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Crítica | Passageiro Acidental

por Iann Jeliel
7846 views (a partir de agosto de 2020)

Se a premissa de Passageiro Acidental soa um pouco absurda, afinal, é muito improvável que uma missão espacial, especialmente se tratando de viagem para outro planeta,  acidentalmente deixaria passar alguém não tripulante a bordo, ela traz uma base interessantíssima de possibilidades dramatúrgicas, devidamente bem aproveitadas pelo cineasta brasileiro Joe Penna dentro de seu recorte proposto. O original Netflix, na verdade, a frente de uma ficção cientifica, soa quase como um experimento social, trabalhado pela hipótese desse acaso inicial. Tanto que não importa muito no filme, qual a razão daquele passageiro ir parar ali. Ainda que sirva de tensão primária, o grande conflito está no drama de sobrevivência sem recursos e os dilemas morais que isso carrega.

É verdade e não dá para negar, que esse e verdadeiro conflito demora de se instaurar, ou no mínimo, flerta por vários caminhos até atingir esse espectro. Não culparia aquele que chegou de paraquedas e imaginou que seria um terror especial, em que o passageiro misterioso teria uma motivação maior para está ali, inclusive, sendo uma ameaça a vida de todos. Na verdade, esse gatilho de possibilidade, a meu ver, é intencional por parte do roteiro. A escolha do personagem negro ser justo o “intruso” certamente foi implante de julgamento ideológico à espreita de uma atuação explicitar a depender das atitudes que os cientistas tomam na narrativa e implícita para o nosso julgamento como observador do que será a tensão. É um acréscimo necessário, porque no fim das contas, o recorte escolhido reverbera de alguma maneira na humanidade atual, em isolamento, lutando por recursos limitados e com a ciência a disposição para promover soluções em que todos possam sair bem e com vida, independente de um possivel “maior merecimento”.

Claro, esse lado mais alegórico não exatamente chega a ser posto em cheque pelo filme, ele está muito mais interessado em ser direto no drama específico do quarteto e para isso utiliza bem esses espaços que “flertam” com propostas diferentes para desenvolver devidamente a personalidade de cada um e o que eles vão ter de sacrificar durante a trama para a resolução do impasse. Mais do que isso, o diretor centraliza muito bem nos primeiros minutos, a importância de cada um na esquematização da missão, para assim que surgir o acúmulo de problemas, compreendermos a sua escala em dimensão grandiosa, ao mesmo tempo que é isso que estabelece o tom naturalista e rotineiro da narrativa. Para alguns, essa estruturação meio contemplativa pode soar enfadonha, mas penso dentro da proposta como uma maneira de deixar a história em constante tom convidativo.

O problema é que ela fica a mercê das expectativas criadas dentro dela mesma, assim o clímax carrega uma grande responsabilidade para si e certamente é um grande divisor de águas por não necessariamente querer entregar algo recompensador, mas trazer um discurso recompensante ao acúmulo da situação desfavorável criada. Particularmente gosto bastante do ato final, em como ele potencializa algo que o filme inteiro fez muito bem, que é incluir o realismo das dificuldades geográficas como mote para a dificuldade de encontrar uma solução, só que num tom mais urgente pela temporalidade limitada. Nesse momento, a atmosfera anteriormente levantada se justifica ao ser replicada para dar ênfase a cada etapa da ação no espaço, ainda mais relevante dada a exploração devida aos personagens para gerarmos um vínculo empático com todos eles – devidamente bem interpretados – e nos importarmos com o que pode acontecer caso dê errado.

Mesmo apoiada no amplo realismo, é o emocional em jogo que gratifica a sequência, a torna imprevisível e com nas decisões tomadas nela, é que se localizam a beleza da história. Apesar de um tanto niilista, a visão da obra a respeito da vida coletiva acima da individual é bem comovente. Não chega a colocar Passageiro Acidental num hall de grandes, reflexivos e memoráveis filmes do gênero, mas certamente pela forma até ela ser concebida o coloca a frente de obras confortáveis, mesmo que a proposta desse, também não seja sair muito do seu conforto. A diferença, é que aqui não precisa sair ao invés de faltar algo para entregar. É um bom filme justamente por saber executar significativamente a sua contida ideia.

Passageiro Acidental (Stowaway | EUA, 2021)
Direção: Joe Penna
Roteiro: Joe Penna, Ryan Morrison
Elenco: Anna Kendrick, Toni Collette, Daniel Dae Kim, Shamier Anderson
Duração: 115 minutos

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37 comentários

Diego/SM 5 de maio de 2021 - 23:44

Pois é… achei um filme de “razoável” pra “bom” – situaria aí na minha escala avaliativa hehe.

Li em algum lugar que pareceu faltar “identidade” ao filme… acho que é meio essa a sensação que me passou (algumas pontas meio soltas e possibilidades que podiam ser melhor exploradas que ficaram meio que pelo caminho, no ar)… acredito que podia ter ser tornado uma obra superior se tivesse seguido explorando a linha do dilema da escolha e seus desdobramentos, apresentado ali pelo meio… melhores momentos, ou ao menos os mais tensos, estiveram ali.

Mas o final foi uma das sequências mais belas e ao mesmo tempo mórbidas que vi nos últimos tempos (embora tenha me surpreendido em tal sequência ser aquela final).

Ah, e pelo menos desta vez foi uma tempestade solar e não a tradicional chuva de asteroides!… haha

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Junito Hartley 1 de maio de 2021 - 17:15

Achei o filme fraco, vi sem ver nada ou ler nada sobre ele, somente vi a nota aqui, imaginei que seria um filme de suspense, mas passa longe disso, com o final me deixando aquela sensação de filme fraco que poderia bem mais.

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Iann Jeliel Pinto Lima 2 de maio de 2021 - 03:06

Eu também fui sem nada e gostei bastante. Pra mim, o mérito maior tá no drama, mas acho um bom suspense também.

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Elton Rodrigues 30 de abril de 2021 - 01:47

No geral gostei do filme. A tensão se mantém o tempo todo em várias nuances. A claustrofobia clássica dos filmes espaciais, as dificuldades técnicas, a comunicação limitada, o isolamento, aquele eterno céu girando ao fundo (ai minha labirintite)

Achei interessante a escolha do passageiro acidental como uma pessoa negra. Particularmente quando assisti o trailer já vim com aquela triste expectativa de que mais uma vez como em quase todo filme o ele se sacrificaria para salvar a todos os demais brancos ou seria morto ou descartado na primeira oportunidade.

O filme ao chega a ser um “gravidade ” mas tem lá seu mérito, tirando algumas cenas que me pareceram meio estranhas em relação a questão da gravidade. A mim pelo menos prendeu até o final. O ato final aquela fechada de escolhia final foi linda e emocionante. Mas queria algo mais desse fim. Tinha espaço pra mais tensão a ser desenvolvida. O final foi bom porém muito antecipado.

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Deus Ex Machina 29 de abril de 2021 - 15:09

A Netflix é muito estranha… Consegue entregar inesperadas produções razoáveis como “Stowaway” e depois, tendo absolutamente TUDO para acertar, faz a mágica de entregar um Lixo Nuclear Radioativo como “Yasuke”… Amigos dos Plano Crítico, eu vos aviso: mantenham-se longe dessa abominação! Eh intelectualmente indigente e ofensivo, ridiculamente infantiloide e não consigo saber a que tipo de público essa “Coisa-Que-Veio-do-Espaço” se destina… Incompreensível. Os caras tinham nas mãos uma história de superação, redenção e libertação capaz de rivalizar com o filme do Pantera Negra, com “12 Anos de Escravidão” e com “Django Unchained”… E a fórmula estava pronta, bastava seguir os passos de clássicos Cult como “Samurai Champloo” ou “Sword of The Stranger”… Consegui me emputecer antes de 2 minutos de anime… Só para se ter uma ideia, os produtores que cometem essa série devem ter idade mental de 5 anos, por acreditarem ser razoável colocar robôs gigantes e super-poderes no Japão de 1582… Também pensam ser razoável ter generais caucasianos nos exércitos medievais do Japão… Fico imaginando o “Shit-storming” da equipe criativa dessa ofensa… Desde “Batman Ninja” não testemunho tamanha incoerência risível e imbecil, me lembra das definições de entretenimento de “Idiocracy”. What. The. Fuck. Eu repito: nem se aproximem! Há risco sério de dano cerebral permanente no lobo frontal…

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:43

Eita! Ainda bem que não está na minha lista hahaha

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Fórmula Finesse 29 de abril de 2021 - 14:35

Interessante, mas creio que tomaram liberdades criativas demais na parte que foram resgatar o oxigênio. Também não ajuda a falta de origem do problema (como o rapaz foi deixado na nave?), e como foi desperdiçado muita tensão, raiva e ressentimento ao deixarem de lado esse alicerce narrativo. Poderia ter sido um filme muito mais denso.

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:43

Sempre pode ser mais denso, mas como thriller, ao meu ver, quanto menos respostas melhor. Achei a tensão bem desenvolvida.

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Deus Ex Machina 29 de abril de 2021 - 11:09

A Netflix é muito estranha… Consegue entregar inesperadas produções razoáveis como “Stowaway” e depois, tendo absolutamente TUDO para acertar, faz a mágica de entregar um Lixo Nuclear Radioativo como “Yasuke”… Amigos dos Plano Crítico, eu vos aviso: mantenham-se longe dessa abominação! Eh intelectualmente indigente e ofensivo, ridiculamente infantiloide e não consigo saber a que tipo de público essa “Coisa-Que-Veio-do-Espaço” se destina… Incompreensível. Os caras tinham nas mãos uma história de superação, redenção e libertação capaz de rivalizar com o filme do Pantera Negra, com “12 Anos de Escravidão” e com “Django Unchained”… E a fórmula estava pronta, bastava seguir os passos de clássicos Cult como “Samurai Champloo” ou “Sword of The Stranger”… Consegui me emputecer antes de 2 minutos de anime… Só para se ter uma ideia, os produtores que cometem essa série devem ter idade mental de 5 anos, por acreditarem ser razoável colocar robôs gigantes e super-poderes no Japão de 1582… Também pensam ser razoável ter generais caucasianos nos exércitos medievais do Japão… Fico imaginando o “Shit-storming” da equipe criativa dessa ofensa… Desde “Batman Ninja” não testemunho tamanha incoerência risível e imbecil, me lembra das definições de entretenimento de “Idiocracy”. What. The. Fuck. Eu repito: nem se aproximem! Há risco sério de dano cerebral permanente no lobo frontal…

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Guilherme Sillero 28 de abril de 2021 - 16:09

Vi o filme
Gostei
Só achei que a comandante deveria considerar a hipótese de o “escolhido” não aceitar passivamente essa escolha, mesmo levando em consideração a qualificação dos outros…
Aceitar passivamente q tem que morrer… ☹️

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:42

Tinha que mostrar diferentes posições ali, a da comandante, certamente era a mais difícil, porque ela deve ser a líder da missão.

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Marcos Eduardo Santos 28 de abril de 2021 - 14:32

Resumindo, filme chato pra caramba.

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:42

É nada. Bonzinho o filme.

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Deus Ex Machina 28 de abril de 2021 - 06:47

Esse filme de arrebentou… Como meganerdaço que curte muito exploração espacial, eu meio que vi o final chegando. Mas confesso que fiquei esperando Will Riker sair com a Enterprise de dobra sob o som do espetacular tema d’A Nova Geração e dizer “Transport Room 3, beam the mission survivors aboard!” enquanto Data diria “Aye Sir, to Hell with the Prime Directive, these people need help!”…

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:41

Imagina se esse é mais um “Cloverfield”.

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Deus Ex Machina 29 de abril de 2021 - 22:03

Concordo. Só que fiquei com pena, muita pena deles…

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Iann Jeliel Pinto Lima 30 de abril de 2021 - 02:10

Faz parte.

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Diário de Rorschach 27 de abril de 2021 - 21:51

Eu achei ok, gostei da direção do brasileiro, da fotografia e da trilha sonora, e achei a premissa interessante, pô se coloque na pele do passageiro acidental aqui, que desespero. Mas achei que ficam muitas questões respondidas de forma superficiais demais, e o final um pouco anti-climático. E acho que dava pra extrair mais da maravilhosa Toni Collette. Bom filme. 3/5.

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:41

Gostei um pouco mais porque comprei bem o final anticlimático, mas entendo seu sentimento, até porque na metade do filme me via com as mesmas perguntas. Só que, ao termino, achei que realmente não era necessario.

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Anderson Oliveira 27 de abril de 2021 - 13:58

Terminei de assistir o filme ontem, achei uma boa historia com algumas decisões equivocadas que atrapalham o desenvolvimento da historia, principalmente (pode ter spoilers);

1) o fato daquele cilindro não estar amarrado corretamente e terem deixado cair daquela forma, não é algo que se espera de astronautas bem treinados, um nozinho bem dado na corda teria resolvido
2) meio clichê nesses filmes de viagens espaciais mais “realistas” é que sempre vai ter uma chuva de meteoros ou tempestade solar justamente quando estão fora da nave para dar uma movimentada nas cenas.

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:39

1) Acho que vai muito do nervosismo da situação, eu compro essa ideia.

2) Tem que ter até pra dar mais emoção hehehe, mas aparece certamente com conviniencia mesmo.

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Rodrigo Silva 27 de abril de 2021 - 10:51

O filme foi infeliz no aspecto realístico, pois no espaço não existe a gravidade. Muitas cenas mostram os astronautas subindo, descendo e até puxando cilindros de oxigênio por corda. Faltou realismo e isso prejudicou o filme.

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Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:38

Eu não defeituoso isso no filme não. A corda era o melhor meio para que eles não perdessem os tanques pro espaço.

Responder
Anderson Oliveira 30 de abril de 2021 - 19:01

Não sou físico pra explicar com detalhes, mas a forma da nave e aquele movimento giratório acabam por forçar a gravidade (não sei o termo correto aqui), por isso que tem “arrasto para subir”, no meio não tinha e depois tem “arrasto para descer” (mais ou menos como se fosse na Terra e fizesse um buraco atravessando ela pelo meio)

Responder
David Albuquerque 27 de abril de 2021 - 08:38

A meu ver, concordo com a premissa de um dilena social, clichê, e ate agora não entendo como Shamier Anderson foi parafusado dentro de um espaço que claramente não caberia uma folha de papel,mas, a produção e a atuação da sequência externa à nave, foi o maior fiasco. As leis do espaço foram ridiculamente esquecida por todos, atores, produtores, roteiristas, todos. Quando se prendem ao cabo, eles fazem tanta força e fica visível que não estão no espaço, não existe o vácuo do universo.
Quando chegam na outra extremidade daquela estrutura, e absurdamente não sei porque teria oxigênio naquela parte da nave, fica mais uma.vez ridiculamente caracterizado a falta de vácuo no espaço. Visivelmente eles descem de um cabo, ficam soltos da estrutura e caminham normalmente naquela plataforma. No filme Apolo 13 – Do desastre ao triunfo, as atuações impecáveis de Tom Hanks, Kevin Bacon e não lembro se era o Gari Sinise ou o Hill Paxton, ou os dois, mas eles nos remetiam à uma atmosfera completamente diferente. Você acreditava que eles estavam no espaço. Para piorar a sequência “externa”, Anna Kendrick senta na borda da estrutura e faz rapel, como assim? O fato da corda “cair” pela lateral da estrutura e ela descer até a escotilha ainda não é o ápice, mas quando ela abre a porta, a mesma se lança para baixo no espaço profundo ao invés de simplesmente “flutuar”. É difícil de acreditar no filme depois dessa sequência que não é hilária, é no mínimo, ridícula e não passam verdade.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:37

Pelo que entendi havia algo tanques extras de oxigênio ali que podiam ser liberados ou algo do tipo. Sobre esses aspectos “não realistas” que citou, sinceramente não me incomoda, porque vejo outros contextos ali envolvidos. Por exemplo, vejo essa “força” aplicada como um possível nervosismo do pessoal no momento . Você que nunca havia flutuado no espaço antes, mesmo tendo treinado para, ficaria de frente ao vácuo imenso do espaço, acho que seria um movimento natural o “fazer força” sem precisar mesmo. Sobre isso da queda da corda e ela abrir a porta e se jogar no espaço, eu realmente não lembro dessas cenas.

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Carol Souza 1 de maio de 2021 - 03:56

Que belo crítico, por isso deu uma boa nota para esse filme…
Não lembrar das partes ridículas é um bom argumento.

Responder
Carol Souza 1 de maio de 2021 - 19:41

Belo crítico, as partes estúpidas do filme ele ” não lembra”…
Meus parabéns pela crítica às partes que vc lembra….

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Iann Jeliel Pinto Lima 2 de maio de 2021 - 03:07

Obrigado, sou lindo mesmo.

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Anderson Oliveira 30 de abril de 2021 - 19:04

Parte ali tem que entender o seguinte, bem no começo isso é mostrado rapidamente, mas aquela composição da nave esta girando (o habitáculo numa ponta, aqueles painéis solares no meio e o tanque no outra ponta), dessa forma acaba por criar artificialmente gravidade, por isso que tinha que fazer força para subir, no meio eles conseguiam “flutuar” e depois para descer tinha atrito etc.

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David Albuquerque 7 de maio de 2021 - 16:04

Gravidade artificial em ambiente externo? No espaço? Ahannnn

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Diego/SM 5 de maio de 2021 - 23:52

Na parte da corda caindo também pensei “tá, caí numa pegadinha… cadê a câmera escondida me filmando?” kkkk!…
Mas talvez tenha a ver com o que o Anderson Oliveira aí explicou, em resposta pra você, de uma parte no início (não sei, não lembro dessa parte mesmo)… mas, enfim, levei naquelas da “liberdade poética” (o que não caberia muito numa ficção científica tb kkk) e tal…

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Anderson Correa 27 de abril de 2021 - 02:10

Depois dessa nota do Iann para este pífio longa, eu abandono com (des)prazer o Plano Crítico. Uma nota de “Muito Bom” para a desgraça que foi este filme só pode ser justificada de três formas: um gordo suborno da produtora; ou nosso querido crítico tava chapado no álcool pra dar uma nota dessas; ou Joe Penna é seu primo.
#planocríticonuncamais

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 28 de abril de 2021 - 19:22

O Joe Penna é meu primo de 345° grau, eu estava chapado de Refri e a Netflix me pagou um anti depressivo pra aturar comentários como esse.

Responder
David Albuquerque 27 de abril de 2021 - 04:38

A meu ver, concordo com a premissa de um dilena social, clichê, e ate agora não entendo como Shamier Anderson foi parafusado dentro de um espaço que claramente não caberia uma folha de papel,mas, a produção e a atuação da sequência externa à nave, foi o maior fiasco. As leis do espaço foram ridiculamente esquecida por todos, atores, produtores, roteiristas, todos. Quando se prendem ao cabo, eles fazem tanta força e fica visível que não estão no espaço, não existe o vácuo do universo.
Quando chegam na outra extremidade daquela estrutura, e absurdamente não sei porque teria oxigênio naquela parte da nave, fica mais uma.vez ridiculamente caracterizado a falta de vácuo no espaço. Visivelmente eles descem de um cabo, ficam soltos da estrutura e caminham normalmente naquela plataforma. No filme Apolo 13 – Do desastre ao triunfo, as atuações impecáveis de Tom Hanks, Kevin Bacon e não lembro se era o Gari Sinise ou o Hill Paxton, ou os dois, mas eles nos remetiam à uma atmosfera completamente diferente. Você acreditava que eles estavam no espaço. Para piorar a sequência “externa”, Anna Kendrick senta na borda da estrutura e faz rapel, como assim? O fato da corda “cair” pela lateral da estrutura e ela descer até a escotilha ainda não é o ápice, mas quando ela abre a porta, a mesma se lança para baixo no espaço profundo ao invés de simplesmente “flutuar”. É difícil de acreditar no filme depois dessa sequência que não é hilária, é no mínimo, ridícula e não passam verdade.

Responder
Thiago Brandi 27 de abril de 2021 - 01:30

Curti muito o início. Me senti como mais um tripulante. Suei frio e tudo . Só achei que o filme entregou o time de final que o “grande público” não curte.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 29 de abril de 2021 - 20:26

Tive a mesma sensação do inicio, mas gostei mesmo do filme foi do ato final. Me conquistou ali!

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