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Crítica | Lovecraft Country – 1X02: Whitey’s on the Moon

por Ritter Fan
5494 views (a partir de agosto de 2020)

  • spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios da série.

O poema cantado de 1970 que Gil Scott-Heron compôs e de onde o episódio tira seu título, além de embalar o clímax, explica tudo o que é necessário saber sobre o episódio: o tempo, o dinheiro e o esforço empregados no desejo frívolo de Samuel Braithwhite (Tony Goldwyn), líder dos Filhos de Adam, de chegar ao Paraíso seria muito mais útil para reduzir as desigualdades sociais e a terrível segregação causada pela América de Jim Crow, mas, claro, é muito mais interessante abrir um portal para o literal Jardim do Éden do que lidar com uma raça inferior, mas “razoavelmente inteligente para ser teimosa”, como a dona dos cachorros gentilmente explica. E se você tiver saído da experiência de Whitey’s on the Moon coçando a cabeça não acreditando no que acabou de assistir, bem… parabéns, pois parece ter sido bem essa a intenção de Misha Green.

Carregando no texto expositivo nos primeiros 20 minutos de projeção enquanto a trinca principal – ou pelo menos tio George e Leti – aproveita algumas horas de relaxamento causado pelo conforto de seus desejos realizados em seus respetivos quartos e na ignorância mágica do que aconteceu na noite anterior, o episódio camba perigosamente para a categoria de mistérios empilhados que demorarão a ser resolvidos. Mas essa impressão é dissipada completamente a partir da visita deles ao vilarejo e de um novo encontro com shoggoths que é interrompido com um apito e Christina Braithwhite (Abbey Lee) a cavalo. A partir desse ponto, o episódio aposta todas as suas fichas no sobrenatural tirado diretamente das páginas do pulp fiction e não olha para trás em hesitação, pedindo ao espectador que faça o mesmo.

E, mesmo que essa exigência não agrade a todos, devo dizer que ela é inegavelmente refrescante e divertida. Afinal, somente pela quantidade gigantesca de momentos nível hard de WTF – extração de fígado para servir de entrada em jantar do culto, alucinações individuais e reveladoras para nossos heróis, mágica sendo tratada como coisa trivial, o parto de um shoggothinho fofo que Christina faz tirando-o de uma vaca e depois acariciando-se como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, tio George sensacionalmente usando as regras do clube dos homens brancos malucos contra eles mesmos – o episódio já merece ser prestigiado, especialmente considerando que o texto de Green não perde a crítica social em momento algum (“nem todos nós brancos queremos acabar com vocês”) e ainda consegue acrescentar uma camada estranha e desconcertante de humor, talvez pela surrealidade de tudo que vemos acontecer aqui.

Além disso, já ficou claro que a showrunner não está nem um pouco interessada em ser sutil. Ao contrário, ela terminou de abrir a porteira da insanidade ao lidar com um “plano celestial” que só o sangue de um indesejado homem negro, fruto, depois de gerações, do estupro da escrava Hanna (Joaquina Kalukango) pelo “benevolente” Titus Braithwhite, consegue levar à fruição. E que fruição! Afinal, como não abrir um sorriso quando Tic – talvez em razão da sugestão de Christina, que de certa forma se sente como ele – toma as rédeas da cerimônia e vira a mesa, transformando o pseudo-Adão e seus convidados em pó, fazendo a mansão desabar em seguida?

E não, não é para procurar “explicações” detalhadas para o que vimos aqui. Existe sim uma lógica interna, mas ela é meteórica e menos importante que o todo. O que interessa é o labirinto em que a trinca protagonista – depois quadra (O Conde de Monte Cristo no episódio passado não foi sequer, não é?) – se encontra, uma verdadeira armadilha criada por ex-senhores de escravo fazendo uso da aparentemente única utilidade que eles podem encontrar para um negro. Essa “simplicidade”, reitero as aspas, é uma realidade inafastável e é o cerne de Lovecraft Country ao que tudo indica. Tudo o que é construído ao redor, e por tudo entendam todo o lado sobrenatural, é o confeito para tornar o remédio amargo mais palatável, mais – se é que posso me atrever a usar essa palavra – aceitável. Pensem aqui: George publica mapas seguros para negros, Leti e sua irmã não conseguem empregos decentes por serem negras e Tic, mesmo tendo lutado por seu país, continua sendo cidadão de segunda, talvez terceira categoria por ser negro. E, enquanto isso, os “brancos vão para a Lua” como diz o poema. Esse é o labirinto. Essa é a situação insustentável que as firulas sobrenaturais extremamente divertidas (novamente palavra estranha para usar) nos fazem engolir mais facilmente.

Mas, nessa pancadaria toda, muita coisa em termos de desenvolvimento narrativo aconteceu, a maioria delas nas alucinações da trinca. George vê Dora (Erica Tazel), o amor de sua vida (e mãe de Tic?), Tic lida com a coreana que vimos naquele sonho/pesadelo do prólogo do primeiro episódio, que parece ser a mesma pessoa para quem liga mais tarde e Leti revela o que sente por Tic. Para a frente, a relação entre os irmãos Freeman revela-se contenciosa, com um passado complicado e sombrio. Tudo isso parece ser alimento para episódios futuros, já que, talvez fazendo a mímica do romance de Matt Ruff em que foi baseada, a temporada parece ser dividida em pequenos arcos, com o primeiro acabando aqui. É uma pena, claro, que o tio George tenha morrido (ao que tudo consta pelo menos, pois, pelo que vimos no episódio, qualquer coisa pode ainda acontecer). Já imaginava isso, para dizer a verdade, e a atuação de Courtney B. Vance desde já fará falta se ele por acaso não voltar magicamente, ainda que a entrada de Michael K. Williams, sempre excelente, potencialmente ajude a equilibrar a perda.

E eu aqui achando que Watchmen seria a única série completamente doida tendo como sustentáculo narrativo a segregação racial que a HBO soltaria… Ah, ledo engano! E que engano bom demais da conta. Já quero mais dessa porralouquice recheada de tapas na cara para que acordemos para a realidade das coisas.

Lovecraft Country – 1X02: Whitey’s on the Moon (EUA, 23 de agosto de 2020)
Showrunner: Misha Green (baseado em romance de Matt Ruff)
Direção: Daniel Sackheim
Roteiro: Misha Green
Elenco: Jurnee Smollett, Jonathan Majors, Courtney B. Vance, Michael K. Williams (Michael Kenneth Williams), Aunjanue Ellis, Abbey Lee, Jada Harris, Wunmi Mosaku, Jordan Patrick Smith, Jamie Chung, Tony Goldwyn, Joaquina Kalukango, Erica Tazel
Disponibilidade no Brasil: HBO
Duração: 59 min.

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42 comentários

JC 3 de outubro de 2020 - 15:29

Tenho nem muito pra comentar, tô amando, adora coisas doidas.
Se continuar nesse padrão, vai ficar nas minhas séries do coração com LEGION,SALEM….<3

Bicho que atuação desse ator que faz Tic no final, hein?

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planocritico 4 de outubro de 2020 - 13:46

O Jonathan Majors manda bem, MAS, na gradação de qualidade do elenco principal, ele fica no último lugar em minha lista pessoal… Isso é um testamento para a qualidade geral desse negócio!

Abs,
Ritter.

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RShallow 24 de setembro de 2020 - 17:02

Ufa! Ainda bem que achei essa página com essa crítica e esses comentários!
Quando o episódio terminou, eu fiquei completamente perplexo e com um “WTF” colossal na cabeça. Pelo visto, eu não fui o único.
Curioso que eu cheguei até a cogitar a parar de ver a série, mas algo lá no fundo me compeliu a prosseguir. Ainda bem, pq os episódios da metamorfose da irmã da Leti e o da Coréia são avassaladores.

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planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Todo mundo ficou perplexo. A série é um negócio de doido. Altamente original, altamente provocadora. Ainda bem que você não parou!

Abs,
Ritter.

Responder
Besouro Ki-Suco 30 de agosto de 2020 - 17:13

Essa é o tipo de série que alguém chamaria pelo meu nome. Vamos lá, Besouro Suco! Besouro Suco!…

Responder
O Arrebatado Cartman 28 de agosto de 2020 - 15:49

Gosto do Tio George mas espero q ele permaneça no óbito, não muito disso de ficar morrendo e voltando todo mundo.
E gostei que encerram bastante coisa de uma vez, achei que o seiteiro ia ficar sendo vilão da temporada toda.
E falando em seiteiro maluco, que bando de bundão os cara levantando do jantar, no começo achei essa cena forçada, mas depois curti.

Responder
planocritico 28 de agosto de 2020 - 16:12

Em uma série como essa, o negócio de morrer e ressuscitar pode ficar bem bacana. A proposta é doida mesmo, então não machuca.

E a cena dos caras se levantando do jantar foi sensacional. Morri de rir!

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de agosto de 2020 - 02:39

O uso de monólogos reais como BG das cenas é uma das coisas mais inteligentes que eu vejo nessa série.
O modo como o texto e imagem se encaixam a serviço da história (e da ~lacração~) é pra aplaudir de pé.

Era óbvio que aquela ligação no primeiro episódio era uma despedida… Eu que não queria aceitar. Acho que o tio George deve permanecer falecido. Fará falta, mas o tanto de situação a ser explorada com essa morte vale o custo.

Responder
planocritico 28 de agosto de 2020 - 15:11

Sim, a conversa dos vários artifícios narrativos é muito boa na série até agora.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 26 de agosto de 2020 - 10:52

So gora que vi o episodio, e quando acabou fiquei viajando sem entender nada kkkkkkkk, a serie é daquelas so explica as coisas la no final, porque qual a logica da leti morrer e voltar e o tio morrer pra sempre, espero que ele volte porque tava gostando do personagem dele.

PS: È estranho pra caramba ver o Jordan Patrick Smith nessa serie depois que temos a imagem dele em Vikings.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2020 - 12:26

A Leti e o tio foram usados como barganha para o Tic participar do ritual. O problema é que tudo desabou antes do chefe cultista lá curar o tio… Mas espero que ele volte mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 27 de agosto de 2020 - 21:14

Nossa sim!! E o tanto que eu demorei pra perceber que era ele hahahaha Eu tive que procurar no google o cast, pq não tava reconhecendo ele

Responder
Ruqui 25 de agosto de 2020 - 23:37

E eu achando que iam passar toda a temporada naquela mansão. Se fosse da Netflix, iam enrolar lá por duas temporadas e ainda ia ser cancelada antes que escapassem e encontrassem o pai.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2020 - 01:50

He, he, he… Olha o Netflix sendo injustamente esculhambado…

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 26 de agosto de 2020 - 18:34

Até hoje eu choro por Roma, a HBO devia refazer a serie, e sobre Deadwood, o filme serviu ao menos para mim para eu perdoar a HBO

Responder
planocritico 26 de agosto de 2020 - 20:26

A HBO está sem crédito comigo HÁ ANOS por ter cancelado Roma E Deadwood sem acabar as séries…

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 28 de agosto de 2020 - 15:44

Deadwood demorou mas se encerrou com o filme do ano passado. Podiam fazer um de Roma tmb kkk
E isso de falar filme encerrar série me trouxe memorias amargas do Showtime prometendo um filme pra encerrar The Borgias.

Responder
planocritico 28 de agosto de 2020 - 16:17

Ah, mas o filme foi prêmio de consolação. A série merecia ter tido mais duas temporada para fechar tudo maravilhosamente bem.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 3 de outubro de 2020 - 15:29

Mas Roma foi cancelada ou planeja para ter apenas duas?
Era muito cara!
É outra no meu panteão de séries amadas.

planocritico 4 de outubro de 2020 - 13:46

Roma era cara, mas quantas séries caras a HBO já fez, não é mesmo?

E sim, ela foi cancelada. Pelo que li, essa foi uma das raras decisões de cancelamento em que executivos da empresa afirmaram que se arrependeram…

Abs,
Ritter.

Roberval Machado 25 de agosto de 2020 - 11:36

Segundo episódio com cara de final de temporada! Que série!

Não tinha sacado que o fígado tinha sido servido no jantar. Valeu pela elucidação.

Tio George é o personagem que todos amamos. Se não voltar (não duvido que possa acontecer), sua morte pode ficar marcada como o grande momento da série. Ou dos grandes, não sabemos que o teremos pela frente.

Responder
planocritico 25 de agosto de 2020 - 13:43

Total cara de final de temporada. E isso só aumenta minha vontade de ver o próximo episódio!!!

Não considero ninguém morto! Ele pode reaparecer com zumbi, como shogoth fofo, como entidade cósmica super-poderosa trazendo uma invasão marciana para a Terra… Ou seja, QUALQUER coisa…

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Macedo 25 de agosto de 2020 - 10:37

Achei o primeiro episódio bem ok. Agora esse…. Que episódio bom. Me diverti cada segundo. Personagens inteligentes, história boa, sem enrolação, muitas bizarrices, enfim, tudo o que eu gosto. Durante a cerimônia no final eu me peguei pensando o quão difícil é ter um negro em uma série/filme usando mágica (mesmo que sem querer). A cena do tio George foi, de longe, a minha favorita. Que bom que a HBO está se permitindo fazer séries loucas como essa e como Watchman

Responder
planocritico 25 de agosto de 2020 - 13:43

Esse foi melhor que o primeiro mesmo, mas eu gostei do início provavelmente mais que você. Estou curioso para ver o que raios vai acontecer agora considerando o tanto de coisa que aconteceu só nesses dois episódios…

Abs,
Ritter.

Responder
GUSTAVO silva 25 de agosto de 2020 - 06:52

Não gosto muito de falas expositivas, mas com a tamanha loucura que aconteceu… Nem parece que ocorreu essa exposição. Eu pensava q eles iam demorar uns dois episódios para encerrar essa história. Engano meu kkkkk eu fiquei tão feliz de assistir o episódio, pois eu me senti dentro de um mundo de desenhos animados, não é algo ruim, é algo bom isso. Falo isso por conta de 1 hora alucinante.

Eu me senti assim no filme It 2, eu tinha lido o livro e o final é overdose pura, mas vendo na telona (e foi bem amenizado comparado com o livro) parecia uma overdose diferente! E eu amei. Acho que ver ao invés de imaginar tem muitaaaa diferença.

Bom… Ótima crítica, Ritter

Responder
planocritico 25 de agosto de 2020 - 13:43

Obrigado!

Olha, eu estava pronto para reclamar muito dos diálogos expositivos, mas aí o negócio começou de verdade e eu acho que até esqueci do que veio no começo, pois tenho dúvidas até se eu pisquei…

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 24 de agosto de 2020 - 23:36

Se isso tudo aconteceu já no 2º episódio, o que mais tem pela frente??
E o susto que eu tomei achando que a Letti tinha morrido mesmo?!!!
R.I.P tio George
Durante o episódio todo eu fala: “Mas o que tá acontecendo??”” Como eu gosto de série assim. Ainda bem que tem as reviews do Plano Crítico pra me elucidar das coisas. Grata!

Responder
planocritico 25 de agosto de 2020 - 00:18

@disqus_AwIgCxCASD:disqus , eu até tento elucidar alguma coisa, mas Lovecraft Country está fundindo minha cuca!!! E realmente, você tem razão: se já aconteceu tudo isso no 2º episódio, o que mais raios vai acontecer nesse negócio??? Fico com medo até!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Jerfrey Figueira 24 de agosto de 2020 - 19:56

Confesso que estava ansioso por esse episódio e nem consigo entender direito o porquê disso. Penso que talvez seja por causa dessa impressão que tive desde o primeiro episódio, e nesse acabou por se intensificar, de que é uma aventura e que eu faço parte.

Nesse episódio eu fiquei confuso e desorientado, assim como os personagens, e quando novos surgiam e coisas estranhas aconteciam, minha reação era de que estava ali com o trio, sentindo o que eles sentiam. Curti demais isso e, ao final do episódio, me senti empolgado e ao mesmo tempo mexido por tudo que aconteceu. Fiquei chocado com a “morte” da Leti e a, dessa vez certa (?), do Tio George.

Acho que vi alguém falando alguma coisa sobre ser um episódio por semana e, por mais que eu queira saber o desenrolar dessa história, acho que essa série funciona muito bem (e talvez melhor) dessa forma semanal mesmo.

Enfim, sigo acompanhando suas análises e esperando pelo próximo episódio!

Responder
planocritico 25 de agosto de 2020 - 00:18

A direção desse episódio foi soberba ao colocar o espectador na ação. Tem uma boa quantidade de texto expositivo, mas de alguma maneira tudo ficou muito harmônico e, quando soltaram o freio de mão, o negócio foi tão desabalado que eu acho que nem respirei mais até os créditos…

Ah, e com certeza é melhor ver uma série semanalmente sempre. Esse negócio de soltar temporada de uma vez só eu pessoalmente acho que detrai de qualquer série. Ainda bem que a HBO não faz isso!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins #ForaHickman 24 de agosto de 2020 - 18:59

Baita crítica, Ritter. E eu pensando que Patrulha do Destino era o ápice da bizarrice que uma série poderia chegar. Que episódio sensacional.

Espero que esse não seja o fim do tio George.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 19:31

Acabou o episódio e eu e minha esposa nos entreolhamos em silêncio por um minuto…

E queremos tio George de volta!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Isaac 24 de agosto de 2020 - 18:59

Eu sempre só consigo assistir um dia depois, infelizmente!
Mas, acho que dá tempo de comentar hehehehehehe
Eu terminei o ep. Com a maior cara “WTF?” e sinceramente, tinha achado que não havia entendido nada. Mas, quando eu sonhei em meus mais atormentados pesadelos “Ó quem poderá me defender?” PC grita: Eu!!!!!!!!!!!!
Suas criticas sempre são um alívio aos patetas como eu Ritter, apesar de constatar que minha percepção ao episódio foi semelhante a sua.
Na estreia tivemos os dois pés no acelerador, no limite da via.
Aqui ele ultrapassou o limite de velocidade.

Mas, quem não gosta de uma boa corrida quando bem realizada?
Que venha semana que vêm!

Um abs Isaac.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 19:31

He, he, he. Bem isso mesmo!

Eu mesmo acabei com um enorme WTF? flutuando por sobre minha cabeça que nem em desenho animado… Só escrevendo depois é que as coisas foram se encaixando na medida do possível e o WTF? diminuiu um pouco. Só sei que me diverti demais com as bizarrices aqui!

Quero mais é que a série continue ultrapassando os limites de velocidade!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 24 de agosto de 2020 - 18:29

Eu gostei mais da estreia, mas esse é muito bom. Só tive a sensação que esse episódio precisava de mais tempo (quanto mais, melhor rs)
O que foi aquele poema. Até arrepiei.

Linda referência aO Conde de Monte Cristo, um dos meus livros favoritos.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 18:47

Uma parte de mim achou que o episódio poderia ser dividido em dois. Mas outra parte – provavelmente a parte maior – achou que esse passo frenético foi essencial para essa história completamente WTF funcionar de verdade.

Abs,
Ritter.

Responder
rodrigocunha 24 de agosto de 2020 - 02:04

Bela critica, expressando tudo q senti no episodio. Densa pacasé daquelas que vale dormir com ela e acordar no dia seguinte com aquele sorriso no canto da boca ao lembrar de algumas cenas. Sem falar na chuva de referencias literarias e musicais jorrando da tela.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 13:07

Obrigado, @rodrigocunha:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
João Victor 24 de agosto de 2020 - 01:57

Uma coisa q me agradou muito nessa série é q os personagens são inteligentes, n perdem tanto tempo na dúvida do Tic estar louco por exemplo. Adoro essa pegada pulp e aventuresca q a série tem, adoraria uma série do estilo, mas sci fi (tá aí um pitch HBO). Esse episódio me lembrou bastante Scooby Doo com o grupinho de personagens bem distintos com um mistério a ser resolvido. Ansioso pelos próximos episódios.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 13:07

Scooby-Doo macabro e racista, mas sim, lembra mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins #ForaHickman 24 de agosto de 2020 - 18:59

Então aquele comentário sobre Scooby Doo da primeira crítica estava certo. Um visionário.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2020 - 19:31

HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHHAAHHAHA

Boa!

Abs,
Ritter.

Responder

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