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Crítica | Mulan (2020)

por Iann Jeliel
7804 views (a partir de agosto de 2020)

Os filmes da Disney geralmente correspondem ao contexto em que foram feitos, porque sua lógica criativa depende diretamente das ordens que o mercado cobra. Esse fato não é necessariamente algo ruim. A empresa, ao longo do tempo, principalmente nos anos 90 – na dita “Era da Renascença” – correspondia a essas necessidades sem prejudicar o lado criativo. Pelo contrário, ela estava sendo correspondida justamente pela qualificação de cada nova animação. Ao longo do tempo, várias delas – incluindo Mulan – criaram uma casca icônica, clássica, com uma legião tremenda de admiradores de todas as idades, que na última década – tomada pelo sentimento nostálgico – se tornaram uma demanda imensa para a Disney embarcar sequencialmente na revitalização dessas animações, só que no formato de live-action.

A promessa criativa por trás proposta começou até promissora, chamando diretores autorais como Tim Burton, para dar uma visão nova e moderna a esses clássicos, remodelando alguns ideais ultrapassados – como Malévola faz com A Bela Adormecida – de um modo que ainda conseguisse agradar o fiel público de admiradores dos originais, num contexto mercadológico que cobra por posicionamentos representativos. Apesar de criativamente não terem surgido bons filmes dessa primeira leva de live-actions, a massa abraçou a ideia com força, e então a Disney perceberia que não precisava nem se preocupar com esse caráter autoral: as pessoas realmente queriam a nostalgia fácil. Poder ver seus clássicos de infância novamente nas telonas com os atores que admiram nessa nova geração. E isso ficou comprovado com A Bela e a Fera, pois bastava envelopar de cabo a rabo toda a narrativa da animação em carne humana e digital e a galinha dos ovos de ouro estava encontrada – mais uma não é, fora a Pixar, Marvel e Star Wars na conta.

Esse conforto foi se acumulando cada vez mais em filmes mais protocolares, a ponto de chegar em um O Rei Leão da vida, que nem se dava ao luxo de recontar as histórias encantadoras, mas sim “repassá-las”, seguindo uma check list de artifícios que precisam estar no filme para que o sentimento de nostalgia pudesse ser correspondido para o “fã”. E só. Um exemplo de como essa política preguiçosa de agrado ao fã – e, logo, também ao mercado – foi dominando os pensamentos da empresa acima do lado criativo, quando Star Wars em Os Últimos Jedi, decidiu trazer inovações ao universo e uma voz de nova autoridade a ele, a rejeição de PARCELA do público foi suficiente para fazer a empresa recuar e recrutar J.J Abrams para “corrigir” e fazer a saga seguir um caminho de agrado geral aos “fãs”. Assim surgiu A Ascensão Skywalker, que, na melhor das analises, é um filme “fácil” e divertidinho; na pior, corresponde exatamente a O Rei Leão, um filme que não conta sua história, mas a repassa seguindo tudo que o “fã” quer.

Infelizmente, fiz todo esse rodeio para dizer que o live-action de Mulan se encaixa exatamente no mesmo conceito: um “filme” sem qualquer decisão criativa que não esteja ligada a uma intenção corporativa covarde e protocolar para fazer as médias com o maior número de público possível. Portanto, para ser justo com o filme, destrincharemos os pormenores seguindo a intenção de cada item da check list – e não é preciso ser muito esperto para evidenciar que o primeiro deles é o agrado ao publico chinês. Veja só, falo agrado no sentido mais forçado possível; aquele agrado enfiado goela abaixo mesmo. Porque bastava o filme seguir com sua ideia de ser mais respeitoso com a lenda original (que falo mais no texto do live-action chinês de 2009), que esse agrado viria automaticamente, mas, claro, isso não podia acontecer porque existem outros pontos a serem encaixados nesse cenário. Pensando nele, isoladamente, temos dois grandes elementos: o chi e a tradição familiar.

A China – pasmem – ainda é um país conservador, por isso todo esse conto de Mulan se torna uma lenda por lá, já que mulheres – segundo o que diz o próprio filme centenas de vezes – devem se calar, ficar em casa e ser submissas ao casamento para formação de uma família liderada e sustentada por “homens-alfa”, que defenderam sua família em batalha. Já o Chi, na mitologia chinesa, é uma energia vital, que criou e permeia todo o universo, atuando como uma ponte entre a realidade material concreta e a espiritual energética. Vejamos, o filme de 1998 não apresenta diretamente esses conceitos mitológicos dentro do lúdico da animação. Eles fazem parte da composição harmônica do universo, para que as decisões que tornariam a personagem lenda não fossem submetidas a um mero acaso do destino. No contexto de tradicionalismo, a ausência de Chi explicitamente traria o discurso de liberdade feminina à história, algo proposto por todas as princesas da era da renascença da Disney.

Esse é um dos elementos que faz parte da acusação dos chineses sobre a ocidentalização de sua história, algo que os incomodava, logo, os conceitos mitológicos precisavam ser expostos e o tradicionalismo, de alguma forma, mantido, para proceder esse agrado. Imaginando essa situação na animação, dá para enxergar o caso amoroso de Mulan e Shang – que numa revisitada passa a sensação de insegurança – como um modo de desviar espertamente desse caminho. O casamento ainda era um princípio buscado, mas agora, num sentido de não-obrigação. Aí entra outra parcela do problema desse live-action. Esta possui dois lados: (1) a cobrança por originalidade vinda de tantos envelopamentos consecutivos e (2) os resquícios da necessidade de deixar a nostalgia para o público que tanto ama a animação não se sentir traído.

Pois bem, o que o filme entende como novidade é apenas a substituição de peças, sem nem pensar direito quais eram a suas funções. Mushu sai para a narrativa entrar, teoricamente, na seriedade, já que a função narrativa dele era essencialmente dar voz a Eddie Murphy e ser o alívio cômico ocidental do filme. Tudo bem, ele é subtraído para retirar o “ocidentalismo”, mas a sua função era humorística, portanto, por que continuar com o humor? Para agradar minimamente a uma parcela do público nostálgico. Assim, a substituição por uma fênix é, literalmente, só para dizer ter algo novo agradável e, ao mesmo tempo, manter-se coerente com a intenção de respeito oriental. Um humor pastelão e deslocado na montagem extremamente apressada e no tom do filme, que busca seriedade, mesmo fingindo amadurecer o discurso do anterior sobre a liberdade feminina; quando na verdade o torna superficial.

Shang é substituído por um qualquer: menos robusto e de masculinamente elegante (o chamado boy ideal) e está no filme apenas para uma mini construção de tensão amorosa que não pode ser correspondida dentro dessa intenção séria, e assim, os dois viram incongruências na chegada da terceira via, a tradicional, que torna esse novo par romântico irreal e limita as intenções de amadurecer o discurso de liberdade feminina, por mirar numa atribuição de honra à família, não por vontade, mas por culpa. A “cereja do bolo” da incongruência está na vilã, estabelecida como feiticeira pela – já óbvia, a essa altura – subversão da interpretação de seu conceito, colocando-a apenas como aquela mulher marginalizada pela cultura e que se torna maléfica. Isso é até um princípio motivacional bom para a personagem, mas quando o espelhamos na jornada de Mulan, terminamos por colocá-la numa posição de aceitação servil, e fica evidente o que vai acontecer com a personagem assim que houver a virada esperada da protagonista.

Quando isso acontece, Mulan desarma-se totalmente e trai a pouca lógica que tinha, tentando equilibrar tantos polos de agrado. A regra do Chi deixa de ser um elemento de valorização cultural e passa a ser um mote preguiçoso para uma jornada de herói clássica que desvirtua completamente a parte que tange modernizar o princípio de força feminina, porque Mulan não conseguiu o que conseguiu por méritos próprios, mas sim por ser “uma escolhida”. Pela preguiça de manter o conceito na base, e por estar lá para agradar o publico chinês, “o escolhido” poderia ser qualquer outro . Isso é culpa da falta de preparo criativo mesmo, e destrinchando outros setores, a falta de músicas, por exemplo, deixa lacunas imensas na narrativa, que é preenchida somente com exposição.

Creio que se assumisse o lado cartunesco, as músicas ajudariam a deixar os ensinamentos mais envolventes e, quem sabe, menos incoerentes no final. Mas não, a aposta era num clima de guerra. Então, quando chegam as cenas de guerra – a única parte em que a diretora Niki Caro tem real culpa – tudo é geograficamente ilógico e dramaticamente sem peso, pois não há desenvolvimento algum dos personagens nas elipses que poderiam ser preenchidas com as músicas, que poderia ter os desenvolvido. A título de exemplo, há uma cena onde a personagem está a quilômetros de distância de uma colina e precisa chegar lá o mais rápido possível. É um trajeto longo. Ela pega o cavalo. Corta. Ela já está no morro fazendo o que deveria. Em outra cena, mais para o final, ela precisa seguir um pássaro, enquanto o pássaro atravessa rapidamente os prédios, com ela escalando e pulando de um em um. O filme vende como se estivessem um na cola do outro.

Fora a total desvalorização das coreografias, com inúmeros, rápidos e bruscos cortes dentro de vários rodopios de câmera – à la James Wan – e câmeras lentas que tornam tudo incompreensível, ao mesmo tempo que perceptível de que não passa de uma emulação. Não há visceralidade, apesar da tentativa de impor uma emergência num clima que só finge ser fúnebre, mas no todo permanece num grau externamente inofensivo. Ou seja, sem consequências reais. Não parece ter nada em jogo (nem na animação isso acontece. Aliás aqui nem se trabalha a tensão dela ser descoberta como homem). O grande clímax que teoricamente se passa num espaço de maior concentração de pessoas, e que deveria usufruir pelo menos dos arquétipos de soldadinhos para passar a sensação de grandiosidade, isola magicamente todo mundo, para focar num embate insosso e sem qualquer tensão.

É aquela velha história: tente agradar todo mundo e acabe não agradando ninguém. O pior é que nesse caso não é nem uma tentativa desesperada ou inconsciente de atirar para todos os lados. É um projeto que tem noção do que quer, que é consciente das funções que tem de cumprir para o mercado chinês, para o mercado americano e até mesmo para o laboratório da crítica (fingindo tentar novidades) que querendo ou não ajuda a convencer mais pessoas a assistirem. Reforço, não é esse meu papel, mas coloco todas essas reflexões além dos problemas do filme, para ao menos acionar um alerta em quem lê sobre as noções de limite do produto criativo. Já é o terceiro blockbuster de peso, com marca e legado grandes da empresa, em sequência, que cai em terreno de quase um anti-cinema. Que pensa somente na necessidade de ter que “contar uma história de tal jeito”, em vez de “contá-la” primeiro. Um cenário preocupante, mas ironicamente castigado pela pandemia. Mulan talvez, nem merecesse estrear mesmo no teatro sagrado.

Mulan (Mulan | EUA-Hong Kong, 2020)
Direção: Niki Caro
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, Elizabeth Martin, Laura Hynek.
Elenco: Yifei Liu, Donnie Yen, Li Gong, Jet Li, Jason Scott Lee, Yoson An, Tzi Ma, Rosalind Chao, Xana Tang, Jun Yu, Chen Tang, Jimmy Wong
Duração: 115 min.

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122 comentários

Diário de Rorschach 26 de outubro de 2020 - 21:40

Impressionante o quanto que esse filme é ruim. Bela crítica, filme horrível, mas é incrível como boa parte da imprensa passa um pano lascado pros filmes da Disney.
Não sei a você, mas eu me senti vendo um filme de Matrix, só que, no oriente, e na época dos imperadores, mas ainda feito no fim da década de 90.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 27 de outubro de 2020 - 14:37

Respeite Matrix hehehe

Falta honestidade as vezes dos críticos, faz parte. Eu geralmente defendo a Disney, principalmente na nova linha de animações, mas, crítico quando necessário (geralmente, nesses live-actions). É tudo uma questão de honestidade mesmo no texto.

Responder
Diário de Rorschach 28 de outubro de 2020 - 10:15

Pô cara, eu respeito, é um dos meus filmes favoritos kkkkk é que não consegui achar um outro exemplo.

Sim sim, pô, o tanto de filme meia boca que tem notas gigantes em grandes sites de médias como o Rotten, é gigantesca.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 2 de novembro de 2020 - 19:05

É um dos meus também! Mas o exemplo fez sentido sim.

Agregadores de um modo geral são um problema por dar essa falsa impressão de uma verdade absoluta. Especialmente o Rotten, que não dá “nota” e sim porcentagem de “bom”. Ou seja, um filme médio, se todo mundo achar médio. Ele é 100%, o que para as pessoas é como se ele fosse perfeito tá ligado? É bem ruim isso.

Responder
Diário de Rorschach 3 de novembro de 2020 - 22:17

Sim cara

Felipe Brandon 13 de outubro de 2020 - 13:03

Mais um filme em que a Disney fingiu estar fazendo algo relativamente atualzado e necessário. Eu odeio quando as empresas tem a faca e o queijo na mão e cortam o braço fora, misericórdia.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 13 de outubro de 2020 - 17:02

Fingiu mesmo. Mas esse fingimento não engana ninguém.

Responder
Iznogoud 2022 17 de setembro de 2020 - 21:55

Disney+ já chegou ao Brasil?

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 22 de setembro de 2020 - 11:44

Em novembro, mas você pode assinar e pagar em dolar, como qualquer um.

Responder
Iznogoud 2022 24 de setembro de 2020 - 19:31

Grato pela gentileza, “qualquer um”

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 26 de setembro de 2020 - 17:02

Ok. Não é bem “qualquer um”, mas você entendeu hahaha

Responder
Marcella Mordaski Córdova 16 de setembro de 2020 - 09:12

Grata pela crítica, resumiu bem os meus sentimentos após esse filme. Fiquei bem decepcionada, o pior é que nem a ‘justificativa’ de favorecer a cultura chinesa pegou, continua americanizado e superficial.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 16 de setembro de 2020 - 22:12

Continua americanizado e agora, superficial, vazio, artificial. Que bom que a crítica te representou, fico feliz que tenha gostado do texto!

Responder
Sussurrador 15 de setembro de 2020 - 21:29

Já não tinha expectativa quando surgiram rumores de um importante personagem do desenho que não ia aparecer nesse filme

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 16 de setembro de 2020 - 01:05

Acredite, essa falta está entre os menores problemas haha

Responder
Sussurrador 15 de setembro de 2020 - 21:29

Já não tinha expectativa quando surgiram rumores de um importante personagem do desenho que não ia aparecer nesse filme

Responder
senaemcena 9 de setembro de 2020 - 10:42

Iann Jeliel é o Pedro de Lara do Plano Crítico.

Ok, realmente Mulan (2020) se vale da nostalgia, mas pense que o PC tem um crítico que reclama de tudo. O cara não gosta de nada. Basta ver as críticas dele nos outros filmes.

Ou então, fazendo a substituição a Guilherme Coral, ele só assiste filme que sabe que não vai gostar pra ser o chato do site.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 9 de setembro de 2020 - 14:41

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA o comentário do ano esse seu.

Recomendo ver minhas críticas reclamonas de Frozen 2, Exterminador do Futuro: O Destino Sombrio, Dois Irmãos, As Panteras, Bons Meninos… Filmes que a crítica passadora de pano defendeu e que eu fui o único corajoso que falar a verdade.

Alias, daqui a alguns dias vai sair artigo meu falando do pior final de série de todos os tempos, aquele que todo mundo ama e defendeu na época, mas que eu não aceito de jeito nenhum ser sequer elogiável hoje. Estou gastando 4600 caracteres por critica de cada temporada só para provar o quão lixo é o final e a série como um todo, porque não aguento mais ver gente falando bem dela.

Dito isso, parabéns por ter descoberto meu disfarce, você é um leitor sagaz e aguçado, que desvendou o mistério com todas as pistas, que nem aquele desenhozinho vagabundo com um cachorro e uma turma, no qual também estou fazendo uma maratona para estragar a infância de todo mundo.

A verdade é que o senhor Luiz Santiago só me aceitou na equipe por que prometi a ele ser o Pedro Lara dessa geração, o agente do caos, do descontrole, aquele que é acionado quando precisa para fazer o circo pegar fogo e veja só, estou conseguindo.

Responder
senaemcena 9 de setembro de 2020 - 10:53

Iann Jeliel é o Pedro de Lara do Plano Critico.

Ou uma comparação mais contemporanea, substitui a funçao de Guilherme Coral. Nada presta pra ele. Acho que ele assiste filme que acredita que não vai gostar pra ser o chato do site.

E não, não estou defendendo Mulan (2020), por que é um filme que definitivamente se vale da nostalgia. Mas é só olhar o historico do critico. É um azedume só.

Responder
Mendigo enchedor de saco. 8 de setembro de 2020 - 17:35

Enfim um site de critica que percebeu que o filme é ruim,Thanks pois a maioria está elogiando.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 8 de setembro de 2020 - 22:54

Nostalgia pesa, tem uma galera defendendo com esse argumento mesmo, e não é a primeira vez.

Responder
Julio Dias 7 de setembro de 2020 - 23:30

Falou tudo….o filme foi muito forçado na minha opniao….totalmente sem emoção…o desenho eh 1000 melhor

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 8 de setembro de 2020 - 22:54

Sim, a impressão é de ser forçado, artificial, sem vida e logo, sem emoção. Fiquemos com a memoria afetiva do desenho.

Responder
Matheus Jornalista 6 de setembro de 2020 - 20:02

Deu muita vergonha alheia quando aquela aranha surgiu naquela mesa sendo que o local onde elas estavam parecia muito limpo. Também me decepcionei com o filme e concordo com as suas colocações. É muito triste porque em nenhum momento há uma cena poderosa nessa versão, tudo é muito sem vida e genérico. Os diálogos desse filme são horríveis, quem escreveu esse roteiro deveria sentir vergonha kkkk.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 22:38

Concordo, sem vida mesmo. Essa ceninha da aranha foi quando percebi que não ia da bom.

Responder
Ruqui 6 de setembro de 2020 - 14:19

Esse ano a China fez também sua nova versão de Mulan. Chama-se Matchless Mulan. Só pelas poucas cenas que vi já vale mais a pena que esse da Disney. Não foi lançada ainda no ocidente, mas… é possível encontrar completo com legendas no youtube hehe
o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=NhJ3uyHzrGE

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 15:54

A China na verdade lançou 3 Mulans nesse ano, esse foi o que mais teve destaque. Não sei se pretendo assisti-los, estou analisando ainda.

Responder
Ruqui 6 de setembro de 2020 - 17:36

Olha… esse parece uma colagem de videoclipes (influência de Zack Snyder na China? Não apenas esteticamente…), mas o saldo pra mim foi menos ruim que esse da Disney. No entanto, também acho difícil considerar esse bom rsrsrs

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 22:38

Não duvido. Até o de 2009 tem umas influencias de Snyder em algum nível. Talvez eu vejo, talvez não, veremos os próximos capitulos.

Responder
Ruqui 8 de setembro de 2020 - 01:15

Aliás, apenas uma correção por ter visto agora que me enganei: esse trailer que postei não é de Matchless Mulan, que vi. É do tal outro terceiro filme, que ainda não foi lançado (eu acho).

Iann Jeliel Pinto Lima 8 de setembro de 2020 - 22:54

É Mulan demais e qualidade de menos hahaha

dave120 26 de setembro de 2020 - 17:02

MULAN LÉSBICA? QUERO PRA ONTEM!!!!!!!!!

Responder
Lucas Andrade 6 de setembro de 2020 - 08:57

Lendo essa critica e os comentários estou surpreso que ninguém tenha citado o filme de Cinderela de 2015. Esse filme junto com Mogli foram os melhores das adaptações live-action modernas da Disney.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 15:54

Eu acho bem irregular, cai nesse mesmo território de emulação protocolar e sem energia. Mas o Ritter e o Davi por exemplo, gostam, então talvez tenha que rever.

Responder
planocritico 6 de setembro de 2020 - 16:22

Dos live-actions que eu vi – e foram poucos, pois parei em A Bela e a Fera e não quero saber de mais – Cinderela foi o que mais gostei. Mas o @iannjelielpintolima:disqus fala tão bem de Christopher Robin que eu talvez dê uma chance a esse pelo menos.

Abs,
Ritter.

Responder
Ítalo Gabriel 5 de setembro de 2020 - 22:42

Eu costumo ver o índice de aprovação dos críticos só pra ter uma referência do que eles estão falando, mesmo que eu não goste vou entender porque eles gostaram, mesmo que eu goste e eles não, eu vou entender. Mas eu simplesmente não entendo porque a aprovação dos críticos sobre esse filme tá tão alta, talvez agora eu acredite que a Disney compre a crítica kkkkkkkkkkkkk. Falho em direção, falho em roteiro, falho em fotografia, o design de produção é podre de inexpressivo (a cena em que a Mulan se encontra com a bruxa pela primeira vez é ridícula de mal feita na composição dos cenários), as cenas de ação são hilárias de lentas e tão mortas que nem a trilha sonora acredita que possa melhorar aquilo (Harry Gregson-Williams em mais um trabalho da sua já extensa lista de trilhas medíocres). Até o elenco vai se desgastando conforme o filme avança.

Eu dificilmente chamo um filme de lixo porque é muita gente envolvida pra reduzir um trabalho com tanta gente a isso e não vai ser hoje que eu vou fazer, apesar da vontade, só digo que perto disso Aladdin (2019) merece o OSCAR. Parece que nenhum dos profissionais aqui tinham vontade de fazer esse filme da certo, nem os produtores e nem a equipe criativa.

PS: Esse filme custou 200 milhões e até agora eu to procurando onde carai que eles investiram isso tudo. Pelo conjunto da obra eu diria que tinha custado uns 90 milhões e olhe lá.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 10:23

Pior que nessa de agradar todo mundo que falo muito no texto, a crítica geral acaba passando um pano… mas a verdade é que nem equipe criativa esse filme tinha, é um filme completamente submisso a desejos corporativos e por isso é tão sem vida, dá pena do elenco que está comprometido mais do que o próprio filme.

Acredito que o filme tenha realmente custado 200 milhões, mas se duvidar, foram gastos também só porque tinha que gastar e gerar marketing, enfim…

Responder
Barry, o Lanterna 5 de setembro de 2020 - 20:18

Eu acho que daria um 3.5 e deixou-me com sentimentos bem confusos. Eu não me importei muito com as mudanças, mas acho que foram mal trabalhadas, como por exemplo a fénix que só ficava voando o tempo todo e não fazia nada de especial – só serviu para aquela cena bonita em que a Mulan sobe ao telhado e a fénix abre as asas atrás dela – e a bruxa até é uma adição interessante já que basicamente é uma ‘Mulan que deu errado’ por não ter sido aceite, mas aquela redenção súbita foi um bocado meh, para nem falar do fim dela… Acho que poderiam ter trabalhado um pouco melhor esse aspeto (e já que a própria bruxa disse que a Mulan era como ela por causa do Chi ser forte e tal, não poderiamos ter tido Mulan transformar-se na fénix, tal como a bruxa faz? Acho que seria um bocado exagerado mas até podia ser interessante)

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 10:23

Concordo com o que fala, alias seria uma decisão interessante se o filme fizesse essa transformação da fênix, mas sabe porque não faz? Porque não existe fundamento criativo por trás das mudanças, elas só tinham que tá para cumprir uma checklist de agrado e nada mais. Por isso a redenção da bruxa é tão mandrake e mal articulada.

Responder
Barry, o Lanterna 6 de setembro de 2020 - 20:19

Triste verdade infelizmente

Responder
André Lucas 5 de setembro de 2020 - 17:23

Dou uma nota 4,5/5 pro filme, gostei muito mesmo. Antes de assistir coloquei na minha cabeça que iria ser algo completamente diferente da animação e realmente foi (talvez o maior acerto do longa), e embora tenha sentido falta das músicas e do Mushu acho que ficou melhor assim mesmo. Na minha opinião Mulan disputa com Aladdin o título de melhor live action da Disney.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 18:07

Não acho que tenha tanta coisa de diferente não, e as que tem é só por está, não se torna um elemento “novo”. O melhor live-action da Disney é Christopher Robin.

Responder
O Homem do QI200 5 de setembro de 2020 - 21:43

Aí não, Mogli é muito mais brabo que os dois.

Responder
André Lucas 5 de setembro de 2020 - 23:53

não acho mogli lá essas coisas não (exceto em efeitos que é realmente fantástico) mas respeito sua opinião

Responder
Fabricio 5 de setembro de 2020 - 15:11

Acabei de ver o filme. Ok, não é tão ruim quanto eu imaginava ( e previa, ao ler a critica) uma nota 3,5 estaria de bom tamanho, como muitos nos comentários já disseram, pra mim o filme se perde a partir da luta na neve, e realmente me incomodou o fato dela ser a “escolhida do chi”…bem, ainda fico com a animação.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:50

Que bom que curtiu! Pra mim já tava desequilibrado desde o inicio, depois só ladeira abaixo. Ainda prefiro a continuação da DisneyToon a esse haha

Responder
Matheus Felipe 5 de setembro de 2020 - 13:22

Ainda não assisti esse filme, mas já espero uma bomba e com essa crítica, putz, deu até desânimo de assistir rsrs. Dentre os Live Action, acho que pelo menos o Alladin soube garantir melhor a parte autoral com diversas músicas/danças e enredo interessante.

obs : A regra é clara sem Mushu e Grilo = flop.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:11

Haha só modere as expectativas e veja se tem interesse, a crítica tem muitos papeis, mas um deles não é definir o que você tem que ver, quem sabe até goste, nunca se sabe.

Falando dos demais live-actions, há que pra mim está bem a frente de todos: Christopher Robin. Depois dê uma chance!

Responder
Matheus Felipe 5 de setembro de 2020 - 15:27

Christopher Robin não assisti ainda, mas me parece na mesma vibe de Paddington 2 e, se for, um sorriso no rosto vai se formar rsrs.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 17:04

É bem nessa vibe mesmo!

Responder
André Lucas 5 de setembro de 2020 - 17:23

Dou uma nota 4,5/5 pro filme, gostei muito mesmo. Antes de assistir coloquei na minha cabeça que iria ser algo completamente diferente da animação e realmente foi (talvez o maior acerto do longa), e embora tenha sentido falta das músicas e do Mushu acho que ficou melhor assim mesmo. Na minha opinião Mulan disputa com Aladdin o título de melhor live action da Disney.

Responder
Bernardo Barroso Neto 5 de setembro de 2020 - 12:09

Ainda não vi. Pela critica desanimei

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:11

Modere suas expectativas e veja mesmo assim! A crítica está aqui como um complemento a sua experiencia, você pode ter outros pensamentos completamente diferentes, nunca se sabe. Se ta com vontade, vá fundo irmão!

Responder
O Homem do QI200 5 de setembro de 2020 - 11:44

Acabei de ver o filme e gostei pra caramba, entrei dentro da história, sim me incomodei em partes como os caras usando muito bem a catapulta, mas quando é pra acertar a Mulan, erra e a Bruxa se sacrificando, sendo que antes a Mulan já estava se esquivando das flechas diboa, então pq não iria conseguir nessa hora, ainda mais numa distância muito maior? E na questão técnica, senti algumas cena mal editadas, como a passagem da Mulan por trás da tropa inimiga. Porém, ainda assim, me deliciei com o filme e claro que a nostalgia ajudou bastante. Só seria melhor se houvesse a música “Homem Ser” no filme, pois a cena apropriada para o som tava lá. Dou nota 4,5 e só não dou 5 pq não pude assistir no cinema. Podem me esculhambar à vontade.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:11

Esculhambar pelo que? hahaha

Fico feliz que tenha se envolvido, de verdade, não gosto de falar mal de filme algum, se pudesse queria amar e sentir efeito em todo filme que vejo, infelizmente essa não é uma realidade.

Acho que essa questão nostálgica dura pouco e não funciona mais pra mim, porque não me parece mais natural, parte de um processo criativo bem feito que naturalmente lhe envolve no sentimento, algo que Stranger Things faz muito bem. Essa relação de dependência cria algo bem prejudicial como discuto no texto. Mas no fim, o que importa é sua experiencia, e se ela foi boa eu lhe parabenizo, pode dar a nota que quiser!

Responder
Alisson Fuly da Silva 5 de setembro de 2020 - 08:16

Eu no geral não gosto da Disney, pois ao meu ver ela deixou de ter mérito próprio há muito tempo, 9 em cada 10 filmes que ela lança não prestam e vive dos lucros das sub-empresas como Marvel e Pixar, porém meu irmão adora, e por isso fui “obrigado” a assistir uma leva desses Live-Action nos cinemas, e honestamente não gostei de nenhum, quando anuciaram Mulan, e começaram a sair às notícias eu honestamente comecei a ficar empolgado pois eu acreditei que a Disney teria coragem de lançar algo épico e diferente, mas aí chegou o segundo trailer e ela começou a correr pela parede, e então eu percebi que nada mudou.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:02

Eu vejo a empresa voando nas animações, várias das ultimas delas estão inclusive, entre as minhas favoritas como um todo da empresa (Moana, Zootopia, Frozen 2), a grande questão está nesses live-actions mesmo, que possui muita pressão interna e não tem um controle criativo bem dimensionado (como a Marvel e Pixar tem por exemplo) e o resultado são esses filmes protocolares que buscam mais agradar do que ser um filme que naturalmente agrade.

Responder
planocritico 6 de setembro de 2020 - 16:22

Que isso, meu caro! A Disney se sustenta sozinha de pé, basta vez o tamanho das bilheterias dos filmes animados e live-actions dela. Você pode não gostar desses filmes, mas eles tem rendido rios de dinheiro à empresa. E eu acho as animações dela muito boas, com raras exceções. Não dá para descartar assim uma empresa que literalmente criou o mercado de animações para cinema.

Abs,
Ritter.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 17:45

Perfeito! Concordo demais.

Responder
Alisson Fuly da Silva 12 de setembro de 2020 - 01:02

Poxa Ritter, mas foi isso mesmo que eu quis dizer Rss, o meu “lucro” ali em cima pode ter sido equivocado mesmo, mas eu me referi as próprias produções, não tiro os méritos do “Walt Disney” ou da companhia, mas ao meu ver, pelo menos nos últimos anos tá bem sem graça mesmo, só me lembro de Zootopia e Big Hero de legal, talvez Moana e olhe lá, além dessa política “Semi Monopólio” aí deles que me desagrada, poxa já que possuímos a maior parte do mercado, vamos fazer contratos abusivos com os cinemas, o público apoia mesmo, ou então querer botar mais dedo em propriedades que não são delas como o Homem Aranha por exemplo, fora essa mania de achar que o mundo adulto não existe, tirando propriedades como Alien e outros filmes para maiores do catálogo de Streaming deles, ou impedindo os próprios estúdios de abordarem temas que não sejam só o básico família, enfim como você mesmo disse eu não curto a Disney, desde a infância sempre achei essa visão deles “Chata” e não ia gostar caso ela crescesse mais ainda no mercado, só iria prejudicar o cinema ao meu ver, mas se a maioria do público curte, então quem sou eu pra falar alguma coisa? só não quero que só tenha um “Mulan” desses aí saindo toda semana.

Responder
planocritico 12 de setembro de 2020 - 01:15

Eu entendo. Já inclusive comentei sobre e critiquei a cultura monopolística da empresa aqui (https://www.planocritico.com/plano-historico-20-o-camundongo-e-a-raposa-do-sistema-de-estudio-a-compra-da-fox-pela-disney/), mas ela não é a única. Longe disso, aliás.

E a Disney como um todo tem uma política, não tem jeito. Ela quer olhar o mercado até uma certa faixa etária. Sobre as propriedades adultas, calma que nada está certo sobre isso ainda. Afinal, temos que lembrar que a Marvel começará em breve a publicar HQs do Predador e de Alien, então essas propriedades não estão esquecidas. Mas toda aquisição do tamanho dessa precisa de tempo de maturação e uma compreensão interna sobre o que fazer com cada propriedade.

E sim, vai ter um Mulan por semana. Eu particularmente desgosto profundamente dos live-actions de animações da Disney, mas eles existem. Basta não assisti-los, que é justamente o que faço.

Abs,
Ritter.

Responder
Inominável Ser 5 de setembro de 2020 - 08:16

Inomináveis Saudações, Iann Jeliel!

Essas propostas da Disney de revitalizar seus clássicos acaba se turnando um tremendo tiro no pé. É óbvio que ela nunca fará o que Bill Willingham fez em Fábulas, por exemplo, fazendo dos Sete Anões abusadores sexuais da Branca de Neve quando ficou naquela casa com eles (como visto em As 1001 Noires De Neve). No entanto, recontar de verdade as histórias, sem querer fazer “bonitinho” diante de uma ou outra parcela do público, seria mais espontâneo e autêntico do que bobagens como este desnecessário live action.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:02

Saudações @giovani_coelho_de_souza:disqus!

Concordo demais com o que diz. Um que fez isso de modo natural e ficou esquecido infelizmente, foi Christopher Robin de 2018, que pra mim, representa tudo que esses live-action deveria ser!

Responder
Inominável Ser 6 de setembro de 2020 - 15:38

Conheci Christopher Robin agora, através de sua citação. Vou ver se consigo assistir.

E, na sua opinião, a Disney deveria parar de produzir esses Live Actions?

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 16:12

Cara… eu costumo não ter opiniões radicais do tipo “Tem que acabar esses live-actions porque eu odeio a maioria”. Não. Dificilmente você me verá nesses discursos automáticos ou querendo excluir algo de ser feito, tento ser aberto a literalmente tudo. Mas, é o alerta do meu final do texto, não dá mais para fazer se for sem interesses também criativos, porque isso vai construindo uma bolha de arte feita sob medida de interesses globais, perdendo existencialmente o sentido de ser feita

Responder
Inominável Ser 6 de setembro de 2020 - 16:22

E isso acaba soando como algo sem sentido, atualizar algo sem nenhum tipo de inovação ou releitura. Tenho em mente que a Disney deveria até mesmo tentar não continuar fazendo Live Actions, mas retomar a produção de Animações Tradicionais com recursos contemporâneos. O 3D não me atrai muito, prefiro as produções antigas do estúdio.

Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 17:45

Eu não tenho esse saudosismo com o 2D, e várias das 3D como disse em algum comentário estão entre minhas favoritas do estúdio (Zootopia, Moana, Frozen 2). Sigo concordando contigo, se for pra fazer sem nenhum tipo de releitura, perde o sentido de ser feita.

Inominável Ser 6 de setembro de 2020 - 19:09

E o “agradar” por agradar certa parcela do público é muito incômodo para mim.

Ruqui 5 de setembro de 2020 - 02:12

Sobre as coreografias de luta, ocidental tentando fazer wuxia já mata boa parte do charme. Alguém que fosse grande fã desse gênero, se não pudesse ser um diretor chinês, certamente faria muita diferença, principalmente na sintonia com a narrativa e roteiro.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 17:45

Certamente, mas acho que só uma direção melhor que valorizasse mais a ação em vez de cortes geograficamente confusos, já estava de bom tamanho.

Responder
Here's Johnny 5 de setembro de 2020 - 02:04

Eu estava até que gostando bastante do filme até certo ponto.

Pra ser mais preciso, achava o filme bom até a cena da “morte” da Mulan, até ali era um bom filme que sabia atualizar sua história, colocava boas peças nos lugares, e tinha seus bons momentos, a parte da Mulan subindo a montanha com os baldes de água chegou a me emocionar, mas depois do retorno dela o filme se torna uma bagunça, a Niki Caro filma muito mal as cenas de ação, a citada cena da montanha, me incomodou não só pelo jump cut, mas pelo fato de que antes os caras acertam com a catapulta exatamente nos alvos, mas nessa cena jogam no meio da montanha por algum motivo.

Mas o que mais me decepcionou foi a Bruxa e a fênix. A Bruxa tem uma motivação que realmente parecia ser interessante, o filme poderia ter inserido camadas de complexidade para ela, em determinado momento ela poderia matar o chefe, tomar o exército dele pelo medo, se tornar a grande ameaça, como um contraponto para a Mulan, mas ao invés disso eles preferiram mantê-la submissa e dar aquela redenção mal feita. Já a Fênix poderia ter qualquer relevância narrativa, talvez se unir à Mulan na batalha em um momento que ela demonstrasse grande coragem e precisasse de ajuda, são ideias de clímax que ao menos na minha opinião são bem melhores do que a luta fraca contra o vilão ultra genérico (e sim, o vilão da animação tbm era genérico, mas pelo menos era visualmente e fisicamente ameaçador).

Outra coisa que me incomodou foi a patética cena onde a Caro filma o Gordinho, (que ninguém liga porque esse filme não consegue desenvolver minimamente seus personagens secundários) como se ele estivesse morto, para depois de um segundo ele respirar e todo mundo sorrir aliviado porque todos os personagens principais estavam vivos, essa mulher cortou as músicas do filme sob a desculpa de que ninguém canta na guerra, podia pelo menos ter matado um desses personagens para dar qualquer peso nessa besteira.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 11:25

Sim, concordo muito, é a partir desse momento que o filme começa a desandar mesmo. Mas, o balde de água fria veio mais cedo pra mim, naquela cena da aranha que era pra ser cômica, a partir dali percebi que algo de errado não está certo.

Também me incomodei com isso na cena da avalanche e falta total de senso de localização no resgate ao boy lá que esqueci o nome, cavalo parecia tá surfando na avalanche, loucura total. Acho a cena da escalada boa, mas é aquilo né, foi o “chi” que dá o overpower e não porque ela está sendo construída como uma grande guerreira.

Um facilitador que dá o over quando o roteiro quer, porque creio eu, que naquela flecha que a feiticeira se sacrifica, ela conseguiria desviar ou algo do tipo, um sacrifício inútil e extremamente piegas da maneira como foi feito como bem descreveu. Era pra ser o momento de peso que tanto falta no filme e dentro de uma suposta ideia de contraponto a Mulan, tinha que ser ela mesmo, mas como o filme não cria nada e apenas executa dentro de uma tabelinha, acaba que só piora a situação.

Responder
Here's Johnny 5 de setembro de 2020 - 16:46

Eu também achei essa cena da aranha e essa do cavalo estranhas, fora que essa coisa do Chi de fato tira muito do impacto das conquistas dela, a Mulan do filme original tem toda uma jornada de evolução, aprendendo a se virar com sua determinação e inteligência, essa aqui só precisa aceitar que tem o dom e pronto. Não tem mesmo como defender esse filme.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 18:07

Sim, concordamos. Ter que se esforçar bastante para defender.

Responder
Mendigo enchedor de saco. 8 de setembro de 2020 - 17:51

O vilão da Animação está no filme ele foi renomeado pra Bori Kahn

Responder
Death 5 de setembro de 2020 - 02:04

Eu vendo a nota da critica antes de ler o texto: só acredito lendo.
Eu lendo: não acredito
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk que pena, poderia ter sido um filme grandioso mas não foi, nem sei se vou me dar ao trabalho de assistir ;/

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 09:51

Hahaha eu também fiquei sem acreditar, parecia o Galvão narrando Brasil x Alemanha (e lá vem eles de novo, olha só que ABSURDO) já é a terceira vez em sequência mano, tá complicado.

Mas, nunca irei desrecomendar algo (a não ser The Rain), então assista e tire suas próprias conclusões!

Responder
Gabriel Martins 5 de setembro de 2020 - 00:27

Sobre a questão do histórico de adaptações em live action dos desenhos da Disney, vejo que muitos esquecem de “101 Dálmatas”. Não que fosse uma excelência, mas acredito que como filme cumpriu sua função de resgatar o espírito da animação tradicional e ao mesmo tempo atualizar para a época em que foi filmado.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:37

O histórico recente é ruim em geral, que é quando eles passaram a vir com frequência. Antes disso, os dois 101 dálmatas são muito bons e nesse meio, salva Mogli e principalmente Christopher Robin, que é lindíssimo.

Responder
Herbert Engels 4 de setembro de 2020 - 23:43

Resumindo em uma palavra: seguro.

Disney tentando dar lição de moral sobre o feminismo parece a minha mãe tentando ser deslocada na Instagram.
Mesmo sendo meia hora maior que a animação esse também é um dos filmes mais apressados que eu já vi. A edição por vezes é caótica e simplesmente não há construção de cena. Saímos dos vilões para Mulan (adulta) cavalgando, para outro segmento num estralar de dedos, e todas cenas subnutridas de uma boa orientação cênica. Tudo é burocrático. Câmera, atuações, música.
O maior problema do filme entretanto talvez seja muito bem denotado na falta de carisma e desenvolvimento dos personagens. NÃO HÁ PERSONALIDADE.
No filme original você tinha humor, personagens secundários espetaculares, momentos icônicos (Mulan cortando o cabelo/vestindo o uniforme, o desastre da entrevista de casamento -que aqui sai de uma piada metafísica envolvendo pintura para dar lugar a Mulan pegando talheres no ar com… kung-fu 🙄).
E me perdoe quem achar essa nova adaptação feminista, mas diferente do original (esse sim um ode a mulher forte) Mulan não passa por todo um treinamento de auto descoberta física para encontrar uma força interna que nunca sonhou em ter, aqui ela ja nasce FODONA. Com seu Chi interno canalizado desde de criança, pronta para caçar galinhas em telhados dando seus saltos fakes enquanto faz pose brega de artes marciais.
ISSO não é ser feminista. É apenas o lado corporativista da Disney tentando criar uma nova modalidade de venda que começou lá em Star Wars, passou para Capitã Marvel e Toy Story 4 e chegou, sem alma nenhuma, em uma das maiores heroínas da história do cinema.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Esse resumo foi pro meu texto ou filme? Se foi pro meu texto valeu!

Cara no mais seu comentário compactou tudo que disse no texto e que eu deixei mais implícito para não estragar a experiência dos outros, mas concordo com tudo, tudo mesmo.

Aliás vai só uma observação, eu nem acho que essa falta de personalidade é culpa de ninguém do filme, existe empenho da protagonista por exemplo, mas a falta de personalidade dela reflete na falta da criação de ideia do filme como um todo. Um filme que não cria, não consegue ter personalidade. Esse filme não cria, ele precisa colocar determinados elementos por uma demanda e só, aí fica difícil ter personalidade, mesmo que tivesse desenvolvimento dos personagens, sem o “criar”, não dá.

Responder
GUSTAVO silva 4 de setembro de 2020 - 23:27

E eu pensando q esse filme ia trazer algo novo e bom para os filmes live action da Disney. Me enganei lindamente.
E cobrar 50 conto num filme já é ridículo, e num filme ruim?! Ai é demais KKK

Mas eu fiquei chocado quando eu li o “Muito ruim” kkkk eu fiquei “não acredito”, ai eu fui ler a crítica né… E eu fiquei “ainda não acredito”.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Minhas expectativas eram exatamente essas também, pelo trailer tinha certeza que algo novo sairia, fomos tapeados (eu pela última vez).

Lembrando que não é 50 conto e sim DOLARES, o que é aproximadamente 27193849292 reais e sim, pra filme ruim.

Veja pelo lado bom, a Disney foi castigada pela pandemia.

Responder
planocritico 5 de setembro de 2020 - 03:51

São 30 dólares. Cada ingresso em sessão BARATA nos EUA custa algo como 8 dólares. Uma família de 4 – digamos, o padrão – gastaria 32 dólares só de ingresso nessas sessões baratas. Fora transporte, fora comida. Claro, não é a telona e não é o som do cinema, mas o preço, em dólares, sem converter para reais, para uma família média que pode chamar amigos e agregados para ver (e mais de uma vez se gostarem), diminuindo o preço per capita para bem abaixo de 8 não é tão alto assim. E mesmo assim a conta não vai fechar nem de longe para a Disney.

Abs,
Ritter.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 09:51

Sim, eu sei. O plano inicial era 50 dólares depois mudou para 30, o que não deixa de ser menos absurdo, é um preço de um jogo de video-game para um aluguel, bizzaro, fora que tem o preço da assinatura.

Acho é pouco que a conta não feche para eles, e vai ser algo temporário, só nesse período de estreia, já anunciou por exemplo que aqui no Brasil vai chegar sem custo extra. Ou seja, sem parte da bilheteria “internacional”.

Responder
planocritico 5 de setembro de 2020 - 16:29

Na conta que fiz acima, não tem nada de bizarro. No cinema, você compra o ingresso para “alugar” um filme e, mesmo assim, só pode ver uma vez, não pode pausar, não pode escolher seu horário e assim por diante. Há uma troca. Eu sempre preferirei o cinema, mas o lado financeiro, aqui, faz muito sentido e não é nada caro ou fora da curva. Mas claro, estou falando apenas em dólares, para consumidores que pagam em dólares nos EUA. Ao converter para reais pelo dólar de hoje em dia, a coisa desanda.

Abs,
Ritter.

Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 17:04

É bizarro por que você não está vendo no cinema, que faz total diferença. Apesar de ter as opções de pausa, horário e por aí vai, a experiencia da sala sempre será infinitamente superior ao da melhor sala que pode montar na sua casa, pelo menos eu acredito nisso. Olhando a conta, é caro para consumidores que pagam em dólar e surreal quando convertido, acontece que o preço do cinema já é por si só um absurdo por aqui, então quando fica o absurdo do absurdo, é bizarro.

planocritico 5 de setembro de 2020 - 17:23

Foi o que disse: sempre preferirei o cinema. Mas considerando o tanto de gente que vê filme NO CELULAR, diria que isso não importa mais para muita gente.

Sobre o preço, não acho caro mesmo. Como disse, é menos do que o preço de 4 ingressos em sessão barata em cinema nos EUA.

Converter para reais não faz nem sentido, pois esse preço é para os EUA.

Abs,
Ritter.

Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 18:23

É pensando nesse aspecto talvez, mas é uma pena. Pra mim deveria ser o preço de um ou no máximo 2 ingressos para ser um preço justo, 4 é demais haha

planocritico 6 de setembro de 2020 - 16:22

Uma pena MESMO será se essa estratégia der certo (lembre-se que ela foi iniciada mesmo pela Universal com Trolls 2) e lançamentos começarem a migrar para VOD direto ou em poucas semanas depois do cinema. Será o fim da experiência cinematográfica e eu ficarei muito triste…

Abs,
Ritter.

Iann Jeliel Pinto Lima 6 de setembro de 2020 - 17:45

Dá até para fazer um texto sobre isso em algum plano polêmico, é um assunto que tem pano pra manga.

planocritico 6 de setembro de 2020 - 18:59

@iannjelielpintolima:disqus , inspire-se aí para fazer uma espécie de “parte dois” desse Plano Polêmico aqui, agora sob esse novo ponto de vista: https://www.planocritico.com/fora-de-plano-31-o-desprazer-de-ir-ao-cinema/

Abs,
Ritter.

Iann Jeliel Pinto Lima 8 de setembro de 2020 - 22:54

Vou ver se consigo escrever algo!

Criticando Filmes e Séries 4 de setembro de 2020 - 23:02

Pra mim já deu de Live Action. É criar expectativas pra nada. E essas expectativas são automáticas afinal os Originais fizeram parte da nossa história. Triste.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Essa é oficialmente a última vez que crio expectativa pra live-action.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Essa é oficialmente a última vez que crio expectativa pra live-action.

Responder
dave120 4 de setembro de 2020 - 23:02

Velho, essa é uma das POUCAS críticas sensatas que eu vi até agora. Acredito que a Disney voltou a pagar críticos.

O filme é uma CLARA tentativa de glorificar o governo chinês. Além disso, ao tirar todo o lado emocional da personagem eles CAGARAM tanto para a animação quanto para o conto, que a turma do twitter JURA que esse filme se inspira.

As tentativas de parecer um filme Boollywoodyano foram praticamente escancaradas, inclusive se assemelhando várias vezes com Manikarnika. A diferença é que a heroína no outro filme tem um motivo de se orgulhar de suas atitudes.

Não chega nem perto do filme de 2009, quem dirá da animação. É um filme propaganda.

PS: O imperador além de ser retratado como uma figura imponente pra agradar o governo chinês, também era tipo: “lute pelo seu país, não importa o seu gênero nem contra quem você guerreia, guerra é legal! Matei seu pai? Não é problema meu”

PS2: Todo asiático luta kung fu? legal

PS3: E é isso que acontece quando colocam o projeto na mão de uma diretora branca, de roteiristas brancos e executivos brancos (NOVAMENTE!)

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Ahahshshshs certamente os críticos passam bastante a mão na cabeça da Disney por enxergar que seu protocolismo técnico e nesse caso também de ideias, deixa o filme de alguma forma sobre controle de ser “ok”.

Não acho que seja um filme propaganda, se for, como eu disse é de várias, um filme que quer agradar a todos e acaba se contradizendo o tempo todo. Melhor pensar em vertentes separadas, a versão de 2009 é ótima como representação da lenda e a animação ótima como parte daquela fase da Disney.

Adorei os dois primeiros PSs, esse último acho meio nada haver, mas fazer o que.

Responder
Ruqui 5 de setembro de 2020 - 15:11

O poema mais antigo, que não é a versão original porque esta foi perdida, contém uma moral pró-império. A maioria dos filmes chineses também tem uma vibe nacionalista, quando não são omissos, pra não ser sabotada pelo governo. Até aí, “tudo bem”. São artistas trabalhando dentro dos limites tentando entregar o melhor que podem. Enfim, independente dos realizadores serem chapa branca, há uma identidade, características próprias. Percebe-se que há uma tentativa de emular esse cinema nesse Mulan, mas o resultado, pra mim, é como se a diretora e demais realizadores só tivessem captado a superfície. É como, sei lá, um norte-americano tentando fazer filme no Brasil com elenco brasileiro para o público norte-americano sem ter se aprofundado adequadamente. Filmes como Matrix fizeram isso bem porque, no mínimo, as diretoras eram, creio eu, muito fãs do cinema asiático.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 15:50

Ótimas colocações.

Esse aspecto politico nacionalista não me incomoda isoladamente, na construção do filme de 2009 isso até colabora para fortificar a ideia principal, me incomoda nesse, ele se misturar em outras propostas que se antagonizam.

Se antagonizam por falta de senso criativo, ou como disse, uma captura apenas surpeficial das ideias que acabam dispersas e jogadas do filme. De nada tem haver com uma possível falta de conhecimento de uma etnia sobre a outra, alias acredito que a maioria de equipe do filme é composta por asiáticos. E mesmo se não fosse, meu colega Davi Lima por exemplo, falou nos seus textos da trilogia de Kung Fu Panda, como se pode trabalhar harmoniosamente conceitos ocidentais e orientais em um filme, feito teoricamente por outros que nem tem vivencia por lá, mas conhecimento o suficiente para saber brincar com os outros elementos culturais.

Você citou as Wachowski, é um exemplo perfeito, de uma dupla ocidental que usa várias referencias orientais em seus filmes para criar uma linguagem unica.

Responder
Artur Montenegro 4 de setembro de 2020 - 22:53

Meu Deus as cenas de ação são cheias de cortes, fiquei doidinho tentando acompanhar!!! Sinceramente, não esperava muita coisa diante das mudanças. Entretém, dá nostalgia, mas ainda ficou muito aquém da expectativa pequena que tive. Uma pena. Excelente texto!

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:28

Sim, cenas de ação são geograficamente problemáticas, picotadas e confusas. Infelizmente esse efeito de nostalgia já não funciona mais comigo, tive uma experiência completamente apática e tinha ótimas expectativas sobre o filme. Uma pena mesmo.

Responder
Fernando Bezerra Mendonça 4 de setembro de 2020 - 21:18

Os estúdios Disney é uma empresa, visa lucro, não há espaço para falhas pois se erram o prejuízo é certo. Isso explica o porque de todos os filmes serem burocráticos, vide os de super-heróis que seguem o mesmo roteiro seguidamente, só mudam as personagens, ou não, falando de continuações.
Nunca coloquei fé nesse Mulan.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 4 de setembro de 2020 - 22:29

Eu concordo com o que diz, mas não acho que se aplique a todos os casos, especialmente nas animações. Mas Star Wars, os live-actions e vários da Marvel sofrem com essa burocracia, esse está dentre os que mais sofreram. Infelizmente, tinha alguma esperança.

Responder
Diário de Rorschach 4 de setembro de 2020 - 21:02

Hehe, olha só a Disney errando DE NOVO, eu tinha um pressentimento que esse filme não ia vingar kkk.
Curiosidade, por onde viu o filme amigo?

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 5 de setembro de 2020 - 01:09

Disney +.

Responder
Diário de Rorschach 7 de setembro de 2020 - 12:16

Burguês.

Responder
Andressa Gomes 4 de setembro de 2020 - 19:51

Nossa, fiquei surpresa com a crítica_ acabei de ver gente elogiando e fiquei com a pulga da curiosidade_
Sobre a saga de contarem histórias da Disney, o unico que achei divertido e interessante foi Malévola.
Voltando a Mulan, confesso que achei curioso o filme mas ao mesmo tempo um campo delicado, ainda mais quando vi que não estava agradando muito o tal tom sério que queriam dar.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 4 de setembro de 2020 - 21:02

Dessa leva de live-actions, meu favoritos sem duvida alguma é Christopher Robin, os demais apresentam problemas ou por quererem ser nostálgicos demais, ou por forçarem inovações ao não cabiam, esse filme mistura esses dois elementos de forma problemática que fica pior ainda quando tentam conversar. Ai mete o agrado a china e vira tudo uma grande bagunça. Mas enfim, creio que as pessoas no geral não vão desgostar tanto, assim, assista e tire suas conclusões!

Responder
Herbert Engels 4 de setembro de 2020 - 19:04

Uma pergunta. Por que tu acha que crítico americano elogia tanto filmes genéricos?

Primeiro Bill & Ted 3 (não é ruim mas parece que foi feito no início dos anos 2000) e agora esse aqui. A cada dia que passa eu concordo mais com Elliot Alderson “most critics have shitty taste´´.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 4 de setembro de 2020 - 19:51

Acho que todo crítico tem o direito de elogiar o filme que quiser, mas pelo que eu estou vendo, nem todo mundo ta morrendo de amores para o filme não. Acho que nessa proposta de agradar todo mundo o filme deve ter conseguido bastante a média da maioria, provavelmente por isso. Quanto mais inofensivo, melhor fica seu “score” no Rotten, por exemplo.

Responder
O Arrebatado Cartman 4 de setembro de 2020 - 22:29

O problema do Rotten (pra quem leva muito em consideração) é que pra eles é 8 ou 80, uma crítica que coloca um filme na media já é considerada boa.

Responder
planocritico 4 de setembro de 2020 - 23:02

Se a nota é média, quem decide se é “fresh” ou “rotten” é o crítico que escreveu o texto.

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 5 de setembro de 2020 - 00:02

Vc não entendeu o que eu disse, quando vc começa ler as críticas vê que várias apontam muitas defeitos e no fim é atribuído um nota equivalente a bom, não ótimo nem excelente, mas pro site um 7 e um 10 tem o mesmo peso. Um filme bom é diferente de um filme ótimo, mas como bom já é algo minimamente positivo entra na contagem de rotten. Pode acontecer de um filme pegar 100% só com bom.

planocritico 5 de setembro de 2020 - 02:51

Mas aí cabe ao leitor usar do tutano e não aceitar o que está na manchete e entender as regras para relativizá-las. É pedir demais do leitor? Com certeza é, mas paciência. Eu não tenho pena de preguiça e de burrice…

Abs,
Ritter.

O Arrebatado Cartman 5 de setembro de 2020 - 03:37

“leitor” neh, entre aspas mesmo. Tem muita gnt que só ve a porcentagem, não lê as críticas só aquele resuminho do próprio site e que nem sabe que o agregador não é uma porcentagem de notas e sim de quantidade de críticas positivas.
Como o rapaz disse, o filme inofensivo fica com “score” positivo, e tem grandes sites aí que chega a noticiar esse score como se isso fosse um big deal, hj mesmo vi uma notícia sobre The Boys ter quase 100% de aprovação.

planocritico 5 de setembro de 2020 - 04:09

Sim. Assim como tem muita gente que só lê manchete, que só lê Tweet e acha que conhece do assunto que a manchete e o Tweet falam, gente que só lê resumo de livro na Wikipédia para fazer prova na escola e universidade, gente que só “ouve falar” de algo e já sai tirando mil conclusões.

O RT é apenas UMA maneira de se chegar a um consenso e ele tem suas regras. Não concorda, não use como balizador. Há outras maneiras de se fazer o mesmo e a mais importante é o leitor usar a cabeça, pesquisar, ler e assim por diante. Ou, melhor ainda, no caso de filmes (e outras artes), assistir e chegar a sua própria conclusão sem usar a muleta que os outros oferecem. Crítica cinematográfica deveria ser o ponto de partida para debates, para discussões e não algo que o cara só vê as estrelas e pronto, não quer saber de mais nada.

Sei que o mundo não gira assim – e um sinal disso é o sujeito (não é você, eu sei) que está negativando meus comentários… – e sei que talvez eu peça demais, mas, se ninguém começar a pedir mais do que o mínimo, o que teremos é o nivelamento geral por baixo de tudo e qualquer coisa.

Abs,
Ritter.

Wagner 5 de setembro de 2020 - 09:51

Um adendo sobre seu último ponto: o legal que é o mesmo carinha que está aqui há anos criticando esse site obscuro e de nicho.

Iann Jeliel Pinto Lima 4 de setembro de 2020 - 23:53

Sim, exatamente!

Responder
planocritico 4 de setembro de 2020 - 23:02

Bill & Ted 3 é ótimo como os outros dois.

O verdadeiro “shitty taste” é de quem entrega bilheterias milionárias para determinados filmes…

Abs,
Ritter.

Responder
Herbert Engels 4 de setembro de 2020 - 23:53

Se tivessem chamado Edgar Wright ou Phil Lord é Chris Miller, teriam uma obra prima em mãos.
Pra mim só foi um filmezinho ok pra passar a tarde mesmo.
Nada que eu já não tenha vista várias vezes.

Responder
planocritico 5 de setembro de 2020 - 02:51

Como os outros foram.

Abs,
Ritter.

Responder

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