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Crítica | “News of the World” – Queen

por Luiz Santiago
658 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

News of the World (1977), sexto álbum do Queen, fez parte de um momento de mudanças para a banda. Tendo alcançado fama e chegado ao ponto de ser venerada por suas complexas gravações (destaque para os álbuns A Night at the Opera e A Day at the Races), a banda encontrou-se em um momento musical que exigia um passo em uma direção completamente diferente. O mundo, a sociedade e a música mudavam rapidamente e o quarteto da rainha queria apostar nessas mudanças como fôlego para criarem coisas novas, uma nova perspectiva.

De fato, News of the World não se parece em nada com a produção orquestral e semi-operística dos discos anteriores. Trata-se de um álbum cru, simples e objetivo, segundo a banda, o mais fácil de ser gravado (dois meses de estúdio) e o que mostrava, pela primeira vez, o Queen trilhando caminhos que não conheciam bem, embora não ignorassem o que iriam fazer.

O título do disco, News of the World, veio de um tabloide dominical britânico e a capa, com um robô tendo matado acidentalmente a banda, foi feita pelo artista Frank Kelly Freas, que em 1953 ilustrara a capa da edição de outubro da Astounding Science Fiction. A capa trazia um robô segurando um homem morto, com a legenda, “Please… fix it, Daddy?“, e foi realizada para representar o conto The Gulf Between, de Tom Godwin. Roger Taylor, fã de ficção científica, tinha a revista e propôs que a banda entrasse em contato com o artista e pedisse a ele que alterasse a concepção, colocando a banda no lugar do homem morto. O contato foi feito e Frank Kelly Freas aceitou a proposta. A diferença entre as duas versões feitas pelo mesmo artista, vocês podem ver na segunda imagem abaixo.

news of the world frente e costas do disco

Capa e contra-capa de News of the World, com arte de Frank Kelly Freas adaptada ao formato do disco/CD.

Sem nenhum produtor convidado (este foi o segundo disco que a própria banda produziu, com engenharia de som de Mike Stone), o Queen conseguiu realizar o seu passo definitivo para um cenário mais popular, não menos experimental mas definitivamente menos “erudito” ou “intricado” que seus primeiros cinco álbuns. Era a hora e a vez de aproximar-se do punk e do funk sem quebrar a identidade da banda. O resultado final foi um disco um pouco aquém dos dois trabalhos anteriores, mas, indubitavelmente, um grande disco. E é por isso que eu nunca vou entender completamente por quê as pessoas costumam avaliar esse álbum com notas tão baixas.
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LADO A

A bem da verdade, News of the World é o primeiro “álbum democrático” do Queen. Sério. Observe por exemplo os clássicos absolutos que estão nas faixas 1 e 2, We Will Rock You e We Are the Champions, respectivamente. Ambas as canções foram pensadas a partir da energia das torcidas de futebol e seus hinos, ambas gratificantemente originais, sendo a segunda melhor produzida e musicalmente mais rica que a primeira. Percebam a facilidade de conquista que essas músicas conseguem junto ao público e a energia que passam. No primeiro caso, um ostinato musical de pés e palmas a cappella que ganha acompanhamento simples, com uma letra que pouquíssimas pessoas pararam para pensar o quão triste é. No segundo, a faixa mais motivacional de toda a história do rock (com direito a coro fazendo papel harmônico e arranjos sofisticados além de excelente participação do baixo de John Deacon), muito embora as lendas urbanas digam que é uma tirada de Freddie Mercury para com as “bandas rivais”, colocando o Queen como os grandes campeões da história.

news of the world capas completas

À esquerda, a capa de Frank Kelly Freas realizada para o conto The Gulf Between. À direita, a figura completa desenhada por ele para o Queen, em 1977.

A mudança de conceito e conteúdo na produção e estrutura das composições talvez sejam melhor percebidos nesse disco — e desprezados por muitas pessoas — dada a grande diferença entre as faixas. Repare que quando saímos das canções de “rock de arena” e chegamos na terceira e quarta faixas, há surpresas quase enlouquecedoras para o público. Sheer Heart Attack, de Roger Taylor, que era para ser lançada no álbum de mesmo nome, é definitivamente uma investida da banda no punk rock e foi gravada no mesmo estúdio — na sala ao lado! — em que os Sex Pistols gravavam o seu primeiro disco. Nunca deem ouvidos à bobagem de que o Queen odiava o punk. A banda já estava na semente do gênero antes mesmo dela germinar, no proto-punk Modern Times Rock ‘n’ Roll, faixa do primeiro disco! À época, Sheer Heart Attack ganharia um vídeo, mas não foi possível fazer a gravação devido ao pouco tempo que a banda tinha até o início da turnê. Essa falha foi preenchida no segundo semestre de 2011, quando Taylor e May criaram um concurso para os fãs fazerem um clipe musical da faixa. O vencedor, Luke Leslie, foi responsável pelo clipe extremamente criativo que vocês podem assistir abaixo.

A outra grande surpresa é All Dead All Dead a canção de Brian May fez, em parte, para uma perda que ele nunca superou: a morte de seu gato de infância. A composição teve esse ponto motivador mas havia também a memória de amigos que partiram, junção que gerou uma das mais belas e delicadas baladas para piano sobre o tema. A execução é de Mercury e os vocais de Brian May, em uma interpretação bastante emotiva, com voz de apoio de Mercury apenas no refrão, onde também aparecem o baixo e a bateria.

Na reta final do Lado A temos Spread Your Wings, canção que apenas aparenta ser simples mas é formada por longos ciclos, divididos em subseções com retomadas que não são cansativas. Não há nenhum vocal de apoio e a impressão geral é que se trata de uma balada rock padrão, mas as diferenças entre os ciclos — e a voz de Mercury, forte, precisa — desmente essa impressão. Por último, temos Fight from the Inside, uma espécie de “protesto” de Roger Taylor, que vai por um caminho de letra não muito constante no Queen, mostrando que ele era o mais influenciado pelo punk. Há um arranjo pesado na canção, um riff que é declaradamente um dos favoritos de Slash (!)  e, surpreendentemente, foco principal no baixo e na bateria. Nesta faixa, Taylor toca todos os instrumentos e faz todos os vocais.
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LADO B 

Para uma banda que estava procurando um caminho mais “pop”, mais cru, mais “cotidiano”, era natural que houvesse uma aproximação com tendências estilísticas e/ou conceituais da época. E isto é visto de todas as formas em Get Down, Make Love, a expressão psicodélica e sexual de Mercury no disco. Muitos ouvintes simplesmente perdem o esforço experimental da faixa, com diversos tipos de ‘ruídos’ (sexuais, claro), fragmentos cheios de tensão, escopo instrumental mais restrito, uso de pedal, harmonizador e faixa tocada ao contrário. É importante lembrar que ainda estamos na era do Queen SEM SINTETIZADOR (período que vai de Queen a Jazz), o que torna os esforços desses discos ainda mais interessantes em termos de criação e produção musical.

Gravado em um take, Sleeping on the Sidewalk é um blues quase espontâneo (não exatamente “sem eles saberem que estava gravando”, como muitas vezes é noticiado), mas mesmo assim, sem as precisas programações de blocos musicais separados, sobrefaixas, etc. A harmonia não explora o “padrão blues”, mas ensaia essa presença em diversos momentos. E desse blues de Brian May, passamos para a grande surpresa do disco, a caribenha Who Needs You, de Deacon, uma das canções mais odiadas do disco.

Embora eu admita que esta faixa “não é nada demais”, eu jamais diria que se trata de uma canção ruim, porque não é. Trata-se de uma composição caribenha, com violões acústicos e espanhóis (estes, com uma levada flamenca que além de bonita é divertida), maracas, campanas e o chimbal da bateria fechado. Definitivamente é uma música atípica para o Queen, mas eu desafio qualquer pessoa a não pensar em praias de água azulada/esverdeada, céu limpo, muito sol, água de coco e rede enquanto estiver ouvindo. É para se ouvir despreocupado e, principalmente, para pensar na coragem do Queen, uma respeitadíssima e adorada banda de rock, gravando uma faixa inteiramente caribenha. Percebam que o papel de “romper barreiras” da banda ainda existia, mas em outros formatos.

A penúltima faixa do disco, It’s Late, é praticamente a “despedida” do Queen em relação aos seus épicos completos (a banda demoraria para fazer algo parecido novamente). Não é uma faixa extremamente complexa, mas é a mais longa do disco (6’26”) e que possui intricados vocais em três “atos” (a letra é a crônica de uma vida), como em uma pequena peça, além de uma surpresa na ponte entre o coro e o refrão final.

E fechando o disco, a sensacional My Melancholy Blues, de Freddie Mercury. É curioso, poque que não se trata de um blues de verdade, já que os seus padrões harmônicos são jazzísticos. Mercury assume os vocais e o piano e tem acompanhamento do baixo e bateria apenas com vassourinha, mantendo a intimidade necessária da canção, que fecha o disco da maneira mais sublime possível.

Sem nenhum medo de mudar de rumo (eu sei que essa frase poderá ser usado contra mim na crítica de Hot Space, mas tudo bem) e fazendo tal mudança com qualidade e variedade de gênero e estilo, o Queen plantou aqui em News of the World as sementes de um estágio musical no qual se fixaria a partir do lançamento de Jazz (1978). Enquanto A Day at the Races (1976) foi o estágio final do Queen operístico, News of the World foi o primeiro ensaio de um Queen secular, mais pop, mais comercial. Isso não significa que a qualidade da banda estava comprometida, mas é incontestável que a escolha para trilhar esse novo caminho geraria álbuns que denotariam, para muitos ouvidos, “sons de uma outra banda”.

***

Nota sobre fontes: eu traduzi trechos de informações em entrevistas com os membros da banda para diversas redes de TV e rádio ao longo dos anos; compilei informações técnicas específicas expostas no livro Queen – História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos, de Phil Sutcliffe (e também de encartes de CDs, documentários de DVDs e livros que acompanham os boxes Especiais da banda); trouxe diversas informações sobre decisões ou discussões de bastidores, processo de criação das músicas, uso específico de instrumentos, descrição de cenas da produção dos discos, estilos ou comparações entre canções de diversas Eras da banda através de um processo criativo de caráter biográfico do documentário Queen – Days of Our Lives e também de artigos em diversas páginas ligadas à banda, aos estúdios e principalmente aos produtores dos discos.

Aumenta!: We Are the Champions
Diminui!: TALVEZ Who Needs You
Minhas canções favoritas do álbum: All Dead, All Dead  e  My Melancholy Blues

News of the World
Artista: Queen
País: Reino Unido
Lançamento: 28 de outubro de 1977
Gravadora: EMI, Parlophone
Estilo: Rock, Arena Rock, Hard rock

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23 comentários

Keila Lima 9 de dezembro de 2018 - 11:11

As críticas desse site são perfeitas! Nunca tinha percebido que o Plano Crítico falava de música também. Ótimo texto!

Responder
Luiz Santiago 9 de dezembro de 2018 - 12:29

Obrigado, @keilasparrow:disqus!
E sim, nós temos uma seção inteira de música, depois dê uma passada por lá: https://www.planocritico.com/category/musica/

E também TODOS os discos do Queen criticados, veja aqui no nosso Especial para a banda: https://www.planocritico.com/especial-queen/

Responder
Luiz Santiago 23 de maio de 2018 - 21:39

@disqus_SVBWbuGxf4:disqus do céu eu tô é chocado com Who Needs You no segundo lugar da tua lista! OMG!!! HAHHHAAHAHAHAH

Obrigado! Fico feliz que esteja gostando das críticas. O Queen é a minha banda favorita, então foi um prazer enorme escrever sobre a discografia dos caras. Seja mais que bem-vindo pra comentar em todas! 😀

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Luiz Santiago 22 de maio de 2018 - 23:45

Eu entendo a questão da preferência. Mas não a questão de ser tão boa assim. Particularmente não acho a música ruim, mas sou indiferente à ela. Diferente de It’s Late e My Melancholy Blues que são simplesmente maravilhosas.

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Gabriel 23 de maio de 2018 - 20:48

Provavelmente foi a letra de Who Needs You que me fez gostar tanto dessa canção kkk.
Mas se eu pudesse fazer um ranking de NOTW seria assim:
1 – It’s Late
2 – Who Needs You
3 – My Melancholy Blues
4 – Spread Your Wings
5 – We Will Rock You
6 – All Dead, All Dead
7 – We Are The Champions
8 – Sleeping On The Sidewalk
9 – Sheer Heart Attack
10 – Get Down, Make Love
11 – Fight From The Inside
Irei comentar em outras criticas suas sobre o Queen, são todas muito bem feitas e bem divertidas de ler.

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Gabriel 22 de maio de 2018 - 22:10

Acho difícil você responder esse comentário (pois já é uma matéria bem antiga) mas eu confesso que fiquei um pouco impactado, com o fato de uma musica TÃO boa como Who Needs You ser a mais odiada do disco.
Acho isso até estranho kkk, essa música (Junto com It’s Late e My Melancholy Blues) é a minha preferida de NOTW.

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Diogo Maia 25 de julho de 2017 - 22:39

Esse disco sempre teve um ar mais Glam que os demais. Não que eu não goste dele, até curto bastante, mas esse tipo de som aqui tinha bombado mesmo no início dos anos 70. De qualquer forma, como eu comentei, gosto da crueza dele.

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Luiz Santiago 25 de julho de 2017 - 23:56

Eu gosto de acompanhar essa mudança. O Queen era uma banda camaleão. E mesmo em iniciativas não muito louváveis como “Hot Space” os caras experimentavam, entravam em cenários novos, sem medo.

Responder
Matheus Biasini 5 de dezembro de 2016 - 18:11

Apesar de gostar do Queen operístico, quando eles fazem Hard Rock, é simplesmente divino, especialmente em Sheer Heart Attack (perfeita para irritar aquele seu vizinho mala).

Responder
Matheus Biasini 5 de dezembro de 2016 - 18:11

Apesar de gostar do Queen operístico, quando eles fazem Hard Rock, é simplesmente divino, especialmente em Sheer Heart Attack (perfeita para irritar aquele seu vizinho mala).

Responder
Luiz Santiago 5 de dezembro de 2016 - 19:23

De fato, é perfeito para irritar vizinhos! É uma canção raivosa, né? Pra exorcizar mesmo! hahahahah

Responder
Luiz Santiago 5 de dezembro de 2016 - 19:23

De fato, é perfeito para irritar vizinhos! É uma canção raivosa, né? Pra exorcizar mesmo! hahahahah

Responder
Luiz Santiago (luizsantiago) | Pearltrees 3 de fevereiro de 2016 - 11:15

[…] | “The Game” – Queen – Plano Crítico. Crítica | “Jazz” – Queen – Plano Crítico. Crítica | “News of the World” – Queen – Plano Crítico. Crítica | “A Day at the Races” – Queen – Plano […]

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Guilherme 23 de julho de 2015 - 21:28

Cara, não sei donde você tirou que esse disco é odiado. Eu vivi nos anos 80 e News Of The World para mim é um dos melhores discos do Queen disparado, ao lado de The Works e Night At the Opera. A banda não estava caminhando em um lugar desconhecido como você citou, citar isso é jogar todos os discos anteriores fora. Concordo mais com o cidadão ali que disse que é uma salada, pois está tudo que o Queen construiu em seus discos anteriores. Não era novidade. Não tem música ruim. All Dead, All Dead também é minha preferida. Brian May tinha uma voz maravilhosa, que deixava muito vocalista na época no chão. Recomendo ouvir 39, outro clássico de May.

Parabéns pelo texto.

Responder
Luiz Santiago 23 de julho de 2015 - 22:13

Olá, Guilherme. Obrigado pelo seu comentário!

Na verdade eu disse que “nunca vou entender por que as pessoas cotam esse álbum com notas tão baixas”. Foi o que eu disse. Isso significa que eu tive contato com pessoas, li textos e observei em redes sociais como Sputnik, Listal, Discogs e críticas e comentários da NME e Rolling Stones, grupos no facebook e fóruns de música pela internet sobre o Queen em que a cotação, em sua maioria, é baixa.

Sobre o caminho, o que eu disse na verdade foi que eles estavam “trilhando caminhos que não conheciam bem, embora não ignorassem o que queriam fazer”. E mantenho enfaticamente o que disse: a banda não conhecia bem o caminho para o qual caminhava mas não o ignorava. “News” é uma quebra conceitual com os discos anteriores. Isso não quer dizer que pontualmente não houvessem ecos da fase “operística”. Mas este álbum e o sensacional “Jazz” é um afastamento em relação aos 5 discos iniciais (embora “Jazz” seja bastante ambicioso, muito mais que “News”) e uma aproximação com o universo que eles mais explorariam a partir de “The Game”.

Quando você diz “não era novidade”, você se refere à banda ou à História da música? Porque se for à banda, discordo de você. Um álbum inteiro com a estrutura de “News”, para o Queen, era novidade sim. Mas se você está falando em relação à História da Música, aí tudo bem, concordo contigo.

Caso se sinta impelido a continuar o diálogo, seguem as minhas críticas para:

Queen: https://www.planocritico.com/critica-queen-queen/

Queen II: https://www.planocritico.com/critica-queen-ii-queen/

Sheer Heart Attack: https://www.planocritico.com/critica-sheer-heart-attack-queen/

A Night at the Opera: https://www.planocritico.com/critica-a-night-at-the-opera-queen/

A Day at the Races: https://www.planocritico.com/critica-a-day-at-the-races-queen/

Jazz: https://www.planocritico.com/critica-jazz-queen/

The Game: https://www.planocritico.com/critica-the-game-queen/

Hot Space: https://www.planocritico.com/critica-hot-space-queen/

The Works: https://www.planocritico.com/critica-the-works-queen/

A Kind of Magic: https://www.planocritico.com/critica-a-kind-of-magic-queen/

The Miracle: https://www.planocritico.com/critica-the-miracle-queen/

Innuendo: https://www.planocritico.com/critica-innuendo-queen/

Made in Heaven: https://www.planocritico.com/critica-made-in-heaven-queen/

Abraço!

Responder
Renan Santos 25 de julho de 2015 - 00:51

Nos motivos musicais, realmente, NOTW é um disco direto e mais simples, mas ainda é grandioso sem ser pomposo, em referência aos anteriores.
Por motivos conceituais (ou outra coisa, vai saber…) esse disco, pra mim, é uma bela duma resposta ao punk. Até hoje noticiam o movimento com uma babação de ovo tremenda que parece que foi a oitava maravilha do mundo.
O Queen podia não odiar o punk mas gosto de pensar que eles pensaram: “Ah, é? Três acordes? Faça você mesmo? Então toma!”
Nem no “fim da monarquia” a rainha perdeu a majestade.

Responder
Luiz Santiago 25 de julho de 2015 - 01:18

E foi uma baita de uma resposta, hein? Concordo com você nesse sentido, mas tomando cuidado para não fazer aquela definição geralzona de que NOTW surgiu PORQUE o punk quis destronar o Queen. Mas que eles deram uma pela chegada pra lá nos caras, ah, deram! hahahhahaha

Responder
Filipe Isaías 21 de julho de 2015 - 15:49

Sensacional! Dos vários estilos do Queen, esse Hard/Arena Rock, que eles dominavam como ninguém, sempre me conquistou. Como fã de futebol, as duas primeiras canções me arrepiam completamente, além de que We Will Rock You deve ser o tema de toda sala de aula. Além delas, It’s Late e Sheer Heart Attack são as minhas preferidas. A segunda até mesmo tem esses barulhos bem sci-fi do meio pro final (caso 10 no chão que foi o Roger Taylor). Só Who Needs You que, ironicamente, tem uma mensagem que se aplica à ela mesma he he.

Eu gostei desse ‘novo’ rumo que o Queen tomou, só espero que a qualidade se mantenha. Texto ótimo como sempre, brother.

Abs.

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2015 - 21:13

Que bacana que gostou! Muitos fãs da banda até aqui passam a negativizar o trabalho deles por conta desse disco, o que é uma pena. Só digo uma coisa: se você gostou desse, então prepare-se para “Jazz”. Hahahahahaha

Responder
Augusto 20 de julho de 2015 - 23:49

Cara, eu adoro os 5 primeiros discos, já nesse eu acho que tem uma queda, não que o Queen pare de ser uma grande banda (The Game, The Works, A Kind of Magic e Innuendo são tão bons quanto os primeiros discos), mas News of the World tem músicas muito boas e outras mais ou menos.

Não sabia que Who Needs You era odiada, na verdade gosto bastante dela, Get Down, Make Love é minha menos preferida. Em compensação, adoro Spread Your Wings, It’s Late, My Melancholy Blues e All Dead All Dead, além de, claro, We are the Champions e We Will Rock You.

Meu aumenta é igual o seu, o diminui é Get Down, Make Love e minhas preferidas são It’s Late e Spread Your Wings.

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2015 - 06:57

É interessante ver que depois de “A Day at the Races” as pessoas normalmente possuem opiniões bem conflitantes em relação aos álbuns deles, embora a opinião de que continuaram ser uma grande banda seja presente em todos os casos. 🙂

Responder
paulo ricardo 20 de julho de 2015 - 18:45

Na verdade , ficou mais pop a partir do The Game ,n News of the World é uma salada variada de gèneros quase sempre acertando . só n gosto de Fight from the Inside e Get Down Make Love ( muito chatinha heheheh ) ! Spread Your Wings junto c Save Me são as baladas definitivas do Queen ! Abraço , bela resenha !

Responder
Luiz Santiago 20 de julho de 2015 - 19:43

Obrigado, @disqus_nkfxQiOEuh:disqus!
Algumas canções realmente não agradam à maioria. É um álbum bem “salada” mesmo, como você diz. Concordo.

Responder

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