Home TVEpisódio Crítica | Lovecraft Country – 1X05: Strange Case

Crítica | Lovecraft Country – 1X05: Strange Case

por Ritter Fan
3118 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios da série.

Quando o título do episódio apareceu na tela, foi como se tudo o que veio a seguir no que se refere a Ruby e Christina ficasse completamente escancarado para mim. Considerando as diversas alusões literárias nada discretas de Lovecraft Country, Strange Case só poderia referir-se ao começo do título original do clássico O Estranho Caso de Dr. Jekyll and Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson, e a promessa de William a Ruby no episódio passado de mudar a vida dela para sempre em uma ambientação como a da série logo criou a conexão para a transformação que os primeiros segundos de projeção confirmariam: a irmã de Leti, agora, era uma mulher branca, com todos os privilégios que isso acarreta e que o episódio se esbalda em mostrar.

E é claro que, dentro do tema da metamorfose e considerando tudo o que acontece debaixo da rubrica da magia, algo que, a essa altura do campeonato, presumo que todos os espectadores já tenham se acostumado, a revelação final de que Christina, na verdade, era William o tempo todo era algo mais do que esperado. Na verdade, era uma inevitabilidade, uma conclusão lógica para toda a questão de “vestir a pele” de poder, por assim dizer. Ruby era o nível mais baixo da hierarquia dos privilégios por ser negra e mulher, subindo alguns vários degraus ao tornar-se branca. Christina já era branca, então sua condição de desvantagem existente era que ela era uma mulher, algo que ela corrigiu criando sua versão masculina, William, de forma a tornar possível seu projeto de tomada de poder. Ruby, claro, é um instrumento nesse seu projeto e o relacionamento de William/Christina com Ruby – agora também Hillary, vivida por Jamie Neumann, a mesma atriz que, em Whitey’s on the Moon, fez uma ponta como a dona dos cachorros e do apito naquele vilarejo tenebroso – pode ser parte do jogo ou não, verdadeiro ou meramente utilitário. Isso é ainda algo a ser visto e explorado mais para a frente.

Com essa abordagem ousada, transformando uma negra em uma branca, o tema do preconceito racial, que ficou um pouco de lado em A History of Violence, volta com força total, algo que fica muito bem ilustrado pelo que Ruby diz a William: em sua experiência como branca em um bairro negro, ela percebeu o medo dos negros por ela ser branca. Essa afirmação é um tapa na cara – ou melhor, um chute bem dado na boca do estômago – de quem vê o racismo como algo que acontece só com os outros é que é algo pontual. O racismo sistêmico pode ser todo ele resumido no que Ruby experimenta como Hillary, seja nesse começo confuso, com ela ainda desnorteada, seja depois tentando lidar com Tamara (Sibongile Mlambo) e tendo atitudes conflitantes, seja no clímax da vingança contra seu chefe que, antes, tentara estuprar Tamara.

Mas a metamorfose também é abordada por outros lados. O primeiro e comparativamente menos importante – mas mesmo assim potente – é a reação de Tic quando ele deduz, pelo olhar de seu pai, o que acontecera com Yahima. A erupção de violência descontrolada é impressionante e faz convergir anos e anos de abuso de Montrose sobre ele, transformando o pacato e por vezes até ingênuo Tic em um trator que teria cometido assassinato ali mesmo não fosse a interferência desesperada de Leti. Aliás, achei genial o toque do roteiro de Misha Green, Jonathan Kidd e Sonya Winton em armar Leti com um taco de beisebol quando ela vai procurar Tic no porão logo em seguida, demonstrando o pavor que até ela estava sentindo, o que de certa forma remete à possessão de Tic pelo fantasma do cientista nazista.

No entanto, o foco dessa segunda narrativa fica mesmo por conta da metamorfose de Montrose depois de ser espancado pelo filho. Procurando Sammy para satisfazer o que parece ser seus desejos primais, como uma verdadeira válvula de escape, Montrose recusa-se a realmente assumir quem ele é. A paralelização de seu drama com o de Ruby, também querendo entender quem exatamente ela quer ser, é espetacularmente bem feito, com a direção de Cheryl Dunye trabalhando muito bem a progressão da narrativa sem redundâncias e sem fugir do assunto.

Apenas talvez o fato de Sammy simplesmente ser um não-personagem e ter mais detalhes sobre ele revelados de maneira um tanto abrupta aqui, algo que deveria ter sido construído antes e não necessariamente “revelando” a relação dele com Montrose, é que me deixou incomodado, algo que mostra que os coadjuvantes menores parecem ter funções de preenchimento de espaço, sendo usados apenas quando necessário e para o objetivo específico do ponto a ser discutido. Com isso, mesmo que a libertação de Montrose no baile/concurso drag tenha sido um belo momento que Michael K. Williams tira de letra como grande ator que é, a conexão sentimental dele com Sammy sofre um pouco por seu parceiro não ter sido brindado com qualquer tipo de desenvolvimento fluido que permita a criação de empatia para além do que o capítulo exige.

Mesmo que a temporada até aqui tenha mostrado muita qualidade nos efeitos especiais, criando uma fusão quase perfeita da tecnologia atual de computação gráfica com as exigências mais “horror trash” que os roteiros criam, Strange Case é um destaque. A escolha de se fazer a metamorfose de Ruby como se ela fosse um lobisomem (lobimulher?) mantém o gore da série ao mesmo tempo que acentua o preço cobrado pela liberdade que ela almeja. E a mistura de efeitos práticos com digitais é um espetáculo à parte, digno dos melhores exemplares oitentistas do gênero como Grito de Horror ou A Mosca.

Estamos já na metade da temporada inaugural e, ainda que muitas peças tenham sido devidamente encaixadas, outras várias continuam gerando perguntas. O plano de Christina é a maior delas, lógico, mas a conexão da coreana Ji-Ah com toda essa história – algo que o telefonema de Tic dá a entender que é bem mais profunda do que apenas uma relação amorosa e que carrega também a dualidade entre a figura positiva dela de princesa alienígena que vemos no sonho dele na abertura do primeiro episódio e a negativa de soldada na alucinação na mansão no segundo episódio – é o que mais atiça minha curiosidade no momento. E o melhor é que, mesmo que um título como Strange Case permita a dedução da temática de determinado episódio, a grande verdade é que o jogo pode ser jogado de qualquer jeito, já que Misha Green não parece muito disposta em deixar as regras claras para os espectadores. E que ela continue assim!

Lovecraft Country – 1X05: Strange Case (EUA, 13 de setembro de 2020)
Showrunner: Misha Green (baseado em romance de Matt Ruff)
Direção: Cheryl Dunye
Roteiro: Misha Green, Jonathan Kidd, Sonya Winton
Elenco: Jurnee Smollett, Jonathan Majors, Michael K. Williams, Aunjanue Ellis, Abbey Lee, Jada Harris, Wunmi Mosaku, Deron J. Powell, Jamie Neumann, Sibongile Mlambo
Disponibilidade no Brasil: HBO
Duração: 60 min.

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34 comentários

JC 20 de janeiro de 2021 - 19:51

Não consegui gostar tannnnnnnnnnnto assim desse episódio. Mas que porra de efeitos especiais bem feitos.
Caramba….

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2021 - 19:55

Ah, eu achei a linha narrativa da transformação sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Lopes Lima 10 de outubro de 2020 - 10:55

Estava assistindo o cap 5, mas parei logo antes do fim. Estou achando a série com estrutura de novela demais. Depois, até agora, procurei o Lovecraft mas só encontrei no título: onde está o medo do inefável cósmico? Eu esperava um releitura crítica do Lovecraft.
Claro que é bem produzido e tem bons atores, mas série genial também sobre temas raciais, foi a 1ª temporada de American Gods. Watchmen começou bem, mas daí o clímax foi uma chuva de lula congelada =))) Fala sério. Sou cabeça-dura, eu admito!
Um abraço.

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planocritico 10 de outubro de 2020 - 11:01

Novela? Não vejo nada de novela na série.

Sobre Lovecraft, cara, a crítica está no título, na pessoa do Lovecraft e no que a série aborda. Troque “Lovecraft” por “Racist” e você tem sua resposta.

Mas elementos lovecraftianos estão inegavelmente na série, ainda que usados dentro da estrutura criada. Nunca foi a proposta adaptar Lovecraft.

Abs,
Ritter.

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Bruno Lopes Lima 10 de outubro de 2020 - 10:55

Acabei assistindo até o fim o cap 5 e estou no 6. É interessante, mas mantenho minhas críticas. =)

Responder
planocritico 10 de outubro de 2020 - 11:01

Eu acho que você está esperando da série aquilo que ela não é só porque tem o nome Lovecraft no título.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Lopes Lima 10 de outubro de 2020 - 23:42

Pois é. O que estava me incomodando eram os personagens-clichês: o ex-soldado, a esposa dedicada com o tio gente boa, o pai violento. Era isso que estava chamando de novela.
Bem, acabei o cap 7 então o que a história tem feito é quebrar esses clichês um por um.
“I am” é muito bom, surpreendente. A virada final de “Strange case” – citação do Stevenson, né? – para mim, é o que justifica todo capítulo.
Minha expectativa está alta, agora. =)

Responder
planocritico 10 de outubro de 2020 - 23:42

Bacana! Tomara que continue gostando!

Abs,
Ritter.

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O Arrebatado Cartman 18 de setembro de 2020 - 14:08

Pode chamar o Monstrose pra ajudar pagar o fogo do Pantanal, a cusparada do cara parece uma tromba d’agua.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 01:27

Bota ele em uma avião com a cara para fora e ele só vai cuspindo!

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
phgjw 16 de setembro de 2020 - 19:17

Que serie amigos. Esse episodio foi otimo ate a cena de sexo. Eu tava finalmente tirando o personagem de
Michael K. Willians da cabeca pela otima atuacao em The Wire, e vem essa cena otima, mas forcada um pouco, podia ser mais light, inclusive o meio copo de cuspe que sai da boca dele, misericordia.
A qualidade das computacoes graficas tao um escandalo de incriveis.

O sentindo na pele branco/negro ta muito top tambem. Gostando demais dessa serie junto com Raised by wolves.

Responder
planocritico 16 de setembro de 2020 - 21:06

Não achei forçada a cena de sexo não. Foi sexo mias para o violento como já vimos diversas vezes nos mais variados filmes e séries, que tem toda a razão de ser naquele momento e que ainda funciona para acentuar ainda mais a mudança de Montrose no final, sua própria metamorfose.

Abs,
Ritter.

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Mr.L 16 de setembro de 2020 - 08:46

Pra mim esse ep tá empatado com 1° sobre ser o melhor até agora,o surto do tic foi muito bom,ele agradecendo a Lety por ter parado ele foi bem pesada. Engraçado que ep passado eu tinha achado todo o plot da Ruby um saco, ainda bem que fui(fomos) com uma história excelente,e acho que eu sou meio lento , pois achei o plot twist do william de fair o queixo.

PS: o gerente tomou no ** literalmente 😂😂

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planocritico 16 de setembro de 2020 - 12:43

Com o primeiro? Interessante você gostar tanto assim dele. Meu preferido continua sendo o da casa mal-assombrada.

Abs,
Ritter.

Responder
Alessandro 15 de setembro de 2020 - 18:33

Eu gosto muito de Lovecraft country. Para mim é a melhor série da HBO da atualidade. Muito bem realizada, tanto nos aspectos técnicos como o roteiro. Também é interessante que o horror aqui tem um aspecto metafórico, de modo a enfatizar a tensão racial de forma ainda mais intensa e crítica que a obra original – que é “leve” se comparada com a série que deu origem.
No entanto, apesar do quinto episódio ter sido muito bom, algumas cenas nele me deixaram incomodado porque eu achei que destoaram um pouco e deixaram a narrativa irregular. Montrose, o pai de Aticus, tem se revelado um personagem irritante e muito chato – neste aspecto, ele é diferente no livro, onde mal aparece. Eu preferia que ele tivesse morrido, em vez do simpático tio George.
A cena em que ele transa com Sammy para mim foi totalmente desnecessária, “criando uma barriga”, no se refere ao desenvolvimento da narrativa que até então estava em bom ritmo focando no trama de Ruby – a atriz que a interpreta é excelente, uma vez que ela consegue passar muitas nuances de emoção.
Também achei que exageram nas cenas nudez- com exceção daquela que Ruby aparece como branca- que não acrescentaram nada ao episódio. Elas poderiam ter sido cortadas, sem prejuízo para a narrativa.
Se por lado tivemos esses defeitos, em outros também houve acertos com destaques para a transformação de Ruby que evoca os grandes clássicos do cinema de horror e a revelação envolvendo Cristina que com personagem deve crescer nos próximos episódios, dessa série ousada e interessante que ainda pode nos surpreender. Vamos ver.

Responder
planocritico 15 de setembro de 2020 - 18:52

Discordo fortemente do que você acha sobre o Montrose. Para mim, é um personagem fascinante.

A cena da transa dele com Sammy foi esencial para contrastar com sua auto-descoberta ao final. De um homem que “apenas” faz sexo com outro homem como uma válvula de escape, ele tornou-se alguém que aceita o que ele é.

Sobre nudez, confesso que nem lembro de nudez alguma…

Abs,
Ritter.

Responder
Alessandro 16 de setembro de 2020 - 11:44

Montrose é fascinante para alguns; chato, irritante e que pouco acrescenta à narrativa principal para outros – meu caso. Em crítica, cada um tem um ponto de vista diferente e é bom que seja assim! Sim, teve nudez… e a série tem muito disso assim como outras séries da HBO. Também acho que há exagero nisso, mas é uma forma maneira que esse serviço de streaming encontrou para diferenciar-se dos demais no mercado.

Responder
planocritico 16 de setembro de 2020 - 12:43

Foi justamente para passar meu ponto de vista diferente e estabelecer uma conversa que eu disse que discordo de você e acho o Montrose fascinante…

– Ritter.

Responder
Lucas Macedo 15 de setembro de 2020 - 09:17

Achei o melhor episódio da série até agora, apesar de uma ou outra falha e apesar de não ser tão perfeito quanto o episódio da casa. Não tenho adjetivo para elogiar o quão lindo foi o efeito da troca de pele da Ruby. Ruby, aliás, está quase ganhando o meu posto de personagem favorita. A cena da libertação de Montrose foi tão tocante que nem parece que ele tinha matado uma pessoa horas antes hahaha. Acredito que a mensagem do episódio foi sobre amor próprio, fez isso em duas das 3 narrativas principais. Sobre o Sammy eu não me incomodei tanto, fiquei mais incomodado com o episódio passado e a exposição desnecessária daquele coadjuvante no museu. Lovecraft Country já se tornou uma das minhas séries favoritas EVER

Responder
planocritico 15 de setembro de 2020 - 14:37

Seu ponto sobre o Monstrose é perfeito: ele tinha ASSASSINADO uma mulher indefesa de modo covarde até, por trás, mas isso não diminui – sei lá como! – o efeito de sua libertação no final. Realmente muito bacana.

Não sei se Lovecraft Country é uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, até porque eu só permito que séries encerradas entre nessa “categoria” pessoal, mas que ela é uma das melhores dos últimos anos e a top 1 ou 2 de 2020 em termos de séries novas, com certeza é! Quero ver é ela ganhar ano que vem o tanto de prêmio que Watchmen está merecidamente ganhando esse ano.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Macedo 17 de setembro de 2020 - 09:03

Confesso que sou um pouco emocionado, mas, pelo o que a série está entregando, acho MUITO difícil ela decair em termos de qualidade.

Responder
planocritico 17 de setembro de 2020 - 14:30

Melhor nem falar nada para não agourar!!! HAHAHAHAHAHAAHHHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Queiroz 15 de setembro de 2020 - 00:04

Senti falta da Hypolita nesse episódio. Curioso pra ver oq rola com ela

Responder
planocritico 15 de setembro de 2020 - 00:26

Pois é. Ela em tese foi lá investigar o que aconteceu com o marido e nem deram falta dela…

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 14 de setembro de 2020 - 20:50

1 – Que série maravilhosa
2 – essa série não é fácil de se assistir. (tanto nas metáforas, alegorias, quanto no gore, pra mim pelo menos)
3 – Sobre o William/Christina EU SABIA!!!!!!! Ainda bem que eu escrevi na última crítica antes desse episódio hahahahaha

Responder
planocritico 14 de setembro de 2020 - 21:45

1. Concordo!

2. Não é mesmo. Mas, por outro lado, eu mal posso esperar para ver cada episódio!

3. Sim! Você cantou a pedra direitinho!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 14 de setembro de 2020 - 20:07

Não consigo decidir se gosto mais dessa série ou de Raised by Wolves. Que episódio sensacional.

Gosto muito quando uma série foca em “character-driven” e não em “plot-driven”. Hoje em dia a maioria das séries estão cada vez mais parecidas com filmes estendidos do que com séries, a ponto de não haver espaço para justificar o nome “episódio”.
Só ver como em Strange Case, a trama principal com Tic, Leti e Montrose, fica como secundária (mas não é deixada de lado) para que a trama da Ruby se torne o principal elemento da narrativa, ainda assim acrescentando bastante ao todo, principalmente em termos de mensagem.

E justamente quando estava me preparando para assistir o episódio, surge a notícia de que o Jonathan Majors vai interpretar o Kang, em Homem Formiga 3.

Responder
planocritico 14 de setembro de 2020 - 21:45

Eu consigo, já que não estou vendo Wolves ainda, he, he, he!

Sobre Formiga 3, muito legal a escalação dele e, ainda por cima, para um vilão desse naipe!

Abs,
Ritter.

Responder
GUSTAVO silva 14 de setembro de 2020 - 11:44

Meu episódio favorito até então, mesmo eu não o achando o melhor. E tudo isso por conta da Ruby, eu acho a personagem muito interessante. Ela mostrando seu lado obscuro de alguma forma foi algo que eu adorei. Nem vi o tempo passar. E a atriz arrasando!

Eu tenho pena do Montrose, um personagem bem complexo e com uma história de vida bem difícil. O ator é sensacional… O elenco dessa série é muito bom!!!

Ótima crítica, Ritter.

Responder
planocritico 14 de setembro de 2020 - 11:44

Sim, o bacana da série é que os mocinhos também não são anjos. Eles têm dimensões e algumas delas nós não gostamos, mas temos que entender que é isso que cria um personagem crível, com quem podemos nos relacionar.

E obrigado, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Roberval Machado 14 de setembro de 2020 - 09:45

Achei o melhor episódio até agora.

Não tinha notado que Christina e Willian não tinham aparecidos juntos até agora, só tinha achado estranho uma cena em que Christina chega na casa e logo depois Willian sai de lá, sem corte na cena.

Pelo jeito, Michael K. Willians vai nos presentear com outra interpretação memorável, como foi com Omar Little.

Responder
planocritico 14 de setembro de 2020 - 10:43

Essa cena que você achou estranha, pensando agora em retrospecto, tem uma elipse imperceptível de passagem de tempo que é feita justamente para enganar. E sim, o Michael tem tudo para arrebentar na série!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 14 de setembro de 2020 - 06:21

Só quero deixar registrado que Montrose apanhou foi pouco hahahahah. Eu quero muito saber o que proteger a família significa pra ele, pois o que ele faz é desarmar o filho contra as ameaças que surgem. Eu acho que ele é o mais interessado nessa descendência do Tic. E sua interpretação foi fabulosa, tudo isso sem dizer mais que, sei lá, duas linhas de roteiro.
Também parece que Sammy caiu de paraquedas. Se eu não tivesse pesquisado semana passada quem era, o teria feito aqui pra ver se ele já tinha aparecido.

Pra mim o episódio foi bem certeiro em começar já mostrando que aquela branca era Ruby e todo o comportamento em uma zona predominantemente de negros. As sequências de transformação eram simplesmente maravilhosas.
A cara da Ruby trabalhando de garçonete sou eu purinho quando tô insatisfeito com algo kkkk

E assim que comentam de metamorfose, coloquei na minha cabeça que William e Christina eram a mesma pessoa só pra ver se encontrava relações sobre as atitudes deles e daí tudo ficou bem claro.
As únicas coisas que me incomodaram nesse caso foram da resolução dos dois serem a mesma pessoa soar um tanto quanto anticlimática (ou talvez tenha sido proposital) e o fato de que, anteriormente, Christina vira William muito rapidamente (deu tempo até de se limpar) quando confronta os caras que estavam perseguindo sua versão feminina. Como vimos, ela foi bem demorada (a não ser que nesse caso em específico realmente demorou, mas daí terão que deixar claro mais pra frente)

Responder
planocritico 14 de setembro de 2020 - 10:43

Será muito interessante aprender mais sobre Montrose e ver se realmente sua ideia de que ele tem algo a ver com isso tudo chega à fruição, pois seria muito bacana.

Sobre já mostrar a transformação de Ruby, é típico da série que – ainda bem! – não fica escondendo segredos por muito tempo. Ela escancara tudo e pronto, não quer nem saber.

A revelação de Christina como William foi estranha mesmo, considerando todo o cuidado que ela tem. Mas, tudo bem… Sobre a cena anterior, da aparente transformação rápida, acho que houve uma elipse ali, pensando em retrospecto.

Abs,
Ritter.

Responder

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