Home FilmesCríticas Crítica | Os Miseráveis (2019)

Crítica | Os Miseráveis (2019)

por Ritter Fan
480 views (a partir de agosto de 2020)

Pegando emprestado o título do clássico imortal de Victor Hugo e empregando-o em um contexto atual inspirado nas manifestações e tumultos que marcaram Paris e outras cidades da França em 2005, o cineasta malinês Ladj Ly debuta triunfalmente na direção de longas, amealhando o prêmio do júri em Cannes em 2019, que dividiu com Bacurau. Baseado em curta de dois anos atrás que ele mesmo dirigiu, Ly expande seus conceitos e sua narrativa, entregando uma obra de aspecto documental que ficcionaliza, mas de maneira extremamente realista, a proverbial gota d’água para demonstrações populares de insatisfação generalizada.

Passado ao longo de algo como 24 horas, a obra não perde tempo com contextualizações independentes da narrativa principal, usando o recém-transferido policial Stéphane Ruiz (Damien Bonnard), logo apelidado de Gel por seus colegas Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), com quem forma uma brigada anti-crime na empobrecida periferia parisiense, como veículo para o espectador compreender as tensões sociais que transformam a região em um caldeirão efervescente de etnias, facções e descaso do governo. É em razão de Gel e para o nosso benefício que aprendemos muito rapidamente sobre os líderes locais Prefeito (Steve Tientcheu) e Salah (Almamy Kanoute) e o costumeiramente desordeiro jovem Issa (Issa Perica) que logo arruma confusão ao literalmente roubar um filhote de leão de um circo local comandado por ciganos.

A câmera nos faz seguir Gel de maneira inclemente, só deixando o assustado policial para lidar brevemente com Buzz (Al-Hassan), outro jovem local que adora filmar as meninas trocando de roupa com seu drone que, claro, como a “arma de Tchekhov”, terá importância narrativa mais para a frente. O ritmo é insano e sem concessões, sem paradas explicativas, quase parecendo um plano-sequência só de tão fluido e bem ritmada que é narrativa, com uma câmera por vezes intrusiva, por vezes na mão, mas sem jamais desnortear o espectador quando esse não é o objetivo explícito de determinada cena. É, na falta de uma comparação melhor, como se fôssemos o quarto policial na equipe de Gel, aprendendo na medida em que ele aprende em seu primeiro dia bombástico na nova delegacia.

Mas quem espera um filme que condena irrestritamente a polícia por descaso ou atos violentos contra a população não encontrará algo tão óbvio e direto aqui. O roteiro é cuidadoso ao trabalhar todo mundo de maneira orgânica, fugindo do maniqueísmo irresponsavelmente perigoso – e simplista às raias do infantil – que assemelha policial à força opressora. Sim, há violência policial, não tenham dúvida, mas ela não existe fora de contexto ou “porque sim” em Os Miseráveis. Muito ao contrário, na mesma medida em que gangues e milícias são formadas nesse subúrbio bem diferente do que estamos acostumados a ver quando se fala de Paris, os policiais são moldados de acordo com seu ambiente. Eles são inevitáveis frutos estragados de uma região esquecida, formada de miseráveis que tentam viver cada dia da melhor forma possível, mas sem esperança de conseguir. Em uma selva como essa, ou você é predador ou presa, não há meio termo e Gel, que aparentemente vem de região bem menos complicada, não demora a perceber o tamanho do problema e como é impossível, nesse recorte micro, mudar alguma coisa. É quase que literalmente como jogar-se em um trem em alta velocidade indo em direção a uma parede de concreto.

Mesmo com muitas sequências em ambientes abertos, a fotografia de cores áridas de Julien Poulard, a montagem de Flora Volpelière e a câmera cirúrgica de Ladj Ly estabelecem uma atmosfera claustrofóbica e desesperadora que torna o filme extremamente incômodo, como realmente deveria ser, em um efeito que faz com que o final da sessão seja um alívio no melhor sentido da palavra. É como se inspirássemos quando Gel é apresentado à equipe e expirássemos somente quando os créditos finais começam a correr, o que tornam os 102 minutos mais parecidos com dois, algo que muito filme puro de ação não consegue fazer em até menos tempo e com orçamento infinitamente maior. Simultaneamente, a forte crítica social é passada sem solavancos e sem pregação desnecessária, com os dois ou três minutos finais sendo um dos melhores que vi em muitos anos.

Se há um problema detectável é que, na virada de um dia para o outro, a projeção “esfria” um pouco, quebrando o ritmo narrativo alucinante que o diretor vinha imprimindo. Não é algo sério, pois dura muito pouco tempo e eu confesso que não tenho ideia de como isso poderia ser remediado já que fazer toda a ação se passar apenas em algumas horas do primeiro dia talvez tornasse o encerramento improvável e, portanto, irreal. Talvez a transição pudesse ter acontecido em forma de elipse pura, sem sequências à noite voltadas ao trio policial fora do contexto da ação policial. Mas a grande verdade é que, diante do que Ladj Ly coloca nas telonas, esses minutos externos ao cerne da narrativa não são nada, apenas, talvez, um preciosismo meu.

Os Miseráveis é ficção tão real que parece um documentário em meio a uma guerrilha. Quando seu final chega, a vontade que dá, lá no fundo do coração, é assistir um desenho animado bem bobo para simplesmente esquecer o que foi visto, para não ter que enfrentar a dura realidade que – para a maioria dos espectadores de cinema – existe apenas ao longo do tempo de projeção, mas que está ao nosso redor e que deveríamos atentar para além de comentários derrisórios sobre os miseráveis que não têm o mesmo tipo de chance que nós.

Os Miseráveis (Les Misérables, França – 2019)
Direção: Ladj Ly
Roteiro: Ladj Ly, Giordano Gederlini, Alexis Manenti
Elenco: Damien Bonnard, Alexis Manenti, Djibril Zonga, Issa Perica, Al-Hassan Ly, Steve Tientcheu, Almamy Kanoute, Jeanne Balibar, Raymond Lopez, Omar Soumare, Sana Joachaim, Lucas Omiri
Duração: 102 min.

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35 comentários

Gabriel Pereira 14 de fevereiro de 2021 - 20:06

Excelente crítica, Ritter.
Que obra fantástica, filmes com essa premissa que Os Miseráveis tem já ganham minha atenção, e com o decorrer dos primeiros minutos de cena dos 3 policiais, vc já sente a tensão no ar e sabe que tem muita coisa por vir, e veio de forma brilhante, cada momento é espetacular, atuações impecáveis, roteiro muito bem construído e os toques foram perfeitos. Como discutido aqui nos comentários, tb acho ótimo o filme não se alienar a alguma ideologia/soluções e sim mostrar e nos relatar como é o nosso sistema e deixar pra gente discutir e refletir sobre os problemas e soluções dele. Adorei sua colocação, “É como se inspirássemos quando Gel é apresentado à equipe e expirássemos somente quando os créditos finais começam a correr”, e foi realmente isso que ocorreu cmg, parece que foram 30 minutos de filme e que só consegui me relaxar quando os créditos subiram, que cena final magistral, a tensão criada ali foi incrível. Filmaço!
Abraço.

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planocritico 14 de fevereiro de 2021 - 20:06

Obrigado, @disqus_7JTpvCcjpL:disqus ! Fico feliz que tenha gostado do filme. Eu entrei na sessão de cinema sem ter ideia do que esperar e saí nocauteado completamente…

Abs,
Ritter.

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Alan 18 de janeiro de 2021 - 21:31

Que filme excelente. Não tem como não lembrar de Dia de Treinamento e até The Wire. Visto tardiamente, mas apreciado sem moderação.

Responder
planocritico 18 de janeiro de 2021 - 21:32

Antes tarde do que nunca! Que bom que você gostou!

Abs,
Ritter.

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Daniel Duarte 26 de julho de 2020 - 22:54

Cara, a sua crítica é tipo um extra desse filme sensacional. Parabéns, ficou sensacional!!!

Responder
planocritico 27 de julho de 2020 - 00:51

Uau! Obrigado, @disqus_RF4HyDDYXq:disqus ! Fico lisonjeado!

Abs,
Ritter.

Responder
O Gambit dos x-men 18 de maio de 2020 - 21:03

Vocês vão fazer a critica do filme de 2012?

Responder
planocritico 19 de maio de 2020 - 00:12

Não temos plano no momento.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Helou 3 de fevereiro de 2020 - 23:22

Excelente crítica para um filme sensacional. Sabe, aquela sensação de estar entrando numa montanha russa sem fim, foi o que eu senti. Um filme de tirar o folego. O melhor que eu vi, este ano.

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2020 - 18:18

Obrigado! Um grande filme, sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Brunno Hard ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ 29 de janeiro de 2020 - 10:49

Ótima crítica, Ritter. Nua e crua como o filme. Satisfação deixar meu comentário numa crítica sua.

Procurando algo que vai além do realismo social? Confortável sendo desconfortável? Disposto a questionar as premissas do multiculturalismo e o projeto de iluminação liberal? Preparado para lutar com o esforço de formular exatamente quais perguntas precisam ser feitas, em vez de esperar que alguém lhe dê respostas? Les Misérables (2019) é para você.

Drama moral profundamente emocionante e contundente, além de ser mais um filme suburbano através do uso magistral da linguagem cinematográfica, combinado com performances sinceras de um elenco amplamente não profissional. As contínuas tensões da França em torno de identidade, raça e pertencimento se expandem, confrontando-o com dilemas sobre a enorme dificuldade da condição humana.

Espetacular uso é feito da citação com tomadas de “zangões” voando acima dos prédios de apartamentos. Implicando liberdade, fuga, mas há algo mais sinistro aqui. Desde o início, o espectador está implicado no voyeurismo pubescente de Buzz, usando seu drone para espionar mulheres – vemos do ponto de vista dele, implicando-nos no voyeurismo que nos confronta com a frequência com que as pessoas nesses lugares são usadas pelos políticos e pela mídia convencional como objetos a serem explorados para fins políticos ou de entretenimento. Qual é o nosso propósito em assistir isso? Quantas vezes assistimos a documentários precários sobre ‘gangues violentas’ ou ‘comunidades problemáticas’? Enquanto ’13º Distrito’ ou ‘La Haine’ vêm à mente como comparações óbvias, Les Misérables (2019) compartilha algumas características, incluindo uma cena crucial em particular para mim, com ‘Les Quatre Cents Coups’ de Francois Truffaut. Ambos os filmes mostram crianças marginalizadas e excluídas. A mesma idade complicada, 12/13, saindo da infância para a adolescência. Uma acadêmica chamada Anne Gillian escreveu um ensaio sobre ‘Les Quatre Cents Coups’ chamado de “O Script da Delinquência”, baseado nas teorias psicanalíticas de DW Winnicott. Retornar ao trabalho de Gillian, ajuda a explicar por que e como Les Misérables (2019) é muito mais do que um filme realista suburbano / social.

Algumas pessoas reconhecem que Les Misérables (2019) foi bem filmado, mas reclamam que ele não tem as raízes do problema, que não aponta os culpados; muito provavelmente por conta da sociedade capitalista e do passado colonial da França. Também não oferece muito em termos de soluções fáceis, o que seria completamente errado. Tudo isso teria levado a um filme militante que teria satisfeito alguns militantes, mas que teria tido muito menos impacto no resto dos espectadores.

As pessoas comparam esse filme ao ‘La Haine’, que foi um marco em sua época; mas Les Misérables (2019) tem uma visão muito mais ampla, onde cada participante – até o mais sombrio – tem sua própria lógica e razões para fazer o que está se fazendo. É essa visão humanista que o atribui a Victor Hugo, em vez da história que pouco tem a ver com o romance de mesmo nome.

O suspense é fascinante até o fim, tanto mais que não sabemos exatamente para onde o filme está indo. Há muitas aparições curtas de atores pouco conhecidos que deixam você se perguntando se eles estão realmente fazendo um papel ou desempenhando seu próprio papel.

Este é um dos filmes mais incrivelmente tensos e emocionantes do ano passado, e que nos deixa exaustos e estupefatos. É um trabalho brilhante.

✳️✳️✳️✳️ ¼

Abraço a todos,
Brunno Hard

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2020 - 16:21

Adorei seus comentários, especialmente quando fala que o filme, ao não oferecer soluções, torna-se ainda mais relevante. É o que eu acho também. Tudo ali é relativizado, tudo é “desafiado”, mas o diretor joga para nós a responsabilidade de chegarmos a uma conclusão, de percebermos, sozinhos, o quanto as questões discutidas na obras são de dificílimo – senão impossível – equacionamento.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcos 22 de janeiro de 2020 - 01:01

Excelentes a crítica e, claro, o filme, absolutamente imperdível , mas apenas para quem não é alienado ou fantasioso…é duro, nu e cru, com a vida, muitas vezes.

Responder
planocritico 22 de janeiro de 2020 - 11:43

Obrigado, @disqus_ft6edTFkqb:disqus !

Uma baita filme mesmo. Funciona como thriller de ação, mas a pegada de documentário e de vida como ela é, sem personagens facilmente identificáveis como isso ou aquilo é estupenda!

Abs,
Ritter.

Responder
Paulo Rodrigo Silva de Campos 20 de janeiro de 2020 - 00:11

Filmaço! Fico feliz demais quando gosto muito do filme, venho pra cá, e vejo que vocês do Plano gostaram também.
Uma curiosidade, na cena do enquadro dos meninos no salão de um prédio, interrompido pela mãe de um deles, aparece lá no fundo, bem desfocada, uma imagem do diretor segurando a câmera como uma arma, colada na parede. Foda demais.

Responder
planocritico 21 de janeiro de 2020 - 15:04

Não reparei nesse detalhe! Bacana!

Abs,
Ritter.

Responder
Michel Gutwilen 17 de janeiro de 2020 - 17:32

Eu acho a sequência final uma das coisas mais incríveis que vi no cinema em 2019. Te induz a um nível de ansiedade que nem os Safdie fazendo em seus filmes. Dito isso, eu tenho problemas com o filme. Principalmente pelo modo como ele aborda sua temática. (Aliás, abro aqui um parênteses, pois eu nunca me sinto confortável quando eu, homem branco, acho que um diretor negro ou uma diretora mulher perpetuam certos preconceitos em seus filmes, mas não posso deixar de emitir minha opinião). Eu não entendo muito bem em que lugar que ele quer chegar. Acho que nem o Ladj Ly sabe direito, com aquele final ambíguo. Ele é um filme que obviamente quer criticar a truculência policial e foge de um maniqueísmo como você bem disse. Só que ele parece gastar mais tempo mostrando os policiais covardes do filme com suas famílias depois de fazerem sua besteira do que explorar os próprios membros daquela comunidade. A própria escolha do guia moral e, inevitavelmente, o ponta de vista do filme ser o policial novato virtuoso que vai mudar o pensamento dos outros policiais acaba indicando está muito mais preocupado em uma mensagem batida de que os policiais cometem erros pois estão em uma condição de estresse e que há como curar aquela doença institucional. Aliás, por si só não possuo nenhum problema com a mensagem, mas pensando na intenção original do diretor, acho que ele parece se preocupar muito mais em humanizar os policiais e numa possível redenção deles, o que me soa contraditório. Ele até chega a igualar as crianças na condição de maldade dos próprios policias naquela sequência final (que como disse, cinematograficamente, acho incrível). Ou seja, o que ele quer dizer? Que os dois lados cometem excessos? Que essa situação de Faixa de Gaza e eterno conflito é prejudicial para os dois lados e cria monstros? Sei lá, sabe…. Também acho todos os ciganos e muçulmanos muuuuuuuuuuito caricatos. Enfim, joguei aqui por alto meus próprios pensamentos, espero que isso faça algum sentido, mesmo que não concorde, hehehe! Abs, Ritter. Aliás, acho que é a primeira vez que estou comentando em uma publicação sua, feliz em fazer parte da equipe 🙂

Responder
planocritico 21 de janeiro de 2020 - 16:01

A cena final é tensa mesmo. De arrepiar.

Sobre seu ponto, são considerações interessantes. No entanto, eu parto da premissa que a verdade está na linha mediana. Os policiais não são violentos porque eles simplesmente querem ser violentos e nem as crianças são inocentes como esperamos que crianças sejam. Acho que Os Miseráveis trafega muito bem nessa zona cinzenta.

Abs,
Ritter.

Responder
Wander Santos 17 de janeiro de 2020 - 17:07

Maravilhoso!
To tentando entender o que aconteceu kkk
Daqueles filmes q vc sai da sala e vai pra casa sem prestar atenção no caminho

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2020 - 17:07

Exato! Saí tontinho!

Abs,
Ritter.

Responder
O Homem do QI200 16 de janeiro de 2020 - 23:41

[OFF] Ritter, tava vendo uma notícia de um filme chamado Macbeth que é baseado em uma obra do William Shakespeare que contará com Denzel Washington, Frances McDormand e na direção nada mais, nada menos que Joel Coen. Eu queria saber, seria inapropriado criar expectativas para esse filme, visto que essa obra já foi adaptada duas vezes no cinema, ou seja, o risco de ver a mesma coisa novamente, mesmo tendo noção do pessoal que estará trabalhando nesse longa?

Responder
planocritico 21 de janeiro de 2020 - 14:43

Várias obras já foram adaptadas uma penca de vezes, como o recente Adoráveis Mulheres. E o filme d Gerwig é sensacional. Não vejo problema com novas adaptações e tudo depende do time criativo e esse aí que você lista me parece excelente!

Abs,
Ritter.

Responder
JGPRIME25 16 de janeiro de 2020 - 21:58

Opa 😊

Responder
Teco Sodre 3 de janeiro de 2020 - 12:01

É um enorme prazer ler uma crítica dessa para o filme que eu mais curti de ter visto no Festival do Rio. Até agora, um dos meu top 5 do ano!

Responder
planocritico 6 de janeiro de 2020 - 06:56

Eu não sabia o que esperar do filme e saí atordoado!

Abs,
Ritter.

Responder
ADILSON 26 de dezembro de 2019 - 23:26

Uou! Quero ver!

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2019 - 22:41

Não perca!

Abs,
Ritter.

Responder
Joao Vitor Melo Fonseca 18 de dezembro de 2019 - 19:33

Achei bom, muito parecido com “Dia de treinamento” mas bom. Alguns pontos do roteiro me pareceram um tanto forçado, btw

Responder
planocritico 19 de dezembro de 2019 - 17:52

Eu gostei de tudo. O filme funcionou bem para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcos 22 de janeiro de 2020 - 01:01

Somos 3, porque eu, duplamente rs;.

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹 18 de dezembro de 2019 - 18:49

Já tava ansioso pra ver o filme sem saber muita coisa além do prêmio em Cannes, depois dessas 5 estrelas do rigoroso Ritter a vontade só aumentou.

Responder
planocritico 19 de dezembro de 2019 - 17:52

Tomara que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
JC 18 de dezembro de 2019 - 17:58

Wow! 😮 5 Estrelinhas já chamou minha atenção.

Responder
planocritico 18 de dezembro de 2019 - 18:13

É excelente! Parece um thriller de ação no estilo documental.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcos 22 de janeiro de 2020 - 01:01

Perfeito comentário.

Responder

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