Home TVEpisódio Crítica | Lovecraft Country – 1X06: Meet Me in Daegu

Crítica | Lovecraft Country – 1X06: Meet Me in Daegu

por Ritter Fan
7071 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios da série.

Sei que Lovecraft Country oferece generosas doses de importantes e atuais críticas sócio-políticas e eu simplesmente adoro essa pegada, mas o que essa série desenvolvida por Misha Green com base no romance Território Lovecraft, escrito por Matt Ruff, realmente tem de mais sensacional é sua capacidade de fazer surpresas serem seguidas do inesperado, somente para que ele seja sucedido pelo imprevisível sem nunca, em momento algum, abrir mão de seu norte e de seu espírito. Meet Me in Daegu é, possivelmente, o maior exemplo disso, já que o episódio inteiro poderia muito facilmente ser um capítulo de Além da Imaginação ou de outra série em formato de antologia, já que ele não só é auto-contido (ou quase), como, sem cerimônia alguma, muda o tom, levando a ação para a Coréia do Sul às vésperas e durante a Guerra da Coréia para contar uma história de amor com toques de horror.

Tudo bem que em algum momento a história de Atticus com Ji-Ah (Jamie Chung), que vimos somente duas vezes ao longo da temporada até agora, uma na versão benigna no sonho de abertura do primeiro episódio como uma princesa alienígena e uma versão maligna na alucinação de Atticus no segundo episódio como uma soldada, seria contada, mas realmente não esperava um episódio inteiro dedicado a isso, especialmente um sob o ponto-de-vista narrativo da própria misteriosa personagem, com todos os detalhes e requintes sanguinolentos que aprendemos a esperar da série. Mas é isso que Meet Me in Daegu é, um capítulo destacado de tudo o que veio antes que exige até mesmo um reajuste mental para que o espectador possa absorver os novos cenários, personagens e, claro, a belíssima atuação de Chung exatamente como esse ser duplo, uma entidade mística das lendas coreanas – a raposa de nove caudas conhecida como kumiho – que habita o corpo de uma jovem humana e que tem o hábito, além de ver filmes de Judy Garland, de colher almas de homens desavisados da maneira mais explosiva possível. Em outras palavras: diversão de alto nível garantida do começo ao fim.

Considerando o que Lovecraft Country apresentou até agora, essa guinada total não é exatamente uma surpresa completa, mas a coragem da showrunner em paralisar a história que finalmente vinha tomando forma para empregar um episódio inteiro em um flashback detalhado sobre Ji-Ah é de se aplaudir, especialmente considerando que, financeiramente, estamos falando de cenários dedicados, direção de arte específica, além de um quase que integralmente novo elenco falando não em inglês, mas em coreano por boa parte do tempo em razão de apenas 60 minutos de projeção. Poucos criadores teriam a coragem de propor isso e poucas produtoras bancariam esse tipo de esbanjamento audiovisual, o que, no final das contas, é mais um aspecto que torna a série algo realmente especial.

A forma como o roteiro costura a lenda de kumiho, que tem versões chinesas e japonesas, com as necessidades narrativas da série, sem porém, depender de conhecimento prévio de qualquer coisa (até mesmo de Lovecraft Country!) para ser apreciado é exemplar, com uma narrativa que, claro, não é nada discreta e revela imediatamente o segredo, marca da temporada, mas que em momento algum é didática ou enfadonha, mesmo que talvez seja um pouco mais longa do que o necessário. Além disso, ainda que a segregação racial fique em segundo plano – ainda que existente – Green e Kevin Lau substituem esse aspecto tão caro à série por comentários ácidos e inclementes sobre a guerra em geral e sobre a participação dos EUA em particular, além de toda a paranoia anti-comunista que serviu como uma das justificativa para o conflito.

Toda a história pregressa de Ji-Ah – os estupros do pai, a negligência da mãe, seu alijamento social, a perda de sua melhor amiga – é abordada com cuidado, respeito e enorme carinho, o que acaba mais uma vez escancarando o fato de que o horror maior não vem de monstros míticos sugadores de almas, mas sim de nós mesmos, seres humanos falhos, frágeis e perdidos em nosso próprio egoísmo. Nem mesmo o Atticus de Jonathan Majors é poupado, com o ator finalmente tendo oportunidade de mostrar uma latitude dramática que até agora havia sido sufocada pela presença magnética de Jurnee Smollett.

Com uma fotografia de cores quentes no que se refere a Ji-Ah e seu “ninho de amor” que são suavizadas nas tomadas externas relacionadas com a guerra, o episódio consegue manter, de longe, o visual da série como um todo, mas sem deixar de ter personalidade própria e específica, além de respeitosa à arquitetura e simbologia coreana (pelo menos até onde pude perceber, lógico). E, claro, como de praxe, a equipe de efeitos especiais – tanto CGI quanto práticos – merece parabéns pela qualidade do trabalho na cena tórrida de sexo de Ji-Ah com sua vítima coreana que por alguns segundos me lembrou a de Bilquis, em American Gods.

Meet Me in Daegu é sem dúvida um desvio narrativo em momento adiantado da temporada inaugural de uma série, algo que pode resultar em estranhamento, mas se todo episódio “descompassado” fosse como este aqui, essa questão jamais seria sequer levantada. Misha Green mais uma vez acerta ao rasgar o manual de produção de séries e desafiar o espectador com um capítulo que, na pior das hipóteses, pode ser visto como um dos melhores fillers jamais feitos.

Lovecraft Country – 1X06: Meet Me in Daegu (EUA, 20 de setembro de 2020)
Showrunner: Misha Green (baseado em romance de Matt Ruff)
Direção: Helen Shaver
Roteiro: Misha Green, Kevin Lau
Elenco: Jurnee Smollett, Jonathan Majors, Michael K. Williams, Aunjanue Ellis, Abbey Lee, Jada Harris, Wunmi Mosaku, Deron J. Powell, Jamie Chung
Disponibilidade no Brasil: HBO
Duração: 60 min.

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48 comentários

JC 20 de janeiro de 2021 - 19:51

Eu tava achando que ia ser um mega Filler chato, até revirei os olhos.
E já na primeira explosão tomei um susto ehehehehe Gostei bem mais desse do que o anterior.
Eta série para ter gente pelada 😀

Fico imaginando ao apresentar isso para a galera do dinheiro..
“Olha só, vamos fazer um episódio todo lá no Japão, e precisamos de uma banda que toque Besame Mucho em Japonês”

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planocritico 20 de janeiro de 2021 - 19:55

Filler é. Chato absolutamente não!

HAHAHAAHAHAHAHHAHA

Abs,
Ritter.

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Sóstenes - Toty 14 de outubro de 2020 - 10:03

Curti demais a participação do Naruto na série kkkrs
Brincadeira!
Essa série é Outro nível, atuações, citações de filmes e livros, História, contexto histórico, tudo muito bom!
HBO, parabéns!

Responder
planocritico 14 de outubro de 2020 - 10:03

Naruto? O que é isso?

Abs,
Ritter.

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Giordano 10 de outubro de 2020 - 10:55

Sinceramente, melhor ep da temporada. Bem organizado, com ótimas atuações, e ainda trazendo uma visão da guerra da Coreia que eu nunca tinha visto! E teve até a raposa de 9 caudas, tão famosa no Japão e Coreia. E pela 1a vez na série, mostram um negro sendo “malvado” e cometendo atrocidades (aliás, 2 negros). Adorei a, fala da garland ao final, encaixou muito bem! E fiquei feliz pela nota, ritter, estava com receio de não dar nota 10 para esse brilhante episódio!

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planocritico 10 de outubro de 2020 - 13:02

Foi um baita episódio. Irrepreensível!

Abs,
Ritter.

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Jonathan Nascimento 9 de outubro de 2020 - 15:13

Esse foi justamente o episódio que mais gostei, até agora.

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planocritico 10 de outubro de 2020 - 08:51

Gostei muito também. Empatado com o da casa mal-assombrada.

Abs,
Ritter.

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JMB 26 de setembro de 2020 - 15:20

A característica que eu mais gosto de LC é que, embora conte com um plot “geral”, é fato que cada episódio de LC tem uma atmosfera tão única (e bem construída) que por vezes a série parece uma antologia. E isso atingiu seu ápice nesse episódio.

Outra coisa que amo na série e que atingiu o ápice nesse EP é que, embora seja uma série com fundo sobrenatural, isso muitas vezes acaba sendo, de fato, apenas um fundo, uma muleta pra desenvolver os personagens e críticas (históricas e sociais), como vc e várias outras pessoas já falaram em posts anteriores. A forma que a lenda da kumiho/Kurama foi aplicada para falar sobre os sofrimentos e traumas da Ji-ah foi digna de aplausos.

Off-topic: HBO (em todas as plataformas) tá arrebentando esse ano, hein? Já assisti I Know this much is true, Perry Mason, Doom Patrol, tô vendo LC, e francamente não sei qual foi melhor. Tá tudo lindo e maravilhoso!! PS.: Em breve vou assistir Raised by Wolves, da qual tbm só vejo elogios

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planocritico 26 de setembro de 2020 - 15:21

Concordo com você, @disqus_GGyF7wl5aO:disqus , sobre o que você mais gosta em LC. Essa característica de antologia que não é antologia é SENSACIONAL e de uma coragem e inventividade incríveis. E a Misha Green ainda nos faz o favor de passear por todos os sub-gêneros do terror, com uma pegada própria realmente refrescante.

E sim, o sobrenatural é o pano de fundo, não a história em si, outro ponto forte da série.

Finalmente, a HBO está sem dúvida demolindo 2020. E você nem mencionou The Plot Against America, The Outsider e Succession. Vai faltar é prêmio ano que vem para a produtora…

Abs,
Ritter.

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Young Wolf 24 de setembro de 2020 - 17:03

A coragem que tiveram ao parar a história principal no meio da temporada para trazer destaque a narrativa desse episódio é enorme, me lembrou muito o que Westworld fez na reta final da segunda temporada (2×08 Kiksuya) onde contam a história do Akecheta, que até então estava em um plano sem importância na narrativa, assim como este, o episódio de Lovecraft Country foi lindo.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Sim, bastante ousado fazerem essa parada e, ainda por cima, mudarem completamente os cenários e o elenco. Mas ficou sensacional.

Abs,
Ritter.

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Lucas Macedo 22 de setembro de 2020 - 09:09

Fiquei surpreso com a Jamie Chung, ótima atuação. Episódio sem defeitos. Falaram até do preconceito que os japoneses tinham pelos coreanos

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 14:30

Sim, a Chung mandou muito bem. Baita episódio!

Abs,
Ritter.

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Isaque Pereira Dos Santos 22 de setembro de 2020 - 08:49

Que crítica maravilhosa de verdade! Eu realmente amei esse episódio e como eles desenvolveram esse paralelo entre Ji-Ah e Atticus contando uma história de amor nada convencional e com uma mensagem tão profunda. Outra coisa que vale notar é o relacionamento entre Ji-Ah e a sua melhor amiga, em um determinado momento elas conversam sobre como “não tem nada de errado em ser diferente” e por mais que na cena estivesse relacionado a questão do comunismo, acredito a amiga de Ji-Ah realmente amava ela a ponto de confessar sua “traição” pra poupar a vida dela. Simplesmente impecável!

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 14:30

Ah, sim. Aquela cena da melhor amiga de Ji-Ah com ela teve outros significados sem dúvida alguma!

E obrigado!

Abs,
Ritter.

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Karina Carvalho 21 de setembro de 2020 - 21:56

Perfeição de episódio e perfeição de crítica!

Eu estava com receio porque até agora tinha gostado bem mais dos episódios ímpares do que dos pares, mas esse sexto episódio ficou maravilhoso, não perde em nada para nenhum dos anteriores. Coragem da Misha não só pelas decisões técnicas e criativas do episódio, mas por mostrar uma visão bem diferente do que geralmente é visto nas produções dos Estados Unidos, especialmente sobre uma guerra em que o país esteve envolvido.

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 02:02

Obrigado, @disqus_wz2OxknRDl:disqus !

Foi um baita episódio mesmo. Todas as escolhas foram exatas aqui e é incrível ver uma série dar uma guinada desse tamanho em todos os aspectos técnicos bem no meio dela.

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 21 de setembro de 2020 - 21:20

Eu já tinha ouvido falar dessa raposa de nove caudas, mas só me dei conta depois que li aqui, e olha que apareceu uma raposa no episódio
A Jamie Chung tá ótima nesse episódio
A voice off que aparece no finzinho é da Judy Garland, não?
Foi um filler mesmo, mas um fillerzão bom demais!!!
Já imaginou o trabalho ter que limpar aquele quarto todo cagado de sangue NOVENTA E NOVE vezes?!! Aff…

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 21:20

Sim, a voz no final é da Judy Garland sim.

Pior é que pensei sobre a limpeza daquele quarto. Se eu fosse a Ji-Ah o trato seria: eu mato, você limpa…

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 21 de setembro de 2020 - 15:30

Esse episódio foi muito parecido com o extraordinário “A Extraordinary Being”, de Watchmen, tanto na premissa, sendo uma história quase que paralela ao resto da trama, quanto na forma como se conecta com a narrativa central da temporada.
Watchmen ou Lovecraft Country ? Eis a questão.

E eu quero a Jamie Chung como Morte, na série de Sandman. Até porque ela já dublou a personagem em um curta animado.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 16:23

Para que “OU”? O certo é “E”!

E Chung como Morte seria bem bacana, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
Massy Andrade 21 de setembro de 2020 - 12:24

Achei o episódio perfeito do início ao fim, apesar de ter a percepção que a produção tem uma visão imperialista, colonialista, preconceituosa do “estrangeiro”. Foi assim tb em relação à Yahima. Não conseguiram se livrar dessa visão americanizada do mundo.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:32

Nossa, não senti absolutamente nada disso. Eu só vi críticas à presença americana na Coréia.

Abs,
Ritter.

Responder
GUSTAVO silva 21 de setembro de 2020 - 11:32

Esse episódio foi muito bom mesmo! Adoro como eles mostram o sofrimento de diversas raças pelo mundo. E o que me deixou mais surpreso é que tudo isso é novidade para mim, nada disso acontece no livro e eu achei que foi uma ótima adição!
As atuações como sempre, eu achei muito boas. A história comparativa dos “monstros” foi muito bem explorada e como tudo isso é interligado ao Tic é bem interessante.
Lovecraft Country está me agradando muitooo! Uma qualidade ótima! Sempre espero o melhor a cada semana.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 14:25

Não li o livro ainda e fiquei até feliz por essa minha decisão de forma a literalmente entrar às cegas na série.

Abs,
Ritter.

Responder
Roberval Machado 21 de setembro de 2020 - 09:34

A princípio achei que seria apenas um filler, mas a fala no final deixa a entender que ela pode se integrar na história principal.

Se foi um filler, foi daqueles que só séries como Westworld e Legion sabem produzir.

Um detalhe que chamou a atenção: os lindos vestidos de noite de Ji-Ah. Já tinha gostado de vários figurinos da Leti. O cuidado da produção com os figurinos é algo digno de prêmio.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:04

Ji-Ah já tem se integrado por meio daquelas duas ligações misteriosas do Tic. Ela de alguma forma muito provavelmente terá mais participação. Mas a natureza de filler está mais no fato de ser um episódio inteiro dedicado a um flashback que, em séries “normais”, seria algo de poucos minutos.

A direção de arte é lindíssima na série, incluindo aí os figurinos de época.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 21 de setembro de 2020 - 03:38

Essa série é alto nível demais, diria que esse é um dos melhores fillers que já vi, confesso que também lembrei de American gods naquele primeiro contato da cena de sexo. O final do episódio deixou muitas dúvidas, pq ela teve uma visão do futuro e não do passado do Atticus?? E será que ela tá viva ainda e será que futuramente vai aparecer na série pra tentar salvar o Atticus? Eu espero que sim.

Responder
Wagner 21 de setembro de 2020 - 10:21

Minha teoria.
Já citaram uma máquina do tempo na série. O fato da Ji-Ah ver a morte do Tic é que ela aconteceu no passado. Ou seja, em algum momento o Tic vai ter acesso a essa máquina e voltará uns anos antes do tempo principal da série e morrerá lá (ou quase isso).
Sim, estou viajando um pouco, pois mesmo se passando no passado, ainda é o futuro do Tic.

Mas minhas teorias nunca batem, então provável que isso não aconteça.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:13

Pois é. Ainda quero saber qual é dessa máquina do tempo!

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 21 de setembro de 2020 - 12:24

Parece que ela vai aparecer logo logo hehe

Responder
Wagner 21 de setembro de 2020 - 12:24

Posso te dizer que muito em breve teremos respostas (ou ainda mais perguntas).
Pela primeira vez estou fugindo de promos e trailers (só vi o primeiro e nada mais), mas eu esqueci que passa a prévia do próximo episódio na HBO logo após a exibição e dessa vez não resisti kkk

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:36

@semideiaprausername:disqus , amador… Eu deixo sem som e fecho os olhos…

Abs,
Ritter.

planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:13

Não sei porque ela teve visão de futuro, mas, em tese, ela está viva sim, já que Tic ligou para ela duas vezes de Chicago já.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 21 de setembro de 2020 - 12:24

Ah tá, não lembrava, valeu! Que bom então, tenso que o tic entao esqueceu dela Rapidão né, já tá apaixonado por outra kkkk

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:32

Você há de convir comigo que a experiência que ele passou com ela na cama foi no mínimo traumatizante…

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 21 de setembro de 2020 - 17:03

Pior que é verdade, mas se ele ainda matem contato com ela a ponto de ligar pra elas duas vezes ela ja perdeu o medo.

planocritico 21 de setembro de 2020 - 19:43

Mantém um contato estranho…

Abs,
Ritter.

vince 21 de setembro de 2020 - 18:57

Eu passaria de boa por essa experiência, não fazendo fio terra com a cauda igual ela fez com o coreano eu tô aceitando qualquer coisa com a Jamie Chung.

planocritico 21 de setembro de 2020 - 19:42

HHAHAHAHAHAHHAHAAHHAAH

Tá certo!

Abs,
Ritter.

Karina Carvalho 21 de setembro de 2020 - 22:12

Mas se não me engano, a história da série começa em 1955, não? E o caso do Tic com a Ji-ah foi em 1950, então não seria uma superação de término tão rápida assim.

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 02:02

Esse “fim de namoro” não tem como superar… Mais fácil entrar em estado catatônico…

Abs,
Ritter.

Junito Hartley 22 de setembro de 2020 - 11:57

Eu nao lembrava que ele tinha falado com ela por telefone vou lembrar dos anos kkkkkkk

Lucas Martins 21 de setembro de 2020 - 13:29

Pelo que eu entendi, ela viu o futuro de Tic porque quando ela vai consumir alma dos homens com que ela faz sexo, ela absorve todas as memórias deles e como ela mata eles as memórias acabam naquele momento, mas como ela não iria matar Tic, ela viu as memórias dele até o momento da morte dele, que como ela não causou se estendeu para o futuro.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 15:04

É uma forma boa de racionalizar a coisa.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 21 de setembro de 2020 - 01:30

Talvez eu tirasse meio HAL devido onde o episódio estar encaixado, mas não dá pra saber o que vem pela frente e ao menos por enquanto esse foi o melhor momento para esse capítulo focado na Ji-Ah.
Porém eu estou disposto a perdoar qualquer erro desse episódio só por ter citado uma das minhas passagens favoritas da vida, que é a carta de Edmond deixada no final de O Conde de Monte Cristo (por sinal, o livro do Tic é bem fino rsrs). Não apenas isso, mas o paralelo traçado ao destino dos personagens que são diferentes no livro e no filme (tinha que ter um SPOILER ALERT logo após o titulo kk)

Chung é maravilhosa. Que saudade dela de Blink em The Gifted (insuportável que sempre estava certa)

Série sensacional. Mesmo com foco no racismo traz outros assuntos importantes com todo cuidado. Estou incrivelmente empolgado para o próximo episódio.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 02:35

Eu pensei em diminuir a nota justamente pelo encaixe, mas o episódio foi bom demais e, na verdade, poderia ser encaixado em qualquer lugar que eu não ligaria. E a Chung está muito bem mesmo. Tomara que ela continue tendo destaque na série.

Abs,
Ritter.

Responder

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