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Crítica | Odisseia Cósmica

por Erik Blaz
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Sou Metron e cavalgo os ventos astrais em busca de conhecimento. Este é o propósito de minha vida, e estou prestes a realizar minha maior descoberta…  Se algo der errado, que eu seja a única vítima.

Metron, de Nova Gênese

No final da década de 80, no ápice das grandes histórias em quadrinho, tais como Tormento e Triunfo (Marvel Comics), O Retorno do Cavaleiro das Trevas (DC Comics) vemos dois grandes nomes se juntando para desenvolver uma das maiores obras desta época, a Odisseia Cósmica.

Jim Starlin, o roteirista por trás de histórias com teor cósmico e inventor de Thanos (personagem da Marvel comics), juntamente com o celebre Mike Mignola, dão vida a mais épica aventura do universo DC.

Em resumo, um dos Novos Deuses, Metron, cavalga no infinito espaço rumo ao que ele prevê ser sua maior conquista, decifrar a equação Antivida! Seu conceito é de que, se algo der errado, somente ele deverá sofrer pelas suas consequências… Mas não desta vez.

Na aventura escrita pelo mestre Starlin, ele consegue colocar a força Antivida não como um conceito filosófico ou intelectual nem mesmo como um recurso a ser explorado ou empregado. Mas sim um ser sapiente, cônscio de sua própria existência. Metron libera esta entidade que outrora, estava presa em sua dimensão. Agora, os heróis da Terra e de Nova Gênese se juntam na liderança do Pai Celestial e do temível vilão Darkseide para deter a ameaça que fora liberada em todo o universo.

A história poderia ser simples se não tivesse por trás, um enorme trabalho (de narração e na “construção” dos personagens em seus âmbitos) em cada missão que os heróis realizam, todos são testados e vão até os limites de suas capacidades físicas e psicológicas… Não é a toa que é neste conto que retratam como a arrogância do Lanterna Verde John Stewart causa a morte de um sistema solar inteiro.

Não é necessário dizer novamente o quanto a arte de Mignola é magnífica ainda mais ao expressar as ações dos personagens, as criaturas de Apokolips e a entidade Antivida, muito menos então o cenário especial, deflagrado na maior parte da obra.

Mas quem são os heróis postos em cena? A Liga da Justiça?

Na verdade a composição de personagens não é tão comum, representando a Terra, o grupo é formado por Batman, Superman, Ajax, o Caçador de Marte, Estelar dos Novos Titãs, O Lanterna Verde John Stewart e o misterioso Sr. Jason Blood. Já no panteão de Nova Gênese, Magtron, Orion e o Forrageador são os que representam a morada dos Novos Deuses.

Há participações especiais de Adam Strange, Etrigan, o Demônio e o poderoso mago, Sr. Destino… Isto torna a história mais interessante, mostrando-a como uma aventura espacial, cósmica e tendo a possibilidade de um final com toques místicos, sem perder o sentido e o conceito da aventura, tudo entrando incrivelmente em equilibro e harmonia.

Com uma narração surpreendente e uma história de arrepiar todos os fios do corpo, esta realmente é uma obra que precisa ser lida por todo fã da nona arte, especialmente pelos “dcnautas”  de plantão.

ODISSEIA CÓSMICA EUA, Dezembro de 1988 até Março de 1989 (minissérie em 4 edições)
Roteiro: Jim Sarlin
Arte: Mike Mignola
Editora: DC Comics
Editora no Brasil: Abril Jovem
Páginas: 192 páginas

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