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Crítica | Marco Polo – 1ª temporada

por Filipe Monteiro
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O canal pago de serviço de TV por internet, Netflix, disponibilizou no dia 12 de dezembro de 2014 a temporada de estreia da sua produção original mais aguardada deste ano. A série chega para se agrupar ao time de grandes produções do canal, como House of Cards e Orange is The New Black. Em meio a belíssimos cenários, cores estonteantes e bem articuladas lutas marciais, Marco Polo reconstrói as aventuras do jovem mercador italiano durante suas viagens pela Rota da Seda.

Já no início da temporada somos apresentados a fragmentos que indicam a origem de Marco Polo. Marco havia sido cuidado por sua mãe durante sua infância, já que seu pai partira para uma jornada antes mesmo que o rapaz nascesse. A morte de sua mãe não tardou a chegar e, dali em diante, a vida do jovem resumiu-se à espera do regresso do pai, que ainda não conhecia. Com a chegada de seu pai em Veneza, Marco resolve juntar-se a ele e a sua expedição que partia em direção ao oriente. Três anos depois, em 1273, por conta de diversas intempéries, o grupo acaba parando no grande império mongol e conhece o Imperador Kublai Khan, que permite que o grupo siga viagem sob a condição de que Marco permaneça dentro dos limites de seu território.

A primeira temporada expõe os desafios da adaptação de Marco Polo a uma civilização desconhecida e o crescimento do viajante que, pouco a pouco, conquista a confiança de Kublai Khan e desperta a inveja de altos membros da corte. Assim, a impressão que temos quando assistimos aos episódios iniciais é que, junto a Marco Polo, somos lançados ao interior do desconhecido. Dentro de uma interessante construção, a série situa seu público na mesma posição em que Marco Polo se encontra: a do observador que, com curiosidade aguçada, vai construindo suas impressões acerca do terreno que desbrava.

Com um altíssimo valor de produção, 90 milhões de dólares, não poderíamos esperar nada menos do que boas construções cenográficas, figurinos ricos em detalhes e efeitos visuais à altura de uma grande produção. Nisso, Marco Polo não deixa a desejar. A série não só cumpre esses pré-requisitos com competência, como também se apresenta impecável em outros fatores técnicos e plásticos.

Os problemas começam quando olhamos para material dos dez episódios da temporada como um todo. Uma aventura épica jamais tem um ritmo constante, contando com muitos diálogos, longos momentos de calmaria e um movimento absurdamente agitado em suas batalhas. Marco Polo não foge à regra e desenrola seus eventos deste mesmo modo. A questão é que fazer uso deste ritmo em uma plataforma seriada não é nada fácil e torna-se inevitável suscitar comparações com outras produções que conseguiram contornar essa adversidade e ainda utilizá-la em seu favor.

O exemplo que logo vem à mente é a muito bem sucedida Game of Thronesque, após quatro anos, ainda continua firme, com muito a mostrar e se mantém, com folga, no meu Top 3 de séries favoritas de todos os tempos. A comparação entre Marco Polo e Game of Thrones não é forçada. Muito pelo contrário. É perceptível que a série da HBO não só é uma grande inspiração à construção estrutural de Marco Polo, como também é um alvo concorrente cujo público a produção da Netflix visa atender. O problema é que, ainda que se proponha a ser uma concorrente à altura, Marco Polo está longe, mas muito longe de chegar com força nesta disputa. Muita coisa falta na série da Netflix, mas uma delas é essencial: a construção de uma temporada que equilibre bem as tramas internas de cada episódio. Chegar até o 5º episódio de Marco Polo não é fácil. A série simplesmente gasta uma hora para dar mil voltas e não chegar a lugar nenhum. Veja que o problema não está no ritmo. Mad Men, outra que também está no meu top 3, possui um ritmo bastante lento e, ainda assim (ou talvez justamente por isso), nos instiga a nunca parar de assisti-la.

Outro importante aspecto que afasta Marco Polo de Game of Thrones é o elenco. O corpo de atores selecionado pela Netflix não é ruim, mas também não é sensacional. Acredito que um nivelamento mais razoável esteja presente na aproximação entre Marco Polo e Vikings. Talvez aí a produção da Netlix chegue com mais força e até ganhe alguma vantagem.

A partir de sua segunda metade, a série parece mostrar um pouco mais o seu sentido e tratar de seus eventos de maneira mais interessante. Ao fim, é possível perceber uma boa conclusão da primeira temporada e criar expectativas, não tão entusiásticas assim, sobre o que chegará no ano que vem.

Marco Polo (Idem – EUA, 2014)
Showrunner: John Fusco
Direção: John Maybury, Daniel Minahan, David Petrarca, Joachim Ronning, AlikSakharov, Espen Sandberg.
Roteiro: Jonh Fusco.
Elenco: Lorenzo Richelmy, Benedict Wong, Joan Chen, Remy Hii, Zhu Zhu, Tom Wu, Mahesh Jadu, Olivia Cheng.
Duração: 53 min/episódio.

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30 comentários

Luca Zavarise 12 de dezembro de 2016 - 18:00

Uma errata importante, Marco Polo era um mercador Veneziano e não Italiano, como é dito no primeiro parágrafo do artigo.

Responder
Luca Zavarise 12 de dezembro de 2016 - 18:00

Uma errata importante, Marco Polo era um mercador Veneziano e não Italiano, como é dito no primeiro parágrafo do artigo.

Responder
Logotipos Brasil 18 de maio de 2015 - 11:19

Sei que é difícil, sei que é incômodo, mas esse Marco Polo NÃO quer se parecer com GOT. Só porque utiliza altíssimos níveis de produção e isso, claro reflete no padrão estético e narrativo de Marco Polo.

Aliás, não dá para deixar de ignorar que GOT significa justamente isso: a inauguração de padrões estéticos superiores em uma série.

Mas precisamos entender que nem tudo gira em torno de GOT. E que existem muitas, mas muitas histórias semelhantes ou até superiores a GOT.

Aliás, será que não estamos sendo induzidos a achar GOT o máximo, justamente pelo fato de a série ser superestimada?

A Netflix não está para brincar, e irá transformar gradativamente o mundo das séries.

Ah sim, gosto das duas séries, mas francamente….”there is a winter coming” que nunca chega…”the north always remember” mas depois de tanta falação a gente até se esquece do que eles estão falando. e por aí vai.

E viva Marco Polo, viva a concorrência e variedade!

Responder
Filipe Monteiro 19 de maio de 2015 - 06:17

Vou responder tópico por tópico, ok?

“Sei que é difícil, sei que é incômodo, mas esse Marco Polo NÃO quer se parecer com GOT. Só porque utiliza altíssimos níveis de produção e isso, claro reflete no padrão estético e narrativo de Marco Polo.”

Não é difícil nem incômodo. Não disse que Marco Polo que se parecer com Game Of Thrones. Disse apenas que ambas as séries tratam de super produções e que Marco Polo apresenta concorrência a Game Of Thrones, já que resgata algumas marcas estruturais da série da HBO (isso é um elogio).

“Aliás, não dá para deixar de ignorar que GOT significa justamente isso: a inauguração de padrões estéticos superiores em uma série.”

Discordo. Não dá para ignorar.

“Mas precisamos entender que nem tudo gira em torno de GOT. E que existem muitas, mas muitas histórias semelhantes ou até superiores a GOT.”

É claro que nem tudo gira em torno de Game Of Thrones e que existem várias histórias superiores e semelhantes (imagino que não seja Marco Polo, né? Já que você disse que a série não quer se parecer com GOT).

“Aliás, será que não estamos sendo induzidos a achar GOT o máximo, justamente pelo fato de a série ser superestimada?”

Eu acho Game Of Thrones o máximo porque gosto muito da série. Você aparentemente não gosta tanto assim para que ache o máximo. Logo, não estamos sendo induzidos a nada, né?

“A Netflix não está para brincar, e irá transformar gradativamente o mundo das séries.”

Não, não está. Já transformou. Orange Is The New Black e House Of Cards são provas disso.

“Ah sim, gosto das duas séries, mas francamente….”there is a winter coming” que nunca chega…”the north always remember” mas depois de tanta falação a gente até se esquece do que eles estão falando. e por aí vai.”

Para quê a pressa, rapaz? É bom aproveitar esse verão mais um cadinho!

“E viva Marco Polo, viva a concorrência e variedade!”

Viva! 😀

Responder
Arthur Silva 21 de abril de 2015 - 01:37

Sou novo no site, gostei muito e já até marquei como favorito! mas amigo Felipe, adorei sua critica, como também adorei a 1° Temporada de Marco Polo, me surpreendeu, o primeiro episodio me levou a assistir todos os outros com bastante sede de entretenimento. Realmente os atores não são de peso, como vikings, boa comparação. Mas creio que no geral foi uma otima serie, e que venha a 2° Temporada! Valeu..

Responder
Filipe Monteiro 21 de abril de 2015 - 20:59

Que bom que gostou da crítica e da série! Seguiremos juntos na segunda temporada. Espero que seja melhor que a primeira. Grande abraço!

Responder
Rogerio Paixao 16 de janeiro de 2015 - 21:10

Caro Felipe, como este espaço é democrático, me permito uma manifestação algo discordante, em linhas gerais, de sua análise. Comecei a assistir a série quase por acaso e simplesmente não consegui mais parar até o último episódio disponível no Netflix. Não houve, para mim, nenhum momento de lentidão durante a história, que vai ficando cada vez mais ativa e emocionante. Claro que não podemos julgá-la do ponto de vista histórico, pois ela não tem compromisso com a narrativa fiel, mas a adaptação é interessante e a figura empregada pelo escritor, no momento em que seu pai o abandona como “pagamento” para que pudesse prosseguir na rota, é um soco no estômago. Como entretenimento, achei válido, tanto para quem gosta de ver os ensinamentos no estilo “gafanhoto”, com o Mestre SiFu quanto para quem gosta de cenas violentas em campos de batalha, como o momento do esquartejamento dos prisioneiros. Forte abraço e continue com boas críticas.

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Filipe Monteiro 18 de janeiro de 2015 - 04:28

Olá Rogério! Concordo quando você diz que a série tem um ritmo que cresce progressivamente. Se olharmos para a temporada como um todo, veremos que o resultado final foi bastante positivo e Marco Polo começou muito bem. São poucas séries estreantes que conseguem uma temporada tão sólida. Só tive a impressão de que poderia haver uma preocupação maior em equilibrar um pouco mais a segunda metade da temporada em relação à primeira (que, ao meu ver, corre bem mais lentamente). Acho que o desenvolvimento da narrativa de Marco Polo seria mais interessante. Ainda concordo quando você diz que não devemos julgar Marco Polo do ponto de vista histórico. Acho que neste ponto a Netflix acertou em cheio!

Obrigado pelo comentário, e continue aparecendo por aqui. Abração!

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Jonathan Guimarães Buccazio 2 de janeiro de 2015 - 14:21

Assisti apenas a metade do primeiro episodio. Não terminei por falta de tempo, pois tive que viajar. Agora durante um descanso do almoco aqui no trabalho entrei para ler a critica e ter uma ideia do que me espera quando chegar em casa e fiquei feliz em saber que a serie tem potencial. Não sou muito critico em relação aos minimos detalhes apesar de ser exigente em alguns pontos como por exemplo: qualidade do som e imagem de fimes e seriados. Mas pelo que li nesses textos e comentários acumentou a minha expectativa. Estou acompanhando 7 séries nesse mês e MP vai ser a oitava. kkkk. Dessa forma a patroa vai pedir o divorcio. =P Abraços a todos.

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Filipe Monteiro 2 de janeiro de 2015 - 15:22

Peça paciência à patroa! Ou melhor: peça para que ela assista à série com você, porque vale a pena. Como já disse na crítica, há muito a ser aperfeiçoado em Marco Polo, mas o resultado final é positivo. Abraço grande!

Responder
Jonathan Guimarães Buccazio 5 de janeiro de 2015 - 13:48

Começei a assistir no sábado e terminei a primeira temporada no Domingo. Sensaconal. Realmente valeu muito a pena. Não me enjoei em nenhum momento em assitir diversos episodios um atrás do outro, fato que aconteceu quando tentei fazer o mesmo com “Arrow” por exemplo. Só fiquei com uma sensação de que a historia foi contada rápida demais, talvez pelo costume com outra séries que insistem em colocar 23 episodios forçadamente. #Anciosopelasegundatemporada

Responder
Filipe Monteiro 6 de janeiro de 2015 - 00:41

Que bom que você gostou! E a patroa? O que achou da série? Sem dúvida alguma, o custo-benefício em Marco Polo é umas 100 vezes melhor que em Arrow! Siga, então, aguardando pela segunda temporada e, consequentemente, por mais uma crítica aqui no Plano Crítico. 😀

Responder
Marcio Augusto 27 de dezembro de 2014 - 23:47

Sou muito crítico em relação a filmes e séries, e posso dizer com toda certeza, é uma das melhores séries que assisti, baseada em fatos reais. Assisti os 10 episódios em 3 dias, e quero mais, muito mais! Pena que ainda está na 1ª temporada.

Quanto a comparação com GOT, acho que não cabe. Dizer que MP teve influência de GOT, ok, aceitável, pois como diz um velho ditado “nada se cria tudo se copia”, faz parte da vida. Poderia relacionar diversos filmes, séries, histórias em quadrinhos, etc. Que foram influenciadas por outras.

Faz parte da vida. Marco Polo é minha segunda série predileta, ficando apenas atrás de TWD. Abs!

Responder
Filipe Monteiro 28 de dezembro de 2014 - 03:16

@disqus_NbVeWJPP7a:disqus, como já respondi abaixo, a comparação entre Marco Polo e Game of Thrones está centrada nas marcas narrativas das séries, nos papeis que ambas desempenham em cada um dos canais e por tratarem de histórias épicas (uma completamente ficcional e a outra baseada em fatos). Discorro acerca da comparação no meu texto, mas deixo claro que, em aspectos mais diretos, uma comparação mais justa pode ser traçada entre Marco Polo e Vikings. Aí a série da Netflix sai com vantagem.

Marco Polo concluiu uma boa primeira temporada e dá margem para que esperemos uma segunda temporada ainda melhor. Ainda assim, acredito que há muito a evoluir e aperfeiçoar, afinal, produzir uma série épica de sucesso é dificílimo. Sob esse ponto de vista, pode-se dizer que a Netflix começou com o pé direito.

The Walking Dead é uma ótima série dentro do que se propõe, assim como diversas outras do AMC. Vale a pena acompanhar as críticas que o Ritter Fan faz de TWD periodicamente aqui no site: https://www.planocritico.com/tag/the-walking-dead/

Grande abraço e obrigado pelo comentário!

Responder
Estacado Sarcástico 27 de dezembro de 2014 - 00:24

Simplesmente não entendo essa comparação geral com game of Thrones que muita gente anda fazendo, só porque é uma série medieval com um grande investimento? Por favor, Marco Polo tem base histórica, muito diferente de G.O.T, a série tem um ritmo muito bom e um capricho muito considerável em tudo que se vê, li todos os livros de George Martin lançados no Brasil e assisti a todas as temporadas e não vejo uma comparação razoável quanto ao ritmo intenso entre Game of thrones, Vikings e Marco Polo, Vikings é uma série excelente, com baixo orçamento, com base histórica e mitológica, com atores pouco conhecidos que tem um ótimo roteiro onde cada episódio se completa e te surpreende, Marco Polo é bem parecido apesar de serem produções bem diferentes a nível de orçamento, Game of Thrones é lindo, mas existem episódios tediosos e longos, ou que simplesmente ignoram o enredo original, analisem isto também por favor, não é só orçamento alto e efeitos que valem a pena.
Gostei muito da série, não é perfeita é claro como nenhuma é, mas vale a pena assistir e muito!!!

Responder
Filipe Monteiro 27 de dezembro de 2014 - 18:22

@disqus_SDoU0KXJ8i:disqus, a comparação que fiz entre Marco Polo e Game of Thrones está muito mais pautada nas marcas narrativas das séries, nos papeis que ambas desempenham em cada um dos canais e, logicamente, por se tratarem de produções épicas de altíssimo orçamento.

Quando assistimos a Marco Polo, é bastante notório que a série busca influências em outras produções do gênero. A comparação com Game of Thrones começa aqui. A série da HBO influencia a nova produção da Netflix em seus ângulos de câmera, em sua narrativa, nas cenas eróticas, nas lutas e em diversos outros momentos. Isso não quer dizer que Marco Polo torna-se inferior por inspirar-se em Game of Thrones, até porque Game of Thrones já usou de diversas outras referências anteriores. Marco Polo é uma boa série, mas, ao meu ver, seria ainda melhor se buscasse uma outra organização para o seu roteiro. E é aqui que tocamos em outro ponto levantado por você.

Ao dizer que Game of Thrones é linda, mas às vezes ignora o roteiro original, você matou a charada e encontrou um dos ingredientes responsáveis pelo sucesso da série. Em uma adaptação nunca há roteiro original, mas sim uma obra de origem a ser adaptada. A partir da obra, o roteiro é construído de modo a adaptá-la e, junto a ele, virão inúmeras adequações, atualizações e modificações. É aí que mora a magia de Game of Thrones. A série se apropria de um material incrível: as Crônicas de Gelo e Fogo. A partir dos livros de Martin, um outro produto foi criado, com linguagem, roupagem e ritmos próprios. Se o leitor de Martin espera assistir uma fiel adaptação das obras, ele vai ter que esperar (provavelmente durante a vida inteira). Isso porque Game of Thornes é uma série de televisão e, num produto televisivo, não há espaço, nem necessidade, muito menos coerência em reproduzir letra-a-letra uma coleção de livros. Game of Thrones é um excelente exemplo de como uma boa adaptação pode ser feita. Adaptar não é reproduzir.

Justifiquei a comparação com Game of Thrones, agora vamos justificar a comparação com Vikings. Assim como você, assisti às duas séries e notei várias semelhanças. Não no roteiro, mas no desenvolvimento do produto em geral. Também como você, acredito que Marco Polo saia com vantagem em relação a Vikings, conforme escrevi no texto.

E, claro, assim como você, também gostei da série. Ela está longe de ser perfeita, mas vale a pena ser assistida!

Obrigado pelo comentário, cara 😀

Responder
Estacado Sarcástico 27 de dezembro de 2014 - 23:05

Obrigado pela explicação @disqus_yBkkDXCw1i:disqus , entendi melhor o seu ponto de vista agora, como muitas coisas atentam ao gosto pessoal de cada um não vou repor outros pontos que continuo não concordando pois escreveríamos um livro com nossos argumentos e isso não se faz necessário, o fato é que é uma série que vale a pena ser vista, nisso concordamos, gostaria de relembrar uma coisa muito importante desta série que é a base histórica, o cuidado com os detalhes dos costumes do povo Mongol, das roupas e da importância dos acontecimentos principalmente do ultimo episódio (não vou deixar spoilers) na história dos Mongols e Chineses, acho que isso enriquece muito a série pra quem assim como eu gosta de história.
Obrigado mais uma vez pela atenção Filipe, grande abraço.

Responder
Filipe Monteiro 28 de dezembro de 2014 - 03:21

O cuidado com esses detalhes históricos é impecável! Marco Polo é, antes de tudo, uma produção com qualidade invejável. Eu mesmo tive a oportunidade de ver a exposição de peças originais do figurino e objetos cenográficos da série durante a Comic Com Experience no início do mês em São Paulo. A riqueza nos detalhes e a fidelidade com os registros históricos (ou o que restou deles) são impressionantes!

Marco Polo é um riquíssimo material de análise, por isso, dentre outras coisas, merece ser assistida.

Grande abraço e obrigado pelo comentário!

Responder
Ryuuji Tora 24 de dezembro de 2014 - 22:24

Discordo. Acho que as pessoas que fazem críticas, sempre se atem a muitos detalhes. O público normal que não é voltado a fazer comparações e a apenas se entreter com bons seriados, com certeza, assim como eu, assistiu um episódio atrás do outro com direito a “googlear” 2º temporada Marco Polo. No próprio FB da série no Brasil, vi vários comentários das pessoas elogiando muito e falando que assistiram tudo de uma vez independente do horário a qual começaram.

Responder
Filipe Monteiro 26 de dezembro de 2014 - 15:59

@ryuujitora:disqus, concordo com você em um ponto apenas: o momento em que você diz que “as pessoas que fazem críticas sempre se atém a muitos detalhes”. Que bom que olhamos para os detalhes, caso contrário não haveria necessidade alguma de escrever o texto acima.

É bem possível que você esteja enganado quando diz que o “público normal” não é voltado a fazer comparações e apenas se entreter com bons seriados. Em nenhum momento da minha análise, digo que Marco Polo não entretém, muito pelo contrário. E se você imagina que é possível, em pleno século XXI, assinar um canal online de TV, ser direcionado somente a uma série e não ter acesso a outros produtos televisivos passiveis de comparação, ou você é muito ingênuo, ou está forçando a barra, ou talvez tenha uma incrível capacidade de filtrar conteúdos (por vezes interessantíssimos).

Como você, eu também assisti a um episódio de Marco Polo atrás do outro e tratei a série com o devido respeito aos seus inúmeros acertos. No entanto, meu papel de crítico, me obriga a ir além para compreender o papel da série enquanto produto competitivo de mercado e destacar algumas falhas que merecem atenção.

Sob o meu ponto de vista de crítico e, antes de tudo, espectador, reafirmo o que escrevi na crítica. Marco Polo é uma série promissora, mas ainda precisa vencer muitos obstáculos para alcançar a excelência.

Responder
Ryuuji Tora 27 de dezembro de 2014 - 03:26

Sim, mas tais detalhes acabam algumas vezes parecendo meio forçado por parte dos “críticos” que em demasia procuram algo para criticar. Sei que a intenção é mostrar os diferentes pontos do seriado, onde peca ou onde acerta., mas mesmo assim, tem hora que soa duro ver/ler algo assim com a quantidade de produções porcas a torto e a direito que muitos amam.

Quando digo comparações que o público normal não faz, é me referindo a críticas mais detalhistas nem as suas ou de outras críticos de blogs brasileiros que são bem elaboradas e que foram estruturadas para não parecerem infundadas.

O povo “normal” tem seu ponto de vista, mas são coisas mais leves e passageiras do tipo: “poxa, muito bacana, parecida com Vikings ou muito boa, me lembra Game of Thrones. Aquele ator mandou bem, história interessante”, etc.

Acho que referente a “falhas” que merecem atenção, acho muito subjetivo, por que o que para você é uma falha, pra mim ou para a grande massa é apenas algo que compõe a série. Não nos cabe ficar apontando isso ou aquilo quando a série tem tal nível de profissionalismo como a mesma.

Alcançar excelência é para poucos, e não é isso o que todos esperam. Isso mais que surpreende. Você lê vários livros interessantes e bem feitos que são passados para a Tela, seja filme, seriado, etc que ficam horríveis e um ou outro vinga de forma competente.

De qualquer forma, tem coisas que concordo e outras que discordo, e assim como você fez uma crítica sobre o seriado, eu busquei dar uma opinião sobre a sua crítica.

Responder
Filipe Monteiro 27 de dezembro de 2014 - 17:55

Essa é a ideia! Compartilhar opiniões e meter o bedelho sim, senhor. Críticas são, por natureza, opinativas e subjetivas. Quando interagimos com um produto (livro, filme, série, obra de arte), somos afetados. É no seio dessa relação que a crítica nasce. Ela nada mais é do que a argumentação com base em nossa impressão pessoal sempre contextualizada em relação ao produto em voga.

Sob essa ótica, quando digo que Marco Polo possui falhas que merecem atenção, é evidente que essas são consideradas falhas dentro da minha concepção do que é falho. Não tenho pretensão alguma em impor critérios de qualidade e desprezo quem o faz.

São comentários como os seus que fazem com que os críticos fiquem felizes. Assim vemos que alcançamos um público igualmente crítico que contribui ainda mais quando nos põe à prova.

Responder
Davi Silva 2 de janeiro de 2015 - 14:42

Apesar de não concordar com tudo que escreveu, oque é normal, sua análise foi muito boa.
Só acho meio estranho o jeito que vc responde os comentários, vc escreve de uma maneira ABSURDAMENTE formal, parece que esta redigindo uma defesa jurídica kkkk. Não sei qual o “nível” intelectual do seu público, pois sou novo no site, mas acho que você usa palavras que precisam ser “googladas” de modo exagerado.
Mas enfim, foi uma boa análise, e apesar das palavras LABORIOSAS (kkkkkk) nos comentários, deu pra entender bem a SUA opinião!

E como disse o Azaghal (Deive Pazos) em um Nerdcast: “Basta trocar a palavra PASMO por ESTUPEFATO, que automaticamente vc se torna mais inteligente e intelectual” kkkk

Filipe Monteiro 2 de janeiro de 2015 - 16:25

Olá @deyvitsil:disqus! Antes de mais nada, bem vindo ao Plano Crítico! Espero que continue acompanhando nossas publicações. Fico muito satisfeito ao perceber que você fez questão de colocar aspas ao falar de nível intelectual do “meu” (com aspas mesmo) público. Intelecto é algo inerente a todos nós, seres humanos, e tentar mensurar tal capacidade é uma bobagem das grandes!

O que devemos ter como meta é a elaboração de um texto acessível a todos, sem que, para isso, seja necessário perder nosso estilo de escrita. Assim, ao escrever, busco fazer uso de uma linguagem direta e coerente com a função do meu texto e com a minha personalidade linguística.

Obrigado por avisar que utilizo em meu texto algumas palavras que precisam do google para que sejam compreendidas. Mais um motivo para revisitar cada um deles e os comentários, de novo e de novo, em busca dessas possíveis palavras “laboriosas” (ta aí um termo que eu não usaria nem sob tortura).

No entanto, da mesma maneira com que repudio a crítica inacessível feita por críticos que se fixam em tamanha soberba, tornando-se, assim, incapazes de dialogar e debater junto aos leitores com comentários, sinto-me no direito de dar a você algumas dicas e enriquecer nosso debate. Afinal, estamos juntos no mesmo bolo, lado a lado. Se você fizer, um breve exercício de leitura e procurar por críticas e diversos textos em outros lugares, verá que a minha linguagem não é nada rebuscada ou absurdamente formal. Muito pelo contrário! Sou um cara que detesta preciosismos e que, como qualquer jornalista engajado que se preze, pensa que a linguagem deve sempre ser instrumento de compartilhamento e de acesso, nunca o espaço para a segregação.

Abraço grande e um 2015 mais feliz e sem palavras laboriosas.

Davi Silva 8 de janeiro de 2015 - 06:50

Opa Filipe, que bom que respondeu, assim pude ver que dá atenção ao seu público e ao seu texto 🙂
Mas acho que uma coisa não ficou clara rsrs, quando falei sobre sua escrita (laboriosa, ou não rs) eu me referia ao jeito que escreve nos seus comentários – confere ai o início do meu segundo parágrafo – e não do jeito que escreve a análise, são dois pontos diferentes.
E vc está certo, não deve mudar seu jeito de escrever, afinal de contas vc tem que prezar pela sua personalidade linguística como vc mesmo disse.
E Pq vc não usaria a palavra “laboriosa”? Achei que combinava com vc 🙁 me enganei…
E defendendo oque escrevi no primeiro comentário, achei sua crítica OK, tanto os fatos quanto a escrita, mas na minha opinião vejo a sessão de comentários dos sites como um espaço de bater papo sobre o assunto do texto/vídeo/matéria e como um espaço de bater papo eu não falaria dessa forma como vc escreve (ao menos que eu estivesse de smoking kkk) na vida real. Mas é questão de opinião, cada um fala ou escreve do jeito que lhe convém!

Abraços e um ótimo 2015.

… Aaah, e afinal oque é LABORIOSA? Kkkk

Filipe Monteiro 8 de janeiro de 2015 - 18:28

Fala @deyvitsil:disqus! Feliz 2015 para você também! Jovem do céu, eu só ainda não encontrei onde foi que eu falei difícil. Se estamos dialogando, é porque você entendeu o que eu escrevi e, se você entendeu o que eu escrevi, eu falei fácil e cheguei ao meu objetivo, não?

Apesar de detestar smokin’ e gostar muito mais de andar de bermudas e chinelos, eu falo do mesmo jeito em qualquer ocasião, vestindo qualquer roupa.

Sobre o significado de laboriosa, responde aí e me fala a definição, já que você usou a palavra primeiro. Hahahahaha!

Abração

Allan Costa 23 de dezembro de 2014 - 21:37

Também diria que foi um primeira temporada inconstante, melhorou no final, pena foi o fim do arco da cidade murada, achava o personagem do Sidao complexo, e interessante dentro da trama.

Responder
Filipe Monteiro 25 de dezembro de 2014 - 15:51

Também acho que Sidao foi um dos personagens mais bem aproveitados da série e o cara conseguiu um carisma bastante interessante. A relação dele com Mei Lin era um dos meus núcleos favoritos da temporada inteira.

Responder
danimoes 22 de dezembro de 2014 - 00:26

Eu gostei da primeira temporada, embora inferior a House of Cards, Orange Is the new Black e BoJack Horseman (pra mim; a surpresa do canal nessa temporada). Conseguiu criar o primeiro ano com começo, meio e fim. Mas, também, concordo que a série se perde no meio do caminho (principalmente no episódio “hashshashin, a ordem dos assassinos”), e afetando na análise final.

Sobre a comparação de Game of Thrones, acho a série superior. A série da HBO não consegue construir personagens, as tramas continuam no mesmo lugar nas quatro temporadas, entre outros. Mas provavelmente sou a única pessoa que pensa assim.Rs

Obs: Gostei muito da abertura.

Ótima Crítica, Filipe. Parabéns!

Responder
Filipe Monteiro 22 de dezembro de 2014 - 02:11

Danilo, concordo contigo e me divirto à beça com BoJack Horseman. Só não a coloquei junto às outras porque busquei uma comparação com séries dramáticas mesmo.

Quando terminei de assistir a Marco Polo, a impressão que eu tive foi a de estar diante de um material bom, porém mal dividido narrativamente. Acredito que, caso eles planejassem melhor do desenvolvimento de cada episódio, o ato de assistir seria bem mais agradável. Apesar de achar o “Hashshashin, a ordem dos assassinos” bastante conturbado, acredito que o episódio é emblemático, já que, a partir dele, a série parece encontrar o seu rumo.

Sobre a comparação com Game of Thrones, eu mantenho o que escrevi na crítica e a mim não resta dúvidas: Game of Thrones é excelente. Mas é como eu sempre digo. Gosto é gosto. Por isso fique tranquilo e saiba que você não está sozinho. Nesse mundão gigante, o que não falta é gente que também não goste de Game of Thrones. Hahahaha.. 😀

Obrigado pelo comentário, cara! Abração!

Responder

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