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Crítica | Noite de Lobos

por Ritter Fan
268 views (a partir de agosto de 2020)

Depois de mostrar a que veio com os imperfeitos, mas decididamente perturbadores Ruína Azul e Sala Verde, Jeremy Saulnier volta em uma produção mais madura, mais contemplativa, mas não menos violenta. Noite de Lobos, que o Netflix comprou para distribuição exclusiva antes mesmo da fotografia principal começar e que teve sua première no Festival de Toronto de 2018, quase que literaliza a famosa frase hobbesiana “o homem é o lobo do homem” ao colocar um especialista em comportamento lupino em meio a uma situação muito mais complexa que poderia imaginar.

Jeffrey Wright, o Bernard de Westworld, vive o referido especialista – e autor de um livro sobre a vida entre lobos – que responde a uma carta desesperada de Medora Slone (Riley Keough), moradora de um vilarejo perdido no Alasca, pedindo sua ajuda para caçar o lobo que, três dias antes, levara Bailey (Beckham Crawford), seu filho de apenas seis anos. Ela não tem esperanças de encontrar o menino vivo, mas precisa ter “algo” para dar ao marido que está lotado no Iraque (Alexander Skarsgård) e ainda não sabe do ocorrido. Essa é a premissa, mas o filme é bem mais do que apenas isso e contar detalhes do que acontece pode reduzir a experiência de quem ainda não viu, pelo que elegi escrever o mínimo possível sobre a trama.

O que realmente importa, porém, é notar como o roteiro de Macon Blair, com base em romance de William Giraldi, estabelece uma jornada pela escuridão da alma humana que não é muito diferente da empreendida por Willard em Apocalypse Now (ou, talvez mais precisamente, por Marlowe em Coração das Trevas, a obra que inspirou Coppola). Não quero dizer, claro, que é possível comparar-se qualitativamente os dois filmes, mas sim que há uma ressonância temática muito interessante, que resvala naquele mesmo lado místico e sobrenatural que permeia a figura do Coronel Kurtz, mesmo que Blair peque por enxertar alguns textos expositivos aqui e ali para reiterar momentos óbvios, com o que representa a sequência em que vemos uma matilha refestelando-se. A vida dura, fria e escura do interior do Alasca oprime seus moradores, apagam qualquer fio de esperança e o que vem é a volta à barbárie, estado que, defendem alguns, é o normal da raça humana.

E é isso que vemos logo com a chegada de Russell Core (Wright) à cabana de Medora, com diálogos sussurrados, uma escuridão que desnorteia e uma ambientação corroída, decadente, mas com um belo e assustador verniz de misticismo, ainda que o lado sobrenatural seja apenas algo que é bem pincelado bem de leve. O espectador entende de imediato, nesses 30 ou 40 minutos iniciais, que há algo de errado ali no vilarejo e com Medora em particular, que a caçada ao lobo que levou Bailey talvez seja um grito mudo de socorro, algo para o que não se espera uma solução ou mesmo que exija a exata compreensão do que está acontecendo.

Nesse mesmo espaço de tempo, somos levados para o Iraque e vemos Vernon (Skarsgård em um papel intenso, talvez seu melhor até agora), o pai, em ação massacrante por lá. É um desvio narrativo ao mesmo tempo supérfluo e interessante, servindo como um aviso premonitório do que acontecerá quando ele, inevitavelmente, voltar para o Alasca. É essa sua volta que, claro, marca a virada narrativa completa, com Core como um personagem muito mais passivo, como um observador, do que talvez fosse o esperado, mas que traz a oportunidade para Wright brilhar na composição do estudioso comportamental vivendo quase que um experimento antropológico primal.

O filme depende de diversas sequências feitas para pegar o espectador de surpresa pela sua brutalidade de um lado e por sua estranha beleza estética do outro, com planos gerais que aproveitam muito bem a paisagem desolada canadense que fez as vezes de Alasca intercaladas com planos americanos e close-ups desconcertantes, feitos para incomodar e uma fotografia de tonalidade azul, que, mesmo mostrando a beleza potencial do local, está mais interessada em sua podridão, ou seja, ela olha muito mais para dentro de nós mesmos do que para fora. Não é exatamente um filme do Homem vs. Natureza, como muitos dizem por aí, pois a pegada hobbesiana com que abri a crítica é muito mais presente.

Basta ver, por exemplo, a longa e angustiante sequência na cabana de Cheeon (Julian Black Antelope), melhor amigo de Vernon que também perdera um filho para lobos. Ali, o exagero impera e isso pode trazer estranhamento ao espectador em razão da quase inexistente construção desse personagem em particular. Mas Cheeon representa a mais completa desolação, um homem – um nativo do lugar – que perdeu seu futuro e que, agora, nada mais tem a perder e isso é o bastante para entendermos o que ele faz, algo de onde Saulnier extrai uma teatralidade dantesca, tendo novamente Core como um espectador impotente e o chefe de polícia Donald Marium (James Badge Dale, em outra atuação desesperançosa, mas belíssima) como alguém tentando evitar – ou atrasar – o caos.

Noite de Lobos não é exatamente uma surpresa. Ao contrário até, é um claro sinal do amadurecimento de um diretor que promete muita coisa boa em sua carreira ainda relativamente no começo. Não é, porém, um filme agradável ou fácil de se ver. Ao desnudar nossa natureza, ele nos olha no rosto desafiando-nos a dizer que não é bem assim, que não somos daquele jeito. Mas somos sim, podem ter certeza.

Noite de Lobos (Hold the Dark, EUA – 29 de setembro de 2018)
Direção: Jeremy Saulnier
Roteiro: Macon Blair (baseado em romance de William Giraldi)
Elenco: Jeffrey Wright, Alexander Skarsgård, Riley Keough, James Badge Dale, Macon Blair, Julian Black Antelope, Beckham Crawford
Duração: 125 min.

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76 comentários

Armando Ribeiro 2 de janeiro de 2019 - 13:08

Caramba! Que clima dark! Pesado, enigmatico… Grudei na tela o tempo inteiro!!… Estranho (mas respeito e ate entendo, nao e um filme para todos) as varias criticas negativas que esse filme recebeu, mas achei um dos melhores filmes que assisiti ano passado! Obrigado pela critica ( so assisti porque Voce gostou, entao resolvi dar uma chance para o filme…. nossa!!) Aproveito pra desejar Feliz 2019 pra Voce Ritter e a toda equipe do Plano Critico!!! Tamo junto!!

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 15:08

O mesmo para você, @disqus_IxychC9QmB:disqus !

E Noite de Lobos é um filme pesado mesmo, mas muito bacana.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 14:22

Foi mesmo uma bela surpresa!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Santos 27 de novembro de 2018 - 16:58

Filmão. Tava dando um giro no catálogo da Netflix e bum,acho esse filme e tenho uma grata surpresa.

Responder
planocritico 24 de outubro de 2018 - 10:19

Belo comentário e interpretação!

Abs,
Ritter.

Responder
Ferreira Roberto 23 de outubro de 2018 - 15:13

Filme grandioso.
As estranhas atitudes dos habitantes da aldeia me fizeram lembrar Twin Peaks.
Dos comentários que li, faltou dizer que o garoto teve de ser morto porque ele tinha o instinto assassino – herdado do pai que foi “curado” pelo índio. O garoto deve ter cometido os crimes da aldeia, não por instinto, mas por prazer. Essa era sua “doença”. Sim, todos eram lobos. E o escritor, que teve a vida poupada, talvez por usar as botas do líder da matilha, no final, diz que irá contar a história. Foi a última frase do filme. O que dá um aspecto cíclico à obra, pois levá-nos a pensar que aquela conversa será uma nova narrativa sobre lobos ou, quem sabe, a mesma narrativa, que já estava presente no livro que ele escreveu.

Responder
Willian Sales 22 de outubro de 2018 - 18:37

O filme é muito bom. Antropológico.

Responder
planocritico 22 de outubro de 2018 - 19:56

Sem dúvida!

– Ritter.

Responder
planocritico 13 de outubro de 2018 - 14:58

@rafasilveira:disqus , pois é. Falta paciência em muita gente e a compreensão de que nem todo filme precisa parar para se auto-explicar. E olha que eu concordo com você que o filme tem mais diálogo expositivo do que o necessário.

Abs,
Ritter.

Responder
Raffiinha 12 de outubro de 2018 - 20:30

Fico triste de ver críticas negativas tão rasas a respeito desse filme. Ele não é mastigado, mas ainda assim tem diálogos expositivos demais para a proposta e mesmo assim a galera reclama. Respeito a opinião alheia, embora eu gostasse de ver algo mais palpável na argumentação e não algo que grite “EU N CONSIGO PENSAR”.

Enfim.Gostei bastante do filme, mas esses diálogos pontuais que explicam boa parte do enredo me deixaram meio ressabiado. A sugestão deles serem irmãos poderia ter ficado apenas na fala da Medora sobre eles se conhecerem desde sempre e nas fotos de infância que temos alguns vislumbres. Assim como o tempo de tela da “bruxa” poderia ter sido trocado por tempo para o desenvolvimento do Cheeon. Esse tempo de elucidação cultural não agrego muito, uma vez que o sobrenatural não teve vez. A máscara de lobo pode muito bem representar essa libertação da selvageria de ambos, sem a necessidade de uma hipótese de possessão por demônio-lobo.

O melhor do filme é a utilização do cenário como personagem. Um ambiente inóspito que se força para cima dos outros personagens e os deixa melancólicos e desolados. A fria escuridão que engole tudo por lá e só pôde ser combatida com destruição.

Responder
Eduardo Milani 8 de outubro de 2018 - 23:29

tipico filme pretencioso que não fornece informações suficientes para conclusão no próprios assistir, sendo obrigatoriamente necessário pesquisar na rede. Tipico filme bem produzido e total fracasso em contar uma história.

Responder
planocritico 9 de outubro de 2018 - 00:08

Uma pena que você ache isso.

– Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 20:18

Obrigado, @johnhoxton:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 20:17

Obrigado, @johnhoxton:disqus !

Adorei seu comentário. Muito equilibrado e lógico. É assim que se argumenta!

Volte sempre!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:12

Entendi…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:10

Volte sim!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:09

Sim, faz sentido, @disqus_7uocjqMqzE:disqus .

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:08

Eles aos poucos vão virando esse jogo de qualidade, você vai ver!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 18:53

Não é verdade mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Maria Lucia 6 de outubro de 2018 - 21:51

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Eu li numa crítica que Vern mata a esposa, e não é verdade. Eles desenterram o filho morto e caminham pelo gelo.

Responder
Wil 3 de outubro de 2018 - 21:50

Assisti o trailer e ele aguçou minha curiosidade. Corri então pra ver algumas críticas, e parei aqui. Gostei e então resolvi assistir ao filme, só não vai ser hoje, rs… Depois volto para dizer o que achei. 🙂

Responder
Jesus Te Ama 2 de outubro de 2018 - 21:11

Netflix tá de parabéns…

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 21:45

Gostou mesmo ou seus “três pontinhos” indicam ironia? 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Jesus Te Ama 3 de outubro de 2018 - 00:18

Gostei mesmo. Todas as minhas frases terminam assim…

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2018 - 16:28
Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 21:44

Interessante como são as percepções. Eu achei justamente o contrário, como se os dois anteriores (não vi o primeiro) fossem anteprojetos deste aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:41

Promessa é dívida, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:40

Greengrass dirige o 22 de Julho e Cuarón dirige Roma, sendo que Roma ganhou o Festival de Veneza!

Sobre Dark 2, cara, TAMBÉM QUERO!!! HAHAHHAAHHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Sabrina 3 de outubro de 2018 - 19:52

Tem tb Apóstolo novo filme do Gareth Evans que entra em 12 de outubro . A Netflix tb acertou com os filmes O Anjo do Mossad , O Vazio do Domingo e Sob a Pele Do Lobo

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 14:52

Cara, eu achei sim melhor do que em Big Little Lies. Pareceu-me um papel mais desafiador.

Abs,
Ritter.

Responder
adrianocesar21 2 de outubro de 2018 - 15:33

Uau. Admito que saber disso me animou a ver, Ritter. Assim que conseguir volto aqui pra comentar.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 14:51

Não é sem lógica não.

Abs,
Ritter.

Responder
John Hoxton 5 de outubro de 2018 - 23:27

Muito bom esse lugar, site, aqui.

Felicidades e sucesso Ritter!

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 14:51

Bela análise, @frmulafinesse:disqus . As razões de Cheeon, para mim, estão embutidas no tipo de vida que eles todos ali levam. Não é uma justificativa para ele fazer o que faz, apenas uma explicação.

E sua conclusão é perfeita: se o filme fez pensar, então ele já tem um diferencial!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 15:20

Netflix se recuperou bem com esse filme e com Next Gen…que venha mais coisa boa.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:21

Sim. Dois bons acertos um bem próximo do outro! E com 22 de Julho e Roma chegando por aí, acho que o jogo vai virar!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 15:33

Não tô ligado nesses dois, preciso averiguar. Queria ver Dark 2 despontando no horizonte, 9 capítulos sendo UM, apenas para explicar a salada anterior – rsrsrsr

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 14:49

Sem dúvida não é um filme mastigado. E ainda bem!

Depois de conferir, se puder, volte aqui para dizer o que achou.

Abs,
Ritter.

Responder
Duque Leto 2 de outubro de 2018 - 09:51

As opiniões em relação a esse filme estão muito contrárias, pelo pouco que li, foge um pouco dos filmes mastigados que estão saindo a rodo nos últimos anos
Assistirei depois que concluir a trilogia das mães

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 08:53

Não é um filme fácil; a gente fica perdido com tanta violência que soa gratuita em primeira analise. Mas se a gente parar nessa etapa, nunca vamos conseguir avançar para tentar compreender essa obra enigmática; como é baseada num livro, certamente sorver da fonte original trará mais respostas e interpretações mais sólidas. Ao que me parece, o casal têm uma ligação literalmente sanguínea, e a violência é algo latente entre ambos, seminal..
MEZZO SPOLIERS:
Vejamos, Vernon mata um companheiro de farda sem dó e nem piedade, quando o certo seria render o estuprador e o levar a Corte Marcial, é o que um oficial com a sanidade em dia faria.
Isso ajuda a explicar um pouco o festival de mortes que acontece depois, uma bola de neve sangrenta sem controle, trem desgovernado…De onde vêm tanta violência e tanto desprezo pela vida alheia? Por quê Cheeon promove aquele massacre insano? Tudo porque não encontraram os restos da filha? Desproporcional, não podemos colocar tudo na conta da “inoperância” da polícia, talvez um pouco no inferno que é viver em locais semi isolados e açoitados pela natureza extrema; nesse ponto, o filme me lembra muito o livro “O Tigre”, sobre a miséria e o endurecimento moral que assola os moradores da plaga mais distante da Rússia, um lugar esquecido por Deus…
Mas ainda é pouco, não é o suficiente, essa aldeia mais parece um criadouro de psicopatas e não um reduto de rude sobrevivência nas estações frias.
A relação do casal me lembra outra coisa: “A Marca da Pantera”, pois mesmo que simbolicamente, ambos “os irmãos” se identificam a abraçam a cultura lobo, desejando talvez se tornarem esses animais, usando a identidade primal para cometer atos vis. Provavelmente Medora usou a máscara quando estrangulou o filho, e quando se deitou com o escritor, imaginou buscar violação e morte como forma de punição…
É bastante coisa para alinhar num filme, é muita interpretação, e se o filme nos faz pensar, então ele é uma agradável surpresa!
Parabéns pela crítica!
P.s: A parte técnica, a coreografia da violência, está perfeita!

Responder
Dani 1 de outubro de 2018 - 22:14

Não recomendo!Sem lógica…

Responder
John Hoxton 5 de outubro de 2018 - 23:23

Realmente não achei sem lógica. Entendo que tem gente que gosta de filmes assim. Porém, pessoas são diferentes alguns gostam da cor azul outros de vermelho, outros nenhuma das duas, outros tantos faz, com uma coisa tão simples assim como cores, cada um tem um gosto.

Não gostei do filme por alguns motivos, como exemplifiquei, meu gosto pessoal.

Gosto de me sentar e ouvir uma história, que o autor me explique com uma
riqueza de detalhes que façam sentido, não ficar imaginando e tentando entender, ou ficar na dúvida se o autor não soube explicar, esqueceu ou se foi intencional. E eu entendo quem pensa diferente. Normalmente falam que são filmes “mastigados”, como se fosse um coisa ruim, mas não são ruim por isso, o problema talvez seja que você não goste. Tem todo um outro conjunto que realmente faz a obra ser boa ou ruim.

Porém da mesma forma que gosto muito de azul, não tenho problema com quem gosta de vermelho e odeie azul. Eu também não fico só no azul, as vezes uso verde. Assisti o filme e não gostei, assistiria outros sem problema.

Esse Ritter, parece ser um cara muito legal pelo que vi em alguns comentários.

Cai aqui por acaso procurando uma crítica sobre esse filme depois que terminei de assistir, Noite de Lobos, crítica muito boa a dele. Favoritei o site pra pra acompanhar.

Sucesso, Ritter!

Responder
Dani 1 de outubro de 2018 - 22:14

Não recomendo!

Responder
adrianocesar21 1 de outubro de 2018 - 14:48

“Skarsgård em um papel intenso, talvez seu melhor até agora”

ainda não vi. melhor até do que Big Little lies? Tarzan? (tá, Tarzan foi brincadeira)

Responder
planocritico 1 de outubro de 2018 - 13:47

@disqus_GvUS6T1hdY:disqus , como mencionei na crítica, faltou mesmo algo para o Cheeon. A cena em si foi um espetáculo dantesco que eu gostei muito, mas as motivações dele ficaram enterradas demais, eu diria.

Abs,
Ritter.

Responder
Sabrina 3 de outubro de 2018 - 20:01

Um amigo que leu o livro disse que casamento de irmãos naquele lugar não é tão estranho ,e a morte do filho seria uma espécie de ritual de purificação. Quando o Vernon votou ele quis se vingar da comunidade que apoia esse ritual ,talvez o índio que ajuda a matar tb seja casado com a sua irmã e por isso ele resolve ajudar o Vernon

Responder
Rublev 1 de outubro de 2018 - 13:06

Eu gostei mt do primeiro ato, o uso da escuridão e a relação com os lobos. Mas forma como que se conduziu aquele tiroteio, aquele slow mo ali, um personagem sem qualquer potencia emocional, achei estranho. A perseguição final no geral também trouxe pouco, nem sei dizer se foi da condução de Saulnier ou do desenvolvimento do roteiro nesse momento que tornou o suspense frágil.

Eu gostei bastante dos diálogos, principalmente do protagonista c o policial chefe, sobre, às vezes, não estarmos preparados para entender algo que não se dispõe sobre nossa estrutura atual. Ajuda a receber a loucura por trás do plot do casal.

Responder
Marco Aurélio Souza Brito 1 de outubro de 2018 - 11:24

Crítica excelente. Um dos melhores filmes que vi em 2018. Fico cada vez mais seletivo antes de gastar duas horas do meu tempo ao ver um filme. O filme é bem intenso. Faz tempo que não vivo momentos de tanto suspense ao ver um filme.

Responder
planocritico 1 de outubro de 2018 - 13:26

Obrigado, @marcoaurliosouzabrito:disqus !

O filme é intenso mesmo. Cada “porrada” na cara que me deixava tonto!

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 1 de outubro de 2018 - 09:29

Gostei muito desse filme. Nossa que atmosfera fantástica. Adoro esses tipos de filme. Eu entendi que o casal se comportavam como uma alcateia de lobos que luta por sua sobrevivência. Muito bom e aquele ar sombrio que permeia todo o filme é sensacional. Não é para qualquer público, mas quem quer fugir de uma história trivial vai admirar essa obra

Responder
planocritico 1 de outubro de 2018 - 13:27

@renehad:disqus , que bom que gostou. Tem mesmo que saber entrar no clima, pois o filme é, em linhas gerais, “desagradável”, daquele tipo que facilmente descamba para conclusões apressadas na linha do “muito escuro”, “nada acontece”, “confuso demais” e assim por diante.

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 1 de outubro de 2018 - 09:26

ROTEIRO POBRE?, aonde? ACHO QUE VC VIU OUTRO FILME>o filme é muito bom na sua proposta e te prende do início ao fim.

Responder
Manoel Jr 30 de setembro de 2018 - 23:22

Belo filme.

Prende a atenção durante todo o tempo e o elenco inteiro está excelente.

Dá pra elaborar inúmeras teorias sem determinar nada de definitivo. Um bom filme por vezes proporciona esse tipo de possibilidade: apreciar algo que não faça sentido.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 23:25

Exato. Que não faça sentido nos detalhes, mas que ecoe. Esse filme ecoa. É só não tentar encaixar todas as peças e sim especular.

Abs,
Ritter.

Responder
Rennan Moreira Delvizio 30 de setembro de 2018 - 22:36

Por acaso… seria uma comparação sobre o modo de vida dos lobos… certo que no comentário realizado no filme sobre a alcatéia eliminar os mais jovens para sobrevivência do grupo quando necessário. Os stresses nao naturais seria a perda da humanidade do casal???

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 23:26

Claro que há uma relação forte entre a matilha e os humanos, com comparações diretas e explicadas detalhadamente por Core. Mas o filme vai além. A perda da humanidade – se é que isso aconteceu – é resultado, não causa do stress não natural.

Abs,
Ritter.

Responder
Taty Souza 30 de setembro de 2018 - 20:29

Li criticas que dizem que os protagonistas são irmãos, frutos de incesto.
E o filho é fruto disso também.
Está certo? Por que sequer abordaram isso no filme? É especulação, notícia fake? Nunca saberemos… Não vejam esse filme, não vale a pena em nada.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 20:38

Para que uma resposta definitiva? É isso que, muitas vezes, transforma filmes bons em ruins, que entrega o peixe no lugar de ensinar a pescar. Trabalhe as duas hipóteses em sua cabeça (com incesto e sem incesto) e veja a que você considera como a que a mais se encaixa no filme.

E não estou dizendo de forma alguma que você não possa não gostar desse filme. Acho até bastante razoável não gostar, pois é um filme fundamentalmente desagradável. Mas respostas não são a única função de um filme. Muitas vezes as perguntas são mais importantes.

Abs,
Ritter.

Responder
Taty Souza 30 de setembro de 2018 - 20:27

Filme horrível.
Não explica nada, chega no final e nenhuma resposta é respondida.
Perda de tempo total.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 20:39

Como disse em resposta a outro comentário: se você identificou as perguntas, então o filme já fez seu trabalho.

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 1 de outubro de 2018 - 09:30

Horrível é seu gosto.

Responder
Marco Aurélio Souza Brito 1 de outubro de 2018 - 11:24

Um filme não tem que necessariamente explicar algo. Um bom filme é aquele que nos faz refletir por um bom tempo sobre o que assistimos.

Responder
Sabrina 30 de setembro de 2018 - 19:27

Cara esse filme não faz o menor sentido.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 19:50

Discordo. Faz todo sentido. Mas, paradoxalmente, ele não foi imaginado para ser explicado em detalhes. É um filme contemplativo que dialoga bem com a condição humana. Basta sair da âncora da literalidade.

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Rodolfo 30 de setembro de 2018 - 18:55

Puta filme bosta. Confuso, escuro na maior parte do tempo, e quando chega ao final, não tem um final, fica mais perdido ainda. A menos que tu manje muito de detalhes (muito mesmo, tipo, pra caralho), não vai entender se não assistir umas 3x (se aguentar) ou se procurar a explicação na Net. A menos que realmente não tenham nada pra fazer, nem percam tempo de gastar 2h pra assistir essa tranqueira.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 19:05

Confuso? Ele é até bem objetivo, direto, sem firulas. E a fotografia escura é essencial para o filme, mas ela jamais é escura o suficiente para tornar complicada a compreensão.

O ponto é: não adianta tentar entender cada detalhe de um filme desses, tentando encaixar as peças de maneira costumeira. Há filmes que são feitos para serem contemplados e a explicação retira essa possibilidade.

Entendo quem não gostar dele, mas não vejo esse hermetismo que você pareceu afirmar que ele tem.

Abs,
Ritter.

Responder
Marco Aurélio Souza Brito 1 de outubro de 2018 - 11:27

Num universo cinematográfico de heróis dos quadrinhos lotando as telas, gerando orgasmos de satisfação com pirotecnia cênica, nada mais natural que a geração Whatsapp não consiga contemplar uma película inteligente. Pense mais, leia mais e use um linguajar ético, sem tantos “bostas e caralhos”, e darás um primeiro passo para organizar tuas ideias.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 18:43

Depois me conte o que achou! Mesmo que seja para me xingar… hahahahahhaahha

Abs,
Ritter.

Responder
Pricila Lucena 30 de setembro de 2018 - 22:53

Eu assisti o filme é não entendi nada, pode me ajudar a entender???

Responder
planocritico 30 de setembro de 2018 - 23:29

Pense na relação entre Medora e Vernon. Lembre-se do que ela fala sobre Vernon quando Core pergunta como eles se conheceram. Ela diz que não tem uma memória sequer sem Vernon. O que isso pode significar? Acrescente suas características físicas completamente fora de esquadro naquela região e aquela mulher de cabelos claros ao final, que ajuda Core.

Lembre-se do momento que Core vê os lobos matando e comendo sua prole. E a razão que Core dá.

Abs,
Ritter.

Responder
Diego Baptista Dos Santos 1 de outubro de 2018 - 01:25

Todos eram lobos. Vernon e Medora viviam de seu amor. Vernon deixou Medora sozinha com uma criança doente. Doente na visão dela pois aquela criança não sentia e não conseguia dar o mesmo amor a sua mãe. A criança de fato era fria muito diferente de qualquer criança. Os lobos na falta de alimento por vezes se alimentam de um dos seus. Medora matou o próprio filho xomo forma de trazer o quanto antes Vernon para casa. Quando eles se encontram em um primeiro momento ele apenas queria matá-la como forma de vingança, mas ele percebeu algo que não conseguimos. A falta dele causou tudo isso. Acredito que ambos, Medora e Vernon se alimentaram da criança no final do filme. Os lobos pouparam a vida do escritor duas vezes e nas duas vezes em que isso ocorreu ele usava as botas de Vernon, o chefe da matilha. Vernon e Medora também pouparam a vida do escritor, mesmo pq ele foi o único que entendia e estudou a vida dos lobos, o que lhe dava poder devido ao conhecimento do comportamentos destes animais. Assisti o filme 1 vez, pretendo repetir, mas acredito que está seja uma provável leitura deste filme que achei fantástico.

Responder
Pedrinho Rude Boy 19 de outubro de 2018 - 11:50

De todas as análises que li, a sua, na minha opinião, desvendou tudo.

planocritico 30 de setembro de 2018 - 16:12

Esse filme está longe, mas bem longe de ser algo próximo a merecer sequer que alguém pense em Framboesa de Ouro para ele. Mas, fazer o que? Nossas opiniões divergem fortemente e faz parte!

Abs,
Ritter.

Responder
paulo ricardo 1 de outubro de 2018 - 18:17

Eu Assisti e achei nota 6 , até foi bastante p uma produção NETFLIX , q p filmes a maioria é lixo !

Responder
Lima 30 de setembro de 2018 - 15:18

Prezados, não façam como eu em perder mais de 2 horas com este lixo. Um roteiro pobre, uma história boba, matança sem sentido. Porque a Netflix retirou os comentários dos Detalhes? Teriam me alertado e feito qualquer coisa mais produtiva. Certamente este filme estará no Framboesa de Ouro – 2018

Responder
Saulo Henrique 30 de setembro de 2018 - 12:15

Bom dia /tarde /noite. Vi o trailer na Netflix. .e me interessei. Agora, depois de ler aqui, e quatro estrelas; é certo parar pra ver. Abraços.

Responder

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