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Crítica | One Punch Man

por Handerson Ornelas
360 views (a partir de agosto de 2020)

Parece que há sempre um anime a conquistar definitivamente o público de tempos em tempos. Alguns dos últimos a conseguir um apelo grande assim foram Sword Art Online e Ataque dos Titãs (Shingeki No Kiojin). Já 2015 parece ter apresentado a mais nova febre do mundo das animações japonesas. Extremamente comentado nas redes sociais, este é o ótimo, hilário e divertido One Punch Man.

One Punch Man, criado por Tomohiro Suzuki, parte de uma premissa bem simples de ser resumida: Saitama é um jovem adulto que treinou tanto com o propósito de se tornar um super-herói que se tornou invencível. Nenhum oponente passa de um mínimo soco do personagem. E só nessa sinopse o anime já quebra metade dos clichês de shonen jump em geral. Os vilões indestrutíveis de longas sagas, tanto encontrados em animes do estilo, não existem aqui. Na verdade, Saitama faz exatamente o papel desses “vilões indestrutíveis”, que não importa quão grande o oponente, nunca recebe um arranhão. Essa é a razão para o herói ficar extremamente entediado, afinal, nunca recebe um oponente a altura, nunca recebe sequer um desafio. Ninguém recebe um segundo soco de Saitama. E em meio às ótimas (e curtas, na maioria das vezes) lutas temos excelentes riffs de guitarra que servem como a trilha perfeita para aqueles gigantescos embates que não economizam em explosões e destruição.

É através de sua trama que One Punch Man faz uma sátira a quadrinhos de heróis americanos e até aos próprios Shonem Jump, se assemelhando a outras animações japonesas que tiveram propostas parecidas, como Kill A Kill. E ele não se leva a sério em praticamente nenhum momento, isso fica bem claro logo no início do primeiro episódio quando um “Homem Lagosta” (que ganhou tais características após comer muita lagosta, dããã) é apresentado. O tom humorístico da série é definitivamente o ponto alto, focado nos mais bizarros e inteligentes designs de personagens. Mas o maior acerto do humor é reservado ao próprio Saitama. A cada expressão e atitude do personagem muitas gargalhadas surgem. A própria razão de seus poderes invencíveis é um grande acerto do humor já que não possui nada de picada de inseto radioativo, experiência que deu errado, entidade mística ou extraterrestre. Tudo foi conseguido por meio do treino supremo: 100 flexões, 100 abdominais, 100 agachamentos e 10 Km de corrida por dia durante 3 anos. Ah, e esse treinamento foi o que o tornou careca (???).

O imenso poder do protagonista impede qualquer longo arco (nenhum vilão passa de dois episódios). Cada vilão que surge possui um design único e ameaçador. É realmente fascinante ver a aparição de cada um – destaque para os episódios 8 e 9, os Kaijus do “Povo do Mar” – ainda que eles durem pouco tempo em cena. Quanto aos personagens secundários temos vários, mas quase nenhum realmente aprofundado, o que é, sim, um certo problema do anime. O único bem desenvolvido talvez seja Genos, o poderoso andróide “padawan” de Saitama que almeja ser tão poderoso quanto seu mestre. Quanto ao resto – a maioria vinda da associação de heróis – são personagens de visuais e potenciais tão grande que é frustrante não ver um maior tempo de tela destes, sendo dezenas apresentados nos três últimos episódios. E pior, alguns personagens apresentados com mais antecedência terminam a temporada sem oferecer quase nenhuma relevância.

Por meio de pouquíssimos episódios (12 no total), One Punch Man consegue chamar uma tremenda atenção. A curta temporada é em razão do anime acompanhar (e ser bem fiel) o lançamento do mangá, o que continua em publicação, mas não possui material suficiente para muitos episódios. Fica a esperança de uma possível segunda temporada quando o mangá estiver mais adiantado já que o derradeiro episódio deixa vários ganchos para histórias futuras. Até lá, a saga cômica de Saitama ainda será aguardada por muitos. Sem dúvidas um dos mais peculiares e divertidos animes aclamados pelo público.

PS: Aos interessados, a Panini começa a publicar o mangá por aqui esse ano!

One Punch Man (Wanpanman, Japão -2015)
Criador: Tomohiro Suzuki
Direção: Shingo Natsume
Roteiro: Tomohiro Suzuki
Elenco Principal: Makoto Furukawa, Kaito Ishikawa, Yoji Ueda, Shinya Hamazoe, Yoshiaki Hasegawa, Shôta Yamamoto, Hiroki Goto, Hiromichi Tezuka, Kanami Satou, Kaede Yuasa
Duração: 20 min. (cada episódio)

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19 comentários

Marcos 28 de março de 2019 - 21:53

Cara eu fico puto com as pessoas…Sempre duvidam da ajuda dele…me dá um ódio…Deixa matar essas p@# kkkk…toda vez que ele salva a galera vem um pra dizer q é fraude …….ódio do caralho

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Gabriel Pereira 28 de março de 2018 - 15:49

Gostei não viu, achei bem fraco, personagens rasos dms, história sem nexo algum e sem emoção, parecendo power rangers, humor bem +/-, algumas vezes tinha graça, na maioria não, me agradou não, vi tudo pq era pequeno, se não tinha parado. Animes muito melhores por aí.

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Galadriel 16 de dezembro de 2017 - 09:27

No manga, esses personagens secundárias são melhor desenvolvidos. Provavelmente na 2 temporada do anime também. O Ciclista também teve um bom desenvolvimento

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Galadriel 16 de dezembro de 2017 - 09:27

No manga, esses personagens secundárias são melhor desenvolvidos. Provavelmente na 2 temporada do anime também. O Ciclista também teve um bom desenvolvimento

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Luís Henrique M Paulo 20 de julho de 2017 - 15:35

O real poder de Saitama vem de seu Chi (ou Ki): sua vontade de ser super herói era tão grande que com o treinamento sua energia interior veio à tona. Não se trata de músculos…

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Régis Valker 25 de fevereiro de 2016 - 16:30

Otimo anime/manga.Um dos melhores que ja vi (pena que os capitulosnsao minusculos). A intriga e a personalidade dos herois que me deixa ansioso para ler os capitulos, herois fracos que se acham melhores que todos e nao sabem o poder do saitama so pq ele é careca e desconhecido. Recomendo demais

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Régis Valker 25 de fevereiro de 2016 - 16:30

Otimo anime/manga.Um dos melhores que ja vi (pena que os capitulosnsao minusculos). A intriga e a personalidade dos herois que me deixa ansioso para ler os capitulos, herois fracos que se acham melhores que todos e nao sabem o poder do saitama so pq ele é careca e desconhecido. Recomendo demais

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Denzel 14 de janeiro de 2016 - 11:28

Um ótimo mangá/anime. Saitama é tão apelão que às vezes fico com pena dos vilões,só não fico com mais pena por conta do que eles fazem os personagens secundários.Não sei se mais alguém teve essa impressão,mas no início do anime notei que o autor utiliza muitas referências “climáticas”,isto é,a razão da existência dos monstros seria por conta da interferência do homem na natureza.Não sei se isso prossegue,mas talvez venha daí o poder de Saitama,de alguma explosão redioativa ou algo do gênero — até porque,alguém realmente acreditou naquela explicação que ele deu sobre como conseguiu ser tão forte?eu não…

De qualquer forma,o mangá ainda tem muito fogo para queimar. Esperemos as próximas sagas!Abraço e parabéns pelo excelente site!

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Handerson Ornelas. 14 de janeiro de 2016 - 14:23

Pior que eu realmente acredito na justificativa dele, Raone, ou pelo menos acho que não é a ideia do autor contar a origem dele como a de heróis que costumamos ver. É uma grande sátira. Sendo bem sincero espero que você esteja errado, não gostaria que o autor passasse a se dedicar a contar a razão do poder dele, coisas mais interessantes podem ser trabalhadas, como foi feito nessa primeira temporada.

Muito obrigado! Grande abraço!

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Denzel 16 de janeiro de 2016 - 21:41

Bom,de fato também não espero(e nem quero) que o autor foque demais na origem dos poderes de Saitama. Porém,vejo isso como natural na história,uma vez que isso terá de acontecer em algum momento,e será isso que irá segurar muitos fãs nessa jornada.E também é claro que pesa o fato de One Punch Man ser mais voltado ao humor/sátira do que para aventura/ação,mostrar o Saitama como um herói normal de mangas não é o objetivo.A própria ideia que eu dei sobre a origem dos poderes dele pode ser interpretada como uma sátira às origens do vilões que quase sempre são as mesmas,isto é,algum experimento não deu certo,algum acidente radioativo aconteceu ou algum ser “superior” aparece e decide dominar tudo e a todos.

Enfim,vamos esperar e curtir os próximos capítulos,porque o que importa mesmo é a diversão que o mangá vem proporcionando.

Abraço!

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Junito Hartley 14 de janeiro de 2016 - 00:08

Ja venho lendo o manga a algum tempo, fui ver o anime, é bem feito, porem ate onde vi era igual ao manga, entao parei de ver, sera que vai rolar algo dirente do manga no anime?

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Handerson Ornelas. 14 de janeiro de 2016 - 14:25

Acredito eu que o anime manterá essa fidelidade com o mangá. O anime só volta – se voltar – quando o mangá estiver mais adiantado.
Abraço!

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jcesarfe 12 de janeiro de 2016 - 15:40

Um dos melhores animes que já vi, mas o final foi muito corrido e fora do ritmo do restante do anime. Ansioso para ver o herói que de tanto treinar ficou careca (agora já sei o motivo para que eu esteja perdendo meus cachos).

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Handerson Ornelas. 12 de janeiro de 2016 - 18:56

Eu fiquei com essa mesma sensação que você citou, tanto com o final corrido quanto como um dos melhores animes que assisti. Não sei, acho que já havia um tempo que não assistia uma série “shonem jump” nesse estilo que gostasse tanto.

Grande abraço!

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Carlos Souza 12 de janeiro de 2016 - 12:01

Tenho lido scans na net desde antes do lançamento do anime, gostei muito da sua critica ela retrata bem a essência do mangá/anime, posso garantir que tem muito mais por vir, e que o autor continua quebrando paradigmas e deixa a saga de Saitama cada vez mais interessante, a facilidade com que o autor sai do traço caricato para o serio e tradicional, sem se perder na historia também é digno de nota.

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Handerson Ornelas. 12 de janeiro de 2016 - 18:57

Cara, eu aguardo MUITO o futuro da saga de Saitama e cogito fortemente acompanhar o mangá pela Panini. Abração!

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Flaviometal 12 de janeiro de 2016 - 11:46

Anime massa demais! Gosto de poucos animes hoje em dia, e esse caiu como uma luva, pois é original, engraçado na medida certa e não tem aquelas lutas intermináveis que duram 5 ou 6 episódios que praticamente todo anime tem.

A lance de ter muitos personagens (digam-se heróis) disperdiçados eu entendi como sendo mais uma sátira pela quantidade de filmes e coisas de heróis que temos hoje em dia. Acho que se eles existissem, seria mais ou menos desse jeito mesmo: uma quantidade tão grande de gente querendo ser herói chegando ao absurdo motivo de terem que criar uma classificação para eles, com rankings e tudo mais. Isso foi sensacional no roteiro pra mim. Não sei se no mangá é assim, com muita gente aparecendo e sumindo rapidamente, ainda vou pegar pra ler. Mas entendi o que você quis dizer sim. Tem “gente” ali que foi disperdiçada mesmo, e eu queria ver mais episódios com eles novamente. E que venha a segunda temporada!

BTW, excelente texto!

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Handerson Ornelas. 12 de janeiro de 2016 - 19:01

Também achei a mesma coisa, fazia um tempo que não via um anime que me agradasse tanto. E muito bom esse seu ponto de vista. Levando em conta o estilo de sátira da série, eu não duvidaria…
O que me disseram é que o anime é praticamente tudo que o mangá mostra, com quadros tirados da mesma forma idêntica.
Muito obrigado! Abração!

Responder
Leonardo Bicigo 12 de janeiro de 2016 - 19:19

No manga, nas sagas posteriores à ultima do anime ,dão um background muito foda para vários classe S, sendo que tem capitulos sò deles.

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