Home FilmesCríticas Crítica | O Rei Leão (Com Spoilers, 2019)

Crítica | O Rei Leão (Com Spoilers, 2019)

por Marcelo Sobrinho
341 views (a partir de agosto de 2020)

A sala de cinema absolutamente lotada e dominada amplamente pelo público adulto não escondia o significado maior do remake em live action de O Rei Leão – uma das animações mais icônicas de todos os tempos e, para mim, a maior obra-prima já realizada no gênero. O sentimento de nostalgia e de reencontro com um passado cinematográfico tão marcante na biografia de toda uma geração dava o tom da sessão e comandava a expectativa do público. Todos queriam ver o que as novas tecnologias, vinte e cinco anos depois, poderiam acrescentar a uma história que o público já sabia de cor. Particularmente, eu acreditava que a abertura (momento hors concours na história das animações) já demonstraria bem a que veio essa refilmagem e confesso que minhas previsões se concretizaram sem grandes equívocos.

A técnica em live action, hiperrealista e esteticamente tão deslumbrante, não trouxe maiores encantamentos nem à abertura nem ao corpo do novo O Rei Leão. A noção de profundidade dada pelo 3D, via de regra, não alcançou nada além de um efeito meramente cosmético, cujo impacto sobre o público rapidamente entrou em esgotamento. Alguns planos mais fechados na expressão do macaco Rafiki ao batizar o príncipe Simba até esboçaram uma tentativa de dar novos sentidos à cena – algo que a limitação técnica de uma animação década de 90 jamais permitiria. Mas é preciso dizer que poucas coisas nessa refilmagem ombreiam ou superam o trabalho original e o motivo não é segredo para ninguém: inspiração e criatividade não tem época e são insubstituíveis. O público que ansiava pelo reencontro com os personagens de sua infância não seria tão facilmente persuadido. E assim a sessão terminou, no mínimo, em clima de frustração.

Não se trata de dizer que nada é bom neste já polêmico remake. A cena memorável da morte de Mufasa adquire contornos bastante tensos quando o diretor Jon Favreau opta por enquadrar a escalada do rei pelo penhasco ao nível dos olhos de Simba. A vilania de Scar nesse momento não deixa a desejar em nada para o original e o trabalho de Favreau acrescenta um tapa no rosto do irmão como ato final do tio usurpador do poder. É preciso reconhecer que as cenas de ação e luta se tornaram bem mais interessantes em 2019 – algo que me parece ser maior mérito dos recursos tecnológicos atuais do que propriamente do trabalho humano envolvido no roteiro e na direção deste O Rei Leão. Mas a mesma tecnologia que deu força a esses momentos fracassa completamente naqueles de maior poesia. O plano-sequência em que um pelo da juba de Simba é levado pelo vento até ser comido por uma girafa parece completamente avulso e dispensável. Inócua também é a cena em que o príncipe ouve a voz do pai vinda do céu. Em vez do rosto de Mufasa aparecendo de forma pujante no original, temos apenas nuvens coloridas que se movem inquietas no céu. Um exibicionismo tecnológico a serviço de nada.

O tratamento dado aos “novos” personagens não é menos irregular. Enquanto leões aparecem belos e altivos e as hienas sórdidas e traiçoeiras (até superando a caracterização original), três personagens essenciais ressurgem completamente apagados e entediantes. O primeiro deles é o macaco Rafiki, que na obra anterior fazia o papel de um autêntico bobo shakespeariano (jocoso e exótico, mas ao mesmo tempo perspicaz e sábio). Em O Rei Leão de 2019, o babuíno não tem qualquer brilho. Foi destituído de todos os trejeitos e maneirismos que o compunham como uma figura carismática e com traços próprios. Senti constrangimento ao vê-lo tão genérico, distribuindo cajadadas nas cabeças das hienas durante a batalha final, como se essa fosse a sua essência. Onde ficaram seu intelecto e sua argúcia? Possivelmente em 1994 mesmo.

 O caso de Timão e Pumba é ainda mais grave, pondo em xeque até a validade dessa verdadeira onda de refilmagens em live action (serão elas meros caça-níqueis ou assim se tornarão por sua própria incompetência?). A dupla mais querida do filme denuncia o seu calcanhar de Aquiles. Não é possível construir tantos momentos engraçadíssimos proporcionados por esses dois personagens através do hiperrealismo das novas tecnologias. Tanto é assim que muitas das piadas executadas por Timão e Pumba foram simplesmente suprimidas neste remake. Para que realmente funcionem, Timão e Pumba necessitam ser o suricato e o javali “de mentira”, coloridos artificialmente e com a graciosidade que só a fantasia poderia lhes dar. Só assim caberiam as piadas e as “caras e bocas” que ainda nos fazem gargalhar tanto.

Esse é o erro primordial que identifico nessa safra de remakes atuais – apostar que prosopopeias hipertecnológicas substituirão a magia das tradicionais e imaginativas animações. Podem dar certo até certo ponto, sobretudo quando é preciso maior tensão e ação. Mas falharão miseravelmente em momentos cruciais para a composição do todo. O Rei Leão do novo século perde uma das características fundamentais de seu antecessor: o perfeito equilíbrio entre doses exatas de poesia, ação e humor. Se todos fomos ao cinema para rever alguns de nossos velhos conhecidos do mundo da animação, o que pudemos encontrar na tela foram só alguns deles. Tantos outros, pilares do encantamento original, simplesmente se ausentaram dessa vez. Continuaram no passado que todos continuarão a buscar para encontrar a antiga magia.

O Rei Leão (The Lion King) – EUA, 2019
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Jeff Nathanson, Brenda Chapman
Elenco: Donald Glover, Beyoncé Knowles, James Earl Jones, Chiwetel Ejiofor, Alfre Woodard, John Oliver, John Kani, Seth Rogen, Billy Eichner, Eric André, Florence Kasumba, Keegan-Michael Key, JD McCrary, Shahadi Wright Joseph
Duração: 118 min.

Você Também pode curtir

46 comentários

Johnny Toasty 7 de dezembro de 2020 - 20:50 Responder
Daniel Barros 21 de outubro de 2019 - 09:44

De todos os pontos negativos, acho que nenhum superou a dublagem do simba adulto…

Responder
Marcelo Sobrinho 22 de outubro de 2019 - 08:51

Já eu vejo defeitos bem piores, Daniel. Perda de essência de personagens pra mim não dá…

Responder
Claudio 12 de agosto de 2019 - 08:50

Criticar esse filme comparando-o com o original chega a ser injustiça. A animação do Rei Leão marcou época e terá sempre o lugar entre os maiores e mais influentes filmes do cinema. O carisma dos personagens perde muito com hiper realidade imposta. E convenhamos que esse carisma e identificação que os personagens da animação passam é a grande sacada do filme.
Dito isso, acredito que temos que ter a difícil missão de analisar o filme atual esquecendo o anterior. Se conseguirmos veremos um bom filme, que conta de maneira competente uma bela história e com um visual muito bonito e agradável. É um bom filme.

Responder
Christine Fortes 31 de julho de 2019 - 00:03

Haha! Um crítico nostálgico! Parece aqueles fãs de gibis falando mal dos filmes. Não reconhece que a técnica usada no filme é diferente da animação e fica esperando igualdade na diferença. Uma pena! Amei o filme!

Responder
Marcelo Sobrinho 31 de julho de 2019 - 18:34

Fico esperando qualidade na diferença. Que bom que gostou! Abra

ços

Responder
Cleison Miguel 18 de outubro de 2019 - 17:07

Também não vejo problema na diferença, desde que acompanhado de qualidade (e alguma originalidade também não é pedir demais).

Dessa leva de remakes Disney, até aqui, em minha opinião, o único que salva (mesmo inferior ao original, que fique claro) é Aladdin.

Vi ontem Rei Leão, as quase unanimes críticas negativas afastaram minha ideia de acompanhar no cinema (como tinha feito no original) e conclui que fiz muito bem ao economizar o ingresso, sua crítica Marcelo detalhou bem o sentimento que tive ao terminar de ver a obra.

2,5 estrelas tá mais que bom para esse remake.

Responder
Marcelo Sobrinho 21 de outubro de 2019 - 14:01

Exatamente, Cleison! Não tem nada a ver com esperar que o novo Rei Leão seja uma cópia do primeiro, mas sim que não se perca o encanto original. Na minha opinião, o hiperealismo compromete muito onde o encantamento é calcado na pura fantasia!

Responder
Dougzz 29 de julho de 2019 - 16:35

Queria ter gostado mais, mas faltou aquele encanto mesmo. A nota condiz com o filme.

P.S.: Agora não sei na região de vocês, mas na minha cidade ta foda ir no cinema com tanta pessoa com celular e falando durante a exibição.

Responder
Henrique Lopes 26 de julho de 2019 - 22:33

Que triste. O crítico não entendeu que a tempestade, e as trovoadas, eram uma referência ao rugido do Mufasa

Responder
Marcelo Sobrinho 30 de julho de 2019 - 23:21

Claro que entendi! Hehehe só achei que perdeu muuuuita força

Responder
Henrique Lopes 31 de julho de 2019 - 20:13

Nossa, discordo. Ganhou muuuuuuito na poética da cena. Muito menos literal que o aparecimento de um fantasma celestial a lá star Wars. Sem dúvida foi a cena que mais me tocou. Uma mudança pontual muito mais coerente com o roteiro.

Responder
Marcelo Sobrinho 1 de agosto de 2019 - 17:41

Querido, você tem todo o direito de discordar, mas consegue entender que o fato de uma pessoa pensar diferente ou EXPERENCIAR uma proposta artística diferente de você não significa que ela foi incapaz de compreender a proposta em si? Consegue entender isso? Que você não é o gabarito ou a régua do mundo? Pois é. Esse é o ponto aqui! Abraços!

Responder
Henrique Lopes 2 de agosto de 2019 - 19:22

Amigo, acho que você não está certo não. Ou você realmente não entendeu, ou não deixou claro que entendeu, quando resumiu a cena a “exibicionismo tecnológico”. E quanto ao seu alerta, eu publiquei a minha opinião da mesma forma que você fez com a sua. Parece que você não está sabendo lidar com o fato. Agora, falando de coisas objetivas, como coerência de uma cena com o roteiro, não creio também que caiba a subjetividade da experiência pura e simples quando se propõe a escrever um texto que analisa uma obra. Você pode não ter gostado tanto do filme, e eu estou ok com isso. Mas pode também respeitar a obra.

Erick Gabriel 26 de julho de 2019 - 22:26

Sério mesmo que esperava todo esse expressionismo vindo de animais realísticos ??????? Para falar a verdade desde criança eu ficava tentando imaginar as animações que envolviam animais no estilo live action, minha primeira impressão É QUE AS EXPRESSÕES NÃO SERIAM SIGNIFICATIVAS COMO EM HUMANOS E EM ANIMAÇÕES !!! O filme foi incrível por mostrar uma das melhores animações cujo personagens são animais COM ANIMAIS DE VERDADE ! A REALIDADE É O QUE O FILME QUER PASSAR TODA ESSA EMOÇÃO FICA EM MAIOR PARTE PARA O FILME PASSADO OU NA NOSTALGIA ! Não entendo ?? Sério que esperavam uma SUBSTITUIÇÃO DO ORIGINAL ? Animais de verdade e de animação AGEM DE FORMA DIFERENTE ??? PASSAR A MESMO EMOÇÃO É IMPOSSÍVEL !!!!!!!!!!! PORQUE NINGUÉM PENSA NISSO ??? E olha que o trabalho de representar os sentimentos dos animais nos olhos e no comportamento, como ocorre na realidade, FOI ESPETACULAR ! ENTÃO PAREM DE FICAR COMPARANDO APENAS COM O ORIGINAL E PASSEM A NOTAR A BELEZA DO FILME EM SI !

Responder
Erick Gabriel 26 de julho de 2019 - 22:26

Sério mesmo que esperava todo esse expressionismo vindo de animais realísticos ??????? Para falar a verdade desde criança eu ficava tentando imaginar as animações que envolviam animais no estilo live action, minha primeira impressão É QUE AS EXPRESSÕES NÃO SERIAM SIGNIFICATIVAS COMO EM HUMANOS E EM ANIMAÇÕES !!! O filme foi incrível por mostrar uma das melhores animações cujo personagens são animais COM ANIMAIS DE VERDADE ! A REALIDADE É O QUE O FILME QUER PASSAR TODA ESSA EMOÇÃO FICA EM MAIOR PARTE PARA O FILME PASSADO OU NA NOSTALGIA ! Não entendo! Sério que esperavam uma SUBSTITUIÇÃO DO ORIGINAL ? Animais de verdade e de animação AGEM DE FORMA DIFERENTE ??? PASSAR A MESMO EMOÇÃO É IMPOSSÍVEL !!!!!!!!!!! PORQUE NINGUÉM PENSA NISSO ??? E olha que o trabalho de representar os sentimentos dos animais nos olhos e no comportamento, como ocorre na realidade, FÓI ESPETACULAR ! ENTÃO PAREM DE FICAR COMPARANDO APENAS COM O ORIGINAL E PASSEM A NOTAR A BELEZA DO FILME EM SI !

Responder
Erick Gabriel 26 de julho de 2019 - 22:15

Sério mesmo que esperava todo esse expressionismo vindo de animais realísticos ??????? Para falar a verdade desde criança eu ficava tentando imaginar as animações que envolviam animais no estilo live action, minha primeira impressão É QUE AS EXPRESSÕES NÃO SERIAM SIGNIFICATIVAS COMO EM HUMANOS E EM ANIMAÇÕES !!! O filme foi incrível por mostrar uma das melhores animações cujo personagens são animais COM ANIMAIS DE VERDADE ! A REALIDADE É O QUE O FILME QUER PASSAR TODA ESSA EMOÇÃO FICA EM MAIOR PARTE PARA O FILME PASSADO OU NA NOSTALGIA ! Não entendo ?? Sério que esperavam uma SUBSTITUIÇÃO DO ORIGINAL ? Animais de verdade e de animação AGEM DE FORMA DIFERENTE ??? PASSAR A MESMO EMOÇÃO É IMPOSSÍVEL !!!!!!!!!!! PORQUE NINGUÉM PENSA NISSO ??? E olha que o trabalho de representar os sentimentos dos animais nos olhos e no comportamento, como ocorre na realidade, FÓI ESPETACULAR ! ENTÃO PAREM DE FICAR COMPARANDO APENAS COM O ORIGINAL E PASSEM A NOTAR A BELEZA DO FILEM EM SI !

Responder
Simone Cris Salihah 25 de julho de 2019 - 00:38

Nossa gente…com todo respeito à crítica e quem não gostou. Mas saí do cinema agora há pouco, acabada de chorar, encantada!! Quero assistir de novo!! Pra mim o realismo não atrapalhou em NADA o brilho de nenhum personagem, até gostei, qdo algum animal tá falando algo sério ao msm tempo em que está se coçando, rs…Os ângulos são iguais ao original. Houve mudança sim, porém acho necessária, por conta do realismo impresso ali. O brilho dos personagens não se ofuscou, e seria impossível e até bizarro, se tanto realismo fosse colocado de forma caricata e lúdica como a animação de 94. Nada a ver. Pra mim, essa versão é maravilhosa e veio pra completar ainda mais a versão antiga. Sério que a crítica achou a cena dos pelos do Simba voando inócua!!???? Nossa…Achei de uma poesia absoluta. Uma forma mais profunda de se ver os personagens. Nostalgia pura, em live action. Padeci igual, revendo a morte de Mufasa. Assisti em 3D, em inglês. Estão reclamando bastante da versão BR, aí optei pelo legendado.

Responder
Marcelo Sobrinho 31 de julho de 2019 - 14:16

Sério que a crítica achou não só o plano-sequência do pelo, mas também o do ratinho, completamente inócuos! Para mim, tirar poesia desse hiperrealismo “Animal Planet” foi como tirar leite de pedra. Todas as passagens poéticas para mim fracassaram. Lamento, mas preciso discordar efusivamente de você. Abraços!

Responder
Paco Miguel 24 de julho de 2019 - 22:43

Não consegui terminar de ver. E há mto tempo isso nao aconteceu comigo. Nada nesse filme se salva a não ser o realismo impregnado nos animais e cenarios e afins. Não tem nada de alma,de cor,de vida nesse remake. Não existem piadas,apenas gracinhas e muito mal colocadas. Onde deveria ser leve,há uma tensão forçada. Onde deveria haver uma urgencia,há indiferença. Ponto chave da história,a morte de Mufasa era perfeita com a trilha ameaçadora e crescente de Hans Zimmer acompanhando a angustia de pai e filho. Aqui tudo foi genérico. As hienas não possuem nada que nos faça ter empatia,assassinando os memoraveis Shenzi,Banzai e Eddy. Timão e Pumba,icones Pop de toda uma geração me parecem ser apenas pretexto pra vender boneco. Falar do hilario e maravilhoso Rafiki então se torna momento de dó. Enfim,Fraveau nos deu talvez o mais perfeito filme de origem de herói junto com Batman Begins (Homem de Ferro) e realizou uma obra,Mogli,que se não tem toda a graça e a força do original carrega um roteiro honesto e ótimas colocações. Aqui desandou tudo,nada se acerta e pra minha total infelicidade e desilusão não consegui reviver a memória que se eternizou na minha alma quando aos 10 anos vi,nas escadas do cinema da minha cidade (não tinha uma só cadeira disponivel) uma obra de contornos adultos mas pureza infantil e grandeza emocional. Uma pena!

Responder
André Brandão 24 de julho de 2019 - 22:30

Gostei do filme, mais pelo saudosismo do que por suas propriedades em si. O hiper-realismo tirou o encantamento da história. Os personagens não são carismáticos. Babe, O Porquinho Atrapalhado, faz 25 anos em 2020, não apelou para a computação gráfica na época para ser “real” e tem mil vezes mais carisma que os personagens desta refilmagem. Valeu a pena apenas para revisitar a história.

Responder
Erick Gabriel 26 de julho de 2019 - 22:22

Como esperava ter o mesmo carisma do original com animais de verdade ? O que filme mais quer passar é realmente o hiper-realismo, as emoções dos animais como na vida real são expressas pelos olhos e comportamento e o filme faz isso de maneira impecável ! Já nas animações é possível colocar expressões humanas neles, por isso fica mais engraçado ou poético ! Quando lançou o live action eu por exemplo fui assistir com toda a expectativa de um filme realista com ótimos efeitos visuais mas não com expressões emocionantes como na animação…. O que me deixava emocionado era ver um cena clássica ser representado em realidade ! É dessa perspectiva que faz sentido julgar o filme !

Responder
Erick Gabriel 27 de julho de 2019 - 00:03

Como esperava ter o mesmo carisma do original com animais de verdade ? O que filme mais quer passar é realmente o hiper-realismo, as emoções dos animais como na vida real são expressas pelos olhos e comportamento e o filme faz isso de maneira impecável ! Já nas animações é possível colocar expressões humanas neles, por isso fica mais engraçado ou poético ! Quando lançou o live action eu por exemplo fui assistir com toda a expectativa de um filme realista com ótimos efeitos visuais mas não com expressões emocionantes como na animação…. O que me deixava emocionado era ver um cena clássica ser representado em realidade ! É dessa perspectiva que faz sentido julgar o filme !

Responder
Aline 23 de julho de 2019 - 22:48

Dublagem de Simba, timao e pumba ficaram muito deprimente a vozes nao combinaram nada com os personagens, fora a algumas musicas que foram cortadas fizeram falta … Pelo marketing achei que fosse melhorzinho, mas valeu. Relembrei da infancia mas com realidade… Minha filha de 6 anos disse eu gostei do filme mas prefiro o desenho kk

Responder
Lucio Adriano Mendonça 23 de julho de 2019 - 17:58

[OFF] Vocês tem que assistir e fazer a crítica do filme italiano A garota da Nevoa. Um ótimo filme de detetive.

Responder
Nicollas 23 de julho de 2019 - 16:16

Praticamente Rei leão destituído de todo o seu lado emocional.Não me senti tocado e o mais impossível aconteceu,tive dificuldade real em ter empatia por personagens que já amo desde a infância.Pode ser uma visão muito pessoal,mas realmente não consigo separar as coisas nesse caso.Totalmente genérico e sem sal na minha opinião.

Responder
Marcelo Sobrinho 23 de julho de 2019 - 17:41

Vai render uma boa grana ao estúdio e só.

Responder
João King 23 de julho de 2019 - 11:46

Concordo plenamente. Você descreveu em detalhes a frustração que senti ao assistir o filme. Cadê o encanto original? Termina vazio e decepcionante.

Responder
Marcelo Sobrinho 23 de julho de 2019 - 17:41

Decepcionante, certamente!

Responder
Leonardo Pereira 22 de julho de 2019 - 15:48

Que filme sem sal, nota 6.

Responder
Marcelo Sobrinho 22 de julho de 2019 - 18:21

Não daria mais do que isso também.

Responder
Will Nogueira 22 de julho de 2019 - 13:07

A cena da morte do Mufasa nessa nova versão foi tão hilária que eu não conseguia parar de rir, fora a dublagem do Scar, que se tornou algo tão sem emoção e completamente vazia com a saída do Jeremy Irons e dentre vários outros problemas no filme. A Disney é expert em tirar dinheiro fácil de quem quer sentir nostalgia dos seus grandes clássicos.

Responder
Marcelo Sobrinho 23 de julho de 2019 - 17:41

Eu gostei da morte do Mufasa. Achei bem construída. Quanto à dublagem do Scar, não posso opinar pois vi legendado. Achei todos os leões bons, com destaque ao vilão.

Responder
Will Nogueira 23 de julho de 2019 - 18:16

Eu me referia à dublagem original e não à versão nacional (que pelo visto foi porcamente feita), o Scar no clássico de 1994 era mais macicioso e apaziguador nos diálogos, já o de 2019 não teve o menor impacto, há vídeos no YT comparando os dois, fica bem melhor de analisar.

Responder
JGPRIME25 22 de julho de 2019 - 10:54

Nesta Noite o amor chegou

De dia

Não dá pra acreditar.

Responder
Bruno [FM] 22 de julho de 2019 - 22:44

kkkkkkkkkk eu tô berrandoooooooo…

Responder
Willians Cunha 21 de julho de 2019 - 19:57

Nenhum crítico vai gostar desse filme, pq a comparação com a obra original faz parte do trabalho, e claro, 2019 jamais iria superar 1994. Mas, eu fui de coração aberto e me esforcei pra lembrar com carinho cada cena na telona, que eu não pude ver os detalhes quando criança. Nota 10 pra esse filme, e o respeito pela história. Espetacular! Uma pena alguém se sentir frustrado revendo essa história…uma pena.

Responder
Bruno [FM] 22 de julho de 2019 - 12:36

Então mas, eu não sou crítico de cinema, e infelizmente achei esse live-action uma das maiores decepções desse ano (se não, uma das maiores decepções da história). A questão não é superar o original, afinal são propostas totalmente diferentes. Mas fico me perguntando qual o intuito de fazer um remake ou live-action se forem tão fiéis ao ponto de se fazer algo praticamente ctrl C + ctrl V ??? Pra mim, o maior problema nem foi a questão da nova tecnologia “realista” de animais falantes e sem vida. Mas a POBREZA e falta de frescor do roteiro e uma direção que nem está ali né. Só o nome dele está.

Responder
Marcelo Sobrinho 22 de julho de 2019 - 18:21

O filme é control C + control V até certo ponto. Muita coisa foi modificada também. Inclusive na hora de sacrificar personagens maravilhosos como os que eu citei na crítica, porque esse Timão, esse Pumba e esse Rafiki são, na melhor das hipóteses, projeções desbotadas e insossas dos originais.

Responder
Bruno [FM] 22 de julho de 2019 - 22:51

Sim. Sei que ele tem praticamente 30min a mais do original. Mas assim, deu pra PERCEBER esses 30min a mais? Porque pra mim não mudou praticamente nada rs. E o que é pior, eles ainda TIRARAM coisas que eram essenciais. A cena da cajadada do Rafiki no Simba por exemplo, era pra estar lá. E não me vem falar que um macaco dando cajadadas tiraria o “realismo” do filme porque já vi muito chimpanzé no zoológico jogando merda no público.

Responder
maumau 24 de julho de 2019 - 16:09

Saudoso macaco Tião era mestre em jogar merda nos visitantes do zoo kkkkkkkkkk

Cahê Gündel 22 de julho de 2019 - 21:21

Eu fui de coração aberto, com a maior Boa vontade, e mesmo assim sai decepcionado e determinado a não dar mais meu dinheiro pra remakes.

Responder
jcesarfe 21 de julho de 2019 - 19:02

Achei o filme muito emocionante

Responder
Marcelo Sobrinho 22 de julho de 2019 - 18:21

Minha emoção no fim das contas foi a decepção mesmo hehehe.

Responder
Diego Borges 21 de julho de 2019 - 17:18

Era justamente o que eu temia.

Responder
Marcelo Sobrinho 22 de julho de 2019 - 18:21

Aconteceu, meu caro. Aconteceu.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais