Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | O Enigma de Outro Mundo (1982)

Crítica | O Enigma de Outro Mundo (1982)

por Luiz Santiago
808 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

Abrindo a Trilogia do Apocalipse de John Carpenter, completada por Príncipe das Sombras (1987) e À Beira da Loucura (1994), O Enigma de Outro Mundo deveria ter sido o trampolim para o cineasta alcançar o Olimpo de Hollywood, área VIP dos diretores que normalmente conseguem emplacar grandes sucessos de bilheteria e possuem maior facilidade para conseguir grandes orçamentos e, dependendo do caso, liberdade criativa para suas obras. Mas o infortúnio de ter sido lançado duas semanas depois de E.T. – O Extraterrestre e no mesmo dia que Blade Runner, o Caçador de Androides fez de O Enigma de Outro Mundo um fracasso de bilheteria, deixando Carpenter no Coliseu dos cineastas que lutam para conseguir produzir alguma coisa, o que não o impediu de continuar trabalhando. Todavia, imaginamos como sua carreira poderia ter sido diferente se este filme não tivesse sido atingido por um sintoma da época.

Mescla de ficção científica e horror, O Enigma de Outro Mundo é uma versão de O Monstro do Ártico (1951), filme que John Carpenter gostava bastante, assim como a um de seus diretores, Howard Hawks. Sendo, portanto, uma espécie de homenagem ao seu diretor favorito (e acredite, há muito de Hawks aqui, a começar pelo tiro dado na cabeça do norueguês no início do filme, no melhor estilo “essa terra é minha e ninguém invade!“) e um dos momentos decisivos de sua carreira, não é de espantar que o diretor tenha eleito este o seu favorito dentre os que dirigiu. E não é para menos.

Com roteiro baseado no conto Who Goes There?, de John W. Campbell Jr., o longa mostra o primeiro inverno de uma equipe de cientistas em uma base americana na Antártida. Já no início a atmosfera de medo é instaurada, primeiro pela música cheia de ostinatos de Ennio Morricone, que assume o padrão estrutural das composições de Carpenter em obras como Halloween: A Noite do Terror e Fuga de Nova York dando ao público todo o material sonoro, em notas graves e semi-tons, que ele precisava para temer o que vinha adiante.

Pela quarta vez trabalhando com Carpenter, o fotógrafo Dean Cundey adotou aqui uma paleta de cor azulada e frequência de iluminação bastante escura para todo o filme, coisas que se colocam já com bastante força no eixo temático construído em 10 minutos de projeção e que avança até as explosões finais. Os sinais mal interpretados (era o cachorro, era o cachorro!), a composição de planos fechados contrastando com alguns takes abertos mas sempre entrecortados por algo na frente e toda a ideia de isolamento são essenciais para aumentar o nível de paranoia dos personagens e de claustrofobia, não bastasse o espaço geográfico para isso.

É interessante observarmos que o roteirista Bill Lancaster não se preocupou em dar amplas motivações para os personagens. A bem da verdade, eles são pouco desenvolvidos no filme. Mas o impacto dessa ausência é muito pequeno no andamento da trama porque o roteirista e o diretor substituíram esse ponto por uma condução que alternava diferente focos de tensão, sempre fechando o ciclo com o ótimo Kurt Russell em cena ou com a criatura assimilando um novo hospedeiro, o que nos leva para a melhor e mais interessante sequência da fita, o momento onde todos estão dentro da base, desconfiados de que o colega pudesse não ser humano e prontos para estourar os miolos de alguém, ou fritá-lo.

Repare como a cena é construída cirurgicamente. Ela começa com um quase-motim para impedir que MacReady (Russell) entrasse na base, tentativa frustrada pelo caráter badass do personagem, que não só consegue entrar no lugar (tremendo de frio, com a barba enregelada e segurando uma bomba) como também toma as rédeas da situação, mais adiante, criando uma intricada forma de descobrir quem era humano e quem não era, um completamento final para a sequência que conta com desenho de produção marcante de John Lloyd e o famoso protótipo de Rob Bottin para a “criatura-Norris”.

Agora pare um pouco para pensar naquela criatura. Fala sério, aquilo é MUITO assustador. E nojento. E genial. Rob Bottin tinha 22 anos na época e era o “jovem estranho” da equipe, contratado após se oferecer para trabalhar com Carpenter e porque já tinha no currículo obras como A Bruma Assassina e Grito de Horror, o que o colocava em vantagem para criar esculturas e estruturas para rostos, dentes, tentáculos e corpos a serem utilizados na obra, que também contou com desenhos de Stan Winston e esculturas de Jim Kagel e Lance Anderson. O complemento para a filmagem da cena dentro da base (da criatura ao melhor estilo de Alien que sai da barriga de Norris até a bizarra cabeça-aranha) vai até os esforços da a equipe de pintura em matte stop motion que moveram o enorme monstro misto de cachorro e humano saído do corpo de Blair, na reta final. Some a isso filmagens em velocidades diferentes e uma montagem em ritmo preciso e você tem cenas de tirar o fôlego.

Com um tema central bastante curioso — o contato com o outro pode me fazer mal — e boa exploração da ameaça em um ambiente que deveria oferecer segurança, O Enigma de Outro Mundo é daqueles filmes que nos prendem do começo ao fim e nos deixa horrorizados em vários momentos de sua projeção. Contando com ótima equipe de maquiagem/efeitos especiais e pouquíssimas falhas narrativas, a obra termina com uma visão niilista que coube como uma luva a toda a situação, dando-nos a oportunidade de pensar no destino dos personagens restantes*. Sem dúvida nenhuma, um filme que deixaria Lovecraft com um sorrisinho maligno no rosto.

* Embora tenha filmado um final feliz, Carpenter preferiu não utilizá-lo.

O Enigma de Outro Mundo (The Thing) — EUA, 1982
Direção: John Carpenter
Roteiro: Bill Lancaster (baseado na obra de John W. Campbell Jr.)
Elenco: Kurt Russell, Wilford Brimley, T.K. Carter, David Clennon, Keith David, Richard Dysart, Charles Hallahan, Peter Maloney, Richard Masur, Donald Moffat, Joel Polis, Thomas G. Waites
Duração: 109 min.

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54 comentários

Michael Cuadal 24 de junho de 2020 - 23:01

Ótimo filme

Responder
Gabriel Leão Buendía 20 de maio de 2020 - 08:59

Depois de ter quase 40 anos, começo a assistir vários clássicos do terror, como este aqui, A Mosca, Os Invasores de Corpos. Cada filmão, acho que não via por puro preconceito.

No começo de Enigma de Outro Mundo, achei que faltava mais desenvolvimento dos personagens, pelo menos dois ou três, em seguida percebi que o Carpenter queria era focar no suspense e no clima de tensão. Égua do filmaço, prede a gente do início ao fim

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de maio de 2020 - 14:54

Que bacana que você está derrubando preconceitos e vendo desses baita clássicos do gênero! Te mais de onde saíram esses viu! Descobrir o cinema é foda demais!

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Luis Eduardo Bertotto 13 de março de 2019 - 00:19

As motivações e complexidades dramáticas dos personagens pouco interessam; o que vale mesmo é toda a tensão e mistério criado em torno da dinâmica entre eles – além, claro, de toda a qualidade visual das criaturas (incrível como permanece tão realista até hoje!).
A direção de Carpenter é precisa, praticamente impecável ao meu ver, e o uso das cores é primoroso! Meu filme preferido do cineasta ao lado de Halloween.
Ótimo texto Luiz!!

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Luiz Santiago 13 de março de 2019 - 12:42

Valeu, xará! Este Enigma aqui é uma das coisas mais instigantes do cinema. Você simplesmente não consegue tirar os olhos da tela uma vez que percebe para onde a trama está te levando… é incrível.

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George Lazenby 23 de novembro de 2018 - 19:26

filmao que fez menos sucesso na epoca que merecia(estreou perto do et)

Responder
Cesar Cesar 12 de maio de 2018 - 15:08

Eu tive o privilégio de poder assistir esse filme no já extinto e demolido Cine Rian na Av. Atlantica, Copacabana, no ano em que ele foi lançado, 1982. Na minha modesta opinião é um dos 5 melhores filmes de terror/ficção que já assisti, disputando com “O Iluminado” (The Shinning) , “Eles Vivem” (They Live) , “Alien” e “O Exorcista” o posto de melhor filme no gênero. Direção competente, roteiro bastante original, atuação convincente do elenco. Gosto tanto desse filme que o revejo todos os anos desde então.

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Luiz Santiago 12 de maio de 2018 - 15:31

Esse aqui dá gosto de rever mesmo!

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Pablo 24 de abril de 2018 - 01:36

A cena dos cachorros… Tenho 37 anos, cara. 37! E essa cena me faz tapar os olhos feito uma criança até hoje! Mas aí vem o som, da criatura reagindo e dos cães sofrendo. Puta filme maldito de perfeito!

Responder
Luiz Santiago 24 de abril de 2018 - 01:41

“Puta filme maldito de perfeito” maravilhoso resumo!!! E cara, eu te entendo, essa cena é realmente apavorante. Carpenter estava com tudo aqui!

Responder
Luiz Santiago 24 de abril de 2018 - 01:41

“Puta filme maldito de perfeito” maravilhoso resumo!!! E cara, eu te entendo, essa cena é realmente apavorante. Carpenter estava com tudo aqui!

Responder
Cesar Cesar 12 de maio de 2018 - 15:10

Eu gosto da “cabeça aranha” que sai circulando pelo aposento. Incrivel como um filme tão antigo ainda consegue despertar medo e apreensão. Esse é um daqueles filmes que a gente não levanta da poltrona nem para ir ao banheiro!

Responder
Pablo 24 de abril de 2018 - 01:36

A cena dos cachorros… Tenho 37 anos, cara. 37! E essa cena me faz tapar os olhos feito uma criança até hoje! Mas aí vem o som, da criatura reagindo e dos cães sofrendo. Puta filme maldito de perfeito!

Responder
Gabriel Carvalho 25 de março de 2018 - 21:40

Tentei, tentei, tentei, mas não consegui tirar nem meia estrela desse filme.

* Assisti enquanto comia aquela lasanha a bolonhesa deliciosa.

Responder
Luiz Santiago 25 de março de 2018 - 22:24

Que estômago de avestruz é esse, pelo amor de Deus??? SOCORRRRR!!!

Responder
Augusto Daldosso 28 de agosto de 2017 - 14:46

spoiler: na cena final, o childs está contaminado.

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RENATO 25 de setembro de 2018 - 12:44

Sério?Como tirou essa conclusão?

Responder
Augusto Daldosso 27 de setembro de 2018 - 14:29

porque nao tem vapor na respiração dele

https://www.youtube.com/watch?v=bmltOlDg0-U

Responder
Mestre do Espaço 25 de dezembro de 2018 - 09:19

Respeito mas discordo. Motivo: a criatura não fala, só aqueles gritos como quando sai lá fora, cai de joelhos e grita aos céus antes de levar chamas.

Responder
Augusto Daldosso 25 de dezembro de 2018 - 22:36

cara, o proprio carpenter já confirmou isso.

crypto four 23 de fevereiro de 2019 - 06:58

Sim. Também em uma entrevista no relançamento foi dito que eles puseram uma pequena e quase imperceptível marca nos humanos que viria a ser um pequeno ponto de luz nos olhos, como um reflexo. Ao ver o final vemos que o protagonista persiste o discreto ponto de luz, enquanto o hospedeiro manifesta apenas reflexos normais.

Ralph Solera 28 de abril de 2020 - 17:59

caramba sempre achei que o Childs estivesse limpo, até pelas revistas em quadrinhos que sairam depois e mostram ele e o McReady limpos… é verdade que o Carpenter confirmou que ele estava infectado? se sim, alguem tem link para eu dar uma lida ou assistida?

crypto four 23 de fevereiro de 2019 - 06:58

A criatura fala cara. O médico já está contaminado quando é posto em quarentena. A criatura fala e é inteligente: O médico chega a criar uma nave alienígena no subsolo. Além disso o cachorro do começo do filme está contaminado e age como cachorro. O fato é que a criatura é tipo virus e tipo simbionte e copia inclusive as memórias mentais e musculares do hospedeiro. Também age como um vírus e usa material genético do hospedeiro para se reconstruir.

JJL_ aranha superior 25 de julho de 2017 - 19:43

[SPOILERS] Aquele velho que tinha sido infectado, e foi isolado dos outros, estava a meses construindo a nave?!

Responder
Luiz Santiago 25 de julho de 2017 - 23:57

Putz! Eu não to com o filme tão fresco na memória para lembrar desse detalhe e responder diretamente sua pergunta. Vou ter que rever. heheh

Responder
Ademir Richotti 4 de dezembro de 2018 - 19:31

Achei esse um dos furos do roteiro,o outro é a naturalidade com que aceitaram a existência de um mostrengo entre eles e já foram logo tirando conclusões de como ele agia.Mas é um puta filme, com uma atmosfera de tensão muito grande.

Responder
Lucas Maia 24 de abril de 2017 - 03:07

É isso mesmo.. Se você reparar bem, o ar não condensa quando ele ta lá, igual ao Russel quando ele respira. Ou seja, a coisa só senta ali com ele esperando o melhor momento pra dar o bote.

Responder
JJL_ aranha superior 25 de julho de 2017 - 19:40

Do krl

Responder
Lucas Maia 24 de abril de 2017 - 03:04

Meu, eu nunca tinha assistido esse filme até hoje. Uma amiga me convenceu a vê-lo e puta merda… Como que eu nunca tinha visto essa pérola? Fazia tempo que eu não ficava tão tenso com uma filme como eu fiquei vendo esse. E o final.. Eu tenho certeza que vou ficar uma semana pensando no que aconteceu ali depois do fim.

Ps.: Ótima crítica, como sempre. Eta site bom esse!

Responder
Luiz Santiago 24 de abril de 2017 - 13:56

@disqus_GLtJhzSnO0:disqus, eu tive a mesma reação quando assisti a esse filme pela primeira vez. Eu sempre o tinha como a imagem “B” e nunca dei muita bola… Ôoooo se arrependimento matasse! Me fiz a mesma pergunta que você: “Como que eu nunca tinha visto essa pérola?”

Muito obrigado e seja sempre bem-vindo à nossa casinha! 😀
Abraço

Responder
Rosiane 1 de fevereiro de 2017 - 23:05

Gente, este filme estava perdido nas minhas lembranças de infância, só lembrava daquele cachorro louco virando monstro, então hoje o “achei” na NetFlix e poxa… que medo!
Filme inquietante, envolvente… e a trilha sonora? No momento que o Childs solveu a bebida que o MacReady ofereceu e começou a aquela música senti um arrepio na espinha… desesperante! Você não consegue saber se o cara é aquele ser.
Obrigada pela crítica, esta na altura do filme incrível que assistimos.

Responder
Rosiane 1 de fevereiro de 2017 - 23:05

Gente, este filme estava perdido nas minhas lembranças de infância, só lembrava daquele cachorro louco virando monstro, então hoje o “achei” na NetFlix e poxa… que medo!
Filme inquietante, envolvente… e a trilha sonora? No momento que o Childs solveu a bebida que o MacReady ofereceu e começou a aquela música senti um arrepio na espinha… desesperante! Você não consegue saber se o cara é aquele ser.
Obrigada pela crítica, esta na altura do filme incrível que assistimos.

Responder
Luiz Santiago 2 de fevereiro de 2017 - 18:21

Muito obrigado pelo comentário, @rosianecumam:disqus! E esse filme é simplesmente marcante, não? São imagens que ficam na cabeça, é daquelas obras que realmente nos marcam. John Carpenter fez uma coisa maravilhosa aqui!

Responder
Rosiane 2 de fevereiro de 2017 - 21:57

O pessoal faz um alvoroço danado em cima de Alien (com toda razão, é claro), mas acho este filme por causa do final ambíguo e inquietante, a tensão, atmosfera, sei lá o que, melhor que Alien, claro, é um gosto pessoal, mas é tão difícil acreditar que este filme foi um fracasso de bilheteria e ficou relegado apenas como um bom filme “cult”, muito diferente do outro monstrengo alienígena.
Obrigada pela atenção!

Responder
Luiz Santiago 3 de fevereiro de 2017 - 14:05

@rosianecumam:disqus, você levanta um ponto MUITO importante aqui. Em termos de construção, tensão e desesperança, essa produção mais barata do Carpenter não deve nada a Alien. E acho que deveria ter muito mais impacto e ser mais conhecida do que é. Alien é um mega filme. Classicão do gênero. Mas tem muita coisa, feita com menos dinheiro e com impacto até mais aterrador por aí e muita gente não faz nem ideia….

Responder
Rosiane 2 de fevereiro de 2017 - 21:57

O pessoal faz um alvoroço danado em cima de Alien (com toda razão, é claro), mas acho este filme por causa do final ambíguo e inquietante, a tensão, atmosfera, sei lá o que, melhor que Alien, claro, é um gosto pessoal, mas é tão difícil acreditar que este filme foi um fracasso de bilheteria e ficou relegado apenas como um bom filme “cult”, muito diferente do outro monstrengo alienígena.
Obrigada pela atenção!

Responder
Luiz Santiago 2 de fevereiro de 2017 - 18:21

Muito obrigado pelo comentário, @rosianecumam:disqus! E esse filme é simplesmente marcante, não? São imagens que ficam na cabeça, é daquelas obras que realmente nos marcam. John Carpenter fez uma coisa maravilhosa aqui!

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 29 de dezembro de 2016 - 22:34

Cara, acabei de ver esse filme de novo, o mais foda de tudo, na minha visao, e o final ambinguo, onde nao se sabe o que pode acontecer. Nao sabemos se a criatura morreu, nao sabemos se o cara que chegou no final pode ser uma das criaturas, etc. Sensacional

Responder
Luiz Santiago 30 de dezembro de 2016 - 05:17

Acho que o que mais encanta nesse filme é essa sensação final, depois de todo o horror maravilhoso que tivemos antes…

Responder
Luiz Santiago 30 de dezembro de 2016 - 05:17

Acho que o que mais encanta nesse filme é essa sensação final, depois de todo o horror maravilhoso que tivemos antes…

Responder
Junito Hartley 10 de agosto de 2016 - 04:09

Acabei de ver esse filme pela primeira vez em 1080p , o filme mesmo sendo de 1982 é muito bem feito, otima atmosfera, e da medo, o filme é bem melhor que muito filme de terror que sai hj em dia, otima crítica, mais tarde vou ver a prequel.

Cara e o final do filme?! De cara achei que um dos dois era o alien, e lendo em alguns foruns o pessoal notou que so o personagem do russel está respirando e o outro nao. Filmao

Responder
Luiz Santiago 10 de agosto de 2016 - 04:23

Filmão mesmo! O final é um pouco desesperador, porque deixa essa dúvida, essa impressão de “perdição total”. O Carpenter quis que fosse sem esperança, aí vai de cada um ver o destino dos personagens ali…

Responder
Luiz Santiago 10 de agosto de 2016 - 04:23

Filmão mesmo! O final é um pouco desesperador, porque deixa essa dúvida, essa impressão de “perdição total”. O Carpenter quis que fosse sem esperança, aí vai de cada um ver o destino dos personagens ali…

Responder
Junito Hartley 10 de agosto de 2016 - 04:09

Acabei de ver esse filme pela primeira vez em 1080p , o filme mesmo sendo de 1982 é muito bem feito, otima atmosfera, e da medo, o filme é bem melhor que muito filme de terror que sai hj em dia, otima crítica, mais tarde vou ver a prequel.

Cara e o final do filme?! De cara achei que um dos dois era o alien, e lendo em alguns foruns o pessoal notou que so o personagem do russel está respirando e o outro nao. Filmao

Responder
jv bcb 21 de julho de 2016 - 02:19

filmaço, envolvente, tenso e assustador

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2016 - 03:42

Um dos grandes exemplares do gênero, sem sombra de dúvidas.

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2016 - 03:42

Um dos grandes exemplares do gênero, sem sombra de dúvidas.

Responder
jv bcb 21 de julho de 2016 - 02:19

filmaço, envolvente, tenso e assustador

Responder
Claudinei Maciel 1 de agosto de 2015 - 16:59

É chover no molhado, mas tenho que reconhecer que eta é mais uma das críticas espetaculares deste site. John Carpenter é o diretor que mais chances deveria ter no “mainstream”. O Enigma… foi um divisor de águas na minha juventude. As tardes passadas nas matinês do cinema me permitiram ver esse filme em toda a sua glória. Uma curiosidade: No cinema daqui de minha cidade eles faziam uma sessão com três filmes e tenho bem vivo na memória esta tarde de domingo espetacular começando com “O Dragão de Shao-Lin”, “Invasores de Corpos” e “O Enigma de Outro Mundo”.
Como dizem a galera de hoje: “Foi irado”!
Agradeço pela crítica e por permitir a lembrança desse filme, que ainda não consegui obter em DVD para a minha coleção. Mas estou em busca!!
Abraço!!!

Responder
Luiz Santiago 2 de agosto de 2015 - 12:20

Muito obrigado, @claudineimaciel:disqus! Fico feliz que tenha gostado da crítica e que tenha se lembrado de quando o viu pela primeira vez. Memórias cinematográficas são sempre muito bancas, não é mesmo? Quer dizer… de filmes que a gente gostou, claro.

Abraço! E volte mais vezes!

Responder
Jefferson Viana 30 de julho de 2015 - 02:05

Assisti em hd esse filme semana passada e caras ainda assusta. Tem até um jogo pro ps2 dele. Pena que não tive oportunidade de jogar.

Responder
Luiz Santiago 30 de julho de 2015 - 07:20

Não sabia que tinha jogo!!! Se seguir o modelo do filme provavelmente faz qualquer um pular do sofá. ahhahahhaha

Responder
planocritico 28 de julho de 2015 - 18:14

Uma coisa do outro mundo essa crítica (viu o que fiz aqui?)!!!! Filme sensacionalmente monstruoso (de novo!) e enigmático (e mais uma vez!!) de John Carpenter que merece os elogios de todos os ARTICUlistas (não, não funcionou agora…).

Mas parabéns pela crítica, @luizsantiago:disqus!

Abs,
CRitter Fun (HAHAHAHAHHAHAHA, sou um gênio!)

Responder
Luiz Santiago 29 de julho de 2015 - 03:42

Te derem 600 energéticos essa tarde, foi??? hahahahahahaha. Tá com a corda toda, OMG!!!

Responder

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