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Crítica | O Príncipe Dragão – 1ª Temporada

por Ritter Fan
391 views (a partir de agosto de 2020)

Você já viu O Príncipe Dragão antes, tendo ou não assistido à nova série animada adquirida pela Netflix. Uma história milenar, um mundo fantástico populado por dragões, elfos, humanos e outros seres em constante estado de aliança e/ou conflito, mágica sendo tão comum quanto oxigênio, atmosfera medieval e a clássica jornada do herói cheia de obstáculos para alcançar um objetivo nobre são elementos básicos de um sem-número de obras nas mais diversas mídias, com sua popularização, na aurora do tempo, propiciada pela imortal bibliografia de J.R.R. Tolkien, hoje oxigenada, reciclada, transformada e reimaginada de infinitas formas em games, obras literárias, filmes e, claro, séries de TV de grande popularidade como Game of Thrones.

A série, cuja 1ª temporada tem apenas nove breves episódios com um arco batizado de Livro 1: Lua, é capitaneada por Aaron Ehasz, mais conhecido como produtor executivo e roteirista principal da cultuada Avatar: A Lenda de Aang e por Justin Richmond, envolvido em capacidades diferentes na franquia de games Uncharted. Sem receio algum de apoderar-se de uma história repleta de personagens e situações que são claramente pinçadas de um pletora de fontes populares, a dupla trabalha arquétipos e clichês de maneira a criar um universo próprio fascinante que é tão diferente quanto familiar, tão particular quanto lugar-comum, mas que se o espectador perdoar – ou acostumar-se – com a escolha da técnica de animação, trará muito divertimento e muitas recompensas em uma daquelas surpresas que entram na grade do serviço de streaming sem alarde e que vão aos poucos achando seu público, como O Vazio.

A mitologia da série, trazida de maneira didática por um prólogo alongado com narração em off, dá o panorama geral do conflito entre os elfos e dragões contra os humanos, depois que, há mil anos, um humano passou a comandar a magia negra, catalisando a expulsão dos humanos da convivência dos demais seres. Mas o catalisador específico da série é a morte do líder dos dragões e do ovo contendo seu herdeiro, com uma equipe de elfos assassinos sendo despachada para matar o Rei Harrow, de Katoli (voz de Luc Roderique). Os eventos que seguem acabam reunindo Rayla (Paula Burrows), uma jovem elfa do grupo assassino, com os príncipes Callum (Jack de Sena), enteado de Harrow, e Ezran (Sasha Rojen), filho do rei, e horrendamente simpático bichinho de estimação Bait em uma urgente jornada até a terra dos elfos para devolver o ovo do dragão – que eles acham de posse de Viren (Jason Simpson), mago e conselheiro do rei – e conseguir trazer paz ao mundo.

O primeiro elemento que salta aos olhos é o quão relacionáveis são os personagens que compõem a trinca principal. Novamente, são personagens que já vimos antes, mas sua concepção é cativante, os trabalhos de voz logo prendem o espectador e a interação entre eles diverte e tem química imediata. Rayla é a guerreira hesitante, Callum é o jovem que deseja ser um mago e Ezran é a inocência encapsulada. Some a isso o alívio cômico que é o emburradíssimo e colorido Bait e pronto, temos uma quadra de ases que carregam facilmente a narrativa composta dos já mencionados obstáculos que eles precisam ultrapassar como em um RPG (aliás, falando nisso, há um gostoso e nostálgico “quê” de Caverna do Dragão na série).

Mas a boa construção de personagens existe também em relação aos demais personagens, demonstrando a preocupação dos criadores da série em cultivar sementes com enorme potencial de germinação. Se o pouco que o Rei Harrow aparece já nos permite entrever seus conflitos internos, suas dúvidas sobre seus atos e os de seus antepassados, Viren, que é o ponto focal no lado “adulto” da narrativa, ganha um desenvolvimento cuidadoso que é em partes iguais um amigo leal do rei e um manipulador por trás de tudo. É particularmente interessante como os roteiros fogem de pintá-lo tão obviamente como um vilão caricato, algo que percebemos por instinto logo no começo, mas que só ganha proporções mais específicas um pouco para a frente. E, curiosamente, os dois filhos de Viren, jovens adultos, são alvo alvo de um detalhamento que eu não esperava, já que a primeira impressão que fica é que eles são apenas meros enfeites. No entanto, na medida em que passamos a conhecer melhor o soldado Soren (Jesse Inocalla) e a aprendiz de feiticeira Claudia (Racquel Belmonte), percebemos os tons de cinza deles, primeiro com seu inusitado uso como alívios cômicos e, depois, com um desenvolvimento que, mais suavemente ainda que Viren, não deixa evidente o lado para o qual eles verdadeiramente pendem.

Outro cuidado dos roteiristas está em emprestar uma formalidade nobiliárquica aos diálogos que combina muito bem com o ambiente criado, mas que, por diversas vezes, é quebrada por intermédio de boas inserções de humor, inclusive várias referências completamente anacrônicas, mas que funcionam perfeitamente bem, como as duas vezes em que a famosa frase “say hello to my little friend“, dita por Al Pacino em Scarface, é inserida no texto. Aliás, apesar de toda a pompa e circunstância da história, que conta com elementos sombrios como morte e tortura, recebe um tratamento leve e realmente gostoso de se assistir, com uma cadência próxima da perfeita que, ao final dos nove episódios, deixa um gostinho de quero mais.

Os mais atenciosos na leitura até aqui lembarão que eu mencionei que é necessário uma curva de aceitação da técnica de animação e eu explico o porquê. Enquanto os desenhos em si evocam a majestade do universo criado pro Ehasz e Richmond, com personagens e criaturas mágicas que, abraçando a familiaridade da premissa, logo prendem a atenção do espectador, a animação em computação gráfica pode causar estranhamento. O primeiro elemento é o uso do chamado cel shading, que trata a renderização das imagens 3D de maneira que elas simulem um efeito, digamos, retrô, 2D. É algo muito comum em games, como em The Legend of Zelda: The Wind Waker e, mais recentemente, na linha de licenças da Telltale Games. Ou seja, os showrunners tentam passar uma impressão old school à série, principalmente no que se refere a seus personagens, mas que exige paciência do espectador que não estiver acostumado com a técnica. Além disso – e aí está o cerne do problema – eles elegeram reduzir o frame rate da animação para, segundo comentários dos dois, amplificar a sensação de animação clássica que eles queriam imprimir em seu trabalho. Ainda que o resultado funcione bem nas sequências movimentadas de ação e nos belos panoramas dessa terra fantasiosa, o mesmo não pode ser dito das cenas mais lentas. Para isso, basta prestar atenção nos personagens andando ou falando. O frame rate levemente mais baixo causa o “picote” da animação, parecendo que há algum problema na conexão de internet do espectador, algo que é mais evidente ainda nas sequências em câmera lenta. Confesso que essa escolha não me pareceu fazer sentido e espero que eles retornem ao “normal” na próxima temporada.

Sim, você já viu O Príncipe Dragão diversas vezes por aí, não tenha dúvida disso. Mas a série amalgama muito bem todos os clichês do gênero em um conjunto muito agradável, fácil de ver e, diria, viciante, muito na linha do que Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery conseguiram em Voltron: O Defensor Lendário. Cadê a 2ª temporada que não chega?

O Príncipe Dragão – 1ª Temporada (The Dragon Prince, EUA/Canadá – 14 de setembro de 2018)
Criação: Aaron Ehasz, Justin Richmond
Direção: Villads Spangsberg
Roteiro: Aaron Ehasz, Justin Richmond, Devon Giehl, Iain Hendry
Elenco (vozes originais): Jack De Sena, Paula Burrows, Sasha Rojen, Racquel Belmonte, Jesse Inocalla, Jason Simpson, Jonathan Holmes, Luc Roderique, Erik Todd Dellums, General Amaya, Adrian Petriw, Omari Newton, Nahanni Mitchell, Ellie King
Duração: 234 min. (9 episódios no total)

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29 comentários

Fórmula Finesse 27 de novembro de 2019 - 09:17

Quase desisti na primeira luta de espadas entre os Elfos e os guardas do castelo – rsrsrsrs (o tal atraso na animação); mas estou firme indo para o quarto episódio. O cenário é muito bonito e os personagens têm tutano; não é algo tão infantil e aquela dose de fantasia e mundos surreais – tão necessária às vezes para enfrentarmos os momentos cinzas do cotidiano – é bem servida.

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planocritico 27 de novembro de 2019 - 14:33

Ainda bem que continuou! E o melhor é que, já na segunda temporada, eles corrigiram o problema do frame rate.

Abs,
Ritter.

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Fórmula Finesse 27 de novembro de 2019 - 15:20

CLARO que eu olhei as primeiras linhas da crítica da segunda temporada, só para ver se a característica tinha sido atenuada…rsrsrs. Mas é um mundo bem bonito, aquela sensação de revisitar um pedacinho de Caverna do Dragão, do Senhor dos Anéis…o folclore baseado no medievo europeu que tão bem nos acostumou; dá uma leveza na alma perante as produções que parecem cada vez mais urgentes de hoje.

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planocritico 27 de novembro de 2019 - 15:38

Sem dúvida! É um prazer enorme mergulhar nesse mundo de fantasia tão reconhecível e ao mesmo tempo tão bem feito.

Abs,
Ritter.

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planocritico 29 de outubro de 2018 - 17:06

Entendo seu ponto, mas confesso que não incomodei com isso não. Até achei interessante o uso dos irmãos “vilões” como alívios cômicos.

Abs,
Ritter.

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Aron Claro 29 de outubro de 2018 - 09:06

Eu só achei o uso de humor meio forçado, principalmente no 8º episódio, parece que todos os personagens fazem sempre o mesmo tipo de piada satírica em qualquer situação, tira o drama das situações e todos ficam sem personalidade, e olha que eu adoro esse tipo de piada, adorava o Sokka em Avatar, mas esse tipo de personagem tem que ser alívio cômico, as vezes parece que nós temos é de vez em quando um alivio sério.

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planocritico 22 de outubro de 2018 - 10:12

Chega no ano que vem!

– Ritter.

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Diogo Dunk 21 de outubro de 2018 - 23:19

Gostei muito da animação, agora estou a espera da segunda temporada !!!

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planocritico 19 de outubro de 2018 - 11:42

Fica bonito mesmo. Mas eu li que os showrunners de O Príncipe Dragão mexerão no frame rate para a 2ª temporada. Vamos ver no que dá!

Abs,
Ritter.

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Elde Valente 18 de outubro de 2018 - 13:54

Deviam ter deixado a animação 3D com cores 2D como na série Ronja – A Filha do Ladrão, série produzida pela Ghibli e um estúdio de animação francês, fluído e sem frame rate fica muito bonito.

https://www.youtube.com/watch?v=CRRNrqqfMgA

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planocritico 7 de outubro de 2018 - 19:38

Não tenho como tecer comentários, pois não vi Avatar, mas acredito!

Abs,
Ritter.

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Cleison Miguel 3 de outubro de 2018 - 11:57

Acabei de ver… gostei, mas a comparação com Avatar foi constante:

– Naquele desenho tínhamos dois irmãos e um encontro com alguém que dava inicio a uma jornada, aqui mesma coisa;

– No correr da história há encontro de mais um personagem que será adicionado ao bando, Toph lá e a menininha do lobo aqui;

– Os “vilões” colocados para perseguir os heróis, tem honra e certamente se converterão ao final para o “lado do bem” – coff, coff Zuko;

– Há também uma certa mescla de personalidade entre os personagens… o príncipe mais velho me lembra totalmente o Sokka, quando ele elaborou o plano para vencer os monstros no capitulo final foi a confirmação… sendo que o menor lembra realmente o Aang, mais pacífico, entendendo os animais e a Elfa seria mesmo a Katara.

Enfim, sei que estou sendo chato, mas para quem viu o desenho anterior destes criadores, as comparações foram inevitáveis.

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planocritico 27 de setembro de 2018 - 11:48

He, he. Entendo perfeitamente! Valeu!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de setembro de 2018 - 17:30

Sim, eu li isso. Como não vi a animação, não sei o que isso pode significar, mas a considerar aquele filme do Shyamalan, tenho medo…

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 27 de setembro de 2018 - 09:04

aquele filme do Shyamalan está para o desenho original assim como o Street Fighter do Van Damme está para o jogo dos Arcades… acho que essa é uma boa referência para incentivar alguém que viu aquela porcaria a encarar sem medo a animação.

Abs

Responder
planocritico 25 de setembro de 2018 - 14:29

Foram tantos os comentários nessa linha que já coloquei na minha lista de “para ver”!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2018 - 17:59

Assim é muita pressão!!! HAAHHAHAHAHHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 26 de setembro de 2018 - 11:29

né…. vou tentar conter minhas expectativas…. mas agora fiquei louco, acabei de ver que a equipe original do desenho vai produzir uma série live action de Avatar The Last Airbender… nesse sim vai ter muita pressão. Abs.

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planocritico 22 de setembro de 2018 - 14:03

Tomara mesmo que usem a “técnica Voltron” e façam duas ou três temporadas curtas por ano. Sobre os filhos de Viren, você tem razão mesmo. Olhando para trás, de fato eles parecem bipolares, ora padecendo pelos príncipes, ora mostrando frieza.

Abs,
Ritter.

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Victor 21 de setembro de 2018 - 20:41

Essa série foi uma grata surpresa. Foi a primeira vez em sei lá quanto tempo em que eu fiquei (como você disse) com um gosto de “quero mais” ao terminar a temporada. Normalmente gosto de temporadas curtas, e consigo esperar de boa um ano até lançar a próxima, mas essa série me deixou com muita vontade de ver o que vai acontecer com esses personagens (e dá uma angústia de saber que ela ainda não foi renovada). Espero que, se for renovada, a produção siga aquela estratégia de lançamento de Voltron, com pelo menos duas temporadas curtas por ano, pra não ter uma espera de um ano entre episódios (e que sejam temporadas de verdade, e não uma temporada cortada ao meio).

A única coisa que me incomodou de verdade (fora o já mencionado frame rate, mas eu me acostumei bem rápido) foi a forma como a série lidou com os personagens do Soren e a Claudia. Durante a maior parte da temporada, a índole deles ficou muito ambígua, e eu não acho que foi intencional (ou pelo meno, não me pareceu).

Eles não pareciam nem um pouco abalados durante o funeral do rei (que, além de rei, era melhor amigo do pai deles e pai de duas crianças com as quais eles conviveram a vida toda); eles não pareciam achar estranho o pai estar aplicando um “golpe de estado”; o Soren em nenhum momento questionou o pai dele trancar o tenente da Amaya em um calabouço ou tirar a voz do Callum; e durante vários episódios, nenhum dos dois demonstrou preocupação com os dois príncipes terem sido “raptados” por uma elfa. Eu achava que os dois estavam 100% mancomunados com os planos do Viren, até o episódio em que ambos são enviados na missão de resgate, em que mostra que eles se importam sim com os príncipes e que estão começando a questionar as ações do pai. Me pareceu que, até aquele episódio, os roteiristas ainda não tinham se decidido sobre qual direção eles queriam levar os dois personagens :/

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Shirley Oliveira 23 de novembro de 2019 - 22:27

Realmente me encantou a tempos procurava algo que fizesse parar para asistir….esta uma narrativa incrível adorei,para cada episódio o gosto de quero mais se faz presente. ..por favor continuem trabalhando para que não nos falte episódios plese ….kkkk sucesso certeza.

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Mateus 21 de setembro de 2018 - 15:40

Deveriam fazer criticas de Avatar também,é um desenho incrível!

Responder
planocritico 21 de setembro de 2018 - 15:44

Um dia, quem sabe?

Abs,
Ritter.

Responder
Gamer Do Futuro 22 de setembro de 2018 - 12:49

Realmente, Avatar a lenda de aang é incrivel e seria bem legal uma crítica desse desenho maravilhoso.

Responder
Cleison Miguel 24 de setembro de 2018 - 16:20

Um dos meus desenhos preferidos… assisti muitos anos depois que já havia acabado e, de lá para cá, já revi mais uma vez e, certamente, irei rever no futuro.

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Brontops 24 de setembro de 2018 - 20:28

Aang realmente é uma série excelente. Não merece ficar esquecida. Foi o único desenho para televisão que me fez chorar (Episódio do Iroh relembrando o filho morto na guerra).

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Wagner 21 de setembro de 2018 - 15:18

Olha, sinceramente achei que gostaria de nada disso aí. Eu não gosto desse “2D que quer ser 3D” (ou vice-versa). Até hoje nem sei como terminei a segunda temporada de The Walking Dead rsrs

Mas fui surpreendido. É muito simples e muito bem feito ao mesmo tempo.
Adorei a relação do trio principal e, digo isso com as mãos erguidas aos céus, o irmão mais novo sai daquele clichê de ser mega dependente e que precisam explicar as coisas o tempo todo. Ezran é esperto e apesar de questionar certas coisas, ele não faz de uma maneira idiota. Não costumo gostar dos integrantes mais novos em animações “de equipes”, mas esse me cativou. Ponto pro Isca também (o Bait na dublagem BR); até pro bichinho trouxeram um plano de fundo.
Gostei também que apesar do trio passar uma sensação de mais que migos, friends nos primieros episódios, é nítido como ainda não possuem confiança total na elfa. E essa relação que veio crescendo ao longo dos episódios me ganhou.
E a possível ascensão do Viren pode vir a ser assustadora, sem pensar duas vezes em usar seus filhos ou até mesmo que morram em sua jornada. E digo mais: aposto todas as minhas fichas que a “essência” do rei está naquele pássaro que fica no quarto dele. Que ele não morreu creio que seja óbvio, mas o que aconteceu na invasão dos elfos que não é tão claro assim

Porém o estilo gráfico ainda me incomoda e por isso não tive um aproveitamento melhor. Ao meu ver essa forma de animação funciona para rápidos movimentos e principalmente para coisas enormes (vide o Rei Dragão mostrado no início do primeiro episódio, que coisa linda). Os personagens andando ou falando me passavam uma sensação estranha, coisa que ocorreu até em momentos que a Rayla corria. E isso não escapou nem pra linguagem de sinais da tia dos príncipes. Quando ela está no altar da mãe de Callum e faz a sua “oração”, fica ainda mais difícil em ler o movimento de suas mãos.
Uma animação dessa em 3D seria de encher os olhos nas cenas de ação, vide Caçadores de Trolls, série animada também da Netflix (a qual ainda espero crítica de vocês). E vai o aviso em negrito pra ficar destacado hahaha

Mas se eu não gosto desse tipo animado, por que eu me arrisquei em dar uma chance? Ora, séries produzidas pelos envolvidos com Avatar merecem toda a minha atenção
Nesse caso, não me arrependo.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2018 - 15:28

Cara, torci o nariz nos primeiros segundos da animação pelas mesmas razões que você. Mas não demorou muito para eu me apaixonar por tudo. Claro, o frame rate é irritante e a linguagem de sinais é um ótimo exemplo do problema, que também afeta a movimentação das bocas dos personagens, em alguns momentos até deixando o som dessincronizado. Se eles arrumassem isso, mesmo mantendo a aparência de 2D, eu já ficaria mais feliz.

Mas achei uma baita temporada, mesmo com o problema que detectamos.

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 21 de setembro de 2018 - 17:18

Eu ia fazer um comentário sobre a animação, mas o seu já representa tudo o que eu achei da série.

Saudações.

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