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Crítica | O Sorriso de Monalisa

por Leonardo Campos
2146 views (a partir de agosto de 2020)

Durante uma conversa com um professor da área de Letras, fui criticado por trabalhar com O Sorriso de Monalisa, pois segundo o profissional, a narrativa é carregada de clichês. Foi preciso poucos minutos para explanar as minhas considerações. O filme é uma obra carregada de simbolismo, didatismo puro. Expliquei ser uma narrativa sobre o conservadorismo na arte e na vida, situada nos anos 1950, mas que faz circular temas pertinentes para se pensar a posição da mulher na sociedade, bem como o ensino de artes e literatura. Apontei, inclusive, que o meu colega parecia um dos personagens da narrativa, tamanha a sua postura como mediador do conhecimento na sala de aula, ou seja, dotado de táticas que não dialogam com a realidade do educador e dos estudantes contemporâneos, o que tornava as suas aulas verdadeiras falácias intelectuais.

Mas, afinal, do que se trata o filme? Iremos excursionar pela obra, para no desfecho, voltarmos ao diálogo com o professor “dito” tradicional. Em O Sorriso de Monalisa, somos apresentados aos primeiros passos de Katherine Watson (Júlia Roberts) como professora numa renomada e extremamente conservadora escola de artes. Mesmo sabendo da ideologia tradicionalista da Wellesley College, Katherine decide investir no processo seletivo e após algumas tensões na reunião de análise curricular, é aceita. O desafio, logo adiante, não era mais ultrapassar os limites do campo de força cheio de ego dos superiores hierárquicos da instituição, mas lidar com as suas alunas, seres humanos que nas palavras de uma das novas colegas de Katherine, “farejam o medo de longe”.

Inicialmente maravilhada por estar diante da realização de um sonho, logo Katherine perceberá que os desafios serão maiores do que imaginava. Uma professora enfermeira é expulsa da escola por dar conselhos e indicar métodos contraceptivos para uma estudante, as aulas de oratória, elocução e postura (cruzar e descruzar as pernas) lhe causam desconforto, haja vista que Katherine possui uma postura libertadora, pensa nas mulheres na seara da emancipação, longe do retrocesso de aulas e práticas deste tipo.

A produção deflagra os desafios do professor em início de carreira. Está situada nos anos 1950, mas torna-se totalmente relevante para pensar que nos dias atuais, ainda falta formação que leve em conta as inexperiências, as expectativas e as dificuldades desta fase inicial. Conforme apontam os estudos na área, é um momento de descobertas em que o docente se sente entusiasmado, comprometido e satisfeito. Logo depois, surge a “fase da sobrevivência”, termo utilizado por Huberman, em seu artigo O ciclo da vida profissional dos professores. Mais adiante, o chamado “choque do real” torna-se evidente, pois o docente se frustra ao descobrir, na maioria dos casos, a distância continental entre os seus ideais educacionais e o cotidiano escolar. Atire à primeira pedra aquele profissional nunca passou horas preparando uma aula magistral, cheia de detalhes e curiosidades marcantes, mas fora recebido com a frieza de um iceberg pelos estudantes. Alguém?

Assim como a professora do filme Mentes Perigosas, Katherine Watson sente-se tentada a desafiar todo o currículo. As apostilas prontas não deixam espaço para inovação. Sendo assim, a profissional precisará ir pelas beiradas, minando algumas ideias pré-concebidas, sem desperdiça-las, mas relacionando-as com outras formas de ver a arte. Em certo momento, ao expor a sua segunda aula, coloca uma obra de arte considerada grotesca por uma das estudantes. Quando questionada, responde: “Não, não está! Não é uma boa obra? Hum? Vamos lá garotas, não há livros dizendo-lhes o que achar, por isso, não é tão fácil, correto?”. Ainda neste diálogo, a estudante confronta a professora, apontando que “arte só é arte até as pessoas certas dizerem que é”. Empolgada com o desafiador debate, a professora rebate: “E quem são essas pessoas?”.

A cena descrita acima talvez seja uma das melhores do filme no que diz respeito aos aspectos didáticos da obra. Revela uma questão comum no aprendizado, principalmente se pensarmos nos diversos trabalhos acadêmicos publicados constantemente em revistas virtuais, bem como trabalhos de conclusão de curso: há muita cacofonia, repetição de ideias e colcha de retalhos de teóricos que muitas vezes possuem ideias ou fazem parte de conglomerados intelectuais díspares e confrontantes. As ideias próprias, defendidas com embasamento teórico que deem apenas suporte para a construção de uma tese são, muitas vezes, substituídas por compêndios de teorias alheias, com o mínimo de participação do autor em si. Em suma, o filme revela, neste trecho, a necessidade de textos, reflexões e posturas mais críticas, seja qual for o ambiente de circulação de conhecimento.

Outra cena marcante está no trecho em que as estudantes deslocam-se para o ateliê para a realização de uma oficina com as obras de Van Gogh em caixinhas. A professora discursa sobre a possibilidade de popularização da arte com o processo de reprodutibilidade técnica. Isso nos remete ao antológico texto de Walter Benjamin, A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. No texto o teórico aponta que o processo de reprodução provocou um profundo abalo da tradição, pois disponibilizou a arte cheia de “aura” para as massas.

Ela abre a mente das suas alunas para melhor refletirem sobre as suas respectivas existências em uma época específica, período em que as mulheres são treinadas para exercerem as funções do casamento: lavar, passar, cozinhas e fornecer filhos aos seus esposos. Diante deste panorama, haverá conflitos, pois Mrs. Watson oferecerá novas possibilidades, o que não será bem visto por outros colegas, por algumas estudantes (e por seus membros familiares ligados ao conservadorismo na sociedade).

No que tange aos aspectos formais, o filme é primoroso. Trilha sonora empolgante, enquadramentos metalinguísticos, pois se assemelham a pinturas, movimentação de câmera equilibrada, elementos oriundos de uma ótima condução do diretor Mike Newell e da direção de fotografia, igualmente eficiente. O roteiro de Lawrence Connor e Mark Rosenthal consegue fazer os conflitos gravitarem bem em torno da narrativa, sem muita dispersão e com o devido destaque para cada personagem.

Por falar em roteiro e personagens, não dá para ficar alheio à poderosa metáfora do título. O que há por detrás do sorriso de cada uma das mulheres do filme? Betty (Kirsten Dunst) é uma das centrais no grupo. Invejosa, persegue a felicidade através da consumação do matrimônio e sabe que está em um futuro casamento fadado ao fracasso. Não consegue ver ninguém mais feliz que ela. Em contrapartida, temos a gentil Joan (Julia Stiles), uma possível estudante de Direito que incentivada por Katherine a fazer as duas coisas: estudar e cuidar do lar.

Connie (Ginnifer Goodwin) representa o desespero de uma garota que não confia em si o suficiente para ficar com alguém. Com baixa autoestima, é perseguida constantemente por Betty, que não cansa de reforçar a sua suposta inferioridade diante das outras colegas. Giselle (Maggie Gyllenhal) é a subversiva do grupo, totalmente liberal, bebe bastante, possui uma lista de amantes que vai desde os homens casados ao seu professor de italiano, um passageiro romance da professora Katherine Watson enquanto passou por aquele pequeno, mas enaltecedor, período na Wellesley College.

Diante disso, percebemos que ao lado do sorriso de encantamento da professora, há outros sorrisos cheios de significados. Betty apostou no amor, sorri superficialmente, mas está tomada pela infelicidade. Joan sorri naturalmente, pois acredita que o movimento feminista é feito de escolhas, e a sua, consumar o casamento antes do curso superior não a faz menos feliz que outras mulheres. Giselle sorri sempre num misto de sedução, humor e cinismo, numa postura que se propõe a desafiar as convenções. Connie, meiga e simpática, sorri de forma contida, sempre e busca de mais segurança para caminhar nos terrenos em que pisa, seja o amoroso ou o intelectual.

Há um diálogo interessante sobre a simbologia por detrás do sorriso na pintura de Da Vinci. “Mona Lisa sorri no quadro, mas ela está feliz?” O questionamento nos leva a pensar sobre a subjetividade da arte e a possibilidade de múltiplas interpretações. A obra de arte de “todos os tempos”, a “quintessência” canônica exibe um sorriso que pode ser pensado como repleto de desprezo, de sedução, de humor, etc. Objeto da mais alta manifestação cultural segundo os manuais de arte, a Mona Lisa é também parte da cultura de consumo massificada pela linguagem da cultura pop.

Ao longo dos seus 114 minutos de duração, O Sorriso de Monalisa é dócil, dinâmico, repleto de conflitos que desaguam nos clichês que já conhecemos: estudante rebelde que se torna dócil, a incompatibilidade amora, dentre outros. É preciso pensar, entretanto, que não é um documentário educacional encomendado pelo MEC (caso fosse brasileiro) ou alguma instituição estadunidense focada na educação. É um drama baseado em informações que os roteiristas recolheram dos relatos de Hillary Clitton, personagem importante do cenário político contemporâneo, ex-estudante e testemunha ocular de alguns acontecimentos conservadores da instituição de ensino para mulheres.

É um filme que pode ser pensado como fonte de inspiração para o trabalho na sala de aula. Capacitar professores, ajudando-os a refletir sobre como lidar com adversidades, bem como repensarem as suas metodologias de ensino, ou então, exibi-lo aos alunos como uma narrativa-espelho de certa fase da sociedade e do contexto no qual eles estão inseridos: o educacional.

Diante do exposto, é preciso certos “lugares comuns” para engendrar a narrativa e torna-la de circulação mais ampla. Os tais clichês sequer atrapalham os principais pontos tocados nesta reflexão. É aí que retorno para o diálogo com o meu ex-colega de trabalho. A narrativa pode ser ruim, boa, ótima, razoável, apropriada ou com alguns pontos desviantes. O que cabe no ato de exposição é a mediação que o profissional faz. É espremer o máximo que puder do que há de mais simples, afinal, não é apenas de complexidade que se faz a vida.

Os “falsos profetas” do ensino, aqueles que acreditam que passar uma adaptação de Shakespeare bem complexa e hermética fará os estudantes aprenderem mais, um aviso: só lamento. Pelos alunos e pelas suas convicções míopes como profissionais. Além de se enganarem, estes professores tornam o aprendizado uma tortura intelectual sem precedentes. Felizes são aqueles que encontraram as suas versões de “Katherine Watson” e “John Keating” pela vida estudantil. Eu encontrei os meus, caro leitor, e você, teve essa sorte?

O Sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile, Estados Unidos – 2003)
Direção: Mike Newell
Roteiro: Lawrence Konner, Mark Rosenthal
Elenco: Dominic West, Ginnifer Goodwin, John Slattery, Julia Roberts, Julia Stiles, Kirsten Dunst, Maggie Gyllenhaal
Duração: 117 min

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23 comentários

Itana Oliveira 4 de maio de 2020 - 22:49

O filme O sorriso de Mona Lisa, representa muito bem a doutrinação das mulheres nos anos 50, onde o feminismo não era aceito e o sexo feminino vivia para o masculino e para um suposto feliz lar, de forma que, as mulheres não eram doutrinadas apenas pelos seus pais, mas também por outros ambientes que pesam, como o colégio. A professora Katherine traz a tentativa de quebra de tabu, onde incentiva as alunas a olharem por si mesmas e terem suas próprias escolhas e opiniões. É admirável ver uma mulher lutando pelas outras e o impacto que traz para vida de cada uma delas trazendo reflexões sobre o seu futuro, direitos e autoquestionamento.

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Matheus Silva Santos 4 de maio de 2020 - 19:56

O filme “O sorriso de Monalisa” fala sobre uma professora de história da arte que vai lecionar em uma instituição super conservadora, que podemos popularmente falar que ensina suas alunas em serem submissas aos seus maridos pondo o casamento como algo essencial na vida de toda mulher que se preze. Porém a professora, interpretada por Júlia Roberts não concorda com o formato conservador da instituição e como professora faz um papel educacional aplicando seus ensinamentos com base no que acredita, que era o contrário do mantido na escola.

A postura da professora foi digna na minha opinião e super gratificante para á mesma e para as alunas, que no início tiverem uma resistência com o novo mas com o decorrer do tempo foi abrindo o pensamento para novos ensinamentos.

O assunto abordado no filme ainda está muito presente na sociedade em específico em pessoas de algumas gerações, que tem dificuldade em ver o mundo como um lugar que constante mudança e se acomoda nos ensinamentos que lhe são oferecidos em uma época, sem ao menos se permitir conhecer o novo.

De início achei que não ia gostar mas adorei o filme!

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Fabíola Rodrigues 4 de maio de 2020 - 00:10

No filme “O Sorriso de Monalisa”, Katherine Watson é uma adorável professora contratada para lecionar História da Arte na Wellesley College, uma escola só para mulheres. Ao perceber que seus métodos “tradicionais” de ensino não funcionavam bem, decidiu mudar e tornar suas aulas mais dinâmicas, explorando o potencial das jovens garotas, contrariando os valores da instituição de ensino e da sociedade conservadora. O filme trata de questões importantes como machismo e patriarcado, mas de uma maneira leve e a personagem Katherine Watson, subverteu os padrões estabelecidos, trazendo reflexões, não só sobre métodos didáticos, mas também sobre vida, futuro, realização pessoal e o papel da mulher na sociedade.

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ALUNO Camilla Moreira Nunes de 28 de abril de 2020 - 19:36

Em “O Sorriso da Monalisa”, filme que traz a trajetória da professora Katherine Winston ao adentrar no corpo docente de uma instituição somente para mulheres nos anos 50, podemos observar características marcantes de uma sociedade que ainda era afetada por muitos paradigmas e preconceitos. Retratada tanto dentro da educação, com a dificuldade em que Katherine passa ao tentar levar para suas alunas a arte moderna em uma época onde somente era valorizada e ensinada sobre as artes clássicas, e também por haver aulas sobre a forma como mulheres deveriam se comportar. Fora do âmbito escolar também é perceptível os conflitos sociais, as personagens eram guiadas tanto por seus educadores como por suas famílias a dedicar-se em apenas ser uma boa esposa e dona de casa, deixando de lado seus próprios planos e metas profissionais, e muitas vezes precisando passar uma imagem que não era como realmente sentiam-se, trazendo então a referência com o sorriso da obra famosa de Leonardo Da Vinci “Monalisa”, o que há por trás dele?

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ALUNO Camilla Moreira Nunes de 28 de abril de 2020 - 19:31

Em “O Sorriso da Monalisa”, filme que traz a trajetória da professora Katherine Winston ao adentrar no corpo docente de uma instituição somente para mulheres nos anos 50, podemos observar características marcantes de uma sociedade que ainda era afetada por muitos paradigmas e preconceitos. Retratada tanto dentro da educação, com a dificuldade em que Katherine passa ao tentar levar para suas alunas a arte moderna em uma época onde somente era valorizada e ensinada sobre as artes clássicas, e também por haver aulas sobre a forma como mulheres deveriam se comportar. Fora do âmbito escolar também é perceptível os conflitos sociais, as personagens eram guiadas tanto por seus educadores como por suas famílias a dedicar-se em apenas ser uma boa esposa e dona de casa, deixando de lado seus próprios planos e metas profissionais, e muitas vezes precisando passar uma imagem que não era como realmente sentiam-se, trazendo então a referência com o sorriso da obra famosa de Leonardo Da Vinci “Monalisa”, o que há por trás dele?

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Manuela Meneses dos Santos 28 de abril de 2020 - 18:25

O diretor do filme “O sorriso de Monalisa” que se passa em 1953/54, Mike Newell, conseguiu transformar assuntos infelizmente atemporais, numa história muito envolvente com um belo final. O filme gira em torno da visão preconcebida em relação a arte, por parte das alunas burguesas da professora de História da Arte, interpretada por Julia Robert, e retrata como os padrões instituídos por uma organização de ensino podem limitar a bagagem cultural do estudante. “O Sorriso de Monalisa” também mostra a luta dos profissionais que idealizam sua profissão e ao se depararem com o mercado de trabalho, encontram inúmeros obstáculos que sequer foram citados durante o período de capacitação. Além disso, o filme critica a mídia, que com seu grande poder de persuasão, acabara por impor à sociedade instrumentos desconfortáveis (como cintas para ter o corpo “perfeito”), relacionados a beleza feminina, alegando que as jovens garotas precisam se arrumarem para o homem, e viverem apenas em busca de um casamento, sem se importar com suas próprias vontades. A professora tenta desmistificar esses padrões impostos pela classe dominante, e alerta que o lugar da mulher é onde ela quiser e não onde dizem ser.

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Rebeca Yasmim 27 de abril de 2020 - 22:10

Instigando a curiosidade e a reflexão não somente sobre os conteúdo estudados, mas também sobre objetivos, confiança e possibilidades, a professora Katherine Watson se empenha em abrir a mente de suas alunas sobre as maneiras de ver, reconhecer e definir a arte, divergindo dos conceitos já estabelecidos em livros e na sociedade, e em como as mulheres, igualmente já conceituadas, se enxergam nessa comunidade e o que aspiram para si. Ao demonstrar a gama de oportunidades que podem usufruir ao adotar posturas mais críticas sobre o curso de suas vidas, tanto ela quanto suas alunas, aprendem a respeitar e entender suas próprias escolhas no momento em que permitem que elas sejam exploradas.

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Islane Carvalho 27 de abril de 2020 - 19:59

No filme “o sorriso de Monalisa é apresentada professora Katherine Watson quando esta se toma professora do colégio Wellesley A Partir deste ponto é retratado o conflito entre diferentes discursos, o conservador do colégio, que representa também aquilo que é defendido pela sociedade da época e o discurso liberal da professora quanto ao papel das mulheres na sociedade Através do seu cargo, Watson tem a oportunidade de mostrar as meninas que estudam naquela instituição que elas podem seguir suas vidas fora daquele padrão que é imposto a elas que eram basicamente os de dona de casa tende como único proposito de vida cuidar do marido e dos filhos, as apresentando a outra possibilidade de vida mais independente.

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Gabriel Anjos 27 de abril de 2020 - 19:16

O filme O sorriso de Monalisa de Mike Newell narra a história de uma professora que é admitida no corpo docente de uma instituição altamente rigorosa e tradicional por volta dos anos 50. Ao entrar em contato com as alunas desta instituição, a professora percebe que elas eram condicionadas a se comportarem, agirem e pensarem de uma determinada forma estabelecida pela sociedade e instituição, forma esta que impedia as alunas de buscarem seus próprios caminhos e refletir sobre suas vidas, assim sendo, ela aplica uma metodologia de ensino que não constava nas apostilas de estudo, forçando as alunas a se ponderarem por conta própria a respeito dos conceitos e elementos das artes que lhes eram apresentadas, sobretudo, a autonomia de seus pensamentos em relação ao que já estavam consolidados nos livros e apostilas, afim de que, buscassem em seus próprios sentimentos e compreensão de tudo aquilo que lhes afetavam de alguma maneira, para que pudessem se libertar e cada uma pudesse escrever sua própria história sem um condicionamento prévio do que exatamente deve ser feito.

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Ilara Santos Nascimento 27 de abril de 2020 - 18:11

Ser mulher é viver em constante luta por igualdade e respeito. Meninas da década de 50 podiam estudar, mas o ensino era conservador. As mulheres eram ensinadas que o papel que nasceram para desempenhar é o de se casar e construir uma família. O filme nos mostra a significância que um professor tem na vida de um aluno, e de como ele pode abrir mentes, ensinando a sair da caixinha que a sociedade nos coloca. Quebrando os paradigmas a professora do filme ensina com maestria como suas alunas podem se tornar independentes, e de como uma mulher é importante na sociedade, ensinando a capacidade que elas têm de ir além e serem quem quiser ser. Uma professora que ensina a verdade e não as tradições. Uma das cenas que achei mais impactante foi quando a professora estava conversando com um personagem masculino e ele diz: “se você fosse minha namorada, eu não te deixaria partir” ao que ela responde “eu não pediria sua permissão”. Uma mulher não precisa se subordinar ao um homem e ao casamento para ser feliz. É um filme que diz “MULHERES VOCÊS PODEM ESCOLHER O QUE FAZER DA VIDA DE VOCÊS”.

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Thiago Tolentino 27 de abril de 2020 - 16:13

O longa retrata em uma realidade conservadora já estabelecida na década de 50 todo o processo de mudança onde a professora Katherine Watson lutou e buscou por um novo método educativo, método esse que ia contra as diretrizes da escola mas era extremamente importante que se aplicasse para que uma nova visão de mundo fosse criada, onde as alunas pudessem pensar que a vida não era apenas ter filhos e cuidar de seus maridos. A professora usa o modernismo como forma de tocar a mente das suas alunas, as ensina que elas podem buscar pelos seus sonhos (faculdades, trabalhos e etc), se tornarem mulheres cada vez mais independentes, com visões de mundos melhoradas e ao mesmo tempo poderem (se quisessem) compactuar da idéia já estabelecida de terem uma família, o grande ponto da narrativa é: por mais que já houvesse uma ideia estabelecida, era de extrema importância que as alunas lutassem pelos seus sonhos e pelos seus direitos antes de tudo, eles valiam do que qualquer padrão, ou seja, o futuro está nas mãos delas, nas mãos das pessoas que são as unicas responsáveis por mudarem o seu futuro.

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Emanuely Nunes Nogueira 27 de abril de 2020 - 16:13

O filme sem dúvidas é riquíssimo de aprendizado, instigante e encorajador, retrata uma mulher que tenta se libertar dos padrões sociais e crescer pessoalmente por seguir seus próprios desejos, a professora Katherine Watson aborda questões históricas da história da arte e desempenhando papel “desequilibrador” na vida acadêmica das suas alunas, fazendo com que reflitam e, ao refletirem, sejam capazes de ressignificar-se, responsabilizando-se pelas próprias vidas e os próprios destinos, em uma época em que a expectativa seria apenas casamento e filhos. Uso como exemplo dessa ressignificação Betty Warren quando, uma vez consumadas as expectativas sociais de e da família e providenciado o casamento adequado decide separar-se e estudar direito.

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Raiana Rodrigues 27 de abril de 2020 - 16:13

O filme retrata a vida das mulheres na década de 50’, como elas eram padronizadas a um modo de vestir, falar, reagir, medir e até de pensar. A pesar de algumas já possuir o direito de estudar e ingressar em uma faculdade o mais importante na vida das mulheres era casar e ter filhos. Uma mulher que escolhe constituir uma família não deve de forma alguma ser menosprezada assim como aquela que escolhe ter uma carreira, esse padrão de perfeição as limitava como pessoas desperdiçando seus talentos.

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Natan Santaanna 27 de abril de 2020 - 15:53

Filme o sorriso de Monalisa,
Só o nome já chama atenção dos telespectadores; quem nunca admirou o sorriso da mulher Monalisa naquela pintura que atire a primeira pedra, e a forma como isso já é uma associação as personagem na trama onde seus sorrisos mostram um pouco das suas personalidades e ideologias incrível que são. A historia mostra uma professora com algumas ideias e atitudes a frente de algumas mulheres do seu tempo e que se depara também e encontra uma classe de alunas que só tem o casamento como único proposito em suas vidas , ao decorrer do filme em sua trama a personagem principal vai quebrando alguns pensamentos imposto pela sociedade naquela época, e que se pararmos para pensa ainda existe alguns daqueles paradigmas da época, mostrando pras suas alunas a importância da construção de opiniões e o direito de em suas vidas as suas próprias escolhas independente de opiniões diferentes que as suas

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Kaylan Anibal 27 de abril de 2020 - 15:46

Enaltecendo as conveniências da década de 50, retrata-se, a partir do Filme ´´O Sorriso de Monalisa“, os modelos de padronização da vida através do extremo conservadorismo da política educacional da ´´Wellesley College“, sem a devida abordagem ampla. Desse modo, inclui se uma mediadora que assumiu um papel desafiador em colocar a disposição as mais diversas interpretações a partir da História da Arte, que culminavam apenas de conceitos e ambiência, passando a ter subjetividade afim de determinação e expressão crítica, atenta, representável. Sendo assim, cabendo aos impasses e padrões exigidos fizeram com que ´´Katherine Watson“ a impossibilitava funcionalidades individuais por muito tempo.

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Matheus Ranieri 27 de abril de 2020 - 13:27

O filme retrata a busca da professora pela mudança no método de ensino que era visto como tradição na escola, com as alunas sendo ensinadas para serem submissas aos maridos, o que era imposto socialmente na época. A partir disso a professora levou diferentes visões de mundo, bem como de estudo, no que diz respeito as suas alunas procurassem entender a arte, buscar o conhecimento e absorver a mensagem e não só decorar as apostilas. Além de incentivar as suas discentes a irem atrás dos seus sonhos, contrariando o pensamento machista da sociedade, e construindo visões diferentes de mundo com o propósito de serem mulheres independentes.

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Bianca Marques 27 de abril de 2020 - 12:40

O padrão da “mulher perfeita” nos atormenta até hoje, exigido e imposto pelo patriarcado desde a era das novas civilizações. Nós mulheres somos submetidas a um processo de treinamento em sempre sermos donas de casas, princesas encantadas, onde esperam-se que cumprimos os nossos “papeis” sem erros. O filme Sorriso de Monalisa, podemos ver a luta para a desconstrução de um pensamento medieval e que nós mulheres podemos ser o que quisermos, além disso o filme aborda senso crítico sobre o que é arte, nasce de certa forma um questionamento sobre visões impostas e aquelas que de fato deveriam ser construídas de formas e olhares diferentes de cada indivíduo.

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Ana Caroline De Jesus Carneiro 27 de abril de 2020 - 12:28

O filme o sorriso de Monalisa, só pelo nome já chamar a atenção, afinal quem nunca admirou o sorriso enigmático da mulher na pintura, e a forma como isso foi associado as personagens na trama onde seus sorrisos mostram suas personalidades e ideologias é incrível. A historia mostra uma professora com ideias e atitudes a frente das mulheres do seu tempo e que se depara com uma classe de alunas que só tem o casamento como único proposito nas suas vidas, ao longa da trama a personagem principal vai quebrando esses pensamentos imposto pela sociedade da época, e que na verdade até mesmo nos tempos atuais ainda existir, mostrando pras suas alunas a importância da construção de opiniões e o direito de fazer suas próprias escolhas.

Responder
Daiane Correia Ferreira 27 de abril de 2020 - 12:20

O filme “O sorriso de Monalisa” é uma obra que faz qualquer ser humano refletir sobre muitas coisas. “O sorriso de Monalisa” é rico em mensagens, mensagens estas que são muito bem transmitidas e que podem levar a muitos debates. As atitudes da protagonista, a senhorita Watson, ajudaram as alunas a se entenderem mais e refletirem sobre suas ações como pessoas e alunas. Numa das cenas finais, foi possível enxergar como ela também aprendeu com as mesmas, tendo a chance de enxergar o pensamento de sua aluna por um outro ângulo. Obras desse tipo, ao prevalecerem no decorrer do tempo mostram e reforçam sua tamanha significância.

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Ricardo Vasconcelos Barbosa 27 de abril de 2020 - 11:57

O filme de Mike Newell é estrelado por Julia Roberts, que é a professora de história da arte Katherine Watson na conceituada universidade americana Wellesley frequentado somente por mulheres. A película é retratada no início dos anos 50 refletindo a sociedade ainda muito machista, criticando assim a subordinação da mulher que tinha como função apenas procriar, saindo da faculdade e casando imediatamente. A professora tem um papel importantíssimo ao incentivar as alunas a perseguir os seus ideias e desejos, porém, essas atitudes não são bem vistas para os diretores e algumas alunas.

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Joane 27 de abril de 2020 - 11:39

O filme o sorriso de Mona Lisa relata costumes e padrões da década de 50, mostrando a dificuldade que existia quando alguém tentava infringir as regras estabelecidas naquela época. É retratado também aulas de orientação para mulheres de como ser uma boa mãe e esposa, cultas e responsáveis. Com o decorrer da trama a professora Katharine Watson desconfortável ao perceber que suas alunas estavam super preparadas para o religioso, muda totalmente o método de ensino e começa a ensinar ” Arte Moderna ” de um jeito mais simples e completamente fora dos padrões da escola.
Ela tentou passar para suas alunas que elas podem trabalhar assim como os homens e não ficar a vida toda dentro de casa .

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Mandy Carolina 27 de abril de 2020 - 09:23

O filme de o Sorriso de Monalisa é uma crítica bastante interessante ao ponto de vista de falar sobre cada mulher tem um sorriso diferente, uma perspectiva e um mundo idealizado. A abordagem é muito instigante pelo fato de a professora querer que as alunas saiam da zona de conforto que a professora antiga de arte deixou, onde elas eram apenas “gravadores humanos” que logo iriam sair da faculdade e se casar onde viveria a mercê da submissão imposta e enraizada na sociedade da época e ate hoje, assim criando mulheres sem um olhar crítico e opinião própria sobre coisas simples.

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João Loureiro 12 de abril de 2019 - 18:40

Que magnífica crítica. Contempla tudo aquilo que aprendi como aluno e hoje repasso aos meus alunos como professor de Literatura. Uso este filme em sala de aula, porque acredito que a arte tem essa força indescrítivel de fazer com que melhoremos a nós e por conseguinte o mundo! Há tempos esperava um olhar crítico a respeito do filme que fosse tão libertador sobre a docência e os meandros que fazem dela essa fórmula nunca limitada a formatos. Tal e qual a arte, a docência não pode ser enquadrada na pseudo-chatice e literatice dos que se julgam melhores perdidos num hermetismo vazio. “O sorriso de monalisa” é um primor. E essa crítica considero uma das mais bem feitas que eu li aqui! Obrigado pela leitura prazerosa! Obrigado por compartilhar o prazer de ter apreciado um grande filme!

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