Vol.1: O Caminho do Assassino

por Luiz Santiago
396 views (a partir de agosto de 2020)

Escrito por Kazuo Koike e desenhado por Goseki Kojima, Lobo Solitário é um dos mais icônicos títulos dos mangás de todos os tempos. Reverenciado por sua excelência de narrativa em tema e arte, o quadrinho tem influência em centenas de produções do gênero, inclusive no Ocidente, tanto nos quadrinhos western quanto em filmes ou outras HQs que aludem à mesma dinâmica, a exemplo de Estrada Para Perdição. Dentre os artistas ocidentais que mais amplamente citaram a obra de Koike e Kojima ao longo dos anos está Frank Miller, que não só é um apaixonado pela cultura japonesa, colocando-a como ingredientes em quadrinhos do Demolidor e Wolverine, mas também um reinventor desses ambientes culturais (para o mal ou para o bem), se inspirando em Lobo Solitário para criar as séries como Sin City e a mais óbvia, Ronin.

Nesta saga, acompanhamos Itto Ogami, que no passado exerceu uma das funções mais nobres do xogunato Tokugawa, a de Executor. A família nomeada a este cargo carregava o brasão do Clã Tokugawa e selecionava uma pessoa para ser o grande representante dos rituais. Este indivíduo era sempre um exímio espadachim. Ele auxiliava no cumprimento do seppuku — o ritual suicida japonês majoritariamente reservado à classe guerreira, mas não unicamente — dos daimyos, os senhores de terra. No capítulo final deste primeiro volume, o autor utiliza de uma contextualização do passado de Ogami para nos situar exatamente o período da queda de sua família, a Era Meireki (1655 – 1658). Logo, podemos estabelecer as andanças do Lobo Solitário a partir desse período, que curiosamente coincide com um tremendo fato histórico, o Grande Incêndio de Edo, ocorrido em 1657, e que destruiu entre 60 e 70% da cidade (na época, capital do xogunato, hoje, cidade de Tóquio) e matou cerca de 100 mil pessoas.

Este primeiro volume da saga possui nove capítulos, a saber, 1) Alugo minha espada, alugo meu filho; 2) Apenas um pai pelo filho, um filho pelo pai; 3) De norte a sul, de oeste a leste; 4) Travessia do carrinho de bebê pelo Rio da Morte; 5) Suiou-ryu Zanbatou; 6) À espera da chuva de outono; 7) Formação de Hanchimon Tonkou; 8) Asas para os pássaros, presas para as feras e 9) O caminho do assassino. Cada um dos capítulos funciona como uma história “separada”, ou um pequeno conto das andanças do Lobo e seu filhote Daigoro.

lone-wolf-and-cub-lobo solitario e filhote plano critico o caminho do assassino plano critico daigoro

Daigoro almoçando. Um dos momentos mais ternos de todo o volume.

É apenas na conclusão do último capítulo que o leitor conseguirá fazer um apanhado geral dos acontecimentos e colocar em perspectiva a vida do protagonista. Isso porque Kazuo Koike não é o tipo de mangaká que se preocupa em dar respostas imediatas para tudo. Na verdade, sua única preocupação aqui é nos fazer conhecer as habilidades do Lobo Solitário, sua relação com o filho Daigoro e o tipo de missões de assassinato que ele aceita. Como já citado, no final do último capítulo nós temos a motivação do por quê Ogami entrou para o Caminho do Assassino, e tudo se torna ainda mais frio, imenso e culturalmente chocante para o público. Nós passamos o volume inteiro lidando com as escolhas morais e éticas do personagem, mas chegamos ao final com um choque que nos dá a impressão de o estar conhecendo naquele momento.

E a habilidade textual de Koike não para por aí. Além de não seguir uma estrutura linear e fazer de cada conto um verdadeiro evento, o autor consegue criar situações onde a mesma estrutura narrativa jamais anjoa o leitor. Falando de maneira simplista, vemos repetir ao longo do volume a chegada de Ogami a um lugar onde ele utilizará alguma técnica para cumprir uma missão, tendo como um dos focos de abordagem A Arte da Guerra, de Sun Tzu. O texto, no entanto, faz com que esta dinâmica seja sempre uma grande novidade, ou pelo tipo de inimigo a ser enfrentado ou pelos caminhos utilizados pelo Lobo para cumprir a sua missão. Em um conto extremamente angustiante como o da Estação Termal de Goumori, notamos a capacidade de criação de uma atmosfera que mescla até o terror psicológico, valendo-se, quadro a quadro, da soberba arte de Goseki Kojima, um desenhista extremamente habilidoso em criar ambientações ágeis e completas.

SPOILERS!

Quando lemos uma obra como Lobo Solitário, experimentamos o prazer de um enredo bem contado pelas duas partes da parceria de artistas. O roteiro é direto, fala só o necessário e sabe guardar informações para o momento propício, não subestimando a inteligência do leitor e se achando na obrigação de criar uma base didática para que a história seja compreendida. E a arte é inteligente, fazendo a passagem pelas cenas a partir da constituição do espaço, da posição dos personagens, do congelamento de movimentos, do foco dramático em algo ou alguém no meio do processo e, enfim, em uma conclusão visualmente econômica mas sempre acertada. O único momento de estranheza (mais do roteiro do que da arte, na verdade) que temos aqui é no capítulo Formação de Hanchimon Tonkou, onde o Lobo Solitário precisa enfrentar um time de mulheres habilidosas com a espada, todas empenhadas em silenciá-lo, para que a contenda no clã não fosse espalhada (e aqui vale uma cínica observação: era preciso ser muito macho para aceitar uma missão de assassinato no período, porque era sabido que uma parte considerável dos que contratavam o serviço de assassinos, voltariam para matar o contratado, a fim de impedir que falasse sobre o que fez).

lone-wolf-and-cub-plano critico itto ogami lutando logo solitário plano crítico

Lobo Solitário em ação.

Até o penúltimo momento de Formação de Hanchimon Tonkou as coisas funcionam perfeitamente bem. Mas no ponto em que o estrito caminho de madeira à beira da montanha despenca, tudo parece impossível demais, exigindo muito da nossa suspensão da descrença para acreditar que a “estratégia” de Ogami tenha sido aquela, ainda mais porque ele não tinha como garantir que a espada não despencaria junto com as madeiras da ponte. Este é o único momento em todo o volume em que há algo para se desgostar ou que tenha uma falha de construção, ao menos na exposição final dos acontecimentos.

O Caminho do Assassino é a estreia brilhante de um personagem ao lado de seu filho, numa daquelas histórias das quais é impossível desgrudar os olhos das páginas até que se chegue ao final. E em meio a mortes escabrosas, ainda sobra espaço visual e literal de ternura, uma pesquisa histórica muitíssimo bem feita e utilizada a favor da trama (até as mudanças são realizadas com classe) e inesperados momentos de fofura e humor vindos através do personagem de Daigoro, mesmo quando o momento não indica algo bem humorado. A passagem em que o pequeno faz xixi em um samurai é uma das minhas favoritas. Vejam esse diálogo:

__ Quer dizer que se recusa a pedir perdão, depois de seu filho cometer o abuso de sujar a fronte de um samurai?

__ De jeito nenhum… Abuso é um samurai fazer tamanho alarde por causa do xixi de uma criança. Não vejo a menor necessidade de pedir perdão.

Lobo Solitário é um mangá que já nasceu um clássico. Uma leitura prazerosa, com um texto inteligente, complexo e uma arte detalhista e perfeitamente alinhada a uma base de marca visual refinada que só veríamos dentre os melhores exemplares em outras indústrias da 9ª Arte pelo mundo.

Lobo Solitário – Vol.1: O Caminho do Assassino (Japão — série completa publicada entre setembro de 1970 e abril de 1976)
No Brasil:
 Lobo Solitário – Edição 1 (Panini, dezembro, 2016)
Roteiro: Kazuo Koike
Arte: Goseki Kojima
285 páginas

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45 comentários

Nellio Vinicius 10 de maio de 2019 - 23:14

Eu só soube hoje, que um dos autores, o Kazuo Koike morreu mês passado, aproveitando o ensejo, será se rola uma crítica dos demais volumes?

Responder
Luiz Santi🦎Zilla 11 de maio de 2019 - 06:43

Foi, o Kazuo Koike faleceu no dia 17 de abril. :'(

Quanto à sua pergunta: sim, eu continuarei a leitura e as críticas de toda a série, pode ficar de olho! Está na grade!

Responder
Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:00

Me lembro ate hj da emoçao de qdo cheguei na utima pagina. Fiquei estatico por alguns minutos, tentando processar tudo q tinha visto, lido e vivido.
Melhor mangá q ja li na vida.

Responder
Luiz Santiago 23 de abril de 2018 - 14:06

Essa é a sensação mesmo. Aquela coisa que a gente nem sabe direito como fazer, porque o negócio é tão incrível que ficamos sem ação. Eu li pouco mangás. Mas até agora, esse também é o melhor, para mim.

Responder
Luiz Santiago 23 de abril de 2018 - 14:06

Essa é a sensação mesmo. Aquela coisa que a gente nem sabe direito como fazer, porque o negócio é tão incrível que ficamos sem ação. Eu li pouco mangás. Mas até agora, esse também é o melhor, para mim.

Responder
Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:38

De novo, vc me arrumando o q fazer. Vou ter q reler essa preciosidade rsrs

Responder
Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:38

De novo, vc me arrumando o q fazer. Vou ter q reler essa preciosidade rsrs

Responder
Luiz Santiago 23 de abril de 2018 - 14:41

Ah, mas pelo menos foi algo bom pra caramba, vai! HAAHAH 😀

Responder
Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:43

Eu ia dizer isso mesmo! hahaha sai da minha cabeça. Agora! KKKKKKKKKKKK

Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:44

ri alto aqui velho kkk

Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:43

Eu ia dizer isso mesmo! hahaha sai da minha cabeça. Agora! KKKKKKKKKKKK

Flavio Batista 23 de abril de 2018 - 14:44

ri alto aqui velho kkk

Paulo Vieira 21 de fevereiro de 2018 - 20:29

Cara nunca imaginei que iria ver uma resenha do lobo que nao ostentasse a nota máxima.

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2018 - 21:15

Pois aí está! Hehehehehe

Para mim, este volume de abertura não tem como ter a nota máxima pela forma como o “Formação de Hanchimon Tonkou” é encerrado, como você viu na crítica.

Responder
Paulo Vieira 21 de fevereiro de 2018 - 23:16

Pois e, mas a crítica foi boa.

Responder
Paulo Vieira 21 de fevereiro de 2018 - 23:16

Pois e, mas a crítica foi boa.

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2018 - 21:15

Pois aí está! Hehehehehe

Para mim, este volume de abertura não tem como ter a nota máxima pela forma como o “Formação de Hanchimon Tonkou” é encerrado, como você viu na crítica.

Responder
Paulo Vieira 21 de fevereiro de 2018 - 20:29

Cara nunca imaginei que iria ver uma resenha do lobo que nao ostentasse a nota máxima.

Responder
Jesse Almeida 19 de fevereiro de 2018 - 13:20

Lobo Solitário se fundiu a milenar literatura japonesa, resumindo…

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 13:36

E não é pra menos! Aliás, é uma produção mais do que competente para fazer as honras de divulgar essa cultura!

Responder
Jesse Almeida 19 de fevereiro de 2018 - 13:20

Lobo Solitário se fundiu a milenar literatura japonesa, resumindo…

Responder
Alex Dias 19 de fevereiro de 2018 - 12:12

Minha leitura diária há uns cinco anos. Já reli a saga inteira 3 vezes e não me canso, sinto sempre a mesma emoção que tive ao ler pela primeira vez. E reler acompanhado dessa resenha maravilhosa dá um gostinho a mais. Parabéns. E fico no aguardo dos demais volumes

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 12:28

Caramba, que inveja, tu já leu a saga inteira (e 3 vezes!!!! OMG!!!). Mas o amor é perfeitamente compreensível. Esse é o teu quadrinho favorito, @disqus_kWVOCdVWTK:disqus?

Responder
Alex Dias 19 de fevereiro de 2018 - 13:11

Meu favorito, com certeza. Os contos isolados são excepcionais e, como você bem disse, ressaltam a personalidade de Ogami e sua forte relação com Daigoro, que transcende a barreira física. E o garoto, mais para frente, ganha destaque solo em alguns dos capítulos mais lindos e ternos da obra. Quando os capítulos serializados começam a pipocar e a obra a deslanchar numa velocidade incrível, o leitor já está fisgado e apaixonado pelos personagens (inclusive dos antagonistas, nunca unidimensionais). Inveja tenho de você, que está a apreciar essa obra prima com olhos virgens. Aproveite. Grande abraço

Responder
Alex Dias 19 de fevereiro de 2018 - 13:11

Meu favorito, com certeza. Os contos isolados são excepcionais e, como você bem disse, ressaltam a personalidade de Ogami e sua forte relação com Daigoro, que transcende a barreira física. E o garoto, mais para frente, ganha destaque solo em alguns dos capítulos mais lindos e ternos da obra. Quando os capítulos serializados começam a pipocar e a obra a deslanchar numa velocidade incrível, o leitor já está fisgado e apaixonado pelos personagens (inclusive dos antagonistas, nunca unidimensionais). Inveja tenho de você, que está a apreciar essa obra prima com olhos virgens. Aproveite. Grande abraço

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 14:34

Vou aproveitar ao máximo essa incrível viagem!

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 14:34

Vou aproveitar ao máximo essa incrível viagem!

Responder
Fórmula Finesse 19 de fevereiro de 2018 - 11:30

Li há muitos anos atrás, em um lote emprestado de um amigo do meu irmão mais velho (Batman – O Messias, também estava no pacote…not bad!) – e a saga de Itto Ogami teve o efeito de um aríete psicológico (S.King); li, reli, absorvi todas aquelas revistas para NUNCA mais esquecer…e todas capas desenhadas por Frank Miller.
https://uploads.disquscdn.com/images/148a07d02dc573e5e87f64a37615a467fe1b7384d1824bfb532088def5455740.jpg

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 12:27

Compreendo perfeitamente o quanto isso ficou marcado, porque quando terminei o primeiro mangá, me senti assim também. É impressionante o quão boa e o quão chamativa é essa saga!

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 12:27

Compreendo perfeitamente o quanto isso ficou marcado, porque quando terminei o primeiro mangá, me senti assim também. É impressionante o quão boa e o quão chamativa é essa saga!

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2018 - 23:04

Eu ia escrever algo, mas uma imagem vale mais do que as proverbiais mil palavras…

https://uploads.disquscdn.com/images/3368da5629372e44fcc294994fb1afa644cff90ac33456ef591bce5f1fce6064.jpg

Ódio mortal,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 00:34

Olha só quem fala!!! Pegou meu Usagi Yojimbo e ainda fica reclamando!!! Tsc tsc tsc não seu mais o que faço com tanta injustiça comigo!!!

Responder
Marta Souza 19 de fevereiro de 2018 - 18:35

Meninos vcs brigam por tudo que é de cultura japonesa? 😂 morro de rir com vocês.

Uma pergunta que eu sempre quis fazer: vcs dois são pai e filho?

Responder
Marta Souza 19 de fevereiro de 2018 - 18:35

Meninos vcs brigam por tudo que é de cultura japonesa? 😂 morro de rir com vocês.

Uma pergunta que eu sempre quis fazer: vcs dois são pai e filho?

Responder
Luiz Santiago 20 de fevereiro de 2018 - 01:35

Acontece que Ritter é um fominha que começou roubando e usurpando críticas dos outros. E aí, quando as pessoas enfim acordam e começam a pegar umas coisas legais, ele entra em parafuso!!!

OMG!!! Pai e filho!!! AHHAHAHAHA Não, somos só amigos de internet que se conheceram por causa de Planeta dos Macacos e fizeram um site! 😀 Mas achei engraçada essa pergunta. Considerando que o Ritter tem idade pra ser meu tataravô, tá de boas!

Responder
Luiz Santiago 20 de fevereiro de 2018 - 01:35

Acontece que Ritter é um fominha que começou roubando e usurpando críticas dos outros. E aí, quando as pessoas enfim acordam e começam a pegar umas coisas legais, ele entra em parafuso!!!

OMG!!! Pai e filho!!! AHHAHAHAHA Não, somos só amigos de internet que se conheceram por causa de Planeta dos Macacos e fizeram um site! 😀 Mas achei engraçada essa pergunta. Considerando que o Ritter tem idade pra ser meu tataravô, tá de boas!

Responder
Luiz Santiago 19 de fevereiro de 2018 - 00:34

Olha só quem fala!!! Pegou meu Usagi Yojimbo e ainda fica reclamando!!! Tsc tsc tsc não seu mais o que faço com tanta injustiça comigo!!!

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2018 - 23:04

Eu ia escrever algo, mas uma imagem vale mais do que as proverbiais mil palavras…

https://uploads.disquscdn.com/images/3368da5629372e44fcc294994fb1afa644cff90ac33456ef591bce5f1fce6064.jpg

Ódio mortal,
Ritter.

Responder
Saulo Henrique 18 de fevereiro de 2018 - 15:11

Rapaz…tem taaaaanto tempo que li isso. Nem me lembrava. Haha. Tive que pular tooda a parte de spoilers. Haha. Vou ter que reler. E antigamente ( olha o velho, haha), era difícil de arrumar mangas. Imagina, chegar até o final. . Até rolou uma lágrima ( dá um desconto, a parada é muito incrível. ) ,na cena da amamentação, e lembrando o laço de pai e filho. Um clássico. Parabéns pela crítica. Por essas e outras, estou sempre aqui no site. 🙂 Abraços!

Responder
Luiz Santiago 18 de fevereiro de 2018 - 15:38

@disqus_0P2F1ZINTI:disqus, se até hoje é difícil colocar a mão em boas publicações de clássicos como esse, imagino anos atrás! Mas a Panini está mesmo empenhada em seguir adiante. O ruim é que vai demorar uns 5 anos pra acabar tudo, porque é bimestral (não vou nem comentar isso).

A cena do Daigoro mamando é muito, muito muito linda. Mesmo. A ternura da cena é foda, ainda mais em um quadrinho com essa garra e violência por parte do Ogami. Eu ia passando as páginas e ficando cada vez mais impressionado. Isso é bom demais!!!

Você chegou a ler a saga toda?

Responder
Saulo Henrique 18 de fevereiro de 2018 - 16:03

Que nada, querido. Fui daquela época, em que até pra ler Preacher, por exemplo, passava 20 editoras. E ai..puff..
Mas vou ler até o final desta vez. Po..bimestral? ? Pqp..sem comentários mesmo né. ..bagai..

Responder
Saulo Henrique 18 de fevereiro de 2018 - 16:09

Rapaz, sou da época em que pra terminar Preacher, por exemplo, passava umas 20 editoras. E ai..chablau…
Vou até o final dessa vez. E bimestral. .melhor nem comentar mesmo. .

Responder
Saulo Henrique 18 de fevereiro de 2018 - 16:09

Rapaz, sou da época em que pra terminar Preacher, por exemplo, passava umas 20 editoras. E ai..chablau…
Vou até o final dessa vez. E bimestral. .melhor nem comentar mesmo. .

Responder
Luiz Santiago 18 de fevereiro de 2018 - 17:15

Essa dança de editoras em publicações aqui no Brasil é uma novela, viu… pqp!

Responder
Saulo Henrique 18 de fevereiro de 2018 - 15:11

Rapaz…tem taaaaanto tempo que li isso. Nem me lembrava. Haha. Tive que pular tooda a parte de spoilers. Haha. Vou ter que reler. E antigamente ( olha o velho, haha), era difícil de arrumar mangas. Imagina, chegar até o final. . Até rolou uma lágrima ( dá um desconto, a parada é muito incrível. ) ,na cena da amamentação, e lembrando o laço de pai e filho. Um clássico. Parabéns pela crítica. Por essas e outras, estou sempre aqui no site. 🙂 Abraços!

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