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Crítica | Má Educação

por Luiz Santiago
635 views (a partir de agosto de 2020)
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Pedro Almodóvar nunca fez segredo pra ninguém em relação ao caráter íntimo que este Má Educação (2004) teve para ele. Uma espécie de derivação mais rica e madura de A Lei do Desejo (1987), este longa de 2004 se tornou quase uma obsessão para o diretor, que embora não tenha escrito um roteiro biográfico, certamente traz algumas de suas experiências como alimento para a criação de uma tragicomédia metalinguística, não como uma vingança ou denúncia, mas como memória crua. Uma realidade que claramente se repete na vida de muitas crianças e jovens até os dias de hoje, inclusive dentro da igreja (católica ou das muitas variações protestantes) onde a institucionalmente condenada homossexualidade é amplamente vivida por indivíduos em posição de destaque nessas instituições, não raro com práticas pedófilas.

Em entrevista, Almodóvar afirmou que La Mala Educaciónnão é um ajuste de contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para fazê-lo. A Igreja não me interessa, nem como adversária“. Sobre este ponto, é interessante observar como o roteiro insere os personagens eclesiásticos mas não torna nem a igreja e nem a batina um vilão absoluto e generalizado, o que me faz rir de imediato frente à imensa rejeição que o filme teve nas divisas religiosas (especialmente católicas) por “motivos estritamente cristãos“. Definitivamente o tipo de posição ideológica, doutrinária e ciumenta demais de sua instituição a ponto de rechaçar um filme que condena um crime e más atitudes de um grupo de indivíduos, não toda uma religião ou uma de suas categorias hierárquicas.

Gael García Bernal dá vida a três personagens nessa história, conseguindo um excelente resultado em todas elas. Como é típico do diretor, o mundo e submundo das minorias na Espanha é retratado através de um olhar cínico, às vezes falhando em se completar (muitas coisas se resolvem em fracas elipses, assim como personagens desaparecem, o que nunca é bom), mas o resultado final disso não deixa de ser interessante. O ponto dramático para o protagonista se firma em uma ideia de vingança, assassinato, chantagem e nojeiras humanas germinadas no nacionalcatolicismo aplicado à educação franquista, com um enredo que não toca em política mas não esconde o endereço certo do abuso sexual sofrido pelo protagonista no internato onde estudava. Outro ponto interessante é que o diretor resolveu tratar de maneiras bem diferentes (em fotografia, escolha de atores, angulação e até uso de trilha sonora) os personagens da realidade e da ficção, um mais exagerado, cruel e cinematográfico que o outro.

Existem belas referências a Sara Montiel aqui (com uma breve cena exibida de Esta Mulher, 1969), assim como a recorrente ligação metalinguística típica de Almodóvar, tanto com um filme dentro do filme — sendo este o fio da meada para o desenvolvimento dos personagens no tempo presente –, quanto com a citação, alusão ou exibição de cartazes de A Besta Humana (1938), Pacto de Sangue (1944), Teresa Raquin (1953), Bonequinha de Luxo (1961), Terra Bruta (1961) e Um Caminho para Dois (1967). Essa relação entre ficção e realidade é o que torna o filme bastante especial e enriquece a sua temática, pois joga com consequências negativas vindas de abusos na infância, mas não é só isso. O enredo também traz para si caminhos morais questionáveis de diversas pessoas e, mais uma vez, escancara a obviedade de que gente ruim e infame existe em todos os lugares e grupos sociais, e que nem tudo é culpa de uma entidade vilanesca. Aqui, todos precisam enfrentar a responsabilidade pelas coisas que fazem.

Arte e vida imitando-se é um conceito difícil de se explorar no cinema, pois exige grande solidez dos personagens, que devem passar de um Universo para outro e ainda assim manterem-se reconhecidos por sua essência, mesmo que o comportamento ou a face sejam de outro indivíduo. Em Má Educação, essa experiência é desenvolvida com muita competência por Almodóvar, que peca na forma como desenvolve o drama amoroso (em todas as camadas), mas esta é apenas uma parte dos muitos destaques da obra. Terminamos percebendo que no mundo, alguns jogos são perigosos demais para serem jogados, especialmente se a vítima é frágil e se existem jogadores sedentos e nada escrupulosos em cena. No fim, tudo é resultado de uma sombria coleção de maus hábitos, moral questionável, problemas emocionais cada vez mais intensos e má educação — seja em que nível da vida for.

Má Educação (La Mala Educación) — Espanha, 2004
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Gael García Bernal, Fele Martínez, Daniel Giménez Cacho, Lluís Homar, Francisco Maestre, Francisco Boira, Juan Fernández, Nacho Pérez, Raúl García Forneiro, Javier Cámara, Alberto Ferreiro, Petra Martínez, Roberto Hoyas, Agustín Almodóvar
Duração: 106 min.

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9 comentários

jv bcb 23 de fevereiro de 2020 - 01:59

Obra Prima.

Responder
Brunno Hard 🎈 13 de junho de 2019 - 01:14

Ah, que maravilha navegar pelo Plano Crítico e encontrar uma crítica para La Mala Educacíon. Parabéns por tudo isso, Luiz Santiago.

Este é um filme difícil de escrever. Por um lado, descrever o enredo seria distribuir as reviravoltas e assim estragar suas surpresas; mas, por outro, é impossível pegar uma grande obra de arte e colocá-la em palavras. Dito isto, aqui vai:

Verdade seja dita, foi a promessa de Gael García Bernal (a quem eu amei desde “Y Tu Mama Tambien”) no que despertou meu interesse em ver “La Mala Educación”. O único outro filme de Almodovar que eu vi antes foi “Talk to Her”, sobre o qual eu estava em dúvida, mas se Gael García Bernal estava envolvido, eu estava feliz em dar outra chance a Almodovar. (Curiosamente, “La Mala Educación” me deu uma nova apreciação de “Talk to Her”. Os dois filmes compartilham muitos temas – falsa identidade e auto-criação, o auto-engano intencional e fantasia de se apaixonar, a espiritualização da beleza estética – para não mencionar um uso hipnótico da música, uma atitude indiferente em relação às mulheres e alguns atores que reconheci.)

O gênio de Almodóvar em “La Mala Educación” e “Talk to Her” é a sua capacidade de definir a cena, encurralando o público, embalando-o em um senso de compreensão e segurança e, de repente, virando a mesa com uma reviravolta de magnitude tão estonteante que a mente, cambaleando, forçada a desistir de tentar entender, deve apenas relaxar e permitir que o filme assuma o controle milagrosamente, tudo sem deixar o público se sentindo manipulado. Em “La Mala Educación”, ele leva este dispositivo a níveis ofegantes e de alta atmosfera, pois a cada reviravolta o filme assume um novo gênero.

Começa como uma história de amadurecimento, intercalada com flashbacks de internato que lembram a culinária francesa como “Au revoir, les enfants” de Louis Malle e “L’Argent de poche” de François Truffaut, embora eu sentisse muito Fellini nos trajes modernos, penteados de penas e ruas pitorescas repletas de bicicletas. Provavelmente o segmento mais romântico do filme, alude até mesmo a “Breakfast at Tiffany’s”. De fato, as performances são tão cativantes, a cinematografia tão calorosa e luminosa que esse segmento de “La Mala Educación” poderia facilmente existir como seu próprio filme independente. Eu estava totalmente preparado para abraçá-lo e amá-lo como um romance de período sincero.

Mas sem aviso prévio, o filme se vira de cabeça para baixo e se torna um emocionante comentário no roteiro de Charlie Kaufman de “Adaptation.” (de Spike Jonze). Romance transforma-se em farsa e tragédia em comédia à medida que o estilo cinematográfico autoconsciente dá lugar à tolice de um filme dentro de um filme.

Ao contrário de “Adaptation.”, no entanto, “La Mala Educación” continua e, dessa forma, mantém seu coração e alma. Outras reviravoltas são introduzidas, e o filme se metamorfoseia em um mistério, um thriller, um noir encharcado de chuva – no final, eu senti como se tivesse acabado de viver cem anos de história do cinema, tudo condensado em menos de dois anos. Horas ricas e gloriosas.

Então, o que mantém tudo junto? A resposta é Gael García Bernal. Ele é uma verdadeira estrela de cinema – divinamente linda, deslumbrantemente carismática, com aquela aura importantíssima de mistério – e embora ele interprete virtualmente quatro personagens enquanto seu personagem se transforma junto com o filme, seus surpreendentemente calmos olhos azul-esverdeados e boca sensual, fornece um centro estável para a loucura em torno dele. Apesar dos rumores de seu tratamento abusivo no set nas mãos de Almodóvar, García Bernal tem uma dignidade (sem a qual a “La Mala Educación” entraria em colapso sob o peso de sua própria inteligência) que nenhuma quantidade de maquiagem, perucas, vestidos, anorexia induzida, ou falsos espanhóis podem mascarar.

“La Mala Educación” foi uma das mais intensas experiências de cinema que eu já tive.

Nossa, me empolguei demais (de novo). 😉
Abraço a todos,
Brunno Hard

Responder
Brunno Hard 🎈 13 de junho de 2019 - 00:28

Ah, que maravilha navegar pelo Plano Crítico e encontrar uma crítica para La Mala Educacíon. Parabéns por tudo isso, Luiz Santiago.

Este é um filme difícil de escrever. Por um lado, descrever o enredo seria distribuir as reviravoltas e assim estragar suas surpresas; mas, por outro, é impossível pegar uma grande obra de arte e colocá-la em palavras. Dito isto, aqui vai:

Verdade seja dita, foi a promessa de Gael García Bernal (a quem eu amei desde “Y Tu Mama Tambien”) no que despertou meu interesse em ver “La Mala Educación”. O único outro filme de Almodovar que eu vi antes foi “Talk to Her”, sobre o qual eu estava em dúvida, mas se Gael García Bernal estava envolvido, eu estava feliz em dar outra chance a Almodovar. (Curiosamente, “La Mala Educación” me deu uma nova apreciação de “Talk to Her”. Os dois filmes compartilham muitos temas – falsa identidade e auto-criação, o auto-engano intencional e fantasia de se apaixonar, a espiritualização da beleza estética – para não mencionar um uso hipnótico da música, uma atitude indiferente em relação às mulheres e alguns atores que reconheci.)

O gênio de Almodóvar em “La Mala Educación” e “Talk to Her” é a sua capacidade de definir a cena, encurralando o público, embalando-o em um senso de compreensão e segurança e, de repente, virando a mesa com uma reviravolta de magnitude tão estonteante que a mente, cambaleando, forçada a desistir de tentar entender, deve apenas relaxar e permitir que o filme assuma o controle milagrosamente, tudo sem deixar o público se sentindo manipulado. Em “La Mala Educación”, ele leva este dispositivo a níveis ofegantes e de alta atmosfera, pois a cada reviravolta o filme assume um novo gênero.

Começa como uma história de amadurecimento, intercalada com flashbacks de internato que lembram a culinária francesa como “Au revoir, les enfants” de Louis Malle e “L’Argent de poche” de François Truffaut, embora eu sentisse muito Fellini nos trajes modernos, penteados de penas e ruas pitorescas repletas de bicicletas. Provavelmente o segmento mais romântico do filme, alude até mesmo a “Breakfast at Tiffany’s”. De fato, as performances são tão cativantes, a cinematografia tão calorosa e luminosa que esse segmento de “La Mala Educación” poderia facilmente existir como seu próprio filme independente. Eu estava totalmente preparado para abraçá-lo e amá-lo como um romance de período sincero.

Mas sem aviso prévio, o filme se vira de cabeça para baixo e se torna um emocionante comentário no roteiro de Charlie Kaufman de “Adaptation.” (de Spike Jonze). Romance transforma-se em farsa e tragédia em comédia à medida que o estilo cinematográfico autoconsciente dá lugar à tolice de um filme dentro de um filme.

Ao contrário de “Adaptation.”, no entanto, “La Mala Educación” continua e, dessa forma, mantém seu coração e alma. Outras reviravoltas são introduzidas, e o filme se metamorfoseia em um mistério, um thriller, um noir encharcado de chuva – no final, eu senti como se tivesse acabado de viver cem anos de história do cinema, tudo condensado em menos de dois anos. Horas ricas e gloriosas.

Então, o que mantém tudo junto? A resposta é Gael García Bernal. Ele é uma verdadeira estrela de cinema – divinamente linda, deslumbrantemente carismática, com aquela aura importantíssima de mistério – e embora ele interprete virtualmente quatro personagens enquanto seu personagem se transforma junto com o filme, seus surpreendentemente calmos olhos azul-esverdeados e boca sensual, fornece um centro estável para a loucura em torno dele. Apesar dos rumores de seu tratamento abusivo no set nas mãos de Almodóvar, García Bernal tem uma dignidade (sem a qual a “La Mala Educación” entraria em colapso sob o peso de sua própria inteligência) que nenhuma quantidade de maquiagem, perucas, vestidos, anorexia induzida, ou falsos espanhóis podem mascarar.

“La Mala Educación” foi uma das mais intensas experiências de cinema que eu já tive.

Nossa, me empolguei demais (de novo). 😉
Abraço a todos,
Brunno Hard

Responder
Brunno Hard 🎈 12 de junho de 2019 - 23:21

Ah, que maravilha navegar pelo Plano Crítico e encontrar uma crítica para La Mala Educacíon. Parabéns por tudo isso, Luiz Santiago.

Este é um filme difícil de escrever. Por um lado, descrever o enredo seria distribuir as reviravoltas e assim estragar suas surpresas; mas, por outro, é impossível pegar uma grande obra de arte e colocá-la em palavras. Dito isto, aqui vai:

Verdade seja dita, foi a promessa de Gael García Bernal (a quem eu amei desde “Y Tu Mama Tambien”) no que despertou meu interesse em ver “La Mala Educación”. O único outro filme de Almodovar que eu vi antes foi “Talk to Her”, sobre o qual eu estava em dúvida, mas se Gael García Bernal estava envolvido, eu estava feliz em dar outra chance a Almodovar. (Curiosamente, “La Mala Educación” me deu uma nova apreciação de “Talk to Her”. Os dois filmes compartilham muitos temas – falsa identidade e auto-criação, o auto-engano intencional e fantasia de se apaixonar, a espiritualização da beleza estética – para não mencionar um uso hipnótico da música, uma atitude indiferente em relação às mulheres e alguns atores que reconheci.)

O gênio de Almodóvar em “La Mala Educación” e “Talk to Her” é a sua capacidade de definir a cena, encurralando o público, embalando-o em um senso de compreensão e segurança e, de repente, virando a mesa com uma reviravolta de magnitude tão estonteante que a mente, cambaleando, forçada a desistir de tentar entender, deve apenas relaxar e permitir que o filme assuma o controle milagrosamente, tudo sem deixar o público se sentindo manipulado. Em “La Mala Educación”, ele leva este dispositivo a níveis ofegantes e de alta atmosfera, pois a cada reviravolta o filme assume um novo gênero.

Começa como uma história de amadurecimento, intercalada com flashbacks de internato que lembram a culinária francesa como “Au revoir, les enfants” de Louis Malle e “L’Argent de poche” de François Truffaut, embora eu sentisse muito Fellini nos trajes modernos, penteados de penas e ruas pitorescas repletas de bicicletas. Provavelmente o segmento mais romântico do filme, alude até mesmo a “Breakfast at Tiffany’s”. De fato, as performances são tão cativantes, a cinematografia tão calorosa e luminosa que esse segmento de “La Mala Educación” poderia facilmente existir como seu próprio filme independente. Eu estava totalmente preparado para abraçá-lo e amá-lo como um romance de período sincero.

Mas sem aviso prévio, o filme se vira de cabeça para baixo e se torna um emocionante comentário no roteiro de Charlie Kaufman de “Adaptation.” (de Spike Jonze). Romance transforma-se em farsa e tragédia em comédia à medida que o estilo cinematográfico autoconsciente dá lugar à tolice de um filme dentro de um filme.

Ao contrário de “Adaptation.”, no entanto, “La Mala Educación” continua e, dessa forma, mantém seu coração e alma. Outras reviravoltas são introduzidas, e o filme se metamorfoseia em um mistério, um thriller, um noir encharcado de chuva – no final, eu senti como se tivesse acabado de viver cem anos de história do cinema, tudo condensado em menos de dois anos. Horas ricas e gloriosas.

Então, o que mantém tudo junto? A resposta é Gael García Bernal. Ele é uma verdadeira estrela de cinema – divinamente linda, deslumbrantemente carismática, com aquela aura importantíssima de mistério – e embora ele interprete virtualmente quatro personagens enquanto seu personagem se transforma junto com o filme, seus surpreendentemente calmos olhos azul-esverdeados e boca sensual, fornece um centro estável para a loucura em torno dele. Apesar dos rumores de seu tratamento abusivo no set nas mãos de Almodóvar, García Bernal tem uma dignidade (sem a qual a “La Mala Educación” entraria em colapso sob o peso de sua própria inteligência) que nenhuma quantidade de maquiagem, perucas, vestidos, anorexia induzida, ou falsos espanhóis podem mascarar.

“La Mala Educación” foi uma das mais intensas experiências de cinema que eu já tive.

Nossa, me empolguei demais (de novo). 😉
Abraço a todos,
Brunno Hard

Responder
Luiz Santi🐂GADO 12 de junho de 2019 - 23:42

Gael García Bernal está sensacional nesse filme. E ele É sensacional. Aqui, dá essa identidade-guia, essa força que move o filme e que faz com que a gente entre nessa reviravolta louca que a obra nos proporciona. Eu amo demais isso aqui.

Gosto bastante do diretor, desde o primeiro filme que eu vi dele, Ata-me, há muitos e muitos anos…

Pelo visto você não tinha gostado tanto de Fale Com Ela, é isso mesmo? Chegou a rever a obra? Esse para mim é uma das obras-primas do diretor, do qual já vi quase todos os filmes.

Está animado para o novo filme dele?

Responder
Brunno Hard 🎈 13 de junho de 2019 - 00:50

¡Dios mío! .. meu comentário foi marcado como spam. Vou passar a escrever menos nas próximas vezes. 🤭

Ah sim, eu gostei de “Talk to Her”. É que após assistir “La Mala Educacíon” eu resolvi rever “Talk to Her” e outros filmes da filmografia de Almodóvar e tive uma nova apreciação, um gosto novo e apurado.

Sim, irei assistir “Dolor y gloria” nesta quinta-feira. Sites afirmam que este último filme é o seu trabalho mais autobiográfico.

Responder
Luiz Santi🐂GADO 13 de junho de 2019 - 01:37

hauhauahuahuahauhauhau cara, o DisqUs faz isso de forma automática com comentários muito longos, mas assim que eu vejo a marcação e noto que não é spam eu desmarco, não se preocupe! Pode se empolgar à vontade, a gente gosta de ler!

Responder
Brunno Hard 🎈 13 de junho de 2019 - 16:17

Mas que patifaria, esse Disqus. 😄

Luiz Santi🐂GADO 13 de junho de 2019 - 16:27

Coisas de algoritmo. Mas a gente consegue identificar isso, o que é um ponto positivo.

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