Home TVEpisódio Crítica | Patrulha do Destino – 3X01 a 3: Possibilities Patrol, Vacay Patrol e Dead Patrol

Crítica | Patrulha do Destino – 3X01 a 3: Possibilities Patrol, Vacay Patrol e Dead Patrol

por Luiz Santiago
2.627 views (a partir de agosto de 2020)

Possibilities Patrol

Vacay Patrol

Dead Patrol

  • Há SPOILERS. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

A Terceira Temporada de Patrulha do Destino começa com um tom mais ambicioso que as anteriores, com três episódios que apresentam novos personagens e aventuras que saem um pouco do espaço mais centrado, quase claustrofóbico a que estamos acostumados. Esta nova fase começa exatamente onde paramos em Dad Patrol e Wax Patrol, mostrando a alteração daqueles acontecimentos e a grande consequência do “despertar” de Dorothy: a morte de Niles. Esse evento cria uma espécie de arco na tríade de episódios onde vemos o luto e mais alguns problemas envolvendo a Patrulha e servirem de base para as novas histórias.

Nesse momento, é lícito fazer uma observação a respeito do tratamento dramático dado à série e seus personagens. Passamos duas temporadas com cada um dos membros da Patrulha do Destino tentando lidar com seus fantasmas internos, aprender a usar seus poderes e tornarem-se heróis… ou algo mais ou menos próximo disso. É verdade que houve espaço para uma representação detalhada de histórias particulares, de histórias com eles tentando interagir entre si e com o Chefe. Ou seja, já passamos por diferentes estágios dessa exploração individual, mesmo que entrecortada por excelentes momentos de avacalhação e plots adicionais a esses dramas. Torna-se frustrante, portanto, ver os mesmos temas voltarem, em estado bruto, pela 3ª Temporada consecutiva.

Também é possível entender a proposta do showrunner, de não necessariamente oficializar a equipe. Mas não há muita escapatória quanto à repetição de tramas para a Patrulha. Ver Rita com o mesmo problema de não conseguir controlar seus poderes já perde o seu peso, inclusive a sua parcela cômica, já bastante esvaziada. O mesmo acontece com o drama de Larry, mas no caso dele, a partir do segundo episódio, houve um bom avanço: o Espírito Negativo foi embora. Isso abre possibilidades ainda não exploradas em seu núcleo. Cliff e Jane quase escapam do problema. Eles também estão envoltos num elemento repetitivo, mas são personagens cuja história, postura e variação de problemas é tão ampla, que ainda não deu para esgotar ou enjoar. Mas pode acontecer.

Urge, portanto, que os roteiros optem por finalizar arcos de “problemas de uso de poderes” e aposte em outro tipo de tragédia para os membros da Patrulha. Nesses capítulos de estreia, por exemplo, temos boas indicações disso. A apresentação da Irmandade Negra (mesmo que com uso reduzido), dos Garotos Detetives Mortos (no melhor episódio dos três) e de Madame Rouge são boas demonstrações do que podemos encontrar com o Chefe fora de cena. A respeito da Madame, quero deixar registrado todo o meu agradecimento à pessoa responsável pela escalação de Michelle Gomez para o papel. O que essa mulher fez com o seu personagem vilanesco em Doctor Who foi um dos melhores trabalhos já apresentados em toda a série, e aqui já é possível ver algumas de suas qualidades dramatúrgicas, como o foco nas expressões sutis (que dizem toneladas de coisas sem que ela pronuncie uma palavra) e na capacidade que tem de trabalhar com a sua articulação vocal para tornar tudo mais… sacana.

Foi muito bom ver o retorno de Danny, agora como uma ambulância mágica, e de certa forma foi triste ver a temporária (?) despedida de Dorothy. Não sabemos o que a série nos prepara em termos de retorno de personagens ou se teremos de fato o estabelecimento formal (ou parcialmente formal) de uma equipe de heróis. Seja como for, é fantástico ver a nossa bagunça semanal de volta, começando com episódios mais sombrios, de fotografia escura e bastante saturada, humor ácido e macabro (com pitadas excelentes de terror em Dead Patrol, inclusive na trilha sonora) e aquelas risadas nervosas que a gente estava precisando há bastante tempo. Torço para que essa repetição dos dramas pessoais dos heróis seja substituída por novos desafios ou mesmo novas formas de mostrar essa luta, especialmente no caso de Rita, a persoangem que mais sofreu com isso aqui.

Patrulha do Destino (Doom Patrol) – 3X01 a 3: Possibilities Patrol, Vacay Patrol e Dead Patrol (EUA, 23 de setemrbo de 2021)
Direção: Dermott Downs e Christopher Manley
Roteiro: Tamara Becher-Wilkinson, Eric Dietel, Shoshana Sachi, Tom Farrell, Jeremy Carver, Steve Yockey
Elenco: Ana Aguilar, Hannah Alline, Matt Bomer, April Bowlby, Charity Cervantes, Stephanie Czajkowski, Timothy Dalton, Robert Bryan Davis, Brendan Fraser, Jackie Goldston, Michelle Gomez, Diane Guerrero, Gina Hiraizumi, Anita Kalathara, Lex Lang, Bethany Anne Lind, Shay Mack, Abi Monterey, Phil Morris, Riley Shanahan, Joivan Wade, Matthew Zuk, Michael Harney, Stephen Murphy, Ruth Connell, Sebastian Croft
Duração: 50 min. (cada episódio)

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