Home QuadrinhosArco Crítica | Os Fabulosos X-Men: A Saga da Ninhada [Primeira Aparição: Binária]

Crítica | Os Fabulosos X-Men: A Saga da Ninhada [Primeira Aparição: Binária]

por Ritter Fan
515 views (a partir de agosto de 2020)

Carol: Logan, você acha que temos alguma chance?
Logan: E isso importa?
Carol: Não, creio que não.

Chris Claremont não é só um escritor de HQs. Ele é um jogador de xadrez que usa os quadrinhos como seu intrincado tabuleiro. Nada que ele escreve é sem querer ou está lá de enfeite; tudo é trabalhado de maneira a construir arcos futuros dentro de arcos presentes que se abrem em publicações paralelas e que desenvolvem todos os personagens que ele aborda de maneira orgânica, lógica e inteligentíssima. Sua épica era capitaneando os X-Men, de 1975 a 1991, ao longo de inacreditáveis 186 edições só na série principal é a prova mais contundente dessa sua magnífica habilidade que pensa 20, 30 jogadas a frente.

Minha experiência pessoal com Claremont, só para contextualizar meus comentários que seguem, é particularmente forte, pois o começo dos anos 80 foi justamente o momento em que eu percebi que as edições publicadas nos formatinhos da Editora Abril eram não só cronologicamente muito atrasadas (e, surrealmente, as histórias compiladas em uma só revistinha eram de momentos temporais diferentes), como por diversas vezes “editadas” e alteradas nas cores, diagramação e, pior ainda, nas traduções e, com isso, comecei a juntar meu dinheiro para comprar suadas edições originais americanas nas poucas bancas de rua que as vendiam. Os X-Men de Claremont me chamaram imediatamente a atenção e eu colecionei a revista por um bom tempo.

A Saga da Ninhada, que já tinha lido naquela época, representou a primeira vez em muitos e muitos anos que reli o material do autor em relação aos mutantes e confesso que hesitei muito em começar para evitar que o desapontamento estragasse minhas lembranças de minha pré-adolescência. Mas qual não foi minha surpresa ao começar a leitura e me deparar com uma história de terror espacial com super-heróis que traz conceitos impressionantes para uma HQ voltada ao público mais jovem, com muita coisa não só inspirada em grandes obras sci-fi como Alien, o Oitavo Passageiro, como provavelmente inspiradora da própria continuação, Aliens, o Resgate, que seria lançada alguns anos depois. Em poucas palavras, o arco conta a história do sequestro dos X-Men pela monstruosa Ninhada, raça alienígena insectoide criada especificamente para a narrativa que tem como objetivo impregnar os heróis com embriões que, ao eclodirem, absorveriam suas habilidades mutantes, ajudando na expansão da terrível raça em seu Destino Manifesto intergalático.

O nojentamente deslumbrante mundo da Ninhada, construído em cima da gigantesca carcaça de um Acanti.

Parece algo simples e do tipo “já vi antes”, mas temos que primeiro lembrar que estamos falando dos anos de 1982 e 1983 e de uma HQ mainstream de super-heróis. A noção de alienígenas invasores usando os mais queridos personagens do público-leitor como hospedeiros de monstruosidades espaciais que usam gentis “baleias espaciais” (os Acanti) como suas naves depois de infectá-las com um vírus que as escraviza e que constroem cidades sobre as carcaças delas era território novo nos quadrinhos. Claro que o leitor não tem muita dúvida que “tudo acabará bem” e que nenhum herói realmente transformar-se-á em uma gigantesca vespa espacial deformada, mas Claremont não está preocupado com isso exatamente por saber que não é algo que realmente as pessoas queiram ler. O que ele faz é “construir mundos” costurando a volta dos Piratas Siderais (também criados pelo autor, mas anos antes) para a vida dos X-Men, a revelação de que o Corsário é o pai do Cíclope e do Destrutor, o coma misterioso do Professor X e o envolvimento de Lilandra, exilada do Império Shi’ar depois de um golpe de estado perpetrado por Rapina, com mais esses asquerosos inimigos sem deixar de plantar sementes narrativas, como o início do envolvimento romântico de Kitty Pryde com Colossus e o surgimento de Lockheed.

Tudo flui tão facilmente que até mesmo estabelecer o efetivo começo da Saga da Ninhada não é uma tarefa muito simples, já que depende muito do quão para trás o leitor estiver disposto a ir e confesso de coração que cheguei a pensar em fazer uma crítica da Era Claremont inteira, tarefa que obviamente descartei, por ser impossível em uma penada só. Apesar de muitas fontes indicarem esse começo na edição #158, decidi partir da #154, que é quando Christopher Summers volta à Terra. E só isso já é um testamento para a qualidade do que Claremont escreve, pois ele não pensa de maneira estanque, do tipo “pronto, agora vou escrever só sobre a Ninhada”. Ao contrário, ele monta um quebra-cabeças perfeitamente interconectado, com uma coisa levando à outra sem solavancos, resultando em uma leitura fácil e prazerosa, daquelas que o leitor fica triste porque acabou.

Mesmo quando ele dedica edições inteiras em meio ao arco para abordar tramas paralelas e sem relação com a Ninhada, ele o faz de caso pensado e não para enrolar. Esses são os casos, por exemplo, das edições #159, que coloca os X-Men (especialmente Ororo) às voltas pela primeira vez com Drácula e a #160, que lida com o rapto de Illyana Rasputin, irmã de Colossus, por Belasco, o demônio que rege o Limbo. Os leitores do grupo de mutantes sabe o que esses eventos significam para o futuro dos heróis e o que Claremont faz é plantar sementes de plantas diferentes em meio a uma plantação uniforme, de maneira que elas germinem bem lá para a frente. Com isso, ele mantém as histórias sempre bem alimentadas de pontas narrativas que vão se desenrolando para frente. É a beleza de uma época dos quadrinhos – pré-Guerras Secretas – em que aquilo que passaríamos a chamar de “sagas”, era inserido na publicação normal dos personagens. Ah, saudades…

(1) Wolverine sendo Wolverine e (2) Carol Danvers como Binária.

Mas, voltando à Saga da Ninhada (esse é um nome de conveniência, aliás, usado em um encadernado antigo americano e que é normalmente empregado, ainda que oficiosamente, para designar o arco), Claremont inicialmente trabalha com dois personagens: Carol Danvers e Wolverine. A primeira é a única humana não-mutante em meio aos X-Men, depois que Vampira absorveu seus poderes Kree de maneira irreversível e depois que o infame “estupro de Miss Marvel” a retira do seio dos Vingadores, resgate esse empreendido pelo próprio Claremont, já que ele se revoltara com o que David Micheline havia feito com a super-heroína cujo título solo Claremont escrevera quase na integralidade. Já na edição #158, o autor traz a noção de que, apesar de não mais ter os poderes de Miss Marvel, Carol manteve a fisiologia kree, sendo mais do que uma mera humana. Essa questão é estudada pela Ninhada posteriormente, com a personagem sendo alvo da curiosidade científica dos mostrengos, que a tortura com experimentos. O que ninguém esperava é que, depois de ser resgatada por Wolverine, essas experimentações trouxessem efeitos colatarais para Carol, efetivamente transformando-a em um ser celestial extremamente poderoso que recebe energia de um “buraco branco”, além de um uniforme (nunca vou entender como é que esses uniformes aparecem desse jeito…). Feliz em poder novamente singrar o espaço, mas com sangue nos olhos para acabar com a Ninhada, Carol, agora auto-batizada de Binária, passa a usar seus poderes para dizimar os “bichos escrotos”.

Wolverine, que é o melhor no que ele faz, mas o que ele faz não é o melhor, é outra peça-chave para começar a virada de mesa contra a Ninhada. Seu fator de cura luta contra o embrião da Ninhada implantado em seu corpo e ele é o primeiro a livrar-se da ameaça, mas não sem cicatrizes. A edição #162, dedicada a sua fuga, é particularmente fenomenal, com Claremont usando a oportunidade para esmiuçar os objetivos da Ninhada e toda a terrível geografia do mundo em que vivem. O Carcaju e Carol, aliás, formam uma dupla interessante, pois eles representam as medidas extremas. Para eles, a única solução é aniquilar a Ninhada, algo que entra em conflito direto com a diretriz dos X-Men de não matar, algo muito bem trabalhado na abordagem de Tempestade e também do Cíclope, ambos também ganhando um interessante sub-texto de competição, já que Ororo é a líder do grupo há relativamente pouco tempo, o que deixa Scott desconfortável.

(1) Tempestade e sua conexão com os Acanti e (2) Wolverine desmascara o Cíclope controlado pela Ninhada.

Ocupando com mais proeminência a segunda metade da saga, a discussão entre o respeito irrestrito à vida e as medidas de extermínio como auto-defesa é desenvolvida com cuidado, ainda que os conceitos ganhem muita repetição e muito texto expositivo, talvez o único defeito detectável no trabalho de Claremont, mas que não considero que desabone a história como um todo diante da teia que ele tece ao longo das 13 edições de The Uncanny X-Men objeto da presente crítica. A forma como ele lida com Ororo e a “prole” que ela espera em seu ventre é um destaque nesse tocante e que ele costura muito bem de volta com os sofredores Acanti, criando um movimento circular na saga que prova, mais uma vez, que não há peças fora do lugar.

A arte de grande parte da saga é de Dave Cockrum, que vinha já trabalhando com Claremont há algum tempo e desenha a última edição dele com os X-Men aqui, a #164. Seu controle narrativo dá forma e vida ao texto de Claremont sem cansar o leitor em momento algum, valendo especial destaque para toda sua cuidadosa criação da Ninhada e o mundo tecno-orgânico onde vive a raça. Sem dúvida inspirando-se no genial trabalho de H.R. Giger no já citado Alien, o Oitavo Passageiro – mas sem a sexualidade decadente que tornou famoso o artista plástico suíço – Cockrum enriquece a leitura com imagens aterradores, dignas mesmo de um sci-fi de horror. Por vezes as cores dos diversos coloristas que trabalharam na saga são vivas demais, retirando um pouco do lado sombrio que talvez devesse permear os meandros da colônia monstruosa, mas a arte de Cockrum e depois a de Paul Smith, que faz bem ao emular seu antecessor, evitando solução de continuidade, compensa os problemas com sequências inspiradíssimas como a já citada fuga de Wolverine pelo planeta da Ninhada, a vingança destruidora de Carol Danvers como Binária e a relação simbiótica de Ororo com os Acanti. O tom de ópera espacial é inescapável e é de se tirar o chapéu.

A Saga da Ninhada é uma leitura extremamente satisfatória e um dos mais sensacionais mega-arcos dos X-Men e olha que não faltam histórias maravilhosas do grupo na Era Claremont. Sem envelhecer um dia sequer, o primeiro embate dos mutantes contra os terríveis alienígenas é memorável do começo ao fim.

Os Fabulosos X-Men: A Saga da Ninhada (The Uncanny X-Men: The Brood Saga, EUA – 1982/3)
Contendo: The Uncanny X-Men #154 a 167
Roteiro: Chris Claremont
Arte: Bill Sienkiewicz (#159) Brent Anderson (#160), Dave Cockrum (#154 a 158 e 161 a 164), Paul Smith (#165 a 167)
Arte-final: Bob Wiacek, Josef Rubinstein
Cores: Glynis Wein, Bob Sharen, Janine Casey, Don Warfield
Letras: Tom Orzechowski, Joe Rosen, Lynn Varley, Janice Chiang
Editoria: Louise Jones
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: fevereiro de 1982 a março de 1983 e julho de 1983
Editoras no Brasil: Editora Abril, Panini Comics
Datas de publicação no Brasil:
– Editora Abril: Superaventuras Marvel #64, de 10/1987 (UXM #158), #65, de 11/1987 (UXM #160), #66, de 12/1987 (UXM #161), #67, de 01/1988 (UXM #162), #69, de 03/1988 (UXM #163 e 164), #70, de 04/1988 (UXM #165) e #71, de 05/1988 (UXM #166 e 167)
– Panini Comics: Coleção Histórica Marvel: Os X-Men #6, de 06/2016 (UXM #154 a 158), #7, de 06/2016 (UXM #161 a 166) e #8, de 06/2016 (UXM #167)
Páginas:
23 por edição e 39 a edição #166

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39 comentários

maumau 5 de março de 2019 - 10:04

Já que o tema é sobre Carl danvers e x-men,alguém podia me dizer em que edicao a vampira rouba os poderes da carol?Eu acompanhei na epoca do formatinho,marvel/abril,e nunca encontrei essa história.Volta e meia mencionavam em flashbacks que foi na ponte Golden gate,e era frustrante não poder ler essa história….bom domingo!

Aliás quero elogiar o pessoal do plano crítico que sempre responde os comentários,parabéns!

Responder
planocritico 6 de março de 2019 - 14:15

Cara, essa deveria ser uma pergunta fácil de responder, mas não é…

Vamos lá.

A revista original da Miss Marvel acabou na edição #23, em 1979. Ou melhor, ela foi cancelada nessa edição e a trama envolvendo a Vampira e a Mística, que havia sido construída na publicação desde praticamente o seu começo, ficou sem um final. No entanto, os números 24 e 25 já estavam prontos na época, mas a editora resolveu não publicar. Isso só veio a acontecer em, acredite se quiser, em 1992, dentro do compilado Marvel Super-Heroes.

E é na edição #25 que, DENTRO DA CONTINUIDADE, ou seja, sem flashbacks, é que essa absorção dos poderes e da memória de Carol Danvers pela Vampira acontece.

Mas, como a publicação só aconteceu meio que de brinde 13 anos depois, Chris Claremont deu um jeito de “enfiar” essa ideia dele em Os Vingadores Anual #10, de 1982, em que isso é mostrado em flashback, como se já fosse de conhecimento geral.

Deu para entender a bagunça?

Se tiver interesse, eu fiz as críticas dessas HQs todas nesses links aqui:

https://www.planocritico.com/critica-miss-marvel-vol-1-parte-2-1978-1979/
https://www.planocritico.com/critica-miss-marvel-e-os-vingadores-anos-70-e-80/

Abs,
Ritter.

Responder
maumau 6 de março de 2019 - 22:22

Muito obrigado pela explicação, isso sempre foi um mistério pra mim.É bizarro uma história tão importante pra ambas as personagens ficar nesse limbo do esquecimento…c certeza vou ler suas críticas, parabéns pelo trabalho de vcs👏

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:43

É um prazer, @disqus_7KUbT7wDR0:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
maumau 4 de março de 2019 - 20:08

Desculpe a sinceridade,mas nunca gostei da arte do cockrum…sempre achei inconsistente.Byrne,Smith,romita jr,esses eram ótimos.Depois veio aquela arte relaxada do Marc Silvestri e abandonei,mas o argumento do claremont sempre foi d+
Mas o melhor sem dúvidas foi a parceria claremont e byrne na saga da fênix negra…

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 21:15

Já eu gosto muito. Inconsistente, para o meu gosto, é a arte do Romitinha.

Abs,
Ritter.

Responder
maumau 5 de março de 2019 - 15:18

O Jr Jr tb relaxou c o tempo,na época do aranha e no início dele nos x-men o cara mandava muito bem…
Mas mesmo naquela série de luxo do demolidor c Frank Miller a arte dele estava,como direi…o mínimo necessário.
Péssimo mesmo.
Quando o cara chega nesse nível,não há arte final q salve o negócio.

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:29

Não tem jeito mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
FINASTERIDO 4 de março de 2019 - 09:00

Os X-MEN de fato devem muito a Claremont. Ele tornou esse título atraente em todos os sentidos, explorando ao máximo tudo que cada personagem tinha a oferecer. E realmente pensava muito à frente, o que lhe garantia a realização de diversos arcos de impacto. A saga da ninhada é nostálgica hoje, mas lembro de como achei isso interessante nos anos 80. A referência direta a Alien não atrapalhou em nada, apesar de,na minha opinião, ter sido usada para criar identificação com o leitor, afinal, o primeiro filme, de 1978 se tornou um clássico do terror, e a sequencia, sem Ridley Scott, e sob o comando do fanfarrão do James Cameron, foi no clima já de super herois (a tenente Rippley enfrenta o alien vestida de Transformer). Mesmo com toda a salada que a Abril fazia, valeu cada revista rsrs

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 14:29

A Saga da Ninhada continua muito interessante hoje também. Não é só nostalgia. E nem vem falar mal de Aliens, pois é uma obra-prima assim com o primeiro! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
FINASTERIDO 4 de março de 2019 - 17:20

rsrsrsr claro… mas assim como Matrix, só precisava do primeiro. O Cameron transformou a proposta e fez aquela coisa de sempre. É divertido… apenas… assim como o 3.

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 21:15

Hummm, discordo. Aliens é espetacular. Uma continuação fora da curva. Está para continuações sci-fi assim como O Poderoso Chefão II está para continuações dramáticas.

Abs,
Ritter.

Responder
Mojo 22 de fevereiro de 2019 - 09:55

Muito bom, no início da década de 90 comecei a colecionar tudo de Marvel e DC, mas sempre tive um carinho especial pelos X-Men do Claremont, como comecei a comprar um tempo depois dessas publicações, consegui esse arco e outros anteriores para completar minha coleção revirando os sebos e essa era uma das minhas sagas favoritas. Muito legal ver tantos anos depois que não era só minha empolgação de garoto de 12 anos, mas que a história é realmente muito boa. Adorei a crítica. Deu vontade de ler de novo. Abraço.

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2019 - 15:38

Obrigado, @Mojopgr1980:disqus ! Eu tive o mesmo receio seu, que a saga, hoje, não mais se sustentasse sob um olhar “adulto”. Mas, depois de ler, como você viu, garanto que ela não só se sustenta, como deveria servir de lição para muitos escritores modernos.

Abs,
Ritter.

Responder
Luís Fajardo 20 de fevereiro de 2019 - 11:19

Ótima crítica! Nesse arco da Ninhada, estão as duas ou três únicas edições de Uncanny X-Men escritas por Chris Claremont que nunca li. Recentemente adquiri scans de SAM e encadernados americanos (com as excelentes cores originais) e acabarei com essa lacuna no longuíssimo run do grande escritor. Falando nisso, faz anos que concluo que ao olhar para o passado da Marvel, a receita para boas histórias é manter o personagem com um mesmo escritor e de preferência que este herói não ocupe dois ou mais títulos mensais. Basta ver Roy Thomas no Conan; Peter David no Hulk; Roger Stern no Aranha; Bendis e anteriormente Ann Nocenti no Demônio-que-Demole (acho que nunca aceitarei a tradução do nome após descobrir o original e ter que ver seu uniforme). Tempo no título possibilita o autor criar ganchos futuros e ver o herói aparecer em mais títulos no mesmo mês e escrito por pessoas diferentes tira a expectativa de que algo sério e importante irá acontecer…

Responder
planocritico 20 de fevereiro de 2019 - 17:39

@lusfajardo:disqus , sim, sim. Existe uma conexão muito próxima entre histórias de qualidade e o tempo que o autor fica à frente do título. A esses nomes eu acrescentaria Frank Miller com o Demolidor dos anos 80 e Ed Brubaker com o Capitão América no começo dos anos 2000. Quando o autor é inspirado, essa continuidade é facilmente sentida e cria-se uma impressão de coesão que retro-alimenta histórias maravilhosas!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 19 de fevereiro de 2019 - 17:17

Que crítica linda, e cuidadosa com os X-Men. Essa saga dos X-Men tem que virar um filme, a Carol ja terá o modo binária, mas ainda pode deixa-la mais forte, já que o Buraco Branco é outro nivel. O legal que em AoS no trailer aparece um buraco branco.
https://uploads.disquscdn.com/images/9cc84eaaea966eacb61b88ed9ec762c2e122a99ec1160528f93b519215ef8339.gif

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 17:41

Obrigado, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus !!! Eu fiquei bem assim relendo esse arco. O Claremont estava MUITO inspirado e a Binária é muito bacana, especialmente pela forma como ela fica enlouquecida para triturar os monstros!

p.s.: APARECE BURACO BRANCO EM AoS???? CARAMBA!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 19 de fevereiro de 2019 - 17:49 Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 17:49

Assim você me faz passar vexame aqui no trabalho!!!

OBRIGADO!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 19 de fevereiro de 2019 - 17:49

kkkkkk vexame porque?
ps: De nada

planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 17:57

Olha o gif aí que você mandou do Matthew (inserir sobrenome) e você vai entender minha felicidade em ver esse buraco branco aí! 🙂

Abs,
Ritter.

Stella 19 de fevereiro de 2019 - 17:58

ata kkkkkk Jed Whedon pega vários elementos da Marvel emprestados, como os ”ninhadas” que não são ninhadas,” Senhor das Estrelas” Deke e etc. Ja que é a Marvel plagiando ela mesma, sem autorização, não dá em nada kkkkk eu acho.

planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 20:22

Está tudo em casa!!!

Abs,
Ritter.

Dri Ferro 19 de fevereiro de 2019 - 17:03

Um dos meus arcos preferidos dos X-Men, a fase pós Byrne com o retorno do Cockum e posteriormente a vinda do Paul Smith é muito boa. A ninhada é uma homenagem muito boa ao Alien e nessa história ainda temos a transformação da Carol em Binária como um certo paralelo à Fênix, a primeira aparição do Lockheed e ainda devido ao sumiço dos X-Men no espaço o Professor Xavier recruta os personagens que se tornariam os Novos Mutantes.

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 17:04

Sim, o Claremont é impressionante nessa capacidade dele de capilarizar as histórias e ampliar o escopo dos mutantes! Deu vontade de parar tudo e ler o run dele inteiro desde o começo…

Abs,
Ritter.

Responder
Dri Ferro 19 de fevereiro de 2019 - 17:17

E as edições que seguem esse arco mantém muito bem o nível com pérolas como “O Professor Xavier é um Idiota!”, a entrada da Vampira na equipe, o Casamento de Logan e Mariko, O duelo da Tempestade com a Callisto pela liderança dos Morlocks e por fim o casamento de Scott e Madelyne Pryor. Com certeza o run do Claremont na franquia dos X-Men é uma das melhores coisas já produzidas no meio dos quadrinhos de super-heróis, me deu vontade de reler tudo também haha

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 17:42

Sim!!! É impressionante a quantidade de coisa que acontece mais para a frente e que marcou os X-Men. E o mesmo vale para trás. É enlouquecedor imaginar um sujeito com tanta inspiração mês a mês ao longo de tantos anos!

E isso sem falar em Novos Mutantes e outros títulos paralelos!

Abs,
Ritter.

Responder
JC 19 de fevereiro de 2019 - 15:01

Eu lembro que quando comecei a ler HQ´S eu peguei meio que a continuação disso aí.
A ninhada já tinha aparecido e tinha retornado, eu fiquei morrendo de vontade de ler na época…mas não era tão fácil achar como hoje em dia ehehehehehehe

Eu até achei que a ninhada ia aparecer no seriado AoS!

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 15:09

A Ninhada não apareceu em AoS, mas, no lugar, eles arrumaram outros bicharocos feios para fazer umas pontas nessa última temporada…

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Simão 21 de fevereiro de 2019 - 23:24

Gente o que é AoS? Kkk

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2019 - 00:13

Agents of Shield.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 19 de fevereiro de 2019 - 17:17

Eles se inspiraram de fato nos aliens ninhada, só mudaram a cor e alguns aspectos.

Responder
pabloREM 19 de fevereiro de 2019 - 12:59

Gosto muito dessa série que tinha em formatinho mas uma enchente levou. Procuro por uma reedição da mesma faz muito tempo mas acho que nunca aconteceu aqui no Brasil. A Salvat e sua coleção capa preta poderia colocar na lista.

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 14:36

@pabloREM:disqus , a saga nunca foi integralmente publicada no Brasil, pelo menos não todas as edições que eu reli para criticar. Mas saiu muita coisa em Superaventuras Marvel em 1987 e 1988 e, mais recentemente, quase tudo em Coleção Histórica Marvel: Os X-Men 6 a 8, da Panini.

Abs,
Ritter.

Responder
pabloREM 19 de fevereiro de 2019 - 16:33

Opa, obrigado pela informação.

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2019 - 16:41

Disponha!

– Ritter.

Responder
Leandrodosanjos 21 de fevereiro de 2019 - 18:23

Bem lembrado que a Abril editava as histórias excluindo paginas inteiras e omitindo fatos(e posteriormente teria a coragem de inventar sua própria Guerras Secretas)…Nas edições de SAM praticamente apagaram as aparições de Carol com os Xmen antes do reencontro com Vampira(que acabou saindo nas bancas ANTES de Herois da TV #100, fazendo com que ninguem entendesse quem era Vampira e muito menos o que Carol estava fazendo junto aos Xmen)…Num erro dessas “edições” Carol aparece na história da Kitty Pirata(e usando uma camiseta do Capitão Marvel/Shazam vermelha e com trovão dourado)…As hist´roas dos Xmen estavam décadas a adiantadas em relação aos Vingadores, por isso editaram a revista onde Tigresa aparecia inventando que ela era “Hóspede” na Mansão dos Vingadores…Antes de serem sequestradas pela Ninhada, Kitty e Carol estão na praia e Kitty comenta com alguém sobre Carol estar um pouco deprimida….Que eu me lembre isso aconteceu Antes da História de Carol x Vampira, o que deu um nó na minha cabeça pq eu queria entender o que Carol estava fazendo na Praia com Kitty(Acho que nesse ponto minha memória está me traindo ou foram falsas lembranças implantadas na minha cabeça pelo Projeto Arma X)…Só pegando de novo as edições da Abril pra tentar desfazer essa duvida…Atualmente muitos leitores que nem eram nascidos nessa época tem acesso as scams originais e em portugues das Edições da Panini e por isso não tem compreensão de que quem leu a Saga pela Abril ficou boiando em muita coisa que não fazia sentido na época….
PS: acho que quem sequestrou os Xmen primeiro foram os Shiars e depois eles foram sequestrados pela Ninhada…Só acho..rss

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2019 - 00:13

A Abril era um terror, mas eu só soube disso depois de me divertir por anos com as “revistinhas”. Quando descobri os problemas, confesso que fiquei extremamente desapontado com toda minha coleção que guardava com extremo carinho. Com o tempo, foi tudo para o lixo…

Mas, novamente, devo elogiar sua memória. É impressionante!

Abs,
Ritter.

Responder

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