Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Mad Max 2: A Caçada Continua

Crítica | Mad Max 2: A Caçada Continua

por Ritter Fan
559 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Mad Max fez um sucesso inesperado quando foi lançado em 1979, recebendo até mesmo uma dublagem em inglês americano (sem sotaque e gírias australianos) para ser lançado nos EUA pela Warner. Por duas décadas, o filme manteve-se em primeiro lugar como o mais lucrativo da história, perdendo o posto somente para A Bruxa de Blair, em 1999. Era óbvio, portanto, que uma continuação viria. No entanto, a produção havia sido mal recebida nos EUA e somente aos poucos vinha galgando espaço por intermédio da televisão.

Mesmo assim, a continuação veio logo em 1981, com uma saudável injeção de capital que mais que decuplicou o orçamento se comparado com o do original. Nos EUA, a distribuição ficou por conta da Warner que fez de tudo para distanciar a nova obra do fato de ela ser uma continuação. Mad Max 2, o título australiano original, foi alterado para The Road Warrior e as peças publicitárias nos EUA nem mesmo mencionavam Max. O público somente descobriria que se tratava de uma continuação ao ver a abertura em que Miller conta o que aconteceu no anterior em um flashback em preto-e-branco.

Aliás, esse flashback dá contornos de lenda aos feitos de Max Rockatansky (Mel Gibson). Ouvimos uma narração em off de alguém mais idoso, falando sobre Max como um herói do passado, o que transforma todo Mad Max 2 em um grande flashback também. Com isso, Miller amplifica a imagem do “guerreiro das estradas” ao ponto de ser um salvador, quase que um messias que vem ajudar um grupo de pessoas a chegar na Terra Prometida. E, de fato, esse é o mote da continuação: Max, primeiro por interesse pessoal e, depois, por um misto de vingança e solidariedade, decide ajudar um grupo de pouco mais de 30 pessoas a fugir de uma refinaria no meio do deserto levando milhares de litros de gasolina em um caminhão tanque em direção ao norte, longe da gangue comandada por Humungus (Kjell Nilsson), um alegórico e exagerado monstro sádico que parece ser o cruzamento de Jason Voorhees com o Gimp, de Pulp Fiction. Não menos alegóricos são os demais personagens, sejam da gangue ou da refinaria, pois Miller, com o orçamento aumentado, soltou a imaginação e extrapolou seus conceitos ainda tímidos de um mundo pós-apocalíptico. Assim, vemos personagens pitorescos como o demente Wez (Vernon Wells), com um moicano vermelho, cavanhaque, pintura de guerra, roupa de futebol americano e a proverbial bunda de fora (sim, isso mesmo) e o garoto selvagem que só grunhe e empunha um bumerangue de aço com enorme destreza.

Mas não são só os personagens que impressionam na continuação. A fotografia de Dean Semler faz uso de planos gerais em widescreen que deixam evidente a desolação do local e das vidas daquelas pessoas. E o preenchimento da tela com coreografias automobilísticas nas sequências em que Max e o piloto do girocóptero (Bruce Spence) observam a refinaria ao longe é absolutamente impressionante, tamanha a precisão e dificuldade técnica do feito. Miller usa tudo ao seu favor, tanto os stunts quanto o vento e as nuvens de areia geradas pelo mar dos mais variados veículos populando as sequências. É de se tirar o chapéu pela coesão narrativa que Miller e Semler mantêm, sem que o espectador seja bombardeado por sequências ininteligíveis cheias de cortes como é a regra dos filmes de ação de hoje em dia. Há urgência sem confusão. Há velocidade sem picotes de cenas.

O balé automobilístico que Miller produz é, diria, sem precedentes. Não só vemos as já citadas sequências em plano geral, como também participamos da sequência final de ação (os últimos 20 minutos da projeção) quase como motoristas dos veículos. Os efeitos práticos de colisões, capotagens e explosões são um colírio, um verdadeiro antídoto para a computação gráfica que inunda os filmes modernos. É quase impossível imaginar a coordenação e habilidade necessárias para construir o que vemos em Mad Max 2.  O filme literalmente estabelece o padrão para perseguições automobilísticas destrutivas que, arrisco dizer, jamais seria repetido no cinema.

O roteiro, assim como o do primeiro filme, é muito simples e segue exatamente o que descrevi acima: Max ajuda um grupo a fugir de uma refinaria levando a preciosa carga de combustível para um lugar que a lenda diz ser paradisíaco e longe de tudo. Mas Max não é o mesmo Max que vimos no primeiro filme. Alguns anos já se passaram, algo que não fica perfeitamente claro, mas que Miller evidencia pela mechas brancas nas laterais da cabeleira do protagonista. Mas a própria postura de Max mudou. Ele não é mais o policial enlouquecido por vingança que vimos anteriormente. Ele é um sobrevivente, alguém que vive um dia de cada vez, um tanque de gasolina de cada vez, sem planos de longo prazo. De certa forma, a atuação de Mel Gibson, aqui, ecoa a de Clint Eastwood como seu célebre Homem Sem Nome na Trilogia dos Dólares de Sergio Leone. É um homem de poucas palavras que age de maneira inicialmente egoísta, mas que, aos poucos, “veste a camisa” da causa e usa suas habilidades peculiares para resolver os mais diversos problemas. Max é o Homem Sem Nome do outback australiano.

A continuação é, assim como o original, uma fita extremamente violenta. Miller não atenua nada, muito pelo contrário. Mas, novamente, a violência é retratada de maneira exagerada e em um contexto que a torna crível, especialmente considerando o mundo em que vivemos hoje. Há uma forte crítica social nos moldes dos filmes de zumbi de Romero e que pode ser resumida em uma pergunta sem resposta: o que a sociedade humana é capaz de fazer para sobreviver em condições adversas? É ao redor dessa indagação que Miller trabalha a lenda de Max, usando-o muito mais como um instrumento narrativo do que como um personagem propriamente dito.

Mad Max 2 é uma continuação que consegue fazer excelente uso de um orçamento mais polpudo. George Miller soube trabalhar seu material, amplificar conceitos e empregar o dinheiro na construção de um universo peculiar e de uma das aventuras mais inesquecíveis da Sétima Arte.

p.s. Será que meus leitores me acharão insensível se eu disser que, no meio de tantas mortes, violência, estupros e destruição em geral, o momento que mais me entristece é quando o Interceptor V8 de Max é completamente destruído?

Mad Max 2: A Caçada Continua (Mad Max 2/The Road Warrior, Austrália – 1981)
Direção: George Miller
Roteiro: Terry Hayes, George Miller
Elenco: Mel Gibson, Bruce Spence, Michael Preston, Max Phipps, Vernon Wells, Kjell Nilsson, Emil Minty, Virginia Hey, William Zappa, Arkie Whiteley, Steve J. Spears, Syd Heylen
Duração: 95 min.

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47 comentários

Paulo Nascimento 27 de abril de 2020 - 10:53

Mad Max; Puxa, poderia escrever uma tese de doutorado sobre esta trilogia. Depois que descobri, com o sentimento de quem havia inventado a roda, que ligando dois vhs dava para copiar (piratear, na verdade) uma fita, eu e um colega de escola alugamos este filme e fizemos a cópia (O primeiro eu gravei, cheio de cortes de uma das múltiplas exibições no Cinema em casa – Depois pirateamos o original também).
Assisti tantas vezes que comecei a falar com sotaque australiano nas aulas mambembes de inglês de sexta série de escola pública – e a professora ficava louca comigo porque eu falava dái em vez de day, Mistá no lugar de Mister e por ai vai).
Enfim, antes de prosseguir digo que pra mim o 1 é o supremo, só acho que, em relação a este o Bubba deveria ser o chefe pois parecia muito mais sangue nos olhos que o Toecutter, se bem que até ele enfiava o rabo entre as pernas quando o chefe grunhia – Sim, porque Toecutter não falava, emitia sons – Mas como o foco agora é o II, vamos a ele.
O que me chamou a atenção em sua critica foi citar o quão pitorescos são, de fato os personagens. Tem de tudo ali: Um descendente de Jason (Humungus), Mick Jagger antes da idade pesar (Pappagallo), um parente do demoniaco Bun de fora (Wez), Xuxa em começo de carreira (creditada apenas como Garota do capitão – Em memória de Arkie Whiteley, que se foi cedo demais), Capitão Gyro, com a precariedade de sua saúde bucal que mataria qualquer britânico de inveja e Virginia Hey, creditada como Guerreira, que parece e muito, uma daquelas sapatões que apareciam em Gladiadores da América.
Algo que me chama a atenção nos três filmes é que, diferente do cinema americano, nestes o vilão nem sempre é o pior e não necessáriamente tem que morrer por ultimo como apice da vingança do mocinho.
Como mencionei acima, no primeiro Bubba era mais violento que o chefe e ambos tem um fim simples e pouco apoteótico, neste Wez aparece bem mais que Humungus e também morrem sem grande estrondo. Talvez isso tenha dado um nó no cérebro de sucrilhos dos yankes acostumados com finais onde o vilão tem uma morte horrivel para lavar a alma do mocinho.
Para encerrar, gostaria de elogiar o trabalho do site. Embora seja a primeira vez que comente, leio bastante artigos aqui e sempre tenho a impressão que os senhores nunca se julgam os donos da verdade e na interação com comentários respeitam opiniões analogas.
Por exemplo, se eu disser aqui ”Ritter Fan, acho sua mãe feia e você tem cheiro ruim – Só um exemplo, não conheço a senhora sua mãe nem o senhor e mesmo que conhecesse jamais diria algo do tipo” – Ao invés de me descer o sarrafo ou ameaçar com uma junta de advogados, provavelmente responderia ‘Não concordo mas respeito sua opinião’).
É isso, obrigado pela atenção de qualquer um que se dignou a ler até aqui.

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planocritico 2 de maio de 2020 - 19:29

@disqus_lIH4rSnePw:disqus , obrigado! Tentamos ao máximo ser civilizados aqui e, principalmente, interagir com nossos leitores que, aliás, volta e meia vêm aqui com comentários bacanas como esse seu.

Muita legal seu amor pelos filmes da série. Quando jovem, eu também tinha uma conexão muito grande com Mad Max, especialmente o segundo filme, que era “proibido” para mim junto com Conan, o Bárbaro. Aliás, morri de rir com o seu “Xuxa em começo de carreira”. Igualzinha mesmo!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Heleno Junior 25 de novembro de 2019 - 15:48

Da trilogia original,esse é o melhor .Da franquia em si,o Estrada da Fúria simplesmente arrasa com os antecessores .

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planocritico 25 de novembro de 2019 - 17:24

Eu gosto muito dos dois, mas, se eu tivesse que escolher, ainda ficava com Mad Max 2. Estrada da Fúria é um feito técnico primoroso, mas acho esse aqui mais completo como filme.

Abs,
Ritter.

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Wendel Reis 29 de junho de 2019 - 01:02

Ganhei esse filme em Blu Ray e vi hoje pela primeira vez. Nunca vi o 1.
Pode ser sido um problema ter começado por esse?! Pois não entendi nada.

Responder
planocritico 29 de junho de 2019 - 02:57

Dá para começar com esse tranquilamente. Trata-se de um mundo pós—apocalíptico em que o bem mais valioso é o combustível. Max é um viajante que, mesmo sem querer, acaba ajudando os que precisam. Pronto!

Abs,
Ritter.

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Wendel Reis 11 de julho de 2019 - 17:43

Toda a motivação pra trama fez sentido agora, e desde que fiz o comentário e recebi sua resposta, me apaixonei e revi (literalmente) cinco vezes! Fui atrás dos outros e comprei o primeiro, o terceiro e o último (de 2015) em blu-ray.
Sinto em dizer que acabei de ver o primeiro e só achei legal (mas muito abaixo do segundo). Agora vou assistir ao terceiro e espero me surpreender mais (já li a crítica, o fato de ter dado menos estrelas foi desanimador hahaha).

Responder
Wendel Reis 11 de julho de 2019 - 17:43

Toda a motivação pra trama fez sentido agora, e desde que fiz o comentário e recebi sua resposta, me apaixonei e revi (literalmente) cinco vezes! Fui atrás dos outros e comprei o primeiro, o terceiro e o último (de 2015) em blu-ray.
Sinto em dizer que acabei de ver o primeiro e só achei legal (mas muito abaixo do segundo). Agora vou assistir ao terceiro e espero me surpreender mais (já li a crítica, o fato de ter dado menos estrelas foi desanimador hahaha).

Responder
planocritico 11 de julho de 2019 - 18:22

Que legal!

O terceiro é bom, mas não é maravilhoso como o 2. O de 2015 é incrível!

Espero que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Rossi 23 de maio de 2019 - 19:22

É uma continuação direta do primeiro filme, só que a narrativa se passa anos depois num futuro pós-apocalíptico. O original ao meu ver, mostra uma Austrália decadente – distópica.
Concordo que essa sequência é um ótimo filme, percebe-se uma produção mais caprichosa em relação a película original, mas peca em algumas observações na minha modesta opinião.
Vamos lá: O Black Interceptor está um verdadeiro calhambeque e não corre nada, as estradas estão muito conservadas para um mundo em decadência final, Mel Gibson está ótimo na sua segunda jornada como Max Rockatansky traumatizado, mas é um personagem quase mudo, não achei os vilões tão marcantes como no primeiro filme, com exceção do personagem interpretado por Vernon Wells, o sádico ‘Wez’!
Fico ainda com o clássico de 79, que oferece uma atmosfera mais crua, o figurino punk que retrata bem os anos 1970, e a riqueza em detalhes que muitos não perceberam.

Responder
planocritico 26 de maio de 2019 - 16:19

Eu acho Mad Max 2 um filme mais completo em todos os quesitos, mas o primeiro é bom desse jeito mais cru de ser e eu entendo seus pontos e a preferência por ele.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 8 de janeiro de 2019 - 14:34

Desbastei os cabeçotes do vídeo cassete (4 cabeças, chique – rsrsrs) de tanto assistir Mad Max um e dois; e o dois é rock pesado puro! Baita filme, grande aventura que merece estar no rol dos clássicos dos anos oitenta…Spielberg não deve ter sofrido um décimo das dificuldades para realizar as proezas técnicas da saga Indiana Jones, aquela cena da “F-1000” entrando embaixo do rodado do caminhão causa arrepios até nos dias de hoje.
Sem dó e nem piedade, ferro, fogo e borracha e altíssima velocidade e combustão, mesmo no maior miserê, as pessoas ainda “insistem” em viver, todos são mad…
“p.s. Será que meus leitores me acharão insensível se eu disser que, no meio de tantas mortes, violência, estupros e destruição em geral, o momento que mais me entristece é quando o Interceptor V8 de Max é completamente destruído?” – Desalmados, esses críticos que dizem que se emocionaram com a morte da mãe do Bambi, que suspiram pela humanidade de Roma, que alegam que Sociedade dos Poetas Mortos é um filme para elevar o espírito…todos falsos e hipócritas, sensibilidade de carrasco de abatedouro clandestino, todos – no final das contas – integrantes do exército de Immortal Joe, Humungus, familiares dos sádicos do deserto…rsrsrsr

Responder
planocritico 8 de janeiro de 2019 - 19:21

Sua primeira frase vai deixar muita gente com um ponto de interrogação na cabeça. E minha resposta para você é: era o maximo quando um amigo da escola vinha dizer que o pai havia comprado um videocassete com QUATRO cabeçotes! Mas nada barrava o S-VHS! Era o supra-sumo da qualidade cinematográfica!

Sobre Mad Max 2, a coreografia automobilística desse filme é impressionante. Tudo na raça, sem um pingo de CGI!

E meu lamento é o seu lamento! Pode confessar aí! HAHAHAHAHAHHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 3 de setembro de 2018 - 14:29

Um momento que me traz lágrimas até hoje! HAHAHAHAAHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Lordelo 3 de setembro de 2018 - 00:43

Excelente sequencia, também fiquei com pena da destruição do V8

Responder
planocritico 17 de junho de 2018 - 13:20

Esse é bem melhor que o primeiro mesmo. Um filme mais bem acabado e com sequências incríveis de ação.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 14 de junho de 2018 - 21:47

Excelente esse filme. Eu não tinha gostado tanto do primeiro filme e esse é muito melhor do que o anterior. As cenas de ação não são picotadas como você disse, é muito bom quando isso acontece, é muito chato ver cenas de ação picotadas fazendo você não conseguir apreciar elas. Aqui a direção é excelente, você sabe muito bem o que está acontecendo nas cenas de ação e dá pra conseguir ver as sequências com atenção e calma, mesmo eu estando assistindo o filme com sono, eu consegui ver tudo direitinho. Os personagens, na minha opinião, não são grande coisa, mas são legais e o protagonista poderia ser melhor nesse filme, no filme ele apenas é um homem comum que quer ajudar a um grupo de 30 pessoas, mas claro, Max não é ruim como principal, só é um personagem muito simples ao meu ver. Aquela perseguição no final é a melhor cena do filme, nota 10 pra aquela cena. Gostei muito, melhorou muito em relação ao primeiro, sequência muito melhor que o original, que também é bom, mas é bem mediano.

Responder
Fabricio Moretti 24 de maio de 2016 - 00:04

Crítica muito boa. Tava procurando uma critica sobre o filme pra eu ter uma ideia de como fazer a minha própria, e descobri seu site. Parabens, vou ler mais sobre outros filmes. E não, voê não é insensível, é realmente o momento mais triste do filme! aushaush

Responder
planocritico 24 de maio de 2016 - 16:23

Que legal que tenha gostado da crítica, @fabriciomoretti:disqus! Espero que passe a acompanhar o site e, quando escrever a sua crítica, compartilhe-a aqui, se quiser.

Abs,
Ritter.

Responder
Fabricio Moretti 24 de maio de 2016 - 00:04

Crítica muito boa. Tava procurando uma critica sobre o filme pra eu ter uma ideia de como fazer a minha própria, e descobri seu site. Parabens, vou ler mais sobre outros filmes. E não, voê não é insensível, é realmente o momento mais triste do filme! aushaush

Responder
Zaiöne 6 de fevereiro de 2016 - 01:19

Cara! Parabéns pelo conhecimento e pela forma que o expõe. Entrei aqui encaminhado por uma pesquisa de resenha sobre o filme no Google…
Li sua crítica e acompanhei os comentários. Seus argumentos são ótimos! Grande abraço!

Responder
planocritico 6 de fevereiro de 2016 - 09:15

Obrigado, @zai_ne:disqus! Esse filme marcou minha juventude. Espero vê-lo mais vezes por aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlo Henrique 17 de janeiro de 2016 - 03:17

Como você tem coragem de fazer um review desses e abrir pra comentários? Mad Max 2 é um filme ruim que lesa o cinema mundial até hoje. Em primeiro lugar, por que é um filme pós-apocalíptico se só mostra um deserto? Desertos são sempre devastados, não precisa de pós-apocalíptico pra isso. Grande coisa também se teve cinematografia pra mostrar planos abertos, buscando enquadrar a “desolação”, desolação essa que tem estradas perfeitamente intactas, ridículo! Obrigado por falar que o Max não é mais o mesmo do primeiro filme, isso não só mostra que o roteiro contradiz o antecessor, como também que o personagem caiu em todos os clichês construídos em 70 anos de filmes de faroeste. Obrigado também por falar da câmera mostrando longe a refinaria sendo atacada, pois isso destaca 20 minutos do primeiro ato onde NADA acontece, somente o Max mostrando o quanto virou machão badass, lamentável. O filme também destaca três personagens que são tão expostos que dependiam de desenvolvimento, mas não recebem, a não ser o piloto do girocoptero que é um pouquinho desenvolvido. Pior ainda é mostrar a cambada de personagens inúteis do filme, principalmente do time da refinaria, que não recebem nenhum desenvolvimento nem agregam nada à narrativa. História ruim, desenvolvimento de personagens ruim, a guerra que mudou o mundo é o elemento mais importante da série Mad Max, mas no filme é só uma premissa muito mal elaborada. Mad Max 2 não é tão ruim quanto o terceiro, mas o pior de tudo é o legado que ele deixou, é por ele ser um cult clássico que histórias fracas e desenvolvimentos fracos de personagens são aceitos no cinema, o Fury Road também tinha história fraca, mas pelo menos o desenvolvimento excelente dos personagens compensa. Filme ridículo, crítica ridícula.

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2016 - 03:41

Abro minha crítica para comentários por ter a mais plena convicção de que ela não é ridícula, assim como seus comentários não são ridículos.

Uma pena você ter achado tanto o filme como a crítica ridícula.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlo Henrique 17 de janeiro de 2016 - 15:53

Minha intenção não foi ofender quem fez a crítica, se foi isso que pareceu, peço desculpas. Mad Max 2 é um dos filmes mais supervalorizados de todos os tempos, foram críticas como essa que ensinaram que aquele é o modo “certo” de fazer cinema, então muita gente infelizmente segue o exemplo. Na boa, o pós-apocalíptico, além de inútil, também nem é original, assim como o Max comendo comida de cachorro, que foi tirado de um filme também pós-apocalíptico com o Charlton Heston feito nos anos 60.

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2016 - 16:50

Mas qual é o modo certo de se fazer cinema? E o modo errado? E o que é originalidade dentro da Sétima Arte? Sua percepção me parece ser sem nuances, muito “assim ou assado”, sem meio termo. Claro que Mad Max 2 bebe de fontes anteriores. São raros os filmes que não bebem, não é mesmo?

E, muito sinceramente, crítica não ensina nada à indústria. Essa é uma percepção bastante equivocada. A crítica (mesmo as ridículas) até pode – e deveria – contribuir para iluminar o leitor em relação a aspectos da obra criticada, mas ela JAMAIS teve o poder de dirigir a indústria para um caminho ou outro. O que dirige a indústria é o dinheiro e o dinheiro não tem correlação com as críticas. Se tivesse, as continuações de Transformers não teriam sido feitas. Se o filme fez dinheiro, isso quer dizer que é o caminho a se seguir, a se copiar. É por isso que existem tantas continuações, tantos reboots, tantos derivados.

Talvez você queira argumentar que as críticas influenciam os espectadores que, por sua vez, vão ao cinema engordar os cofres da indústria, mas isso também não procede. Novamente uso como exemplo Transformers ou a franquia Velozes e Furiosos. Destruídos pela crítica, amados pelo público, tanto que estão aí firmes e fortes, sem um fim no horizonte.

Mad Max 2 não ditou nada, não influenciou nada, não mudou nada. É, apenas, em minha opinião, um grande filme feito por um grande diretor que tem absoluto controle de câmera, cenografia e se valeu – e ainda se vale – de uma equipe fantástica para transformar uma narrativa simples em um filme arrebatador. Claro que sempre haverá quem não goste – a unanimidade é sempre burra, não é mesmo? -, mas isso faz parte do debate sadio sobre as qualidades e defeitos de um filme.

Se você fugir do roteiro, que parece ser o aspecto que mais o desagradou, você vê alguma coisa boa tecnicamente no filme? Direção, fotografia, montagem, trilha sonora? Pois, do jeito que você fala, parece que Mad Max 2 trouxe o literal apocalipse cinematográfico ao mundo, o que, no mínimo, é um exagero.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlo Henrique 18 de janeiro de 2016 - 22:08

Evitando problemas se faz um bom filme, e Mad Max 2 não fez isso. A única coisa original do filme é o conceito do cachorro companheiro, que discutivelmente é tirado do anterior, é possível sim trazer mais novidades quando as propostas se misturam.

A crítica pode não influenciar, mas as opiniões sim, mesmo quando de leigos, também são uma forma de crítica. O próprio Estrada da Fúria, assim como vários outros filmes começaram a lotar depois da segunda semana por causa de boca à boca.

Não acho que todos os filmes sejam feitos só pra ganhar dinheiro, o Iñarritu só fez o Birdman pra ganhar prêmios e consequentemente mais orçamento para os próximos filmes, tanto que o público alvo do filme é muito limitado.

Mad Max 2 influenciou qualquer coisa pós apocalíptica, principalmente no videogame. Acho que influenciou muito o cinema também, porque em todos os filmes de roteiro pobre que eu vejo, me lembro bastante dele.

Não acho a cinematografia do Mad Max 2 boa, não entendi porque ele deu aquele tom esbranquiçado durante o dia, parece que ele quis esfriar o deserto. De noite, quando esse recurso de fato podia funcionar, desapareceu. 1981 não é idade da pedra, ele podia sim ter comprado um acrílico, pintado de laranja pra enaltecer o calor (que nem no Estrada da Fúria) ou então de verde pra mostrar o tóxico, teria até deixado útil o pós apocalíptico do filme. Se a iluminação não podia fazer um trabalho decente, podia usar outros meios.

Não me lembro da trilha sonora do filme, direção e montagem de nada valem se o roteiro não presta, só serve pra mostrar melhor o desastre.

planocritico 19 de janeiro de 2016 - 00:42

Bem, acho que originalidade não é nem próximo de essencial se os demais elementos forem bem trabalhados. Afinal de contas, tecnicamente, os filmes do Tarantino trabalham somente elementos não-originais e o que ele faz é uma obra-prima atrás da outra.

Sobre críticas e opiniões influenciarem e levarem mais gente ao cinema, você sabe que Estrada da Fúria tecnicamente foi um semi-fracasso de bilheteria, não? Custou 150 milhões e arrecadou 375 milhões, valor esse que não cobre direito nem os custos totais se ao custo de produção forem somados os gastos com cópias e publicidade (algo como mais 150 milhões…).

Sobre a fotografia esbranquiçada, bem, ela só poderia funcionar durante o dia, pois esbranquiçar a noite não faz sentido. E, nas tomadas diurnas, o filtro difuso serve para amplificar o sentimento de desolação, de abandono. Não há, no roteiro, a menor intenção em se trabalhar nada tóxico ou pós-apocalíptico no sentido padrão. A guerra nuclear é mencionada apenas de passagem e está lá só para contextualizar, pois simplesmente não é esse o objetivo da fita, que poderia muito bem se passar em outro planeta, tamanha é a desimportância desse aspecto. É como filmes de zumbis em que os zumbis são só desculpas para se estudar outros aspectos, como questões sócio-econômicas. Acho que você assistiu o filme com uma ideia fixa em mente, não encontrou o que procurava e não gostou.

E veja, não estou dizendo que você tem que gostar do filme, mas deixar de apreciar o rigor técnico da direção, cenografia, montagem e fotografia desse filme é quase um crime.

Abs,
Ritter.

Carlo Henrique 19 de janeiro de 2016 - 01:32

Não tem nada bem trabalhado, todos os conceitos tem uma falha associada. Só assisti dois filmes do Tarantino, um excelente, o outro bom.

De fato não foi bem na bilheteria, mas logo as pessoas entenderão que o filme é um dos melhores de ação de todos os tempos e comprarão o dvd/blu ray, só usei como exemplo de como as opiniões fizeram as pessoas assistirem.

Eu acho que faz sentido esbranquiçar a noite, daria impressão de frio, e as noites nos desertos são frias. Claro que outras cores frias fariam mais sentido, usei o exemplo porque é o que foi usado durante o dia.

Que desolação? As estradas perfeitamente intactas? Abandono com um exército inteiro atacando um “grupo de trinta pessoas”? Não sei porque. O que importa é que mostrar desolação com filtro branco não funciona, parece muito mais que esfriaram o deserto pra que ninguém sofresse com o calor.

Aí é que está, o filme não se importa com o elemento mais importante de toda a série Mad Max, a guerra.

Esperava assistir um clássico, que é o que os reviews sugeriram. No entanto vi um filme pobre de roteiro, atores mal aproveitados, conceitos gratuitos e etc. A única coisa boa é a ação, mas só isso não é suficiente pra um filme.

Não é que eu não gostei, é ruim mesmo, opinião e gosto são coisas diferentes. Eu odeio Pulp Fiction, não suporto os diálogos do filme, mesmo assim reconheço que é um filme excelente.

Tá, digamos que realmente todos os aspectos técnicos sejam bons, mesmo assim ainda não seria o suficiente pro filme ser bom, é preciso mais do que isso. Não é que nem um Gravidade que depende exclusivamente dos quesitos técnicos, um filme com as propostas do Mad Max 2 não dependia só disso.

planocritico 19 de janeiro de 2016 - 12:06

Cara, se você acha que o elemento mais importante de Mad Max 2 (ou de qualquer outro Mad Max) é a guerra, então realmente você precisa repensar a questão…

Abs,
Ritter.

Carlo Henrique 19 de janeiro de 2016 - 15:31

Se não é o mais importante, pelo menos é um dos mais e merecia uma abordagem um pouco melhor. O primeiro filme mostra a crise da gasolina que leva à guerra, o segundo só existe por causa dela, o terceiro continua utilizando a devastação que ela causou, o quarto recapitula ela e também utiliza a devastação consequente. Esse não é um erro irreparável do Mad Max 2, se um filme sobre a guerra fosse feito, essa falha seria extinguida.

planocritico 19 de janeiro de 2016 - 16:00

Você precisa entender a diferença entre o tema de um filme e o pano de fundo de um filme. O pano de fundo de Mad Max é um cenário pós-apocalíptico, mas seu tema NÃO é a guerra ou o que levou o mundo ao apocalipse. O tema é o que nós, humanos, podemos nos tornar em um cenário como esse. E isso não é uma interpretação minha, mas sim fato. Basta ver os filmes. Seria o mesmo que dizer que A Lista de Schindler é um filme sobre a 2ª Guerra Mundial e que …E o Vento Levou é sobre a Guerra Civil Americana.

– Ritter.

Carlo Henrique 19 de janeiro de 2016 - 18:23

Eu não tô dizendo que o filme teria sido melhor se fosse sobre a guerra, acho que se o filme tivesse mostrado um pouco mais de conteúdo sobre a guerra teria sido melhor porque não deixa de ser uma oportunidade de criar mais em cima de um elemento que é importante na série.

Falhas não são apenas incoerências do filme, certo? Quando alguma coisa está faltando, também é uma falha. É justamente por causa do que você falou que os personagens dependiam de desenvolvimento, o filme mostra na sua cara: “Olha esse menino fera, olha esse moicano gay, olha esse aviador, eles serão importantes no filme, mas só quem receberá um pouco de desenvolvimento e acrescentará à história é o aviador”. O único que eu vi um desenvolvimento lá é o Pappagallo, é um personagem importante, mas não é tão empurrado goela abaixo como os outros três. Um filme de ação com tão pouca história poderia ter bem mais desenvolvimento de personagem, eu inclusive acho que filmes de ação focados em desenvolver personagens são bem melhores do que os que tentam ter história.

planocritico 19 de janeiro de 2016 - 19:02

@carlohenrique:disqus, você está dizendo que quer ver guerra em um filme que NÃO É sobre guerra. Percebe a incongruência? Você não pode dizer que “falta guerra” em um filme que nunca, em nenhum momento, teve a mínima intenção de falar sobre a guerra. Ela NÃO IMPORTA, ela é apenas o catalisador dos eventos e absolutamente nada mais.

Sobre desenvolvimento de personagem, acho que, novamente, sua concepção está equivocada. Desenvolver personagens não é contar uma historinha sobre eles, dando-lhes vida pregressa, desejos ou coisas assim. Desenvolver personagens é inseri-los logicamente na narrativa. Note que a história é contada sob o ponto de vista do menino selvagem – ele é o narrador! – e tudo que vemos é sua percepção nublada e falha de um mito de sua infância. Assim, o foco da admiração e idolatria do garoto é Max e apenas Max. Os demais apenas transitam no filme servindo a seus propósitos específicos – normalmente morrer. A estrutura dramática desse filme não comporta esse tipo de desenvolvimento que você quer.

Veja a Trilogia dos Dólares, veja Sanjuro e Yojimbo, veja A Estrada. Analise esses filmes e tente perceber o foco de cada um deles e como os protagonistas são os únicos que são desenvolvidos e qual é a razão disso. Se você quer um filme em que todos os personagens são desenvolvidos de acordo com sua concepção de desenvolvimento, então procure dramas mais complexos em termos de uso e função de seus personagens, e não filmes em que apenas um personagem é a força motriz da narrativa.

– Ritter.

Carlo Henrique 19 de janeiro de 2016 - 20:53

Esse catalisador podia ter tido mais conteúdo, tudo bem que o filme não é sobre isso, mas podia até pra compensar a falta de conteúdo do roteiro.
Só pra constar, o plot do filme é uma batalha entre operários e bandidos por um tanque de gasolina, o que é isso senão uma guerra em menor escala? O plot tem vínculos muito fortes com a premissa, principalmente porque as duas coisas são bem similares, acho que a importância dada à ela foi tão grande que precisava sim de mais conteúdo.

Tá, suponhamos então que os três tenham recebido o desenvolvimento que você alega, mesmo assim é muito pouco conteúdo de desenvolvimento pra compensar pouco conteúdo de história. E esse é o maior problema do Mad Max 2, é um filme de 01:30 que podia tranquilamente ter uma hora a menos que provavelmente não perderia nada, tamanha a falta de conteúdo. O desenvolvimento de personagens que você mencionou seria suficiente para um curta metragem, um Kung Fury, não um longa do formato do Mad Max 2. Aqueles outros personagens da refinaria aparecem bastante e falam até mais do que o Max, mas não recebem desenvolvimento nem adicionam à história. Você tem razão, não é preciso contar um monte de detalhes sobre eles pra desenvolver, mas pra esse filme precisava porque seria um jeito de compensar a falta de conteúdo e ajudaria a justificar o tempo adotado (01:30).

É discutível se o menino fera é realmente o narrador, existe esse conceito de idolatria do Max por parte dele, a cena da caixa de música mostra isso muito bem. Porém, o filme mostra um narrador falando no início, depois mostra o menino fera que não fala nada o filme inteiro, também é impossível saber se ele não pode ou não quer falar, não há referências disso. O filme também não mostra ele como alguém com significado suficiente pra ser um narrador, se ele fosse mostrado no início recebendo algum foco, ou então fazendo alguma coisa importante ajudaria, mas você provavelmente tem razão, o que piora ainda mais pelo fato dele ter pouco conteúdo de desenvolvimento.

Dos filmes que você falou, só assisti a trilogia dos dólares. Concordo que só os protagonistas precisam de desenvolvimento, mas é porque as histórias de cada um dos três tem bem mais conteúdo do que a história do Mad Max 2.

planocritico 20 de janeiro de 2016 - 22:55

Você precisa ver o filme novamente se você acha discutível que o Menino Fera é o narrador… Enquanto vemos o menino olhando para Max e indo embora, o narrador começa a falar novamente e, dentre o que ele diz, há a seguinte frase: “As for me, I grew to manhood, and in the fullness of time, I became the leader… the Chief of the Great Northern Tribe.”

Qual é o único personagem do filme que não é adulto para que ele possa “grow to manhood”? E o foco é justamente o menino neste momento. Não existem dúvidas de que ele é o narrador.

Sobre o que você chama de falta de conteúdo, acho que você precisa ver mais filmes em geral. Veja esses outros que eu sugerir. Veja Era Uma Vez no Oeste. Veja obras que não tem ação a cada segundo, que não tem a necessidade de trabalhar cada personagem que aparece. Você pode não gostar de Mad Max 2, mas seus argumentos parecem carecer de um pouco mais de amplitude da linguagem cinematográfica. Não me leve a mal, mas é uma questão de ritmo narrativo, de construção de mitologia, de efetivo uso do filme para discutir uma questão. Não sei se você pescou efetivamente qual é o objetivo da narrativa de Mad Max e parece estar julgando o filme com base no que você acha que o filme deveria ser e isso, automaticamente, é a forma errada de se encarar qualquer obra. É como olhar para um quadro de Van Gogh e não gostar muito, pois você acha que ele deveria ter usado menos amarelo e mais preto, pois você teria usado mais preto…

Abs,
Ritter.

Carlo Henrique 21 de janeiro de 2016 - 02:19

Eu já tinha falado que provavelmente você tinha razão quanto ao menino fera, não lembro de todos os detalhes do filme. Como eu disse, dessa forma é ainda pior, pois ele é um personagem sem conteúdo importante demais num filme que precisava de mais conteúdo.

E me perdoe, mas a construção de mitologia do filme não apenas não é muito ambiciosa, como também consegue ainda menos resultado do que tentou. O cenário é ridículo porque o pós-apocalíptico é inútil, não chegou a afetar o que é mostrado, como já disse antes. O Max, lobo solitário do cenário, está cheio de clichês. Os bandidos querem gasolina, coisa que já acontecia no primeiro filme, que não era pós-apocalíptico. Os operários querem chegar na terra prometida, tudo bem, acertaram aí. O aviador mostra um louco tentando sobreviver, tudo bem, acertaram aí. Percebe? O filme não faz muito pra criar essa mitologia, além de errar mais do que acerta. Talvez se o filme tivesse acertado em tudo o que tentou pra criar essa mitologia, o conteúdo de desenvolvimento teria sido o suficiente pro formato, somando com o desenvolvimento dos conceitos e da história se ambos tivessem a “carga” de conteúdo ideal. Mas a realidade não é essa, a mitologia que o filme criou é o suficiente pra se aplicar no capítulo de um Dragon Ball Z, não num filme de 01:30.

Eu sou perfeitamente capaz de aceitar as propostas dos filmes, além de diferenciar gosto e opinião. Não gosto de Pulp Fiction, se fosse eu, teria feito aqueles diálogos totalmente diferentes, mesmo assim eu reconheço que aquilo não diminui a qualidade, continuo achando um ótimo filme apesar de não gostar. Utilizando da comparação que você fez, acho que Mad Max 2 na verdade não usa o preto e nem o amarelo, tenta colocar numa tela de 1m por 70 cm uma foto que caberia muito bem num porta-retrato de mesa.

Mas eu quero dar parabéns pra você, das pessoas que discutiram comigo sobre filmes, você foi o único que tentou me diminuir (sendo que eu jamais fiz o mesmo com você) com alguma justificativa . Normalmente eu falo alguma coisa de um filme e a pessoa já vem dizer que eu não tenho capacidade de assimilar, sendo que ela mesma não sabe o que dizer pra defender o ponto de vista. Você pelo menos disse alguma coisa, já é um avanço.

Antonino Queiroz Filho 14 de setembro de 2015 - 13:19

Um amigo meu disse que esse filme é… americano? Ele é Australiano, não, assim como o primeiro?

Responder
planocritico 14 de setembro de 2015 - 16:30

O filme é australiano, @antoninoqueirozfilho:disqus.

Abs,
Ritter.

Responder
Antonino Queiroz Filho 14 de setembro de 2015 - 17:59

Obrigado pelo retorno. Eu sabia que era Australiano. Esse meu amigo disse que os Americanos entraram com a grana, por isso o filme é mais grandioso que o primeiro. Achei que não.

Responder
planocritico 15 de setembro de 2015 - 11:40

@antoninoqueirozfilho:disqus tem um porém nessa resposta. Houve sim mais dinheiro para essa segunda parte e grande parte dele veio dos EUA – da Warner mais precisamente – mas acontece que, tecnicamente, a produção é completamente australiana por questões fiscais.

Abs,
Ritter.

Responder
Antonino Queiroz Filho 15 de setembro de 2015 - 16:48

Muito obrigado por esclarecer minhas dúvidas, Planocrítico 🙂

planocritico 16 de setembro de 2015 - 17:15

É sempre um prazer!

– Ritter.

paulo ricardo 12 de maio de 2015 - 19:20

Tbm acho q o Interceptor V8 faz muita falta e principalmente n terceiro filme aquele c a Tina Turner ARGH !!!!!!

Responder
planocritico 13 de maio de 2015 - 19:45

Mais um companheiro em meu luto pelo Interceptor V8. Que tristeza eu senti!

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 12 de maio de 2015 - 16:44

Vi o filme recentemente, em ‘preparação’ pra o novo Mad Max, e talvez pelo uso de efeitos práticos, além de ser um pouco mais ‘corrido’, ele passe na tão famosa Regra dos 15 anos. As cenas de perseguição são muito boas, principalmente com a trilha sonora de Brian May (que eu tinha certeza que era o guitarrista do Queen). Espero que o Fury Road siga esse estilo…

PS: Você não é o único insensível. A ‘morte’ do Interceptor foi muito triste.

Abs.

Responder
planocritico 13 de maio de 2015 - 19:42

Regras dos 15 anos é ótimo, @filipeisaas:disqus! No meu caso, todos os meus filmes favoritos tem mais de 15 anos…

E quando vi Brian May nos créditos pela primeira vez, quando a internet não existia (tem mais de 15 anos, portanto…), fiquei enlouquecido para saber se era o cara do Queen. Só descobri muito tempo depois que não era…

Ainda bem que tenho um companheiro no luto pelo Interceptor, he, he, he…

Abs,
Ritter.

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