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Crítica | Nightflyers – 1ª Temporada

por Ritter Fan
183 views (a partir de agosto de 2020)

A nova série do SyFy, distribuída com exclusividade em streaming pelo Netflix fora dos EUA e baseada em novela de 1980 de George R.R. Martin, mais conhecido como o escritor que aparentemente nunca acabará As Crônicas de Gelo e Fogo, não é fácil de ser apreciada. E não quero dizer com isso que ela é particularmente complexa ou ambiciosa a ponto de tornar-se hermética ou ininteligível, pois isso ela definitivamente não é, ainda que não seja trivial ou genérica. Falo mesmo é da ambientação, de seus personagens e de seus roteiros.

Desagradável é a palavra mais simpática que consigo achar para caracterizar os três pontos nevrálgicos acima. Nightflyers não “dá gosto de ver” e não permite verdadeiramente que alguém torça pelo sucesso de alguém e, mais do que isso, não é capaz de deixar ninguém nem remotamente feliz ao final. A 1ª temporada, de apenas 10 episódios de milagrosa duração regulamentar (só o primeiro tem mais do que 43 minutos!), é um desfile de pessimismo, niilismo, egoísmo e todos os demais “ismos” de conotação negativa que você puder imaginar que acompanham a tripulação da nave do título (só que sem o “S” no final) em uma missão para tentar fazer primeiro contato com os misteriosos Volcrym (quase um MacGuffin), que pode significar esperança para uma Terra moribunda.

Daniel Cerone, que desenvolveu a série e trabalhou como showrunner, começa pelo seu final, trazendo uma sequência à la O Iluminado em que um homem barbudo, de machado em punho, persegue uma loira, que foge em desespero. Segue tragédia e, então, somos arremessados para o passado de forma que possamos caminhar na direção desse momento misterioso e sanguinolento. É um artifício batido, não tenham dúvida, mas que funciona, até porque o quebra-cabeças que acaba resultando nesse cenário mortal não é dos mais óbvios e é no mínimo divertido notar os encaixes aqui e ali ao longo da progressão narrativa.

Existem duas narrativas bem diferentes em sua superfície, mas que se entrelaçam desde o começo. A primeira e mais imediatamente transparente, é a viagem interplanetária em si, que coloca uma equipe de cientistas encabeçada pelo astrofísico Karl D’Branin (o irlandês Eoin Macken esforçando-se, mas falhando em esconder seu sotaque nativo) fazendo de tudo para provar que os Volcrym são realmente alienígenas (seus pares na Terra duvidam disso) e para estabelecer contato. A segunda tem relação com a nave propriamente dita, comandada pelo misterioso e holográfico (sim, literalmente) Capitão Roy Eris (David Ajala), que esconde um baú de segredos por trás de meias palavras e aparecimentos e desaparecimentos a seu bel-prazer.

A primeira linha narrativa é a que ganha desenvolvimento mais frenético no começo da temporada, com a introdução imediata do telepata de nível máximo Thale (Sam Strike), basicamente temido por toda a tripulação, que passa a vê-lo como responsável por tudo o que dá errado na expedição e acreditem quando digo que muita coisa dá errada logo de início. Thale, que vive enjaulado e dopado, é acompanhado de sua psiquiatra Agatha Matheson (Gretchen Mol, a loira do flashforward que abre a série) e sua função é tornar possível a efetiva comunicação com os Volcrym, já que eles emitem o mesmo tipo de ondas que os telepatas manifestam. O conflito base é essa presença odiada do telepata, o que permite um começo movimentado para a temporada.

Mas a segunda linha narrativa vai “correndo por fora”, vagarosamente tornando-se mais e mais relevante. O entrelaçamento que mencionei que existe logo no início se dá quando olhamos em retrospecto e entendemos, já conhecedores de boa parte do mistério, sua influência já na partida da Nightflyer. Diria, porém, que os subtextos que lidam com a memória e a noção de legado são os que fazem as duas histórias comungarem com constância e relevância, de certa forma fundindo conceitos que vemos de maneira mais filosófica em 2001 – Uma Odisseia no Espaço e Solaris, dois marcos “rivais” do sci-fi. As influências dessas duas obras são visíveis e Cerone não tenta escondê-las, até mesmo trazendo um vigilante “olho vermelho” tipo HAL 9000 que existe por toda a nave, além das visões mnemônicas que influenciam todos os personagens, notadamente D’Branin, muito na linha da obra de Andrei Tarkóvski.

No entanto, quem não aprecia os dois filmes citados acima como sustentáculos inspiradores para Nightflyers não precisa se preocupar. A temporada vive por si mesma, construindo sua própria mitologia e desenvolvendo seus próprios personagens. Mas é provavelmente nesses dois aspectos que muitos também poderão encontrar obstáculos para mergulhar na série, já que o showunner fez a arriscada escolha de tornar tudo muito pesado, triste e desesperançoso, a começar pelo livre uso de sangue e violência, além de momentos particularmente “nojentos” como quando a sonda enviada por D’Branin e pelo xenobiológo Rowan (Angus Sampson, o sujeito enloquecido do machado do começo da temporada) ou quando há o salto temporal de oito meses mais para a frente.

E toda aquela camaradagem entre a tripulação de uma nave que nossa mente coletiva internalizou por anos de influência de Star Trek, Star Wars e outras franquias simplesmente não existe aqui. No máximo é possível dizer que o grupo de cientistas se tolera, mesmo quando há relacionamento amoroso (sempre distantes), mas só. A dinâmica é na base do “cada um por si e Deus por todos” ou algo bastante próximo disso, o que é, francamente, uma diferença em relação ao que já existe por aí que caiu muito bem para mim. Vemos, em Nightflyers, relacionamentos mais “verdadeiros”, mais próximos do que lidamos, gostando ou não, em nosso dia-a-dia (a não ser que se tenha muita, mas muita sorte), algo que nem mesmo séries sci-fi que trabalham fortemente com o realismo como The Expanse e Battlestar Galactica (o reboot, claro) costumam abraçar.

Acompanhando essa pegada desagregadora, o design de produção cria ambientes claustrofóbicos, com as câmeras evitando, durante quase que a integralidade do tempo, lidar com espaços abertos fora da Nightflyer. Isso gera desconforto ao espectador que torna ainda mais difícil lidar com os personagens que “temos” que gostar. Tudo é nos proverbiais tons de cinza e a natureza de ambiente “vivido” não tem, aqui, conotação positiva. É, em termos de abordagem estética, o exato oposto de 2001 de Stanley Kubrick.

Além dos problemas inerentes que essas escolhas trazem, e que considero como um ponto de ruptura relevante para muitos espectadores (não foi o meu caso como a avaliação final deixa claro), há alguns problemas de roteiro causados provavelmente pela necessidade – pela escolha, na verdade – de se manter vários segredos guardados a sete chaves por um significativo tempo (ainda que seja possível deduzí-los com maior ou menor grau de dificuldade e atenção), como diversas conveniências narrativas, especialmente a falta de diversos equipamentos e características que uma nave com essas características simplesmente não poderia deixar de ter, como por exemplo uma forma razoável de se fazer acoplamentos no espaço. Além disso, quando toda a poeira baixa, apesar de sempre termos claro em nossa mente a motivação de D’Branin para chegar aos Volcrym, ficamos com um ponto de interrogação no caso de Eris. O arco macro que se encerra na verdade no nono episódio, abrindo espaço para quase que um novo começo no derradeiro episódio, não aborda satisfatoriamente essa questão, deixando-a no ar até com uma certa contradição às grandes revelações que tocam o personagem já nos estertores da temporada.

Mesmo assim, Nightflyers é um sci-fi sólido que trafega bem entre gêneros e cria uma atmosfera própria e diferente, apesar de repleta de clichês e referências do gênero, o que, se bem trabalhados como são, não é uma característica negativa. Sim, é uma temporada desagradável. Mas é agradavelmente desagradável, se é que me entendem…

Nightflyers – 1ª Temporada (EUA – dezembro de 2018 originalmente nos EUA; 1º de fevereiro internacionalmente pelo Netflix)
Showrunner: Daniel Cerone
Direção: Mike Cahill, Andrew McCarthy, Nick Murphy, Maggie Kiley, M. J. Bassett, Damon Thomas, Mark Tonderai, Stefan Schwartz
Roteiro: Jeff Buhler, Daniel Cerone, Lindsay Sturman, Brian Nelson, Terry Matalas, Christopher Monfette, David Schneiderman, Michael Golamco, Amy Louise Johnson (baseado em obra de George R. R. Martin)
Elenco: Eoin Macken, David Ajala, Jodie Turner-Smith, Angus Sampson, Sam Strike, Maya Eshet, Brían F. O’Byrne, Gretchen Mol, Phillip Rhys, Gwynne McElveen, Zoe Tapper, Miranda Raison
Duração: 42 a 44 min. por episódio (10 episódios no total)

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76 comentários

Pedrinho Rude Boy 1 de março de 2019 - 21:02

Gostaria de entender como funciona a publicação dos comentários. Tenho um aqui que está pendente a mais de 1 dia. Em STD 2×06 tb está pendente. É normal todo esse tempo pra ser postado ?
Obg,

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 00:52

Pode acontecer, @pedrinhorudeboy:disqus . Só eu e o Luiz Santiago aprovamos comentários e, como eu gosto de responder todos assim que aprovo, eu prefiro não aprovar até eu arrumar tempo para responder. Foi mal!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedrinho Rude Boy 28 de fevereiro de 2019 - 18:30

Achei legal essa 1ª temporada. Pra quem curte soft sci-fi é um prato cheio. Percebi
elementos de Chappie, X-Men e muitos de Event Horizon (evidente neste caso). Não é nenhuma “The Expanse” mas da pro gasto.
Pena que foi cancelada.

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 00:52

Também acho que foi uma pena que a série foi cancelada. Mas ela atraiu um público bem pequeno já que o SyFy arriscou bastante ao criar um negócio bem antipático…

Abs,
Ritter.

Responder
Derek James Loureiro 13 de fevereiro de 2019 - 23:58

Cara, a melhor definição que eu poderia dar para essa série é uma casamento bem feito entre Edgar Allan Poe e Arthur C. Clark.

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 23:29

Boa!

Abs,
Ritter.

Responder
Edson A. de Araújo 13 de fevereiro de 2019 - 18:11

Não entendo porque tem tanta gente reclamando. Eu adorei a temporada. Inclusive, me lembra uma animação japonesa de 1995 chamada Memories que é formada por três contos. Neste caso, é o primeiro conto, Magnetic Rose, que lembra a série.Fica a recomendação.

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 23:29

Não conheço. Anotei aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Tahan 13 de fevereiro de 2019 - 11:16

Demorei quase duas semanas para finalizar. A cada episódio, lutava contro sono para seguir em frente. É lamentável a qualidade de algumas séries, atuação dos atores e direção. Estão aumentando a produção de filmes e séries. Infelizmente a qualidade não está seguindo o mesmo padrão.

Responder
planocritico 13 de fevereiro de 2019 - 15:05

Eu te entendo. Não concordo em relação a Nighflyers, mas eu te entendo!

Mas, no geral das séries, depende do que você estiver falando. Nightflyers não é do Netflix, pelo que não pode contar como série do canal de streaming. A quantidade de séries boas que têm saído pela Starz, Netflix, AMC, FX, HBO e outras produtoras é, diria, sem precedentes na televisão. Vejo a variedade e qualidade aumentando.

Abs,
Ritter.

Responder
Derek James Loureiro 14 de fevereiro de 2019 - 00:08

kkkkk então vc estava realmente com sono. Pq nightflyers é uma série em que se vc piscar um segundo, vc perde algo extremamente importante que de qualquer forma vc não entenderia nada e é isso que te faz ficar acordado pra ver. Mesmo muita coisa estando explícita, a série gera as dúvidas na sua mente, se vc está enganado ou não sobre aquilo, assim como a nave faz com os personagens. E é exatamente com esse tipo de interação pessoal que a série me cativou.

Responder
Jsalun 4 de abril de 2019 - 11:51

Verdade, dei uma cochilada e até agora não lembro onde foi o salto temporal, quando vi no dia seguinte a mulher das abelhas já estava barriguda e fiquei meia hora tentando lembrar de algo, mas resolvi continuar sem me preocupar como chegou naquilo.

Responder
ekauq12 12 de fevereiro de 2019 - 05:48

Mano eu pensei que essa serie seria legar por abordar uma trama futurista(que eu gosto),então resolvi ver o primeiro episodio,e não passou nem dos 20 minutos meu cérebro ja tava soltando faísca de tão confuso que era essa série.

A serie tem vários cortes que mudam pra cada pessoa da nave que deixa o filme confuso demais.Isso quando não fica mudando de take pra take que faz tua cabeça vira um liquidificador

Agora as reações dos personagens são todas desinteressadas sem o minimo de preocupação,um cara quebra as costas num painel e o máximo que fazem é olhar e soltar aquele gritinho.

Ja a atuação supera qualquer Leonardo DiCaprio kkkk.Mas falando serio,a atuação daquele louco enjaulado e muito gliche de psicopata de filme de terror psicologo

A nota verdadeira é 0.5

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2019 - 12:30

Mas você conseguiu acabar então?

Abs,
Ritter.

Responder
Anderson Fernandes 10 de fevereiro de 2019 - 15:30

O cara detonou a série, e no final deu nota 4… Algo de errado não está certo.

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 15:57

Hummmm, sugiro ler novamente…

– Ritter.

Responder
Dácio Santos 9 de fevereiro de 2019 - 17:08

Faltou estômago para você apreciar a série. O fato é que o niilismo, violência, e a exposição ao pior da natureza humana tornam a série, no mínimo, única. Imagino se você gostou de Black Mirror ou Electry Dreams. Em tempo, a série não deve agradar quem não é simpático ao niilismo, e por ter 10 capítulos, fica difícil de assistir. Mas quem libertar a mente vai experimentar uma série de sensações que nunca vai vivenciar, seja por falta de oportunidade, seja por acreditar num mundo Pollyana.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2019 - 17:22

Para eu apreciar a série? Como assim? Eu dei 4 estrelas para ela!

– Ritter.

Responder
Dácio Santos 9 de fevereiro de 2019 - 18:03

Você tem razão, não me expressei de maneira adequada, me desculpe! De qualquer modo, exige muito estomago mesmo, especialmente após a chegada da sonda.

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2019 - 16:03

A sonda tecno-orgânica é uma nojeira mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 9 de fevereiro de 2019 - 17:58

”a série não deve agradar quem não é simpático ao niilismo, e por ter 10 capítulos” Sua teoria ja cai por terra, pois eu adoro filmes e séries com essa pegada. Sou fã das obras de Lovecraft, que explora o terror cosmico. E a série pra mim, da metade pro final se tornou uma bagunça.

Responder
Dácio Santos 11 de fevereiro de 2019 - 10:56

Então, por ter 10 capítulos você não gostou (pelo que entendi você não gostou, ou achou mais ou menos, ou gostou e está criticando por criticar). Pelo que entendi você não é niilista? Sugiro que você pesquise e leia um pouco do assunto, afinal se você gosta desse tipo de terror, deve ser um pouco niilista, mesmo sem saber o que é ao certo. Ainda, sugiro que você reformule seu comentário para que seja possível conversarmos porque ficou sem nexo seu comentário, o que fere de morte sua conclusão rsrsrs… ou deixa pra lá.. cheers

Responder
Stella 11 de fevereiro de 2019 - 13:01

Como você é soberbo kkkkkk

Responder
Zargoni Kutuka 8 de fevereiro de 2019 - 21:04

Critica rasa! Quer dizer que nao conseguiu ficar amiguinho dos personagens? Incomodado com o sotaque do irlandes… O que te faz acreditar voce que tem moral pra criticar series ou filmes? Quem te encorajou?

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 21:26

Sou o melhor crítico cinematográfico e televisivo do mundo, não sabia? Reconhecido internacionalmente, com três doutorados e um pós-doutorado na área e com críticas publicadas em 127 línguas e 356 dialetos.

Abs,
Ritter, o Melhor Crítico do Mundo.

Responder
márcio xavier 8 de fevereiro de 2019 - 15:01

A última série boa que vi e que era desagradável de assistir foi o assassinato de Versace, talvez por motivos parecidos. Estava ansioso por nightflyers, mas não deixei de xingar o Martin no tuiter por ficar dando atenção a projetos paralelos e não acabar o maldito Winds of winter, até saber que ele não se envolveu no projeto. Mas com a crítica e os comentários, vou começar hoje.

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 15:14

@m_rcio_xavier:disqus , eu só aguentei ler dois livros e meio das Crônicas, pelo que não fico nem um pouco desesperado pela lerdeza do Martin, mas que é uma baita sacanagem com os leitores deles, ah isso é…

O único lado positivo nessa história é que o Stephen King levou 22 anos para acabar seu épico A Torre Negra, mas ele acabou! Então o Martin deve estar querendo imitar o King! HAHHAHAHHAAHAAHAHHAAH

Abs,
Ritter.

Responder
Derek James Loureiro 8 de fevereiro de 2019 - 19:42

O único problema do Martin, em querer imitar o King nisso, é que ele não tem mais idade pra isso….kkkkkkkkkkkk

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 19:59

Verdade! E ele não me parece um cara que toma muito cuidado com a saúde dele…

Abs,
Ritter.

Responder
vince 9 de fevereiro de 2019 - 00:36

Ele já passou do tempo fazem 23 anos que o primeiro livro foi lançado.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2019 - 00:42

Já? Ih, caramba, ferrou então!!!

Abs,
Ritter.

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 8 de fevereiro de 2019 - 10:35

No geral eu achei a série até boa. Eu não gostei da atuação de alguns personagens, onde a Cynthia com suas caras e bocas forçadas se destaca. A trama é bacana e prende.

Mas uma coisa me incomodou bastante.

Capitão Eris sabia desde o início que a mãe dele estava tentando matar geral na nave e mesmo assim deixou (e ordenou) o pessoal caçar o Thale. Aí quando ele revela para o pessoal o segredo geral já absorve numa boa e se junta para combater o mal. Além do mais, que espécie de pessoa coloca uma tripulação em uma nave assim pra fazer uma missão dessas???

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 11:21

Isso que te incomodou me incomodou também. Você desenvolveu o que eu escrevi de maneira mais genérica e propositalmente críptica no penúltimo parágrafo da crítica. Diria que faltou uma justificativa mais clara para as motivações do capitão.

Abs,
Ritter.

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 8 de fevereiro de 2019 - 14:46

Sim sim. No mínimo eu esperaria saber quais são as motivações dele. Principalmente por ele ter revelado tão rápido sobre a mãe, se não me engano foi no terceiro episódio. Me ficou a sensação de que não era tão importante assim, quando na verdade era muito importante!

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 15:08

Era essencial!

Abs,
Ritter.

Responder
Joao Paulo 8 de fevereiro de 2019 - 15:57

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Isso até me incomodou mas nem tanto levando-se em consideração a real natureza do Eris, que com certeza não é uma pessoa comum.

Acredito que seja isso que defina o personagem, esta dualidade entre querer fazer algo de bom para a humanidade por conta própria e a submissão à mãe. Sua única forma de conseguir unir as duas coisas foi usar a NightFlyer para a missão, mesmo possuída pela consciência da mãe e sabendo que provavelmente teriam problemas.
Sabendo que não conseguiria uma coisa sem a outra, ele torceu pelo melhor e tentou remediar a situação. Por isso ele acabou contando quem era a entidade, ele sabia que teria que fazer isso mais cedo ou mais tarde.
E outra coisa, que ideia original foi essa de usar as memórias capturadas pela máquina como assombrações héin?

Abraços

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 16:19

Gosto de sua visão aqui. Simples, mas faz mesmo todo sentido.

E foi uma ótima ideia mesmo a questão das memórias, um tema recorrente ao longo de toda a temporada, aliás. Ficou bem harmônico.

Abs,
Ritter.

El Imparcial ~ Jaktal 8 de fevereiro de 2019 - 16:27

O Eris eu até entendo um pouco, me incomodou muito mais o pessoal em volta dele ter aceitado tão tranquilamente quando ele revelou a verdade. Ninguém sequer questionou o motivo de ele ter escondido. Eu me lembro que ele revela no final de um episódio, se não me engano o 3, e fiquei com expectativa de no próximo ter pelo menos uma discussão com o cara, mas não.

Realmente, essa das assombrações/hologramas foi bem bacana!

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 19:59

Ele revelou a verdade tão cedo assim? Tinha a impressão que tinha ficado mais para a frente.

Abs,
Ritter.

Linti Faiad 8 de fevereiro de 2019 - 22:40

SPOILER

Pelo que entendi da série, o Eris era tão somente uma máquina programada pela falecida mãe, não um humano modificado. Assim, acho que perde um pouco sentido criticar sob o ponto de vista moral (máquinas podem sofrer dilemas morais apenas se programadas para tanto), diferente da “irmã” dele que pelo que entendi é uma humana modificada geneticamente, mas ainda assim uma humana. E achei bem sofrível a atuação do autor no sentido de demonstrar um conflito interno da máquina.

O que não entendi muito bem foi o suicídio da doutora Agatha. Ela se suicidou pq a sua existência ali prejudicava a existência do Thale?(?!).

Além disso, alguem mais ficou esperando ansioso pela revelação de que o Thale era filho do Dr. Karl hahaha

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2019 - 00:49

SPOILER

Vou começar do final: sim, fiquei esperando o tempo todo a revelação de que Thale era filho do D’Brannin. Toda vez que a Agatha conversava a sós com ele eu fica calculando as idades para ver se dava certo… HAHAHAHAHAHHAAHAHHA

Sobre o suicídio, a presença de Agatha criava “interferência” no poder de Thale, como quando um microfone é aproximado de uma caixa de som, mal comparando. Sem ela ali, Thale estaria livre para suar todo o potencial das ondas teke.

Já a questão do Eris, a única resposta que poderia tentar te dar é que ele é um clone de outro sexo da mãe, ou seja, é humano sim e essa manifestação robótica (ou sei lá o que é aquilo) nada mais é do que sua interface com o mundo real.

Abs,
Ritter.

Responder
Dácio Santos 9 de fevereiro de 2019 - 17:08

Thale é filho do dr karl com ctz haha

Responder
Joao Paulo 8 de fevereiro de 2019 - 08:05

Realmente a quantidade de temas diferentes que a série tenta abordar a torna irregular em alguns momentos, contudo o esforço em fugir do convencional faz impossível não olhar com simpatia para a série.

No final, apesar de passear por praticamente todos os conceitos e clichês da sci-fi a série se mostra consistente em discutir o que é vida e consciência em suas várias possibilidades.

E o que dizer do plano inicial? Pegar a nave mais rápida do mundo, tentar interceptar em uma corrida contra o tempo um objeto que pode ser uma nave alienígena que nunca respondeu a nenhuma tentativa de contato, em um ato desesperado para salvar a humanidade. Como não ver beleza no desespero deste plano?

Abraços

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 11:21

Ir em direção ao completo desconhecido é sempre um conceito fascinante, seja chegar ao Polo Norte, escalar o Everest ou, claro, tentar o primeiro contato com potenciais alienígenas que nem se tem certeza que são alienígenas!

Abs,
Ritter.

Responder
Linti Faiad 8 de fevereiro de 2019 - 03:06

Salve Ritter,

COMENTÀRIO COM SPOILERS

Esperava ansioso pela sua crítica. Realmente é uma mistura de amargor pelas sofríveis atuações, correria com que apresentam informações (pela primeira vez em muito tempo, acho que valeria a pena uma série ter mais episódios para desenvolvimento…) e satisfação por ver uma sério que apresenta, como vc disse, uma mitologia sólida.

Acho que fizeram uma execução ruim (não péssima) para um pano de fundo com ideias super interessantes.

A cena final já apresentou, de vez, que a temática das viagens temporais será central na próxima temporada. Como sabemos, sempre é um terreno árido. Mas pelo que vi o Martin atuou como consultor da série. E se tem algm que se atentar para os detalhes na atualidade é ele. Isso vai ser importante para não estragar a série nesse campo minado que são as viagens no tempo e/ou realidades paralelas. Aproveitando, quais seus filmes preferidos sobre o tema?

Abs

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 11:30

Interesse o seu comentário sobre as atuações, que reflete também o de outros leitores aqui. Confesso que não vi problemas nesse quesito. Minha impressão é que os personagens são tão propositalmente desagradáveis que isso acabou sendo “transferido” para as atuações. Ao contrário, eu acho é que os atores corresponderam bem (não maravilhosamente, concordo) com o que se esperava deles.

Você quer saber meus filmes preferidos sobre viagem no tempo?

Assim de cabeça diria: Trilogia De Volta para o Futuro, Donnie Darko, os dois primeiros Exterminador do Futuro, Os Doze Macacos, Planeta dos Macacos, Primer, Efeito Borboleta, Star Trek IV e Primeiro Contato, Nimitz – De Volta ao Inferno, os dois Bill & Ted, Projeto Filadélfia e Os Bandidos do Tempo,

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 8 de fevereiro de 2019 - 13:35

Ah, Ritter so vc pra citar Bill & Ted. ” só os vencedores podem voltar no tempo e arrumar as coisas” hahahaha adoro esses filmes

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 14:28

Como não citar essas maravilhas?

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 8 de fevereiro de 2019 - 17:30

Quem n queria ter uns robozoes legais daqueles?

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 19:59

Exato!

– Ritter.

El Imparcial ~ Jaktal 8 de fevereiro de 2019 - 14:46

Não gosta de O Predestinado?

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 15:08

Acredita que nunca vi esse? Bom até você ter me lembrado dele!

Abs,
Ritter.

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 8 de fevereiro de 2019 - 15:21

Nossa! hahaha
Deve ser o motivo de não estar na sua lista.

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 15:42

Provavelmente! HAHAHHHAAHHAHHA

Abs,
Ritter.

Rômulo Estevan 7 de fevereiro de 2019 - 23:39

Realmente é uma série pesada,assisti 1 só por dia,eu particularmente amei a série pois adoro este estilo terror espacial,achei toda a trama dos supostos aliens interessante e tb da nave,aguardando a 2 temporada.

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 23:43

Também gostei, mas foi realmente complicado assistir, pois ela não desce muito facilmente.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 7 de fevereiro de 2019 - 23:39

Ótima crítica. Nossa Ritter não entramos em sintonia, tava gostando do começo dessa série, mas ela se tornou péssima pra mim do meio pro final. Colocou tantos conceitos de pseudo-ciencia para parecer cool que ficou uma bosta. Em comparação a Origin gostei mais dela do que dessa. Uma pena pois Nightflyers tinha potencial. Ainda não confirmou a segunda temporada, a série não anda agradando muito.

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 23:48

Obrigado!

Origin é legal, mas é basicona demais. Achei Nightflyers com bem mais substância, apesar dos problemas.

Sobre uma eventual segunda temporada, confesso que, se não tiver, eu me dou por satisfeito com a forma como ela acabou aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 7 de fevereiro de 2019 - 23:53

Sinceramente nem merece uma segunda temporada. Sei que Origin é basicona,mas la desenvolveram bem, nessa tentaram emular coisas demais de outras obras de ficção cientifica , pensei que seria surpreendida e fiquei só, a ja vi isso, isso saiu desse filme e dessa série, me desprendeu totalmente da trama (alguns atores tbm são ruins e não ajudam). É só uma salada de coisas
(iluminado, alien novamente, Solaris, Contato e etc), e que não trabalharam bem.

Ps: Está sabendo que Legion irá terminar esse ano na terceira temporada? Teremos um ator de GOT atuando como Professor X em flashbacks, espero que seja uma temporada fenomenal. E esse ano pelo menos teremos séries como Além da Imaginação Lovecraft Country pra compensar no genero de ficção cientifica.

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 00:01

Mas eu achei tudo isso aí foi de Origin. Nightflyers consegue fazer um mix que, para mim, foi bem mais interessante e sem tentar fazer o óbvio para agradar o público, como romances “limpos” e heroísmos vazios.

Sobre Legion, sim, a FX anunciou o fim da série na mesma hora que anunciou Y: O Último Homem para 2020. Acho que Legion tem tudo para acabar bem e fechar a série magistralmente. Mas também quero muito ver Twilight Zone e Lovecraft Country!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 8 de fevereiro de 2019 - 00:01

Quem irá fazer a critica de Além da Imaginação e Lovecraft vc ou o Luiz? Ja decidiram?

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 00:11

Ele não sabe ainda, mas eu contratei uns caras gente boa para quebrar os dedos deles se ele se atrever a chegar perto dessas séries…

Mas, falando sério (não que eu não tenha falado sério acima), não decidimos ainda. Vai depender muito de nossa disponibilidade na época de lançamento!

Abs,
Ritter.

Stella 8 de fevereiro de 2019 - 00:15

Está certo, estou muito hypada. O teaser com Jordan Peele no Superbowl me arrepiou de ansiedade.

Wagner 8 de fevereiro de 2019 - 08:10

Eita que the Monstro Ritter do Destino is real

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 11:21

Very real!

HAHAHAHAHAHHHAHAHAAHA

Abs,
Ritter.

ABC 7 de fevereiro de 2019 - 21:55

Fui assistir essa série e Boneca Russa no mesmo dia, dando preferência para Nightflyers. Enquanto eu custei para terminar o 1º episódio (muito por não ter gostado de nenhum personagem e por ter achado os atores bem ruins) de Nightflyers, Boneca Russa eu terminei num dia só (também é bem mais curta).

Vou voltar a dar uma chance para nightflyers depois dessa crítica.

Saudações.

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 23:25

Fiz por acaso exatamente a mesma coisa. Vi um episódio de Boneca Russa, notei que a protagonista está vivendo exatamente seu mesmo papel em Orange is the New Black e parti para terminar Nightflyers!

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 7 de fevereiro de 2019 - 23:39

Não se engane a personagem da Lyone tem muitas camadas,a série é ótima é esta sendo bem elogiada

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2019 - 23:43

Pode ser, mas foi impossível não ver a Nicky Nichols ali o tempo todo.

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 8 de fevereiro de 2019 - 02:14

Pela personalidade forte sim rs.

ABC 8 de fevereiro de 2019 - 08:55

Como eu nunca assisti Orange is the New Black isso não foi um problema pra mim. Eu gostei bastante da série, só fiquei meio confuso com os 2 últimos episódios, mas nada que atrapalhe a qualidade.

E a ruiva não é a única protagonista da série, mas demora um pouco para aparecer a contraparte dela.

Saudações.

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 11:21

@disqus_aWsfwKiIOp:disqus , acho que vou continuar a assistir em breve!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 8 de fevereiro de 2019 - 13:35

desculpa me meter, mas to na mesma q vc. como n vi OITNB, n me afetou em nada rsrs

Responder
ABC 8 de fevereiro de 2019 - 20:37

Qualquer série que já tenha passado da 2ª temporada eu sinto preguiça de ter que assistir do início, e é o que acontece com essas primeiras produções da Netflix.

Saudações.

planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 20:57

@disqus_aWsfwKiIOp:disqus , entendo perfeitamente. Acho que dá para contar nos dedos de uma mão sem gastar eles todos a quantidade de vezes que eu embarquei em alguma série que já estivesse adiantada na terceira temporada ou algo assim… Preguiça define sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Flavio Batista 12 de fevereiro de 2019 - 12:30

exatamente a minha situaçao com Orange

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