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Crítica | Metrópolis (1927)

por Luiz Santiago
2989 views (a partir de agosto de 2020)

Este filme não é de hoje e nem do futuro. Ele fala de um lugar nenhum. Ele não serve a nenhuma tendência, partido ou classe. Ele tem uma moral que cresce quando há compreensão: o mediador entre o cérebro e as mãos deve ser o coração.

Thea von Harbou, 1925

SPOILERS!

Quando filmou Metrópolis (1927), Fritz Lang já tinha grande importância para a então jovem história do cinema, com longas como As Aranhas (1919 – 1920), A Morte Cansada (1921), Dr. Mabuse, o Jogador (1922) e Os Nibelungos (saga dividia em A Morte de Siegfried e A Vingança de Kriemhilde, ambos de 1924). Após o lançamento da segunda parte de Os Nibelungos, Lang foi enviado para os Estados Unidos pela UFA (estúdio para o qual trabalhava), ao lado do produtor Erich Pommer e de uma pequena equipe técnica, para aprender técnicas de produção e comprar equipamentos modernos – estamos falando de 1924. Enquanto Lang viajava, sua esposa, Thea von Harbou, desenvolvia o roteiro para uma ideia sobre a qual os dois haviam pensado em filmar, uma história baseada num cenário ditatorial futurístico onde as máquinas dominavam as pessoas e também o seu modo de vida. Emprestando motivos de Frankenstein (Mary Shelley, 1818) e When The Sleeper Wakes (H. G. Wells, 1899), Harbou e Lang terminaram o roteiro ainda em 1924, e o remeteram à UFA, que confiante na reputação de Lang e na eficiência do período que ele passou nos Estados Unidos (visitando também Hollywood), aprovou o alto orçamento para a produção do filme.

As filmagens de Metrópolis começaram em 22 de maio de 1925 e terminaram em 30 de outubro de 1926. Em termos estéticos e temáticos, o filme era absolutamente monumental. Para a imagem geral da cidade, Lang inspirou-se na visão que teve dos arranha-céus de Nova York e pediu para que o desenhista de produção, Erich Kettelhut, esboçasse cenários baseados nas descrições do roteiro e da novelização que Harbou escrevia em paralelo, material que foi primeiramente lançando em partes na revista Illustrierte Blatt, de Frankfurt (1925), e posteriormente publicado em livro.

Metrópolis é uma gigante cidade com um sistema de organização social e trabalhista bastante comum ao que conhecemos no capitalismo pós-Primeira Revolução Industrial (1750), porém, com funcionamento estilizado e dramatizado em favor da arte. Por ser um lugar marcado pelo mais alto nível tecnológico (a ambientação do longa é em 2026), Metrópolis tem uma superfície que é um verdadeiro sonho. Prédios gigantes, aviões circulando edifícios, pontes quilométricas, luzes, carros, urbanização. É uma espécie de “centro do mundo” onde o engenho humano parece ter alcançado o seu ponto máximo. Seu esquema de organização é dual. Nas mais altas torres e no Jardim dos Prazeres vivem os Mestres e seus filhos, as cabeças da cidade. Nas profundezas vivem os operários e seus filhos, as mãos que fazem tudo funcionar.

O roteiro de Lang e Harbou é claramente marcado pelo épico literário, com grandes sequências desenvolvidas até certo ponto e em seguida a retomada de outra ação dramática, até completar um ciclo narrativo que se reinicia, já com a história avançada. Como o filme foi criminosamente picotado após a sua estreia, devido ao fracasso de bilheteria, não podemos apostar todas as fichas no encadeamento rigoroso do enredo, porque sabemos que faltam muitas cenas. Mesmo com a restauração lançada em 2010 (duração de 2h 33min.), já adicionado o material encontrado na Argentina dois anos antes e a trilha sonora original de Gottfried Huppertz, temos uns buracos que, embora não nos impeça de entender a fita, impedem que a apreciemos em sua totalidade e com todos os detalhes pensados e filmados pelo diretor.

A primeira coisa que vemos em Metrópolis é o seu título feito pela junção de luzes, como se fosse um filme abstrato. Em seguida temos o desenho da cidade, também cheia de luzes e já em toda sua majestosa arquitetura, mista de Bauhaus e art déco. passamos então para máquinas em pleno funcionamento, quase em estilo documental (os fotógrafos tiraram a ideia de dois filmes de Eisenstein, ambos lançados em 1925: A Greve e O Encouraçado Potemkin), os relógios marcando tempos diferentes — o turno de 10 horas e a hora real — e então os trabalhadores cabisbaixos e andando como máquinas, saindo e entrando das profundezas, uma sequência que inspiraria Chaplin ao realizar Tempos Modernos (1936).

Mas a história não é centrada unicamente na dominação da tecnologia e alienação máxima dos trabalhadores e dos mestres. Há um grande número de críticas e artigos que ressaltam o fortíssimo conteúdo político e ideológico do longa, visões que dão a Metrópolis o status temático de crítica ao Fascismo; referências ao Comunismo (ou pelo menos às ideias de organização de classes sociais pregadas por Marx e Engels); Cristianismo e Messianismo, focados de forma irônica na pessoa do bom burguês, representado por Freder; e a dualidade entre Feminismo e Machismo, ao menos nas visões diferentes que temos de Maria ao longo do filme — muito embora eu particularmente rejeite a ideia de que uma das Marias seja arquétipo do feminismo. Nenhuma das duas possuem os requisitos básicos para esse tipo de abordagem, sendo, ambas as versões de um caráter bíblico para a mulher (ou seja, machista), posta como santa ou prostituta.

Por se tratar de um filme idealmente expressionista — consta que Metrópolis foi o último filme do Expressionismo Alemão, mas há controvérsias, inclusive de minha parte, que vejo o movimento de fato esgotado e terminado apenas em 1933, com O Testamento do Dr. Mabuse, por sinal, também de Fritz Lang –, existe um grande exagero por parte da interpretação dos atores, além de toda a gloriosa estilização dos cenários, a temática da loucura e do medo e uma direção de fotografia que dialoga com os sentimentos dos personagens através da forte presença ou total ausência de luz, dinâmica que, em um filme preto e branco, tem impacto realmente grande.

Ao longo da projeção, somos brindados com temáticas duais e simbolismos a perder de vista. Cada um desses elementos são usados pelo diretor para impulsionar uma parte da trama, como a dualidade entre o Jardim dos Prazeres e o fim do expediente dos operários; a Cidade das Máquinas (que possui um desenho de produção simplesmente genial, funcionando como um corpo humano, com órgãos de diferentes tamanhos, funções e espalhados de maneira “caoticamente organizada” pelo espaço) e o cabaré Yoshiwara. Também vale colocarmos aqui o padrão arquitetônico baixo e simples das casas dos operários e a grandeza da cidade à superfície, representada principalmente pela Torre de Babel com suas cinco pontas.

Outras construções simbólicas e representações podem ser percebidas através dos figurinos, mesmo os da classe social dos mestres; e das alucinações de Freder, a primeira, com a máquina se transformando em Moloch – o deus amonita para o qual as crianças eram sacrificadas sendo jogadas no fogo. A alucinação mostra a Freder a verdadeira cara de Metrópolis, cobrando o preço de vidas nas profundezas para manter as luzes e os prazeres na superfície –; e a segunda e mais sensacional, a visão da morte acompanhada dos sete pecados capitais que ganham vida quando a Maria/Hel/Homem-máquina aparece pela primeira vez no Yoshiwara e semeia a morte entre os filhos dos mestres, até então, amigos.

O ponto mais interessante a ser discutido em termos de representação, no entanto, é a persona de Rotwang, o inventor. Ideologicamente falando, ele é a colocação tipificada de Lang para o povo judeu. Com nariz proeminente, cabelos assanhados, casa gótica no meio de uma gigante cidade tecnológica, autor de criações obscuras, ameaçador e detentor de sabedoria impossível de se medir, o personagem traz o tipo físico, ideológico, simbólico e satírico dos judeus, e é inclusive posto como o único “diferente” de toda a organização social em duas classes de Metrópolis. Em termos culturais, ele é o “outro”, a minoria.

Mesmo que tenha um final um tantinho decepcionante — mas é possível ver um pouco de ambiguidade ali! — Metrópolis é um filme para se apaixonar. Grandioso em cenários, tecnicamente ousado e vanguardista — destaque para a direção de arte, fotografia e montagem –, com uma trilha sonora sinfônica cujos temas são o corpo do filme e uma direção absolutamente precisa, o longa se tornou um marco da ficção científica e influência direta ou indireta para inúmeras produções do gênero, para robôs das mais diversas categorias e para inúmeras distopias urbanas. Uma espantosa e inesquecível obra-prima atemporal e imortal do cinema.

As influências de Metrópolis no Cinema, Música, TV e Quadrinhos

As influências de Metrópolis no cinema são inúmeras, da construção de cenários, organização das ruas, disposição de prédios, temas centrais, abordagem dos personagens, etc. Abaixo, algumas obras que trouxeram fortes características desta obra de Fritz Lang.

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Dr. Fantástico (1964) e Star Wars: O Retorno de Jedi (1983)

Luva preta substituindo a mão direita.

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Star Wars: Uma Nova Esperança (1977)

C-3PO

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Blade Runner, O Caçador de Androides (1982)

Arquitetura

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De Volta Para o Futuro (1985)

Dr. Emmett Brown

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Batman (1989)

Arquitetura

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Superman: Metropolis (1996)

Releitura completa

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O Quinto Elemento (1997)

Transformação do corpo / Arquitetura

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Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999)

Padmé Amidala disfarçada de camponesa

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Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999)

Planeta Coruscant

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As Panteras (2000)

Personagem “Thin Man”

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Metrópolis (2001)

Todos os conceitos de arquitetura e temática principal.

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Torchwood – 1ª Temporada (2006)

Cyberwoman

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Futurama: The Mutants Are Revolting (2010)

Máquina-Moloch

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Janelle Monáe

Metropolis e Archandroid

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Madonna: Express Yourself

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Queen: Radio Ga Ga

 

Metrópolis (Metropolis) – Alemanha, 1927
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Thea von Harbou, Fritz Lang
Elenco: Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Rudolf Klein-Rogge, Fritz Rasp, Theodor Loos, Erwin Biswanger, Heinrich George, Brigitte Helm
Duração: 153 min.

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35 comentários

Alan 28 de dezembro de 2020 - 18:58

Esse é um do Lang (top 3 de diretores preferidos) que não vi. A temática não me agrada nem um pouco, mas ainda um dia terei força para ver. Não vejo ninguém falando mal do filme. Pode ter seus defeitos, mas todos acham que é algo que valha a pena.

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2020 - 23:36

Super vale a pena ver!

Responder
Jordison Francisco 28 de dezembro de 2020 - 16:02

Um das melhores crítica de filme do mundo?! =O Espetacular! Hahaha

O que uma mente visionária não faz, né?

Um filme que dificilmente alguém assistiria hoje se não for um amante da sétima arte, e sim para uma pessoa com mente aberta este filme pode ser uma grande viagem na mais pura Ficção Científica e até mesmo Fantasia. O filme mudo do alemão Fritz Lang passou por maus bocados até os dias de hoje, e por sorte essa maravilha não se perdeu. Atualmente é difícil dizer que versão se está vendo, e é claro de que se trata de uma remontagem/restauração.
O filme é da década de 20, logo de cara eu não acreditei, ele conta com umas das produção mais geniais que eu já vi. Os prédios enormes, construções e até mesmo os cenários, são de cair o queixo, ainda mais quando você descobre que são todos miniaturas. Além disso, muitas das miniaturas tinham detalhes incríveis, como a cena do centro de Metrópoles, onde as rodovias tinham dezenas de automóveis sento animados por stop-motion. Os edifícios tinham energia, luz nas janelas ou outros elementos em suas fachadas. Junto aos cenários grandiosos e espetaculares, temos os efeitos práticos, que são algo fenomenal para a época.
As atuação são bem típicas deste período, levando em conta que o filme é mudo então os atores são muito mais expressivos, gesticulam mais para passar emoções corporais. Lembrando atuação do teatro, este ponto pode ser um impasse para alguns, mas o filme é tão bom, que se você estiver mesmo afim de entrar na história isso não ira te atrapalhar. Não tenho atuações para destacar, apesar dos personagens serem muito marcantes, é complicado e até um pouco injusto comparar ao estilo de atuação que temos nos dias de hoje.
O drama do filme é construído como um daqueles contos clássicos que conhecemos, temos o herói, a mocinha, o vilão e um problema. Tudo parece simples e de fato o roteiro não se complica, mas dentro de cada elemento deste temos um complexidade louvável, tudo no universo do longa tem uma alma, até mesmo a própria cidade. Metrópoles é quase que um personagem, do topo glamoroso da grande cidade, até o submundo dela, onde vivem o trabalhadores (escravos) que fazem a cidade funcionar.
O filme tem um toque de ficção muito marcante, é incrível ver a noção de tecnologia que ele consegue passar, quase que inacreditável você imaginar que alguém em 1920 pensasse nisso. A trilha sonora é um ponto que ajuda muito a dar vida ao longa, principalmente por este não ter falas, ela se encaixa com a temática e da um ar de grandiosidade. Mesmo não sendo a mais memorável de todas, vale a pena prestar atenção.
Para finalizar, temos um filme incrível, muito à frente do seu tempo, que da um show no quesito roteiro, produção e direção de arte. Sim, o filme é mudo e as atuações são bem diferentes do que estamos acostumados, mas encare isso como algo artístico e clássico, não como algo ultrapassado. Metrópoles é um filme que sabe contar uma boa história, tem personagens marcantes e uma ótima crítica social. É um filme OBRIGATÓRIO para estudantes e amantes de cinema. Pode ser assistido por qualquer um que tenha a mente aberta para filme diferentes. É um pouco longo, mas mesmo assim, dentro de sua proposta o filme é perfeito.

Responder
Ghostface 1 de janeiro de 2020 - 19:41

Que crítica incrível! Parabéns!

Cheguei aqui para ler mais opiniões de um filmaço desses e vou sair com dois presentes: esse texto maravilhoso e uma lista de filmes que você citou ao longo do texto para ver kkkkkkkkkkkkkk.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de janeiro de 2020 - 23:21

Fico muitíssimo feliz que tenha gostado @Verdi_06:disqus ! Escrever esse texto foi uma das coisas mais difíceis e mais legais que eu fiz. Abordar essa obra nunca é fácil. Acho que junto da crítica de As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant e do quadrinho Watchmen, foi o texto que eu mai demorei para terminar.

Responder
Luiz Santiago 4 de setembro de 2018 - 00:05

A versão do meu DVD desse filme mostra essa frase nos extras, sem indicações literárias a respeito.

Responder
Evandro Luis 3 de setembro de 2018 - 22:37

Muito interessante a análise! Obrigado.

De onde é essa citação da Thea Von Harbou? Eu gostaria muitíssimo de saber! Precisava saber, na verdade!

Abraços

Responder
António 19 de maio de 2018 - 14:24

Este é um dos filmes mais emblemáticos de Fritz Lang, juntamente com “M”. Confesso que achei o filme grandioso mas não gostei de alguns aspetos, nomeadamente o exagero das “interpretações”, que é o “mal” de alguns filmes expressionistas alemães, quando empolam excessivamente esta corrente artística, bem como o desenvolvimento das personagens principais, que devia ter sido mais complexo, aprofundado e elaborado. Esse desenvolvimento fica aquém das expetativas, dada a opção do filme em explorar sobretudo os cenários grandiosos e as cenas com inúmeros figurantes. Já vi muitas dezenas de filmes mudos e houve muitos que, no seu conjunto, me cativaram bem mais que este “METROPOLIS”. Continuo a achar que “M” é a grande obra-prima de Fritz Lang, dos filmes que vi deste excelente cineasta até agora. Aliás, o próprio Lang achava o mesmo (é ele que o diz no filme “LE MEPRIS” de Jean-Luc Godard, em que participa como ator cuja personagem que interpreta é ele próprio).

Responder
Luiz Santiago 19 de maio de 2018 - 15:27

M é mesmo um filme maravilhoso. Não tenho certeza, mas dizendo assim, sem pensar muito, também acho que é o meu Lang favorito. Ou… talvez… empatado com Metropolis. hahahahahah

Responder
Danilo 13 de dezembro de 2017 - 13:30

Mais uma excelente crítica do site, para um filme atemporal.
Adquiri o blu-ray(lançado recentemente pela Versátil), e é só questão de tempo para conferir de novo essa obra-prima.

Responder
Luiz Santiago 13 de dezembro de 2017 - 14:18

Obrigado, @disqus_djNh6kdGW8:disqus!
Cara, esse filme é um colosso! Coisa linda demais, sem contar que a atemporalidade dele é impressionante. Lang mandou bem demais!

Responder
Luiz Santiago 13 de dezembro de 2017 - 14:18

Obrigado, @disqus_djNh6kdGW8:disqus!
Cara, esse filme é um colosso! Coisa linda demais, sem contar que a atemporalidade dele é impressionante. Lang mandou bem demais!

Responder
Tiago Lima 10 de janeiro de 2017 - 19:38

Wow! Ótima crítica @luizsantiago:disqus . Amo este filme. Aliás como não amar este filme que foi inspiração para tantas obras.

E de todas as obras inspiradas em Metrópolis a que eu mais gosto e sempre recomendo são os álbuns de Janelle Monae, que inclusive, falta na lista o último albúm dela, Eletric Lady. Pois as referencias são muito mais que visuais. São líricas e conceituais. Já que, se escutar todos os albúns na ordem de lançamento, teremos a história e a saga do alter ego de Monae, Cyndi Mayweather, uma androide messiânica do futuro que viajou no tempo e voltou ao passado para impedir um futuro apocalíptico e ensinar a humanidade a amar.

Responder
Luiz Santiago 10 de janeiro de 2017 - 21:36

@disqus_EYUuNRKx0g:disqus, eu não sabia que eram todos conceituais!!! Menino do céu! Vou ouvir tudo de novo agora e rever todos os clipes! Socorro!!! MUITO OBRIGADO por compartilhar isso!!!!

Responder
Tiago Lima 10 de janeiro de 2017 - 21:47

De nada! Estamos aqui para isto. E escute, sim. São todos conceituais. Perceba que nos álbuns vem descrito SUITES I ou SUITES II and III e por ai vai. É tudo sequencial…É, no fim, tudo uma grande história. Tanto que a grande dúvida dos fãs é se o próximo álbum de Monae dará continuação a saga de Cyndi Maywether com os SUITES VI and VII. E cá entre nós o meu álbum preferido é Eletric Lady. Mas os melhores clips são Q.U.E.E.N e Cold War.

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 05:07

Vou ouvir e rever tudinho!!!

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 05:07

Vou ouvir e rever tudinho!!!

Responder
Diogo Maia 28 de junho de 2016 - 23:00

Revi o filme depois de muitos anos e mudei completamente a minha opinião em relação a ele. Na época era muito jovem e não havia gostado muito do longa, mas tendo entrado em contato com essa obra-prima de Fritz Lang tive que rever meus conceitos. Que ficção cientifica animal!

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2016 - 19:40

O passar do tempo é um remédio para algumas coisas, especialmente com a nossa visão para determinados filmes. Já passei por essa experiência de rever e gostar muito de uma obra, diferente da primeira vez… É uma baita experiência. E esse METROPOLIS é um bom exemplo disso para um montão de gente. Que bom que deu uma nova chance à obra.

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2016 - 19:40

O passar do tempo é um remédio para algumas coisas, especialmente com a nossa visão para determinados filmes. Já passei por essa experiência de rever e gostar muito de uma obra, diferente da primeira vez… É uma baita experiência. E esse METROPOLIS é um bom exemplo disso para um montão de gente. Que bom que deu uma nova chance à obra.

Responder
Diogo Maia 28 de junho de 2016 - 23:00

Revi o filme depois de muitos anos e mudei completamente a minha opinião em relação a ele. Na época era muito jovem e não havia gostado muito do longa, mas tendo entrado em contato com essa obra-prima de Fritz Lang tive que rever meus conceitos. Que ficção cientifica animal!

Responder
Claudinei Maciel 2 de agosto de 2015 - 16:52

Mais um texto fantástico de um filme que considero um dos dez filmes a merecer mil estrelas.Já vi muitas e muitas vezes e confesso: a cada oportunidade eu consigo zerar a mente e receber o filme intensamente na alma.
O que Lang fez foi algo extraordinário e as imagens, o filme em si é um tapa na cara de muito “cineasta” por aí…
Metrópolis deveria ser obrigatório na coleção de qualquer fã de cinema que queira merecer essa alcunha. Está lá, explícito, como se deve fazer um filme de qualidade e com algo a dizer…
Ainda bem que isso não se perdeu completamente. Existem diretores que tentam mas a audiência não ajuda…
Mesmo assim…. Excelente crítica!! Parabéns!!

Responder
Luiz Santiago 2 de agosto de 2015 - 19:45

Obrigado, @claudineimaciel:disqus!
Esse filme é simplesmente inesquecível!!! Um daqueles clássicos que você jamais enjoa de ver!

Responder
Davenir Viganon 1 de janeiro de 2015 - 16:35

Olá Luiz Santiago!
Parabéns pelo texto, a ideia das abas com as imagens me fez ler o texto duas vezes kkkk
Também escrevi um texto sobre o filme e cheguei a um entendimento diferente na questão ideológica no qual teu texto o coloca mais como crítica ao fascismo enquanto para mim é justamente o contrário… enfim seria bacana que tu lesse meu texto para agente trocar impressões sobre o filme. um abraço!
eis o link: http://ofatoeahistoria.webnode.com/news/metropolis%3a-critica-social-e-colabora%C3%A7%C3%A3o-de-classes/

Responder
Luiz Santiago 2 de janeiro de 2015 - 01:30

Obrigado pelo comentário e pelo elogio, @davenirviganon:disqus!
Lerei sim o seu texto e comento com você por lá!
Abraço!

Responder
Davenir Viganon 5 de janeiro de 2015 - 03:22

O final do filme, aquele aperto de mãos, é ambíguo porque foi meio que imposto ao Lang, que não queria aquele final. Não tenho informação (nem sei se alguém tem) do que Lang planejava originalmente para o final.
Eu interpretei que a questão ideológica, mais precisamente o nazi-fascismo teve influência no filme, por influência externa a vontade de Lang.
Talvez tenha sido isso que tenha acarretado a baixa bilheteria do filme.
Isso costuma acontecer quanto tem muita discrepância entre certas partes que são impostas ao criador do filme pelos seus financiadores.

Responder
Luiz Santiago 5 de janeiro de 2015 - 10:47

Definitivamente isso é um problema sério no cinema. E até onde a gente pode ver, um problema desde o início….

Responder
Rodrigo Skagra 26 de dezembro de 2014 - 12:20

Man, parabéns! Crítica fodida! O mais legal é que você pegou passo por passo. Sensacional!

Responder
Luiz Santiago 26 de dezembro de 2014 - 15:19

Valeu, Skagra! Esse passo a passo também ajudou a entender o filme melhor na hora da escrita do texto. Todos saíram ganhando hahahahaha

Responder
Rilson Joás 25 de dezembro de 2014 - 20:16

Aplausos a uma das melhores críticas já lidas por meus teimosos olhos, apesar de que a grandeza desse filme só pode ser estudada de maneira plena com um gigantesco livro, seu texto soube sintetizar de maneira perfeita a obra.

Metrópolis é e sempre será relevante na cultura. Possuo diversas ressalvas com o filme, principalmente por sua visão social, e seus paralelismos bíblicos que fogem totalmente da análise espiritual. Apesar disso, entendo que o sucesso e a grandeza do filme se devam a escolha desse paralelismo. O que reforça a teoria do monomito de Joseph Campbell, é como se a vinda de Cristo a Terra fosse o tema central de toda a história, e as mais variadas histórias, das mais variadas épocas ecoassem o acontecimento. Rejeito também a possibilidade de Maria ser de algum modo um arquétipo das feministas ou alguma visão machista desses arquétipos, eu entendo como um conflito da Maria I como a que busca a felicidade pelo bem, paz interior e pelo diálogo, e a segunda como a que busca a felicidade pelo prazer, imagem exterior e pela violência. E é exatamente pelo encanto dessas duas propostas, vindas de alguém que nos agrada visualmente, seja homem ou mulher, que foi dado esse tom ao personagens, e de que maneira, ein?

Visualmente o filme até hoje me deixa maluco, os desenhos são magníficos, como bem expressado no texto, Bauhaus e o art-déco se fazem presentes de maneira magnânima na obra. Linhas retas, quase que infinitas, equânime, desapaixonadas, frias, imponentes, produzidas em larga escala e totalmente indiferentes aos sentimentos das pessoas. Queria lembrar que a arquitetura da Metropolis do Superman e da Gotham do Batman possui em parte essas características, ainda assim não igualam o clima passado pelas lentes do Fritz Lang, que lembra muito a arquitetura nazi-facista e a soviética, que escolhem por ideologia, a razão sobre a emoção, o homem novo por cima do antigo, a progressão histórica e o olvido de tudo aquilo de nos faz humanos, para que cheguemos a ser “super-homens”.

Preciso urgentemente reassistir o filme e anotar todas as interpretações sobre o fascismo, a luta de classes, a modernidade, o conceito de exploração, seu impacto histórico, seu reflexo na Alemanha pós primeira guerra, e sua maravilhosa montagem. Quando você mencionou o final da obra, eu percebi que nem lembrava dela, e olha que o filme ficou preso na minha mente por semanas depois que o assisti.

Responder
Luiz Santiago 26 de dezembro de 2014 - 00:59

Cara, eu tinha visto o filme já a bastante tempo e o revi para escrever a crítica. Foi simplesmente incrível rever tanto tempo depois, e constatar que o poder do filme só se intensifica. A produção é algo maluco de tão grande e as experimentações do Lang e dos técnicos ultrapassa realmente qualquer coisa em sci-fi na época e, guardadas as proporções, até hoje… Afinal, muitos diretores deixaram de fazer ficção-científica com conteúdo. Ainda bem ainda existem os que fazem isso bem, honrando o caminho marcado por Lang…

Consta que a Riefenstahl “fez escola” com o estilo de Lang (especialmente Os Nibelungos e Metrópolis) para pensar em como estruturaria O Triunfo da Vontade e os dois volumes de Olympia… Imagine só…

Responder
Rilson Joás 26 de dezembro de 2014 - 10:50

Consegue ser bem superior a muitos dos filmes atuais de sci-fi. Pra falar a verdade, bem que eu poderia adicionar Metrópolis ao meu Top10 de todos os tempos. Você acredita que não tive coragem ainda de assistir Riefenstahl? O tempo tá ficando mais curto, até nas férias. 🙁

Responder
Luiz Santiago 26 de dezembro de 2014 - 15:20

Cara, se tiver oportunidade, veja. São filmes, a despeito da visão propagandística para o nazismo, simplesmente irreparáveis no quesito técnico. É impressionante, sério mesmo.

Responder
planocritico 25 de dezembro de 2014 - 17:09

Incrível essa crítica! Uma das mais sensacionais do site para um dos mais sensacionais filmes já feitos!

Abs, Ritter.

Responder
Luiz Santiago 26 de dezembro de 2014 - 00:53

Muito obrigado, Ritter! Foi um texto cuja pesquisa, apensar de longa, foi prazerosa, o que tornou tudo mais fácil.
E é um baita filme. Eu já tinha visto, mas fazia tempo… Rever a obra pra escrever a crítica foi uma baita experiência…

Responder

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