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Crítica | O Primeiro Homem

por Ritter Fan
433 views (a partir de agosto de 2020)

Em seu quarto longa e o primeiro não relacionado de alguma forma com música, o jovem prodígio Damien Chazelle aborda de maneira muito íntima uma cinebiografia que surpreendentemente ainda não havia sido feita, a do americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. O resultado é um belo tour de force técnico que, devido a escolhas conscientes de Chazelle e do roteirista Josh Singer, que se baseou em biografia escrita por James R. Hansen, parte de um evento traumático na vida do protagonista, faz o filme girar muito próximo dele e, interessantemente, acaba sem que efetivamente conheçamos muito mais desse personagem histórico.

Na verdade, se pouco aprendemos sobre Armstrong, absolutamente nada absorvemos dos demais personagens que gravitam ao seu redor, já que nenhum deles, nem mesmo Janet Armstrong, sua esposa vivida por Claire Foy, ganha um arco narrativo. Mas vejam o que afirmei acima: trata-se de uma escolha que, creio, deveu-se muito mais ao quão famoso é o feito de Armstrong (que não é só dele, claro, mas ele representa esse pequeno passo para o homem que é um grande salto para a humanidade), pelo que uma pegada diferente talvez fosse necessária mesmo. É algo diferente de, por exemplo, Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo, já que, por ser um evento razoavelmente menos conhecido, poderia beneficiar-se de uma abordagem mais tradicional, com a boa e velha estrutura de apresentação dos personagens, constatação dos dramas pessoais de cada um e a utilização desses elementos para a construção do esforço de equipe. Em O Primeiro Homem não há nada disso, só Neil Armstrong.

O que Chazelle faz aqui, portanto, está longe do tradicional, bastando para isso percebermos o quanto ele mantém as câmeras próximas aos rostos de seus personagens, em incômodos close-ups que nos colocam investigando feições à cata de sentimentos. Nesse sentido, Ryan Gosling, na segunda parceria com o diretor, mas dessa vez longe da cantoria e da dança (apesar de um flerte de alguns segundos em uma conversa à mesa), foi a escolha acertada para o papel em razão de sua impassividade clássica. Gosling, assim como Clint Eastwood quando jovem, está em seu metiê quando trabalha personagens soturnos, introspectivos, com um quê de mistério, algo que pode ou não ser ditado por sua latitude dramática. Com isso, o ator consegue manter seu personagem fechado em si mesmo a sete chaves, com sentimentos aflorando apenas em função do referido evento traumático (e outros de natureza semelhante que se avolumam), o que se reflete em sua dedicação e força de vontade nos duros treinamentos como astronauta. Neil Armstrong, portanto, é um personagem que tem uma jornada personalíssima e pode dar a impressão de que não há muito desenvolvimento, mas há, com uma bela, ainda que discreta, catarse ao final, no silêncio completo da Lua.

Esse lado extremamente pessoal da abordagem do roteiro é também refletido na maneira com que Chazelle tira o glamour do programa espacial, desmistificando-o. Mas que fique claro que ele jamais o subestima ou diminui, apenas o trata de maneira humanizada, minimizando o destaque do heroísmo clichê e focando na feiura dos detalhes dos interiores das cápsulas dos foguetes, com seu espaço claustrofóbico, rebites e fios à mostra e uma profusão enlouquecedora de botões, luzes e alarmes. Vale como exemplo maior disso a forma “suja” como seguimos o voo da Gemini 8, que tem a função de fazer o primeiro acoplamento em órbita da Terra. Acompanhamos a decolagem e toda a operação integralmente a partir do interior da cabine, por vezes em primeira pessoa, mas normalmente em terceira, só que em extrema proximidade aos tripulantes, o que nos coloca naquele terrível espaço confinado da lata de sardinha voadora, com todo o sacolejo interminável e as verdadeiras explosões que são os foguetes entrando em ignição.

Assim, esqueçam por completo o romantismo lírico de 2001 – Uma Odisseia no Espaço ou o realismo heroico de Gravidade. O que há é, pura e simplesmente, o caos, algo que Janet, gritando com o controlador de voo Deke Slayton (Kyle Chandler), classifica como “um monte de protocolos e procedimentos para fingir que há alguma ordem”. A fotografia de Linus Sandgren, também na segunda parceria seguida com Chazelle, só tem chance de trabalhar planos abertos com mais constância quando Armstrong e Buzz Aldrin (Corey Stoll) pisam na superfície lunar, um momento de calma após as infernais sacudidas que nem filmes baseados em found footage costumam ter (mas que, como dito, fazem todo sentido aqui, mais do que nos found footage da vida, diria…).

Aliás, Sandgren também é importante na transposição do estado de espírito perene de Armstrong para o jogo de chiaroscuro da grande maioria das sequências interiores, normalmente na residência do protagonista e, também, na determinação de uma paleta de cores lúgubre, entristecida mesmo, que torna o filme todo pesado. Isso somado aos close-ups e à “câmera na mão” emprestam uma atmosfera inesperada para uma obra sobre um dos grandes feitos do Homem. E essa é mais uma forma que Chazelle tem para diferenciar O Primeiro Homem de “outros filmes de astronauta”, mas sem que isso seja um artifício divorciado da escolha narrativa. Muito ao contrário, claro.

No entanto, o somatório do que o diretor procura fazer com sua ambiciosa obra a torna cansativa. O peso que ele imprime à abordagem pessoal do drama de Armstrong não é um fardo fácil de ser carregado e a película perde energia depois da sensacional sequência da Gemini 8, até a missão Apollo 11, com sequências que ou se estendem demais ou que tematicamente se repetem. São aqueles 20 ou 25 minutos que esticam a projeção para além do tempo ideal, tentando estabelecer apreensão para o voo final, mas sem conseguir. E não é nem o caso de uma montagem mais dinâmica, pois o filme não pede isso em momento algum, mas sim, apenas, o encurtamento da progressão narrativa entre um ponto e outro, considerando que o grande momento que todos esperam é justamente a alunissagem e ela vem, talvez, um pouquinho mais tarde do que deveria.

Mas não há dúvidas que Chazelle conseguiu novamente, mesmo estando completamente fora de sua zona de conforto. O Primeiro Homem não é exatamente um filme que tem como objetivo empolgar ou mesmo tornar seu biografado um livro aberto, mas sua visão introspectiva e sobretudo humana sobre uma das personalidades mais – e, ao mesmo tempo, menos – conhecidas da história moderna é original e terna, triste, mas esperançosa. Não é a obra que esperamos, definitivamente, e isso é o sinal mais do que positivo de um diretor que não quer apenas entregar o óbvio e que não tem medo de arriscar e, quiçá, errar.

O Primeiro Homem (First Man, EUA – 2018)
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Josh Singer (baseado em biografia de James R. Hansen)
Elenco: Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll, Patrick Fugit, Christopher Abbott, Ciarán Hinds, Olivia Hamilton, Pablo Schreiber, Shea Whigham, Lukas Haas, Ethan Embry, Brian d’Arcy James, Cory Michael Smith
Duração: 141 min.

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49 comentários

Camilo Mateus 13 de abril de 2021 - 20:34

o ritmo da narrativa não me incomodou, achei uma abordagem bastante original.
tudo relacionado ao som, parte técnica e trilha sonora estavam impecáveis.
gostei da fotografia “caseira”, granulada em certos momentos.
toda a sequência que começa com a preparação do decolar da Apollo 11 é espetacular, em todos os aspectos (destaco uma cena na cabine onde são usados ângulos impossíveis e gravidade zero).
PORÉM
que AGONIA dessa câmera TREMEDEIRA que ele usou o filme INTEIRO véi.

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planocritico 14 de abril de 2021 - 17:20

Bota agonia nisso! Vi no cinema e foi desesperador! Mas, por outro lado, muito recompensador!

Abs,
Ritter.

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Jorge Duete 2 de novembro de 2020 - 19:05

A cinebiografia chama a atenção por si só, já que é sobre uma personalidade das mais importantes. Porém, a narrativa é enfadonha e longa. Não sobrevive além da impecável parte técnica. Não há ligação emocional entre o público e os personagens, exceto talvez pela esposa de Armstrong, numa competentíssima atuação de Claire Foy (apesar do pouco desenvolvimento). Não é um filme ruim, apenas razoável. Possivelmente uma edição do mesmo material numa duração de aproximadamente uma hora e meia faria o resultado final ser bem positivo.

Responder
planocritico 2 de novembro de 2020 - 19:09

Entendo perfeitamente alguém achar a narrativa desse filme enfadonha. Não é uma cinebiografia tradicional e o recorte que ela faz do Armstrong é razoavelmente pequeno para sua duração. Mas eu acabei gostando muito do resultado final.

Abs,
Ritter.

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Memphis Sousa 26 de julho de 2019 - 10:06

Eu adorei o filme e a crítica, assisti o filme ontem e já é de praxe entrar aqui pra ler as comparações entre o que eu vi e o que vocês acham, e geralmente os pensamentos são parecidos, é um filme diferente se comparado aos outros de viagens ao espaço, eu notei que o Gosling tinha um sorriso misterioso de canto de boca, ele sumiu incrivelmente após o luto. Estou sem ar até agora por causa das cenas claustrofóbicas, no geral achei um baita filme.

P.S Assisti recentemente um filme chamado “Maria Madalena” e me surpreendi por não ter crítica aqui site, Joaquim Phoenix como Jesus merece uma baita crítica não?

Responder
planocritico 29 de julho de 2019 - 18:11

É um filmaço infelizmente esnobado no Oscar.

Sobre Maria Madalena, um dia faremos a crítica!

Abs,
Ritter.

Responder
JC 21 de junho de 2019 - 13:26

Caraca! Não falou da trilha sonora!!!
Espetacular!!!!
Lembrou muito interestelar!!!!

Amei amei a trilha!

Aquela sequência de pouso na lua é agoniante!

Responder
planocritico 21 de junho de 2019 - 13:40

Sim, é espetacular, mas assim como a de Intereestelar, é a típica trilha que eu não consigo escutar fora do filme.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 21 de junho de 2019 - 13:41

:-0
Blasfêmia!!! Rs
Eu vi na Netflix o show com a trilha de interstellar. Que coisa maravilhosa!

Essa então….uau!

Responder
planocritico 21 de junho de 2019 - 14:35

Eu acho as duas trilhas funcionais, que não vivem sem o filme.

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 15 de junho de 2019 - 00:37

Só consegui ver o filme hoje e, apesar de ter sido obrigado a assistir dublado e numa TV com sistema de áudio horrível, gostei demais do que vi.

É um filme lindo de tão simples, tão singelo, realmente fala sobre o Primeiro Homem, não apenas a corrida espacial. Me senti vendo um documentário sobre a vida dele, principalmente por causa da câmera sempre na mão e com zooms rápidos típicos de gravações caseiras.

Me deu ainda mais raiva Bohemian ter levado tanto prêmio no Oscar com um concorrente desses. Mas tudo bem, não precisa ganhar prêmios pra ter qualidade e esse filme mostra isso.

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planocritico 17 de junho de 2019 - 18:46

Foi uma grande esnobada essa que Primeiro Homem levou no Oscar. Em termos de qualidade, esse filme dá de 10 a 0 em Bohemian e também consegue ser bem melhor do que o próprio musical do Chazelle.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 22 de fevereiro de 2019 - 08:54

Assisti ontem e gostei muito, concordo que poderiam emagrecer em uns 15 minutos a narrativa, mas no todo o filme é impressionante. O diretor foi muito habilidoso em nos “levar junto” no rapidíssimo e perigoso X-15, naquelas bananas de dinamite do tamanho de um enorme prédio onde os astronautas sentavam no topo só esperando que aquelas explosões controladas os levassem para o espaço…o ar escapando pelo módulo, entrando na etérea e silenciosa paisagem lunar na abertura da porta foi literalmente de tirar o fôlego, era a visão do novo mundo, de uma impossivelmente longe praia da América virgem, sensacional!´
A cena da Apollo 11 saindo da fumaça negra produzida por ela mesma, na sua ascensão incomparável para os céus é de aplaudir de pé, que filme de herói o quê…rsrsrsr
Olhando os extras do filme, fiquei impressionado com a técnica da “tela imax” que utilizavam para dar ritmo e progressão ao filme, com as locações e materiais originais (da época) da Nasa, enfim…um petardo técnico e artístico impressionante.
Baita filme, ótimas interpretações, sensível e relevante, faz nos lembrar que o homem é capaz de grandes feitos no final das contas.

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2019 - 15:50

Concordo, @frmulafinesse:disqus !

É um baita filme criminosamente esquecido no Oscar.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 22 de fevereiro de 2019 - 17:08

Nenhuma indicação????????????????????

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2019 - 17:39

Não, não. Ele foi indicado a 4 Oscar: Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som e Design de Produção. Mas merecia indicações de mais peso!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 25 de fevereiro de 2019 - 10:03

Aí a gente começa a entender a ver Venon fazendo mais bilheteria que Blade Runner 2049…

planocritico 25 de fevereiro de 2019 - 15:15

Pois é…

Abs,
Ritter.

Daniel Barros 28 de dezembro de 2018 - 14:31

Que atuação da Claire Foy!!
Acham que ela tem chances de ser indicada?

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 17:52

Achei que ela teve pouco espaço para mostrar uma grande atuação de verdade.

Sobre chances, acho que tem. Será uma pena se o filme só concorrer a isso, pois merece mais.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 12 de novembro de 2018 - 17:18

Meu pai também falava desse momento perante a TV. E de como ele brigava com uns amigos que não acreditavam que era verdade!

Abs,
Ritter.

Responder
genio playboy e safadão 6 de novembro de 2018 - 20:12

Amei o filme, confesso que ao contrario de muitas outras realizações tecnológicas da humanidade eu sempre deixei pra conhecer mais da ida ao homem a lua em segundo plano, esse filme me abriu a curiosidade sobre os bastidores da conquista americana em 1969. Gostei muito do filme, e do modo que ele aborda a construção da nave, e parece que eu fui o único a gostar da trilha…
Meu pai fala desses acontecimento sobre a ida a lua, ele era uma criança ainda, e de qual incrível foi isso, queria estar vivo na época pra saber como foi a emoção de ver isso naquelas TV’s de tubo antigas.

Responder
planocritico 4 de novembro de 2018 - 02:02

Obrigado, @Marcel_Nunes:disqus .

Eu tenho uma visão diferente de Armstrong. Ele não trocou o luto pelo trabalho. Ele apenas usou o trabalho como uma forma de lidar com o luto. Seu luto tornou-se a força motriz de sua vida e, com isso, ele acabou se fechando mais ainda. Vejo uma alma torturada ao extremo ali que faz o que faz por não conseguir encontrar outra alternativa para lidar com o que sente e que não sabe demonstrar.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcel Nunes 2 de novembro de 2018 - 22:48

Gostei muito do filme.
Excelente crítica. O filme alterna momentos de intimidade da vida em família do astronauta com os testes e lançamentos, barulhentos e frenéticos.
A trilha sonora é mesmo um destaque sensacional. A musica para a longa aproximação e o pouso da ‘águia’ na lua é perfeita…é inesperada para aquele momento, mas que dá muito certo. Você fica com aquela música na cabeça.. :):) Essa cene é mesmo uma das melhores do filme, senão a melhor.
Achei cenas dentro de casa da família, sempre muito escuras, com muito pouca luz… Dando um ar grave e pesado ao lar…é sempre noite naquela casa. O filme não é sobre o luto somente, o astronauta trocou esse luto pelo trabalho exaustivo na NASA, ja vai trabalhar no primeiro dia após a morte da filha para esquecer o ocorrido.
Ah, e não é nada longo, são mais de duas horas que passam voando nos aviões foguetes da NASA, não é um filme arrastado como já disseram por aí.
É um “filme de astronauta” diferente, e muito bom.

Responder
planocritico 1 de novembro de 2018 - 09:21

Exatamente!

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 31 de outubro de 2018 - 10:09

Não é um filme perfeitinho como Whiplash e nem sedutor como La La Land, mas é um puta filme, técnico e lírico, com uma Claire Foy visceral e um Ryan Gosling bem doído.

Responder
planocritico 25 de outubro de 2018 - 09:16

@disqus_VHC9B85q6w:disqus , que bom que gostou do filme. É muito bom mesmo.

Sobre o público, bem, é aquela coisa: assim como BR 2049, O Primeiro Homem não é o tipo de filme que agradará as massas, não tem jeito. Isso já ficou claro pela bilheteria tímida que o filme está tendo.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Miguel 24 de outubro de 2018 - 21:06

Sinceramente eu adorei cada segundo de Primeiro Homem.

A sequência de pouso na lua acabou de entrar na minha lista de cenas favoritas do cinema. Eu chorei nas duas vezes que vi o filme de tão bem feita que é. A direção, a trilha sonora, o olhar de determinação de Neil para alcançar o objetivo… Que cena!

Infelizmente assim como Blade Runner 2049, que também foi protagonizado por Ryan Gosling, o filme será subestimado pelo público.

Responder
santos 24 de outubro de 2018 - 16:55

Quanto Neil pisa na Lua, putzquepariu!!! que cena, que cena, meus amigos… pra admirar em tela grande e som Atmos. sem palavras…

Responder
planocritico 24 de outubro de 2018 - 17:01

Belíssimo momento mesmo!

Pena que foi tudo falso, filmado pelo Stanley Kubrick! HAHHAHHAHHAHAHAAHHAH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de outubro de 2018 - 10:16

Obrigado, @disqus_2NDkUuYm3O:disqus ! E concordo que há uma “barriga” no segundo terço do filme. Mas o final é emocionante mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Andrew 22 de outubro de 2018 - 23:51

Um filmaco !! Tecnicamente impecavel, mas o ritmo do filme sofre muito durante o segundo ato. Em relacao ao terceiro ato e o pouso na Lua ficaram incriveis!
SPOILER : Uma PUT@ cena emocionante ( e inesperada ) foi quando Armistrong solta a pulseira na Lua. 9/10
Critica muito boa tambem !

Responder
planocritico 21 de outubro de 2018 - 01:46

HAHAHAHAHHAHAAHAHAHAHAHA

Matou a pau!!! Descobriu o segredo!!!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2018 - 01:43

Acho que ele não irá tão bem de bilheteria, mas deverá ter algumas boas indicações ao Oscar sim. Veremos.

Sobre sua visão do foco do filme, eu entendo. Não tem nada de errado nela. Eu, no entanto, vejo mais como um filme sobre o Neil Armstrong apenas e não sobre a chegada à lua.

E a trilha não dá nem para comparar com a de 2001. São propostas bem diferentes.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de outubro de 2018 - 19:58

@disqus_rdmTT9v60n:disqus , que legal seu depoimento! Isso acrescenta mais camadas ainda à experiência cinematográfica!

Sobre a trilha, minha visão é que ela foi feita para efetivamente incomodar. É um filme que, como estava conversando hoje com minha esposa, “desagrada”, “afasta”, pelo menos foi o que senti, algo do tipo “não quero rever tão cedo”. Mas é inegavelmente um filmaço.

Abs,
Ritter.

Responder
Maitê 20 de outubro de 2018 - 21:05

Inegavelmente é um filmaço, mas não acredito que seja um campeão de bilheterias menos ainda de indicações ao Oscar e congêneres. A princípio pensei que o filme fosse apenas sobre Neil Armstrong, afinal todos a sua volta são quase irrelevantes, inclusive seus dois parceiros de jornada nas estrelas!!!!) mas pensando melhor (e posso estar horrivelmente errada) o filme é sobre um fato notável (a chegada do homem a Lua) feito por um homem comum só que mais determinado que todos os outros. Quanto aos mencionados incômodos close-ups só posso te dizer uma coisa, em uma tela IMAX eles se tornam pavorosos, porque dá para ver cada ruga, verruga e até todas as”ferrugens” nos braços da maravilhosa Claire Foy. Quanto a trilha sonora ter sido feita para incomodar, acho que está mais para ser rapidamente esquecida. Diferentemente da escolha de Assim Falou Zaratustra em 2001. E o trofeu da insuportável vai para mim hoje. Abs.

Responder
Maitê 20 de outubro de 2018 - 17:43

Como eu estava olhando encantada para uma das noites estreladas mais lindas da minha vida e como a lua estava simplesmente magnífica, em 20/07/1969, posso afirmar que fiquei emocionada com o filme de Chazelle. Foi como vivenciar aqueles momentos. E acho que por isso fiquei com uma gostosa sensação de “deja vu” . Quanto as qualidades do filme, assino embaixo sua crítica, perfeita. Só não gostei mesmo foi de os outros dois astronautas terem sido reduzidos a meros figurantes e a trilha sonora insuportável e desnecessária em muitas das cenas no espaço, por isso levem protetores auriculares.

Responder
Marcel Nunes 2 de novembro de 2018 - 23:18

Ola Maite……não achei que atrapalha no geral, e na cena da aproximação da lua…é perfeita. A música com uma camada sonora e ao fundo uma parte repetitiva….ficou perfeito. Ali achei que a equipe musical de la-la-land mostrou trabalho. Mas cada um tem uma percepção, as vxes. diferente… até.

Responder
Anônimo 19 de outubro de 2018 - 21:31
Responder
Ana Cecilia Bruni 19 de outubro de 2018 - 17:03

amei a crítica, perfeita. assisti ontem mesmo e me emocionei muito, amei o filme apesar do tempo extra tvz desnecessário (fica essa sensação). parabéns!

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 17:57

Obrigado, @anaceciliabruni:disqus ! Que bom que gostou da crítica e, principalmente, do filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Carvalho 19 de outubro de 2018 - 15:11

Muito bom o texto. Achei, surpreendentemente, a mesma coisa que você sobre o filme. Mesma nota. A curiosidade é que eu comecei a chorar que nem um bebê nas sequências na Lua.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 15:13

Imagina só chorar copiosamente lá na lua, de capacete, sem poder enxugar as lágrimas… Ia ter que chamar seu colega para te ajudar a voltar para a nave… Seria vergonhoso… HAHHAHAHAHAAHHAAHHAHAAH

E obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 11:12

Isso! Shakespeare foi o criador da expressão, he, he, he!

Sobre os satélites de Saturno, parecem endereços de Brasília… É torcer para que, quando fizermos a “satelitagem” por lá, rebatizemos os coitados! Um deles pode ser RitterWorld que eu não me importaria.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 11:09

Muito obrigado mesmo, @guilherme_augusto_salvador:disqus !

Depois que conferir o filme, se quiser volte aqui para dizer o que achou e conversarmos!

Abs,
Ritter.

Responder
Guilherme Augusto Salvador 19 de outubro de 2018 - 10:48

Ansioso por esse filme.

Para registrar: suas críticas são sempre muito inteligentes e construtivas.

Parabéns, obrigado, e continue fazendo sempre este excelente trabalho!

Responder
Bruno Cavalcanti 19 de outubro de 2018 - 09:16

Muito bom ler que o filme não é mais um pipocão de hollywood.

Não ser óbvio e não ter medo de arriscar são características que eu valorizo muito, ainda que o filme não seja perfeito.

E pelo que você falou Ritter, acho que o Gosling foi escalado pra esse filme por conta da atuação no contemplativo e melancólico Blade Runner 2049.

parabéns pelo texto Ritter.

PS: Um exercícios pros leitores do PC:
Se pousar na Terra é aterrisagem, na Lua é alunissagem e em Marte é Amartissagem, como chamaremos os pousos nos outros planetas e satélites do sistema solar?

=)

Responder
planocritico 19 de outubro de 2018 - 09:38

@bscavalcanti:disqus , obrigado!

O Primeiro Homem está mesmo muito longe de ser um pipocão. É bem capaz até de muita gente sair desapontada da experiência.

Sobre Gosling, sim, o tipo do ator é perfeito para personagens como o de Blade Runner 2049. Não gosto muito dele em La La Land, por exemplo.

Cara, essa sua pergunta para os leitores do PC é uma plutanagem! HAHHHAHAHAAHHAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Cavalcanti 19 de outubro de 2018 - 09:56

kkkkkkkkkk

Plutanagem é uma forma culta de dizer “puta falta de sacanagem” né?

Mas então.. Saturno tem 62 satélites.
Um deles se chama S/2007 S 2

Não vale alunissagem.
Valendo!

mua ha ha ha ha.

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