Home FilmesCríticas Crítica | Missão: Impossível – Efeito Fallout

Crítica | Missão: Impossível – Efeito Fallout

por Gabriel Carvalho
523 views (a partir de agosto de 2020)

“A sua missão, caso queira aceitar. Eu me pergunto, você alguma vez não aceitou?”

Contém o impossível.

Após a conclusão de um momento eletrizante em Missão: Impossível – Efeito Fallout, no final de uma das primeiras sequências do filme, Ethan Hunt (Tom Cruise) se pergunta: “Por que não morremos?” De certa forma, a explicação para esse questionamento interno de Hunt é o motor principal para o longa-metragem, dando prosseguimento a várias das situações estabelecidas na obra anterior, Nação Secreta, também dirigida por Christopher McQuarrie. Na obra, Ethan Hunt não passará por nenhum desenvolvimento de personagem, mas o que é enaltecido pelo trabalho de condução do cineasta é o intuito discursivo dele sobre o protagonista da celebrada franquia de ação. Como entende o universo da série, McQuarrie configura sobre Hunt uma aura heroica, percebendo os feitos improváveis – para não dizer impossíveis – realizados pelo agente. Durante o filme, veremos as eternas tentativas de Hunt em salvar todos, ajudar todos e, para isso, Christopher McQuarrie entende como crucial o retorno de figuras carimbadas. Aquele revezamento de antes, com personagens esquecíveis substituindo personagens esquecíveis, não mais existe. O controle exímio por parte do cineasta no que quer para a franquia, no segundo filme sob o seu comando, é exatamente o que permite Missão: Impossível – Efeito Fallout ser um ápice do gênero.

Enquanto o longa-metragem – que possui uma duração considerável, ultrapassando duas horas, mas com sensação de meia – segue, sob uma segunda camada, esse escopo super-heroico, englobando todos os coadjuvantes que retornam, como as participações importantes de Ving Rhames e Simon Pegg – até mesmo aqueles que surgem pela primeira vez -, uma história, nos moldes conspirativos de sempre, está sendo contada sob uma camada superficial. Longe de ser simplória, mas também distante de uma complexidade ou sagacidade extrema, o que está sendo contado não impressiona muito. As motivações para os antagonistas seguem, enfim, a receita de bolo clássica, mas a questão central não está na história funcional, entretanto, na narrativa empolgante, que impulsiona os acontecimentos para uma outra dimensão e permite Efeito Fallout ser a tamanha conquista do gênero em que se encontra. Sendo assim, não é exagerado caracterizar o longa-metragem como uma das produções americanas de ação mais energéticas dos últimos anos. Ao ter controle também sobre o roteiro, McQuarrie inventa e reinventa as artimanhas relacionadas às icônicas reviravoltas, preenchendo o seu projeto de inúmeras delas, mas nunca demasiadamente forçando-as a ponto de tornar todo o projeto uma espécie de paródia.

A compreensão da franquia possuída pelo cineasta é tão grande que o flerte com estradas carregadas dramaticamente aparece apenas para nos dizer que, na realidade, não queremos nada disso. Cada reviravolta é um impulso, que vai multiplicando o nosso interesse e nosso envolvimento no filme. O cinema é de ação, sem querer ser algo além disso, com metáforas inteligentíssimas ou uma alegoria bíblica qualquer para mostrar o quão intelectual McQuarrie é. O impossível acontece em cena, contudo, não desacreditamos no que vemos, pois o longa-metragem, diferente de outros do gênero, tem auto-consciência do que ele é, permitindo, portanto, que a suspensão da descrença seja aliada com um entretenimento que apenas valoriza o trabalho de McQuarrie. Desde o início, temos, além de um sub-texto claro, que nos motiva a acompanhar o filme – a discussão sobre a faceta heroica de Ethan Hunt -, a narrativa movimentando-se em níveis ágeis. As instruções da missão, quase como em um formato de gameplay, seguem o mesmo preceito básico, mas sem nenhum malabarismo como os existentes em Missão: Impossível 3, por exemplo. O filme começa e pronto, não para. Ao mesmo tempo, o “a sua missão, caso queira aceitar..” realça a relevância de um homem que, mesmo podendo, nunca rejeitou os seus deveres.

Ademais, são vários os momentos em que McQuarrie prova ser um ótimo condutor de ação, enxergando as sequências tanto por meio de vários olhares, intercalando os planos de situações de um modo a não tirar o fôlego de nenhumas, quanto por um único olhar, como no impressionante “plano-sequência” consequente ao pulo de paraquedas, vivido por Ethan e também Walker (Henry Cavill), personagem com o objetivo de vigiar as ações de Hunt, já prevendo que ele irá novamente comprometer missões em prol da segurança de sua equipe. Durante perseguições de carros, percebam como McQuarrie adianta a visão do protagonista, mapeando o trajeto a ser percorrido, mas nunca por onde ele será percorrido, fazendo o espectador se precipitar e, consequentemente, se empolgar, tornando-se ativo durante a obra. Sendo assim, Ethan Hunt é uma espécie de herói de videogame, responsável por caminhar livremente pelas fases sugeridas. Por outro lado, enquanto Ilsa (Rebecca Ferguson) encontra-se em um dos únicos arcos paralelos do longa, interessantíssimo por sinal, o surgimento de Walker, agente da insuportável CIA, demora para convencer, ainda mais porque o ator, embora tenha, no papel, a caracterização de um assassino, parece ser um agente bastante do ingênuo  – o que é bom para carisma, mas ruim para coerência.

Esse caráter de gameplay, protagonizado por um ator em ótima forma, por outro lado, recorre muito mais a uma vertente de mundo-aberto do que a uma vertente linear, dando margem para que enxerguemos Ethan Hunt conduzindo a ação, e não a ação conduzindo-o. Muitas vezes, o longa-metragem irá nos fazer pensar até que ponto as atitudes tomadas pelos personagens são pensadas e até que ponto elas são improvisadas, decorrência de um fator bastante realçado nessa obra: a sorte. Isso, além de tornar tudo mais refrescante, também serve como indulgência para os casos em que os personagens erram – um artifício narrativo batido, mas aceito pelo espectador diante disso. No final das contas, estamos falando de uma franquia de ação sem o intuito de ser sisuda, mas também longe de ser descerebrada o suficiente para não conquistar-nos em níveis pessoais. A série aquece muito mais corações do que cérebros, não por ser emocionante demais, mas por ser emocionante demais, em um outro sentido da palavra, que envolve a construção estupenda de tensão, ambientação, empolgação e ação. Depois de vinte anos, Ethan Hunt continua salvando o mundo das maneiras mais impressionantes, e Chris McQuarrie prova que é, novamente, impossível resistir a um entusiasmo quando a musiquinha icônica da franquia tocar.

Missão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout) – EUA, 2018
Direção: Christopher McQuarrie
Roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Henry Cavill, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Sean Harris, Angela Bassett, Michelle Monaghan, Alec Baldwin, Vanessa Kirby, Wes Bentley, Frederick Schmidt
Duração: 147 min.

Você Também pode curtir

61 comentários

George Lazenby 4 de março de 2019 - 22:50

Não curto a franquia mas achei esse filme bem eficiente, quem curte ação não sairá decepcionado.

Responder
William O. Costa 13 de dezembro de 2018 - 22:53

Caramba! Que texto bem escrito! Essa crítica me fez repensar bastante do conceito que tive do filme. É impossível dizer que eu não achei espetacular todas as cenas de ação do longa, porém, terminei o filme decepcionado. “Mais uma ação genérica”, eu pensei. É bem possível que estivesse errado, e ainda vou assistir novamente para descobrir sem minha opinião será mudada.

As minhas ressalvas sobre o filme permanecem reais: segue à risca a fórmula da série, contém várias cenas cujo fim é óbvio, e a trama por si só não lá muito instigante (sendo essa parte, claro, muito bem cumprida pelas cenas de ação).
Se eu tivesse lido, porém, essa crítica antes de ver o filme (o que não fiz para não ter spoilers, mas acabei de descobrir que não há nenhum spoiler aqui), é muito provável que minha interpretação sobre essas coisas no filme (e tudo o mais), fosse muito diferente.

Quando vi Os Últimos Jedi pela primeira vez, por exemplo, eu gostei pra caramba do filme, é claro, mas me pareceu apenas mais um filme e eu senti como estando bem aquém das expectativas. Quando o vi pela segunda vez, bem pouco tempo depois, passei a considerá-lo uma baita obra-prima e um dos melhores filmes a que já assisti, se não o melhor. Já li relatos parecidos. E isso aconteceu porque quando fui vê-lo, esperava algo completamente diferente (não melhor, apenas diferente), muito em parte pelo marketing do filme e pelo pouco que havia lido sobre.

Quando fui ver Efeito Fallout, algo parecido aconteceu. Eu não peço por filmes narrativamente profundos, realistas, ou coisa do tipo. Me agrado com cada um em sua própria proposta. Porém, o marketing do filme, algumas coisas escritas sobre que li (li bem pouco pra evitar spoilers e talvez por isso tenha compreendido errado) me fizeram pensar que esse seria o Missão: Impossível pra acabar com todos os Missão: Impossível, que era diferente de tudo que já vimos, que era inesperado, profundo, brilhante. E fui ver esperando ver algo totalmente fora do que veria. Aí novamente veio o “Sua missão, se decidir aceitar…”, e eu não entendi, já que trailers e cartazes diziam “Algumas missões não são uma escolha”. Veio a cena em que dizem que a bomba explodiu e matou milhões, e eu fiquei estupefato, achando que o filme seria mesmo tão diferente, aí foi revelado que isso era falso, uma estratégia, que por mais que eu tenha gostado, é algo que Ethan Hunt, mesmo que de forma diferente, já faz há vinte anos, Embora, claro, as cenas de ação tenham me arrebatado, me levando a tomar esse filme por uma obra-prima até o fim do segundo ato, eu estava esperando por algo que não chegava. E cada vez mais as cenas ficavam previsíveis, totalmente pautadas na ação, muitas vezes sem qualquer consequência na história, e isso não seria absolutamente problema nenhum pra mim, se eu não estivesse esperando outra coisa. Acabou que o filme terminou se encaixando totalmente dentro do que é um Missão: Impossível, mas depois de tantos que fizeram isso, e tanto ouvir que esse era diferente, isso me incomodou por eu ter achado que seria algo completamente diferente que eu encontraria. É como disse na crítica, esse é um filme de ação, e não tem medo de ser um filme de ação. Se eu tivesse lido a crítica, estaria esperando um filme de ação, não um drama.

Em breve reverei o filme, continuo achando que depois de tantos Missão: Impossível (e outros filmes) sendo grandes filmes de ação e seguindo a fórmula que esse filme segue, não vou chegar a dizer que esse é um baita filmaço, justamente por ser um Missão: Impossível depois de outros 5, mas dificilmente não terei minha opinião sobre ele mudada para (muito) melhor, assim como aconteceu com Os Últimos Jedi.

Responder
Gabriel Carvalho 15 de dezembro de 2018 - 00:24

Valeu meu querido! Até dei uma revisada nesse texto agora, porque tinha uns errinhos, mas que bom que achou bem escrito. Sempre tentando melhorar! Eu entendo suas ressalvas, mas a questão, para mim, é bem simples. O filme não procura estudar personagem, então não temos algo raso nesse sentido. Com isso, surgem todos os acertos do longa-metragem, que, seguindo Nação Secreta, traz personagens antigos de volta, o que nos torna mais familiares a franquia, porque são personagens simpáticos, carismáticos, com muita presença. Não temos um estudo do protagonista, dramático, como Missão Impossível 3 buscou fazer, mas temos um estudo de símbolo, temos um discurso sobre o herói, algo, para mim, que até é parecido com o que fazem em Superman – O Filme, obra que o protagonista não tem um arco dramático pessoal.

Responder
William O. Costa 16 de dezembro de 2018 - 17:56

Agora que disse, relembrei de momentos do filme que fizeram mesmo esse discurso sobre o herói, que eu mal notei quando assisti pela primeira vez. Parecido com o de Superman – O Filme? Caramba! Como disse, vou rever o filme, e tentar notar as coisas que apontou, que, por algum motivo, não vi de forma tão forte quando assisti. Estou mesmo curioso pra rever e descobrir como vou enxergar o filme após essa leitura.

P.S.: Poderia até haver pequenos erros, mas o “bem escrito” de que falei foi muito sobre como o texto enxerga e analisa os detalhes do longa; sobre a paixão pelo que o filme representa que fica explícita no texto, quase saltando da tela do computador; sobre como cada coisa foi muito bem abordada e dissecada com não muitas palavras. Sempre gosto de ler textos assim (vejo pouquíssima graça, por exemplo, na história contada por Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas, é totalmente como ele as conta, as palavras, o ritmo que usa, que me fez entender porque foi um dos maiores — se não o maior — dos escritores brasileiros).

Responder
Gabriel Carvalho 12 de dezembro de 2018 - 16:36

Assista! O melhor filme de ação do ano para mim.

Responder
Daniel Barros 12 de dezembro de 2018 - 11:37

Não é um tipo de filme que me atrai muito, mas pela crítica e média do IMDB entrou na lista…tentar assistir mais tarde.

Responder
Fórmula Finesse 3 de dezembro de 2018 - 09:28

Filmaço, os furos são poucos e a obra nos faz quase esquecer que James Bond está há muito tempo afastado dos cinemas…

Responder
Anônimo 12 de novembro de 2018 - 23:12
Responder
Gabriel 17 de agosto de 2018 - 14:01

Que filme sensacional! Muito radical, mas completamente dentro das leis da física! Incrível! Filmes de ação e espionagem devem pegar um filme como esse de exemplo! As cenas de ação são muito bem dirigidas, o elenco é muito bom, a trilha sonora dá bastante adrenalina e atmosfera pro filme e a duração funciona muito bem. Ethan Hunt é um dos melhores personagens de filmes de ação e espionagem de todos os tempos! A cena final dos helicópteros é a melhor. O plano deles é realmente uma missão impossível, em apenas 15 MINUTOS eles conseguiram fazer TUDO AQUILO! Hunt é um cara louco pra caramba, o plano deles tinha tudo pra dar errado, em todas as situações do filme nós sabemos que a qualquer hora tudo pode dar errado de vez! É assim que se faz um filme desse gênero. Como um filme de ação, é sem sombra de dúvidas o melhor do ano! Merece ser indicado ao Óscar de melhor filme!

Responder
João Lucas 15 de agosto de 2018 - 09:03

Que droga aconteceu na cena onde eles desmascaram o Walker?
Quem “salvou” ele daquela equipe, os matando? Apóstolos infiltrados na equipe da CIA ou a propria CIA?

Responder
Alain Oliveira 4 de agosto de 2018 - 22:56

Eu curti o filme mas não achei isso tudo. Acho que o filme tem um furo considerável no roteiro que põe em risco boa parte da narrativa. Não querendo ser chato mas furo de roteiro é algo que me incomoda bastante. Achei as cenas de perseguição cansativas. Todas elas. Inclusive do helicóptero. Como quando numa corrida de F1 um piloto tá perto demais do outro e fica aquela emoção pra ultrapassagem mas vai passando voltas e não acontece nada. O filme é bom, divertido, tenso. Mas eu esperava mais.

Sim… Sobre o furo: se a equipe do Walter estava com as bombas pq diabos ele não matou o Hunt no elevador?

Responder
Sidney Mór 5 de agosto de 2018 - 23:46

Bom…o próprio Walker fala na cena que Lane tem planos para o Hunt e que por isso não podia matá-lo. Ou seja, a questão não era só o plutônio, tinha vingança e desmoralização envolvidas também!

Responder
Pé De Pano 6 de agosto de 2018 - 10:18

PQ ele devia isso ao Solomon Lane que queria dar uma lição no Hunt pessoalmente. Ele msm diz isso antes quando baixa a arma e não atira no Ethan.

Responder
planocritico 7 de agosto de 2018 - 17:37

@alainoliveira:disqus , não tem furo. O objetivo não era só pegar as bombas, mas sim tirar tudo de Hunt antes de matá-lo. Note que aquela epidemia em Caxemira foi arquitetada de forma que fosse possível a atrair a ex-esposa de Hunt para lá, como parte de um mega-plano de destruição de tudo que Hunt preza.

Abs,
Ritter.

Responder
William O. Costa 13 de dezembro de 2018 - 23:05

Pensei a mesma coisa. Eu entendi que o cara não queria matar ele, porque queria tirar tudo dele, fazer pior que matar e blá, blá, blá. Mas depois de tantos vilões usarem esse argumento, ficou óbvio que é só uma desculpa do roteiro para o personagem continuar vivo, assim como em vários filmes e séries que tenho visto ultimamente e eu e meu pai (baita criticador dessas desculpas pra não matar heróis) ficamos rindo quando ouvimos isso.

Ainda assim, acho que tanto pra mim quanto pra você, não achamos esse filme assim tão incríveis, porque o marketing nos fez pensar que a grande coisa no filme era uma narrativa série e tensa. Mas fomos pegos de surpresa por uma narrativa boa, mas muito comum. Porque o que é incrível nesse filme são as grandes cenas de ação que a narrativa leva. Não é pra se preocupar como o o porque ou como ele fica vivo, se isso é realista ou não, é só pra assistir e se divertir com as reviravoltas, o jogo de espionagem (embora seja clichê), e principalmente com a ação estonteante, extremamente bem pensada e executada. Não estava com isso em mente quando fui assistir, e saí decepcionado.

Responder
Bruno Cavalcanti 3 de agosto de 2018 - 15:37

Christopher McQuarrie é o Dennis Villeneuve dos filmes de ação.

A cena dele fugindo na moto não terminava nunca e eu precisava respirar de novo para não morrer. Foi tenso viu.

Que filme!!

Responder
Gabriel Carvalho 23 de setembro de 2018 - 07:01

Que filme! Christopher McQuarrie tem que ganhar mais espaço!

Responder
Giuseppe Verdi 31 de julho de 2018 - 21:00

Pensei que fosse impossível sair do cinema como saí, mas aí chega o filme e faz o impossível (ba dum tss). Pense em um filme bom (ou como eu disse: arretado!). Vi em IMAX e valeu muito a pena (aquela cena do helicóptero naquele telão…).

Responder
santos 30 de julho de 2018 - 20:11

Não gostar desse filme é missão impossível.

Responder
Teco Sodre 30 de julho de 2018 - 08:53

Eu não sou o maior entusiasta de filmes de ação mas essa franquia é tentadora… Não tem como dizer não. Para mim, o ponto alto do filme é a direção: inovadora (o que é bem difícil de se ver em filmes do gênero), eletrizante e muito precisa. Brigas muito boas, perseguições inacreditáveis na terra e no céu, e um show de comprometimento dos atores e da equipe técnica! A fotografia é bem bonita, de muito bom gosto! Gosto de alguns pontos do roteiro como as “piadas autorreferenciais” e dos plot twist inseridos na narrativa. Porém, fico sempre decepcionado com a mesmice do contexto da história (quase sempre um roteiro que parece ter sido escrito por Dan Brown) e um vilão extremamente previsível, então nesse quesito não temos nenhuma novidade, penso eu. MI: Efeito Fallout me agradou bastante, é um filme longo, nada cansativo, para fãs do gênero, e para mim também, é um prato muito bem servido!

Responder
Bruno Santos 29 de julho de 2018 - 19:14

Nossa filmao, as partes do helicóptero e a perseguição do Ethan pelo telhados muito bom msm.
Até a parte da bomba q já dava pra saber do que ia dar causou uma sensação de q ia dar ruim.
Enfim 9/10 na minha opinião

Responder
Anônimo 16 de março de 2019 - 21:34
Responder
Bruce wayne 29 de julho de 2018 - 00:18

Achei o filme muito bom só que ainda prefiro o terceiro filme.

Responder
Daniel Plainview 27 de julho de 2018 - 21:35

Filmaço. No entanto é difícil de colocá-lo em ordem de qualidade em relação aos demais filmes da franquia pois todos (com exceção do 2) são excelentes. É realmente difícil.

[SPOILERS À FRENTE] O mais bacana é que depois de 6 filmes nós, telespectadores, ainda caímos no jogo das máscaras e sempre ficamos surpresos. Méritos totais do roteiro e direção. A reviravolta pra pegar o Henry Cavill foi genial, acho que nínguém esperava aquilo. No mais, cenas de ação muito competentes e um romancizinho mela cueca sem forçar demais a barra e perder o foco do filme. Perdoável.
Enfim, filmaço.

Responder
Bruce wayne 29 de julho de 2018 - 00:17

Eu na verdade saquei antes que o Walker era o traidor mais achei genial como fizeram para ele ser desmascarado.

Responder
William O. Costa 13 de dezembro de 2018 - 22:58

Também já havia sacado isso, mas o plano pra desmascarar ele foi realmente surpreendente.

Responder
Jonathan o Estagiário 11 de março de 2019 - 06:34

Eu esperava, mas não posso negar que foi muita boa.

Responder
Magnosama 27 de julho de 2018 - 09:49

Tbm achei o filme maravilhoso,
muito divertido,

09/10 pra vc, Tom!!!!

Responder
Maitê 26 de julho de 2018 - 20:10

Achei uma droga de filme de ação. Mais de duas horas perdidas na minha vida! Porcaria de cenas sobre duas rodas pelas ruas de Paris. Porcaria de cenas de corrida de helicópteros, como pode? Porcaria de cenas de Tom Cruise correndo como um louco sobre telhados até… Spoiler

Como puderam matar a cereja do bolo desse filme que é o bigode de Henry Cavill !!! Meu Deus! Fiquei sonhando durante a projeção vê-lo substituindo Tom Cruise em sua aposentadoria de Missão Impossível! Fiquei sonhando vê-lo como o próximo 007 e então o mais lindo e sensual bigode do cinema… POW!

Brincadeirinha, simplesmente o melhor de Missão Impossível e de todas as franquias caça-niqueis que andam por aí.

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 23:41

Jesus do céu, isso que é reviravolta hahahahahahahahaha Pegou a manha da franquia.

Responder
Bruno [FM] 26 de julho de 2018 - 17:34

Assisti em 3D e realmente, VALE muito o ingresso! VERTIGEM TOTAL. Esse diretor deveria ser chamado para fazer o próximo Jurassic World inclusive. Genial as cenas! […] E tenho um segredo pra revelar à vocês. Eu era espião da Dilma Rouseff e fui chamado numa missão para estocar o vento. Porém, depois do impeachment tudo foi por água abaixo. Mas esse filme me inspirou!

Responder
Isaac 26 de julho de 2018 - 16:57

Nessa franquia, só o segundo filme é ruim.
E pensar que o Dougray Scott dispensou o papel de Wolverine no primeiro filme dos X-Men, para estrelar essa bomba.

Responder
Marcos Freitas 26 de julho de 2018 - 16:38

Assisti ao filme hoje! Realmente confirmo que não é apenas o melhor da franquia, mas um dos melhores filmes de ação de todos os tempos!

Responder
Corvus Glaive 26 de julho de 2018 - 16:34

Saí suado do cinema.

Responder
Magnosama 27 de julho de 2018 - 09:50

hehehehehe…
boa.

Responder
Anônimo 26 de julho de 2018 - 13:21
Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:19

Valeu muito. E fica minha torcida para o McQuarrie dirigir o próximo Superman.

Responder
Alison Cordeiro 25 de julho de 2018 - 22:26

Esse filme ser bom era uma missão impossível…

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:17

Ué, eu não acho nenhum Missão: Impossível ruim e isso é porque eu defendo o segundo filme da franquia que a maior parte da galera acha o mais fraco da franquia. Mas a série toda, com essa exceção aí, recebe bastante elogios da crítica. Não gosta dos filmes?

Responder
Alison Cordeiro 26 de julho de 2018 - 18:07

Hahahah foi só uma piada com o título do filme, Gabriel, afinal como a franquia gira em torno de tornar o impossível, possível, a missão impossível de fazer um bom filme era tão possível quanto esperada…rs. Boa crítica, não sou fã da série, mas fiquei curioso com o filme. Confesso que o trailer não me empolgou, mas é por isso que venho ao Plano para avaliar se vale a pena dar uma chance a película. Pela sua análise, vale a pena conferir. Grande abraço!

Responder
mini ele mesmo 25 de julho de 2018 - 21:41

Rapaz….Se o Gabriel gostou é pq é BOM mesmo

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:15

Opa, hahahahahahahaha. É bom mesmo. Estou com fama de não gostar de nada? hahahahahahaha

Responder
Anônimo 29 de julho de 2018 - 21:09
Responder
planocritico 26 de julho de 2018 - 01:16

Ratifico o parecer do @disqus_HrYi9xZvdi:disqus ! O filme é BOM PACAS.

Abs,
Ritter.

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 25 de julho de 2018 - 18:23

Adorei o texto. Me fez querer assistir o filme. Parabéns!

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:18

Valeu, @jaktal:disqus!! Vai correndo assistir!

Responder
Star_Killer 25 de julho de 2018 - 18:06

Pelo menos parece que valeu a pena o Henry Cavill ter deixado o bigode aehuaehuheheuaeueu

Responder
pabloREM 25 de julho de 2018 - 17:49

Acho que esse filme me fará ir novamente ao cinema. Gosto demais da série para perder essa chance de ver em tela grande.

Responder
Gabriel Carvalho 25 de julho de 2018 - 18:44

Esse filme tem que ver e rever para absorver toda a grandiosidade em tela.

Responder
Leonardo Lima 25 de julho de 2018 - 17:02

Missão: Impossível – Efeito Bigode!

Responder
Teco Sodre 25 de julho de 2018 - 14:08

IMPOSSÍVEL RESISTIR!

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:44

Todos os trocadilhos com a palavra impossível são impossíveis de não serem apreciados.

Responder
márcio xavier 25 de julho de 2018 - 13:08

O cara nunca decepciona. Incrível como a franquia consegue se reinventar, mesmo sendo sempre aparentemente igual. Já tava com hype imenso só pela luta do Henry Bigode Cavill com o Tom, agora então..

Responder
Fabricio 25 de julho de 2018 - 12:43

Já estava no maior hype pra assistir esse filme, agora então, depois de ler essa critica, e ver essa nota…

Responder
Gabriel Carvalho 25 de julho de 2018 - 12:15

Vim até aqui comentar no meu próprio texto porque esse filme é muito bom e só queria reafirmar isso mesmo.

Responder
planocritico 25 de julho de 2018 - 12:59

Melhor franquia de ação da atualidade ou você ainda prefere a sua favorita de todos os tempos, Velozes e Furiosos?

HAHAHAHAHAHAHAHAAH

Abs,
Ritter

Responder
Gabriel Carvalho 26 de julho de 2018 - 01:18

Ai não, chefe. A realidade é que Missão: Impossível merece o bilhão que Velozes e Furiosos sempre tem. Os chineses têm que fazer isso acontecer.

Responder
Luiz Santiago 25 de julho de 2018 - 12:14

“contém o impossível” hahahahahahahahaha adorei!

Responder
Gabriel Carvalho 25 de julho de 2018 - 12:16

Percebi que não usei tantos impossíveis no texto, então a alternativa surgiu hehe

Responder
Luiz Santiago 25 de julho de 2018 - 12:21

A impossibilidade do impossivelmente impossível.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais