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Crítica | Matrix

por Guilherme Coral
1314 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

O mundo à nossa volta é real ou apenas uma construção mental de nosso cérebro? A máxima de Descartes, cogito, ergo sum, pode, realmente, provar nossa existência? Ou tudo não se trata apenas de reflexos, sombras na parede de uma escura caverna? Em cima dessa dúvida, inspirado diretamente por obras de ficção-científica como Ghost in the ShellO Mundo por um Fio, os irmãos Wachowski firmaram sua obra-prima cinematográfica, Matrix. O princípio é simples e extremamente complexo ao mesmo tempo, atuando sob diferentes camadas que retomam às origens do pensamento ocidental. Mas apenas ideias não formam um filme e é necessária uma precisa execução para colocar em tela tamanha complexidade. Vamos, portanto, entrar no buraco do coelho e revisitar o longa-metragem que marcou época.

Sem dó, nem piedade, os Wachowski nos jogam no meio de seu universo. Uma cena de perseguição, com Trinity (Carrie-Anne Moss) fugindo de policiais e agentes, introduz uma narrativa onde tudo é possível: correr pelas paredes, desviar de balas e pular distâncias impossíveis. O espectador não é preparado e o choque inicial é certeiro, seja um marinheiro de primeira viagem ou um fã de carteirinha do sci-fi. Pulamos, então, para Thomas Anderson (Keanu Reeves), programador e hacker nas horas vagas que adota o nickname Neo em suas peripécias virtuais. Notícias de jornais, em segundo plano, na tela de seu computador dão indícios do que veremos nos minutos a seguir. A bagunça e a escuridão de seu quarto revela não só uma possível antissocialidade como uma fuga dos padrões da sociedade – temos aqui um homem claramente cansado do mundo à sua volta. Uma mensagem, no seu computador, porém o acorda literal e figurativamente falando. Wake up, Neo. O, até então, sr. Anderson começa uma jornada pelo desconhecido, se torna Alice no País das Maravilhas, Dorothy na Terra de Oz e logo descobre que todo o seu mundo não passa de uma construção virtual – o mundo verdadeiro é dominado pelas máquinas que utilizam os humanos como fonte de energia.

Matrix conta com uma narrativa fluida, redonda, que encadeia organicamente cada um de seus eventos – um fato leva ao outro em uma aventura praticamente incessante, com uma trama que quase nada se divide em diferentes focos. Neo nos representa em tela e sua estupefação é a nossa conforme ele descobre cada detalhe sórdido da realidade dele escondida. O roteiro de Andy e Lana é preciso, sabendo exatamente quando revelar cada ponto de seu universo e, por mais que tenhamos alguns diálogos expositivos, esses são bem encaixados e não revelam mais do que devem. A dose de mistério é constante, bem inserida em frases que não deixam claro quando o mundo se tornou daquela forma. Mesmo a retratação daquele universo distópico é exibida em pequena frequência – poucas vezes vemos a situação real do mundo fora da nave Nabucodonosor, o que garante o choque e o espetáculo visual do excelente design de produção.

Mas o diabo mora nos detalhes e são nesses que o filme se exalta. Desde a aparência suja e sucateada da nave, até a condição limitada de seus tripulantes, tudo nos faz questionar: a liberdade realmente vale à pena? Essa dúvida ganha uma persona através de Cypher (Joe Pantoliano), um homem que apenas quer viver em seu mundo de ilusões. Essa problemática é sabiamente introduzida após cada um dos elementos “novos” serem explicados para nós. Dito isso, o filme se divide em quatro atos bastante distintos: o primeiro indo do início até o despertar de Neo fora da Matrix; o segundo vai até o jantar de Cypher e o agente Smith (Hugo Weaving); o terceiro termina com a decisão de resgatar Morfeu (Laurence Fishburne) e  último, caracterizado pelo segundo despertar do herói, encerra o filme. Cada um desses conta com objetivos narrativos bem delimitados, levando o espectador em uma jornada quase didática por toda essa complexidade, que passa a ser percebida como simples graças a essa cuidadosa exposição.

Apesar dessa estrutura ser bem mastigada, Matrix é um típico filme que merece ser revisitado inúmeras vezes graças ao amplo tabuleiro que ele dispõe. Observemos o agente Smith, por exemplo, iniciando como um simples mecanismo de defesa da rede, calmo, metódico e calculista, o antagonista se revela tão humano quanto os fora-da-matrix: ele quer sair daquele mundo limitado, quer sair da caverna mas suas amarras não o permitem. Ele seria um programa defeituoso ou uma manifestação de inteligência artificial? Por que ele quer ir para outro lugar? Não se trata de algo programado? Há uma interessante profundidade escondida sob a figura tida como rasa de Smith e essa é apenas um dos muitos questionamentos levantados pelo filme. Paremos para olhar agora o lendário Morfeu, que dentro do mundo virtual é uma pessoa totalmente diferente daquela fora. Vejam como sua figura inabalável e imponente se torna humana, quase paterna quando o vemos no mundo real pela primeira vez. Fishburne imprime uma notável bondade nas falas do personagem, que juntamente da calma passam a ideia de sabedoria para o espectador.

Todo esse universo, contudo, precisa ainda de algo crucial para o cinema de ficção científica: os efeitos especiais. Não, não falo de CGI e sim de uma construção crível do mundo apresentado, técnicas que nos fazem acreditar que um homem pode desviar de balas ou pular entre prédios. Os Wachowski, para tal, se apoiam nos efeitos práticos e somente utilizam a computação gráfica quando realmente necessária (vide as sentinelas) ou as balas em câmera lenta. O exagero que veríamos no segundo filme ainda não se faz presente e tudo é tão bem encaixado e disfarçado que a obra se mantém  atual mesmo dezesseis anos após seu lançamento – impossível não vibrar na emblemática cena de Neo desviando das balas. Para mascarar cada um desses efeitos, temos a montagem, merecedora do Oscar que recebeu, de Zach Staenberg, que sabe exatamente quando partir do close-up para os planos mais abertos, a fim de transmitir uma maior naturalidade para os movimentos impossíveis que vemos em tela. O uso da câmera lenta, embora constante, é também bem controlado e atua em conjunto com a movimentação e ótimas coreografias das cenas de ação.

É essa mistura harmônica de elementos bem-pensados que fazem de Matrix um filme atemporal, que traz questionamentos milenares para hoje em dia em uma distopia que nos prende dos segundos iniciais até o inesquecível clímax do quarto ato. Um longa bem construído, complexo mas bem explicado e fechado em si mesmo, ele não precisava de continuações, especialmente as duas que vieram, que não fazem jus ao ótimo trabalho dos Wachowski aqui. Certamente um sci-fi que merece ser visto e revisto ao longo dos anos.

Matrix (The Matrix – EUA/ Austrália, 1999)
Direção:
 Andy Wachowski, Lana Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving, Gloria Foster, Joe Pantoliano, Marcus Chong, Julian Arahanga
Duração: 136 min.

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30 comentários

Gabriel Leão 11 de dezembro de 2020 - 00:14

Filme perfeito! Um dos meus prediletos! Assisti de novo um dia desses, já fazia tempo. A minha cena preferida é o smith interrogando morfeus, acusando a humanidade de ser um vírus, uma doença, e as máquinas seriam a cura. Sensacional!!!!

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BIOGRAFIA | Keanu Reeves - Teoria Geek 17 de junho de 2019 - 08:59

[…] franquia, apenas moedas especiais. Esse ar imaginativo e tão conciso curiosamente nos remete à Matrix, em que tudo é pensado para ser um ilusionismo do que é a verdade, do que é natural e não é. […]

Responder
maumau 12 de março de 2018 - 18:28

Matrix conseguiu me deixar com medo,mas medo mesmo dos agentes.Durante todo o filme eles só fogem,porque não há como lutar contra eles.Quando finalmente neo os poe pra correr,é sensacional,uma libertação daquela vida opressiva!

Responder
maumau 12 de março de 2018 - 18:28

Matrix conseguiu me deixar com medo,mas medo mesmo dos agentes.Durante todo o filme eles só fogem,porque não há como lutar contra eles.Quando finalmente neo os poe pra correr,é sensacional,uma libertação daquela vida opressiva!

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Diogo Maia 24 de março de 2016 - 04:48

Só é o meu filme preferido de todos os tempos, ou um dos. Disputa cabeça com cabeça com outras obras primas do cinema. Quando vi pela primeira vez, lá no ano 2000, assim que saiu na tv fechada, fiquei louco. Tive que ver umas três vezes para sacar qual era a do filme. Tinha apenas onze anos, mas o universo revolucionário de Matrix me atingiu em cheio. Um dos pouquíssimos filmes que já vi mais de uma vez no mesmo dia!

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Saulo Fernandes 3 de abril de 2016 - 18:43

hehe tb um dos meus preferidos, este filme me influenciou de tal forma que não tenho palavras para descrever..lembro que por volta de 2001 ou 2002 passou várias vezes na TNT quando eu assistir explodiu minha cabeça, estava viciado em tudo relacionado ao filme, como filosofia, máquinas, I.A , mundo cyberpunk, neuromancer..o engraçado que ghost in the shell que influenciou o filme, comentado pelos diretores só fui conhecer a pouco tempo.Enfim influenciou ate no que eu estudo..kkkk soube tb que influenciou umas das meninas do omeleteve a fazer cinema.

Responder
Saulo Fernandes 3 de abril de 2016 - 18:43

hehe tb um dos meus preferidos, este filme me influenciou de tal forma que não tenho palavras para descrever..lembro que por volta de 2001 ou 2002 passou várias vezes na TNT quando eu assistir explodiu minha cabeça, estava viciado em tudo relacionado ao filme, como filosofia, máquinas, I.A , mundo cyberpunk, neuromancer..o engraçado que ghost in the shell que influenciou o filme, comentado pelos diretores só fui conhecer a pouco tempo.Enfim influenciou ate no que eu estudo..kkkk soube tb que influenciou umas das meninas do omeleteve a fazer cinema.

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Diogo Maia 24 de março de 2016 - 04:48

Só é o meu filme preferido de todos os tempos, ou um dos. Disputa cabeça com cabeça com outras obras primas do cinema. Quando vi pela primeira vez, lá no ano 2000, assim que saiu na tv fechada, fiquei louco. Tive que ver umas três vezes para sacar qual era a do filme. Tinha apenas onze anos, mas o universo revolucionário de Matrix me atingiu em cheio. Um dos pouquíssimos filmes que já vi mais de uma vez no mesmo dia!

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Claudinei Maciel 2 de agosto de 2015 - 17:20

Um dos filmes mais espetaculares que eu vi e que NÃO PRECISAVA de continuações, mas a máquina de fazer dinheiro foi mais forte e afundou as pretensões dos Wachowski.
Esse filme é perfeito em muito sentidos e a viagem e imersão que ele permite é total. Uma pena que o estragaram ao longo dos anos.
Mesmo assim, as cinco estrelas são super válidas!!
Parabéns!!!

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Luiz Marcelo Silva de Carvalho 18 de julho de 2015 - 15:24

Eu identifiquei um “erro” de roteiro deles: Quando Cypher está jantando com Smith.

Algumas perguntas:
Os tripulantes podem entrar na matrix a qualquer momento? E, se entram, não são rastreados e podem fazer o que bem entenderem?

A todo momento os controladores rastreiam as atividades dos agentes e sabem quando um deles está por perto. Vemos isso o tempo todo quando eles estão na matrix. Então porquê nesta cena Cypher não foi alertado para fugir, já que o agente Smith estava no recinto?

Conseguiram entender?

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Mauro Guimaraes 23 de março de 2015 - 02:19

O filme tem um início e um fim bem definidos, não havia necessidade das duas sequências…

Responder
AleCassia Aguiar 28 de janeiro de 2015 - 12:03

Lembro de quando saí do cinema com uma turma de amigos, e queríamos sair dando golpes ao efeito stop motion pelo shopping hehehe…

Este filme porém carrega um cunho religioso mais próximo do budismo ao cristianismo, e um pouco de disney. No budismo com suas meditações transcendentes, o figurino (principalmente no mundo “real”), a alguns pensamentos pacíficos, e libertadores que tem em parte semelhante ao cristianismo.

No Cristianismo porém podemos ver maiores semelhanças nos temas principais e em alguns nomes como a co-protagonista Trinity que significa Trindade, outros exemplos, o navio do capitão Niobe é apropriadamente chamado “Logos”,que é o grego para “Palavra”. De acordo com este símbolo da palavra de Deus, “Logos” é também entendida teologicamente para representar a expressão divina: Cristo. Na Matrix, o “Logos” é designado como Mark XIV, número 14, correspondente a Marcos 14:14 nas escrituras, em que Jesus faz os preparativos para a última ceia. O navio do capitão Morpheus, o “Nabucodonosor”, é nomeado por causa do rei Nabucodonosor II da Babilônia, como destaque do livro de Daniel. Na inscrição de seu núcleo se lê Mark III No. 11, fazendo referência Mark 3:11, uma passagem bíblica que destaca a Jesus como o Filho de Deus. Além desses, outros nomes simbólicos são abundantes ao longo dos filmes. Considere Neo, cujo nome significa, literalmente, “novo”, como em Apocalipse 21:5, onde Cristo diz: “Eis que faço novas todas as coisas”, proclamando a restauração de sua criação caída. Por fim, não perca o significado por trás do refúgio final da humanidade, Zion (Sião).

Em outros detalhes comuns a Bíblia Cristã, que Neo ao ser identificado como “O escolhido”, a uma luta não vista claramente pelas pessoas ”normais” como uma guerra espiritual, o que ocorre quando o diabo e seus demônios sabem que uma pessoa está próxima da verdade bíblica e tenta afasta-lo de várias maneiras. E é aí que no filme entra a “Trindade” e traz NEO ao encontro de Morpheus que o apresenta a escolha simbolizado pelas pílulas; esquecer tudo e viver do jeito que está, ou abrir os olhos, ser liberto da grande mentira. Interessante como os momentos o pós escolha que é retratado no filme: Neo acorda a primeira vez em uma plascenta contruída pelas máquinas (Novo nascimento: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não NASCER de novo, não pode VER o reino de Deus.João 3:3), e é transportado para dentro da Nabucodonosor, e dorme desmaia, acordando novamente vendo tudo embaçado, E comenta que os olhos doem e Morpheus esclaresce: “você nunca tinha usado antes os olhos”.

Assim como Jesus, Neo experimenta a ressurreição. Na conclusão do primeiro filme, Neo é morto pelo agente Smith no quarto 303. No filme, Neo esteve morto por aproximadamente 72 segundos. Uma vez que Jesus esteve morto por 3 dias (72 horas), parece evidente que os cineastas estavam fazendo um paralelo claro entre Neo e Jesus Cristo. Além disso, Neo não se limita a “voltar à vida”, como Cristo, ele retorna ao mundo (Matrix) transformado, possuindo poder absoluto sobre seus inimigos.

Há muitos detalhes que neste filme há conexão com o Cristianismo, porém não estenderei mais nestas comparações.

Um filme que marcou história no mundo do cinema, crédito para os irmãos Wachovski que souberam usar complexidade filosófica,histórica e transcendental com muita pancada em efeitos que na época foram “miraculosos” hehe…

Pra finalizar,deixo a citação de Morpheus: “infelizmente, a ninguém pode ser dito o que é a “Matrix”. Você tem que vê-la por si mesmo … “

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Guilherme Coral 29 de janeiro de 2015 - 14:42

@alecassiaaguiar:disqus simplesmente sensacionais esses pontos levantados por você! Confesso que não havia me ligado em vários deles. Irei assistir novamente o filme prestando atenção nesses detalhes.

Muito obrigado!

Responder
tiagohardco 27 de janeiro de 2015 - 20:24

E se eu disser que minha cabeça explodiu quando vi esse filme? Lembro de ver o banner de Matrix nas locadoras mas nunca dei bola. Não gostava do visual apresentado com roupas de couro e tal. Parecia um “Blade genérico”.
Comecei a assistir com uma inocência total quando passou em uma noite de sexta no SBT (só pra ter noção de quanto tempo demorei pra ver) e fiquei boquiaberto com os conceitos apresentados no filme. Até hoje a cena do Morpheus mostrando uma pilha pro Neo tem um grande impacto.
A atuação do Hugo Weaving na pele do Agente Smith mostrando o nojo que sente dos humanos quando o Morpheus está preso é sensacional (aliás, essa cena é incrível pois quase dá pra sentir o cheiro de suor do Fishburn).

Dá pra dizer que Keanu Reeves (o eterno Johnny Utah) fez seu papel definitivo?

Excelente texto! Grande abraço!

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Guilherme Coral 29 de janeiro de 2015 - 14:43

@tiagohardco:disqus muito obrigado pelo comentário! Considero esse, sim, o papel definitivo de Keanu Reeves, que nunca foi lá um grande ator, mas que se encaixa perfeitamente aqui. Esse filme continua a explodir minha cabeça até hoje! Abraço!

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julio césar correia 27 de janeiro de 2015 - 18:32

Não tem defeito pra por nesse filme

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Guilherme Coral 28 de janeiro de 2015 - 12:12

Não mesmo!

Responder
Wagner Pires 27 de janeiro de 2015 - 11:18

Ótima crítica Guilherme!
realmente é um daqueles filmes de ficção que conseguem se tornar atemporais de tão bem construídos, pra mim tá ali juntinho de O Exterminador do Futuro 2, só é uma pena que os outros dois filmes, apesar de não serem de todo ruins, com certeza não mantiveram o padrão do primeiro!

Responder
Guilherme Coral 28 de janeiro de 2015 - 12:12

Muito obrigado, Wagner! Não considero os outros dois ruins, mas tem sérios deslizes

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planocritico 27 de janeiro de 2015 - 07:09

Excelente crítica! Teremos dos outros dois?

Sobre Matrix, acho que é uma das maiores obras de sci-fi já feitas. Tudo funciona à perfeição, com conceitos perfeitamente explicados, sem necessidade de muito blá, blá, blá. Uma obra que até hoje surpreende.

Abs,
Ritter.

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Guilherme Coral 27 de janeiro de 2015 - 10:48

Agora que você comentou isso vou precisar fazer dos outros dois! Mas só de assistir o primeiro, por mais que os outros sejam inferiores, me sinto compelido a ver o resto!

O filme é incrível, lembro de ter assistido no cinema com meus oito anos de idade e entendi todos os conceitos sem problemas (claro que as questões filosóficas mais profundas eu só pegaria depois). Até hoje me empolgo quando o Neo luta com Morfeu pela primeira vez!

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Erick Rabello 27 de janeiro de 2015 - 00:22

E aí vemos as partes dois e três e não conseguimos acreditar que foram feitos pela mesma equipe do primeiro.

Responder
Guilherme Coral 27 de janeiro de 2015 - 10:48

Realmente muito potencial desperdiçado nos dois seguintes!

Responder
Rodrigo Skagra 26 de janeiro de 2015 - 21:59 Responder
Filipe Isaías 26 de janeiro de 2015 - 20:34

Impressionante como tudo (até mesmo o Keanu Reeves) nesse filme é perfeito. O que aconteceu com os Wachowski?

Responder
Guilherme Coral 27 de janeiro de 2015 - 10:49

Gostei muito do roteiro deles de V de Vingança, mas depois disso…
Esse ano estreia um novo deles, vamos ver se é bom!

Responder
planocritico 27 de janeiro de 2015 - 19:08

Cara, o trailer de Jupiter Ascending me deu MUITO medo…

– Ritter.

Responder
Guilherme Coral 28 de janeiro de 2015 - 09:42

Não assisti nem li nada sobre esse filme. Semana que vem tem cabine!

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AleCassia Aguiar 29 de janeiro de 2015 - 16:55

Também não dei muito crédito quando vi o trailer…

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Honorio Sergio Menuci 28 de janeiro de 2015 - 19:13

Vão lançar Ascensão de Júpiter, não vejo a hora!

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