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Crítica | Os Goonies

por Ritter Fan
583 views (a partir de agosto de 2020)

Adeus, Willy. Obrigado.
– Mikey

Quando escrevi a crítica de Os Caçadores da Arca Perdida, afirmei, sem medo de errar, que o primeiro capítulo das aventuras de Indiana Jones é o Filme de Aventura por excelência, algo em que continuo acreditando piamente. No entanto, Os Goonies merece uma colocação nem que seja subsidiária nessa classificação pessoal, talvez como o Filme de Aventura Infantil por excelência ou, talvez, até, o Filme sobre Amizade por excelência. A combinação da direção de Richard Donner, colocando nas telonas um roteiro de Chris Columbus com base em história concebida por Steven Spielberg, que também atuou como produtor executivo da obra, contando com um elenco infantil e adolescente que funciona como um relógio suíço diante das câmeras é uma daquelas raras combinações astrais que culmina em um filme atemporal e universal que se mantem pertinente, atual e adorado geração após geração.

Capturando uma atmosfera extremamente agradável de união, fraternidade e de jovens que estão ainda descobrindo as maravilhas da vida, o roteiro de Columbus lida com a descoberta de um mapa do tesouro no sótão da casa do asmático Mikey (Sean Astin em seu primeiro papel no cinema) que levaria ao tesouro do pirata One-Eyed Willy (ou Willy Caolho, em português), talvez a última esperança do jovem de evitar que sua casa e a de seus amigos e vizinhos sejam retomadas pelo banco. Reunindo o falastrão Mouth/Bocão (Corey Feldman, no ano seguinte de sua participação em Gremlins e no anterior a Conta Comigo, o outro grande filme sobre amizade infantil), o inventivo Data/Dado (Ke Huy Quan/Jonathan Ke Quan, o Short Round de Indiana Jones e o Templo da Perdição e quem deveria ter sido o verdadeiro herdeiro do arqueólogo) e o atrapalhado e comilão Chunk/Gordo (Jeff Cohen em seu único papel no cinema), que juntos se autodenominam Os Goonies, Mikey sai para caçar o tesouro sendo hesitantemente seguido por seu irmão mais velho Brand (Josh Brolin em seu primeiro papel), a namorada dele Andy (Kerri Green) e a melhor amiga de Andy, Stef (Martha Plimpton) em uma aventura adorável.

Como vilões, além do banco que quer de volta a casa dos Goonies e o esconderijo do pirata repleto de armadilhas mortais, há a família de bandidos Fratelli, composta pela sinistra matriarca Mama Fratelli (Anne Ramsey) e seus filhos Jake (Robert Davi), Francis (Joe Pantoliano) e Sloth (John Matuszak), este último com deformações no corpo e problemas mentais, mas que estabelece uma linda conexão especialmente com Gordo, depois que o hilário susto inicial passa. Apesar da relativamente grande quantidade de personagens, todos são muito bem apresentados e muito bem caracterizados, ainda que naquele estilo arquetípico que se espera de produções assim e que, muito sinceramente, fazem parte do jogo e que funcionam mesmo em razão do carisma do elenco e da capacidade de Donner de extrair o máximo de cada um, especialmente o maravilhamento infantil dos quatro Goonies.

Para além de um elenco perfeito, que contribui com inesquecíveis momentos cômicos e de tensão, a produção é caprichada, com efeitos práticos de se tirar o chapéu, cenários detalhados que contaram até mesmo com uma réplica em tamanho real de um navio pirata (e que só foi revelada ao elenco na hora da filmagem para que as câmeras capturassem a surpresa genuína de cada criança) e um trabalho soberbo de maquiagem para criar Sloth, um “monstro” de enorme coração que consegue assustar e até criar um pouco de repugnância no começo, para imediatamente tornar-se um ícone inseparável dos demais. Tudo isso, ajudado pela fotografia quente de Nick McLean e embalado pela muitas vezes esquecida ótima trilha sonora de Dave Grusin reforçada por “The Goonies ‘R’ Good Enough”,  hino de Cindy Lauper, funciona para emprestar o realismo necessário para que o espectador consiga mergulhar profundamente na história e só sair de lá quando, de repente, os créditos finais começam a rolar, em uma daquelas experiências cinematográficas com a mágica de Spielberg que simplesmente não tem preço.

Durante a nova conferida no filme e redação da presente crítica, vesti a boina e cachecol de crítico chato que sempre tento ser, e imbui-me da tarefa de achar problemas significativos na produção. Eles talvez existam e talvez, aqui e ali, incomodem alguns espectadores, mas devo ser sincero em dizer que Os Goonies é como se fosse um template de tudo o que é bom, gostoso e alegre que a vida pode oferecer na forma de uma obra cinematográfica que sabe clicar em todos os botões corretos e fazer com que representantes de todas as idades e demografias consigam a apreciar suas mensagens e seu puro joie de vivre. Portanto, que se danem eventuais defeitos. Eles de forma alguma retiram um segundo sequer da qualidade dessa delícia audiovisual.

Dessa maneira, sim, é sem dúvida justo afirmar que Os Goonies merece ser apreciado e adorado por gerações atrás de gerações em busca de sorrisos nos rostos, de lágrimas de alegria nos olhos, de esperança no coração e, para os mais velhos, daquela fugidia criança interior. Goonies never say die!

Os Goonies (The Goonies, EUA – 1985)
Direção: Richard Donner
Roteiro: Chris Columbus (baseado em história de Steven Spielberg)
Elenco: Sean Astin, Josh Brolin, Jeff Cohen, Corey Feldman, Kerri Green, Martha Plimpton, Ke Huy Quan (como Jonathan Ke Quan), John Matuszak, Robert Davi, Joe Pantoliano, Anne Ramsey, Lupe Ontiveros, Mary Ellen Trainor, Keith Walker, Curt Hanson (como Curtis Hanson)
Duração: 114 min.

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52 comentários

rafael mateus pires 17 de novembro de 2020 - 16:36

Tenho 38 anos e esse é um dos meus favoritos na categoria “filmes dos anos 80”. Essa categoria pra mim engloba centenas de filmes que vimos na Sessão da Tarde, Cinema em Casa, Sessão das Dez, etc…não importa o gênero..rsrs. Apresentei esse filme pra minha sobrinha quando ela tinha uns 6 ou 7 anos e hoje com 18 ela ainda assiste. Fiz minha função de tio. Daqui há alguns anos apresentarei para os meus filhos e terei cumprido minha obrigação de pai..rsrs. Um dos filmes da vida. Excelente crítica. Abraço!

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planocritico 17 de novembro de 2020 - 16:39

Cumpriu com louvor a função de tio! Esse filme é completamente atemporal. Lindo demais!

E valeu!

Abs,
Ritter.

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Eros Seixas 12 de junho de 2020 - 21:52

Tenho 48 anos, revi aos 44 e achei muuuuito chato, não achei graça de nada, nada, nada…um martírio que não acabava nunca….assim também foi com “A Lenda”….
Muito ruim essa sensação. Quem mais passa por isso com esse ou outros filmes?

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planocritico 13 de junho de 2020 - 00:12

Isso acontece. Tenho exatamente a mesma idade que você, revi há poucos dias para fazer a crítica e continuei amando o filme como amei desde a primeira vez que vi no cinema. Talvez mais ainda. Vai de cada um!

Abs,
Ritter.

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Beto Magnun 9 de junho de 2020 - 23:10

Sou daquele geração que cresceu assistindo Cinema em casa e Sessão da tarde, filmes que iam de Um lobisomem americano em Londres a O clube dos cinco. Mas nunca vi Goonies em nenhum deles. Sempre ouvia as pessoas falarem que era um clássico do Cinema em casa e tals. Mas só fui assistir há uns 5 ou 6 anos atrás, num sábado a noite e no SBT. E putz… Que filmaço!!! Paixão a primeira vista.

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planocritico 9 de junho de 2020 - 23:59

Estava lendo seu texto TEMENDO que você fosse concluir que detestou! Foi um suspense bacana que você escreveu em 5 linhas!

HAHAHHHAHHAHAAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 10 de junho de 2020 - 18:59

Goonies já passou no SBT? q massa

Responder
Cleison Miguel 9 de junho de 2020 - 16:33

Rapaz, que texto, caprichou na declaração de amor nos dois parágrafos finais, Goonies é tudo isso, não conseguiria definir melhor. Abraços.

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 18:30

Obrigado, @cleison_miguel:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 9 de junho de 2020 - 16:26

Confesso que a primeira coisa que olhei foi a nota – sei de todas as argumentações sobre notas em filmes – mas alguém que escrevesse uma crítica sobre Goonies e não desse a nota máxima, teria meu desprezo eterno…. kkkkkkkk

Agora vou ler a crítica, já volto aqui pra comentar.

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 18:30

Ufa, escapei do desprezo eterno!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Aaron Prado 8 de junho de 2020 - 21:57

Ótima crítica, realmente a magia do Spielberg ronda o filme todo. É um daqueles momentos de diversão que nos fazem valorizar a infância, único…

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 00:09

Sim!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Paiva 8 de junho de 2020 - 18:30

Esse filme está na minha lista dos filmes obrigatórios de se assistir.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 19:26

Tem que estar mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Sidnei 8 de junho de 2020 - 17:24

Vc não sitou os erros de edição!! Como por exemplo … De onde surgiu o chocolate no bolso do gordo quando foi preso junto ao slot,mesmo porque momentos antes de começarem a contar os 100 passos e ainda na bicicleta gordo diria que daria tudo por um babyruth ( chocolate) alguém tem um babyruth!??? Estou com muita fome!!!

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 18:08

Não são importantes e não atrapalham em nada o filme.

Abs,
Ritter.

Responder
Wies e thal 8 de junho de 2020 - 14:24

Lindo texto! Mas você não acha que deu muito peso para o Spielberg ao invés do diretor Richard Donner, um mestre do cinema de ação e aventura?

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 17:09

Sinceramente, acho que não. Citei os dois igualmente no texto e o filme – como produção – é tipicamente uma obra oitentista do Spielberg, não exatamente do Donner. Não tem como escapar dessa conclusão, em minha opinião. Aliás, é interessante notar que o Sean Astin escreveu no livro dele que Donner e Spielberg eram praticamente co-diretores tamanha era a presença de Spielberg no set.

Abs,
Ritter.

Responder
rodrigo rizzuti 8 de junho de 2020 - 10:37

Tenho o dvd desse até hoje com 39 anos ainda assisto. Já assisti com minha filha de 13 anos e depois dessa crítica acho que é hora de apresentar ao meu filho de 8 anos RS.
É um filme muito legal que trás valores que não vemos hoje em dia, infelizmente.
Forte abraço!

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 13:38

Está na hora mesmo de apresentar ao seu filho de 8 anos! Divirtam-se!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Rosa 8 de junho de 2020 - 09:39

Filme maravilhoso e icônico. Elenco estupendo, historia legal demais, e que simplesmente deixa o coração quentinho!! rsrs

E pessoal, vocês podiam fazer ( sei que é difícil ), uma coletânea de criticas só com filmes PRODUZIDOS pelo Spielberg. A lista é gigantesca, eu sei, mas é um deleite…

Poltergeist
O Milagre Veio do Espaço
No Limite da Realidade
O Enigma da Piramide
Fievel
Viagem Insolita
Um Hospede do Barulho
Te Pego Lá fora
Uma Cilada para Roger Rabbit
Em Busca do Vale Encantado

Esses ai de cima são só pra começar, já que o mestre produziu 3x mais filmes. rsrsrs

Abraços

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 13:38

Já temos um Especial Steven Spielberg com todos os filmes que ele dirigiu: https://www.planocritico.com/especial-steven-spielberg/

Além disso, temos as críticas de vários outros que ele produziu, inclusive Poltergeist e Roger Rabbit. Mas esses filmes sempre ficam em nosso radar e deverão pintar por aqui, ainda que não tenhamos planos de fazer especial de produtores.

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Rosa 8 de junho de 2020 - 15:58

Valeu pela resposta Ritter. E sim, já vi o especial dos filmes dirigidos por ele ( que ficou legal demais ) mas o que queria mesmo ( mas sei que é difícil ) era ter um especial de filmes produzidos. hehehe

Forte abraço e bom trabalho!

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 16:20

É que “produção” é um termo amplo demais. Existem os filmes em que o produtor realmente está lá com a “barriga no balcão” como é o caso de Spielberg em Os Goonies e há outros em que ele apenas deu a luz verde e só assinou os cheques. Nem sempre fica a marca do produtor.

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 8 de junho de 2020 - 08:30

Ta ai um filme que eu ainda não vi

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 13:38

Veja! Não vai se arrepender.

Abs,
Ritter.

Responder
José Helvécio Jr 8 de junho de 2020 - 08:07

Ótima crítica sobre um clássico dos anos 80. O ano de estréia desse clássico foi mágico e inesquecível, muitas recordações. Ler sua crítica foi fazer uma viagem no tempo, obrigado.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 13:38

Eu é que agradeço o prestígio!

Abs,
Ritter.

Responder
senaemcena 8 de junho de 2020 - 01:09

Mestre Ritter

Você é nossa Glória Maria dos críticos (jamais revelerá a idade). Mas saiba que te invejo por ter visto várias maravilhas em seu auge.

Valeu.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 02:59

Caraca, não sei se rio ou se choro depois dessa…

Abs,
Ritter.

Responder
Maurilei Teodoro 8 de junho de 2020 - 11:51

Hahaha

Responder
Claudio 7 de junho de 2020 - 21:47

Parabéns pela critica. Muitos filmes que marcaram nossa infância evelhecem mal e são referenciados pela memória afetiva, mas não param em pé em uma revisão, principalmente quando feita junto com crianças de hoje.
Os Goonies passou com louvor, reassisti com meus filhos e ambos tiveram as mesmas reações que tive quando assisti pela primeira vez no cinema ( sim sou velho desse tanto). Um filme atemporal

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:13

O mesmo aconteceu aqui. Apresentei Goonies cedo para minhas filhas e elas até hoje adoram e uma delas já é adulta! E sim, também assisti no cinema!

Abs,
Ritter

Responder
Junito Hartley 7 de junho de 2020 - 21:28

Grande clássico da sessão da tarde, aquele tipo de filme que da pra ver varias vezes e nunca enjoa, a um tempo atras eu vi e foi uma nostalgia do caramba, 5 estrelas merecidíssimo. Eu tava vendo no google maps a cidade que foi filmado o filme e que cidade boa de morar viu.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:13

Nunca enjoa MESMO. Vejo fácil fácil quantas vezes eu esbarrar nele!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 7 de junho de 2020 - 21:22

E q genial a sua ideia de q o Short Hound deveria ser o sucessor do Indy.
Fico pensando como os roteiristas são pagos e não pensam em soluções simples e boas como essa.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:13

Eu sempre quis isso e fiquei muito chateado quando anunciaram Indiana Jones 4 sem o Short Round, inventando aquele Mutt… Mas eu acho que o ator parou de atuar.

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 8 de junho de 2020 - 20:07

Ah mas N precisava ser exatamente ele, ainda q fosse o ideal.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 20:14

Sim, poderiam pegar outro ator para viver o personagem. Só não podia ser um filho tirado da cartola!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 9 de junho de 2020 - 11:33

Urgh! so consigo me lembrar daquele cena dele bancando o Tarzan… Meu Deus!

planocritico 9 de junho de 2020 - 13:20

E olha que eu ainda consigo gostar do filme!

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 9 de junho de 2020 - 21:14

É legal. Mas isso é pouco perto do que os outros filmes são e representam pro cinema.

planocritico 9 de junho de 2020 - 21:18

Ah, isso sem sombra de dúvida!

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 9 de junho de 2020 - 21:22

Sinceramente desse filme eu só curti a química ainda existente entre Indy e Marion e a vila feita pela Blanchett q pareceu estar se divertindo muito!

planocritico 9 de junho de 2020 - 23:59

Eu gosto da forma como a atmosfera da Guerra Fria e dos filmes de alienígenas dos anos 50 foi capturada no filme. Até mesmo a infame sequência da geladeira eu achei bacana.

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 10 de junho de 2020 - 09:22

Cara, eu comprei totalmente aquele cena da geladeira hahaha
Acho q o problema mesmo é o lance do filho. O filme perde muito tempo tentando fazer o Indy (e a gente) aceitar o garoto.
Mas entendo a insistencia, visto q o Indiana tinha problemas com o pai, era claro o caminho de fazer ele passar pela experiencia da paternidade.

planocritico 10 de junho de 2020 - 12:51

É bem por aí. E a própria caracterização do filho como Rebelde Sem Causa eu não gostei…

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 10 de junho de 2020 - 18:59

Eu acho q meio q a culpa foi do casting. O Shia N convenceu como aquele bad boy.
Acho q preferia q o filho fosse o oposto do Indy.
Apesar q o próprio Indiana já parecia viver uma identidade secreta, qdo está na persona professor de faculdade.

planocritico 10 de junho de 2020 - 18:59

Não foi mesmo uma escolha inspirada o Shia ali.

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 7 de junho de 2020 - 21:22

Clássico absoluto. Esse filme tem lugar cativo no meu coração.
Qdo criança, tive um cão q nasceu com apenas um olho. O batizei de Willy, o caolho.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:13

Que legal! Nome perfeito!

Abs,
Ritter.

Responder

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