Crítica | Monstro do Pântano (Swamp Thing) – 1X08: Long Walk Home

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  • Há SPOILERS. Leia aqui as críticas dos outros episódios. E aqui as críticas dos quadrinhos do Monstro do Pântano.

De certa forma estamos aqui no mesmo patamar que estivemos em Brilliant Disguise. A diferença é que o “andamento” da história só acontece de fato na segunda metade do presente episódio, quando o Monstro do Pântano, enfim, entra na jogada. Na primeira parte, uma longa caminhada de Avery toma lugar da narrativa, ao lado de cenas com Abby em Atlanta, um ponto de realidade e ligação orgânica do trabalho dela com toda a essa saga que, para ser muito sincero, veio tarde demais. Depois de uma ligação tão grande com a cidade, com o pântano, com Alec, etc., parece muito estranho vê-la agora em outro ambiente. Se era para expandir esse aspecto profissional, isso deveria ter vindo antes de um estabelecimento maior da personagem em Marais. Agora, a coisa parece estranha demais, até meio sem sentido na história — embora a gente saiba que a motivação tem sentido sim.

E não é só isso. O afastamento de Harlan por todo esse tempo também cobrou o seu preço aqui em Long Walk Home, repetindo o mesmo problema do deslocamento de Abby para uma nova cidade. O personagem passou tempo demais fora de tela para que o público se importe com ele agora, e sua presença só não é insuportável porque isoladamente suas cenas são boas, mesmo que no todo também pareça fora de hora, mal encaixado. Diante disso, ficamos até indiferentes em relação às boas conquistas do episódio, como a sempre bacana fotografia e até mesmo a direção, pelo menos nesses blocos citados.

A diferença positiva vem, como já comentado, na segunda parte do enredo. Ela segue explorando todos os bons ingredientes da mitologia do Monstro do Pântano e flertando com a era de Alan Moore à frente do personagem, dando-nos o início do que acontece entre o final de Pontas Soltas e ao longo de Lição de Anatomia, revista que marca a verdadeira revolução para o Musguento e que creio ser o verdadeiro foco da série no próximo episódio, já que o Finale certamente estará dedicado à batalha contra as forças da escuridão que hoje vivem e ganham cada vez maiores formas no pântano.

Atrelada à discussão de Alec com Avery (a sequência na cabana é excelente!) temos o destino dos personagens em torno, envolvendo o futuro Homem Florônico, Nathan Ellery e o Conclave. A impressão que temos é que as cenas de consequências e contextos foram empurradas para o final da temporada após a reformulação monstruosa que precisaram fazer, comprometendo o aproveitamento das coisas mais legais que a série oferece. Basta ver como a atmosfera muda quando o roteiro começa a falar do Verde, do Podre e quando o Monstro do Pântano está em cena. Se a carruagem andar conforme prometido, o próximo episódio concluíra essa busca e as explicações finais para o Pantanoso devem ser dadas. Se houvesse uma Segunda Temporada, já seria seguro afirmar que se basearia na jornada de aprendizado do uso de seus poderes, tal qual acontece nos quadrinhos…

Monstro do Pântano (Swamp Thing) – 1X08: Long Walk Home — EUA, 19 de julho de 2019
Direção: E.L. Katz
Roteiro: Doris Egan
Elenco: Crystal Reed, Derek Mears, Henderson Wade, Jennifer Beals, Will Patton, Kevin Durand, Leonardo Nam, Michael Beach, Steve Wilcox, Adrienne Barbeau, Lydia Chandler, Eli Hannon, Justice Leak, Selena Anduze
Duração: 43 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.