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Crítica | O Poderoso Chefão, de Mario Puzo

por Ritter Fan
2743 views (a partir de agosto de 2020)

  • spoilers do romance e dos filmes.

Um dos meus mais resistentes tabus literários era a leitura de livros que serviram de base para filmes e/ou séries depois que eu já os havia assistido. Ou eu lia antes de assistir ou não lia mais. No entanto, com a idade e, em tese (muito em tese), a sabedoria, fui também relaxando essa regra e, hoje, já não me preocupo muito sobre essa questão. E foi por isso que acabei, finalmente, depois de décadas e décadas de relutância, lendo O Poderoso Chefão, romance de Mario Puzo originalmente lançado em 1969 que, como todo mundo sabe, serviu de base direta ao filme homônimo e sua continuação, ambos por Francis Ford Coppola e ambos normalmente considerados obras-primas e invariavelmente presentes nas listas de melhores de quase todo mundo.

Enquanto eu não posso dizer que foi um erro finalmente mergulhar na obra base que é o primeiro livro de sucesso de Puzo, vale dizer, tenho que reconhecer logo de início que foi simplesmente impossível afastar-me mentalmente dos filmes ou mesmo desassociar a presente crítica deles. Os dois primeiros O Poderoso Chefão fazem parte de minha “formação” como cinéfilo e são duas das obras cinematográficas que mais assisti e mais li sobre em minha vida, e que mais analisei, pelo que não havia como eu me desvencilhar da construção imagética que Coppola brilhantemente colocou nas telonas.

E olha que eu fiz todo o esforço possível. Nesse processo, apenas tive mais certeza ainda da qualidade das adaptações cinematográficas feitas pelo próprio Puzo em notória colaboração com Coppola que deram origem a dois roteiros intocáveis e que, sim, já para lidar com a pergunta que muita gente fará, são melhores do que o romance que lhes deu origem, ainda que eu não goste de comparar categoricamente obras de mídias diferentes. No entanto, depois da leitura do livro, ficou claro que O Poderoso Chefão, de 1972, e O Poderoso Chefão II, de 1974, são versões mais apuradas, mais enxutas e mais significativas do material base, resultado de um extenso e detalhado trabalho da dupla que magnificamente depurou um romance que já era muito bom, mas que se tornou sem falhas no audiovisual.

Como antes de começar a escrever a presente crítica eu já havia jogado a toalha em relação à minha capacidade de separar uma coisa da outra, deixe-me logo afirmar que os problemas que detectei no romance de Puzo estão quase que integralmente adstritos ao que não está nos filmes, ou seja, aquilo que o próprio autor e o cineasta deixaram de fora na transposição para os roteiros é o que impede o romance de ser a obra-prima que poderia ter sido. Estou sendo influenciado pelo quanto os filmes me afetaram?  Com certeza. Mas simplesmente não tenho escolha e acho que meus argumentos para justificar a afirmação anterior são pelo menos justos, ainda que muitos possam não concordar.

Mario Puzo usa uma “voz” muito característica em O Poderoso Chefão, emprestando uma sofisticação brega que emula o recorte da sociedade que ele cria, aquela dos chefes ocultos da cidade de Nova York inspirados nas míticas – mas verdadeiras – cinco famílias que comandaram a Costa Leste dos EUA, com tentáculos por todos o país, por décadas e décadas a fio (quem quiser saber mais sobre elas, sugiro a leitura de O Irlandês). Sem usar nomes verdadeiros para evitar complicações pessoais e focando na família Corleone, o autor quase que literalmente cria o mito moderno da Máfia – ou, mais corretamente, Cosa Nostra – formada por descendentes italianos, na maioria dos casos sicilianos radicados nos EUA a partir do final do século XIX e começo do século XX. Digo que ele criou o “mito moderno da Máfia” porque seu trabalho, muito longe de ser realista, pois Puzo não mergulhou em estudos sobre a matéria como ele próprio admitiu, empresta um verniz de nobreza aos personagens e à organização, como um enorme conjunto de “Robin Hoods” que ajudavam a manter sua comunidade unida e feliz por meio de ilegalidades que viviam nas rachaduras da estrutura de uma cidade grande, com códigos de conduta inquebrantáveis e influência em todos os escalões da sociedade.

Nesse contexto de família, O Poderoso Chefão lida eminentemente com sucessão, com a passagem de bastão do patriarca e fundador da família Corleone, Don Vito Corleone, para seu filho mais novo Michael Corleone, ironicamente o único da família que nunca quis se envolver em negócios escusos, permanecendo, até seu retorno da Segunda Guerra Mundial, como um americano seguidor de regras. O “padrinho” do título original, The Godfather, é uma referência dupla tanto ao pai, quanto ao filho, mas o romance é eminentemente sobre o filho, sobre seu amadurecimento, sobre a descoberta do quão inevitável é seu enredamento na famiglia que sempre manteve à distância, inclusive namorando Kay Adams, mulher americana completamente sem antepassados italianos, uma heresia em todos os sentidos e, finalmente, sobre sua transformação no que era o pai ou pelo menos em uma versão do pai.

Essa jornada é fascinante é tem como catalisador a entrada de um novo jogador na estrutura criminosa da cidade, o altamente inteligente e maquiavélico Virgil “O Turco” Sollozzo que deseja criar um império de drogas com a necessária ajuda de Don Corleone – o pai – que, por seu turno, não deseja se envolver com esse tipo de negócio criminoso, levando-o a sofrer um atentado. Não abordarei os detalhes da trama aqui, pois parto do razoável pressuposto que o leitor pelo menos assistiu os dois primeiros filmes, bastando dizer que seus roteiros absorvem essencialmente tudo do romance, com o primeiro filme estando integralmente contido nele e o segundo tendo sua parte sobre o passado de Vito Corleone (antes Andolini) também quase que completamente no romance.

O que realmente interessa para a presente crítica é como Puzo constrói seus personagens de maneira exemplar, especialmente Vito e Michael Corleone, com Santino (ou Sonny), o irmão mais velho e Tom Hagen, o irmão adotivo e consigliere da família, vindo logo atrás, seguidos de perto de uma constelação de pessoas que emprestam ar de verossimilhança narrativa que faz parecer que o autor viveu nesse meio. Essa é a mágica de Puzo. Ele cria um universo galgado na realidade, só que não é verdadeiramente real, mas que, muito em razão dos filmes, claro, “tornou-se” a realidade da Cosa Nostra na percepção popular. É um triunfo como o escritor, mesmo, em razão da trama, sendo obrigado a afastar Michael da história principal, mantém seu protagonista vivo e ativo sem que ele precise ser abordado diretamente. Com a narrativa em terceira pessoa onisciente, ele escreve de maneira a criar uma teia pulsante de pequenos arcos que se interpenetram de maneira muito eficiente, com sua “voz” mafiosa tornando fácil a leitura.

Essa voz, inclusive, funciona para legitimar as sequências mais “fracas” do romance, basicamente todas as que lidam com sexo. Usei as aspas aqui para sublinhar que essa fraqueza não é o problema do livro, já que ela combina com a forma como Puzo narra a história, ou seja, sob o ponto de vista essencialmente masculino de um recorte da sociedade machista ítalo-americana. Ou seja, o ato de fazer sexo é algo que poderia ser facilmente encontrado em folhetins eróticos ou naqueles livros publicados em papel jornal e vendido por quase nada em bancas de jornal. É algo grosso, sem aparo nas arestas, mas que conversa muito bem com a forma como essa Máfia pseudo-sofisticada se comporta em sua história.

Mas eu salientei a forma como o autor escreve o sexo para justamente chegar nos problemas do romance. Quando Puzo sai do núcleo da Costa Leste da família Corleone e investe em personagens coadjuvantes da Costa Oeste, mais precisamente de Los Angeles e Las Vegas, o livro perde seu ritmo e aborda com profundidade determinados assuntos que não deságuam em lugar algum. O exemplo mais saliente disso é como a vida do cantor em decadência Johnny Fontane, afilhado de Don Corleone que pede ajuda a seu padrinho para conseguir papel em um filme resultando na memorável subtrama da cabeça do cavalo que ilustra a presente crítica. No romance, diferente do filme, Puzo insiste no personagem, criando uma longa e tediosa trama paralela que é completamente autocontida e autossuficiente lidando com a vida de Fontane antes e depois do referido papel, em que aprendemos em detalhes sobre o amor que ainda sente por sua primeira esposa e as filhas que têm com ela, o ódio que sente pela segunda e a reconstrução de sua carreira de cantor. O leitor espera que essa narrativa, que consome diversos capítulos, converse com a história maior, mas a grande verdade é que ela no máximo resvala na de Lucy Mancini, amante de Sonny que, depois de sua morte, é enviada para Las Vegas.

E Lucy é justamente a segunda subtrama problemática no romance. O leitor aprende muito sobre a jovem, sobre sua relação hesitante com um médico que teve sua carreira arruinada por fazer abortos e sobre uma condição médica que tem. Novamente, espera-se alguma conexão maior com a trama principal, mas ela nunca vem e nunca verdadeiramente desabrocha. Se Johnny Fontane pelo menos leva à citada trama da cabeça do cavalo na cama do produtor cinematográfico que o odeia, o que por sua vez serve para mostrar o poder do Padrinho, Lucy não tem função narrativa alguma que não seja anedotária para mostrar que Sonny, filho mais velho de Don Corleone, é mulherengo, algo estabelecido logo no começo da história, no capítulo dedicado ao casamento de Constanzia “Connie” Corleone. Saber mais sobre Lucy é 100% desnecessário, especialmente porque Puzo em momento algum consegue fazer a história dela tangenciar com significado a trama principal.

Menos problemática – mas ainda assim problemática – é a forma como Puzo lida com a “queda” de Michael Corleone. Não satisfeito em deixar as ações e sacrifícios do personagem em defesa da família falarem por si mesmos, o autor faz questão de criar um simbolismo visual para ele, fazendo com que o espancamento que ele recebe do Capitão McCluskey, policial no bolso de Sollozzo, seja perpetuado, deixando Michael marcado por quase toda a duração do romance. Em outras palavras, não só o protagonista torna-se um metafórico monstro, como também um literal homem deformado que precisa secar a saliva que pinga descontroladamente de sua boca. Puzo, portanto, reitera o que ele mesmo já havia deixado brilhantemente óbvio, criando um bis in idem que, na prática, não acrescenta nada à história, até porque essa condição é magicamente revertida quando ela não se faz mais necessária (como se tivesse sido em algum momento).

Mesmo com seus problemas, o romance definitivo para a formação do imaginário popular sobre a Máfia ítalo-americana é uma leitura fascinante. Puzo constrói um universo enérgico, rico e vasto cuja trama principal ele desenvolve com maestria e fluidez e com personagens inesquecíveis. Tenho certeza que será no mínimo muito difícil separar livro de filme, mas O Poderoso Chefão é, inegavelmente, uma oferta que ninguém deveria recusar.

O Poderoso Chefão (The Godfather – EUA, 1969)
Autor: Mario Puzo
Editora original: G. P. Putnam’s Sons
Data original de publicação: 10 de março de 1969
Editora no Brasil: Editora Record
Data de publicação no Brasil: 11 de julho de 2012
Tradução: Carlos Nayfeld
Páginas: 610 (versão americana comemorativa de 50 anos, que foi a lida pelo autor da crítica)

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19 comentários

João 1 de maio de 2021 - 00:07

Livro muito bom mas realmente, aquelas tramas do Johnny Fontane e da amante do Sonny são um porre, a ausência dessas tramas no filme o ajudam á ser melhor do que o livro.

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Everton Mareto 22 de abril de 2021 - 20:30

É aconselhável para qualquer pessoa ler o livro primeiro. Não sei se é o caso para outros livros. Mas digo isso por experiência própria. Estava lendo o livro e fascinado – foi um dos primeiros livros que li – e então decidi assistir ao filme antes de terminá-lo. Foi um erro terrível para mim, pois estragou certas surpresas que lendo o livro teriam grande impacto, especialmente o fim da primeira mulher do Michael. Então é um conselho.

Tempos depois.

Certa vez eu disse para mim mesmo que, se encontrasse o Coppola, diria para ele: “Você que teve contato com o Puzo, por favor, diga que você perguntou para ele por que raios ele deixou ou colocou aqueles capítulos desnecessários no livro!” Digo isso por que, nos comentários do filme, o Coppola, falando de seu não interesse no livro, sita o fato do romancista ter gastado tempo na personagem da amante do Sonny e seu médico. Ou seja, o próprio Coppola antes de fazer o filme já tinha percebido esses a mais. Então ele deve ter perguntado em algum momento, ele não pode ter deixado passar uma oportunidade dessas.

Tentando entender por que o Puzo gastaria tempo com essas partes desnecessárias, eu pensei o seguinte: talvez ele tenha escrito o livro e ao mostrar para os editores, eles tenham dito que o livro tinha poucas páginas ou que precisasse de mais páginas, sabe, para alcançar umas 450 ou 500 páginas, e que ele deveria colocar alguns capítulos a mais, então ele colocou alguns capítulos a mais e deu nisso. É a explicação mais carinhosa para o autor que encontro.

Fora tudo isso, aconselho a qualquer pessoa a lê-lo. É um baita livrão!

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planocritico 23 de abril de 2021 - 02:34

Sem dúvida é aconselhável ler o livro primeiro, até porque o filme é muito próximo do material base. O problema é que o filme está tão embrenhado na cultura popular que, na prática, isso é bem difícil de acontecer.

Abs,
Ritter.

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Andries Viljoen 21 de abril de 2021 - 01:22

Nova York, 1945. O chefe ítalo-americano Vito Corleone, durante as comemorações do casamento de sua filha, concorda em encontrar alguns emigrantes italianos que pedem sua ajuda. Assim começa a obra-prima de Mario Puzo, cuja adaptação para o cinema tornou famosa a interpretação de Don Vito de Marlon Brando. Com um estilo simples e direto, Puzo consegue descrever com maestria uma série de eventos intrincados e temporariamente deslocados, envolvendo o leitor e mantendo altos níveis de suspense.

Na ficção do cinema é o melhor corte transversal da subcultura ítalo-americana nunca feito antes e provavelmente nunca igualado.

A sabedoria de Don Vito Corleone desarma, desperta sentimentos de respeito também nos leitores, tornando o padrinho um dos personagens mais carismáticos de todos os tempos.

Ao melhor! um tesouro de uma história, enredo e filme para manter para sempre … boa narrativa e escrita incrível!

PS: Se pesquisar na internet vai encontrar várias lições do livro “o poderoso chefão” serviram para análises!

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planocritico 21 de abril de 2021 - 19:21

É o melhor corte transversal completamente fictício da subcultura ítalo-americana, é importante salientar…

Abs,
Ritter.

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Rubens S. 21 de abril de 2021 - 01:08

Ritter, Ritter… Te recebo na minha residência, te confio a minha família, abro meus braços para ti e me retribui dessa forma? Nunca me chamou para um café na sua casa. Enquanto seus negócios prosperavam, nunca sequer me fez um pequeno agrado… E agora me ofende assim, dando apenas um ótimo para este livro tão absurdamente espetacular! A Famiglia nunca esquecerá tais agressões! Dito isto…
Cara, eu acho que o livro sofre muito por ser comparado com o filme, porque justamente ambos dependem de abordagens diferentes. Eu mesmo amo as subtramas autocontidas justamente por serem expansões daquele universo que vimos pelos olhos do Coppola. Entendo que cortar esses pedaços do filme foi uma decisão sábia, mas não acho que o livro sofre por tê-los. A única coisa que, na minha visão de fã bobão, o livro perde feio para os filmes é não ter a face do Al Pacino demonstrando cada sentimento e transformação que o satanás chamado Michael passa na história. Tirando isso, ótima crítica! Amo seu trabalho <3

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planocritico 21 de abril de 2021 - 19:23

He, he. Pois é, meu caro Padrinho, terei que te desapontar. Se o livro tem capítulos que não levam a lugar algum, então eles não deveriam existir. Expansões de universo sem objetivo nunca são interessantes e, tecnicamente, eu considero defeitos da obra literária. Mesmo assim, o livro continua sendo muito, muito bom.

Abs,
Ritter.

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CentenarioCruzeiroserieC 20 de abril de 2021 - 04:20

Cara, eu gosto mais do livro

Responder
planocritico 20 de abril de 2021 - 17:32

Maravilha!

Abs,
Ritter.

Responder
Tioqui 23 de abril de 2021 - 00:30

Bi na B!!!! Tamu junto, amigalo!

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Luiz Lima 19 de abril de 2021 - 19:58

Eu já entrei aqui pronto pra reclamar daquelas dezenas de páginas cansativas sobre o Johnny Fontane, que toda vez me fazem pular o trecho dele de tão chato que é. Mas no geral eu adoro esse livro. Dá pra ver que o Coppola levou pro cinema quase página por página (inclusive com os diálogos), fora que felizmente ele tirou os trechos cansativos sobre assuntos secundários que não mudam em nada o rumo da história.

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planocritico 19 de abril de 2021 - 20:23

He, he. Pois é. Chega a ser inexplicável todo aquele “desenvolvimento” do Fontane, e também da Mancini. Fica parecendo uma compilação de anedotas sobre os dois que em nada influenciam diretamente a narrativa principal e até parecem ser de outro livro… Dá para ver que Coppola – e até Puzo – achou o mesmo!

Abs,
Ritter.

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Rubens S. 21 de abril de 2021 - 01:11

Acho um dos pontos altos do livros e quem discorda tem cara de jegue e mija na cama.

Responder
planocritico 21 de abril de 2021 - 19:29

Não seria cara de cavalo de corrida de 600 mil dólares com cabeça decepada e colocada na cama de produtor pedófilo?

Abs,
Ritter.

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Tioqui 23 de abril de 2021 - 00:32

O produtor era pedófilo? Não lembro dessa parte no filme, não li o livro ainda…

planocritico 23 de abril de 2021 - 02:28

No livro. No filme ele é “só” um babaca explorador de mulheres mais novas.

Abs,
Ritter.

Luiz Lima 23 de abril de 2021 - 18:54

Essa parte do livro é pesada. É curta, mas dá uma boa indicação de como Hollywood era ou ainda é, né.

planocritico 23 de abril de 2021 - 19:06

Sim, claro.

Abs,
Ritter.

João 1 de maio de 2021 - 00:14

A ausência dessas tramas é o suficiente para eu achar o filme melhor kkkk.

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