Crítica | O Que Aconteceria Se… Rick Jones Tivesse se Transformado no Hulk?

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Sabemos que Bruce Banner se tornou o ser irradiado conhecido como o Hulk, mas… e se o jovem Rick Jones tivesse absorvido os raios gama? Em uma reviravolta do destino, Bruce Banner não consegue salvar Rick Jones de se tornar um adolescente Hulk! Nesta edição de O Que Aconteceria Se…, o ponto de virada é óbvio. Em vez de Banner, Rick que é atingido por explosões de raios gama. A partir daí, os eventos começam a se desenrolar de maneira muito semelhante. Rick e Banner são mantidos em quarentena e, quando a Lua cai, Rick se transforma no Hulk e escapa, sendo quase que imediatamente perseguido pelo General Ross.

O Hulk adolescente não é tão forte quanto o ‘nosso Hulk‘ (ele ainda está crescendo!), então ele não pode sair do bunker. Consequentemente, o General Thunderbolt Ross fica muito entediado. Como antes, Loki se interessa pelo Hulk como um potencial peão contra seu irmão Thor e, na véspera da cura de Rick, o transforma no Hulk em plena luz do dia. Teen Hulk então destrói o aparelho que iria curá-lo e luta contra os heróis que se tornarão os Vingadores.

Depois de alguns lutas e desavenças, Rick ainda se junta ao Capitão América em sua luta contra Hydra, e o Capitão o treina para se tornar o próximo Bucky. Em sua primeira grande missão, no entanto, assim que a adrenalina começar a bombear o “Bucky”-Hulk quase mata um homem, então Steve Rogers tem que deixá-lo ir. No dia seguinte, Capitão Marvel coloca algumas pulseiras de zona negativa em Rick. Depois de muitos problemas Rick escolhe não se tornar o Hulk novamente e praticamente vive sua vida como antes. Bruce Banner não desistiu de encontrar uma cura e, com a ajuda de Reed Richards e sua porta aberta para a zona negativa, ele espera disparar seu Gammatron em Rick, enquanto ele está seguro lá.

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Toda a ideia do projeto What If? da Marvel tem uma premissa interessante. Em tese, a linha editorial daria liberdade para os criadores da Casa das Ideias mexerem em tudo o que bem entendessem nos heróis intocáveis. Acredito que isso até aconteça, porque as What If? realmente proporcionam coisas que o Universo padrão da editora vermelha nunca seria capaz de fazer. Porém, esta edição do projeto fica apenas com o pé dentro da água e se esquece de mergulhar.

As possibilidades são infinitas, mas as artimanhas que fazem o roteiro seguir em frente são sempre as mesmas. A arte, que é essencial para qualquer composição de clima, continua apostando sempre no jeito Marvel de desenhar. What If Rick Jones Had Become the Hulk? é uma edição que não se destoa da falta de criatividade em um projeto que deveria transbordar criatividade. É claro que o roteiro de Don Glut é divertido em alguns momentos, e completamente esquecível em outros. A arte de Bill Black tenta imitar as posições e os movimentos do Rei Jack Kirby e até tem sucesso em determinados momentos.

O maior problema dessa história é justamente a sua semelhança com o Universo de origem. Seria leviano da minha parte apontar os dedos para os escritores e roteiristas em exclusividade. Talvez os maiores culpados da falta de criatividade de todo o projeto sejam seus editores. Toda a linha What If? ainda continua sendo uma ideia editorial muito boa, mas aqui, com uma execução no mínimo preguiçosa.

O Que Aconteceria Se… Rick Jones tivesse se transformado em o Hulk (What If Rick Jones Had Become the Hulk? Vol.1 #12) — EUA, dezembro de 1978
No Brasil: Almanaque Premiere Marvel n°3 (RGE, 1982)
Roteiro: Don Glut
Arte: Bill Black
Arte Final: Sal Buscema
Cores: Geoge Roussos
Letras: Bruce Patterson, Irving Watanabe
24 páginas

PEDRO CUNHA . . . Com corpo e alma de Hobbit, sou um eterno Padawan e aprendiz. Amigo dos ursos, dos elfos e das águias. Nativo de Krypton e apreciador da sétima, nona e de TODAS as artes. Quando tentado sempre rebato; "sou um Jedi, como meu pai antes de mim".