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Crítica | Madagascar 3 – Os Procurados

por Ritter Fan
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estrelas 2,5

Obs: Crítica originalmente publicada em 2012.

Os quatro amigos do zoológico de Nova Iorque, Alex (voz de Ben Stiller no original), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith), decidem sair de onde estão na África para ir atrás dos pinguins e do Rei Julien (Sacha Baron Cohen), que se mandaram para Monte Carlo(!) no final do filme anterior e nunca voltaram. Alex não quer envelhecer na África e está com saudades da jaula em que vivia, seu “verdadeiro” lar, mas, para voltar, precisa do avião consertado pelas espertas aves que não voam.

Corta a cena e vemos o leão, a zebra, a girafa e o hipopótamo – com máscaras e snorkels – na costa mediterrânea, planejando a invasão do cassino onde certamente estarão seus comparsas. Não tentem entender como eles chegaram lá, apenas aceitem (mas não custava inventar alguma coisa no roteiro, não é mesmo?). O que se segue a isso é uma frenética e destrutiva fuga do principado, sob o encalço da obsessiva Capitã da Polícia de Animais, Chantel DuBois (Frances McDormand), que quer porque quer a cabeça de Alex pendurada em sua parede, juntamente com vários outros troféus tenebrosos dessa natureza.

Finda essa primeira perseguição, nossos heróis acabam se unindo a um circo itinerante sobre rodas (de um trem), sob a promessa que ele iria acabar fazendo apresentações em Nova Iorque. A vida circense permite que vários personagens novos sejam introduzidos, com destaque para o tigre siberiano Vitaly (Bryan Cranston), o jaguar Gia (Jessica Chastain) e o leão-marinho Stefano (Martin Short).

Mas, apesar do esforço dos roteiristas em inovar, Madagascar 3 parece café requentado com bolo solado. Foram-se o frescor e inventividade da série e, em seus lugares, temos mais exageros e mais frenesi. As situações se repetem à exaustão: há uma fuga espetacular seguida de alguns momentos de paz, quebrados por, você adivinhou, outra fuga espetacular. Nem mesmo a explosiva montagem do show em Londres e o clímax já no Central Park apresentam algo que seja mais do que uma diversão facilmente esquecível.

Como se isso não bastasse, até os impagáveis pinguins e o exagerado rei dos lêmures não ajudam na trama. Com a profusão de novos personagens e com a necessidade de se criar momentos bombásticos a cada cinco minutos, há pouco destaque para eles e, mesmo quando são focados, as piadas se eternizam, como é o caso do romance de Julien com uma enorme ursa de tutu rosa. É simpático na primeira vez, ok na segunda, mas, lá pela oitava vez, a brincadeira fica diluída e perde completamente o impacto e até a razão de ser. Aliás, esse par romântico lembra muito, em sua estranheza, o Burro com o dragão fêmea em Shrek, ou seja, é uma ideia despudoradamente reaproveitada pela própria Dreamworks.

Ainda há divertimento em Madagascar 3, especialmente para os pequenos, mas ele existe em momentos esparsos demais. Talvez seja hora de aposentar a franquia.

Madagascar 3: Os Procurados (Madagascar 3: Europe’s Most Wanted)
Direção: Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon
Roteiro: Eric Darnell e Noah Baumbach
Elenco (vozes): Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Cedric the Entertainer, Andy Richter, Tom McGrath, Frances McDormand, Jessica Chastain, Bryan Cranston, Martin Short, Chris Miller, Christopher Knights, Conrad Vernon
Duração: 85 min.

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9 comentários

Caio Vinícius 8 de novembro de 2015 - 12:12

Poxa, eu simplesmente acho o melhor filme da franquia. Combina muito com a minha personalidade ” explosiva ”. Acho que o grande charme do filme é justamente esse exagero intenso.

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planocritico 9 de novembro de 2015 - 03:12

Que bom que gostou do filme. Eu vi esse exagero com bons olhos no começo, mas depois, para mim, passou a ser exagero repetido à exaustão e acabei me cansando.

Abs,
Ritter.

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Jean Corrêa 14 de janeiro de 2015 - 11:24

e a família do Alex que foi o cerne do segunda filme é limada do terceiro episódio sem maiores explicações…

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planocritico 14 de janeiro de 2015 - 22:44

Verdade. É como se eles nunca tivessem existido…

Abs, Ritter.

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Adriano Andrada 19 de junho de 2012 - 05:11

A dublagem ficou boa. Mas seria fantástico ver Schwimmer, com todo aquele jeitão neurótico nova-iorquino de Ross em Friends, dublando “o” girafa.
E o personagem do leão marinho… o que é aquilo? Uma tentativa do filme se comunicar com o público de… Síndrome de Down?
E as piadas que são feitas para americano ver? “Já sei de onde o Canadá se inspirou!” hhehehe. Valeu a tentativa, mas os brasileiros não estão habituados com a “rivalidade” USA x Canadá. Este tipo de piada só faz sentido para quem é americano ou gringo que assiste 30 Rock.
O melhor da franquia ainda é o segundo.

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Kamila 17 de junho de 2012 - 22:45

nossa, concordo 100%. Vi o filme hoje e fui buscar as criticas na internet para ver se só eu tinha achado muito ruim.. rsrs vejo que nao!

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Thiago 16 de junho de 2012 - 11:00

Tipo assim, sempre fui fã dos dois primeiros filmes, mas, esse terceiro foi uma decepção enorme! Principalmente daquela caçadora que sai correndo e atravessa parede, cheira o chão e sabe aonde exatamente os animais foram! ficou retardado demais, muito ridículo, Vitaly passa por um anel…. Pra que isso? Só ficou mais ridículo ainda, e depois no circo em nova York, um circo voador e quando eles pulam sai purpurina das patas deles.
Me dá uma raiva deles conseguirem estragar os filmes que eram tão bons.

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Cassiano 12 de junho de 2012 - 09:55

A definição “parece café requentado com bolo solado” não poderia ter sido melhor. Terminei o filme esperando um “nossa, que legal” que não veio em nenhum momento. As poucas vezes que ri, foram nas cenas de Julian e os Pinguins. O restante de filme parece piada velha contada pela milésima vez, ou seja, sem graça nenhuma.

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Ritter Fan 12 de junho de 2012 - 12:13

É uma pena que eles não tenham trabalhado mais o roteiro. Volte sempre!

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