Home FilmesCríticas Crítica | Nasce Uma Estrela (2018)

Crítica | Nasce Uma Estrela (2018)

por Gabriel Carvalho
587 views (a partir de agosto de 2020)

“Eu só queria te olhar outra vez.”

Uma das passagens de Nasce Uma Estrela, quarta versão da mesmíssima história que ganhou os cinemas, originalmente, em 1937, contém uma clara metalinguagem com a própria natureza da obra, uma reinterpretação da reinterpretação, estando, aqui, muito mais conectada com os paralelos situacionais abertos pela narrativa de 1976, estrelada por Barbra Streisand – o segundo remake –, do que com os longas-metragens ainda mais anteriores. O estrelato, naqueles casos, era trabalhado dentro da indústria do cinema, enquanto, nestes dois, dentro do âmbito musical. Bradley Cooper, assumindo o cargo de diretor pela primeira vez em sua carreira profissional – deixando os antigos hábitos morrerem -, compromete-se em entregar uma nova visão, olhando, pelos seus próprios olhos, o enredo do nascimento de uma estrela e a derrocada de uma outra. Quando o protagonista masculino comenta: “música é, essencialmente, 12 notas entre qualquer oitava – 12 notas e a oitava repete. É a mesma história sendo contada, de novo e de novo. Tudo o que um artista pode oferecer ao mundo é como ele enxerga essas 12 notas”, o argumento é entregue. Nasce Uma Estrela é uma emocionante incursão do público dentro de uma história atemporal – sob uma ótica, à parte da ausência de um ineditismo discursivo, muito mais humana.

A responsabilidade em desenvolver esse mesmo conto novamente, mas em um espaço de tempo da produção recente a anterior – mais de quarenta anos – muito maior que as demais versões possuíam entre elas, seria inerente a qualquer diretor a cargo da obra. A estreia diretorial de Bradley Cooper, em uma primeira instância, é surpreendente, mostrando uma competência e habilidade impressionante do artista para o posto, evidenciando a sua vontade em manejar com desenvoltura esta sua reimaginação, cheia de sensibilidade. O ápice de uma carreira de sucesso. Cooper cria um espetáculo da música – a obra é um musical, mas não no formato tradicional, clássico, contudo, no sentido de músicas serem tocadas, como parte da narrativa, não a narrativa. O artista captura a imagem como verdadeiro profissional, experiente mesmo sendo novato. A exemplificar, em certa ocasião, Jackson Maine, seu personagem, observa a finíssima silhueta distorcida de seu interesse amoroso, a estrela prestes a nascer, em quadro belíssimo. A manipulação da imagem impressiona. As sequências musicais são energéticas, o som grandioso, a montagem certeira e a fotografia vibrante. Um show de iluminação. O espectador está verdadeiramente diante de um concerto musical, enxergando-o de bastidores avantajados.

Nasce Uma Estrela também é uma produção de um novo século. A repaginada moderna, além de situar a nova indústria da música nessa brincadeira de versões, que se transformou completamente nas últimas décadas, é sentida nos equívocos. Bradley Cooper, de fato, não ignora sobre o que as demais obras foram – a fama corrosiva, o lado sombrio do arco-íris. Em contrapartida, ao escalar a exuberante e talentosíssima Lady Gaga – em excelente atuação -, sempre rodeada de artifícios para compor-se como artista, para o papel de protagonista, uma “mera” garçonete com imensa aptidão vocal, o cineasta acaba assumindo uma posição perigosa, porém, não anseia realmente por despertar um calor crítico à sua obra nessa pontuação específica. O longa-metragem, por exemplo, é muito mais sobre criatividade do que sobre os malefícios do mundo das celebridades – morando apenas no campo do “eles falam que o meu nariz é muito grande” e “eu não vou pintar o meu cabelo”, situação que muda posteriormente. Bradley Cooper, de certa forma, está querendo falar dos artistas populares dos dias de hoje, mas, paralelamente, não procura se aventurar verdadeiramente por essas bandas – o arco do seu personagem, a exemplo, não possui causalidades com nenhum outro, dependendo apenas de si.

Quando enxergamos a obra sob os termos da grande decadência de Jackson Maine, um personagem, curiosamente, com mais proeminência do que a estrela em si, justamente por ser interpretado pelo próprio Bradley Cooper, Nasce Uma Estrela consegue alcançar os seus maiores êxitos, caminhando para uma emoção verdadeira do público, sem desonestidade no tratamento de sentimentos. O personagem é marcante. Antes disso, a direção já podia ser considerada, por si só, uma justificativa mais que necessária para uma salva de palmas, por parte dos espectadores, à obra, mas a atuação também é de uma sensibilidade comovente. Bradley Cooper realmente parece se importar com a construção desse artista destruído, até mesmo porque o roteiro adaptado, com sua participação, está preocupado em explorar o presente e o passado do músico de maneira enormemente competente. A presença do seu irmão, interpretado por Sam Elliott, engrandece a jornada retratada, na qual o amor é uma passagem em sua vida, vivida com profunda intensidade, mas sempre recaindo às problemáticas que tornaram-no conhecido. A alusão ao passado com o seu pai, contando a história envolvendo um cinto, é o suficiente para que temamos uma certa caminhada à garagem. O diretor é bastante sugestivo, delicado e íntimo.

O relacionamento, contudo, é o enfoque, como sempre aconteceu nessas narrativas, por estarmos diante de uma das mais poderosas histórias de amor, sobre sacrifício, abrir mão das coisas. O ingênuo sentimento de descoberta do artista, ao enxergar aquela jovem garçonete pela primeira vez, apresentando-se em um bar, é transmitido com bastante ternura. O personagem, depois, está perdidamente apaixonado, quando pergunta para olhar aquela estrela mais uma vez. A resposta da garota encanta. Por sua vez, os dois cantando exalam amor, daquelas paixões mais fervorosas, que fazem o corpo tremer por completo quando estando perto da pessoa amada, performando, ao lado dela, algo que também ama. O desenho de som nos arrepia tanto quanto. As músicas, ao mesmo tempo, são contagiantes. Os destaques são “Maybe It’s Time”, pelo significado atribuído ao personagem de Cooper, preso ao passado, “I’ll Never Love Again”, pelo poder contido na interpretação, e “Shallow“, por ser apresentada com cuidado, atingindo o ápice justamente no primeiro dueto ao vivo do casal, em um segmento no qual a montagem, assim como uma câmera acompanhando de maneira cirúrgica a carga emocional no número, remetem, uma outra vez, à capacidade do diretor nesse cargo nunca ocupado, além da cantora como intérprete dramática.

Porque, assim como, além de um ator renomado, Bradley Cooper evidencia-se como diretor, Gaga evidencia-se, além de uma cantora prestigiadíssima, uma artista de cinema. São estrelas renascendo – como o que George Cukor almejou construir em relação a Judy Garland, na espetacular versão de 1954. Sua personagem, Ally, é movida pelo destino das maiores histórias de amor, sobre o engrandecimento repentino, daqueles sonhos sonhados em sonhos sonhadores. O humor é algo bastante presente na fita. Sua personagem é graciosa, possuindo uma vertente tímida muito adorável de percebemos como concilia com o mundo apresentado. Ao sair da lanchonete, cantarola. A química com Jack, novamente, é ímpar, em decorrência da obra emitir umas sacadas para comédia excepcionais. O comediante Andrew Dice Clay, como pai da personagem, também está muito bem, apropriando-se do texto de Nasce Uma Estrela, que, em diversas questões humorísticas, é impecável. O único verdadeiro equívoco em relação ao roteiro, em termos de coesão, está presente no segmento presenciado por Dave Chappelle, personagem que aparece abruptamente e não mais retorna à trama, se soando um vínculo com um dos protagonistas não tão verdadeiro quanto poderia ser, apesar das ótimas cenas e do envolvimento.

A obra acaba esquecendo-se parcialmente do nascimento da estrela, porém, o público é redirecionado, imergindo no relacionamento amoroso, poderoso independentemente. Lady Gaga, em cenas que exigem mais de sua capacidade interpretativa, como em sequências musicais ou carregadas dramaticamente, revela-se uma força da natureza. A boca abre e a nossa, de espanto, também. O acompanhamento da condução vigorosa e, no mesmo passo, igualmente sugestiva e graciosa – o dedo sobre o nariz – justifica uma retomada dessa experiência, porque somos permitidos ao crédulo em relação a uma das coisas mais banais no universo das celebridades: o relacionamento entre personalidades famosas. O desastre na premiação, por exemplo, não é apenas compatível com o mundo do ficcional. Os podres são mais humanos. As vergonhas também. O público sente. O resultado não consegue evidenciar muito bem o olhar do cineasta em relação a mesma história singela interpretada por Janet Gaynor, cantada maravilhosamente por Judy Garland e desgastada consideravelmente por Barbra Streisand. O diretor, por outro lado, encara com maior humanidade a derrocada do astro, justificando essas mudanças no enfoque.

Nasce Uma Estrela (A Star Is Born) – EUA, 2018
Direção: Bradley Cooper
Roteiro: Bradley Cooper, Will Fetters, Eric Roth, William A. Wellman
Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Anthony Ramos, Rafi Gavron, Dave Chappelle, Bonnie Somerville, Michael Harney, Rebecca Field, Willam Belli, Eddie Griffin, Greg Grunberg, Alec Baldwin, Luenell Michael D. Roberts, Barry Shabaka Henley, D.J. “Shangela” Pierce
Duração: 135 min.

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44 comentários

Anônimo 30 de janeiro de 2019 - 13:02
Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2019 - 06:50

Valeu, cara! Retorne sempre aqui para comentar conosco!

Responder
Luis Eduardo Bertotto 20 de janeiro de 2019 - 02:28

Lady Gaga realmente está muito bem, mas Cooper está impecável. A voz engrossada devido ao excessivo consumo de cigarro e bebidas, o cabelo bagunçado e sujo… detalhes de sua composição que enriquecem demais o personagem! E por trás das câmeras, um trabalho tão bom quanto, o ritmo fluído, as cenas de música… Cooper dirige tudo com paixão pela história que conta e transmite seu sentimento para nós.
Belíssima crítica e belíssimo filme!

Responder
Gabriel Carvalho 30 de janeiro de 2019 - 13:38

Valeu, meu caro! Também acho o Cooper a grande estrela do negócio! Fiquei chateado que ignoraram a sua direção no Oscar.

Responder
MATHEUS 15 de janeiro de 2019 - 23:47

Os diálogos com a voz hiper testoterônica ressacada do Bradley Cooper não rolou pra mim, sempre me pegava prestando atenção nisso porque nao me passava naturalidade. Já ele cantando, ficou massa.
No 1° dueto não teve um pelo em mim que não ficou arrepiado. Queria ter ficado impactado com o desfecho dele, nao fiquei.

É um filme lindo.

Responder
Gabriel Carvalho 16 de janeiro de 2019 - 00:20

Eu acho perfeito o Bradley Cooper aqui! A voz dele também. Mas entendo. Que bom que achou o filme lindo!

Responder
Fabricio 22 de outubro de 2018 - 14:12

O que me incomodou um pouco no filme foi a edição, achei um pouco truncada e me perdi algumas vezes na passagem de tempo, a qual pra mim não fica muito clara.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 15:21

Cara, que filme legal esse. Mesmo considerando o desfecho, achei a pegada positiva, bonita, que realmente, como você disse, exala amor nas sequências em que os dois cantam juntos. Aliás, eles CANTAM, diferente de um certo outro filme badalado do ano passado em que os atores ACHAM que cantam (e, pior ainda, ACHAM que dançam). Isso sim é um musical redondo, moderno, bem trabalhado e olha que estamos falando de uma história levada às telonas pela QUARTA vez…

Meu problema foi com a forma como Ally muda de cantora “raiz” para uma cantora pop (ou seja, como ela se transforma em Lady Gaga, basicamente). Há uma crítica interessante ali, claro, mas o problema é que a coisa só “acontece”, sem uma organicidade maior, já que Ally nem sequer esboça uma reação maior do que proibir a entrada das dançarinas no primeiro show solo dela.

Mesmo assim, adorei o filme e também sua crítica.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Carvalho 28 de outubro de 2018 - 01:37

Bradley Cooper pareceu desinteressado em abordar isso, o que eu encaro como uma pena, mas não como um demérito a desmontar o filme, porque o enfoque é realmente o relacionamento e, principalmente, o seu próprio personagem.

O filme do Wellman, de 1937, por exemplo, simplesmente ignora a atriz pela atriz – temos apenas uma cena curtíssima, de segundos, em que Gaynor está atuando a atuação – e acho que, no caso de lá, funciona perfeitamente.

Aqui, o casamento entre os dois personagens envolve necessariamente uma faceta sobre a qualidade artística de Ally, o que permitiu Jackson a levar para os palcos, justamente com a sua música – cantar, como várias vezes mostra o filme, muitos cantam, mas a qualidade da composição e interpretação é enaltecida como mais importante -, então, era inevitável uma exploração mais adequada, que, na superfície, é muito foda mesmo por ser logo Lady Gaga interpretando a personagem, cantora que muitos dizem ser muito melhor do que os seus trabalhos.

No mais, valeu!

Abs.

Responder
Pietro Skarsgård 7 de novembro de 2018 - 22:12

esse suposto musica seria La La Land? kkkkk

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Léon 18 de outubro de 2018 - 15:41

@disqus_OhgMzSILCW:disqus minha amiga também acha o mesmo que sua teoria 1, que era o ex dela querendo dar uma de engraçado. Eu já concordo mais com a sua segunda teoria, ela quis endoidar um pouquinho e extravasou no nariz do cara. Porque se ele realmente era o ex dela, ela devia era ter dado, para começar, um chute e um soco nele só para ele “aprender a ser gente”.

Acho que ela se incomodava mesmo com aquele assédio por não está acostumada e tudo mais. Com senhora do caixa do hipermercado que eles compram as coisas para a mão dela, ela também ficou visivelmente irritada (e me assustou bastante porque achei que ela ia bater na coitada).

Responder
ABC 17 de outubro de 2018 - 12:38

Lembrei do Chris Cornell ao assistir a esse filme.

Saudações.

Responder
Teco Sodre 16 de outubro de 2018 - 08:32

Não mudaria absolutamente nada da sua crítica, Gabriel. Ela é certeira em todos os aspectos. Nasce Uma Estrela é lindo de se ver (e ouvir) e até sua previsibilidade é diferente e requintada. Gaga surpreende mas não mais que Cooper em direção e atuação! Esse cara é foda!

Responder
Léon 15 de outubro de 2018 - 22:41

Assisti hoje esse filme e foi um daqueles em que o trailer me enganou achando que a história seria de um jeito, mas foi de outro e eu AMEI o resultado! Lady Gaga mostrando outra vez que merece sim título de artista (não vou mencionar a voz dela cantando porque é sacanagem). A atuação dela está maravilhosa, porém também acho que deveriam ter explorado um pouco mais da sua personagem pela própria proposta do filme, mas enfim, ela estava ótima.

” Eu a acho melhor que a Emma Stone no La La Land, por exemplo.” quero nem comentar sobre a Emma em La La Land nem sobre La La Land para evitar que uma colega me apedreje, mas eu concordo plenamente.

“GENTE, QUE ALIEN TE ABDUZIU???” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK eu posso com uma coisa dessas? Posso não. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

Eu sei que é uma pergunta idiota, mas eu realmente fiquei sem entender porque na hora estava discutindo outro assunto, mas qual foi o real motivo da Ally ter socado aquele cara no bar? Foi só por ele ter pedido a foto (mesmo que para provar algo ridículo) ou teve outra coisa por trás? Não captei esta parte.

Eu ri com a ideia de se fazer um outdoor só com o nariz da Lady gaga, no caso, da Ally.

Responder
Bruno [FM] 17 de outubro de 2018 - 10:23

“…mas qual foi o real motivo da Ally ter socado aquele cara no bar?” Nossa! Essa sua pergunta não é idiota não amigo, lendo agora seu comentário eu me lembrei desse detalhe porque eu também fiquei boiando nessa hora rs. A cena ficou meio “gardenal” mesmo. Mas tenho duas teorias: ou aquele cara era o ex dela (que ela discute no celular na cena do banheiro) ou ela só teve uma crise mesmo e resolveu socar o cara pela ousadia de atrapalhar o momento deles lá no bar.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2018 - 15:49

@disqus_OhgMzSILCW:disqus , ela depois diz que odeia que as pessoas não tratem o Jack como uma pessoa e sim como uma celebridade apenas, quase um objeto. Foi uma reação exagerada, não tenha dúvida, mas ela se irritou com o cara pela impertinência dele apenas. Nada que uma terapia não resolva. Ou é um subtexto que deixa claro não o que o Ally acha do Culto à Celebridade, mas sim o Lady Gaga acha…

Abs,
Ritter.

Responder
Willians Cunha 15 de outubro de 2018 - 10:16

Eu fiquei com bronca do filme, por dois motivos. Lágrimas solitárias surgem no rosto de Gaga em algumas cenas, claramente colocaram colírio no olho pra ela chorar, e na cena final ela pede ajuda para cantar , pois a voz pode embargar…ela canta perfeitamente! Pra uma pessoa traumatizada…foi muito Gaga e pouco Ally. Segundo que o gatilho para a última ação do personagem de Cooper foi um dialogo vindo de um personagem sem importancia pra vida dele. Não foi uma decisão construída…achei muito abrupto pra alguém que tinha acabado de vislumbrar a recuperação. Não daria 5 estrelas por isso. Mas é um show realmente, vale a pena ver

Responder
Bruno [FM] 17 de outubro de 2018 - 10:28

“Segundo que o gatilho para a última ação do personagem de Cooper foi um dialogo vindo de um personagem sem importancia pra vida dele. Não foi uma decisão construída…” – Cara! Realmente você não faz ideia do que uma palavra errada, na hora errada, pode fazer na vida de uma pessoa. E o problema não foi o cara ser sem importância. Mas ele ter usado a vida da Ally pra gerar o que ele gerou dentro do personagem do Cooper.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2018 - 15:50

Sem contar que ele já havia tentado isso antes, como ele fala para o terapeuta lá no retiro dele.

Abs,
Ritter.

Responder
Mel 9 de novembro de 2018 - 01:26

Eu precisei assistir esse filme 3x para captar todos detalhes e entender todas as cenas.

No final do filme, depois da visita do produtor, a Allie mente para ele sobre a turne cancelada. E combina dele aparecer no último show.

Ele, quando entra no carro, não resiste a pressão e acaba tomando os comprimidos que estavam escondidos no porta luvas. Quando abre a porta do carro, alguns comprimidos caem no chão e ele está desorientado, quase cai no chão, suas pernas estão bambas.

Naquele momento ele percebeu que não conseguiria se livrar do vício, e resolveu tirar sua própria vida, para não ser um empecilho na vida e carreira de Allie.

São pequenos detalhes que me fizeram interpretar desta maneira o final.

Ele se matou, não só por fraqueza, mas por amor.

Responder
Willians Cunha 18 de outubro de 2018 - 19:06

O filme usa um longo tempo para trabalhar na recuperação dele, ele teve tempo de pensar muito na vida e desestressar…me explica como vc luta tanto para se recuperar, volta pra casa e é bem acolhido, faz as pazes com o irmão, evita voltar ao vicio do álcool…foi quase 1 hora de filme pro cara se recuperar. Aí chega o produtor da Ally e fala meia dúzia de bobagem e ele toma essa decisão…não faz sentido! Faria sentido se ele estivesse pilhado como estava antes de entrar pra clinica de recuperação, ou vc acha que numa recuperação esse assunto não é discutido?? O fato é…o filme deu uma solução simples, para um desfecho complexo…essa é minha bronca e não me levou ás lágrimas

Responder
cristian 22 de outubro de 2018 - 12:48

Concordo com a afirmação do Bruno, o fim me pareceu bem forçado naquele momento, foi uma construção demorada a da sua recuperação e parece que colocaram um fulano qualquer falando qualquer coisa pra justificar um final dramático…Se ele realmente se achava um peso, com certeza a opção dele seria a pior de todas pois o trauma seria muito maior que simplesmente se afastar…

Responder
Wendell Santana 16 de fevereiro de 2019 - 22:54

Willians, eu diria que a morte dele foi bem construída se você lembrar de alguns pontos que inclusive estão na letra da música cantada por Ally no ato final:

Jack amou tanto a Ally que não consegue se imaginar vivendo e amando outra pessoa. Ele já tem um histórico depressivo, correto? Além disso, saber que aparentemente “não consegue” se livrar do vício e que isso arruinaria a carreira da esposa e até o casamento, fez com ele tomasse uma decisão definitiva para que não tivesse que viver sem a Ally. Olha só o trecho da música que ele escreveu para ela e que é cantada na cena da homenagem:

“Não quero sentir outro toque
Não quero acender outra chama
Não quero conhecer outro beijo
Nenhum outro nome saindo de meus lábios
Não quero entregar meu coração
Para outro estranho
Ou deixar outro dia começar
Nem mesmo vou deixar a luz do sol entrar
Não, eu nunca vou amar de novo”

O cara está apaixonado a ponto de escrever essa letra, tem problemas com depressão, drogas, ouve num momento delicado de recuperação que é uma vergonha e que pode destruir a carreira e o casamento, e se não bastasse tudo isso, o Jack se pega tentando usar drogas de novo… pra ele foi fim ali… ele prefere morrer a ficar sem a Ally.

Responder
Anônimo 12 de outubro de 2018 - 21:57
Responder
planocritico 13 de outubro de 2018 - 14:20

Mas Nasce uma Estrela é o símbolo maximo de filme requentado: é a quarta versão da mesma história ao longo das décadas. Não tira o mérito de ser bom, mas é BEM requentado.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 13 de outubro de 2018 - 14:35
Responder
planocritico 18 de outubro de 2018 - 15:51

Com certeza esse novo remake tem o que dizer, mas nada que ele diz é realmente novo em relação aos filmes anteriores. Novamente, não tira o mérito do filme, que é muito bom, mas está longe de ser algo realmente novo ou particularmente encaixado para os nosso tempos.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 18 de outubro de 2018 - 16:01
planocritico 18 de outubro de 2018 - 16:29

Sem dúvida, @herbert_engels:disqus !

Abs,
Ritter.

Diogo Maia 12 de outubro de 2018 - 20:30

Mais um pra minha lista de superestimados de 2018, ao lado de Forma da Água e Três Anúncios. Final forçado pra galera chorar não me agrada nem um pouco, fora a montagem problemática. Ponto positivo para as atuações, principalmente o Sam Elliot. Com certeza será candidato ao Oscar de coadjuvante.

Responder
Bruno [FM] 12 de outubro de 2018 - 00:32

Bradley Cooper foi ambicioso e ousado. Lady Gaga humana e humilde. “Nasce Uma Estrela” não é um simples filme pop. Foi criado nos moldes do Oscar e talvez sua ambição não seja reconhecimento, mas a transposição da MENSAGEM. Se Bradley trouxe a reflexão sobre “você tem algo a dizer e o mundo está disposto a te escutar”, não foi a toa. Era isso o que ele mesmo queria. E conseguiu.

“Nasce Uma Estrela” possui algumas falhas de continuidade e edição. O roteiro poderia ter mais diálogos fortes e o final poderia ser expresso de forma menos clichê e apelativo. A dose de melancolia é elevada! Então se você já está na “bad”, melhor ver uma comédia e deixar esse filme para outro dia. Saí do cinema querendo tomar uma cachaça pra amenizar a dor desse entretenimento. (E esse trocadilho até poderia soar engraçado caso não estivesse no contexto do filme. Então, no caso, não é engraçado).

Fiquei na dúvida se o Bradley estava dando um show de atuação, ou sendo apenas ele mesmo. Gaga está algo totalmente amável de se ver (Não, não sou um fã “little monster” puxando o saco). Ela é a carga emocional do filme. Só é uma pena Bradley não ter explorado mais o papel dela. Ela podia mais (além dos timbres elevadíssimos). A canção “Shallow” carrega uma energia fora de série. Possivelmente essa será a indicação no Oscar. E a química entre os dois é outra coisa a se ressaltar. Só uma pena a falta de profundidade (seguindo o que a própria canção diz). Acho que mostrar um relacionamento mais maduro e menos “porra-loka” teria sido mais favorável para o restante da história.

Por fim, “Nasce Uma Estrela” nos mostra a humanidade. A fragilidade. As consequências. E inconsequências. Ele consegue transportar a multidão que assiste um grande show para cima do palco. Ou melhor. Para DENTRO da alma aflita de uma estrela.

Responder
Adriana Santos 11 de outubro de 2018 - 17:51

Eu sou fã da Gaga, vou amar e idolatrar a mulher pra sempre. Mas, gente, a atuação do Bradley Cooper está incrível! As cenas dele me emocionaram demais.

Responder
Eric Matheus Silva da Costa 11 de outubro de 2018 - 00:54

vocês vão fazer uma crítica da trilha sonora?

Responder
Luiz Santiago 11 de outubro de 2018 - 01:05

Por enquanto ainda não está nos planos, @ericmatheussilvadacosta:disqus.

Responder
Gabriel Carvalho 10 de outubro de 2018 - 23:46

Eu não acompanho a carreira da cantora, mas acho muito bacana essa representação que ela tem para as pessoas. Não entro nesse mérito. Mas ela canta muito – o que não tem, necessariamente, a ver com a qualidade de seus trabalhos.

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2018 - 23:49

Fato. Estamos cansados de ver excelentes cantores e cantoras, bandas e afins que são absurdamente maravilhosos lançarem discos que você fala “GENTE, QUE ALIEN TE ABDUZIU???” hahahahahahahahahahhaa mas Lady Gaga é maravilhosa sim, embora tenha maus projetos na carreira, o que é normal.

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2018 - 23:12 Responder
Adriel Vieira 10 de outubro de 2018 - 22:40

Vivi pra ver esse site falar bem da Gaga.

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2018 - 20:45

Será que rola uma indicaçãozinha ao Oscar para a Gaga, por esse filme?

Responder
Gabriel Carvalho 10 de outubro de 2018 - 21:05

Rolar, deve rolar… Já que ninguém mais faz musical em Hollywood, e quando faz, coloca a Emma Stone para cantar, acho que vão prestigiar ela aqui com a indicação, pela nostalgia da Academia, em razão das sempre queridas atrizes-cantoras e queridos atores-cantores. Eu a acho melhor que a Emma Stone no La La Land, por exemplo. Porém, Bradley Cooper é o verdadeiro “destacão” desse filme. O cara tá um monstro. Também acho que pode vir Melhor Diretor para ele. Esse filme tem várias coisas MUITO BOAS, apesar de eu não ter me empolgado tanto pelo todo quanto outras pessoas. Eu estou, oficialmente, sem nenhum pé atrás com o Bradley Cooper, no final das contas. Comecei a virar fã do cara agora.

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2018 - 21:12

Bradley Cooper surpreendendo na estreia como diretor, hein! UAU!

Responder
planocritico 10 de outubro de 2018 - 23:19

Melhor que Emma Stone em La La Land até o Tommy Wiseau é em The Room…

HAHAHAAHAHHAHAHAHAHAHAAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2018 - 23:26

Esse tal de Ritter já tem lugar garantido no inferno!

Responder
planocritico 10 de outubro de 2018 - 23:32

Só tragos duras verdades que as pessoas se recusam a ver, mas que um dia verão…

Abs,
Ritter, the Truthsayer.

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