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Crítica | Mulher-Maravilha (Com Spoilers)

por Ritter Fan
756 views (a partir de agosto de 2020)

  • Leiam, aqui, a crítica sem spoilers e, aqui, o Entenda Melhor com referências e easter-eggs do filme.

O filme solo da Mulher-Maravilha carrega pelo menos três ônus nas costas que aumentam sobremaneira e talvez injustamente sua responsabilidade de ser mais do que precisava ser: é o primeiro longa da mais importante super-heroína dos quadrinhos; é apenas o segundo longa de super-heróis a ser dirigido por uma mulher (e de longe o de maior orçamento) e, talvez mais importante ainda, é a derradeira chance da Warner/DC mostrar que seu Universo Cinematográfico pode funcionar além do confinamento sombrio e não muito inspirado a que ficou restrito até agora. Em outras palavras, há muito em jogo em cima do sucesso de bilheteria e de crítica do filme, mais do que é normal se esperar de uma obra assim.

Além disso, depois do massacre crítico a que foram sujeitos Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, os fãs da DC precisavam de algo que levantasse sua moral e auto-estima, combalidas ao ponto de cozinharem as mais estapafúrdias teorias da conspiração anti-DC e pró-Marvel possíveis, como se os críticos cinematográficos fossem a Legião do Mal, sempre minando a Liga da Justiça. E, antes que esses mesmos fãs venham com pedras na mão em razão dessa minha afirmação, apenas olhem em volta e relembrem o furor raivoso com que muitos lidaram com os comentários maciçamente negativos, mesmo quando o crítico era cuidadoso ao abordar primordialmente os aspectos técnicos das citadas obras. A reação enfurecida que descartava o valor dos críticos é, agora, exatamente o contrário (já que a obra foi bem recebida pela crítica), com um amor nunca antes demonstrado pelos mesmos críticos que há meses eram monstros insensíveis e incompetentes, o que só comprova a necessidade que muitos têm de ter sua opinião validada de uma forma ou de outra e a incapacidade de muitos em aceitar, civilizadamente, opiniões contrárias às suas.

Então, foi debaixo desse fogo cruzado intenso e dessa enorme responsabilidade que Mulher-Maravilha estreia mundialmente e, felizmente, em grande parte, o trabalho de Patty Jenkins consegue cumprir suas tarefas com louvor. Se havia dúvidas sobre Gal Gadot como a personagem-título, elas já haviam sido dissipadas em BvS e, agora, são completamente obliteradas. Se havia alguma dúvida sobre a competência de Jenkins por ela ser razoavelmente inexperiente, com apenas um (ótimo) longa no currículo, ela é soterrada aqui. Se havia trepidação sobre mais um filme do Universo Estendido DC perdido em suas ambições inalcançáveis, não há nada a temer. Mulher-Maravilha é o filme que, se não veio trazer um sopro de novidade, definitivamente veio mostrar que uma super-heroína pode carregar seu próprio filme solo facilmente nas mesmas costas que carregam as responsabilidades mencionadas.

A luz

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Mulher-Maravilha é um filme de origem, não há como fugir disso. E, aqui, o roteiro de Allan Heinberg, baseado em argumento dele mesmo e também de Zack Snyder e Jason Fuchs, nos apresenta à Temiscira e às amazonas de maneira irretocável, bebendo da mitologia original da criação de William Moulton Marston, como Diana ter sido “feita” de barro, algo que sua mãe Hipólita (Connie Nielsen), a rainha, diz para ela para evitar abordar elemento que só foi introduzido nos quadrinhos mais recentemente, que transformaram Diana em filha de Zeus nos sensacionais arcos de Brian Azzarello durante os Novos 52. Vemos um paraíso imaculado, povoado unicamente por mulheres vivendo em paz, mas treinando para a guerra. A pequena Diana (Lilly Aspell), deslumbrada com seus pares adultos, quer porque quer ser treinada como guerreira, mas sua mãe a impede, ainda que sua tia, a general Antíope (Robin Wright) desobedeça as ordens e a treine de toda forma.

E, na medida em que já aprendemos sobre o espírito inocente, mas valente da futura Mulher-Maravilha, aprendemos sobre a origem das amazonas por intermédio de um artifício narrativo inteligente que disfarça o didatismo como uma história de ninar para o futuro terceiro vértice da Santíssima Trindade da DC. É assim que somos introduzidos, pela primeira vez, ao conceito dos deuses do Olimpo e da fúria de Ares, o deus da guerra, que acaba com seus pares, sendo derrotado por Zeus que, mortalmente ferido, cria Temiscira, uma ilha protegida do mundo, e as Amazonas como uma forma de manter o vilão em xeque. O que é interessante é notar que, ao mesmo tempo que esse breve momento entre mãe e filha serve para educar o espectador sobre o que seria mostrado ao final da projeção, ele também funciona como uma forma de trabalhar a percepção de mundo por Diana.

Se Temiscira é uma ilha protegida do olhar externo, Diana é uma joia super-protegida por sua mãe, conhecedora, claro, de sua herança genética como filha de Zeus. Ela quer manter sua filha como uma ilha dentro de uma ilha e o resultado disso é uma pureza e uma inocência que são carregadas para Diana adulta, já na forma de Gal Gadot, que interpreta o mundo de maneira literal, sempre lidando com absolutos, sem gradações. Essa forma típica da juventude de percepção de mundo é trabalhada maravilhosamente bem por Gadot, que mantém seu ar de deslumbre com tudo o que vê, com tudo o que aprende, com tudo o que descobre. Ela é a encarnação da pureza e da inocência, da luz mesmo, que nos encanta imediatamente naquele paraíso secreto.

Mas o paraíso está perdido – ou quase – e essa pureza e inocência são ameaçadas com a chegada do espião americano Steve Trevor (Chris Pine), que despenca dos céus na costa da ilha e é salvo por Diana somente para que ela descubra a violência e a morte que o Homem traz consigo: um batalhão alemão, que perseguia Steve, invade Temiscira e, no processo, Diana aprende sobre a morte, sobre a valentia de um estranho e sobre o que ela nasceu para fazer. Com sua tia morta e com a revelação de que o mundo está em guerra, Diana não titubeia em enfrentar sua mãe e, armada com a espada Matadora de Deuses, um escudo, o laço da verdade e uma armadura cerimonial, além da tiara com o símbolo de Antíope, ela parte para o mundo dos homens para achar e matar Ares, que ela tem certeza é o responsável por todo o caos em que as nações se encontravam. A equação é simples: se Ares é o deus da guerra, responsável pela queda dos deuses do Olimpo, então sua morte eliminaria a guerra.

É por isso que é importante entender de verdade a forma insular como Diana foi criada em sua ilha e como o roteiro trabalha bem esse aspecto. Ela não é como as outras amazonas, que viveram a grande guerra liderada por Hipólita. Ela é escudada do conhecimento duro e cru e conhece o mundo em tese, levando a mitologia ao pé da letra. O raciocínio “infantil” que ela tem sobre Ares é a forma pura de se encarar uma situação impossível e isso não retira da personagem sua inteligência e muito menos sua bravura. O filme é, acima de tudo, afinal de contas, a história da perda da inocência de uma jovem mulher que, por acaso, é a Mulher-Maravilha.

Patty Jenkins já mostra personalidade aqui, nesse crucial terço inicial. Ela sabe exatamente o que precisa mostrar e o que precisa esconder, mas nunca trata o espectador como bobalhão, como alguém que nunca tenha ouvido falar da heroina. Sua montagem é delicada, calma, sem arroubos frenéticos mesmo quando lida com a excelente sequência da invasão da ilha. Ao lidar com a ação e com a violência, ela sabe igualmente esconder o que precisa para garantir a universalidade da fita, sem mascarar os horrores da guerra a partir das feições de Diana lidando com um dilúvio de novas informações. O uso da câmera lenta, algo que Jenkins herda de Zack Snyder, não tenho dúvida, é também reservado para os momentos de pancadaria e, mesmo assim, aqueles envolvendo as amazonas. São momentos cirúrgicos que valorizam as sequências e, em sua grande maioria, têm propósito narrativo, como quando vemos – pelo olho de Diana – a morte da primeira amazona.

A paleta de cores da exuberante fotografia de Matthew Jensen (mais conhecido por seu trabalho na TV, mas que foi o responsável pela fotografia de Poder Sem Limites e do mais recente Quarteto Fantástico) é um colírio para olhos que esperavam o peso das escolhas sombrias e azuladas de Snyder. Mas, também, há uma funcionalidade nas cores claras – mas nunca fortes – usadas por Jensen, que é criar o forte contraste funcional com o mergulho na escuridão que Jenkins faz aqui. Na medida em que Diana entra cada vez mais em contato com o mundo real, menos cores, menos claridade o filme passa a ter, em uma escolha óbvia, mas mesmo assim sábia da manipulação da temperatura da projeção que usa a fotografia para comentar estados de espírito, mais do que para apenas emprestar um duvidoso elemento “autoral”.

As sombras

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O par criado imediatamente por Diana e Steve ainda na Ilha Paraíso (a ilha nunca é chamada assim e a Mulher-Maravilha também é sempre somente Diana, mas não há mal algum em tomar essa liberdade, não é mesmo?) é de se aplaudir. Gadot e Pine têm química instantânea e não só porque os dois são jovens e bonitos, mas sim porque eles compartilham uma entrega a seus respectivos personagens. A Diana de Gadot é a inocência pura que deseja mais do que tudo aprender sobre o mundo e Pine é a experiência mundana que deseja mais do que tudo a inocência de Temiscira. São, de certa forma, os proverbiais opostos que se atraem e a atração, aqui, é natural e bem abordada – sem pressa – por Jenkins, ao ponto de certa forma causar genuína tristeza a morte de Steve ao final, ainda que fosse algo realmente necessário dentro da mitologia estabelecida no Universo Estendido DC.

Quando eles partem da ilha para o mundo dos homens, a viagem de descoberta da jovem Diana realmente começa. Sem a proteção de seus pares, ela, agora, precisa viver sua vida independente e, no processo, lidar com o bombardeio sensorial que é esse universo fora do escudo mascarador de Zeus (foi só eu, ou a magia usada ali poderia justificar a existência do ridiculamente mítico “avião invisível” em futura continuação?). Agora, Diana é “apenas” uma mulher em um mundo comandado pelos homens. Um mundo feio, destruído e em constante conflito. Nesse ponto, o roteiro de Heinberg mais do que acerta novamente ao introduzir de vez os elementos cômicos, algo que já havia sido usado nas sequências da “banheira” e do barco entre Steve e Diana. A introdução da simpática Etta (Lucy Davis) na história ajuda bastante nas de certa forma batidas, mas bem utilizadas cenas de escolha de “roupas adequadas” para a guerreira amazona, com uma bem vinda piscadela para a clássica série setentista estrelando Lynda Carter, seguida de uma cena em um beco de Londres que perfeitamente recria sequência equivalente em Superman – O Filme, de Richard Donner. É o legado sendo usado de forma inteligente e não intrusiva para contar uma história.

É em Londres que a história, então, ganha seus contornos finais: Steve e Diana têm suas ideias negadas e eles são proibidos de fazer qualquer coisa contra a Alemanha que possa ameaçar ao armistício. Mesmo com a ajuda de Sir Patrick (David Thewlis), que faz jogo duplo (triplo, pois ele é Ares, claro) como defensor da paz e patrocinador do grupo montado por Trevor, a missão é impossível: ir até uma base alemã atrás das linhas e destruir o gás criado pela Doutora Maura ou Doutora Veneno (Elena Anaya), a mando do beligerante General Ludendorff (Danny Huston).

Nesses aspectos – no grupo de Trevor e nos dois vilões – vemos os primeiros problemas da fita, ainda que eles de certa forma sejam mitigados pelo foco constante em Diana, que agora é “Prince”. Jenkins, ainda mantendo um passo cadenciado e paciente, emprega muito tempo na introdução do otomano Sameer (Said Taghmaoui), do irlandês Charlie (Ewen Bremner) e do nativo americano Chefe (Eugene Brave Rock) dando a entender que eles serão importantes na narrativa. No entanto, ainda que eles funcionem aqui e ali como alívios cômicos e comentário social (o massacre dos indígenas é abordado rapidamente como parte do aprendizado de Diana), eles são, em conjunto ou separadamente, desperdiçados completamente na história. Imaginem o mesmo filme sem esses três personagens e pensem o que mudaria de verdade. A resposta será muito provavelmente um grande “nada” e o colorido que eles agregam não justifica a metragem de celuloide empregada para eles.

No caso dos dois vilões – a Doutora Veneno e o General Ludendorff – eles são rasos como o proverbial pires, praticamente caricaturas vilanescas que são tratados de maneira derivativa pelo roteiro. A Doutora Veneno não tem praticamente função alguma, pois teria sido bem mais honesto simplesmente usar cientistas genéricos de jaleco branco para criar os gases que ela cria. Sua presença na história, assim como os amigos de Trevor, é o equivalente a uma figuração de luxo. Ludendorff, por outro lado, funciona como uma tentativa válida, mas mal executada, de se desviar a atenção sobre a verdadeira identidade de Ares. Jenkins erra ao pesar demais no uso estilo “vilão de James Bond” de Huston, que, talvez consciente de seu papel caricatural, atua como uma panache quase hilária. Por outro lado, ela acerta ao lidar com David Thewlis e seu Ares quando ele é revelado a Diana finalmente na torre da fábrica de gás venenoso (mais sobre isso adiante).

Mas nada tira o brilho da escolha da Primeira Guerra Mundial como pano de fundo para a ação. Ainda que a Mulher-Maravilha dos quadrinhos tenha sido criada durante a Segunda Guerra e que sua famosa série de TV tenha toda a primeira temporada passada durante esse conflito, a lógica do uso do primeiro conflito mundial é perfeita. Não só é o primeiro grande momento destrutivo da História da Humanidade, o que combina com a suspeita inocente de Diana sobre Ares, como também permite o uso da guerra química e de cavalos, o primeiro elemento ajudando a sacramentar o horror da guerra e, o segundo, a permitir uma transição suave – ou quase – entre o que Diana conhece e o que ela tem à disposição nesse novo mundo.

E é nesse cenário de destruição, em plena Terra de Ninguém, que o mais importante momento da obra de Patty Jenkins acontece: o nascimento de uma super-heroína. Poucos momentos em filmes de origem de super-heróis foram tão eficientes em encapsular essa gênese quanto na belíssima sequência da trincheira em que Diana se transforma em Mulher-Maravilha ao largar seu manto, subir a escada e, sozinha, enfrentar o inimigo. Em termos comparativos, seria perfeitamente possível parear o poder dessa sequência com a primeira aparição pública do Superman no filme de Richard Donner, em que o herói salva Lois Lane do helicóptero ou quando Tony Stark sai da caverna com sua Mark I em Homem de Ferro. Falo, aqui, não necessariamente de fidelidade ao material fonte, mas sim de fidelidade espiritual a tudo que os quadrinhos clássicos representam. Diana, de vermelho, dourado e azul, armada apenas de um escudo e uma espada, além de seus braceletes, não titubeia em desviar de sua missão principal e mergulhar de cabeça em um conflito que não é seu, mas que é sim seu. Essa é a essência do herói. E ela está toda aqui, nesses breves minutos que continuam na também ótima sequência de retomada do vilarejo.

A paleta de cores amarela e dourada de Jensen dá lugar, então, ao azul predominantemente, respeitando o horror da guerra que até emudece a vitalidade da armadura de Diana, mas não sua determinação. Vemos um exemplo evidente da funcionalidade da fotografia sombria que pontuei mais acima. O escurecimento é inversamente proporcional à claridade de pensamento de Diana. Quando mais a ela é revelado, menos cor o filme passa a ter, o que evita que sombrio seja sinônimo de “escuro”, como muitos tendem a confundir por aí.

A escuridão

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No terceiro ato, depois que a relação entre Diana e Steve chega a seu ponto algo de forma elegante e discreta, singela mesmo, Patty Jenkins começa a perder o controle de seu filme, colocando-o nos trilhos do convencional e, pior, do genérico. O primeiro sinal disso é a forma como o bombardeio do vilarejo com o gás experimental da Doutora Veneno é tratado. Uma fumaça laranja, um (apenas um) corpo no chão e uma Diana desnorteada, mas não tanto. Tudo aquilo que fora encapsulado na sequência da trincheira se perde aqui.

Mas há uma recuperação de fôlego depois que ela finalmente liquida o general alemão, na certeza de que ele é Ares. Sua frustração vendo que nada mudou logo abre espaço para o surgimento de seu verdadeiro nêmesis, o até então tão solícito e simpático Sir Patrick. O uso das janelas para separar Diana de Ares durante a conversa que eles têm foi uma boa ideia da diretora, que mantém o ar de mistério e ameaça acesos, ainda que, neste ponto, o roteiro de Heinberg exagere no didatismo, não deixando absolutamente nada para dedução do espectador. Essa mania de explicar o óbvio em detalhes excruciantes subestima o público e arrasta o filme que já é longo e cuja duração começa a ser sentida a partir deste ponto.

Diana não precisava que ninguém desenhasse para ela o que está acontecendo, que a lenda de Ares como sendo o único responsável pelas mazelas da humanidade é só isso mesmo: algo conveniente para ser contado por uma mãe super-protetora para sua filha querida. Se consideramos o crescimento da personagem até o ponto em que Ares finalmente se revela, o texto expositivo de Heinberg chega a ser um insulto à inteligência dela e, por tabela, a nossa.

Mas a grande verdade é que estes dois pontos que levantei acima nem são as maiores fraquezas do terceiro ato. O maior pecado do roteiro e da execução de Jenkins é a luta pasteurizada final entre a Mulher-Maravilha e Ares com sua armadura dos quadrinhos. Aqui, a estrutura aventuresca e jovial do filme cede espaço para uma pancadaria entre deuses que simplesmente não combina com tudo o que veio antes. Sim, há uma circularidade lógica nos eventos, mas a forma como o roteiro lida com Ares e o liquida em questão de minutos com explosões, veículos sendo arremessados e um “raio” mágico tirado completamente da cartola coloca o filme perigosamente no território do genérico, do apressado e do formulaico. Não que o resto da estrutura do roteiro não acompanhe a estrutura de outros filmes de origem de super-heróis, pois acompanha em detalhes, sem realmente apresentar nada de novo neste termos. No entanto, Jenkins havia, até aqui, sido bem sucedida em transformar o óbvio, o clichê em um espetáculo para os sentidos, em uma injeção de ânimo no subgênero dos filmes de super-herói que também deve muito à enérgica e mais do que convincente atuação de Gal Gadot.

No entanto, quando tudo ao final se resume a uma escuridão quase que total com troca de socos titânicos em uma montagem abrupta, com planos de milissegundos e uma resolução do tipo “acabou seu tempo, acaba isso aí” embebida em CGI que deixa a desejar, vemos o filme da produtora tomando de assalto o filme da diretora. Vemos o discreto toque pessoal perder força e a linha de produção entrar de sola, subestimando um vilão razoavelmente bem construído e, pior, subestimando a fantástica heroína que a fita estabelece.

Como se isso não bastasse, o roteiro não resiste e dá a Steve Trevor um espaço que ele não precisava ter. Calma que eu explico. A escolha estrutural de Jenkins, nesse tumultuado final é entregar dois finais sucessivos, o primeiro em relação à Trevor e, o segundo, ao conflito divino. Ainda que não houvesse outra solução que não a morte do personagem, ela toma uma enorme porção deste final, quase que efetivamente repartindo o tempo entre ele e Diana. E o filme é de Diana. É, afinal de contas, o primeiro filme solo de uma super-heroína. Os holofotes precisavam estar nela e não – mesmo que momentaneamente – na história secundária. A montagem sucessiva chega a quase criminosamente dar a entender que a Mulher-Maravilha só é o que é em função de Trevor.

A odisseia continua

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Apesar dos pesares, Mulher-Maravilha é o filme que Warner/DC precisava e que os fãs ansiavam e é quase o filme que a septuagenária heroína merecia. Ele estabelece um vislumbre de caminho a ser seguido se o Universo Estendido DC efetivamente quiser desvencilhar-se da pegada equivocada que teve até agora, que correu demasiadamente para criar algo compartilhado que mais parece uma colcha de retalhos costurada de olhos fechados.

Na mesma linha, a mitologia construída aqui, com calma e compassadamente – de certa forma espelhando o filme de origem que vimos em O Homem de Aço – engrandece o todo ao mesmo tempo que dá um passado e uma dimensão aos heróis da DC no cinema. Patty Jenkins e Gal Gadot pavimentam um futuro potencialmente brilhante, mas que, para chegar lá, a produtora precisa de paciência e determinação, evitando agir no afogadilho ou apostando apenas no nome de seus queridos personagens ou no taco de cineastas estabelecidos.

Mulher-Maravilha (Wonder Woman) — EUA, 2017
Direção: Patty Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg (baseado em argumento de Zack Snyder, Allan Heinberg e Jason Fuchs)
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Said Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lucy Davis, Elena Anaya, Lilly Aspell, Lisa Loven Kongsli, Emily Carey
Duração: 141 min.

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155 comentários

Beatriz Lynch 9 de maio de 2020 - 16:35

E, sobre o “resto da equipe da Diana”, eles estão la realmente para serem os alivios comicos do filme, mas se tem algo a se elogiar, são as reaçoes deles na cena da trincheira e da retomada do vilarejo, ja que, apesar de “respeitosos”, eles ainda estavam vendo Diana como uma “mulher normal da epoca” só que com um pouco mais de atitude, e ver as reaçoes deles, percebendo a real importancia dela, é algo que não tem preço. Mas claro, no fim, quem rouba cena são realmente Diana e Steve, não só por serem bem mais importantes, mas pela grande quimica entre os dois.

Responder
planocritico 11 de maio de 2020 - 13:21

Eles são como a claquete, por assim dizer…

Abs,
Ritter.

Responder
Beatriz Lynch 9 de maio de 2020 - 15:08

Otimo filme, até agora é ainda o melhor filme do DCEU (não que seja um grande merito, mas mesmo assim é um bom filme), Gal Gadot se deu muito bem com a personagem, sendo muito carismatica. Chris Pine fez um otimo Steve Trevor tendo uma boa quimica com a Gal, e o resto da “equipe” foi bastante divertida. Gostei da direção da Patty, saindo daquela “formula Snyder” que definitivamente não suporto, Batman vs Superman foi o “fim da picada” pra mim, apesar de que gostaria de ver um o tão falado “Snyder Cut” de Liga da Justiça.

Os dois primeiros atos pra mim são irretocaveis, com o primeiro nos dando uma otima trama mostrando como é a ilha paraiso, as parentes da Diana, a infancia e treinamento dela, como e pq ela saiu da ilha e como conheceu o Steve Trevor.

Mas pra mim, o ponto alto foi o segundo, mostrando a Mulher Maravilha conhecendo o “nosso mundo” e sentindo a dura realidade da guerra. E principalmente a incrivel e emocionante “batalha da trincheira”, que alias, teve uma excelente trilha sonora tambem.

Ja o terceiro ato, confesso que queria que tivesse acabado quando ela matou o “ares”, e que não tivesse o verdadeiro Ares, pois isso deixou o filme um pouco “vazio” na mensagem, pois a ideia de que o mal no mundo não vinha exatamente de deuses e tals, e sim que nós fazemos nossas proprias escolhas e consequentemente erros e acertos, era uma mensagem interessante, e ter um Ares de verdade deixou tão vazio quanto o Batman que não se importa em matar de Batman vs Superman. E tambem isso infelizmente nos deu uma batalha com o selo “longa noite de qualidade”, que pelo menos, nos deu uma ideia de como ela é poderosa (principalmente a quem nâo conhece muito a personagem), mas que poderia ter sido melhor feita, apesar de não ter me incomodado muito.

Ao menos a cena final foi boa ao ponto de nos dar esperanças pra Liga da Justiça tambem ser ao menos bom, mas que infelizmente esteve bem abaixo. Mas repito, Mulher Maravilha é um otimo filme, sendo até hoje o melhor filme do DCEU e ainda o melhor filme solo de uma super heroina, nos dando tambem altas expectativas pro segundo filme ser ainda melhor.

Responder
planocritico 11 de maio de 2020 - 13:21

Concordo sobre sua avaliação geral do filme. Dois primeiros atos muito bons e um terceiro decepcionante. Uma pena terem escolhido esse caminho em um filme que poderia ter sido uma obra-prima.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 18 de outubro de 2017 - 09:16

Um belo filme, tendo a concordar com a ótima crítica em todos os pontos. Vi ontem em HD (cinema não me desce mais) e achei uma obra bem coerente e interessante até quase o final.
Parece mesmo um filme de 150 milhões de dólares até dez minutos do final, quando parece que ele rebaixa para um filme de médio orçamento com apoiadores (tecnologia) genéricos.
Todo o peso da materialidade e da história, tão bem sublinhados pela direção de arte e de pesquisa quase que se perdem naquele final “Batman vs Superman”…cenas noturnas, raios e mais raios (calafrios do Apocalipse que emitia ondas de energia pela boca e pelos olhos), uma bagunça infernal e de uma obviedade e pobreza gritantes.
Se acertassem a batalha final com um pouco mais de paciência, de apuro, e com um toque de efeitos práticos (e de dia!!!), o filme se consagraria, pois uma guerra entre deuses desse quilate mostraria o verdadeiro tamanho de Diana, que está ali, quebrando a cara de bandido muito antes de Bruce nascer, de Ka-el chegar na Terra…etc.
“Homem de Aço” teve sua luta apocalíptica no final, diurna, sem escusas, sem esconderijos da falta de luz…e perdeu-se no filme seguinte. Mulher Maravilha começou mal nesse quesito, mas acertou quase todo o resto…que era o mais difícil.
Valeu!

Responder
planocritico 18 de outubro de 2017 - 14:52

@frmulafinesse:disqus , de maneiras diferentes, concordamos que o final de Mulher-Maravilha parece mesmo outro filme. Foi uma derrapagem em um filme que vinha maravilhosamente (com trocadilho) bem!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 18 de outubro de 2017 - 14:58

Por isso temo por Liga da Justiça…um Cavaleiros do Zodíaco gigante (tá tudo muito videogame).

Responder
planocritico 18 de outubro de 2017 - 15:23

É o meu receio também…

– Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 18 de outubro de 2017 - 15:41

Quando eu comparo as cenas do Tumbler com as do batmóvel digital de B vs S me dá seis tipos de medo…
Quando eu vejo o Mercedes Benz Vision – carro do Bruce – que teve que ser animado digitalmente para apresentar uma simples arrancada em via pública (também digital e com 82 filtros), também antevejo um desastre visual…
Me bate um sentimento trilogia Star Wars digital – rsrsrsrsrsrsrsrsr

planocritico 18 de outubro de 2017 - 16:18

Ihhh, aí realmente a coisa fica pior… Esse excesso de CGI é realmente irritante.

Abs,
Ritter.

Zé Higídio 1 de outubro de 2017 - 23:17

Eu sinceramente achei o filme clichê em certos momentos, ainda não consegui entender por que escalar atores americanos para interpretar os alemães, e também acredito que usaram a fórmula da Marvel para filmes na cara dura, resultando num filme cujo tom nada se assemelha aos seus predecessores na franquia (não que eu tenha gostado destes).
Mas acho que o que realmente importa é a qualidade da produção, a bela fotografia, trilha sonora, cenas de ação bem feitas, bom aproveitamento do momento histórico em que se passa o enredo, boa protagonista, uma bela mensagem sobre a situação das mulheres e ao feminismo (sim, FEMINISMO, e não venham tentar dizer que isso é algo ruim), e principalmente pelo fato de pertencer a uma franquia que só nos tinha entregado filmes medíocres ou lamentáveis. Ou seja, para os padrões desse universo cinematográfico da DC, tá de bom tamanho e até que ficou legal.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2017 - 15:06

@zhigdio:disqus , trata-se de um blockbuster de super-heróis. Clichês são mais do que esperados. Achei muito bom até o confronto final, que enfraquece bastante a história.

Sobre a contratação de alemães para viverem alemães, há toda uma logística por trás que torna mais fácil contratar americanos, especialmente a oferta de atores americanos de médio-escalão, pois os alemães radicados nos EUA normalmente são mais “caros”. Além disso, o objetivo era ter os diálogos todos mesmo em inglês – novamente, mais fácil – então não era essencial ter alemães no papel. Caso contrário, teríamos que ter uma grega para viver a Mulher-Maravilha também, para manter o raciocínio.

Abs,
Ritter.

Responder
Zé Higídio 2 de outubro de 2017 - 15:53

Sua análise é perfeita, mas ainda acho que os diálogos entre personagens alemães ocorrerem em inglês prejudica bastante a coerência do filme.
Mas este filme pelo menos me dá esperanças de uma continuidade de filmes melhores da DC.
Abraços

Responder
planocritico 3 de outubro de 2017 - 16:15

Sim, MM me deu esperanças que os filmes da DC no cinema melhorarão, pois realmente, até esse aí, estavam BEM fracos!

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 29 de agosto de 2017 - 14:42

Esse filme é um sopro de vida no universo Warner-DC, fiquei extremamente feliz por não repetirem o cabo de guerra, ideias da diretora x ideias do estúdio, que resultou em uma colcha de retalhos nos dois filmes anteriores. Outro ponto positivo é tirarem WW do poço sombrio que o Snyder gosta. E como você bem disse, quando WW adota uma paleta de cores mais escura ela tem uma funcionalidade. Concordo com os pontos negativos que você mencionou, mas o que realmente me incomodou foram as cenas de ação. A computação gráfica deixa a desejar em certos momentos, soma-se esse CGI feio, mais o slow motion, fica parecendo uma cena de ação de video game com comandos pré-definidos, onde é só seguir a sequência de botões indicadas. Eu revi o filme pois na primeira vez tive a impressão de que o Steve recebe um espaço excessivo a partir de Londres, não é tanto quanto eu imaginava, mas ainda acho mais do que deveria (principalmente na conclusão do longa), afinal é um filme introdutório, e o primeiro solo de uma heroína nessa nova leva da DC. Ainda assim, é o saldo é muito positivo, tem mais acertos do que erros, e preciso dar crédito a Gadot, não gosto dela, não gostei da escolha, mas ela fez um ótimo trabalho.

Responder
planocritico 29 de agosto de 2017 - 14:56

@ni_forlan:disqus , sim, WW é mesmo esse sopro de vida ao universo estendido DC, que eu ainda não consigo gostar e espero muito de LdJ mude de vez minha cabeça. E concordo com os efeitos. Nas lutas finais especialmente, eles meio que perderam a mão, talvez por pressa, talvez por inabilidade mesmo. Uma pena, pois poderia ter sido perfeito (ou bem próximo disso).

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 3 de julho de 2017 - 22:43

Acabei de ver o filme agora, é um bom filme. So achei estranho a forma como encontraram a ilha escondida das amazonas e os poderes do Ares, sempre soube que Zeus que controlava raios, e algumas cenas de açao da mulher maravilha visualmente ficou meio estranho, e fico indignado num filme de heroi nao ter sangue, tanto da marvel ou da DC, daria 3 estrelas para o filme.

Responder
planocritico 4 de julho de 2017 - 21:15

Não vejo necessidade de sangue não. Nunca entendi como isso pode melhorar ou piorar um filme que não seja algo como Soldado Ryan ou algo que precisa ser realista…

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 4 de julho de 2017 - 22:04

Nao é questao de melhorar ou piorar o filme, so vejo que da mais realidade na historia.

Responder
Iara Baptista Pasta 23 de junho de 2017 - 22:46

Não concordo com a afirmação “um “raio” mágico tirado completamente da cartola”: pra mim ficou evidente que foi presentinho do papai, os raios de Zeus, que até então ela não sabia que tinha ganho. Foi desta forma que interpretei o olhar de compreensão que ela dá ao ver os braceletes cheios de eletricidade e a ação posterior, quando age da mesma forma que, no início, aparece na narração de Hipólita sobre a vitória de Zeus sobre Ares.

Responder
planocritico 24 de junho de 2017 - 01:26

Sim, mas, pelo que Hipólita conta, Zeus atirou um raio em Ares. No filme, Ares é que atira um raio na MM e ela o absorve e joga de volta para Ares e o mata (com um raio apenas que, repito, foi atirado por ele mesmo) quando nem Zeus, que é um deus completo e não semi-deus como MM, conseguiu. Ou seja, ela absorveu e manipulou um raio de Ares em um estalar de dedos e, com ele, matou o tio.

Mas aí você dirá que ela era a Matadora de Deuses e eu vou novamente dizer “sim”. Mas o problema é que foi tudo fácil demais, conveniente demais, como se o roteiro precisasse acabar com a história correndo, pois o tempo tinha acabado. Faltou mais trabalho, mais construção para esse final corrido e exageradamente conveniente.

Mesmo assim, o filme ainda é sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
Kate Bishop 20 de junho de 2017 - 20:46

Fui ver o filme com o coração apertadíssimo – “E se um filme necessário desse fosse só mais um fiasco da DC?”.
Saí do cinema chorando de alegria. Chorando, berrando, tremendo etc..

O filme foi incrível não só pelo óbvio – aqui entraria um discurso levemente feminista, mas nos pouparei porque acho que vocês não entenderiam -, mas porque FINALMENTE CONSEGUIMOS SAIR DO GENÉRICO!!!1}!! (e não, não estou contando com o terceiro ato.)
Um filme de super-heróis decente, firme, direto, completo, lindo, maravilhoso e quem precisa do terceiro ato??? Você precisa? Eu não preciso, então vamos esquecê-lo.

Só sei que serei eternamente suspeita pra falar sobre esse filme.

P.s.: Também sei que vou precisar do sino da vergonha outra vez… :'(

xx

Responder
planocritico 21 de junho de 2017 - 17:16

@agentcartter:disqus , que bom que adorou o filme. E, de fato, pouco importa o terceiro ato no cômputo geral. O filme resgata uma visão mais inocente de filmes de heróis que eu não via desde o Superman de 1978 e aquela sequência da MM andando pela Terra de Ninguém é um momento fenomenal dos filmes de super-heróis.

Agora é esperar que Liga da Justiça não desaponte…

Abs,
Ritter.

Responder
Lenin Pessoto 18 de junho de 2017 - 00:37

Gostei bastante do filme com exceção do já contestado terceiro ato, especialmente no que se refere ao vilão, pra mim Ares foi tão patético como Ronan (Uma pena, são dois ótimos filmes com vilões meia boca). O personagem aparece em uma ou duas cenas, nas quais ele é completamente desnecessário, e no final simplesmente brota do nada e diz “EU SOU ARES”. WTF. Geralmente após a explicação do plot twist as coisas devem fazer sentido (como foi o caso de The Dark Knight Rises), mas em WW o vilão é um personagem totalmente aleatório, sem um pingo de profundidade; a ideia era, sem duvida, fazer uma surpresa, mas foi uma péssima surpresa. sem contar a aparência do vilão, o deus da guerra ser um velho de bigode é extremamente tosco, ainda mais com aquela armadura. Pra mim, o alemão lá é foi bem mais interessante, tirando aquelas pilulas do poder (???). O terceiro ato ainda conta com uma luta mal elaborada, com Ares usando raios do nada “por um momento achei q viria um plot twist falando que na verdade era Zeus que se passou por Ares por isso e aquilo…), com diálogos cheios de clichês tanto por parte da Diana quanto por parte do vilão (sério, que vilão ruim) e com o encerramento a base da força do amor (me poupe).

Ainda assim, daria a mesma nota que você (4/5); afinal foi um ótimo filme, com uma das melhores sequencias de ação de filmes de heróis até hoje (a cena da terra de ninguém em diante), uma atriz que convence, cenas que misturam leveza e humor sem que fique forçado (cof cof Age of Ultron) e acima de tudo, um filme que veio pra mostrar que a DC nos cinemas está viva depois do mediano BvS e do horroroso SS.

PS. Achei bacana uma coisa no vilão. Geralmente filmes americanos fazem de tudo para mostrar que os EUA são os heróis e o resto é vilão; aqui a ideia de fazer o vilão principal ser um americano ao invés do alemão é interessante.

Responder
planocritico 19 de junho de 2017 - 20:19

@leninpessoto:disqus , eu tenho bem menos problemas com a forma como Ares foi apresentado ou com o fato de ele ser mostrado como uma pessoa mais velha (nem todo vilão precisa ser musculoso e de aparência jovem, mesmo um deus), do que como a execução da batalha final, essa sim completamente divorciada de todo o restante do filme e com um CGI aquém a tudo o que fora mostrado.

Abs,
Ritter.

Responder
Alison Cordeiro 16 de junho de 2017 - 22:48

Me parece consenso por aqui que o terceiro ato é fraco, mas ainda assim a construção do filme salva a Mulher-Maravilha e dá esperanças para a DC nas telonas. Gal Gadot está impecável, perfeita para o papel. Minha cena preferida é a Diana “Kent”, voltei décadas no tempo quando era apenas um garotinho esperando ansioso esperando quando seu herói preferido iria voar pela telona pela primeira vez, mas já tinha sido fisgado por um reporter atrapalhado que salvava a mocinha num beco de Metropolis… A homenagem caiu de forma perfeita. Tento imaginar o impacto desse filme para as meninas… sera que marcará como aos garotos do final dos anos 70?

Responder
planocritico 16 de junho de 2017 - 23:00

Essa sua colocação e pergunta ao final é muito interessante.

Olhando exclusivamente para o filme, acredito piamente que WW tem o potencial de ter o mesmo efeito para as meninas que Superman teve para os meninos em 78. No entanto, hoje o mundo é MUITO diferente, mais rápido e, por isso, mais efêmero. O efeito de qualquer coisa desaparece em questão de dias, às vezes horas. Além disso, há um bombardeio de filmes desse sub-gênero por aí. Portanto, o potencial que o filme muito claramente tem acaba ficando meio que diluído diante dessas questões que não dependem dele…

Mas, só o tempo dirá com exatidão!

Abs,
Ritter.

Responder
Maycon Oliveira 14 de junho de 2017 - 18:06

Meus pontos:
Alguém pode me explicar como botes perseguem um avião?
O plot do vilão achei legal, mas ficou meio caricato, overacting…
Não precisava revelar o diálogo final entre Diana e Trevor, aliás queria menos romance.
O CG ficou aquém do esperado, talvez justificado pelo orçamento “apertado”
E eles entraram com muita facilidade no baile.
Fora esses problemas (quase todos no 3º ato) o filme é muito bom, e muito melhor para quem não viu nenhum trailer, por isso faço uma campanha #NãoAssistamTrailers depois do filme assisti os trailes que sairam, eles tinham toda a ação do filme, isso é muito brochante! Mas apesar de gostar do filme ainda não é o filme que eu quero da DC, para mim os heróis da DC são mais inspiradores, justos, éticos, são lideres inspiradores de boas ações, esse filme chega perto mas ainda falta.

Responder
planocritico 14 de junho de 2017 - 18:35

Vamos lá:

1. Botes? Não captei a pergunta…

2. Plot do vilão: o problema foi a luta genérica ao final.

3. Diálogo açucarado: não precisava mesmo…

4. CGI – bem aquém do esperado, mas somente no final.

5. Baile: he, he… Segurança zero ali… E ainda estou querendo entender como é que o Lundendorff abraçou a Diana e não sentiu a discreta espada nas costas dela (e nem como ela se “dobrou” com aquilo nas costas).

6. Trailers são muito chatos mesmo.

7. Heróis da DC inspiradores, justos e éticos? Batman mandou lembranças… Ah, mas o Batman é um herói da DC que tem toda a cara de ser da Marvel, esqueci… HAHHAHAHHHHHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Maycon Oliveira 16 de junho de 2017 - 07:54

1. No começo do filme, quando o avião cai em Temiscira alguns alemães estão atrás do avião de Trevor no meio de uma neblina em mar aberto com botes salva vidas.
7. Não me refiro as merdas que Snyder fez, sim os clásscos, década de 80, Batman a série animada… DC raiz, não esses Nutella.
7.1 “mas o Batman é um herói da DC que tem toda a cara de ser da Marvel” quem defecou pela boca, ao proferir tais absurdos?! foi o Luis? aliás falar que esse filme foi tão bom que parece da Marvel já me dói.
Qual foi melhor Wonder Woman ou Man of Steel?

Responder
planocritico 16 de junho de 2017 - 13:18

1. Ah, saquei. Pelo que entendi, aqueles são os escaleres do navio de guerra alemão que perseguiu Steve Trevor no biplano.

7. Certo. Entendido! E de acordo!

7.1. Isso é o que falo para DCNautas entrarem em parafuso… Relaxe, respire fundo… HAHAHAHAHAHAHAHHAHA

WW, para mim, é melhor que MoS.

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Marques 19 de junho de 2017 - 00:20

7.2 Eu vivi para ler o Ritter falar isso. Agora diz que WW é melhor que MoS3 hahahahaha #caindodeparaquedasmesmo

JJL_ aranha superior 10 de junho de 2017 - 20:48

Eu gostei mais de BvS do que MM. Mas não me entendam mal, MM seria perfeito se não fosse a introdução do vilão (que eu achei meio contraditória e pouco orgânica) e a batalha final.

Responder
planocritico 10 de junho de 2017 - 20:54

Já eu achei BvS um filminho bem do medíocre. MM, para mim, funcionou muito melhor, apesar do desfecho.

Mas você achou a introdução de Ares pouco orgânica? Ele veio sendo introduzido desde a história de “ninar” que Hipólita conta para Diana. Achei bem construída a introdução dele, que reúne a mitologia grega com a história do mundo real fora da ilha.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 10 de junho de 2017 - 21:07

Eu achei estranho o filme todo dizer que a guerra é culpa do homem pra depois revelar que o ares tava mesmo por baixo dos panos, seria melhor se tivessem desenvolvido melhor os vilões terrenos e deixassem o ares pra depois. Ele poderia revelar, em algum momento desse filme, que a muito tempo havia deixado de influenciar os homens porque eles já faziam todo o trabalho, e ao invés de lutar com ela, apenas faria ela ficar em dúvida, tipo um fantasma. Um vilão aparentemente ultimate que só aparece para torturar a heroína psicologicamente seria algo interessante e raro de se ver.

Responder
planocritico 10 de junho de 2017 - 22:05

Eu vi o filme justamente ao contrário. Durante o filme inteiro, que é contado a partir do ponto de vista de Diana, nós acreditamos que a guerra é, pura e simplesmente, em razão de Ares, não do Homem e, ao final, a MM descobre que é em razão do Homem, o que a deixa extremamente despontada e triste. Como Ares deixa claro, ele não fez a guerra, ele apenas a facilitou. Quem escolheu lutar e matar foi o Homem.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 10 de junho de 2017 - 22:49

Desde o começo a Diana foi apresentada como inocente, logo se ela disse que é culpa do ares já está claro que é um engano. No final ele estava mesmo causando a guerra, tornando o impacto do “é culpa dos humanos” ineficiente ou inexistente. Mas não achei a escalação do remo lupin ruim, se fosse uma outra abordagem seria melhor.

planocritico 10 de junho de 2017 - 23:47

Sim, mas o que importa é o ponto de vista pelo qual a história é contada. E, nesse ponto de vista, Ares era o culpado por tudo.

E de forma alguma eu interpreto que, no final, Ares é mesmo o culpado ou causando a guerra. Seria como culpar o fabricante de armas pelas guerras. Ares não fez ninguém começar nada. Só deu ferramentas. Os homens é que começaram as guerras.

– Ritter.

JJL_ aranha superior 11 de junho de 2017 - 00:17

Só que o ares não tava agindo só como fabricador, mas como causador e incentivador.
OFF: gostaria de sugerir críticas do filme sobre meninos e lobos e da hq green valley, que ainda não acabou mas anda bem interessante.

planocritico 11 de junho de 2017 - 02:07

Incentivador sim. Causador não. Isso fica bem claro. O causador da guerra é o Homem.

Sobre suas sugestões, anotamos aqui, obrigado! Particularmente, não conhecia Green Valley, mas pesquisei aqui e parece mesmo bem interessante.

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 11 de junho de 2017 - 14:04

Acho que só incentivar e ter influência já acaba com a idéia de que a culpa era dos humanos. Se ele tivesse tido zero de presença e influência teria sido uma decisão melhor. Ou mostrá-lo apenas como telespectador.

planocritico 11 de junho de 2017 - 14:53

Mas é esse o princípio do Deus judaico-cristão. Ele interfere ou só influencia? Colocar a arma na mão de alguém não significa fazer com que alguém mate o próximo, não é mesmo? Esse é o teste que os humanos têm que passar e, claro, não passam.

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 11 de junho de 2017 - 17:47

O ares não influenciou e interferiu?!

planocritico 11 de junho de 2017 - 17:58

Apenas influenciou. Ele fez o equivalente metafórico ao papel de uma fábrica de armas: ela faz a guerra ou fornece instrumentos que podem ser usados para a guerra? É o Homem que escolhe o que fazer com o conhecimento. A culpa é exclusiva de quem faz a escolha. – Ritter

JJL_ aranha superior 11 de junho de 2017 - 18:36

Então acho que teria ficado mais evidente esse fator da escolha se ele tivesse dito só criou a guerra e depois os homens a trouxeram de volta, e ele ficou só assistindo. Seria mais chocante pra diana.

planocritico 11 de junho de 2017 - 22:23

Ele não criou a guerra. Os Homens criaram a guerra.

O chocante para Diana é justamente entender isso: que a guerra é criação do coração dos Homens e não algo divino, vindo de cima para baixo. É aí que está o horror de tudo e é aí que sua inocência vai para o ralo.

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 00:10

Vou reavaliar essa parte então, talvez o problema tenha sido mesmo a execução.

JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:19

Pronto, cheguei a um consenso comigo mesmo. Colocar o ares pra lutar acabou um pouco com o que poderia ter sido uma resolução mais criativa pra um filme de super-herói, que seria a diana salvar o mundo de uma forma mais pé no chão, ao invés daquela luta exagerada. Isso estava dando muito certo durante boa parte do filme graças a direção da patty, que pegava sequências simples e as tornava espetaculares. Acho que o ares não devia ter lutado, apenas deixado a diana salvar o dia pois sempre haveriam mais guerras, e a presença dela futuramente traria a maior de todas elas. Também seria bacana se ele não estivesse num cargo político, mas tivesse influenciado a decisão do chefe do steve de ajudar a diana. Isso ajudaria a enaltecer o papel dele de influenciador e espectador e de que nem mesmo a bondade do homem é suficiente pra impedir seus objetivos.

planocritico 12 de junho de 2017 - 15:06

Eu concordo com você sobre ele lutar. Não era necessário mesmo e o final poderia ter sido melhor sem aquilo.

Sobre Ares ter um cargo político, especialmente um do lado dos britânicos e que persegue a paz, eu gostei. Funcionou bem para mim.

Abs,
Ritter.

Anônimo 8 de junho de 2017 - 18:59
Responder
planocritico 8 de junho de 2017 - 20:09

Prefiro WW a MoS, mas gosto de MoS também!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 8 de junho de 2017 - 15:57

“…o roteiro não resiste e dá a Steve Trevor um espaço que ele não precisava ter… A montagem sucessiva chega a quase criminosamente dar a entender que a Mulher-Maravilha só é o que é em função de Trevor.”

Sim! Isto me incomodou demais no terceiro ato. Bem mais do que a luta genérica com Ares. Poxa, toda uma construção de uma personagem feminina forte pra no fim ela ser quem é por causa da atitude de um homem.
De qualquer forma, adorei o filme. Praticamente irrepreensível nos dois primeiros atos e, se tem suas falhas no terceiro, nunca deixa de ser, no mínimo, divertido. Eu daria 4,5 estrelas.

Responder
planocritico 8 de junho de 2017 - 20:12

Nesse momento de foco em Trevor eu fiquei bem cabreiro e acho que poderia ter sido resolvido com uma montagem mais precisa. Mas isso não estragou o filme não! Ainda é muito bom.

Abs,
Ritter.

Responder
wil 7 de junho de 2017 - 02:00

eu gostei, na verdade nunca fui fã da MM, e achava que o filme dela seria desnecessário. Mas foi o melhor. Concordo com a resenha. Mas acho que o trevor teve um espaço justo, ela nasceu em função da humanidade, que naquele momento era respresentado pelo trevor. E ela era meio travada com os poderes,a tia mesmo evidenciou isso, e o trevor foi o caminho pra ela destravar. Eu preferia que ela despertasse o poderes salvando a cidade do gás (ou de um ataque do ares mesmo, igual o homem aranha segurando o trem com as teias) e o trevor não morresse. Mas não foi assim.

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 15:43

@disqus_PMZDjUy3f5:disqus , seu comentário sobre ela despertar toda sua raiva e poderes na cidadezinha envenenada é justamente o meu ponto: se fosse ali, a transformação seria exclusivamente dela. Como acabou acontecendo, ela acabou sendo definida por Steve Trevor.

Abs,
Ritter.

Responder
Tiago Lima 7 de junho de 2017 - 01:28

EU TO URRANDO DE EMOÇÃO!!! Por Hera!

Gostei bastante do filme.E como fã da Mulher-Maravilha fiquei bem satisfeito. Fiquei bem feliz em ver que o Laço da Verdade foi bem usado, e mais de uma vez. Tanto como arma como um instrumento para extrair a verdade.

Gostei tbm bastante da animação no tablet da Hipólita. Achei bem bonita e bem acabada.

Mas concordo com a crítica, o filme tem em si suas falhas. Dra Veneno poderia ser mais explorada e ter vertentes mais humanas, do que simplesmente a forma caricata que foi abordada. E poderiam tbm terem explicado a origem de sua cicatriz.

Já sobre Ares eu gostei do plot twit, mas me incomodou a figura em CGI. Seria um recurso interessante se quando ele assumisse sua verdadeira forma, aparecesse um outro ator, um homem grande e de port físico maior mesmo, em vez de usar o CGI e o excesso de close em David Thewlis, que é sem dúvida um excelente ator, mas que devido a idade não possui o tipo avantajado de Ares.

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 15:41

@disqus_EYUuNRKx0g:disqus , eu também gostei do plot twist. Completamente previsível, mas eu gostei. O problema é o que vem depois, com ele se “transformando” em Ares e lutando genericamente contra a MM. Tudo acaba em um raio transpassando o deus. Simples demais. Bobo demais. Destoa do resto do filme.

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 6 de junho de 2017 - 22:27

4 estrelas.

Ao contrário da maioria eu gostei muito do terceiro ato, temos que lembrar que estava acontecendo duas coisas ali, a revelação do Ares e o plano dos soldados alemães. Não tinha como pausar uma coisa pra focar em outra. Em relação ao CGI, não me incomodou, achei ok, mas concordo que destoa do resto do filme.
Aquele grito que ela dá no final é sensacional, poucas vezes vi alguém demonstrar algo assim. Me lembrou o grito que o Harry dá quando vê Sirius Black morrendo, mas nessa cena, cortaram o audio do grito do Harry.

Adorei a forma como abordaram a inocência, não a deixando uma bobalhona, e sim uma curiosa. A única coisa que chegou a me incomodar é que deixaram a personagem assexual, sim eu sei que tinha que focar no romance e talz, mas ficou parecendo que na ilha não existia nenhum tipo de romance antes. Da primeira vez que vi o filme, senti muita falta disso, nem que fosse num dialogo, mas já na segunda vez, vi que tinha várias crianças na sessão, então percebi que até fez sentido tirarem isso. Já tinha tido uma cena de peladeza hahahhahaha.

A Gal está excelentíssima como MM, tanto como Diana, como a guerreira que ela é.
Chris Pine não fica atrás, pra mim é uma pena não poder ver mais esse ator no DCEU.

Em relação aos coadjuvantes, achei que ficaram um pouco rasos demais. Mas sei que tentaram deixar ela no maior foco possível.

A escolha do filme se passar no primeira guerra é muito boa, não sabemos se ela participa da segunda depois ou se estava reclusa de alguma forma na época. Mas é bom pq reforça que a guerra e ódio continua, com Ares ou sem Ares.

No final, jurava que ia terminar com ela segurando a foto já na casa do Bruce, terminado de contara história pra ele. Ou então como o batman empoleirado do lado de fora quando ela sai no final. Muito bom não terem feito nada do tipo, assim o filme funciona sozinho, sem estar ligado demais ao universo.

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 15:39

Bela análise, @hialee:disqus ! O problema do final, além da luta em si que foi bem fraquinha e genérica, foi justamente que os assuntos ou linhas narrativas paravam e eram intercaladas. Faltou uma montagem mais dinâmica.

Mas concordo plenamente com a forma como a inocência de Diana foi tratada. Ela parecia uma criança curiosa. Sobre ela ser “assexuada”, não vi isso como um problema. Acho que sexo (de qualquer natureza) em filme de super-heróis, em geral, fica deslocado e os romances muito cheio de “amorzinho” acaba detraindo do todo. Se você reparar, há um subtexto sexual quando Antíope morre e vem uma amazona correndo e se ajoelha ao lado do corpo dela chorando copiosamente. Acho que basta para deixar clara a ligação entre as mulheres.

Sobre o finalzinho, ainda bem mesmo que não voltaram para algo com o Batman. O filme ficou quase que totalmente independente assim!

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 6 de junho de 2017 - 21:23

Minha única reclamação sobre o filme é o vilão não ser o Ludendorff, achei ruim a explicação e desperdiça a ideia das drogas (tá, pode ser usada no futuro mas foi desperdiçada no filme).

Exagero no final parece ser praxe de filmes de super-herói, nem Logan escapou quanto mais MM.

Tirar os ajudantes do roteiro seria como assistir He-man sem a lição de moral do final…

Depois dos filmes do Raimi eu achei esse o mais parecido com a linguagem dos quadrinhos (até mesmo na forma caricatural dos vilões).

Saudações.

Ps.: Aquela cena da Diana subindo a torre para pegar os artefatos é alguma referência ao Spider-man 1 do Sam Raimi?

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 15:34

@disqus_aWsfwKiIOp:disqus , eu até acho que Ares poderia estar presente, mas o vilão deveria mesmo ser Ludendorff. Ares poderia ficar para um segundo filme.

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 7 de junho de 2017 - 19:23

O que me incomodou não foi exatamente ele não ser o Ares e sim o desperdício do Ludendorff.

Eles poderiam colocar o Ares ainda recuperando seus poderes tendo transferido uma parte para o Ludendorff (por meio de algum artefato e sendo ampliado pela droga), e guardava o verdadeiro Ares para uma continuação. Mas com o que ficou 3 vilões foram “desperdiçados”.

Sauda~çoes.

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 19:51

Isso. Teria sido mais interessante assim.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:23

Também seria uma boa idéia, acho que a patty queria isso.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:22

Não achei logan exagerado, pra mim foi tão simples quanto as cenas no campo de batalha em MM.

Responder
ABC 12 de junho de 2017 - 19:50

É exagerado com relação ao apresentado anteriormente no filme. Até o ato final só tinham batalhas “corporais” e a manifestação de poder do Xavier, no final acontece aquele carnaval de mutantes mirins liberando os mais diversos poderes. Tudo faz sentido na trama, mas houve um exagero no final.

Parece que a equipe pensa: “temos uma verba para efeitos visuais que não pode sobrar”. Aí chega no fim do filme dizem: “pessoal sobrou tanto do orçamento, que loucura vocês querem fazer?”. O mais óbvio caso é o do Deadpool, que deve ter gasto metade do orçamento para fazer aquele navio afundar.

Saudações.

Responder
planocritico 12 de junho de 2017 - 20:24

Eu às vezes acho isso mesmo desses blockbusters…

“Galera, sobrou dinheiro! Vamos explodir mais coisas!”

HAHAHAHAHAHAHAHAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 20:27

Mas é bem pouco e nem mesmo é o principal na cena, sem falar que nem é muito destrutivo.

Responder
Helder Lucas 5 de junho de 2017 - 23:57

Mais uma vez Ritter fazendo críticas que colocam em palavras exatamente o que eu sinto sobre os filmes! Os caminhos pra lá de fáceis, preguiçosos e genéricos tomados no terceiro ato do filme foram realmente de matar! Eu, que estava achando o filme maravilhoso, comecei a me sentir bem idiotizado na minha poltrona. Ainda não consegui superar toda a pieguice grudenta que esse terceiro ato jogou na minha cara, e muito menos que a Diana empoderada dos dois primeiros atos tenha sido o que foi em função de Steve, como o filme deu a entender no desfecho da personagem de Chris Pine.
Sim, mesmo com todo o Primor que Jenkins e a equipe deram para os dois primeiros atos do filme, o terceiro ato do mesmo o transformou, para mim, numa baita decepção; a ponto de esperar que os roteiristas e diretores de Captain Marvel façam um trabalho mais conciso e menos genérico com sua personagem e o filme como um todo.
Repetindo, excelente crítica, Ritter!

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 02:15

Obrigado, @disqus_jUr7q7gAJR:disqus !

O terceiro ato foi mesmo fraco e cheio de problemas, mas o que veio antes foi bom o suficiente para o saldo ser BEM positivo.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Carvalho 5 de junho de 2017 - 19:52

Parece que 2017 está emplacando ótimos filmes de super heróis. Não conheço muito da mitologia da heroína, mas de fato, é um filme muito competente, visto que tem de lidar com diversos ônus, como excelentemente apontado pela crítica.
E em comparação com Homem de Aço (que eu particularmente não gosto muito), o fiasco do Esquadrão Suicida e o mediano BvS, Mulher Maravilha é disparadamente superior. Mas ainda assim conta com problemas básicos que me frustaram bastante.

Aliás, eu li em algum momento na legenda: Ilha Paraíso. Creio que o Steve ou algum personagem comentou que Diana vivia num paraíso de ilha, ou algo do tipo, não me recordo, mas na legenda estava desse jeitinho.

Responder
planocritico 7 de junho de 2017 - 02:12

@disqus_HrYi9xZvdi:disqus , sim. 2017 teve Logan, Guardiões 2 e MM. Está bem bacana mesmo!

E concordo sobre a comparação com os outros filmes da DC. MM é melhor do que eles todos nesse universo compartilhado.

Abs,
Ritter.

Responder
Mau 5 de junho de 2017 - 15:11

BvS – grandalhão CGI no final
Esquadrão Suicida – grandalhão CGI no final
Mulher Maravilha – grandalhão CGI no final
E colocaram o Lupin do Harry Potter, com aquele bigodinho ridículo dentro de uma armadura gigante…ficou ridículo!

Responder
planocritico 5 de junho de 2017 - 15:27

Mas até a armadura ser formada, gostei bastante do Lupin como vilão! Depois ficou genérico e completamente desinteressante, como, aliás, as lutas de BvS e ES também são…

Abs,
Ritter.

Responder
serge 5 de junho de 2017 - 12:51

Gostei do filme,ė um bom fime atė ao 3 ato,que estraga com o cgi exagerado na luta final,e nesse ato ė mais perceptivel que os viloes estao mal desenvolvidos,mas a parte que morre steve trevor ė um dos pontos altos do filme.Ė pena o final que podia ter sido mais emocionante e triste mas a luta final estragou muito.Tambem dava a nota de 4.

Responder
planocritico 5 de junho de 2017 - 15:23

Parecem até dois filmes, tamanha é a diferença do que veio antes comparado com a luta final. Mas, paciência. No final, o saldo ainda foi bem positivo!

Abs,
Ritter.

Responder
Caio Xaua 4 de junho de 2017 - 23:20

Gostei bastante do filme! Disparado o melhor da DC até o momento! Minhas unicas ressalvas são:
– Os efeitos especiais dos movimentos ficaram estranhos, sei lá, muito evidentes
– Como num filme em 2017 ainda fazem os Alemães falarem tudo em inglês?? Pelo amor, fica ridiculo…

Responder
planocritico 5 de junho de 2017 - 00:34

Sobre a língua, eu não vejo muita razão para as pessoas falarem em alemão ou em outra língua que não inglês em um filme americano. O resultado seria a inserção de legendas em inglês apenas e não há uma razão narrativa para isso como, por exemplo, há em Bastardos Inglórios.

Abs,
Ritter.

Responder
thiago 4 de junho de 2017 - 14:01

Ritter deu 4 estrelas , então o Guilherme é marvete msm kkkkk, brinks, vou ver filme hj depois volto pra comentar

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 14:16

@disqus_A7depsGfsg:disqus , he, he. O Marvete de carteirinha sou eu! O @guilhermecoral:disqus é DCNauta, tanto que o herói favorito dele é aquela porcaria do Lanterna Verde… AHAHHAHAHAHAHAAHAHHHAAHHA Vou ser morto agora…

Abs,
Ritter.

Responder
thiago 4 de junho de 2017 - 20:56

Hahahahahahah, vi o filme sem enrolação, empolgante demais, Gal gadot tem uma presença hipnótica , não dá vc so vê essa mulher quando ela tá em cena, pena a falta de cuidado com cgi e o ares q pra mim foram os únicos ponto fracos do filme. Uma história pura de heroísmo e justiça q da gosto de ver no cinema, fiquei bem feliz com esse filme, e ver a minha sobrinha de sete anos dizendo q quer se fantasiar de mulher maravilha foi demais

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 21:09

Muito legal! Mas isso significa que você, como tio, terá que se fantasiar de Ares e apanhar de sua sobrinha… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
thiago 4 de junho de 2017 - 21:21

Vou de mulher maravilha tb. Mulherao da porra hahahah

General Patton 4 de junho de 2017 - 11:58

Mais uma grande critica sua Ritter, parabens, como ja disse antes, sou seu fã haha. Esse filme apresentou tambem uma questao religiosa importante, acho que incluido pelo Snyder, que é cristao fervoroso. Ficou pra mim o questionamento, as pessoas culpam Deus pela maldade do mundo, mas nao param pra pensar, que nao foi ele que conduziu para esse caminho, ele apenas deixa varias escolhas para os humanos seguirem, e infelizmente muitos acabaram por seguir o caminho das sombras

É um grande filme, um dos melhores de origem

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 14:16

Obrigado, @TheBestGeneralInHistory:disqus ! Tem toda razão sobre o aspecto religioso!

Abs,
Ritter.

Responder
General Patton 4 de junho de 2017 - 14:19

E o grande trunfo da obra, e que tem a tematica pesada da guerra, mas mesmo assim temos o trabalho de temas como romance, comedia e aventura. Aquele tom pesado do Nolan é deixado de lado, e ainda bem que fizeram isso

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 15:46

Eu gosto como o lado sombrio é trabalho de forma orgânica no filme. Não tem o estilo mão pesada do Zack Snyder…

Abs,
Ritter.

Responder
Lúcio Oliveira 4 de junho de 2017 - 08:26

O filme é muito bom e realmente peca na luta final. Acho que a batalha de metrópolis de Homem de Aço ficou melhor. A cena da trincheira é linda, como é bom ver um herói sem mimimi. Arrisca a vida e pronto.

Mais alguém sentiu vergonha alheia na risadinha que a Dra. Veneno e o General dão após ele explicar pq jogou a máscara para os Nazistas? rsrs.

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 14:17

A cena da trincheira já é um clássico!

E aquela risadinha REALMENTE foi patética…

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:25

Senti que tudo nesse filme eles tinham que explicar, a cena da risadinha dos dois foi um exemplo.

Responder
Ricardo F. 4 de junho de 2017 - 00:41

Com o perdão do trocadilho, QUE MARAVILHA DE FILME! No final eu já estava tão envolvido que nem me incomodei com a luta “genérica”. Realmente é o filme que, não só a DC, mas o cinema de heróis precisava. Que venham cada vez mais filmes com essas mulheres fodásticas!

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 01:34

@disqus_1Nlg6jAfKA:disqus , está perdoado pelo trocadilho!!! HAHAHHAHAHAHAAHHAHAHHH

Que bom que gostou do filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Roger Jr 3 de junho de 2017 - 23:46

Acabei de voltar da sessão, e a dica que posso dar para quem ainda não foi, é: não vá com a expectativa muito alta.

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 00:07

Não gostou muito?

Abs,
Ritter.

Responder
Roger Jr 4 de junho de 2017 - 00:13

Acho que fui com a expectativa muito alta. Acabei um pouco frustrado. Mas lendo a crítica com spoilers agora, algumas coisas passaram a ter mais sentido. Mas ainda não é o filme que esperava.

Responder
planocritico 4 de junho de 2017 - 00:17

Eu saí feliz pelos primeiros 2/3 do filme e desapontado com o terço final. Poderia ter sido um filme sensacional. Ficou só muito bom. Mas, pelo menos, afastou-se dos outros desapontamentos colossais recentes da DC.

Abs,
Ritter.

Responder
dudup 3 de junho de 2017 - 13:22

O filme tem muitos méritos, muitas escolhas felizes, mas o roteiro não é bom, e isso fica evidente nas cenas dos personagens secundários, especialmente os viloes. Se visto de forma isolada dá pra parabenizar ainda mais a diretora pois conseguiu tirar leite de pedra.

Sem duvidas teria sido um trabalho muito melhor se a produtora não estivesse tão afoita, como se vê na necessidade de ter um clash grandioso com um “monstro CGI” desenvolvido preguiçosamente, mas acho que o maior sintoma é o foco em obter uma censura M/12, a mais baixa o possível. Retirar sem um pouco de gore os horrores de uma 1ª Guerra, do bombardeio de gás da aldeia, os soldados feridos e principalmente a batalha em Temiscira (que tinha tudo pra ser mais visceral que o primeiro combate em 300) foi um desperdício muito grande de material fonte. E acho que outros momentos sutis poderiam ter ajudado na construção de atmosfera não fosse a censura. Doeu os olhos ver as espadas serem tratadas como porrete pelo pessoal do CGI.

O desespero da Warner está comprometendo demais o que sai de seu pipeline: em tempos em que a Fox faz sucesso justamente por fazer o contrário, subindo a censura para poder promover uma narrativa mais fiel e atiçar o público, ela resolve jogar o carteado do clichê. Só que alguém precisa dizer pra eles que a gente só não mexe em time que está ganhando, e ainda não é o caso.

Minha nota está mais pra 3 estrelas pois infelizmente do meio pro fim eu saí com o gosto amargo das produções de super heróis da metade superior da década passada — aquele salto na cena final foi digno de um Demolidor do Ben Affleck, faltou só um Linkin Park de fundo. Mas acho que a Patty Jenkins foi muito competente, especialmente na escolha dos responsáveis por atributos técnicos como casting, figurino, fotografia, etc. Acho que rende até uma indicacaozinha ou outra. E convenhamos, uma baixa acerto do Zack Snyder, que criou os elementos principais que permitiram este filme, incluindo aí o casting da Gal Gadot em BvS.

Mas considerando o material fonte a altíssima propensão que este filme sempre teve para
ser mal executado, e pelo primeiro terço muito divertido e quase impecável, vale a nota 4 🙂

Responder
planocritico 3 de junho de 2017 - 14:49

Bom pontos, @dudup:disqus ! Mas a questão da censura é algo importante para a Warner/DC. Se sobem um pouco, eles acham – talvez acertadamente, não sei – que seu filme terá menos alcance. E não sei se MM precisava mesmo de mais sangue. Certamente precisava de mais intensidade, especialmente na pífia sequência da vila toda morta pelo gás. E, claro, precisava de um desfecho melhor, pois aquela lutinha com CGI ruim foi dose…

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:44

Eu não vi problema em ter sangue, já que no mesmo filme eu vi uma perna decepada.

Responder
cristian 8 de junho de 2017 - 11:37

Muito boa análise, achei exatamente o mesmo, um roteiro tão preocupado em agradar todos de maneira meio infantil que relega a intensidade que os personagens e as situaçoes poderiam ter se eles fossem criveis e realmente importantes. Se não fosse Gal Gadot tão perfeita para o papel o filme seria bem pior, não que seja ruim, é realmente o melhor produto da DC nessa nova fase, mais são tantos filmes de Super Heróis que no fim fica parecendo só mais um…

Responder
planocritico 8 de junho de 2017 - 14:38

Não sei se é infantil propriamente dito. É inocente sem dúvida, mas isso não quer dizer necessariamente infantil. Até porque, para o meu gosto, o Superman de 1978 é o melhor filme de super-herói já feito e ele é BEM MAIS infantil que MM.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:42

Inclusive eu achei bvs melhor que esse por ter sido um diferencial para o gênero na forma como combina as tramas.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de junho de 2017 - 14:40

Cara bons pontos, realmente um sangue a mais não faria mal num filme onde deu pra ver uma perna decepada e a angústia da guerra. O cgi só me incomodou na batalha final porque, diferente das outras cenas, nessa ele foi porcamente utilizado. Eu acho que a warner irá adotar esse estilo narrativo do final e o estilo de violência, pois o filme teve média alta no rotten e lucrou. Isso traz o perigo de que os próximos filmes da dc também tenham conclusões mal trabalhadas e cenas de violência amaciadas desnecessariamente.

Responder
João Marcos 17 de junho de 2017 - 02:38

Totalmente de acordo. Existe, inclusive, um momento em que Diana atravessa o general e o teto embaixo dele com a espada, que continua mais limpa do que nunca.

Responder
planocritico 17 de junho de 2017 - 21:45

Sangue não é determinante. Não acho que essa cena aí ficaria melhor com um jorro de sangue.

Abs,
Ritter.

Responder
JCésar 3 de junho de 2017 - 10:38

FINALMENTE A DC/WARNER ACERTOU!!!
Só por isso já valeu o ingresso. O filme é muito bom, apesar de alguns momentos lentos e um fim meio esticado em demasia.
A crítica técnica é perfeita, explica tudo do filme, o bom e o nem tão bom. Mas discordo que os companheiros de Diana não deveriam aparecer, afinal eles dão o tom da sociedade humana para que a Diana não passe a achar que o mundo é dividido em bem e mal, (isso é algo implícito em todos os filmes desse renascimento da DC, tudo cinza). Não faria sentido sem um indígena contando a razão do povo de Trevor não ser bom, não haveria área cinza sem um irlandês assassino que é um cantor gentil ou um ator que se transforma em contrabandista para viver. Acho que Poison é unicamente para simplificar a cena final da decisão entre ser uma vingadora, (Não no sentido Marvel de ser), e ser uma heroína, (algo mais romântico),não vejo lá muita utilidade nela, a não ser passar a imagem que nem o pior dos males é tão cruel assim. Já o comandante ficou para que simplesmente todo mundo achasse que ele era um ser sobrenatural. A aparição de Ares foi de fato surpreendente, mas por algum motivo perdeu o peso pelo discurso grande demais. Por fim acho que a cena de Steve, (o que não é Rogers), dá um peso legal no filme e um motivo para Diana caminhar para o abismo e sair dele por conta do amor, não se trata de ofuscar e sim dar sentido à crise, pois sem isso ela não tinha qualquer motivo para partir para o tudo ou nada ou mesmo criar qualquer choque emotivo para ter que se decidir entre cair nas trevas e concordar com Ares ou se erguer contra ele e defender uma raça que só sabe guerrear.
A escolha da 1ª Guerra casou bem, afinal se fosse a 2ª seria um cover de Capitão América. E a 1ª Guerra carregava uma ideia de que seria a Guerra definitiva para decidir o futuro da humanidade, não havia um lado bom e um lado mal, (fato que só foi aproveitado ao fim do filme e de forma muito discreta, deveriam fazer com que a sede de Diana fosse na Alemanha para dar um peso mais significativo). A 1ª Guerra carregava a mesma sensação que Diana tinha do mundo, a Guerra era algo fantástico, mas ao se deparar nela era algo terrível. Existia um vilão, mas ao olhar se perto o vilão não era tão mal assim. Coisas do gênero.
Outra coisa interessante é o 3D, muito bem utilizado e realmente existem coisas em 3D e não apenas para evitar pirateamento e aumentar os lucros.
Mas depois dos filmes do Esquadrão, do Superman e BvS, esse é um colírio para os olhos. E digo mais depois do Cavaleiro da Trevas esse é o melhor filme de personagens da DC, (digo a linha principal, já que os filmes da Vertigo são muito melhores). Batman e Superman tinham razão em ficar admirados por ela, afinal ela não esta com nenhum dos dois, https://uploads.disquscdn.com/images/934d4b8e809f6b146401343875ec372557e7eaead62801762f3c4c0915cb8a27.gif
esta bem a frente.

Responder
planocritico 3 de junho de 2017 - 14:52

Belos comentários, @jcsar:disqus ! O problema da equipe, para mim, é que ela não ganha desfecho. Foi usada levemente para dar esse tom de humanidade que eu achei repetitivo, confesso, e então mais nada. É como se tivessem esquecido dela no final.

Já o 3D, ele não afetou o filme para mim, o que já é bom. Não vi função narrativa para ele (como em Hugo, Pina, Caverna dos Sonhos Esquecidos e Gravidade) e, sem isso, ver em 2D já teria mais do que bastado.

Mas sim: FINALMENTE A WARNER/DC ACERTOU!!!

Abs,
Ritter.

Responder
JCésar 6 de junho de 2017 - 12:37

O 3D também é para divertir, mas sei que vc usa óculos, então deve ser terrível.

Responder
planocritico 6 de junho de 2017 - 14:33

Era terrível, mas eu tive que me adaptar. Agora, se eu tenho que ver 3D, eu procuro os cinemas com tecnologia RealD, que é passiva, com lentes maiores e óculos mais leves e uso um clip-on 3D em cima do meu óculos, que resolve quase 100% o problema.

Abs,
Ritter.

Responder
JCésar 8 de junho de 2017 - 05:27

Nem sabia que tinha 3D no cinema que não era passivo.

planocritico 8 de junho de 2017 - 14:56

As redes Kinoplex/Luiz Severiano Ribeiro e UCI (com exceção do IMAX) só usam tecnologia ativa, com óculos menores, lentes mais grossas e com bateria neles.

Abs,
Ritter.

JCésar 9 de junho de 2017 - 02:34

Interessante, nunca tinha visto. Minha mãe tem uma tv assim e é horrível.

planocritico 9 de junho de 2017 - 12:29

Sim, minha TV também tem isso… Usei uma vez só os óculos e eles estão pegando poeira agora…

Abs,
Ritter.

Stella 3 de junho de 2017 - 00:25

Critica sensacional Ritter. Mas eu daria 4 estrelas e meia, Mulher Maravilha mexeu comigo de diversas maneiras, primeiro por ser a primeira grande heroína, sendo muito bem retratada,segundo porque é um filme de super heroína em guerra coisa que adoro. Gostei de Capitão América: O Primeiro Vingador por isso, mas MM conseguiu superar este.

Mesmo que tenha alguns clichês no terceiro ato, pelo discurso de Diana para Ares, e o recurso Deus Ex Machina. Todo o impacto da morte de Trevor, que muitos devem ter lembrado de Steve Rogers na cena do avião no primeiro filme, senti o peso da atuação da Gado.t Foi de cortar o coração a cena.

A sala do cinema, estava cheio de mulheres mais do que homens bem visivelmente, é estranho pois esperava que os homens estivessem dando força também. Pelo visto as mulheres que se empolgaram muito mais, um certo machismo talvez, que tanto falam. Mas que bom que as geeks finalmente podem se sentir representadas como eu me senti.

A cena da trincheira, de Diana indo para batalha como front line, nossa aquilo me impressionou de diversas maneiras, a mulher estava imparável. Uma das melhores cenas de ação de super heróis, que ja vi! A Marvel terá que fazer nada menos que um filme espetacular com a Capitã Marvel, eles ja estão atrasados demais nesse quesito. Então é o minimo, MM para mim está no meu top 5 de melhores filmes. super heróis.Acho que colocarei ela em segundo lugar, perdendo para O Cavaleiro das Trevas, e Homem de Ferro caiu para terceiro lugar.

Responder
planocritico 3 de junho de 2017 - 02:12

Fico muito feliz por você ter gostado tanto do filme, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus ! Eu gostei bastante também, como você viu, mas o final pesou negativamente para mim. Meu filme favorito de super-herói ainda é o Superman de 1978!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 3 de junho de 2017 - 02:19

Eu finalmente posso ver um futuro digno para as heroínas nas telas. Algo que eu só vinha vendo com a Quake em AoS, e um pouco com Jessica Jones. O terceiro ato não pesou tão negativamente para mim, achei o CGI excelente, muitos falaram negativamente, mas não entendem que o estilo da Warner é inspirado em animes, com batalhas colossais alá Dragon Ball e etc.E ficou menos artificial que em BvS.

Quando Diana sai de si, com a morte de Trevor, me arrepiei, ela sai disparada como um trovão, a edição do som, ressaltou bem isto. Gosto bastante de Superman de 1978, mas acredito que por ser mulher nerd, a conexão se tornou mais forte ainda com este filme. E notei mais ainda conversando com mulheres e garotas antes da sessão ( e que nem conhecia), acredito que os poucos homens na sessão se sentiram intimidados por nós kkkkkkkkkkk

Responder
planocritico 3 de junho de 2017 - 02:28

Entendo perfeitamente seu ponto, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus ! E acho ótimo.

Eu impliquei mortalmente com o final, mas tudo que é construído até lá tem GRANDE valor e torna Mulher-Maravilha o melhor filme do Universo Estendido DC e um dos melhores já feitos desse sub-gênero, sem dúvida alguma!

Abs,
Ritter.

Responder
Alcides Faria Costa 6 de junho de 2017 - 19:19

Pra mim entre superman (78), superman 2, Batman (burton), Batman 2 e cavaleiro das trevas não sei dizer qual o melhor. Achei ww ótimo mas não no nível desses q citei. Pra mim tá no nível dos bons filmes da Marvel mesmo

Responder
planocritico 6 de junho de 2017 - 20:09

Eu fico sempre entre Superman de 78 e O Cavaleiro das Trevas no top 2 disparado. O resto é o resto. E sim, WW está no mesmo nível dos bons filmes da Marvel.

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Sette Pinheiro 8 de junho de 2017 - 14:17

Tem lista ranqueada de todos filmes DC no site? Se não voces podiam fazer…. mas ja garantam Cat woman, batniples e SS no top 3.

kkkk

planocritico 8 de junho de 2017 - 14:35

Ainda não temos @leonardosettepinheiro:disqus . Só temos da Marvel e, mesmo assim, apenas do UCM e não geral. Um dia pode ser que façamos, mas é coisa pacas se pegarmos desde o começo do mundo…

Abs,
Ritter.

Teo Thiago 2 de junho de 2017 - 19:48

Apesar de discordar de forma veemente da parte em que você diz que Steve Trevor chega a até ofuscar a MM, lhe dou os parabéns pela sólida e coerente crítica.

Toda vez que entro no Plano Crítico não consigo esquecer que você teceu longos elogios e deu uma nota completamente descabida (para minha crítica, é claro) ao HF3, filme que eu considero ruim do começo ao fim e certamente o pior do Universo Marvel.

Considero o filme da MM o melhor filme de origem de super-herói desde o início do MCU em 2008 (ou, sendo mais razoável, tão bom quanto HF1) e torço para que a DC encontre o caminho do sucesso de público e de crítica, os fãs merecem dois universos sólidos no cinema, só temos a ganhar com isso.

Mais uma vez, meus parabéns ao Ritter e a toda equipe do Plano Crítico.

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 20:24

Obrigado, @teothiago:disqus !

Olha, eu ainda defendo com unhas e dentes HF3! Mas tudo bem que você deteste o filme. Faz parte.

Sobre o melhor filme de origem de super-herói desde 2008, eu ainda prefiro Homem de Ferro, por não ter um terceiro ato tão fraco quanto o da Mulher-Maravilha. Mas o espírito dos dois filmes são até bem parecidos, eu diria, ainda que MM tenha uma densidade maior nessa questão da perda da inocência.

Abs,
Ritter.

Responder
Magnosama 2 de junho de 2017 - 11:02

Gal Gadot é muito mirrada pra viver uma amazona? é.
A MM de GG é muito magrela? é.
Ela devia fazer 2 anos de crossfit antes de fazer o filme? sim.
Mas gente, como não amar essa magreleza? Impossível. GG é uma fofa…

Adorei Mulher Maravilha. Recomendo. 08/10.

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 12:43

Eu acho ela do “tamanho” correto para viver a Mulher-Maravilha. Não gostaria de ver uma lutadora de luta livre fazendo o papel da heroína não…

Abs,
Ritter.

Responder
Magnosama 2 de junho de 2017 - 12:53

Nem eu.

Responder
Leandro Sertanejo 2 de junho de 2017 - 10:45

O filme é realmente belo. Uma imagem excelente. A parte técnica do filme é quase impecável, se não fosse a falta que faz Hans Zimmer no universo DCU de agora para frente. Se ele estivesse presente, seria épico. Se pararmos para pensar, o enredo é muito simples e previsível. A arte aí esta justamente na capacidade de transformar esse enredo que poderia se passar por totalmente clichê, em um filme que consegue transmitir as emoções. Acho porém exagerada a crítica extremamente positiva… Parece que estão querendo compensar a crítica dos filmes passados, pois não é aquele filme cuja história tem conteúdo para permanecer na mente das pessoas por gerações, iguais aos outros que estão com nota acima de 8,5 no IMDB. É um filme ótimo, mas como nada é perfeito, existe um ou outro detalhe que me deixou particularmente desconfortável…. Aquela forçação de barra no final e a quantidade de câmeras lentas com drama e ação juntos, que chega perto do exagero (Como em Esquadrão Suicida). Mas é unanime que ficou diferente de de Homem de Aço e Batman v Superman. Eu, particularmente, ainda prefiro BvS e o estilo do filme do que deste. O que me deixa um pouco preocupado é de saber como vão chocar dois universos tão diferentes no filme da Liga. Ou MM ficará parecendo uma personagem vinda de outro universo, ou Superman e Batman ficarão com essa impressão.

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 12:45

Não vejo descompasso algum entre esse filme e os demais do Universo Estendido DC. Aliás, a Mulher-Maravilha, apesar de perdida em BvS, já mostrou que funciona bem ao lado do Superman e do Batman.

Sobre BvS, não consigo gostar do filme. É uma colcha de retalhos mal ajambrada na melhor das hipóteses.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Sertanejo 2 de junho de 2017 - 15:54

A maior diferença é que tanto em BsS como em MoS, Snyder tenta limitar os poderes do Super dentro das Leis da física, pra tentar parecer mais real o filme. Essa era uma premissa trabalhada e divulgada para o DCU desde o início do projeto em MoS; Já em WW não vemos isso. Ela quebra essa barreira da “realidade”. Tá certo que ela é uma Deusa (em todos os sentidos), e eu não veria problema nisso se o filme fosse isolado. Mas vamos ver como vai ficar a Liga. Espero que eu esteja preocupado atoa.

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 15:57

Mas em que momento MM é menos realista nesse sentido aí que você mencionou do que BvS e MoS?

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Sertanejo 2 de junho de 2017 - 16:33

Principalmente todas as vezes que ela usa o laço que se movimenta mais rápido que uma flecha ou uma bala e principalmente no final do filme, quando ela levita no ar, embora não saiba voar; solta um super raio poderoso e certeiro com os braceletes, embora ela nunca tenha usado esse poder e nem sabia que o tinha; e ainda, quando no águe de sua ira ela sai espancando um monte de nazistas, que que depois ao fundo aparecem se levantando e bem… Respeitando as proporções do poder e a fúria dela, era para ter explodido a cabeça de vários só de passar perto… Mas são detalhes. O filme não fica ruim por causa disso. Afinal, é um trabalho muito difícil adaptar super heróis para o cinema. Antigamente, na época do Super Reeve, o difícil era fazer efeitos realistas à altura dos poderes dos supers, hoje em dia o cinema pode fazer tudo visualmente, então o difícil é fazer os super poderes parecerem parte da realidade .

planocritico 2 de junho de 2017 - 16:47

Acho que o laço pode ser explicado pela natureza mágica dele e por ela ser uma deusa, em tese tão forte e rápida quanto o Superman, ainda que esteja aprendendo a usar toda a extensão de seus poderes. E ainda tem a câmera lenta que ajuda na percepção de uma velocidade maior do que pode ser de verdade.

No caso da levitação, eu prestei atenção nisso, até porque detesto o poder de voo da MM nos quadrinhos. Ela não levita. Trata-se de “ilusão de ótica” causada pela câmera lenta de Jenkins para dar efeito dramático aos pulos dela. O único momento em que fiquei na dúvida sobre ela voar ou não foi naquele segundo final em que ela pula do teto do Louvre e parece voar.

Sobre socar humanos, bem, aí é o básico dos quadrinhos. Todo super-herói com esse nível de poder destruiria quem ele tocasse. Se levarmos isso ao pé da letra, o Batman, mesmo com armadura, não poderia sobreviver nem um centésimo de segundo ao Superman naquela luta de BvS.

Abs,
Ritter.

Leandro Sertanejo 2 de junho de 2017 - 18:42

Tem uma entrevista de Gal Gadot de 2015, onde ela fala dos poderes de WW e esclarece a questão do voo: “Ela é incrivelmente resistente e excepcionalmente forte. Ela consegue saltar muito alto, praticamente voar, e conhece muitos estilos de artes marciais. Ela é uma mulher forte e séria”.

planocritico 2 de junho de 2017 - 18:46

Ótimo! Bem melhor assim, tipo o Hulk! 🙂

Abs,
Ritter.

Stella 3 de junho de 2017 - 02:57

Ela possui super salto, e Jenkis falou que pretende trazer o jato invisível na sequencia do filme. Jessica Jones, Feiticeira Escarlate e Quake possuem super salto também. Acho que hoje em dia preferem isto do que colocar os heróis voando. Estou curiosa para saber se a Capitã Marvel irá voar como nas HQs ou apenas terá o super salto. kevin Feige disse que ela será a mais poderosa do MCU.

planocritico 3 de junho de 2017 - 14:56

@disqus_9KZLz8G0wg:disqus , espero que seja um jato invisível mesmo, e não um jato “transparente” como foi aquele da Lynda Carter… HAHHAHAHHAHAHAHAHAHA

Sobre a Capitã Marvel, estou curioso mesmo é para saber como será a origem dela!

Abs,
Ritter.

Leandro Sertanejo 6 de junho de 2017 - 08:50

Bruce poderia construir esse jato para ela com tecnologia kryptoniana

planocritico 6 de junho de 2017 - 12:34

Poder até pode, mas aí deixa de ser um jato da Mulher-Maravilha e passa a ser um jato do Batman com tecnologia do Superman e que ele deveria usar para toda a Liga da Justiça…

Abs,
Ritter.

Leandro Sertanejo 6 de junho de 2017 - 15:42

Seria uma solução mais plausível para o universo DCU, que pelo menos a princípio, teve como premissa ser mais fiel à nossa realidade. Simplesmente um jato deixado como uma relíquia pelos Deuses não é uma desculpa que se encaixa (porque um jato? seria melhor deixar a habilidade de voo logo). Viajando na maionese, mas poderia ser um presente para ela, para ela parar de zoar com os “brinquedinhos dos homens”…

planocritico 6 de junho de 2017 - 20:15

@leandrosertanejo:disqus , engraçado. Eu acho o UCM muito mais realista do que o DCEU. O DCEU é mais sombrio do que o UCM, mas não podemos confundir uma coisa com outra. Afinal, até os deuses no Universo Cinematográfico Marvel são extraterrestres e não deuses mesmo. E a primeira ameaça fora da Terra que os heróis enfrentaram foi em Vingadores. No DCEU, temos que logo de cara acreditar em deuses, extraterrestres atacando a Terra, ilhas mágicas no meio do oceano e assim por diante.

E não estou dizendo que um universo seja melhor do que o outro por causa disso. Apenas que minha percepção é de que o realismo está mais com a Marvel.

Agora, voltando ao avião, meu ponto é simples: ele é inútil e não deveria existir. Se ele surgir via Wayne Enterprises, não deveria ser exclusivo de Diana, mas sim de todos os heróis que não voam, como os Quinjets na Marvel. Se a “mágica” que é usada por Zeus para disfarçar a ilha for usada em um avião comum, transformando-o em invisível, aí a coisa ficaria mais com a cara exclusiva da Mulher-Maravilha.

Abs,
Ritter.

Leandro Sertanejo 7 de junho de 2017 - 09:12

Bem… não tinha pensado na mágica da ilha. Faz mais sentido mesmo.
Quanto ao “realismo dos universos”, se é que podemos associar essa palavra à um filme de supers, eu entendo seu ponto de vista. Alguns amigos também têm a mesma percepção. Deixo registrado também que gosto de todos, mas estou assistindo novamente os filmes da Marvel com meu filho, começando desde o Hulk, Homem de Ferro 1, 2, Capitão América, Thor… e o que posso dizer é que houve um amadurecimento nos filmes da Marvel e seus enredos estão cada vez melhor elaborados e com um tom mais “realista”, pela carga de drama que está pouco a pouco sendo adicionada e pelo amadurecimento natural de personagens que já vimos em mais de 5 filmes. O próprio envelhecimento natural dos atores ajuda a passar esse tom mais sério. Vide Tony Stark (Robert Downey Jr) nos primeiros filmes e nos últimos. Parece outro papel. Os primeiros filmes da Marvel parecem ser reproduções exatas de histórias em quadrinhos, as reações e ações das pessoas e personagens parecem ser naturais para um universo de quadrinhos, como a tietagem do Homem de Ferro, aquele sorrisão na cara das pessoas quando são salvas de uma situação que iria matá-los, o envolvimento da imprensa e da política nas questões heróicas, a predisposição da polícia em acreditar e ajudar os heróis, mesmo estes causando danos e aumentando o risco para as pessoas ao redor ou invadindo um local privado, ou a polícia que simplesmente prende o vilão só porque um herói ou ajudante aponta: “foi ele, prendam”… essas reações que, se colocadas no nosso mundo, não fariam sentido. Nos últimos filmes da Marvel isso foi alterado significativamente. Esses detalhes, da reação e ação das pessoas normais e personagens, são parte da estrutura e da estória que se passa no DCU. Pode reparar que são bem diferentes em MoS e BvS. É nesse sentido que eu percebo mais realismo no DCU do que no UCM.

planocritico 7 de junho de 2017 - 15:46

Ah, entendi perfeitamente seu ponto e ele faz todo sentido sim. Os filmes da Marvel, apesar do amadurecimento, se parecem mais com os quadrinhos enquanto que os da DC, talvez pelo seu tom mais pesado, parecem filmes que não necessariamente têm sua origem nos quadrinhos. Faz sentido e é uma boa forma de ver as duas pegadas.

Abs,
Ritter.

Philippe Seabra 3 de junho de 2017 - 17:10

A kind of Jessica Jones.

JCésar 3 de junho de 2017 - 11:05

A questão do laço e dos possíveis vôos esta mais ligado à câmera do que as habilidades sobre humanas. Acho que ela paira no ar como o Dadá Maravilha, mas não voa. E o laço é mais o emprego da força, do vento e muita habilidade, combinado com câmeras lentas.
Quanto a cena dos braceletes basta que imagine que você tá tomando uma surra e vê um relâmpago indo em sua direção, o que você faz? Provavelmente o mesmo que Diana, mas ao perceber que os braceletes se transformam em uma espécie de gaiola de Faraday com capacidade condutora, basta pular bem alto e criar um campo magnético batendo os braceletes e a inversão da polaridade fará a energia ser descarregada para o ponto mais alto e próximo. Note que ela não é só forte e bonita, ela é muito inteligente e estudiosa.
Por fim essa coisa dela atacar todo mundo e ninguém morrer têm dois pontos:
1º Isso é um filme de herói, fica difícil dizer que a briga não resulta em mortes, por mais licença poética que se tenha, Superman matou milhões durante sua luta com Zod. Ou o Batman deveria deixar dezenas tetraplégicos com seus golpes.
2º Não acho que a Diana não matou ninguém, muito pelo contrário, aquele ataque de fúria pode ter matado centenas e sobrou ainda um bocado de gente, afinal aquilo era um grande indústria de bombas lotados de soldados comandada por um Coronel. Vamos supor que tenha morrido uns 1000 no ataque do grupo dela, e naquele ataque de fúria ela matou uns 1000, o que é bastante. Ainda deveria sobrar mais 1000 soldados, se levarmos em conta que lá era um regimento, comandado por um Coronel. (Um regimento têm a média de 3 batalhões, que podem ter de 250 à 1000 soldados, segundo as definições no Brasil atualmente, na época de guerra um regimento pode ter até 10 batalhões, ou seja entre 2500 e 10000 soldados).
Espero não ter entediado ninguém.

planocritico 3 de junho de 2017 - 14:54

Gostei do raciocínio, @jcsar:disqus ! Faz sim todo sentido!

Abs,
Ritter.

Leandro Sertanejo 5 de junho de 2017 - 09:11

O pior é que a explicação que você deu sobre a questão do raio faz sentido… Embora duvido que no roteiro tenha algo mais elaborado do que: “então Diana concentra a energia recebida e lança um super raio de Zeus na direção de Ares..”

A questão das mortes eu fiquei mais incomodado porque ela matou (provavelmente) em atacado. É diferente do Superman matando Zod, kryptoniano contra kryptoniano. Superman nunca mataria um humano inferior. Uma deusa matando um monte de humanos é uma cena que não combina com o filme e nem com o estilo da MM. por mais que esteja na TPM naquela hora. Na última vez que Diana oficialmente matou um ser humano na era mais moderna das HQs gerou a Crise de Inidentidade, e até Batman e Superman isolaram a coitada. Mas o filme não deixou evidente se aqueles soldados morreram ou não, ou quantos morreram no ataque de fúria, então não é necessariamente um problema, embora se olharmos pela lógica e pelas Leis da física, seria impossível um ser humano sobreviver àquela ira.

JCésar 6 de junho de 2017 - 12:32

Concordo totalmente, eu só estou fazendo as vezes de advogado do diabo. Acho que a Diana e o Kal são super poderosos que esquecem que o resto do mundo é. O Batman é um psicótico com mania de grandeza e paranóia. Provavelmente Darkside, virá salvar aTerra deste bando de malucos.

planocritico 6 de junho de 2017 - 12:37

Viva Darkside, o Libertador da Terra!!! HAHAHAHAAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Giovanni Fernandes Silveira 2 de junho de 2017 - 09:41

Ritter,voce foi cirurgico,concordo em absolutamente tudo dito na sua critica,o momento em que Diana ve a morte de Steve e simplesmente sai da “prisao de Ares”me deu vergonha alheia kkkkkk

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 12:43

@giovannifernandessilveira:disqus , obrigado!

Pois é, esse momento aí da “prisão de Ares” foi um pouco patético e desnecessário, mas tudo bem. O filme funciona mesmo assim!

Abs,
Ritter.

Responder
Jotafar 2 de junho de 2017 - 21:54

Mas nessa hora é que, quem tem casca muito grossa, não vê a mensagem de amor e humanidade que a Patty sabe que a personagem traz consigo e fez questão de mostrar no filme, daí a gente fica preso à como são os efeitos e tal e não baixa a guarda para isso, enfim…

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 23:09

Não entendi, @jotafar:disqus …

– Ritter.

Responder
JCésar 3 de junho de 2017 - 11:06

Mas que coração de gelo. kkkkkkkkkk.

Responder
Cristiano de Andrade 2 de junho de 2017 - 09:07

Pronto, seus chorões! Agora o filme tem 4 estrelas! Ou isso ainda não é suficiente para vocês?

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 12:44

Se os chorões decidirem ler o textão, verão que eu falei mal de algumas partes e aí chorarão mais ainda… Não vai ter jeito…

HAAHHAHAHHAAHHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder

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