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Crítica | O Príncipe Dragão – 3ª Temporada

por Ritter Fan
603 views (a partir de agosto de 2020)

Depois de uma 1ª temporada refrescante, mas com um problema técnico e uma 2ª temporada que corrigiu a questão e solidificou a mitologia da série, O Príncipe Dragão volta para definitivamente cravar a criação de Aaron Ehasz e Justin Richmond como uma das melhores animações originais dos últimos anos, bebendo profundamente de fontes clássicas da literatura fantástica para trazer à vida uma história que sem dúvida já vimos antes de várias maneiras diferentes, mas que, aqui, recebe um tratamento audiovisual belíssimo, com personagens cativantes e um perfeito equilíbrio entre seriedade e comicidade. Além disso, a 3ª temporada, também composta de nove episódios, fecha um arco ou uma fase, abrindo caminho não exatamente para uma nova história, mas sim para caminhos diferentes com um tabuleiro que acaba profundamente modificado.

Na terceira parte da jornada dos irmãos humanos Callum e Ezran com a elfa Rayla para levar o pequeno príncipe dragão Azymondias (ou Zym) até os braços de sua mãe com o objetivo de acabar com a guerra milenar entre os humanos e os seres mágicos, a ação se passa quase que completamente no reino de Xadia, até então pouco explorado na série. Como vimos ao final da temporada anterior, o pequeno Ezran, herdeiro do trono, decide voltar para seu povo em Katolis, confiando que seu meio-irmão e a elfa conseguiriam completar a missão e é nela que a temporada tem o foco primordial, começando com o desafio de se passar pelo gigantesco dragão Sol Regem que vigia a incandescente fronteira entre as terras, ao mesmo tempo em que novamente ganhamos um flashback que revela mais sobre a origem da inimizade entre humanos, que passaram a manipular magia negra, e os dragões em um artifício utilizado de maneira cirúrgica quando realmente é necessário para que a mitologia do presente ganhe estofo com eventos de tempos atrás.

Essa jornada épica também é a primeira vez que realmente vemos a magia inata em Xadia que está presente em todos os lugares e que dá oportunidade para que a equipe de animação crie visuais esplendorosos, além de criaturas novas que vão desde bolinhas coloridas que lembram os susuwatari de Meu Amigo Totoro até gigantescas “girafas” que servem de transporte para o grupo no Deserto da Meia-Noite, passando, claro, por novas raças de elfos, além da magnífica cidade de Lux Aurea, lar dos Elfos do Fogo. Nesse “lado” da temporada, o objetivo e fazer o queixo do espectador cair, algo que os showrunners e sua equipe definitivamente conseguem, ao mesmo tempo que expandem e muito a mitologia da série trabalhando tanto aspectos micro como o banimento de Rayla de Silvergrove (impossível não lembrar de Nose Dive, da 3ª temporada de Black Mirror) e a hesitante amizade entre Amaya e Janai, inimigas mortais, como aspectos macro, como a queda do Rei Dragão (outro flashback muito bem colocado) e todos os rituais em Lux Aurea.

Do outro lado, vemos um pouco de Katolis, agora com Viren preso e Ezran no trono, mas sem saber muito bem como agir diante do desejo de vingança contra os elfos demonstrado pelo enfurecido príncipe Kasef, personagem novo que entra para servir de ferramente tanto manipuladora como manipulada. O jovem rei mostra uma impressionante maturidade muito rapidamente, sem jamais deixar de lado seu ar jovial e inocente, algo muito bem marcado por sua gulodice em relação às tortas de geleia do simpático padeiro local. Sua inocência absoluta o leva a decisões que adulto nenhum tomaria em seu lugar: ele faz de tudo para manter a paz ou, quando tudo mais se torna impossível, para minimizar as perdas, indo inclusive contra a memória de seu próprio pai, mas sempre com muito respeito e amor. Claro que as traições monárquicas, com isso, se espalham como um vírus mortal e logo Viren, cada vez mais sob o controle do elfo Aaravos (que passa a manifestar-se também visualmente para o grão-vizir), passa a comandar um exército para invadir Xadia.

Se existe um aspecto negativo na temporada é que ela é curta demais para o arco que é contado aqui. Muita coisa acontece rapidamente demais, abrindo espaço para alguns atalhos que parecem convenientes e reduzindo o tempo do clímax ao sopé de Stormspire, a montanha onde reside Zubeia, a rainha dragão e mãe de Zym. Apenas como exemplo, um episódio inteiro é “desperdiçado” com Callum e Rayla tentando passar por Sol Regem, enquanto que o mesmo tempo é dedicado à gigantesca batalha de proporções de O Senhor dos Anéis. E reparem que usei aspas no termo desperdiçado, pois não é exatamente isso o que acontece, já que essa ação se justifica para aproximar ainda mais Callum e Rayla, além de mostrar que o amargor e a beligerância não vem só dos humanos, mas é que entre esse momento mais “simples” e uma batalha épica, a segunda acabou prejudicada. Teria sido muito mais interessante que ou o número de episódios fosse aumentado para comportar algo mais protraído no tempo, ou que os nove existentes fossem redistribuídos.

Mesmo com tempo apertado, porém, o desenvolvimento dos principais personagens merece todo o destaque. Não só Callum e Rayla fazem uma dupla apaixonante – e apaixonada – como Ezran mostra todo o seu potencial aqui, sem que Isca e o Príncipe Dragão sejam esquecidos. E, do lado mais vilanesco, as tonalidades de cinza que existiam antes tornam-se menos discretas, aumentando a polarização entre o certo e o errado, entre os “mocinhos” e os “bandidos”. Digo isso, pois os irmãos Claudia e Soren sempre andaram no fio da navalha entre um lado e outro, mas, aqui, eles são trabalhados de maneira muito lógico que os leva a tomar posições mais definitivas. Mesmo Viren, um vilão que sempre foi bem menos vilanesco do que a grande maioria dos vilões por aí, veste completamente seu manto de vilania (sim, tenho consciência da quantidade de vezes que escrevi derivados de “vilão” em apenas uma frase) ao abraçar o lado sombrio a partir da tentação representada pelo ainda muito enigmático Aaravos. Mas essa definição de papeis era necessária e funciona muito bem, estabelecendo um conflito que, apesar de ser resolvido na temporada, abre portas potencialmente muito interessantes para futuras temporadas.

Mais uma vez, O Príncipe Dragão mostra-se como um primor da animação serializada, com uma história não só engajante e divertida, como relevante e repleta de simbolismos e críticas sociais que equilibra muito bem o humor e o drama. Além disso, a arte é um literal capítulo à parte, com cada fotograma merecendo ser degustado com calma e prazer, já que um mundo ao mesmo tempo familiar e completamente estranho é amplificado magnificamente diante de nossos olhos.

O Príncipe Dragão – 3ª Temporada (The Dragon Prince, EUA/Canadá – 22 de novembro de 2019)
Criação: Aaron Ehasz, Justin Richmond
Direção: Villads Spangsberg
Roteiro: Aaron Ehasz, Justin Richmond, Neil Mukhopadbyay, Devon Giehl, Iain Hendry
Elenco (vozes originais): Jack De Sena, Paula Burrows, Sasha Rojen, Racquel Belmonte, Jesse Inocalla, Jason Simpson, Jonathan Holmes, Luc Roderique, Erik Todd Dellums, Adrian Petriw, Omari Newton, Nahanni Mitchell, Ellie King, Peter Kelamis, Nicole Oliver
Duração: 234 min. (9 episódios no total)

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54 comentários

Gabriel Filipe 31 de agosto de 2020 - 08:51

Bom, lá vou eu.
Eu odiei a primeira temporada, qdo eu falo odiei é ódio mesmo, eu achei o fracasso total.
Decidi dar uma segunda chance, com expectativas baixas eu gostei até da segunda temporada, mesmo com muitas críticas.
Demorei muito, mas vi a terceira temporada e MEU DEUS. Ainda bem q eu dei uma segunda chance pq esse desenho conseguiu me prender de uma forma espetacular nessa temporada.

Uma coisa q me afastava muito na primeira é q eu achava os personagens rasos, com exceção da Rayla, a segunda temporada, por sua vez evoluiu muito bem esses personagens oq me fez gostar muito dela e a terceira continuou com esse desenvolvimento, principalmente por parte do Ezran.

Não é uma obra-prima, nn acho bem q chega aos pés de Avatar, como alguns dizem, mas a questão é: Não precisa ser isso, apenas ser bom.

Minha nota pra temporada: 4,95 (kkkkkk, só não dou 5 pq eu continuo nn indo com a cara do Soren)

Responder
planocritico 1 de setembro de 2020 - 15:31

Tive mais sorte do que você, pois fui capturado por tudo da série desde o primeiro segundo do primeiro episódio!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 16 de agosto de 2020 - 12:19

Foi uma impressão minha, ou a qualidade da animação caiu nessa temporada?

Responder
planocritico 16 de agosto de 2020 - 15:13

Não senti isso não…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 16 de agosto de 2020 - 21:27

Dps eu percebi q era só um estranhamento de mt tempo q nn via o desenho, mas continua do msm jeito msm

Responder
planocritico 17 de agosto de 2020 - 02:51

Beleza!

Abs,
Ritter.

Responder
Loli_kawaii LoliHunters 29 de fevereiro de 2020 - 15:55

Alguem poderia me falar se terá ou algo do tipo para uma 4 temporada??

Responder
planocritico 1 de março de 2020 - 13:54

Haverá uma quarta temporada sim.

Abs,
Ritter.

Responder
Camilo Mateus 29 de janeiro de 2020 - 07:43

Aqui estou eu, escrevendo parágrafos e parágrafos sobre um desenho de criança.

Infelizmente devorei as três temporadas de “O princípe dragão” em duas rápidas semanas, e não sei nem o que falar. Acho que gostaria de ficar assistindo pra sempre.

Particularmente, sou muito fã de obras de fantasia, e essa série simplesmente consegue potencializar todos os pontos positivos do gênero.

É verdade que hodiernamente obras de uma abordagem mais séria, “realista”, vem ganhando espaço e o gosto do público, o que é uma coisa boa e que rende frutos de qualidade.

Ao caminhar no sentido oposto, “O Princípe Dragão” relembra o valor da simplicidade e da inocência, fazendo as vezes de um verdadeiro sopro de otimismo e leveza, mas sem nunca descer de nível artístico.

Apesar de simples, penso que o enredo escapa do maniqueísmo, pincelando os personagens (principalmente os maus), com intrigantes tons de cinza, por meio de uma personalidade profunda e cheia de motivações que não nos permite adivinhar os próximos passos (os papeis de Claudia e Soren, pra mim, são o grande exemplo disso).

O desenvolvimento de Viren, igualmente, me surpreendeu em complexidade. Me lembro de pensar em vários momentos sobre como as expressões de um personagem de desenho animado conseguiam traduzir tanta dúvida, hesitação e fragilidade ao mesmo tempo em que sua personalidade caminhava cada vez mais para o lado sombrio.

Acho que apenas por abraçar sua simplicidade a série consegue criar uma suspensão de descrença tão grande, porque existem situações que são claramente deslocadas, mas que, ao final, não chegam a incomodar (veja a súbita chegada do exército dos “renegados” ao Stormspire).

Com relação ao aspecto visual, não tenho nem como comentar sem consultar o dicionário em busca de novos adjetivos elogiosos.

O que realmente me aquece o coração nessa obra é a maneira com que são trabalhadas as relações humanas, sempre de forma otimista e esperançosa, o que nos faz crer que também podemos ser assim, exceto com fãs de arrow.

Por fim, impossível não comentar sobre a questão da representatividade, ao passo em que somos apresentados a personagens de diversas cores, raças, limitações físicas e sexualidades de maneira muito natural, com essas características nunca determinando ou influenciando seu valor (como esperamos que uma dia aconteça na vida real).

Isso, como tudo em “O Príncipe Dragão”, é o que induz no deslumbrado espectador a sincera esperança em que nossas ações possam efetivamente trazer para o mundo dias melhores.

p.s.: a única coisa que eu não engoli ainda é: por que nós devemos gostar dos Dragões? espero que sua motivação seja desenvolvida, já que até aqui eles se apresentaram como autoritários, arrogantes e violentos. Eu sei, dragões são assim, mas, ainda, queria ter motivo para gostar mais deles.

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2020 - 16:21

Concordo com tudo, inclusive com sua pergunta sobre os dragões. Falta coisa ali na mitologia deles para realmente nos importarmos por eles! Tomara que isso mude nas próximas temporadas.

Abs,
Ritter.

Responder
Fabricio 6 de dezembro de 2019 - 14:40

Incrível como uma animação que inicialmente parecia simples e infantil, consegue abordar temas tão adultos de forma coerente e concisa, mesmo sem apelar para a violência gráfica. E a batalha final final é uma bela homenagem a batalha do abismo de Helm. É tão gratificante quando somos surpreendidos positivamente por obras assim….

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2019 - 14:21

Sim. Uma prova que animação pode e deve mirar alto como essa aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
Bianca Lima 3 de dezembro de 2019 - 21:34

Eu nem acredito que assisti 3 temporadas de O Príncipe Dragão tão rápido, não é simplesmente um desenho é uma obra prima cheia de maestria e representatividade, a crítica é incrivelmente detalhada, essa série deveria ter realmente muito mais credibilidade.

Responder
planocritico 4 de dezembro de 2019 - 16:44

É uma baita animação, sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
adrianocesar21 2 de dezembro de 2019 - 18:36

Essa animação está no meu top 5 de tudo o que gosto no Netflix. peguei uma paixão real, pelos personagens, pela trama e principalmente pelo desenho belíssimo.. como a critica disse, apenas ver a série já é um imenso prazer…

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2019 - 18:16

Essa série é muito gostosa mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Fantasma do Espaço 1 de dezembro de 2019 - 14:36

Em Janeiro desse ano, assisti Netflix pela 1ª vez. Era na base do Torrent mesmo.
Esse foi a 1ª animação que assisti. Toda santa hora aparecia o trailer. Achava os traços estranhos. Ai resolvi dar uma chance. Né que é bom.

Só achei o romance muito rápido. O guri não teve nem uma abordagem descente na Elfa rsrrs… achei nada a ver. Como o mini guri DIRIA..OHHH QUÊ!!!!!!

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2019 - 15:36

O romance é apenas um detalhe que em nada atrapalha e me pareceu natural e lógico dentro da proposta da série.

Abs,
Ritter.

Responder
Heisenberg 1 de dezembro de 2019 - 02:40

Esperando The Witcher estrear para assinar novamente a Netflix e pôr as séries em dia: The Crown, Mindhunter e The Dragon Prince. Ansioso por esta última!

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2019 - 15:36

Tem muita série boa por lá!

Abs,
Ritter.

Responder
zihhon 30 de novembro de 2019 - 23:43

Discordo sobre Aaravus ser usado por Viren, do meu ponto de vista Viren está se tornando cada vez mais uma marionete de Aaravus. Em um dado momento no final da segunda temporada Aaravus usa sua magia através de Viren, temos de repensar quem é o líder e quem é o servo.

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 23:56

Mas onde é que eu disse que Aaravos está sendo usado por Viren? É obviamente o contrário.

Abs,
Ritter.

Responder
zihhon 1 de dezembro de 2019 - 19:13

Desculpe eu devo term me enganado pois estava morrendo de sono e não queria deixar de fazer um comentário antes de dormir, bom texto por sinal, longo e detalhado.

Em sáb., 30 de nov. de 2019 às 23:44, Disqus escreveu:

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2019 - 19:19

Sem problemas, meu caro! E obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 30 de novembro de 2019 - 15:26

Para mim melhora a cada temporada.

Um “porém” que tive com a temporada passada foi da Rayla ficar muito avulsa, mas aqui volta aos holofotes e todos seguem numa linha de amadurecimento, até mesmo Zym

Quanto à temporada ser curta, também concordo. Um outro exemplo que dou é de não mostrarem mais do confronto da Rayla com o Viren no final, visto o significado que isso tem para ela. Mas só nisso mesmo, pois até sinto a série cada vez mais fluida, tecnicamente falando.

Claudia e Soren também subiram e muito no meu conceito. Para mim foi uma boa quebra de estereótipos o lado que cada um seguiu, pois pensei que seria o contrário

Ritter, não seria Elfos do Sol ao invés de Elfos do Fogo? Não que eu tenha certeza, mas porque o livro dessa temporada tem o nome de Sol, daí me toquei que não lembro se tem arcanum do fogo kkk

Excelente crítica. Esperando a da quarta temporada de She-Ra (que já adianto, foi a minha preferida da série)

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 21:58

É uma série muito bem conduzida. Peca aqui e ali com algumas coisas como eu e você apontamos, mas não é nada realmente problemático.

Sobre o nome dos Elfos, realmente não sei, pois vi em inglês e pesquisei rapidamente o nome em português e achei esse. Se for “do Sol” mesmo, eu corrijo.

Quanto a She-Ra, eu me atrapalhei. Espero conseguir fazer para dezembro!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 1 de dezembro de 2019 - 07:23

Se agora deixarem o Zym com a mãe e focarem em outro fator, vão ter que mudar o nome da série rsrs
Tá vendo, se fossem máquinas a crítica já estaria pronta hahaha

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2019 - 15:36

Eu chutaria que haverá um salto temporal alguma hora na série para vermos tanto Zym quanto Ezran mais velhos um pouco.

Abs,
Ritter.

Responder
Ana Carolina Esteves 7 de dezembro de 2019 - 21:48

Provavelmente o tempo necessário para Aaravos se fortalecer também.

planocritico 10 de dezembro de 2019 - 14:21

Pode ser sim.

Abs,
Ritter.

Gabriel Grim 29 de novembro de 2019 - 23:47

Mais uma temporada sensacional. Assisti um episódio do para ver se tinham mantido a qualidade e não resisti, tive que ver a temporada toda numa tarde. Kkkk
Acho que o único problema mesmo foi o número de episódios, com pelo menos mais dois dava pra ajustar bem os acontecimentos, deixando tudo menos corrido.

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 21:58

É difícil de parar de ver mesmo! Tudo é tão bem encaixado e fluido, que é um prazer enorme!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Oliveira 29 de novembro de 2019 - 23:00

cara… uau.
só… uau.

assistir essa temporada me fez sentir uma satisfação tão grande, fazia muito tempo que eu não via uma animação que me passasse um sentimento de maravilha como esse, a última vez que eu senti isso foi com, advinha, Avatar.

O reino de Xadia, meuamigo, que incrível! Tudo nele remete a magia, a gente vê que eles realmente se deram ao trabalho de fazer algo difrenciado, sem falar no visual dos dragões, incluindo o Sol Regem no início do primeiro episódio.
MEU HYPE PRA QUARTA TEMPORADA TÁ COMO????

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 21:58

Realmente, é uma animação bem superlativa mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Eduardo Cunha Vilela 29 de novembro de 2019 - 22:19

Eu acho essa animação absolutamente sensacional. Devoro cada temporada em uma sentada e depois me arrependo, já que terei que esperar um hiato até que a história continue.

Foto isso, gostei muito da temporada. Alguns pontos me incomodaram um pouco:
– O primeiro deles foi a já citada resolução rápida do clímax. Concordo que uma batalha daquela proteção merecia um destaque maior.
– Outro ponto de incômodo foram alguns clichês: os acontecimentos com os pais da Rayla, resolvidos com uma visão de que, na verdade, eles foram grandes heróis; e com a forma que se deu o despertar da Rainha Dragão. Eu, particularmente, achei que foram soluções um tanto mais convenientes e fáceis do que lidar com os pais da Rayla realmente tendo fugido e a rainha dragão tendo realmente morrido.

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 21:58

Concordo sobre os pais da Rayla. Teria sido mais desafiador ela ter que enfrentar um passado em que eles realmente fugiram. No caso da Rainha Dragão, por outro lado, achei positivo ela permanecer viva.

Abs,
Ritter.

Responder
Ana Carolina Esteves 7 de dezembro de 2019 - 21:48

O problema com os pais da Rayla é que se eles tivessem fugido provavelmente uma hora eles teriam que aparecer também já que estariam vivos/exilados. Gosto como os personagens são complexos inclusive os personagens mágicos, desde elfos covardes, a dragões arrogantes, porque tira a nossa visão de que todos os seres mágicos são necessariamente místicos e sábios por natureza.

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2019 - 14:21

Sim, exato.

Abs,
Ritter.

Responder
Max Gullytt Santos 15 de dezembro de 2019 - 05:30

Fazendo as palavras do Planocritico as minhas.
Dos pais da Rayla só seria evolução tudo isso, e passar pelo desafio teria sido mais lindo. Foi um tiro no pé demais. Unico ponto positivo que vejo nisso, é que não vai ter uma chance deles estarem vivos.
Sobre a Rainha dragão, eu não concordo, uma personagem que não mostrou nada, e não teve ainda qualquer impacto na serie, não teria gosto a morte dela, e nem desenvolvimento ou nada algum. Ela viva vai trazer mais conteúdo. Mais treita e mais objetivos. Ela morta não traria nada porque o que é familiar dela nem a conheceu ainda, e a treita referente a ela, foi resolvida pelo príncipe existir.

Responder
Laís S. 2 de dezembro de 2019 - 01:52

Bom, acredito que a “conveniência” acontece para ser trabalhada depois. Apenas para que tenhamos noção do que realmente ocorreu já que, aparentemente, eles estão dentro daquele saquinho junto com o elfo caçador que liderava Rayla. Certamente, isso deverá ser abordado no futuro.

Responder
ABC 29 de novembro de 2019 - 21:25

Será que a calopsita rei vai aparecer na próxima temporada ou esqueceram isso de vez?

Saudações.

Responder
planocritico 30 de novembro de 2019 - 21:58

Calopsita rei???

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 1 de dezembro de 2019 - 16:33

Não tinha o mistério da alma do pai do Ezran ter se fixado na calopsita?

Saudações.

Responder
planocritico 2 de dezembro de 2019 - 16:23

Ah, sim verdade. Isso é algo completamente envolto em mistério, mas acho que virá sim mais para a frente.

Abs,
Ritter.

Responder
Laís S. 2 de dezembro de 2019 - 01:52

Senti falta dela. Mas acho bem sentido eles realmente manterem a teoria de que ela é o rei devido ao crescimento de Ezran.
Não sei ao certo, mas não acho legal fazerem o menino sofrer tanto, tomar a frente de uma guerra e ser praticamente responsável pela união dos humanos com o xadianos para, depois, trazerem o “verdadeiro” rei novamente.
Gosto bastante do rei Harrow e queria ver mais dele, apesar de tudo.

Responder
ABC 9 de dezembro de 2019 - 17:40

Eu gosto da ideia de a calopsita ser o rei, dá para aproveitar uma morte dele no futuro em forma de sacrifício.

Saudações.

Responder
Here's Johnny 29 de novembro de 2019 - 17:17

Temporada excelente de novo, o único erro foi aquele clímax acelerado mesmo, mas tenho fé que a próxima temporada seria ainda melhor e essa seguirá a passos largos para se tornar a melhor série de fantasia medieval já feita.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2019 - 17:22

Tomara que isso se concretize, pois a série está mesmo sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 29 de novembro de 2019 - 16:26

Estou doido para assistir e não consigo, quando acho que vou parar para ver feliz na sequência o maior número de episódios possível meu pequeno rebento dá sinais de vida no berço e tudo se perde.

Logo volto aqui para comentar, mas já é o segundo texto elogioso que leio sobre a temporada… não esperava menos do showrunner de AVATAR O ÚLTIMO DOBRADOR DE AR…. o senhor achava que eu ia deixar de alfinetar que até agora vocês não viram aquele primor de animação???? rs

Abraços

Responder
planocritico 29 de novembro de 2019 - 16:49

Sei bem como é isso, meu caro, ainda que meus rebentos já sejam adolescentes e não me causem esse tipo de problema mais (causam outros, lógico).

Mas veja, pois a temporada está supimpa!

Sobre Avatar, cara, como é difícil voltar a séries-legado! Tem tantas que não temos ainda aqui no site que fico até com dor de cabeça pensando…

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 29 de novembro de 2019 - 16:03

Vai rolar a critica de I Lost My Body?

Responder
planocritico 29 de novembro de 2019 - 17:06

Sim, mas calma pois, apesar de parecer, não somos máquinas! AHAHAHAHHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 29 de novembro de 2019 - 18:03

Heheheh perdão! Eh q eu to curioso para ver a visão de vocês sobre o filme, pois eu não tive uma interpretação muito profunda, apesar de achar que o filme quer passar isso.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2019 - 18:10

Em breve sairão nossos comentários!

Abs,
Ritter.

Responder

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