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Crítica | Miss Marvel: Vol. 1 – Parte 2 (1978 – 1979)

por Ritter Fan
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  • Leiam, aqui, a Parte 1 do presente artigo.

A primeira publicação solo de Miss Marvel teve vida curta, durando, apenas, 25 edições (sendo que as duas últimas foram publicadas apenas 12 anos depois de encerrada a série!). A heroína só voltaria a ganhar publicação solo em 2006, mas, nas décadas de 80, 90 e começo de 2000, as várias personas de Carol Danvers ganharam destaque nas publicações do X-Men e dos Vingadores principalmente.

Fizemos as análises dos quatro arcos inicias ou das 14 primeiras edições bem aqui e, agora, é a hora de abordar as 11 edições finais, encerrando essa primeira fase da heroína.

Miss Marvel #15 e 16
O Tubarão é um Animal Muito Mortal!
O Profundo e Mortal Silêncio!

É perceptível o começo do descaso em relação à Miss Marvel nessa “segunda fase” de publicações de seu título solo. Diferente do que acontecera anteriormente, a heroína deixou de ter arcos mais longos do que duas edições e passou a lidar com uma sucessão de vilões de categoria Z da Marvel Comics. O primeiro deles é o saco de pancadas submarino conhecido como Tubarão-Tigre que, depois de fugir da prisão onde Namor o tinha colocado, resolve vingar-se do rei de Atlântida sequestrando Namorita, sua prima.

Totalmente por acaso, Carol Danvers, ao procurar um novo apartamento para morar (seu anterior havia sido explodido), envolve-se com a vingança do Tutubarão e, claro, trata de tentar salvar a “jovem em perigo”. Na primeira edição, o Tubarão-Tigre, depois de uma longa pancadaria com Miss Marvel, consegue fugir com sua vítima e, na edição seguinte, Miss Marvel literalmente invade a Mansão dos Vingadores (ela nunca ouviu falar em tocar a campainha) e sai no braço com o Fera até que a Feiticeira Escarlate aparece e, do nada, decide confiar na palavra de Danvers, apesar de nunca ter visto a mulher antes. E o que ela quer? Acesso ao laboratório dos Vingadores. E para que? Para – pasmem! – inventar, em uma madrugada, um aparelho para rastrear o vilão no fundo do mar e, mais do que isso, uma pílula (sim, uma pílula) que lhe permita respirar debaixo d’água…

Sabe aquele momento WTF de revirar os olhos pela invencionice gratuita e conveniente? Pois é, esse é um deles e, pior, vindo de Chris Claremont, que seguiu firme e forte no título depois que passou a escrevê-lo ainda na segunda edição. No entanto, por mais que o mestre tenha se provado um grande escritor diversas vezes, o trabalho dele, aqui, é daqueles que mostra que ele não sabia o que fazer direito com a heroína. De especialista em segurança, ela é retconada como membro da Força Aérea, depois torna-se escritora e, em seguida, editora de uma revista feminina. Agora, graças à sua “memória Kree” ela se torna uma super-cientista capaz de literalmente qualquer coisa.

E, como o arco é na base do vale-tudo, Miss Marvel vai lá serelepe para o fundo do mar e estapeia o Tubarão-Tigre, mostrando pouco se importar com sua própria vida. E tudo acaba bem. Mas não para o leitor, que tem que aguentar essa bobagem que consegue exigir tanto da suspensão da descrença que chega a ser ridículo.

No entanto, vale um adendo aqui: essa edição é conhecida como sendo a primeira a mostrar a Mística (ainda que nas sombras), personagem que Dave Cockrum criara, mas que Claremont usou antes do próprio criador aqui, como parte de uma linha narrativa tênue que já havia começado bem antes, com a tal explosão do apartamento de Danvers e que só seria resolvida de verdade no começo da década de 90, com a publicação extemporânea das duas edições finais do volume 1 de Miss Marvel como será abordado mais para a frente.

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Jim Mooney
Arte-final: Tony DeZuniga, Frank Springer
Letras: Rick Parker
Cores: Phil Rachelson, Janice Cohen
Editoria: Archie Goodwin
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: março e abril de 1978
Páginas: 18 (cada edição)

Miss Marvel #17 e 18
Sombra da Arma!
O Massacre de São Valentim!

Como mencionado, Mística aparece nas sombras no arco anterior, mas não sabemos quem ela é. A edição #17, porém, é a primeira que efetivamente aborda a personagem, mas sem vermos ainda sua forma verdadeira, o que só acontece ao final da edição #18. O que vemos é Mística como Nick Fury infiltrando-se no aeroporta-aviões da S.H.I.E.L.D. juntamente com Geoffrey Ballard para roubar o uniforme de Centurião, que Ballard usa, então para tentar assassinar Miss Marvel a mando de Mística, mas sem qualquer explicação sobre o porquê.

A primeira edição do arco é curiosa, pois ela é focada quase que totalmente na dupla de vilões e em seu longo processo de roubo do equipamento, e que conta com uma ponta de ninguém menos do que a Condessa Valentina de Fontaine, presença sempre interessante. Com isso, Carol Danvers fica em segundo plano até a edição seguinte, quando o Centurião a ataca quando menos espera (apesar de ela ter tido uma premonição detalhada sobre o evento), mas, para seu azar Vespa e Feiticeira Escarlate testemunham o momento, partindo para ajudar a heroína. E, como se isso não bastasse, as duas ainda chamam reforço: Visão, Jaqueta Amarela e o então recém-admitido no grupo Magnum (com sua característica – e ridícula – jaqueta vermelha).

Em linhas gerais, a história funciona, mas Claremont nos pede para aceitar que Ballard, um humano comum com armadura da S.H.I.E.L.D. consegue segurar os Vingadores e mais Miss Marvel por um tempo considerável, o que é um pouquinho demais. Além disso, aqui, já que o computador rastreador de Ballard só é capaz de localizar o uniforme de Miss Marvel, vemos a heroína pela primeira vez usar outro, improvisado, na forma de um maiô preto, algo que serviria, não muito tempo depois, como ponto de partida para o novo visual da heroína, afastando-a da derivação evidente do Capitão Marvel.

Finalmente, novamente sinalizando seu futuro incerto, a editoria de Archie Goodwin é encerrada, com Jim Shooter assumindo o caro interinamente na edição #18.

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Jim Mooney
Arte-final: Tony DeZuniga, Ricardo Villamonte
Letras: John Costanza, Denise Wohl
Cores: Janice Cohen, Phil Rachelson
Editoria: Archie Goodwin, Jim Shooter
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: maio e junho de 1978
Páginas: 18 (cada edição)

Miss Marvel #19
Espelho, Espelho Meu!

Confesso que nunca entenderei a razão de a Marvel Comics ter demorado tanto para fazer o mais óbvio dos crossovers: Miss Marvel com o Capitão Marvel. Considerando que a heroína é um derivado do trágico herói Kree, que viria a morrer de câncer na sensacional e comovente A Morte do Capitão Marvel. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca, ainda que esse encontro merecesse uma solenidade maior e não uma edição solta.

De toda forma, ao final do arco anterior, Claremont indica que a Suprema Inteligência Kree está voltando, com Ronan, Minerva e Phae-Dor sendo atacados e “acordando” do transe e de sua vida idílica em uma fazenda da Terra. Aqui, Ronan quer capturar Miss Marvel por ordens do Supremor, mas o Capitão Marvel interfere, dificultando a vida do Kree de pele azul. Mesmo assim, os dois acabam capturados e Miss Marvel passa por uma tentativa de lavagem cerebral que tem como função verdadeira retconar sua origem de maneira a tornar mais lógica a confusão inicial das duas personalidades no corpo de Carol Danvers que tomou grande parte do começo das edições solo da heroína.

Nessa revisão, descobrimos que o aparelho Kree que bombardeou Danvers com radiação a recriou completamente, reescrevendo seu DNA e literalmente transformando-a em um híbrido Kree-humano, com as melhores características das duas raças. No entanto, como as modificações finais em sua fisiologia demorariam algum tempo para maturar, o mesmo aparelho criou seu uniforme (???), convenientemente parecido com o do Capitão Marvel (???) com tecnologia para emular os poderes (voo especialmente) que ela desenvolveria. Hummm, novamente vemos Claremont tentando pegar um limão para fazer uma limonada, mas ele não é lá muito bem sucedido, já que a história empresta um grau de premeditação à tecnologia Kree que transformar Danvers em Miss Marvel que só o que podemos fazer é rolar os olhos.

Mas, pelo menos, temos Carmine Infantino pela segunda vez no título trazendo seus traços característicos para os heróis e, claro, o encontro em si entre os dois Marvels. No entanto, é pouco demais, tarde demais.

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Carmine Infantino
Arte-final: Bob McLeod
Letras: Joe Rosen
Cores: Janice Cohen
Editoria: Roger Stern, Jim Salicrup
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: agosto de 1978
Páginas: 18

Miss Marvel #20 e 21
A Totalmente Nova Ms. Marvel
O Demônio no Escuro!

De todos os personagens criados especificamente para contracenar com ou lutar contra Miss Marvel, os Saurians, lagartos mutantes que evoluíram a partir de testes com bombas atômicas no Novo México, ganham o prêmio de mais genéricos e sem graça. E é por isso que todo o destaque que darei a eles para por aqui, já que a ameaça que eles realmente representam é pífia e a história não é mais do que uma sucessão de lutas de Miss Marvel contra variações do Godzilla, só que menores, menos poderosos e bem menos interessantes.

O que realmente importa nesse arco é a primeira grande mudança no uniforme de Miss Marvel. Na edição #9, a barriga e as costas desnudas da heroína foram devidamente cobertas, reduzindo a sexualização da personagem. Aqui, inspirada no maiô que ela usa na edição #18 de forma a impedir que o Centurião a detectasse e certamente inspirada por seu comentário na edição imediatamente anterior de que ela não se sentia bem sendo apenas uma “derivação” do Capitão Marvel, vemos Danvers inaugurando seu novo visual logo da primeira página, mencionando ter sido ajudada por Janet Van Dyne. O visual com o maiô, botas acima do joelho e luvas cobrindo quase todo o braço na cor azul (ou preta) mais o raio amarelo e o cachecol vermelho transformado em faixa na cintura, é, provavelmente, o mais conhecido da heroína e o mais duradouro até ela mudar de nome para Capitã Marvel décadas depois.

No entanto, se o objetivo era reduzir ainda mais a sexualização da personagem, creio que o tiro tenha saído pela culatra, pois, para mim, esse é um uniforme ainda mais sexy e revelador que o anterior, especialmente porque permite aos desenhistas chamarem muita atenção para seus seios. E, como se isso não bastasse, Cockrum, que desenha o arco, mostra Carol Danvers em trajes civis diminutos.

Seja como for, a única coisa que realmente chama a atenção nas edições é a troca de uniforme, algo que Claremont não sabe explorar ou justificar de maneira clara. Os lagartos? Bem, eles são apenas enfeites…

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum
Arte-final: Bob Wiacek, Al Milgrom
Letras: Annette Kawecki, Denise Wohl, Bob Sharen
Cores: Mary Ellen
Editoria: Roger Stern
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: outubro e dezembro de 1978
Páginas: 18 (cada edição)

Miss Marvel #22
Segunda Chance!

Rapina, a primeira vilã original da Miss Marvel, que deu as caras pela primeira vez na edição #9 volta aqui em uma história genérica em que ela tenta roubar equipamentos das Indústrias Stark para “voltar para casa” e, claro, Miss Marvel tenta impedi-la. Sabe aquelas historinhas pouco inspiradas que só existem para abrir espaço para o desenhista colocar as duas personagens brigando sem parar, mais ou menos na linha do que vimos no arco da heroína contra o Tubarão-Tigre? Pois é isso que temos aqui. Sem graça mandou lembranças…

E, pior do que isso, é uma história solta sem qualquer importância para o arco macro da heroína ou para o seu desenvolvimento. Na verdade, minto, pois há um evento relevante, mas que não tem conexão alguma com Rapina: Carol Danvers é demitida de seu emprego na revista Mulher por John Jonah Jameson. A essa altura do campeonato, a periodicidade da publicação solo da heroína já havia se tornado errática, sinalizando seu fim. Além disso, a personagem, em histórias dos Vingadores, começou a fazer parte do grupo aqui e ali, alterando-lhe o status e tornando seu emprego com Jameson algo difícil de ser abordado nas narrativas. Foi uma escolha acertada, mas que não precisava de uma edição inteira para ser executada.

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Mike Vosburg
Arte-final: Mike Zeck
Letras: Jim Novak
Cores: Bob Sharen
Editoria: Roger Stern
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: fevereiro de 1979
Páginas: 18

Miss Marvel #23
A Mulher que Caiu na Terra

A última edição da série publicada nos anos 70 (as duas últimas só sairiam nos anos 90!) se passa durante a gigantescamente longa Saga de Korvac, ao mesmo tempo que resgata uma personagem da mitologia da personagem que havia “morrido” na edição #14: Salia Petrie. Ainda com roupa de astronauta, só que toda rasgada, ela inexplicavelmente aparece na porta do apartamento de Carol Danvers e desmaia. Ao acordar, Salia atira em Danvers e, quando ela acorda, as duas estão na Drydock, base dos Vingadores e morada temporária para os Guardiões da Galáxia (os originais!) que estão momentaneamente no século XX, diante do obscuro Faceless One que, por alguma razão completamente sem sentido, salvara Petrie e, agora a controla, e quer controlar Danvers (sem saber que ela é Miss Marvel).

A história parece feita nas “coxas” e realmente como o último suspiro editorial da heroína. Nada faz muito sentido e o pareamento dela com Vance Astro, o único Guardião na base, é pouquíssimo inspirado e, novamente, genérico. Nem parece uma história de Claremont…

Roteiro: Chris Claremont
Arte: Mike Vosburg
Cores: George Roussos
Editoria: Roger Stern
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: abril de 1979
Páginas: 18

Miss Marvel #24 e 25
Dentes-de-Sabre Espreita o Metrô!
Cry Vengeance!

Apesar de Miss Marvel ter sido cancelada sem que, no título solo, o mega-arco envolvendo a Mística pudesse ser resolvido, a grande verdade é que os leitores, por outras vias, tiveram uma resolução satisfatória, inclusive com a transformação de Vampira na personagem que hoje conhecemos, depois que ela absorve os poderes de Miss Marvel de maneira permanente, juntamente com sua personalidade, o que seria, depois, parcialmente revertido. De toda forma, talvez por não ter mais o que colocar em sua antologia Marvel Super-Heroes, reiniciada em 1990, a editora “agraciou” seus leitores com a publicação de Miss Marvel #24 e 25, que haviam sido escritas e desenhadas em 1979, mas escanteadas pela baixa venda da publicação e pelas mudanças que estavam acontecendo na editora.

O que temos, aqui, é o primeiro envolvimento direto de Miss Marvel com o mundo dos mutantes, depois que Dentes-de-Sabre foge da custódia da S.H.I.E.L.D. A pancadaria usual toma toda a edição #24 e coloca a heroína em meio a uma trama que também envolve o Clube do Inferno, que ela passa a investigar. No entanto, o que realmente importa é a edição seguinte, que a coloca em rota de colisão com a Mística e onde finalmente descobrimos o porquê de a mutante azul querer tanto matar Carol Danvers: Sina havia previsto que talvez Danvers fosse responsável por ferir Vampira. Com isso, temos uma clássica história em que as ações feitas para tentar evitar determinado futuro acabam causando-o.

É em tese nessas duas edições que Vampira apareceria pela primeira vez, ainda que, na cronologia oficial, não seja assim em razão da data em que elas foram finalmente publicadas. Seja como for, o arco de Mística é encerrado, ainda que a toque de caixa, com a história sofrendo alterações ao final para “encaixar” a narrativa de Danvers em relação aos eventos da década de 80. No final das contas, essas edições finais ficam como meras curiosidades desnecessárias para quem acompanhou a heroína em suas outras histórias, mesmo considerando que, aqui, os roteiros de Claremont melhoraram muito em relação ao que ele escreveu imediatamente antes no título solo de Miss Marvel.

Roteiro: Chris Claremont, Simon Furman
Arte: Mike Vosburg, Mike Gustovich
Letras: Jim Novak
Cores: Heidi Goodhue
Editoria: Roger Stern
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: julho e outubro de 1992
Páginas: 18 (cada edição)

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40 comentários

Leandrodosanjos 13 de fevereiro de 2019 - 22:57

A unica história publicada no Brasil pela Abril foi o encontro entre os Marvels e saiu em Capitão América…No final da História o uniforme kree da MM era destruído…A Abril não publicou mais histórias da personagem e só veriamos Miss Marvel novamente durante a Saga de Korvac(uns 5 anos depois)…Falando em uniformes: nunca foi explicado como é que ela mudava de Carol pra MM(igual a Mulher Maravilha do seriado), mesmo deposi que o corpo absorveu os poderes do uniforme, como era possivel a mudança de roupas e de cabelo? Quando adotou o novo uniforme desenhado pela Vespa, como a mudança de visual ocorria(agora sem mudar o corte de cabelo)? Igual a Tempestade que usava roupas feitas de moléculas instáveis de Reed Richards e que psicava os olhos e transformava um vestido em seu uniforme?

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 23:29

Essa transformação de Carol em Miss Marvel foi varrida para debaixo do tapete!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan Oliver 7 de fevereiro de 2019 - 19:17

Impressionante como os roteiros eram rasteiros. Somente a partir dos novos titãs de wolfman e perez a DC passou a ter uma abordagem mais estruturada. Ah, parabéns pelo trabalho e só uma nota: senti falta dos responsáveis pelas capas nos créditos.

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 20:11

@Daniludens:disqus , não sei se você comentou no lugar certo, pois mencionou Novos Titãs e DC.

Abs,
Ritter.

Responder
Dan Oliver 9 de fevereiro de 2019 - 11:52

Rsrsrs na verdade acabei me confundindo mas a crítica vale para todos os quadrinhos mainstream dessa década

Responder
Felipe Melo 7 de fevereiro de 2019 - 15:58

Uma personagem que nunca foi atrativa pra mim, acho até meio chata nas HQs… Mas deve ganhar vários fãs com filme saindo na vibe da mulher maravilha

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 20:11

Ah, eu gosto bastante dela. Eu literalmente leio Miss Marvel desde que ela começou a ser publicada e as histórias de destaque dela com os Vingadores são bem interessantes (e uma extremamente polêmica).

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 9 de fevereiro de 2019 - 17:47

Eu também sempre gostei da personagem. A primeira HQ que eu li foi o arco “Dinastia Kang”, dos Vingadores, no qual ela tinha um grande destaque. Outro arco extremamente importante dela nos Vingadores é “Seja um Kree ou Morra”.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2019 - 22:34

Sim! A heroína pode não ter tido destaque em edições solo marcantes, mas teve grande importância em narrativas de grupo como essas que você citou!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 10 de fevereiro de 2019 - 18:52

Recomendo demais a leitura da recente minissérie A Vida da Capitã Marvel. É a melhor história solo da personagem de todos os tempos. https://uploads.disquscdn.com/images/fa9b374de6ea158322f4f925ee0f97ee6a64d9ab1bf347c1b1bcdc5f669bfbde.jpg

planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 19:05

Sim! A crítica dessa minissérie fará parte do especial em antecipação ao lançamento do filme!

Abs,
Ritter.

Leandrodosanjos 13 de fevereiro de 2019 - 22:39

Sempre gostei da Carol, só foi mais dificil gostar durante a segunda serie da MM, Guerra Civil e ela como lider dos Vingadores(sem contar a fase Warbird agente do Bush)…Não sei se é pq era escrita pelo Claremont …Assim como Mulher Aranha, as series da MM e da MA foram base pra aumentar mais ainda o sucesso dos Xmen(Foi nessas revistas que Claremont criou Rapina, Mistica, Samurai de Prata sem contar o Dentes de Sabre que apareceu primeiro em Punho de Ferro)…Gostava dela como Binária, mas se tornou apenas uma coadjuvante até perder os poderes em Operação Tempestade Galática…E não gsotei do tratamento que ela recebeu do Busiek mudando o nome pra Warbird e deixando a equipe…Quando lançaram a segunda série da MM, Carol foi retratada como uma fdp, cretina, capaz de trair sua retconada melhor amiga de infância Julia Carpenter…E Achei forçada a invenção de uma amizade intima com Jessica Jones(a generica da Drew)…Levou quase 30 anos pra O Bendis retomar a amizade forte entre Carol e Jessica(Drew) e ainda insinuar um romance lesbico com A Jones…Depois que ela virou Capitã, a Marvel ficou devendo um retcon pra poder situar Carol no Serviço Secreto, no Cabo Canaveral, Editora de Revista, Coronel da Força Aérea e ainda assim ser uma jovem de trinta e poucos anos(Em vingadores ela chamava Wanda de kid)…Como Carol pode ter perdido um irmão mais velho na Guerra do Vietnã? Nem na Guerra do Golfo ela poderia ter servido…Carol precisa ser situada em alguma Guerra atual(não sei se já fizeram isso na mini a Vida da Capitão Marvel)…Natasha tem a desculpa de ser uma supersoldada russa. Jessica Drew ficou décadas em animação suspensa na Montanha Wundagore, mas e Carol ? Como pode ter conhecido Wolverine há uns 50 anos atrás?

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 23:29

Ah, as incongruências trazidas pelo peso da continuidade!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Dri Ferro 7 de fevereiro de 2019 - 20:35

Isso também aconteceu com o Homem de Ferro, o personagem era só o cara que pagava tudo e inventava as coisas, mas não tinha importância ou uma personalidade marcante por ser um Industrial, depois dos filmes ele tomou o lugar do Gavião Arqueiro como alívio cômico dos Vingadores ao passo que o Gavião dos cinemas ficou sem personalidade. Pena que ficam forçando esses dois personagens nos quadrinhos por conta do cinema, tanto que a Guerra Civil 2 seria Tony vs Sam Wilson (Capitão Falcão), mas trocaram pela Carol Danvers de ultima hora e agora mudaram a função da Tropa Alfa para colocar ela como líder…

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 21:55

São duas coisas diferentes. Uma é o pessoal que não tem contato com os quadrinhos passar a gostar dos personagens que aparecem nos filmes. Nada de errado nisso. Muito pelo contrário.

Outra coisa é a Marvel pegar o molde dos personagens dos filmes e inseri-los nos quadrinhos. Desgosto disso, mas entendo o porquê perfeitamente bem.

Agora, nenhum dos dois pontos têm relação com o que os personagens eram ANTES dos filmes. O Homem de Ferro, para quem lia as HQs, sempre foi um dos vértices da Marvel. Fica ali abaixo do Aranha, Hulk e Capitão, mas o Homem de Ferro SEMPRE teve proeminência na editora em muito mais capacidades do que só o playboy rico que pagava tudo e inventava coisas.

A Capitã Marvel realmente é uma personagem “menor”, mas ela tem uma evolução MUITO bacana ao longo dos anos 80 e 90. Ela não nasceu ontem.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 8 de fevereiro de 2019 - 08:10

Lendo seu comentário, dá uma dor no cérebro só de lembrar da galera que falava que o Tony Esterco era um personagem “B desconhecido” antes dos filmes 💔

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 09:55

Confesso que, quando esse tipo de comentário começou a aparecer eu nem acreditei que estavam mesmo falando sério…

Abs,
Ritter.

Leandrodosanjos 13 de fevereiro de 2019 - 22:47

A Trindade Marvel sempre foi Capitão, Thor e Homem de Ferro…Notem que não tem Homem Aranha nem Wolverine…O fato de não haver revista do Homem de Ferro no Brasil antes do filme(nem do Thor) não significa nada…Lembrem-se que a Abril não publicava revista propria do Batman e nem dos Xmen(preferiam ter um titulo chamdo Herois da TV que não tinah literalmente nenhum heroi da tv)…Assim como a Trindade DC é Superman, Batman e Mulher Maravilha, mesmo a MM sendo boicotada por muitos anos…Enfim a Abril fez muita merda com a Marvel e DC no Brasil… A Panini poderia lançar encadernados bem antigos do Homem de Ferro pra aqueles que nasceram ontem e não sabem que Homem de Ferro é um dos personagens principais da Marvel( e os Guardioes da Galaxia originais não são aqueles dos filmes)…

Dri Ferro 9 de fevereiro de 2019 - 19:32

Relevância ele tinha entre os Vingadores, mas importância como herói para o Universo Marvel como um todo, não, só tinha importância como o cara cheio de grana e inventor mesmo. Hoje em dia ele é retratado até como um amigo de longa data dos X-Men, sendo que isso nunca aconteceu. Doutor Destino, o maior vilão da Marvel, até virou um cosplay de Homem de Ferro. Nos cinemas o Homem-Aranha, o maior herói da Marvel, foi reduzido a um Robin que só pensa em impressionar ele e o vê como um herói inspirador, sério? O Peter se inspirar no Tony pela inteligência é uma coisa, mas o Aranha se inspirar no Homem de Ferro como herói é outra completamente diferente, um herói inspirador nunca foi uma característica do Homem de Ferro. Ele mesmo “criou” de certa forma os seus vilões, criou um robô que ferrou com o planeta e não recebeu nenhuma crítica (Hank Pym é martirizado por isso até hoje, já com o Tony foi só mais um dia normal…), assinou um tratado para ser controlado pelo governo, mas acaba fazendo o que quer, pegou um menor de idade, levou para outro país para lutar um luta que não era dele, mas ninguém reclamou e achou normal…pra que serviu o tratado então? Vai dizer que não estão forçando a barra e dando destaque forçado para ele? Sem contar o fato dele bater de frente com Hulk e Thanos…
O personagem arrogante, mesquinho e antipático que mal tinha 3 histórias relevantes até a época do Reinado Sombrio se tornou um alívio cômico e amigão de todos por conta do cinema da Era Heroica pra cá e todos “Os Fãs de longa data” do personagem que não era o preferido de ninguém até os filmes surgirem acham tudo normal…
Sim, o personagem ganhou importância na Fase Novos Vingadores/Guerra Civil/Reinado Sombrio, mas entre o Fdp retratado nos quadrinhos e o engraçadão dos cinemas (que foi transportado para as Hqs) há uma grande diferença…

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2019 - 22:30

O Homem de Ferro foi um dos primeiros heróis da editora a ser desconstruído em um arco narrativo (bem antes que o mesmo fosse feito com o Demolidor ou até mesmo o Homem-Aranha) chamado O Começo do Fim. Uma dos mais importantes arcos da História dos Quadrinhos, O Demônio na Garrafa, é do Homem de Ferro, abordando assunto nunca antes abordado em histórias mainstream de super-heróis. Guerra de Armaduras é ainda uma das sagas/arcos mais lembrados da editora. Antes ainda teve a chamada saga do Monge de Ferro, novamente lidando com o alcoolismo. Sua publicação solo existe desde 1963. Ele participou ativamente de praticamente TODOS os grandes arcos importantes da editora, com Guerra Civil, bem anterior ao MCU, sendo o ponto alto das sagas.

O que aconteceu pós-2008, com o MCU, não retcona o passado e não muda o fato de que o Ferroso já era um dos mais importantes heróis da Marvel antes de ele ganhar o “estrelato” entre não-leitores.

– Ritter.

Pedro, o Homem Sem Medo 10 de fevereiro de 2019 - 18:52

Comentário SENSACIONAL!!!
E ainda temos a clássica minissérie Extremis e a fase do Matt Fraction que ganhou o Eisner, ambas histórias se passam antes do primeiro filme do Homem de Ferro.

planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 19:11

Sim, sim, bem lembrado!

Abs,
Ritter.

Dri Ferro 11 de fevereiro de 2019 - 22:23

O personagem foi justamente desconstruído para dar uma abordagem diferente ao personagem que não funcionava tão bem. Demônio na Garrafa é uma história importante, mas não passou de uma piada quando retratada em HdF 2. Guerra de Armaduras retrata justamente o Tony Stark que eu comentei: é responsável pela “criação” dos vilões, é arrogante, mesquinho e só se importa com sigo mesmo (coitado do Arraia…), em algum momento ele é o piadista dos filmes? Participar das sagas da Marvel é uma coisa, mas ter importância para a trama é outra completamente diferente, em Defensores x Vingadores ele é derrotado pelo Gavião Arqueiro, Nas Guerras Secretas o Homem de Ferro é o Rhodes, fazia parte dos Vingadores da Costa Oeste (A Equipe B dos Vingadores) e nem se quer era o líder, era liderado pelo Gavião Arqueiro, em Desafio Infinito ele é irrelevante, em Marvels que serve como homenagem ao Universo Marvel como um todo ele mal é citado, em Vingadores Eternamente que é uma homenagem a toda trajetória da equipe ele se quer é um dos personagens principais e por assim foi até chegar 2006 quando anunciaram o filme e “coincidentemente” após isso ocorreu a Guerra Civil nos quadrinhos deixando ele como chefão de tudo e todos justamente quando o filme saiu, mas como o Tony dos quadrinhos não era o engraçadão legal que estava no filme logo mudaram a sua personalidade e tudo seguiu como se ele não tivesse feito nada de errado durante a Guerra Civil e os acontecimentos após isso.E retcons para dar importância a ele já aconteceram sim, vide em Pecado Original que inventaram que ele foi o responsável pela origem do Hulk. O mesmo vem acontecendo com a Carol Danves que agora é “A personagem mais poderosa do universo”, mas até outro dia havia tomado um cacete da Vampira em sua primeira aparição perdendo seus poderes por anos e mesmo após recuperá-los não teve uma história marcante, mas pouco antes de anunciarem seu filme mudaram sua alcunha para Capitã e aos poucos foram dando enfase nela colocando a personagem nos Guardiões, mudando o plot de Guerra Civil 2 para promovê-la, mudando a essência da Tropa Alfa para colocá-la como líder do grupo e agora retiraram a importância do Mar-vell na sua origem (Um dos legados mais significativos dos quadrinhos de heróis) pois certamente a versão dos cinemas não será “dependente” de um Homem. Monica Rambeau foi uma Capitã Marvel mais interessante e importante para os Vingadores e a Kamala mesmo surgindo somente em 2013 já fez mais sucesso que a Ms.Marvel original. Meu problema é na Marvel ficar alterando o material base (Homem de Ferro e Carol Danvers no centro de tudo, cancelar o Quarteto, boicotar os X-Men, sumir com o Nick Fury original, mudar os visuais e personalidades dos heróis, etc) para se assemelhar aos cinemas como se os quadrinhos fossem somente uma mera propaganda para os filmes…

genio playboy e safadão 9 de fevereiro de 2019 - 17:52

Em que mundo o Homem de ferro não era importante nos quadrinhos antes dos filmes? Ele SEMPRE foi importante pra marvel, não é forçar ele, ele SEMPRE foi. Se vc não sabia disso eu tenho minhas duvidas se vc realmente lia a marvel antes dos filmes ou se só quer pagar de entendedor.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 10 de fevereiro de 2019 - 18:46

Pois é, cara. Demônio na Garrafa, A Guerra das Armaduras, Extremis, Guerra Civil e a fase do Matt Fraction que ganhou o Eisner foram todas antes do primeiro filme.

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 19:11

Exato!

– Ritter.

Dri Ferro 10 de fevereiro de 2019 - 20:32

Guerra Civil ocorreu justamente quando anunciaram o filme dando importância ao personagem e a fase Fraction começou 2008, ano de estreia do filme e ambas histórias retratam um Homem de Ferro/Tony Stark muito diferente do piadista dos filmes. Após a fase do Reinado Sombrio empurraram os atos feitos por ele para debaixo do tapete e foram transformando sua personalidade na dos filmes. Demônio na Garrafa é a história mais importante do personagem e foi retratada como uma piada em HdF 2…

genio playboy e safadão 10 de fevereiro de 2019 - 21:51

A Morte do superman virou 7 minutos em BvS… As histórias mais importantes do demolidor viraram uma merda no filme… A sua argumentação não faz sentido.

Dri Ferro 11 de fevereiro de 2019 - 08:00

Nem a sua, já que é consenso que BvS e Demolidor não são bons filmes/adaptações, mas para o Homem de Ferro/MCU pode mudar qualquer coisa que todos aceitam…

genio playboy e safadão 11 de fevereiro de 2019 - 18:14

É consenso que homem de ferro 2 não é bom….

Luís Fajardo 20 de fevereiro de 2019 - 01:29

Ah, alguém lembrou destes arcos, até eu que nunca fui muito fã do latinha, gosto destes. E adoro também os 03 encontros entre ele, Dr. Destino e Merlin (o último sendo inédito no Brasil). O gênio de Tony Stark é citado no universo Marvel desde sempre. Suas participações em sagas envolvendo muitos heróis sempre ao lado, discutindo ou sendo o líder foram diversas.

Dri Ferro 10 de fevereiro de 2019 - 20:22

Se você realmente é um leitor entendedor cite uma saga da marvel antes de Guerra Civil em que a participação do Homem de Ferro foi crucial então. Ser importante para o próprio título é meio obvio não? Mas para o universo Marvel como um todo ele fez o que? Em Defensores x Vingadores ele é derrotado pelo Gavião Arqueiro, Nas Guerras Secretas o Homem de Ferro é o Rhodes, fazia parte dos Vingadores da Costa Oeste (A Equipe B dos Vingadores) e nem se quer era o líder, era liderado pelo Gavião Arqueiro, em Desafio Infinito ele é irrelevante, em Marvels que serve como homenagem ao Universo Marvel como um todo ele mal é citado, em Vingadores Eternamente que é uma homenagem a toda trajetória da equipe ele se quer é um dos personagens principais e por assim foi até chegar 2006 quando anunciaram o filme e “coincidentemente” após isso ocorreu a Guerra Civil nos quadrinhos deixando ele como chefão de tudo e todos justamente quando o filme saiu, mas como o Tony dos quadrinhos não era o engraçadão legal que estava no filme logo mudaram a sua personalidade e tudo seguiu como se ele não tivesse feito nada de errado durante a Guerra Civil e os acontecimentos após isso…

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 21:16

1. Acho que estamos falando de coisas diferentes. Você está preocupado com a importãncia de determinado personagem para o universo em que está inserido e eu estou preocupado com a importância de determinado personagem para a editora que o publica. São análises completamente diferentes e, no seu caso, o grau de subjetivismo é imenso.

2. Argumentação do tipo “mas ele foi derrotado por fulano de tal” é coisa de Jardim de Infância. Afinal, a lista de seres superpoderosos que já foram derrotados por seres sem poderes é imensa, como você sabe muito bem.

3. Essa conversa me parece coisa de fanboy que defende ou ataca a todo custo aquilo que gosta ou odeia. Não sei se ela leva a algum lugar…

Abs,
Ritter.

Dri Ferro 10 de fevereiro de 2019 - 22:05

1.Sim, Homem de Ferro fez sucesso nos cinemas e para a Marvel isso tinha que ser levado aos quadrinhos por que sim. Desse modo foram alterando coisas nos quadrinhos para ficar similar aos filmes como disse no primeiro comentário mudando sua personalidade de industrial arrogante para um quase alívio cômico. Essa é minha crítica, são universos diferentes, mídias diferentes e fãs diferentes e sendo o quadrinho o material original/base não suporto essa subserviência dos quadrinhos em relação aos filmes.

2.Vocês disseram que ele sempre foi importante para as sagas, mas o personagem nunca derrotou alguém relevante nas mesmas, só dei um exemplo de que isso não acontecia até o anuncio do filme e da Guerra Civil dos quadrinhos.

3.É bom ver pontos de vista diferentes. Vejo o universo dos quadrinhos e o universo dos cinemas como duas coisas distintas e separo os mesmos, adaptações são necessárias, pois como já disse são mídias e públicos diferentes, o Homem de Ferro é o centro do MCU, mas nos quadrinhos está longe de ser tão importante quanto Homem-Aranha, X-Men e Capitão America, mas a Marvel insiste em alterar o material base para ficar semelhante aos cinemas por que sim.

Uma geração inteira crescerá tendo como base um Aranha que não passa de um “Robin” do Homem de Ferro por conta do destaque do personagem nos filmes tirando a representatividade do adolescente que precisa se virar e tomar decisões difíceis e colocando um Aranha patrocinado por um Tio Stark ricaço…essa superexposição/dependência do Homem de Ferro está prejudicando/eclipsando outros personagens.

genio playboy e safadão 10 de fevereiro de 2019 - 21:44

1 – Vingadores a Queda, ele é um personagem extremamente importante pra saga, não importa isso pavimentou toda a história da marvel que viria depois.
2 – Guerra Civil estava sendo planejada MUITO antes do filme ser anunciado, vc está colocando pelo em ovo.
3- Vc quer realmente citar Marvel’s pra provar seu ponto? Eu posso citar outra história que faz homenagem ao universo marvel de forma muito mais ampla. Terra X é uma homengem muito maior e ele é um dos pricipais de longe
4 – Que personagem teve destaque real em desafio infinito? O Adam Warlock e Thanos, eles tiveram mais destaques que homem aranha, x-mens, ou quarteo fantastico, eles são personagens mais importantes pra marvel?
5 – “Ele foi derrotado pelo gavião arqueiro” Nossa, esse foi o argumento mais ridículo, mas assim de longe, ser derrotado por alguém não significa nada, Thanos perdeu pra garota esquilo, Darkseid apanhou pra uma gangue de rua na DC…
6- Sim, em guerras secretas o homem de ferro era o Rhodes, em Marvel x DC o homem aranha era o Ben Really, em era de ultron o aranha era o Doc Ock… Até o maior heroi da marvel já sofreu com esse negócio de passagem de manto em grandes sagas, isso não significa nada.
7 – Nossa, por conta de vingadores eternamente o Homem de Ferro era menos importante pros vingadores que o soprano? É CLARO QUE NÃO. Nem o Thor foi personagem principal lá, e todo mundo sabe que o Cap, Homem de Ferro e Thor eram os vingadores mais importantes, isso desde de sempre.
8- Vamos algumas sagas em que o homem de ferro foi importante antes de guerra civil
Guerra Kree-Skrull
A Saga de Thanos
A Saga de Korvac
A Morte do Capitão Marvel
Operação Tempestade Galáctica
Cruzada Infinita
Dinastia M
9 – “Ele fez parte dos vingadores da costa oeste e não foi lider” Sim, assim como antes do MCU ele já havia sido líder dos vingadores principais em varias ocasiões.

Dri Ferro 11 de fevereiro de 2019 - 22:23

1-Na Queda o fato “extremamente importante” é ele ser manipulado pelos poderes da Wanda e fazer merda numa reunião da ONU? Pq é a unica coisa relevante que ele faz na história. Quem salva a galera é o Dr. Estranho.
2-Atá, você acha que toda a reformulação dos Novos Vingadores veio sem pretensão nenhuma de popularizar a equipe para faturar nos cinemas? Sei
3-Marvels é calcada em fatos marcantes que ocorreram nos quadrinhos da Marvel, Terra X é apenas um What If. Podem dar importância até para a Garota Esquilo num What If. E há muita similaridade no Homem de Ferro da Terra X com o Batman do Reino do Amanhã.
4-Aí é que está, o Homem-Aranha não é o centro da história, mas bate de frente com o Thanos dando um “Twhip” na cara dele o distraindo pros pesos pesados agirem, assim como o Capitão que peita o Thanos quando ninguém mais podia para dar uma chance para o Surfista e o Warlock. O que o “extremamente importante” Homem de Ferro fez enquanto isso?
5- Como o “extremamente importante” Homem de Ferro é capaz de ser derrotado pelo Gavião Arqueiro no primeiro Crossover da editora e depois em época de hype de filme o cara que usa uma armadura de metal derrotar o Magneto? Vai dizer que dar destaque para ele não tem nenhuma influencia dos filmes?
6-O fato do “extremamente importante” Homem de Ferro ser o Rhodes ou o Tony no uniforme não influenciou em nada na história, como pode? O personagem sem carisma/personalidade não passava do cara que construía as coisas pra galera mesmo…
7-Sim a trindade dos Vingadores sempre foram os três, em momento algum disse que não era. Mas mesmo assim que importância para a trama que homenageava toda a tragetória da equipe o “extremamente importante” Homem de Ferro teve? Temos dois Hank Pym e nenhum Tony. Soprano e Genis-Vell representavam o futuro da equipe, ainda seriam importantes.
8-Um Vingador importante numa história dos Vingadores? Isso é novo hein. Lógico que ele tinha importância para o próprio grupo, a questão que eu levantei foi para o Universo Marvel como um todo. Quem era o Homem de Ferro antes anunciarem filme/Guerra Civil para as grandes sagas? Apenas o cara com dinheiro e que inventava as coisas como disse antes.
Na Guerra Kree-Skrull ele só enfrenta alguns minions, coisa que qualquer outro personagem podia ter feito. Homem-Formiga, Mar-Vell e Rick Jones sim é que tem relevância para a saga (Que é uma saga dos Vingadores e não uma mega saga ou crossover)
Na Saga de Thanos o único motivo da primeira aparição do Thanos e do Drax se dar na hq do Homem de Ferro foi o fetiche do Starlin em continuar desenvolvendo os conceitos cósmicos que ele vinha trabalhando na DC. Isso ocorreria em qualquer hq que o Starlin escrevesse (Escreveu Capitão Marvel = Thanos apareceu lá, Escreveu Warlock = Thanos apareceu lá, Escreveu Surfista = Thanos apareceu lá). Ele ficou como escritor do Homem de Ferro pelo mesmo motivo que deram o Demolidor pro Miller brincar posteriormente = baixas vendas e mesmo assim Thanos e Drax só estrearam em uma edição do Homem de Ferro e depois a história migrou para o quadrinho do Capitão Marvel.
Na Saga de Korvac o Homem de Ferro toma esporro do Capitão em todas as edições por alguma decisão errada tomada em campo, visto que não estava liderando a equipe da maneira correta e no final é o próprio Korvac que se derrota.
Na morte do Capitão Marvel quem tem destaque é somente o Mar-Vell e o Thanos, o Homem de Ferro apenas ajuda os outros inteligentes a procurar uma cura.
Em Operação Tempestade Galáctica ele “apenas” quer assassinar a Inteligência Suprema Kree
Na Dinastia M ele faz o quê? Não teve nenhuma influencia na resolução da trama, coisa que até Luke Cage e Gavião Arqueiro tiveram.
9-Foi líder dos Vingadores principais somente por terem liderança rotativa e depois o “extremamente importante” Homem de Ferro foi rebaixado para o grupo B e nem mesmo agia como líder dos Vingadores B.

Vão negar que o personagem vem sendo muito mais utilizado e recebendo muito mais importância de 2007 pra cá? Sim, ele era relevante para os Vingadores, mas estava longe de ser um herói para o universo marvel como um todo como veio se tornando durante esses 10 anos de MCU. Podem perceber que em qualquer título que vocês forem ler hoje em dia haverá uma citação ao Stark, até mesmo nos X-Men do qual o personagem nunca foi próximo.
Vão negar que a personalidade do Stark/Homem de Ferro dos Cinemas tem em quê do que o Gavião Arqueiro representava para a equipe? O alívio cômico/Pé no saco que fazia tudo do jeito dele ao contrário do Homem de Ferro calado e sério retratado por vários e vários anos e que depois foi transposto para o universo 616 por que sim.

Não vejo o personagem com tanta importância assim para que até o Homem-Aranha (O maior personagem da editora) seja retratado como um moleque dependente do Tio Stark. Conseguiram estragar até a referência a história “If This Be My Destiny” em De volta ao lar colocando o Peter a conseguir forças por pensar no Homem de Ferro e depois no fim do filme o mesmo nega o uniforme e entrada para os Vingadores apenas por achar que se tratava de um teste do Senhor Stark e não porque aprendeu a lição. Peter se inspirar no Stark pela sua inteligência é uma coisa, mas se inspirar no Homem de Ferro que carrega todas as características que levaram o Peter a perder seu Tio (Arrogância, Egocentrismo, etc.) é outra completamente diferente. Em quanto isso o Capitão que representa os valores corretos é ignorado e o cara que criou robôs que ferraram todo mundo, que levou um adolescente para o meio de uma “guerra” é exaltado pelas piadas que nem faziam parte do cerne do personagem…

Após ter tido exito com o Homem de Ferro a Marvel vem dando prioridade forçada para a “Maior Heroína do Universo Marvel” do mesmo jeito…mudaram o nome dela pra Capitã pouco tempo antes de anunciarem o filme e de lá pra cá enfiaram ela nos Guardiões, mudaram a Guerra Civil 2 que seria Tony vs Sam Wilson e colocaram ela no lugar, mudaram o conceito da Tropa Alfa para colocar ela como líder e agora retconearam a origem dela pra tirar o Mar-Vell…os quadrinhos hoje são por muitas vezes uma mera publicidade para os filmes…

Dri Ferro 11 de fevereiro de 2019 - 21:55

Lembram quando toda essa discussão começou quando disse que iriam forçar a Capitã Marvel como a chefona de tudo como fizeram com o Homem de Ferro? Ta aí, a Marvel já atacou haha https://www.youtube.com/watch?v=C1uL5ReLSYo

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2019 - 14:31

De novo, você está errado. Antes de 2008, o Homem de Ferro já era importante, literalmente um dos cinco mais importantes super-heróis da editora. Depois de 2008 não entra na minha conta, pois os filmes sim influenciaram e isso não tem jeito e faz parte da vida.

A Miss Marvel/Capitã Marvel é que realmente só ganhou relevância de verdade mais recentemente, ainda que também tenha participado de histórias importantes e sofrido diversas mudanças interessantes ao longo de sua vida editorial.

– Ritter.

Dri Ferro 12 de fevereiro de 2019 - 15:01

Um dos 5 mais importantes e mesmo assim só sustentou uma mensal por aqui depois dos filmes, nem pela Abril ele teve esse tratamento. Tão importante que nos jogos tínhamos o Homem de Ferro como uma “roupa alternativa” do Máquina de Combate. Homem-Aranha, Wolverine, Capitão America, Hulk, Demolidor e qualquer outro mutante (isso sem contar os vilões) eram mais importantes e conhecidos que ele.

planocritico 12 de fevereiro de 2019 - 17:44

É verdade! Você ganhou a discussão!

– Ritter.

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