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Crítica | O Iluminado

por Ritter Fan
1646 views (a partir de agosto de 2020)

  • Contém SPOILERS

Gostaria de propor um desafio.

Assista O Iluminado em condições decentes (boa imagem e bom som e sem interrupções) com alguém que nunca tenha visto o filme ou lido o livro ao seu lado, de preferência alguém que seja fã de filmes de terror e que esbraveje aos quatro cantos o quão valente ele/ela é. Fique quieto, não fale nada, mas observe as reações da “vítima”.

Duvido que seu objeto de estudo acadêmico passe incólume à experiência. E não falo aqui de sobressaltos repentinos ou mesmo de mãos no rosto para não ver as cenas. Falo daquela invisível camada de tensão que somente um punhado de obras cinematográficas de horror é capaz de criar.

Essa experiência só não funcionará se seu porquinho da índia for uma grande pedra de gelo. Caso contrário, ele/ela lhe proporcionará o segundo maior prazer relacionado a O Iluminado, o mergulho do mestre Stanley Kubrick em mais um gênero que ainda não havia tentado e que, como de costume, tirou de letra.

Adaptando romance de Stephen King e, no processo, arrumando “briga” com o autor, Kubrick fez uma obra que tem a sua marca. Não esperem ver elementos da obra de Stephen King muito presentes, pois o roteiro filmado é bem diferente da obra literária, o que demonstra um absoluto bom senso e a costumeira personalidade de Kubrick em adaptar material fonte diverso (vide o caso do genial Laranja Mecânica). Boas adaptações são assim: a ideia original permanece mesmo que seja lá no fundo, mas o trabalho resultante é muito mais de quem adaptou do que de quem foi adaptado. King não gostou – e até hoje não gosta – mas O Iluminado continua sendo, e aqui certamente provocarei fãs de outras adaptações, a melhor adaptação cinematográfica já feita de uma obra do autor, além de ser um dos melhores filmes de horror de todos os tempos. Simples assim.

Contando a história de Jack Torrence (Jack Nicholson), uma homem que, com sua família – a esposa Wendy (Shelley Duvall) e o filho Danny (Danny Lloyd) – vai trabalhar no isoladíssimo hotel Overlook, durante o inverno, como zelador, Kubrick nos leva a uma viagem à loucura. Jack é um pretenso escritor que decide aproveitar esses meses para escrever um livro, mas, na medida em que o hotel vai sendo cercado de neve e o isolamento se agrava, ele vai perdendo a sanidade e começa a interagir com fantasmas do passado do lugar. Esse passado, aliás, é a primeira coisa que  Jack aprende, ainda em sua entrevista de trabalho: seu empregador faz questão de lhe dizer, para fins de total transparência, que um antigo zelador teria enlouquecido fazendo justamente o que Jack faria e matado suas filhas e esposa de forma horripilante. Mas é claro que Jack dá de ombros e arquiva isso apenas como uma “historinha”, ainda que verdadeira. Algo impossível de se repetir.

Essa conversa inicial é, também, uma forma que Kubrick (que também co-escreveu o roteiro) encontrou para ser transparente com o espectador. Ele passa a seguinte mensagem: “essa é a história; é exatamente isso que vai acontecer. Não esperem surpresas aí. Jack vai enlouquecer e vai tentar matar a família. Mas se segurem, pois a viagem será tensa.” Assim, desde cara dando as cartas principais, Kubrick não faz o espectador ficar procurando os tradicionais sustos a cada esquina ou aguardando a trilha sonora subir para que o assassino apareça. Não. Aqui a coisa anda mais devagar e é bem mais horripilante do que o simples “um cara enlouquece e tenta matar seus entes queridos”.

Reparem, por exemplo, nas conversas de Jack com o barman e com o misterioso homem no surreal banheiro. Podemos entender aquilo em seu valor de face, ou seja, que os fantasmas estão mesmo lá conversando com Jack ou podemos simplesmente dizer que tudo, absolutamente tudo, se passa  na cabeça desse homem isolado do mundo e que foi talvez “influenciado” a mergulhar nessa loucura por aquela já longínqua conversa inicial com seu empregador. O único momento em que Jack lida com um elemento que não tem uma explicação do tipo “está na mente dele”, é quando, depois de trancado na despensa por Wendy, a porta magicamente abre.

Mas o filme é também sobre o sobrenatural. Mas essa parte fica ao encargo de Danny, filho de Jack. Ele é o Iluminado do título, assim como o cozinheiro do hotel, Dick Halorann (Scatman Crothers) no último dia de funcionamento do hotel e primeiro dia de trabalho de Jack. A mera conversa mental entre os dois, que revela completamente um para o outro, é incrivelmente assustadora. E olha que  ela é benigna, uma conversa mesmo. Mas a câmera de Kubrick, filmando tudo do ponto de vista de Danny (que nunca antes interagira com outro Iluminado) e com Halorann ao longe, é um daqueles momentos que ficará para sempre queimado no cérebro dos espectadores. E ollha que a história macabra de verdade nem começou…

Depois que Halloran se vai, Danny e seu amigo invisível, representado por seu dedo indicador e sua própria voz modificada (e de fazer joelhos tremerem, aliás), começam a desbravar o hotel em seu famoso velotrol, novamente com Kubrick, à altura de sua cabeça e atrás do menino, seguindo suas aventuras. Essas sequências, que fazem uso de uma arquitetura de cenários e um design de produção impecáveis e que reproduzem um labirinto – fazendo relação, claro, com a sequência final – criam uma atmosfera de suspense e tensão que poucos filmes conseguiram imitar e geraram muitas das mais inesquecíveis cenas do cinema de horror, como as gêmeas ao final do corredor de vestidinhos azuis e a cascata de sangue no hall dos elevadores.

Mas o lado da loucura de Jack é igualmente fascinante. Seu livro, que ele digita em uma máquina de escrever em uma mesa em uma gigantesca sala do hotel que ecoa sua mente, é uma série de repetições da frase “All work and no play makes Jack a dull boy” (escritos, página a página e sem ajuda de fotocópias, pela secretária de Kubrick, vale dizer) e toda a sequência da descoberta de Wendy desse fato e os acontecimentos seguintes do mergulho final de Jack na loucura é um show de atuação de Nicholson e Duvall.

Muita gente reclama do exagero da atuação de Jack Nicholson, seu histrionismo, suas caras e caretas. Reclamam que isso torna óbvio sua descida à loucura. No entanto, isso é em parte injustiça e em parte incompreensão sobre o que é O Iluminado. Como eu deixei bem claro no começo, Kubrick jamais esconde suas intenções e a linha da história. A entrevista de Jack com seu empregador já nos conta tuto o que vai acontecer. Mesmo antes disso, com a tomada aérea que abre o filme acompanhando o fusca amarelo de Jack pela estrada em direção ao hotel, com uma aterradora música composta por Wendy Carlos e Rachel Elkind, Kubrik já quer nos passar estranheza e um certo senso difuso que o destino daquele automóvel não é bom. Assim, pelo menos para mim (e há teorias mil sobre O Iluminado) a loucura de Jack antecede os eventos do hotel. Jack, então, não precisa “tornar-se louco”, ele apenas continua naquela viagem que já trilhava antes mesmo de colocar os pés no hotel Overlook. Com isso, ele precisa já “ser louco” e enlouquecer mais ainda ao longo de seu isolamento e isso Jack Nicholson faz com absoluta perfeição, talvez um dos únicos atores que teriam conseguido efetivamente acertar nesse complicado papel.

Mas Duvall também foi uma escolha perfeita para o papel da atormentada Wendy, que aos poucos vai descobrindo quem realmente é seu marido. Essa sequência após a descoberta dela da prova da loucura do marido na máquina de escrever mostra sua capacidade de se transformar completamente. De uma mulher frágil e obediente ao marido (basicamente é ela que faz todo o trabalho que caberia a Jack), ela se transforma em uma mãe guerreira, mas não no estilo heroico – e mais improvável – de uma Ripley em Aliens, O Resgate, mas sim de forma gutural, instintiva mesmo. Diz a lenda que a sequência dela andando para trás brandindo o taco de beisebol dezenas de vezes na cara de Jack foi resultado de um trabalho do próprio Kubrick em atormentar a atriz até esse limite desesperador (e se o leitor estudar sobre o diretor, verá que é muito possível que ele realmente tenha feito isso), mas o resultado final é uma impressionante sequência de realização, compreensão (do estado do marido) e de reversão de papeis.

O Iluminado é um filme que desafia os sentidos, que nos faz mergulhar em mundo do qual temos até dificuldade de voltar tamanha é a imersão que a fita proporciona. É  Kubrick mostrando absoluta maestria sobre mais um filme de gênero e sobre o Cinema em si.

Mas o que eu quero saber mesmo é: aceitou meu desafio?

*Crítica originalmente publicada em 08 de fevereiro de 2014.

O Iluminado (The Shining, EUA/Reino Unido – 1980)
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, Diane Johnson (baseado em romance de Stephen King)
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers, Barry Nelson, Philip Stone, Joe Turkel, Anne Jackson, Tony Burton, Lia Beldam, Billie Gibson, Barry Dennen
Duração: 144 min.

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141 comentários

Claudio 31 de agosto de 2020 - 09:40

Sempre gosto de usar a reação das novas gerações para analisar filmes antigos. Ontem revi O Iluminado com meus filhos e ao final um me disse ” papai não parece um filme de terror pois não fica dando susto, mas dá um medo, né?” E é bem isso, filme de terror é o que amedronta, não o que assusta e nisso o iluminado conquista com louvor.
Sobre a foto final minha filha interpretou…. ” acho que foi pra mostrar que no final ele foi incorporado ao hotel, agora ele faz parte do Overlook”…. adoro ver filmes com crianças

Responder
planocritico 31 de agosto de 2020 - 13:23

Sensacional!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Paco Miguel 5 de março de 2020 - 01:04

Com a intençao de assistir Doutor Sono,revisitei novamente The Shinning.

E novamente emudeci,estremeci e suspirei fundo como da primeira vez que assisti,ha mais de 20 anos, Assisti sozinho,fone de ouvido,11 da noite…sim,tal experiencia pede todo um contexto ne? E sim,tudo no filme é imprevisivel (com exceção da morte do cozinheiro),chocante e puro deleite.

Todos dando show de atuação,sem exceção (se é verdade que SK traumatizou Shelley para transmitir toda tensão e agonia nas cenas,perdoemos o mestre).

Obrigatório para qualquer pessoa que diz ter um minimo de apreço pela Setima Arte. E,pra variar uma puta critica sua Ritter.

PS: acabo de assistir Doutor Sono. Honestamente,pra mim a melhor sequencia de “filmes classicos” feita,depois de 2049. Assustador,extremamente bem feito e bem atuado,produçao excelente,e honra demais o filme de 80 em toda a projeçao mas na sequencia final é simplesmente sensacional. Filmaço!

Responder
planocritico 12 de março de 2020 - 17:44

Obrigado, @disqus_0viOvU67Yd:disqus !

Acredita que não vi Doutor Sono ainda? E olha que até o livro eu já li!

Abs,
Ritter.

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Anônimo 6 de setembro de 2019 - 23:41
Responder
planocritico 7 de setembro de 2019 - 19:12

É um baita trabalho do Nicholson mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 7 de setembro de 2019 - 20:38
Responder
planocritico 7 de setembro de 2019 - 21:58

Cara, seria ESPETACULAR. Mas não sei não…

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 7 de setembro de 2019 - 20:59
planocritico 8 de setembro de 2019 - 14:42

Não sabia que havia boatos de ele aparecer em Era Uma Vez… Mas em Doutor Sono faria todo sentido!

Abs,
Ritter.

Anônimo 8 de setembro de 2019 - 14:58
planocritico 8 de setembro de 2019 - 18:57

Quem sabe no futuro? Seria fantástico ver Nicholson como um personagem do Star Trek de Tarantino se ele realmente fizer esse filme.

Abs,
Ritter.

Luis Eduardo Cerceau 1 de agosto de 2019 - 17:32

Cara, curti muito a sua crítica! Eu havia assistido esse filme mais novo e não tinha gostado muito, talvez por não compreender a complexidade da trama, toda a evolução do personagem e não conseguir mergulhar na história. Mas ontem eu revi e achei excelente. Só tenho uma dúvida: o que significa aquela cena final do filme, em que aparece o Jack, ou um antepassado muito semelhante, numa foto colada na parede do hotel, data 4 de julho de 1921? Obrigado!

Responder
planocritico 2 de agosto de 2019 - 16:18

Fico feliz que tenha gostado da crítica, mas principalmente por ter revisto o filme e gostado!

Sobre a foto, bem, fica para nossa livre interpretação. Tenho para mim que a foto representa um ciclo. Sempre haverá um maluco assassino no hotel e ele sempre será o Jack (ou terá a aparência do Jack).

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Escobar 28 de março de 2019 - 21:26

Sou um grande fã da obra de Stephen King, amo seus livros! E na maioria dos casos (como em Misery e Pet Sematary) acho seus livros infinitamente superiores aos filmes que neles se baseiam. Esta é a única excessão! Adoro o livro original, mas a obra prima de Kubrick pra mim é um dos raríssimos filmes que superam seus livros. A atmosfera de suspense criada no filme na qual nos deixa o tempo todo tentando compreender se estamos vendo o enlouquecimento de Jack com o isolamento ou se realmente o hotel é assombrado (cujo no livro está explícito a todo tempo se tratar de um hotel assombrado), a substituição das ridículas figuras animais esculpidas em arbustos que atacavam por trás por um tétrico e ameaçador labirinto além do final completamente diferente, que pra mim é um dos finais mais medonhos de todos ao dar a sensação de continuidade… De que foi apenas uma das muitas histórias sinistras que aconteceram e acontecerão no hotel, além é claro, trilha sonora, interpretações, produção e fotografia impecáveis tornam esse filme o meu filme de horror favorito. É uma obra prima de um grande cineasta, que colecionava obras primas em sua filmografia, e que pegou um bom livro e o refinou e muito, o tornou muito mais tenso, profundo, claustrofóbico, uma experiência realmente aterrorizante! Apesar do incômodo por parte de King (que ajudou a produzir a versão totalmente fiel nos anos 90) este filme, não a refilmagem se tornou um clássico… Porque será? Rs

Responder
planocritico 29 de março de 2019 - 19:52

Kubrick era um gênio. Ele fez o seu próprio Iluminado. King pode não ter gostado, mas ele estava – e está – errado. Concordo completamente com você.

Mas há outros filmes baseados em obras de King que considero superiores aos livros/contos como O Nevoeiro, Misery, Conta Comigo e Um Sonho de Liberdade.

Abs,
Ritter.

Responder
Willian Velasco 13 de janeiro de 2019 - 00:50

MDS esse foi o pior filme que eu e meu primo assistiu em toda a nossa vida.
Sem dúvida esse filme é pra morre de tédio, até annabelle tem mais ação e suspense do que esse filme ruim slk 😂😂😂

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2019 - 07:56

Cara, sugiro anotar em sua agenda para voltar ao filme dentro de alguns anos. Não gostar é uma coisa, mas achar esse filme “o pior da vida” é outra bem diferente e objetivamente impossível

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 16:27

Ela tem uma atuação muito boa em O Iluminado mesmo, mas dizem que o Kubrick a torturou mentalmente para conseguir tirar esse trabalho dela!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 4 de dezembro de 2018 - 01:55
Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:37

Sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2018 - 18:50

Eu li. Acho o filme MUITO superior.

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 7 de outubro de 2018 - 19:01

Lamento por você…lkkkkk

Responder
pabloREM 2 de outubro de 2018 - 16:09

Filme fantástico, uma obra-prima. A primeira vez que eu assisti me deixou incrédulo com o que estava acontecendo.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:38

HAHAHAAHHAHHA.

E o mais engraçado é que eu li em algum lugar que o diretor da adaptação cinematográfica de Doutor Sono reconhecerá, no filme, a existência do filme do Kubrick. COMO ELE FARÁ ISSO??????

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 16:06

Não há como; voltem a dar o Gardenal para esse cabra…

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 16:07

Doses cavalares logo!

– Ritter.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:24

@frmulafinesse:disqus , nada disso! King é que escreveu o final de Doutor Sono para esculhambar o filme do Kubrick!!! HAHAHAHAHAHAAHAHHAAHAHAH

Cara, quando fui mostrar The Mist para minhas filhas, fiz questão de ficar olhando para a cara delas nos momentos finais. Foi impagável. Os queixos caídos, a tristeza no rosto e as lágrimas delas me quebraram… (mas valeu a pena, pois renovou a experiência)

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 15:31

Penso que King escreveu TODO o Doutor Sono só para pisotear no túmulo do famoso diretor: “Vêm fazer um filme agora, VÊMMM!” – rsrsrsr
ahaha, seu sádico, coronel Ustra caseiro.

Responder
planocritico 2 de outubro de 2018 - 15:08

@frmulafinesse:disqus , são Jack Torrances definitivamente diferentes, mas eu considero O Iluminado de Kubrick uma das poucas adaptações cinematográficas melhores que a fonte. Não que o livro seja ruim, pois não é, mas sei lá…

Agora The Mist REALMENTE é pauleira…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 15:18

O Iluminado de Kubrick – de cara – já esculhamba o final de “Doutor Sono”, que ganhará sua versão no cinema. Outro motivo para antipatizar – rsrsrsr
The Mist a gente têm dois prismas né? Na original, o futuro soava aterrador, com a promessa de uma morte mais horrível que a outra, na adaptação, o holocausto pessoal do protagonista, era a contra-partida da salvação da humanidade…#benditacoragem

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 6 de outubro de 2018 - 10:27

Se você acha isso, é porque você não leu o livro, que tem um desenvolvimento de personagens infinitamente superior ao desse filme superestimado.

Responder
Fórmula Finesse 2 de outubro de 2018 - 09:08

Permeado de cenas incríveis e icônicas, mas entendo perfeitamente a cisma de King: simplificaram e banalizaram demais Jack Torrance, como se fosse um perturbado e sociopata em potencial, que vai enlouquecendo do nada. Tiraram a humanidade de Jack, tão dolorosamente ilustrada no final do livro, transformando-o num simples louco, no que o semblante psicótico de Jack Nicholson, já significa meio caminho andando – rsrsrsrs
Belo filme, mas para quem lê o livro e é “zé frisin” para adaptações, soa inadequado e incompleto.
Adaptação boa de King em longa metragem? “The Mist”, com aquele final não-fiel que é METALEIRA PURA – rsrsrsrsrsr

Responder
paulo ricardo 1 de outubro de 2018 - 18:22

Kubrick pegou um romance bom do King e transformou num dos melhores filmes de terror do cinema !

Responder
planocritico 1 de outubro de 2018 - 18:25

Exato.

Para a raiva eterna do King que até hoje faz questão de dizer que odeia a adaptação… HAHAHHAHAAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 1 de outubro de 2018 - 17:40

14 anos? Idade perfeita. Amarra o garoto no sofá já!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 1 de outubro de 2018 - 16:14

A unica pessoa q se encaixa nesse papel de cobai… ops! convidado é meu filho de 14 anos.
Será q sou um pai tao melhor q o Jack? hhaahahha

Responder
planocritico 30 de agosto de 2018 - 14:41

Acho que tem um telefilme mais fiel, não?

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 30 de agosto de 2018 - 15:30

Mas não é ruim?!

Responder
planocritico 30 de agosto de 2018 - 15:32

Sei lá… Nunca vi!

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 30 de agosto de 2018 - 16:35

Uma vez um doido me disse, baseado nesse exemplo, que toda adaptação fiel ao livro é ruim, quem diria não é mesmo?!

Responder
planocritico 30 de agosto de 2018 - 16:54

Cara, confesso que, em linhas gerais, eu me alio ao seu amigo doido!

Abs,
Ritter.

vc falou em pipoca? 30 de agosto de 2018 - 17:30

Não era meu amigo rsrsrs, e é melhor não generalizar mesmo.

planocritico 30 de agosto de 2018 - 14:39

He, he! Tem que amarrar o cara no sofá!!!

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 10:35

Assisti com meu irmão e ele mal conseguiu passar da cena do banheiro rsrsrs.

Responder
planocritico 7 de maio de 2018 - 17:41

@alvarovianabatista:disqus , que bom que gostou do filme. Sobre as cenas, eu tenho uma visão sobre elas que não vai te deixar satisfeito e que mencionei a um leitor aqui embaixo: elas não precisam de explicação. Tentar racionalizá-las completamente é arriscar perder a visão do todo. Trata-se de um filme sobre “casa mal-assombrada” misturado com uma parábola sobre a loucura. Não vejo muita razão para dar sentido a cada sequência muito claramente, pois, no final das contas, é perfeitamente possível concluir que muito do que Jack vê se passa em sua cabeça enlouquecida.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 10:42

Senti também que o hotel em parte também é responsável, já que o próprio Danny, e a mãe, também vêem coisas estranhas. Tá bom que o Jack, tanto no livro como no filme, também é perturbado mas no filme acredito que tenha sido esse o principal motivo para contratarem-no, aí então caso algo desse errado poderiam atribuir a culpa ao zelador incompetente e desviar a atenção de uma suposta maldição sobre o lugar.

Responder
Alvaro Viana Batista 6 de maio de 2018 - 23:49

Filmaço! A atmosfera que Kubrick desenvolve na obra é arrebatadora. A trilha sonora não preciso nem falar.
Porém ele tem algumas cenas que não consigo entender, a cena no banheiro, é aterrorizante, mas não consigo entendê-la, o que é aquele homem fantasiado de urso no final? E o que foi que houve no quarto 237? Foi lá que o zelador matou a esposa? Aquela loira era sua esposa? Se puderem me esclarecer algumas destas dúvidas ficarei grato.

Responder
Jenny Santos 23 de fevereiro de 2019 - 12:55

Com a leitura do livro você descobre

Responder
Jeferson Cézar 19 de abril de 2018 - 14:18

Depois de assistir o filme, passei a concordar com o Stephen King. O filme é sem sentido e cheio de furo, tirando a narrativa, em partes técnicas é bom. Única decepção que tenho do Kubrick.

Responder
planocritico 19 de abril de 2018 - 15:09

Mas o que você achou sem sentido no filme?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de abril de 2018 - 15:09

Mas o que você achou sem sentido no filme?

Abs,
Ritter.

Responder
Jeferson Cézar 19 de abril de 2018 - 15:46

Tem uma cena que o Jack está lendo um livro cheio de recortes de jornais, me corrija se eu estiver enganado, mas em nenhum momento no filme mostra ele encontrando esse livro que é onde tem as tragédias que aconteceram no hotel (se tivesse isso no filme, explicaria como ele sabia que o espirito do garçom era o zelador que matou a mulher e as duas filhas.) Que diabos aconteceu no quarto 237? E aquele cara fantasiado no quarto com outro homem no final? Sem falar da atuação da mulher, que esqueci o nome, ela é complemente estupida e burra, e a cena final que foi cortada teria dado mais sentido pro final que ficou literalmente frio.

Responder
Jeferson Cézar 19 de abril de 2018 - 15:46

Tem uma cena que o Jack está lendo um livro cheio de recortes de jornais, me corrija se eu estiver enganado, mas em nenhum momento no filme mostra ele encontrando esse livro que é onde tem as tragédias que aconteceram no hotel (se tivesse isso no filme, explicaria como ele sabia que o espirito do garçom era o zelador que matou a mulher e as duas filhas.) Que diabos aconteceu no quarto 237? E aquele cara fantasiado no quarto com outro homem no final? Sem falar da atuação da mulher, que esqueci o nome, ela é complemente estupida e burra, e a cena final que foi cortada teria dado mais sentido pro final que ficou literalmente frio.

Responder
planocritico 19 de abril de 2018 - 20:25

Entendo seus pontos, mas confesso que eu não sei se essas respostas são realmente importantes. Eu poderia dizer que ele achou o livro na biblioteca do hotel em alguma cena que não foi mostrada, pois há várias elipses temporais ao longo do filme. Mas será que isso realmente importa?

O filme trafega entre o horror fístico e o metafísico. Muita coisa que vemos – no meu entendimento – não acontece de verdade, só mesmo na mente de quem vê. É muito mais uma questão dos efeitos do isolamento sobre as pessoas, do que algo que possa ser estabelecido com uma lógica de fora para dentro. Mas você pode encara também como uma história de fantasmas e pronto, o que torna a cobrança de sentido específico também inócua.

Sobre a atuação de Shelley Duvall, ela é uma mulher desesperada, assustada, querendo sobreviver. Não sei como a racionalidade fria entra nessa equação.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 10:46

Eu amo o filme, é um exemplo de adaptação diferente mas respeitosa, mas sinceramente gostaria de um remake mais fiel ao livro e bem dirigido, só porque existem momentos do livro que eu gostaria de ver em tela nas mãos de um diretor competente.

Fael 7 de fevereiro de 2018 - 21:58

sem dúvidas um dos melhores filmes que já tive o prazer de ver! crítica perfeita!!!!

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2018 - 23:16

Obrigado, @disqus_banPVjXAsm:disqus ! Realmente, é um filmaço!

Abs,
Ritter.

Responder
Rickardo Oliveira 8 de novembro de 2017 - 13:53

Plano Crítico, adorei sua crítica sobre O Iluminado. É o meu filme favorito. O MELHOR horror psicológico que já vi. Um filme tão hipnótico que eu não me canso de ver e rever. Kubrick é um GÊNIO!! Eu tenho a versão PREMIUM do filme que contém 2 DVDs. Essa de 144 minutos não está no DVD. Eu gostaria muito de vê-la. Você tem essa versão em Blu-Ray?

Responder
planocritico 8 de novembro de 2017 - 13:58

Eu tenho em DVD. Mas é americano. Tem na loja americana do iTunes também.

Abs,
Ritter.

Responder
Rickardo Oliveira 8 de novembro de 2017 - 20:30

Obrigado! Vou procurar essa versão com certeza.

Responder
Rene Had 5 de novembro de 2017 - 17:00

Plano critico me tira uma duvida, no tempo de duração do filme vcs colocaram 144 minutos, mas tanto o dvd, como o bluray possuem 119 minutos, porque tem essa diferença de tempo? Aonde eu encontro essa versão mais longa? E muda muito o filme?

Responder
planocritico 5 de novembro de 2017 - 17:14

@renehad:disqus , a duração original do filme era de 146 minutos, mas, ainda quando ele estava sendo exibido nos cinemas americanos, o Kubrick resolveu cortar 2 minutos de um epílogo com Wendy no hospital após os acontecimentos do filme. Os exibidores, à época, foram obrigados a cortar “na marra” o celuloide, por ordem da Warner e o filme, então, passou a ter 144 minutos oficialmente (acho que a versão de 146 nunca foi disponibilizada oficialmente e a que eu critiquei tinha 144).

Agora, essa versão de 119 minutos é a versão europeia do filme, que Kubrick editou especialmente para esse mercado e é que a deve ter chegado para home video aqui no Brasil. Confesso que nunca assisti a versão mais curta (ou talvez tenha assistido quando muito jovem e não me lembro) e não sei as diferenças. Mas, conhecendo Kubrick, e partindo da premissa que foi ele mesmo quem escolheu o que cortar, não deve ter sido nada essencial para a compreensão do filme.

Sobre onde encontrar a versão mais longa, o DVD e Blu-Ray americanos têm e a versão do filme disponibilizada no iTunes (loja americana) é a mais longa também.

Espero ter ajudado.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodion R. Raskólnikov 27 de outubro de 2017 - 15:15

Totalmente excelente! Que interpretação do Jack Nicholson!

Responder
planocritico 28 de outubro de 2017 - 21:00

Incrível mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 16 de outubro de 2017 - 13:58

Eu assisti esse filme há uns 5 anos,verei denovo pra entender melhor!

Responder
planocritico 16 de outubro de 2017 - 16:47

Vale rever sim, @disqus_6l28o55IZI:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lima 7 de setembro de 2017 - 02:04

Esse filme é brilhante. Mais uma aula de direção do Kubrick.

E de fato, é bem diferente do livro, embora acredito que o espirito continue o mesmo (mesmo que Kubrick se interesse por certos aspectos que não interessam tanto o King e vice versa) e o filme possuir uma natureza muito mais sombria. Eu até entendo por que o King rejeita tanto o filme, pois o livro tinha algumas coisas bem pessoais lá na composição do Jack, e é justamente ai que o Kubrick mexe. Mas o problema é do King, não meu, então to nem ai. Hehehe

O filme é de uma atmosfera extremamente envolvente. Daquele tipo que parece te puxar pelo umbigo pra dentro daquele universo, e você se sentir lá dentro do hotel. Tecnicamente, nem tem o que falar, por que é Kubrick.

O roteiro é bem bom, e realmente dá espaço pra várias interpretações. Alias, gostei muito das suas, embora eu não consiga conceber que aqueles fantasmas que o Jack vê são frutos da cabeça dele, até por que na icônica cena do banheiro (alias, como Kubrick gostava de cenas icônicas em banheiros) o fantasma do antigo zelador fala sobre as habilidades especiais do Danny, e que ele tinha chamado o Dick, coisa que não tinha como o Jack saber. Mas isso não invalida a teoria de que o personagem do Nicholson já não fosse meio pancada antes de ser influenciado pelo hotel.

Enfim, grande resenha de um grande filme.

Responder
planocritico 8 de setembro de 2017 - 18:29

Obrigado, @disqus_wPGYD1xKX4:disqus !

O Iluminado ainda é a melhor adaptação de uma obra de King, mesmo que o próprio autor odeie o resultado.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 10:56

Uma coisa que eu não gosto no livro mas no filme não acontece é:

o fato do “amigo imaginário” do Danny pegar o beco antes mesmo deles irem pro hotel, o que foi interessante para mostrar que o bagulho lá é tenso, mas se ele tivesse ficado provavelmente teria rendido mais momentos de pura imersão e mistério, por mais que a obra ainda seja uma leitura interessante

Responder
Renan Medeiros 4 de agosto de 2017 - 14:42

“Assista O Iluminado em condições decentes (boa imagem e bom som e sem interrupções) com alguém que nunca tenha visto o filme ou lido o livro ao seu lado, de preferência alguém que seja fã de filmes de terror e que esbraveje aos quatro cantos o quão valente ele/ela é. Fique quieto, não fale nada, mas observe as reações da “vítima”.”

Olha, não vi com alguma vitima, assisti o filme sozinho, sou grande fã de filmes de terror, principalmente os de terror psicológico e fui ver o Iluminado exatamente pq diziam ser o maior filme de terror psicológico de todos (hahaha que ofensa a Psycho e ao Bebê de Rosemary), e achei o filme super engraçado hasuahsahushas

Não tem como, até quando o filme faz algo assustador ele se sabota e fica engraçado hahahaha, por exemplo, a cena do Redrum, começa super tensa e assustadora, e termina super galhofa dando um close na cara da mãe fazendo :O e depois mostrando Redrum no espelho caso vc seja idiota o suficiente pra não ter percebido que Redrum é murder ao contrário, e depois ele ainda dá um close no espelho hasuahushausha

Ou a cena brilhante do corredor que tem aquele frame perfeito, mas termina super engraçada com o garotinho fazendo :O

Aliás esse ator mirim e a atriz que faz a Wendy são terríveis.

E esse por que eu nem falei do elevador menstruado e do boquete do urso hsaushuahuhsa

Pra mim só o que se salva é a atuação do Jack Nicholson.

Responder
planocritico 4 de agosto de 2017 - 15:18

Isso é que é o bacana do cinema: visões completamente diferentes de uma mesma obra. Considero O Iluminado uma obra-prima cinematográfica como poucas do gênero horror.

Abs,
Ritter.

Responder
Renan Medeiros 4 de agosto de 2017 - 17:06

Muita gente considera, não atoa ele tá no top 100 das duas mais conceituadas listas de melhores filmes de todos os tempos se não me engano, sou só uma voz solitária na escuridão nessa hahaha

Aliás respeito totalmente quem acha uma obra-prima, só não funcionou comigo mesmo.

Responder
planocritico 4 de agosto de 2017 - 17:20

Isso é normalíssimo, @disqus_sXqbaT2d9v:disqus ! Tem vários filmes considerados obras-primas por aí que eu não gosto nadinha (e vice-versa!). O mais recente das obras-primas que eu desgosto bastante é Árvore da Vida, do Malick.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo lopes 18 de julho de 2017 - 14:02

Ah quase esqueci de, se me permite, perguntar qual seu filme preferido de Kubrick?

Responder
planocritico 18 de julho de 2017 - 15:17

@disqus_VCf0f4FmL6:disqus , essa é uma pergunta difícil de responder. Kubrick tem uma filmografia curta (apenas 13 longas e 3 curtas), mas que é próxima da perfeição. Todos os filmes dele são obrigatórios.

Mas, se eu tivesse que escolher apenas um, acho que seria 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo lopes 19 de julho de 2017 - 17:50

Filmaço também,eu gosto muito do misticismo , n vou mentir e dizer q entendi o final mas o filme é muito bom

Responder
planocritico 20 de julho de 2017 - 15:22

Acho que o final fica aberto a diversas interpretações e isso é o que há de melhor em um filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo lopes 25 de julho de 2017 - 22:37

Concordo

vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 10:57

Esse continua envelhecendo bem, além de arrepiante.

Responder
Marcelo lopes 18 de julho de 2017 - 13:57

Me surpreendi muito com o filme,é como ver a sinopse do filme e achar q é um filme como qualquer outro mas a sensação q tive de terror psicológico ,pelo ambiente mudou tudo que pensava a respeito.diferente de tudo que ja vi,bela crítica!!

Responder
planocritico 18 de julho de 2017 - 15:15

Muito legal você ter gostado e se surpreendido. É um filmaço mesmo que vai profundo no lado psicológico dos personagens.

Abs,
Ritter.

Responder
Wendell Bronson 11 de maio de 2017 - 23:44

Hj foi a segunda vez q vi o filme, pois aki em Floripa tem um cineclube q exibiu alguns trabalhos do Kubrick no telão. Conferi Barry Lyndon pela primeira vez, filmão, lindo dmais d ser ver numa tela grande, só o final q achei q perde um pouco d força e de graça.
O Iluminado assisti pela segunda vez, um dos melhores d terror, a primeira vez q vi era adolescente. Confesso q algumas coisas me incomodaram, coisa q não haviam batucado na minha kbeça quando moleque. Não me lembrava q Nicholson tava careteiro desde o começo do filme, faltou nuance p cara, era pra ser algo progressivo, já q o hotel é q teria o enlouquecido… (Nesse ponto foge do livro, consequentemente não é a melhor adaptação, sem contar q a relação d pai e filho no filme é superficial p caralho, coisa q tbm não acontece no livro, King foi mais feliz ao partir do 8 e ir progressivamente ao 80, enquanto Nicholson começa nos 70 e vai p 80 kkkkkkkk )
Outra falha p mim é quando o iluminado retorna para o hotel, pois havia se comunicado com o moleque, ou seja, já tava desconfiado q havia dado merda. E ele entra no hotel com alguma arma? Entra acompanhado de alguém ou da polícia? Ah! Me desculpem, mas Kubrick precisava q alguém fosse assassinado, e infelizmente fez de um de seus iluminado uma verdadeira anta no ato final, coisa q não faz sentido, já q no começo e tbm no segundo ato se mostra um cara inteligente, sensitivo e desconfiado.
Agora eu quero falar sobre De Olhos Bem Fechados, assisti tbm pela segunda vez, fiquei com o cu fechado novamente, puta q pariu, q filmão, fiquei muito mais tenso com ele do q com o Iluminado. E graças a Deus, não tinha ninguém overactor, o q o torna mais verossímil. As máscaras te encarando, o inimigo q pode ser qualquer um, o sumiço do amigo pianista e a investigação, tudo isso me deu mto mais pavor do q o Nicholson over dando machadada na porta…..

Responder
planocritico 12 de maio de 2017 - 13:08

@wendellbronson:disqus , eu não vejo exatamente assim. Jack Torrence nunca foi um cara normal. Abusava do filho e da mulher e bebia. Tinha completa frustração em não conseguir ser o que queria ser. Não foi o hotel que o enlouqueceu. Ele já estava nesse processo. O isolamento só amplificou e acelerou as coisas. Além disso, Kubrick em momento algum enconde a história. Ele não quer contar o processo de enlouquecimento de Jack, mas sim o que aconteceu com aquele outro zelador cuja história é contada pelo gerente do hotel durante a entrevista. É como se o passado influenciasse o presente. Você pode ver pelo lado sobrenatural da mesma forma que pode ver pelo lado não sobrenatural.

Sobre Dick, ele percebeu, pela sua iluminação, que o garoto poderia estar em perigo. Ele não sabia dos detalhes. Além disso, ele não pode exatamente chegar na delegacia e dizer que seus super-poderes lhe disseram que a família Torrence estava em perigo. Ele tinha que ir sozinho. Não levar uma arma, bem, essa é uma escolha pessoal. Não é todo mundo que tem uma arma disponível em casa ou sai para comprar assim do nada. Ele não tinha ideia exata do que iria enfrentar. Considero seu “descuido” perfeitamente aceitável.

Abs,
Ritter.

Responder
Wendell Bronson 13 de maio de 2017 - 02:44

Sobre essa questão q vc levantou do personagem já estar prestes a enlouquecer quando chega no hotel, eu havia lido no seu texto, e confesso q gostei do q li, pois muitas pessoas escrevem q o hotel o enlouqueceu no filme, o q é um erro, talvez mto pelo fato d ser adaptação do livro do King, em q realmente o hotel é um personagem e muda o Jack.
Pensando melhor, sua leitura faz sentido, o hotel apenas dá um empurrãozinho. Mas confesso q as caretas do Nicholson poderiam ser guardadas mais para o final, para a catarse. Nunca gostei muita d ator careteiro kkkk
Sobre o Dick, ainda acho q o Kubrick o fez inocente dmais no terceiro ato, destoando totalmente dos dois primeiros.
Aliás, eu te deixo uma pergunta, será q o Kubrick não deveria ter dado um outro título ao filme? já q ele mudou mta coisa do livro, assim, a galera não ficaria comparando tanto livro e filme, e ficaria até mais claro o fato do Jack do filme ser bem diferente do livro, sem contar q no livro o iluminado faz mais sentido, tanto q esse poder faz a família ser salva, inclusive o iluminado q morre no filme acaba sobrevivendo no livro e ajudando a familia… Sei lá, parece q no filme esse tal talento não serviu d mta coisa…
Abraço!

Responder
planocritico 14 de maio de 2017 - 04:14

O Dick é aquele quase-padrão de filmes de horror. É como você disse no primeiro comentário: Kubrick precisava matar alguém. Ele foi o escolhido.

Sobre não usar o título, acho que há vários tipos de adaptação. A essência do livro, permaneceu, mas Kubrick realmente mudou tudo, tanto que o próprio King já manifestou seu desgosto por essa adaptação várias vezes. Mas eu gosto muito quando a versão cinematográfica é bem diferente do material original. Assim, não sabemos o que esperar.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 11:10

Pra mim o hotel barrava um pouco o poder dos iluminados, além de conseguir dar trabalho pra eles, tanto que lembro de partes (do livro e do filme) onde essa habilidade não foi muito útil. Mesmo que na obra original o dick tenha se dado bem no final ainda existia a brecha para as coisas acabarem como foi no filme.

Responder
João Roberto 1 de maio de 2017 - 22:05

Boa noite, eu sei que o filme é cheio de mistérios, mas se alguém conseguir me explicar agradeço:
Antes do Grady esbarrar em Jack (manchando a roupa dele), passa uma moça de vestido com “uma marca de mão” (parecendo sangue).
Achei estranho a cena porque estava toda “perfeita”

Obs.: O Jack estava fazendo uns passinhos de dança antes rsrs..

Alguém me explica essa marca?
Obg.

Responder
planocritico 2 de maio de 2017 - 02:11

@disqus_ikE4KQZWyP:disqus , confesso que não me lembro desse momento.

Abs,
Ritter.

Responder
João Roberto 1 de maio de 2017 - 21:43

Boa noite, eu sei que o filme é cheio de mistérios, mas se alguém conseguir me explicar agradeço:
Antes do Grady esbarrar em Jack (manchando a roupa dele), passa uma moça de vestido com “uma marca de mão” (parecendo sangue).
Eu estranhei a cena, porque aparece toda “limpa”
Obs.: A cena ocorre depois dele fazer “uns passinhos de dança” rsrs…

Responder
jv bcb 1 de abril de 2017 - 02:23

Obra Prima, esse filme é pura criação de atmosfera, a direção do Kubrick é genial.

Responder
planocritico 2 de abril de 2017 - 03:29

Concordo!

– Ritter.

Responder
Neval 6 de março de 2017 - 19:14

Pensa em fazer uma análise da versão minissérie do Iluminado do Stephen King?

Responder
planocritico 8 de março de 2017 - 00:45

@disqus_SpDXWieUBG:disqus , não tenho planos, mas vou colocar aqui em nossa lista!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Ribeiro 16 de dezembro de 2016 - 13:28

Vocês poderia me ajudar dando dicas de como analisar um filme, como compreender os aspectos ou estruturas do filme (som, enquadramento,diálogos)? Que bela crítica!

Responder
Lucas Ribeiro 16 de dezembro de 2016 - 13:28

Vocês poderia me ajudar dando dicas de como analisar um filme, como compreender os aspectos ou estruturas do filme (som, enquadramento,diálogos)? Que bela crítica!

Responder
planocritico 16 de dezembro de 2016 - 15:43

Obrigado, @disqus_dQm6Cnxb8e:disqus !

Acho que a melhor forma de ajudar é dar uma sugestão: veja muitos filmes de todas as eras e de todos os países, leia críticas de especialistas (Roger Ebert tem 3 compêndios de críticas publicados no Brasil: Grandes Filmes 1, 2 e 3) e leia livros sobre crítica cinematográfica e sobre cinema como O Sentido do Filme (Eisenstein), A Linguagem Secreta do Cinema (Carrière), A Estética do Filme (Aumont), Ensaio Sobre a Análise Fílmica (Vanoye e Goliot-Lété) e outros.

Podemos conversar e estou sempre à disposição, mas é importantíssimo ter esse tipo de base.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Ribeiro 16 de dezembro de 2016 - 17:57

Sei nem como agradecer! Muito obrigado pela sua disponibilidade em ajudar cara, só tenho que agradecer mesmo <3

Responder
planocritico 16 de dezembro de 2016 - 19:05

@disqus_dQm6Cnxb8e:disqus , tenho certeza que eu e meus colegas aqui de site teriam prazer em ajudá-lo. Sempre que precisar de algo, dê-nos um toque por aqui ou pelo Facebook ou pelo email planocritico@gmail.com.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Ribeiro 18 de dezembro de 2016 - 04:55

Obrigado mesmo de coração!
Levei muitos vácuo, ninguém queria me responder…
Vou até divulgar a página, em forma de agradecimento.

Lucas Ribeiro 18 de dezembro de 2016 - 04:55

Obrigado mesmo de coração!
Levei muitos vácuo, ninguém queria me responder…
Vou até divulgar a página, em forma de agradecimento.

Lucas Ribeiro 18 de dezembro de 2016 - 18:12

Levei varios vácuos quando fazia esses tipos de perguntas…
Vou até retribuir o favor de vocês em me ajudar divulgando o site
Muito obrigado mesmo de coração!

planocritico 18 de dezembro de 2016 - 18:35

Temos como regra sempre responder nossos leitores. É o mínimo que podemos fazer para agradecer a preferência aqui pelo site!

Abs,
Ritter.

planocritico 18 de dezembro de 2016 - 18:35

Temos como regra sempre responder nossos leitores. É o mínimo que podemos fazer para agradecer a preferência aqui pelo site!

Abs,
Ritter.

Lucas Ribeiro 18 de dezembro de 2016 - 18:12

Levei varios vácuos quando fazia esses tipos de perguntas…
Vou até retribuir o favor de vocês em me ajudar divulgando o site
Muito obrigado mesmo de coração!

planocritico 16 de dezembro de 2016 - 19:05

@disqus_dQm6Cnxb8e:disqus , tenho certeza que eu e meus colegas aqui de site teriam prazer em ajudá-lo. Sempre que precisar de algo, dê-nos um toque por aqui ou pelo Facebook ou pelo email planocritico@gmail.com.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 16 de dezembro de 2016 - 15:43

Obrigado, @disqus_dQm6Cnxb8e:disqus !

Acho que a melhor forma de ajudar é dar uma sugestão: veja muitos filmes de todas as eras e de todos os países, leia críticas de especialistas (Roger Ebert tem 3 compêndios de críticas publicados no Brasil: Grandes Filmes 1, 2 e 3) e leia livros sobre crítica cinematográfica e sobre cinema como O Sentido do Filme (Eisenstein), A Linguagem Secreta do Cinema (Carrière), A Estética do Filme (Aumont), Ensaio Sobre a Análise Fílmica (Vanoye e Goliot-Lété) e outros.

Podemos conversar e estou sempre à disposição, mas é importantíssimo ter esse tipo de base.

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 14 de setembro de 2016 - 01:05

Comentário com dois anos de atraso vale né kkk
Fiz quase o que vc sugeriu, só que a minha amiga no caso é daquelas que adora um romance colegial, com cheerleader, a feinha, a popular, o jogador etc etc. Tanto que quase não consigo mais achar filme nesse estilo na Netflix q eu já não tenho visto com ela. Pois então, querendo fugir da rotina lá vamos nós ver o filme. Tentei explicar o mínimo, mesmo com ela me perguntando e foi visível a apreensão dela, quase que não parava quieta.

Sobre o filme em si, pra mim que li o livro achei que a loucura veio de forma muito rápida , mas é aquele caso em que eu gostei das duas obras em separado, até suas diferenças.
Eu estava com medo, mesmo sabendo o que iria acontecer. Bom, na verdade eu não sabia já que o final é diferente rsrs. Minha amiga até adivinhou que o cara só foi levar o carro, enquanto eu ria por dentro achando que ela estava errada. Belo tombo esse meu.

Gostei da mudança do jardim pra um labirinto e sobre as atuações é aquele caso. Como eu li o livro, mas já sabia quem era os atores, a tendência é imaginar que já são eles os personagens, por isso o Jack do livro e do filme é como se fosse o mesmo ator interpretando o mesmo personagem de forma diferente. Entende? Mas eu ate que gostei, principalmente a da esposa que fica bem desesperada.

Senti falta na crítica falar mais sobre o tony(amigo imaginário) , mas ele nem aparece muito mesmo no filme. No livro é bem interessante, ele toma um chá de sumiço quando as coisas esquentam haha.

E por último vcs fizeram crítica pro livro? Eu o considero com a melhor descrição de personagens que já vi.

Responder
H-Alves 14 de setembro de 2016 - 01:05

Comentário com dois anos de atraso vale né kkk
Fiz quase o que vc sugeriu, só que a minha amiga no caso é daquelas que adora um romance colegial, com cheerleader, a feinha, a popular, o jogador etc etc. Tanto que quase não consigo mais achar filme nesse estilo na Netflix q eu já não tenho visto com ela. Pois então, querendo fugir da rotina lá vamos nós ver o filme. Tentei explicar o mínimo, mesmo com ela me perguntando e foi visível a apreensão dela, quase que não parava quieta.

Sobre o filme em si, pra mim que li o livro achei que a loucura veio de forma muito rápida , mas é aquele caso em que eu gostei das duas obras em separado, até suas diferenças.
Eu estava com medo, mesmo sabendo o que iria acontecer. Bom, na verdade eu não sabia já que o final é diferente rsrs. Minha amiga até adivinhou que o cara só foi levar o carro, enquanto eu ria por dentro achando que ela estava errada. Belo tombo esse meu.

Gostei da mudança do jardim pra um labirinto e sobre as atuações é aquele caso. Como eu li o livro, mas já sabia quem era os atores, a tendência é imaginar que já são eles os personagens, por isso o Jack do livro e do filme é como se fosse o mesmo ator interpretando o mesmo personagem de forma diferente. Entende? Mas eu ate que gostei, principalmente a da esposa que fica bem desesperada.

Senti falta na crítica falar mais sobre o tony(amigo imaginário) , mas ele nem aparece muito mesmo no filme. No livro é bem interessante, ele toma um chá de sumiço quando as coisas esquentam haha.

E por último vcs fizeram crítica pro livro? Eu o considero com a melhor descrição de personagens que já vi.

Responder
planocritico 15 de setembro de 2016 - 15:23

@hialee:disqus , vale comentário a qualquer tempo! E obrigado por sua visão!

O Iluminado é uma obra singular. Trabalha um terror psicológico como é raro de se ver por aí e não descamba para sustos fáceis. O negócio de Kubrick foi criar desorietação, tensão e nervosismo.

Sobre a comparação com o livro, como mencionei, são obras completamente diferentes. Eu li o livro há muitos e muitos anos e não tenho uma lembrança clara dos detalhes, além de ter gostado muito (não temos a crítica, mas fiz a de Doutor Sono, sua inesperadamente ótima continuação tardia aqui: https://www.planocritico.com/critica-doutor-sono-de-stephen-king/ ).

Sobre Tony, realmente falei pouco, mas é que ele está no contexto da “iluminação” do garoto. E é extremamente creepy as conversas dele com seu amiguinho… Uma sacada genial que ficou cinematograficamente perfeita.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de setembro de 2016 - 15:23

@hialee:disqus , vale comentário a qualquer tempo! E obrigado por sua visão!

O Iluminado é uma obra singular. Trabalha um terror psicológico como é raro de se ver por aí e não descamba para sustos fáceis. O negócio de Kubrick foi criar desorietação, tensão e nervosismo.

Sobre a comparação com o livro, como mencionei, são obras completamente diferentes. Eu li o livro há muitos e muitos anos e não tenho uma lembrança clara dos detalhes, além de ter gostado muito (não temos a crítica, mas fiz a de Doutor Sono, sua inesperadamente ótima continuação tardia aqui: https://www.planocritico.com/critica-doutor-sono-de-stephen-king/ ).

Sobre Tony, realmente falei pouco, mas é que ele está no contexto da “iluminação” do garoto. E é extremamente creepy as conversas dele com seu amiguinho… Uma sacada genial que ficou cinematograficamente perfeita.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 11:17

Quando li o livro o elenco foi:
– Jeffrey Dean Morgan como Jack;
– Olivia Wilde/Margot Robie como Wendy;
– o mesmo ator pro Danny;
– Chiwetel Ejiofor como dick;

Responder
djavan 29 de junho de 2015 - 02:09

Parabéns, vc foi perfeito nessa análise , esse de fato e um verdadeiro clássico !

Responder
planocritico 29 de junho de 2015 - 16:08

Obrigado, @djavan:disqus! Volte sempre e saiba que temos a análise de toda a filmografia do Kubrick lá em nossa aba de especiais.

Abs,
Ritter.

Responder
Claudinei Maciel 25 de junho de 2015 - 00:12

Excelente crítica e parabéns! Realmente a genialidade de Kubrick se expressou com tudo nesse filme. Um dos grandes mágicos do cinema, que ponho ao lado de outro preferido meu: Orson Welles. Essa atuação do Jack Nicholson realmente é soberba, e que, para mim, marcou todas as atuações posteriores desse ator. Hoje eu não considero o Jack grande coisa, mas Um Estranho no Ninho, O Iluminado e About Schmitt são o que mostra sua qualidade, sendo os outros papéis dele mais do mesmo. Mas é um bom ator. O Iluminado sempre vai ser um dos melhores filmes de horror de todos os tempos, e mais uma aula de Stanley Kubrick para muito diretorzinho por aí que se acha. Descobri esse site recentemente e estou gostando muito das observações e críticas de vocês. Isso que deve ser feito, sempre, criticar e expor à análise e discussão. Cada pessoa tem uma experiência toda sua para com os filmes, e não custa nada muitos terem o cuidado de analisar e não cair no truque do “melhor filmes de todos os tempos da última semana” que tem acontecido com frequência hoje em dia. Senso crítico e análise do verdadeiro cinema ainda é um prazer que não deveria ser perdido por essa geração “dvd pirata” de hoje. Bons filmes devem ser vistos com a melhor qualidade possível. Eu que, mesmo com muitas limitações financeiras, tento a cada mês incluir em minha coleção um novo filme original adquirido nas lojas, me sinto muito feliz por tê-los. De Cidadão Kane a Star Trek Além da Escuridão, de .. E o Vento Levou a Todo Mundo Quase Morto, meus filmes me levam exatamente aonde quero ir: a mágica do cinema. Grande abraço!!

Responder
planocritico 25 de junho de 2015 - 22:49

@claudineimaciel:disqus, obrigado! Espero que você passeie bastante aqui pelo site e sempre comente! Sobre O Iluminado, é uma obra definitiva de horror mesmo. Kubrick, com todo seu cuidado e técnica, pegou uma obra literária apenas ok e a transformou em algo só seu.

E, mais do que tudo, concordo de coração com seu comentário sobre a geração “dvd pirata”. O pessoal se acostumou a ver filmes de qualquer jeito em telas cada vez menores, em locais cada vez mais impróprios. Acabou a solenidade do “assistir filmes” e isso me entristece absurdamente. Hoje, séries de TV têm tuítes aos milhares DURANTE a série. As pessoas assistem de verdade ou só querem competir por atenção?

Assim como você, também tento mergulhar nesse fantástico mundo da Sétima Arte para reencontrar clássicos e descobrir novas pérolas. É fascinante. Adoro esse processo de (re)descoberta com todas as minhas forças e fico feliz por poder compartilhar minhas experiências aqui no site.

Bem, espero vê-lo por aqui sempre, para podermos conversar sobre os mais diversos filmes e isso mesmo quando você discordar completamente de uma crítica nossa.

Grande abraço,
Ritter.

Responder
Wesley Medeiros 8 de junho de 2015 - 16:54

li várias críticas e todas elogiando o filme,tendo enxergar o que vcs enxergam de bom nofilme,mas não consigo. Pra mim é um filme ruim,fraco e com péssimas atuações,sem noção e nada,nem um pouquinho sequer assustador ou uma obra que faça pensar ou coisa do tipo. Só vi uma história fraca que entrei num desespero para que acabasse antes que eu é que ficasse louco

Responder
planocritico 8 de junho de 2015 - 17:07

@wesleymedeiros:disqus, isso acontece. Nem todo filme funciona com todo mundo.

Mas fiquei espantado com sua afirmação ampla de “péssimas atuações”. Até Jack Nicholson? Ele não te convenceu como um pai de família que caminha vagarosamente para o abismo da loucura total?

Sobre o filme ser assustador ou não, vai depender muito do tipo de terror/horror que você prefere. O Iluminado constrói atmosfera e Kubrick tenta nos pegar do lado psicológico, do horror do que não vemos no lugar do horror explícito (que eu, particularmente, não suporto). A música é um elemento importante aqui e, no lugar da trilha clássica que nos prepara para o susto, vemos algo em crescendo que nos deixa na ponta dos pés desde a entrevista de Jack com o gerente do hotel até o final.

Sobre fazer pensar, tente racionalizar os acontecimentos do filme. Você consegue? Tente mentalmente entender a planta do hotel. Você consegue? E não encare essas perguntas como eu, crítico chato, desafiando você, mas sim como perguntas genuínas, pois eu não tenho resposta para o que eu vi (várias vezes). O filme trabalha o sobrenatural sem que nenhum evento sobrenatural ocorra no mundo real (com uma única exceção), trabalha o suspense com apenas três personagens fixos e faz do roteiro um labirinto como o que vemos no final, mas que está presente em todo o filme, desde o tapete do hotel, até a mencionada planta com o menino andando de velocípede.

Bem, mas é como eu disse: nem todo filme funciona com todo mundo. Talvez se você assistir O Iluminado alguma outra hora, alguns anos para frente, você tenha outra impressão sobre o filme. Isso já aconteceu comigo diversas vezes e uma dessas vezes foi com outro clássico de Kubrick: 2001, Uma Odisseia no Espaço.

Abs,
Ritter.

Responder
Wesley Medeiros 8 de junho de 2015 - 22:13

Trilha sonora realmente é boa,em relação as atuações,a da mãe do garoto chegava a irritar,pra mim grande erro do filme,foi ter ido rápido demais,era um um filme sobre um homem ficando louco e focaram muito tempo na criança,deveriam ter focado mais no homem,de repente Jack já estava louco e o garoto sumiu do filme ficando somente no quarto enquanto a chata da mãe dele fugia do pai. Acho que os acontecimentos foram rápidos demais e em certos momentos enrolados demais,me cansei vendo o filme e me dava raiva do cara que ficou louco do nada e da mulher que não parava de gritr. Talvez alguns desses efeitos tenham sido pela dublagem,vou seguir seu conselho e vou rever o filme daqui um tempo,mas legendado,talvez melhore meu conceito sobre a atuação deles.

Responder
planocritico 9 de junho de 2015 - 12:48

Mas essa questão da loucura eu analisei em minha crítica, @wesleymedeiros:disqus. Kubrick não tinha intenção de analisar o surgimento da loucura em Jack. Para mim, ele já é louco desde o início e o diálogo que ele tem com o gerente do hotel já deixa evidente o que acontecerá dali para frente.

Sobre dublagem, cara, nem tenho palavras… Faça um favor a você mesmo e assista ao filme no original!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriela Frigo 12 de junho de 2015 - 22:17

E o terror que eles estão fazendo é inspirado na literatura. E n esse terror tosco de hoje em dia. O personagem principal não é a família, nem nenhuma pessoa, é o “hotel mal assombrado”, o espaço é a matéria do terror e o tempo é atemporal. O tempo q passa não é um fator importante nem o drama das pessoas, senão seria um romance. O filme é genial, captaram a essência do terror. Muito bom.

planocritico 14 de junho de 2015 - 14:48

Sim, o filme faz homenagem aos filmes de “casa mal assombrada” de antigamente e usa o espaço como personagem sim.

Abs,
Ritter.

André 20 de maio de 2015 - 22:45

Excelente filme, se bem que é óbvio já que é do mestre Kubrick! Se fosse outro diretor provavelmente seria sua melhor obra! Enfim, gostaria de perguntar algo, no fim do filme aparece a foto do Jack no baile de 4 de julho no Hotel Overlook do ano de 1921, mas no começo do filme o gerente do hotel fala pro Jack que um homem tinha matado suas filhas e sua esposa em 1970. Como isso é possível? Segunda pergunta, tudo me leva a crer que as duas gêmeas que aparecem no hotel são as filhas que foram assassinadas pelo Sr. Grady, mas como elas são gêmeas se no começo do filme novamente o gerente diz que ele tinha duas filhas, uma com 8 anos e outra com 10 anos? Ainda nesse dilema o gerente diz que ele se chama Charles Grady, e na cena do banheiro ele diz que seu nome é Delbert Grady. Me expliquem se compreendi de maneira errada.

Responder
planocritico 21 de maio de 2015 - 02:21

@disqus_zhnW2Xl61y:disqus, esse filme é tão sensacional que muita coisa misteriosa precisa se manter misteriosa para ele funcionar de verdade, mas vamos lá tentar responder suas perguntas:

1. Jack na foto: Será que não significa que ele é o cara da foto em 1921 e também Jack Torrance durante os acontecimentos do filme? O “duplo” é algo recorrente nas artes e um tema constante nesse filme – dupla personalidade, gêmeos, dois “iluminados”, Danny e Tony e por aí vai – e, para mim, o homem na foto é uma espécie de fantasma, uma alma que se manifesta várias vezes ao longo das décadas ou algo semelhante.

2. Gêmeas: Não são gêmeas. Elas são comumente referenciadas por quem escreve sobre o filme como gêmeas, mas, na verdade, elas são irmãs apenas, de 8 e 10 anos como você bem colocou. E sim, elas são as filhas do Sr. Charles Grady, que ele mesmo assassinou.

3. Charles/Delbert: Assim como na resposta 1 acima, acho que nunca teremos uma resposta definitiva a essa pergunta. A única explicação que não aceito é que foi um “erro” de Kubrick, pois o diretor não faz coisas amadoras. Para mim, estamos novamente diante da mesma manifestação do “duplo” que mencionei mais acima, que ecoa a duplicidade de personalidade de Jack são e Jack louco ou Jack do presente e Jack de 1921. Delbert Grady parece ser o mordomo em 1920 e Charles Grady o pai das meninas em 1970. Ou são manifestações do mesmo espírito. Ou algo do gênero.

O que acha?

Abs,
Ritter.

Responder
André 21 de maio de 2015 - 20:13

Pois é filmes do Kubrick abrem um leque enorme para interpretações. Em relação ao primeiro ponto não me convenci de nenhuma das situações, se ele é um fantasma que vive naquele hotel em 1921, então o de 1980 é o mesmo fantasma? Mas se for, como poderia ter uma familia e tal. Mas acredito que tenha um papel fundamental no filme essa parte pois o Kubrick fecha o filme com essa cena, não é uma cena que aparece no decorrer do filme, é como a última peça do quebra cabeça montado por ele, então certamente faz todo sentido na lógica do Kubrick só que infelizmente não podemos perguntar. Em relação ao segundo ponto realmente em nenhum momento é dito que são gêmeas, mas a forma como é feita a caracterização das duas nos faz parecer serem gêmeas. E também concordo no terceiro ponto com você no sentido da duplicidade de personalidade! Já que no começo temos um Jack são e durante a cena no banheiro temos um Jack totalmente louco, o que também explicaria ele dizer que tinha machucado o filho há três anos, já que a mulher dele diz no começo do filme que eram cinco meses e que ele estava sem beber depois do que aconteceu. Enfim, existem muitas possibilidades mas nenhumas delas envolve erro do Kubrick, não é um erro comum no cinema trocar nome de personagens durante o filme, mesmo que tivesse acontecido alguém perceberia como o próprio ator e também porque o Kubrick é perfeccionista e não comete erros em nenhuma esfera quanto mais um erro desses.

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planocritico 22 de maio de 2015 - 15:24

@disqus_zhnW2Xl61y:disqus, acho que, no conceito de espíritos que o filme trabalha, não é muito difícil aceitar que pode ao menos ter sido o espírito do cara da foto em 1921 que tomou Jack Torrance…

E com certeza Kubrick não errou. Tudo que está lá, está lá por que ele escolheu assim, pois como você bem diz, ele era absolutamente perfeccionista e detalhista.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriela Frigo 12 de junho de 2015 - 22:46

Tem algo q deixaram passar sobre essa questão do tempo, do jack na foto e tal… na cena dele no banheiro com o garçom, o garçom que é delbert grady, diz pro jack que ele (jack) “sempre esteve por ali”, acho q isso já explica essa questão dos “tantos” jacks. E na cena que a porta do armazém abre misteriosamente o garçom fala pro jack sobre o descontentamento “dos outros” e se ele fará oq converszaram corretamente, acho q esta cena é outro sinal sobre a permanência dessa “personalidade”/espírito q “sempre esteve por ali”, na minha opinião isso representa essa presença inevitável do sobrenatural no hotel que faz o “hotel mal assombrado” ser personagem principal, que é a matéria do terror em conjunto com o atemporal.

Aliás, ótima análise! ^^

planocritico 14 de junho de 2015 - 14:49

Obrigado, @gabrielafrigo:disqus!

Sobre sua interpretação, ela funciona com certeza.

Abs,
Ritter.

vc falou em pipoca? 29 de agosto de 2018 - 11:27

Já ouvi dizerem que quem abriu a porta do armazém foi o Danny.

Thais 24 de abril de 2016 - 16:10

O lance da foto, acredito eu, seria o registro de todas as pessoas que enlouqueceram/se perderam devido a influência do Hotel Overlook. No filme isso não é mostrado (e não tem necessidade, acredito), mas no livro o Jack, em suas pesquisas, nos mostra que o hotel teve vários donos e que ele foram influenciados negativamente pelo hotel. Até mesmo uma camareira, que era iluminada também, sofreu as influências do hotel. A adaptação que o mestre Kubrick fez de O Iluminado foi genial e o Stephen King pode esculachar o quanto quiser pois as críticas não tiram o brilho do filme, mas é interessante ler o livro para compreender melhor esses pequenos detalhes (o início da loucura do Jack, a paranormalidade do Danny, a influência negativa e macabra do hotel).

Responder
Thais 24 de abril de 2016 - 16:10

O lance da foto, acredito eu, seria o registro de todas as pessoas que enlouqueceram/se perderam devido a influência do Hotel Overlook. No filme isso não é mostrado (e não tem necessidade, acredito), mas no livro o Jack, em suas pesquisas, nos mostra que o hotel teve vários donos e que ele foram influenciados negativamente pelo hotel. Até mesmo uma camareira, que era iluminada também, sofreu as influências do hotel. A adaptação que o mestre Kubrick fez de O Iluminado foi genial e o Stephen King pode esculachar o quanto quiser pois as críticas não tiram o brilho do filme, mas é interessante ler o livro para compreender melhor esses pequenos detalhes (o início da loucura do Jack, a paranormalidade do Danny, a influência negativa e macabra do hotel).

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planocritico 24 de abril de 2016 - 20:36

@disqus_VhlTbtabHf:disqus, pode ser sim. Não vejo porque não. Sobre ler o livro, com certeza ele ajuda e enriquece a experiência, mas, como o filme é muito diferente do material fonte, esse enriquecimento é limitado. São duas grandes obras, mas bem diferentes. Não dá para entender o ataque de estrelismo de King, pois Kubrick fez uma obra-prima do terror.

Abs,
Ritter.

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planocritico 24 de abril de 2016 - 20:36

@disqus_VhlTbtabHf:disqus, pode ser sim. Não vejo porque não. Sobre ler o livro, com certeza ele ajuda e enriquece a experiência, mas, como o filme é muito diferente do material fonte, esse enriquecimento é limitado. São duas grandes obras, mas bem diferentes. Não dá para entender o ataque de estrelismo de King, pois Kubrick fez uma obra-prima do terror.

Abs,
Ritter.

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Claudio GontijoAmaral 6 de abril de 2015 - 01:09

Incrível esse filme mesmo. Aliás Stanley e Hitchcok são os ases da cinematografia. Muito psicanalíticos e cheios de possibilidades, como são todos humanos.

Responder
planocritico 6 de abril de 2015 - 18:46

Claudio GontijoAmaral, temos as críticas de todos os filmes desses dois diretores aqui no site. Não deixe de conferir!

https://www.planocritico.com/especial-alfred-hitchcock/

https://www.planocritico.com/especial-stanley-kubrick/

Abs,
Ritter.

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Ricardo Correa 5 de junho de 2014 - 01:43

Goste-se ou não é impossível ficar indiferente, é uma tentação , uma possessão ,um devaneio, uma viagem caótica , absurda – sem volta ou final feliz ! Perfeita em nos conduzir entre os lados escuros de nossas razões incertas O Iluminado quem diria divide-se entre a escuridão do caráter sádico e a loucura mas alcança a rude luta pelo sobreviver com seu belo balé de morte que espreita…

Responder
planocritico 5 de junho de 2014 - 18:41

Belíssimo comentário, caro Ricardo! Muito obrigado. E devo dizer que concordo integralmente com ele. Abs, Ritter.

Responder
Rafael Oliveira 8 de fevereiro de 2014 - 23:59

Ainda acho que a melhor adaptação de uma obra de Stephen King seja Um Sonho de Liberdade, mas O Iluminado é realmente uma realização atemporal, de gerar intensos calafrios e ficar na mente por horas, ou até dias.

Jamais vou esquecer do garoto Danny, em frente ao espelho, falando com seu dedo mindinho com aquela voz gutural.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2014 - 01:06

Concordo que Um Sonho de Liberdade é absolutamente incrível e fica pau-a-pau com O Iluminado em termos de melhor adaptação de King. Mas o dedinho de Danny ganha para mim! – Ritter.

Responder
Rafael Oliveira 9 de fevereiro de 2014 - 15:17

Eu só discordo sobre a Shelley Duvall. Ela transforma Wendy numa personagem INSUPORTÁVEL, eu só fazia torcer pra que ela morresse logo.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2014 - 15:26

Concordo plenamente, mas acho que era o que o papel requeria. É basicamente o único filme com ela cuja atuação dela eu gosto… 🙂 – Ritter.

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