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Crítica | O Predador

por Ritter Fan
495 views (a partir de agosto de 2020)

Pode-se dizer, sem medo de errar, que John McTiernan foi um dos grandes responsáveis por fazer da década de 80 o que ela foi para o cinema descerebrado. Afinal, sozinho, o diretor trouxe para as telonas, em dois anos seguidos, O Predador e Duro de Matar. Enquanto a obra com Bruce Willis tem um requinte e um cuidado que a coloca – junto com O Exterminador do Futuro – acima dos filmes de brucutu que marcaram a época, O Predador é quase que uma perfeita síntese desse tipo de divertimento cinematográfico.

Arnold Schwarzenneger, já consolidado como um grande astro, encarna Dutch, a versão “na ativa” de seu John Matrix, como líder de um destacamento de comandos que age sob as ordens da CIA em uma densa floresta na América Central para resgatar um oficial capturado por insurgentes locais. Há o conflito básico entre a forma de agir de Dutch e seu antigo amigo e agora agente da CIA George Dillon (Carl Weathers, o Apollo da franquia Rocky), além da apresentação de toda sua equipe, formada de gente meiga e delicada como Mac (Bill Duke), que gosta de se barbear a seco, Blain (Jesse Ventura), que maneja uma metralhadora enorme enquanto masca fumo e Billy (Sonny Landham), que é a versão indígena de Rambo. Em meio a toda essa testosterona, há tempo, ainda, para uma personagem feminina: Anna (Elpidia Carrillo), uma guerrilheira local que é arregimentada por Dutch.

Mas nada disso interessa, nem mesmo o próprio Schwarzenneger. O que logo chama atenção é que há um mistério nessa selva, mistério esse que passa a caçar e matar cada um dos soldados, no melhor estilo Alien, o Oitavo Passageiro.  Não demora e Dutch se vê sozinho contra uma criatura alienígena que é, sem sombra de dúvidas, um dos monstros mais fascinantes da Sétima Arte. Simples em seu objetivo, que é caçar presas de valor, o Predador do título merece as mais altas comendas pelo seu design, criado pelo mestre dos mestres Stan Winston, com ideias extraídas da mente de ninguém menos do que o próprio James Cameron. Longe de ser uma criatura complexa, o que chama atenção é seu figurino que, ao mesmo tempo que passa a exata impressão alienígena necessária à trama, foge de trajes espaciais comuns, transformando-o em um caçador perfeitamente crível, bastando um breve olhar para ele ao mesmo tempo demonstrar seu potencial assustador e contar uma história com os diversos elementos que vemos: o cabelo em dreadlocks, o capacete que esconde seu horrendo rosto, os ossos de suas vitimas que decoram sua roupa e assim por diante. Estamos diante de um ser único que, assim como o alienígena de H.R. Giger, marcaria a História do Cinema.

Aliás, a história da criatura também ganha um lado pitoresco, pois, originalmente, Jean-Claude Van Damme, outra estrela que surgiu nos anos 80, foi o primeiro nome escalado para vivê-la. No entanto, seu tamanho diminuto perto de Schwarzennegger, Weathers e demais atores, além de suas constantes reclamações sobre o desconfortável traje do monstro, levaram à sua substituição por Kevin Peter Hall, que aparece também brevemente como o piloto do helicóptero que resgata Dutch. Com isso, o Predador acabou ganhando mais imponência, ainda que tenha perdido na agilidade, que era o objetivo da escalação de Van Damme.

E o roteiro de Jim e John Thomas não poderia ser mais limpo e objetivo, seguindo o padrão de filmes de horror de décadas anteriores e do já citado Alien, de Ridley Scott: os personagens vão sendo mortos um a um pelo Predador e sua tecnologia que o torna invisível e permite que ele veja a temperatura dos corpos, até que sobra somente um, Dutch, que, claro, vira o jogo completamente. Mas McTiernan é muito habilidoso e faz de uma sucessão de clichês – especialmente as mortes bregas heroicas dos soldados – uma diversão sem par em que sabemos e esperamos exatamente o que acontecerá na cena seguinte, mas, mesmo assim, adoramos cada segundo que passa e que confirma o que esperávamos.

Há uma preocupação de McTiernan em ser de certa forma didático, evitando ações confusas e picotadas. Suas sequências tendem a ser mais longas, demonstrando tranquilidade e trabalhando bem a atmosfera de tensão antes da criatura ser revelada por completo. Ele praticamente aplica, página a página, o “manual de boas práticas de filmes de horror” em um ambiente diferente, lidando com um embate intimista entre um alienígena solitário e próximo do invencível e uma tropa de elite perdida em um ambiente hostil que acaba moída vagarosa e deliciosamente. Quando só há Dutch e o Predador, McTiernan redobra os seus cuidados, pois ele passa a não mais contar sequer com os poucos diálogos que tinha, magistralmente contando um embate entre dois seres invencíveis apenas com imagens e muitos efeitos sonoros, além das clássicas caretas de dor de Schwarzenegger e, como poderia esquecer, do sangue fosforescente da criatura.

O Predador é uma joia em sua simplicidade e objetividade. Um filme que claramente demonstra a pegada cuidadosa do diretor, sempre procurando fazer algo bem acima da linha do banal. O resultado é uma obra que é sim descerebrada, mas que é da mesma forma inesquecível.

*Crítica originalmente publicada em 12 de junho de 2017.

O Predador (Predator, EUA – 1987)
Direção: John McTiernan
Roteiro: Jim Thomas, John Thomas
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Elpidia Carrillo, Bill Duke, Jesse Ventura, Sonny Landham, Richard Chaves, Shane Black, R.G. Armstrong, Kevin Peter Hall, Peter Cullen
Duração: 107 min.

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81 comentários

Geraldo Veras 9 de novembro de 2020 - 13:52

Nem só de cérebro a gente vive. Esse é um dos maiores filmes de ação de todos os tempos. Sei disso pq se assisti uma vez ao ano, é sempre aquela sensação de novidade. Não perde a graça e nem envelhece. O amor a primeira vista foi em meados de 1992, quando ele estreou na tela quente.

Responder
planocritico 9 de novembro de 2020 - 13:58

Um filmaço, sem dúvida alguma!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 18:07

Legal!

– Ritter.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 14:01

Uma frase escrita por Shakespeare e entonada por Laurence Olivier!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 11:54

Obrigado!

Quando é que falam esse “não desgruda daí”?

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Dias 11 de setembro de 2018 - 12:40

Na invasão da equipe de Dutch ao esconderijo dos guerrilheiros, nosso Schwarza mata um dos inimigos lançando uma faca em seu peito, fazendo-o grudar na parede. No original, ele fala algo como “stick around”, que, na tradução, ficou como “Não desgruda daí”. Pérolas da tradução dos filmes dos anos 90, que nos ganham pela nostalgia.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 13:51

He, he. Piadas infames nas duas línguas!

Abs,
Ritter.

Responder
John Locke 11 de setembro de 2018 - 14:32

O amigo acima já respondeu, de qualquer forma, essa cena aqui hehehe
https://youtu.be/Iahcd3GfgdQ

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 11:50

Adoro Coração Satânico ou, pelo menos, lembro-me de adorar o filme. Não sei se vendo-o hoje em dia minha reação será a mesma. Mas foi bom você me lembrar do filme, pois taí um que tenho curiosidade de rever!

Abs,
Ritter.

Responder
Birovisky 14 de setembro de 2018 - 15:55

Nunca ouvi falar desse, vou assitir junto com suspiria!

Responder
planocritico 14 de setembro de 2018 - 16:07

É, digamos, um clássico esquecido! E com Robert de Niro!

Abs,
Ritter.

Responder
Birovisky 17 de setembro de 2018 - 09:09

Obrigado!@

Responder
pabloREM 11 de setembro de 2018 - 10:11

Grande filme. Lembro que nessa época, na minha cidade, era uma correria para deixar reservado nas locadoras filmes como esse, Duro de Matar, Máquina Mortífera, Exterminador do Futuro e 9 1/2 Semanas de Amor rs. Aliás aproveitando o momento sustos dos anos 80 fica a sugestão de um texto sobre aquele para mim é o melhor thriller de horror da década: Coração Satânico.

Responder
John Locke 10 de setembro de 2018 - 19:04

“Não desgruda daí”
Adoro a dublagem desse filme.
Que venha o próximo.
Excelente crítica, Ritter.

Responder
Paulo Roberto 9 de setembro de 2018 - 20:37

Get To Da Choppa!!

Responder
planocritico 27 de junho de 2018 - 05:30

Confesso que qualquer coisa que eu te falar hoje sobre Predador 2 será com base na única vez que o vi, quando de seu lançamento nos cinemas, há milênios. Nunca revi o filme por ter ficado desapontado com o resultado. Mas, claro, com a estreia do novo filme, eu o pegarei para ver novamente e fazer a crítica.

Abs,
Ritter.

Responder
Al_gostino 26 de junho de 2018 - 14:13

Filmaço, símbolo dos anos 80,…mas ainda assim prefiro o 2…que é um filme pesado, denso, com uma atmosfera e fotografia sem igual

Responder
Alarico Moreira 19 de fevereiro de 2018 - 02:18

Trilha sonora fascinante de Alan Silvetri, principalmente nas cenas que alimentam um certo suspense.

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2018 - 10:37

Boa mesmo, @alarico_moreira:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Alarico Moreira 19 de fevereiro de 2018 - 01:51

Realmente um filme que marcou epoca , lembro me de ter uns 8 / 9 anos quando assistia essa joia em Vhs todas as vezes que ia na casa de um tio meu que tinha uma copia . Agora , houve um plagio descarado e muito mal feito dessa obra depois de um tempo com um tal filme chamado ” DNA – Cacada ao Predador ” com o ator Mark Dacascos. Rsrsrsrs! Era tao exdruxulo essa copia barata do filme de 1987 ,que como nao bastasse tiveram ate a cara de pau de plagiar a cena da cachoeira em que a criatura pula no rio a procura de Dutch e nesse a tal criatura que se dizia “pre – historica ” que se nao me engano os habitantes dos povoados chamavam – no de Balacai pula em uma cachoeira identica a aquela da floresta do filme de 1987 pra ir atras do personagem de Mark Dacascos .

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2018 - 10:37

Predador teve várias cópias descaradas justamente porque marcou época. Coisa boa é assim mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2018 - 10:37

Predador teve várias cópias descaradas justamente porque marcou época. Coisa boa é assim mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Dias 11 de setembro de 2018 - 12:45

Outra cópia que eu me lembro foi presença frequente nas sessões da tarde da época: “O Grande Anjo Negro”, com Dolph Lundgren. Uma belíssima porcaria. E a tradução nacional ainda tentou pegar carona no sucesso do Van Damme, O Grande Dragão Branco, adaptando mal e porcamente o título original (Come In Peace).

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 13:51

Noooossa… Mas essa você tirou lá do fundo do baú, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
Marlon Vinicius 15 de fevereiro de 2018 - 22:00

Crítica muito redonda! E acho que sou um dos poucos que curte a sequência com um Danny Glover saído direto da academia e um Gary Busey já com sinais de loucura, justamente por fugir do lugar comum e colocar um policial comum contra um alienígena num ambiente mais desfavorável como a cidade grande em meio a uma guerra de gangues, isso de certa forma equilibrou o embate e aumentou as possibilidades, apesar de não ser um filme tão bom.

Sou obrigado a confessar que o primeiro Predador é um dos filmes que sempre reassisto, pelo menos uma vez a cada dois anos. Além de tudo que foi bem comentado os enquadramentos e planos fechados contribuem demais para a sensação de suspense na mata ao revelar o caçador aos poucos, até pela irregularidade do terreno que McTiernan tinha pra poder filmar em plenas florestas da América Central. E temos ainda, a trilha sonora magistral de Alan “Forrest Gump” Silvestri combina exemplarmente batidas marciais e tribais com elementos clássicos e também desempenha grande importância no longa. Por incrível que pareça, o filme não envelhece nem soa datado, o verde da mata e as estrelas ainda brilham.

Apesar de Stallone ter tentado décadas depois com a franquia Os Mercenários, O Predador inegavelmente traz o maior e mais casca-grossa esquadrão de brutamontes já reunidos em toda a história do cinema. Inclusive meu humilde notebook acabou de virar um Transformer enquanto eu termino de digitar este humilde comentário.

Obrigado pela crítica e parabéns! Abraços

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2018 - 14:09

Obrigado, @disqus_PkN42E6dYe:disqus ! Predador mata a pau pela simplicidade e honestidade de conceitos e de narrativa. Não tenta ser mais do que é e acaba sendo um dos pontos altos de sua categoria de filmes!

Abs,
Ritter.

Responder
Dinha 16 de junho de 2017 - 00:33

Crítica maravilhosa. Filme que não cansa.

Responder
planocritico 16 de junho de 2017 - 13:24

Obrigado, @DinhaBr:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Rosiane 15 de junho de 2017 - 21:29

O Plano Crítico lacrou com esta crítica.
A tempos que espero por ela. Demorou! Meu filme de ficção preferido, meu alien favorito, inteligente, sofisticado e com um código de ética interessante, uma lástima essa criatura tão magistral ser tão mau explorada no cinema depois deste filme.
Vamos aguardar que o Shane Black faça um filme decente.

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 22:00

Obrigado, @rosianecumam:disqus ! Olha, realmente trataram muito mal o Predador nos filmes. Eu até gosto de Predadore, mas só. Minha esperança é que o Shane Black tem ótimos filme no currículo e ele fez uma ponta como ator no original. Ele deve tratar a mitologia com carinho!

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 19:43

Sinto uma falta imensa de monstros bons e originais no cinema atual, tendo só uns poucos exemplos.

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 22:01

Verdade, @joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Correa 15 de junho de 2017 - 19:31

Houve um boato que a criatura fora baseada em uma lenda vietnamita de um monstro que destroçava soldados durante a guerra do Vietnã e então colocaram no roteiro a camada tecnológica…

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 22:01

Não sabia dessa! Interessante, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Cruz 15 de junho de 2017 - 17:23

Vibrei com vi essa crítica, a sessão da tarde era um momento único quando passava esse filme.
Diversão com ‘D’ maiúsculo.

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 17:36

Que bom que gostou, @disqus_kF0Fvckvl8:disqus ! O filme é muito bacana!

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 13 de junho de 2017 - 23:32

“If it bleeds, we can kill it!”

Eu vi Predador na mesma semana de Comando para Matar, e enquanto Comando virou praticamente uma paródia (extremamente divertida) dele mesmo, eu me surpreendi que Predador é um filme com real qualidade de produção. O filme diverte, tem uma boa dose de suspense e algumas ótimas sequências de ação, sem perder o espirito galhofeiro que os melhores filmes de ação costumavam ter.

Aliás, a cena em que o Dutch e o Dillon se cumprimentam e logo em seguida fazem uma queda de braço é a sequência com mais testosterona da história do cinema. Houveram relatos de terremotos depois da gravação daquela cena. Meu preferido do Schwarza.

Abs.

Responder
planocritico 14 de junho de 2017 - 01:09

Concordo totalmente, @filipeisaias:disqus . Predador é alguns degraus acima desse tipo de “filme de macho dos anos 80”. Ele tem um refinamento maior. Uma das principais razões é o McTiernan na direção. O cara é muito bom quando ele quer ser.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 19:49

Eu gostaria de um novo filme de machão com um monstro intimidador de verdade e que tenha qualidade, filmes como esse são a prova de que galhofa pode ser arte e que não é sinônimo nem desculpa pro filme ser ruim. Sabe dizer se o primeiro ridick cumpre esses requisitos?!

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 22:01

O primeiro Ridick é bem legal. Mas não tem um “monstrão”. Vale ver!

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 22:12

Sabe recomendar algum filme provavelmente desconhecido com um monstro tão bom quanto o predador?!

planocritico 16 de junho de 2017 - 13:25

É bem difícil, @joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus . Aposto que você já viu O Enigma do Outro Mundo, O Ataque dos Vermes Malditos e Abismo do Medo, não?

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 16 de junho de 2017 - 13:29

Desses só me falta os vermes malditos.

planocritico 16 de junho de 2017 - 13:44

É bobo, mas diverte!

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 16 de junho de 2017 - 15:30

Ah propósito, vocês já chegaram a assistir face off? É um reality show onde a cada episódio os artistas precisam criar uma maquiagem cinematográfica de algum tema específico. É impressionante como eles tem idéias, conceitos e visuais que superam muitos filmes por aí, acho inclusive que deviam fazer filmes baseados nas suas obras. Dá uma conferida, passa no canal syfy.

planocritico 16 de junho de 2017 - 15:40

Nunca vi, pois tenho EXTREMO preconceito com reality shows…

Mas vou dar uma olhada, pois esse aí me pareceu bem interessante, nem que seja só para ver as próteses.

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 16 de junho de 2017 - 15:52

Pois é, quando vi que não tinha nenhum barraco e quase nenhuma pessoa seminua ou se pegando com a outra, eu fiquei tipo aquele meme. Mas é tudo que um reality show deve ser, pois mostra toda a pressão da indústria e te faz pensar dez vezes antes de entrar pro ramo, e outras dez quando você vê do que eles são capazes. Também tem alguns momentos vergonhosos, mas não comprometedores, como quando eles disseram que bryan singer criou o wolverine, ou quando chamaram paul w.s anderson pra avaliar um desafio de zumbis. Só acho uma pena que realitys que realmente passam alguma coisa de útil não sejam tão valorizados, acho que inclusive pela própria Hollywood.

planocritico 17 de junho de 2017 - 17:02

Bom saber. Vou tentar conferir!

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 22:15

Também aceito hqs e livros como recomendação.

Madex 13 de junho de 2017 - 16:14

Eu sempre achei o Predador e o Vingador do Futuro os melhores filmes do Arnold.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 17:05

Muito bons mesmo, mas eu fico com os dois primeiros Exterminador do Futuro.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 19:49

O vingador é do krl mesmo.

Responder
Fórmula Finesse 13 de junho de 2017 - 16:10

Um filme tão bem feito, com uma ideia tão nova (a camuflagem do bicho era sensacional) que simplesmente “esvaziou” as sequências…quando um filme é tão bem nascido e acertado, seu impacto é tão grande que praticamente não há modo de superá-lo (única exceção, Terminator 2) – e a gente precisaria mudar esse paradigma, parar de pensar que um ótimo filme PRECISA ter uma sequência…é curti-lo e deu, e não ver o lento afogamento de um personagem bacana.
Mas que filme, que filme: Arnold e “Apollo Creed” fazendo um braço de ferro no trailer (vi o trailer no cinema), te fazia encher o peito de orgulho – mesmo sendo um moleque ainda – e dizer a si mesmo: “Ainda bem que nasci homem, e macho!” – rsrsrsrsrsrsrsr (relevem o machismo, é só um chiste!)
Tinha tudo ali: “Vietnã”, guerra, selva e o elemento imponderável, um alien que se revelava sanguinário e gigantesco (que não lembra desse impacto, do inusitado? Do bicho transformando Arnie em Nelson Ned?)….

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 17:12

Essa mania de continuações é realmente muito chata, mas o bom é que sempre teremos o original! (a não ser que seja um filme do George Lucas – aí não teremos o original ORIGINAL mesmo…)

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 15 de junho de 2017 - 19:50

Kkkkkkkkkk

Responder
Thorfinn, O Pacifista 13 de junho de 2017 - 12:39

Junto com Gladiador, é o meu filme preferido de infância. Toda a tensão que tinha ali, soldados machões que foram construídos como invencíveis naquela cena de invasão, sendo pegos um a um. Quando criança me emocionei tanto com o luto do personagem do Bill duke, mesmo antes daquele momento vendo eles como machões, eu chorei quando com o luto do Bill duke, senti a perda dele e como o companheirismo é algo tão vital a um soldado.

Já o Predador é o personagem com o design mais interessante, mesmo sendo bípede, ele é bem tribal, um guerreiro, com seu código de honra, um vilão simples mas que tem camadas ali, gostaria muito que o Shane black mostrasse a sociedade deles, a fauna e flora que eles cresceram vendo, acrescentaria muito a franquia e personagem.

Bom, filmaço. Só não entendo o motivo dele estar só com 36 no Metacritic….

Aliás, Ritter, Excelente critica! E qual sua expectativa para a continuação do Shane black?

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:18

@Dante21st:disqus , eu adoro os filmes e roteiros do Shane Black. Se tem alguém que pode fazer um reboot bacana é ele! Tenho esperanças!

Abs,
Ritter.

Responder
Dri Ferro 13 de junho de 2017 - 12:59

Get to the Choppa!! NOW!!

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:16

Nenhum ator teria a capacidade de dizer essa frase como o Schwarza!

HAHAHAHAHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Dri Ferro 13 de junho de 2017 - 15:30

O sotaque dele sempre deixa as frases mais marcantes haha
https://www.youtube.com/watch?v=tXmYdAm9Vjs

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:36

HAHAHHAAHHHAHA Boa!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 13 de junho de 2017 - 11:05

Filmaço! Não canso de rever.

Qdo assisti este filme pela primeira vez no videocassete Sharp que meu pai tinha lá pelo fim dos anos 80 eu não sabia que ia ter um alienígena na história! Comecei a ver por já ser fã do Schwarzenegger na época e que maravilhosa surpresa quando surge em cena o Predador.

É incrível como as duas criaturas mais incríveis e ameaçadoras da história do Sci-Fi (Predador e o Alien) posteriormente protagonizaram o embate mais esdrúxulo de todos… (ainda que eu ache que ao menos o primeiro AvP consiga ser mais divertido do que os atuais Alien do Ridley Scott)

Abs

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:21

Realmente é um filme muito redondo. Quase não tem arestas para aparar.

Sobre os AvPs, cara, que lixos…

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano de Andrade 13 de junho de 2017 - 11:50

defino esse filme como ” alien vs Rambo”.

Um dos meus favoritos!

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:18

É bem isso mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Jefferson Viana 13 de junho de 2017 - 00:09

Ah cara como esse filme é bom, e muito bem filmado pelo diretor, tirando os vícios dos anos 80, o filme tem algumas coisas geniais, o final quando a presa vira o predador e sai a caça do gigante alienígena é fenomenal. O diretor foi sábio em tornar a florestas não apenas um ambiente, mas um personagem, viva e perigosa, como disse a anna: a floresta o levou, a floresta ficou viva e o levou…

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:22

A própria criatura é genial. Acho muito bacana como eles fizeram um ser humanoide que nós podemos nos identificar, com código de honra e tudo mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Andries Viljoen 12 de junho de 2017 - 21:57

Os críticos em geral torceram o nariz para ‘O Predador’ na época de seu lançamento. O New York Times chamou o longa de “horrível e maçante”, enquanto o Los Angeles Times considerou “um dos roteiros mais vazios a já ser transformado em filme por um grande estúdio”. Mas o público adorou. Nos EUA o filme foi o segundo mais visto do ano (só atrás de ‘Um Tira da Pesada’) e rendeu uma sequência em 1990, uma nova versão em 2010 e o encontro com o Alien em 2004.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:23

Isso acontece, não tem jeito. E até hoje tem muita gente que não gosta.

Abs,
Ritter.

Responder
Willian Alves de Almeida 13 de junho de 2017 - 18:59

A sequência com Danny Glover que é tão genial quanto o original, e foi recentemente homenageada numa esquete da TV Quase.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 19:01

Confesso que Predador 2 é um daqueles filmes que vi lá atrás quando lançou no cinema e NUNCA MAIS revi. Tenho total preconceito com ele. Preciso rever um dia desses…

Abs,
Ritter.

Responder
Andries Viljoen 12 de junho de 2017 - 21:56

Anos mais tarde, o programa ‘Caçadores de Mitos’ provou que se cobrir de lama não esconde a temperatura do corpo, ao contrário do que é mostrado como estratégia num dos momentos cruciais do filme.
Apesar de numa das cenas o mapa do Brasil aparecer como localização da selva onde a criatura está localizada, o filme foi rodado no México. Nenhum dos países é identificado durante o filme, no entanto.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:23

Funcionou com o Dutch!

HAHHAHAHHAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Yuri Alves 12 de junho de 2017 - 19:50

Eu tinha CERTEZA ABSOLUTA que o roteiro era do Shane Black. Vou rever meus conceitos. Hahaha

Responder
planocritico 12 de junho de 2017 - 19:54

O Shane Black faz uma ponta como ator nesse filme e escreverá e dirigirá o reboot/continuação de 2018!

Abs,
Ritter.

Responder
Willian Alves de Almeida 12 de junho de 2017 - 21:43

Haverá um reboot de Predador? O cinema tr00 respira!

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:24

Sim, Shane Black escreve e dirige o novo filme. Sai em 2018!

Abs,
Ritter.

Responder
Anton Chigurh 1 de setembro de 2017 - 10:09

O Shane Black faz o personagem das piadas sem graça (a piada do ECO), é o primeiro a ser morto pelo monstrão quando corre atrás da mulher na selva e o Predador mata ele porque estava com uma arma na mão.

Responder
planocritico 1 de setembro de 2017 - 12:45

Isso!

Abs,
Ritter.

Responder
Andries Viljoen 12 de junho de 2017 - 22:03

O ex-lutador Jesse Ventura, que faz Blain, um dos soldados que partem à caça do Predador, foi eleito governador da Minnesota em 1998, cinco anos antes de Schwarzenegger se eleger na Califórnia.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:23

Dois futuros governadores em um filme só!

Abs,
Ritter.

Responder

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