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Crítica | Picada de Cobra

por Leonardo Campos
18 views (a partir de agosto de 2020)
Para quem conhece Conta Comigo, adaptação cinematográfica de uma das histórias de Stephen King, o botão da referencialidade fica aceso quando assistimos ao inteligente curta-metragem Picada de Cobra, narrativa sobre um grupo de amigos que vive uma aventura menos extensa, mas tão significativa quanto a trajetória dos meninos acometidos por tantas situações que marcaram para sempre as suas vidas adultas, neste caso, para quem conseguiu chegar até lá. No curta em questão, quatro jovens precisam lidar com uma situação bastante peculiar: a picada de cobra sofrida por um deles. Intenso e envolvente, a produção dirigida e escrita por Tim Hyten, texto concebido numa parceria com Nick Sherman, trata de um grupo de amigos que precisa tomar uma decisão complicada numa situação inesperada durante um passeio por uma região florestal. Plano Crítico.

Para quem conhece Conta Comigo, adaptação cinematográfica de uma das histórias de Stephen King, o botão da referencialidade fica aceso quando assistimos ao inteligente curta-metragem Picada de Cobra, narrativa sobre um grupo de amigos que vive uma aventura menos extensa, mas tão significativa quanto a trajetória dos meninos acometidos por tantas situações que marcaram para sempre as suas vidas adultas, neste caso, para quem conseguiu chegar até lá. No curta em questão, quatro jovens precisam lidar com uma situação bastante peculiar: a picada de cobra sofrida por um deles. Intenso e envolvente, a produção dirigida e escrita por Tim Hyten, texto concebido numa parceria com Nick Sherman, trata de um grupo de amigos que precisa tomar uma decisão complicada numa situação inesperada durante um passeio por uma região florestal.

Acompanhamos o passeio de Xavier (Luke Darga), Dylan (Andrew Fox), Cole (Holden Goyette) e Tyler (Gabe White), todos envolvidos com as emoções de ir brincar no meio de uma região florestal, espaço ideal para se tornarem, no campo da ludicidade e da imaginação, os próprios heróis de suas histórias. Lá, um deles infelizmente é picado por uma cobra. Seria a serpente venenosa ou apenas uma rastejante inofensiva? Na dúvida, eles discutem as características físicas do animal e debatem sobre a peçonha, pois para alguns, há veneno por causa do tipo de cabeça. Para outros, não, pois o molde da cabeça e do restante do corpo indica que a serpente não possui veneno. Na dúvida, o que fazer? Esse é o mote de Picada de Cobra, lançado em 2016, uma narrativa sobre maturidade, decisões extremas e amizades testadas.

Interessante observar como a produção possui mais intensidade em seus 9 minutos de duração que, por exemplo, Cascavel, longa-metragem com tema tangencial com menos dosagem de tensão, apesar de mais tempo em tela para o desenvolvimento de sua história. A serpente, aqui, é mais uma vez a catalisadora dos horrores enfrentados pelos personagens, criatura mítica que envolta em seu enigma, coloca os jovens numa situação de imprevisibilidade. Eles dispõem de um facão afiado e na dúvida, não sabem se cortam ou não a região da perna do jovem picado pelo animal. Colocados numa situação tomada por pressão, eles assumem riscos que deixam o espectador roendo as unhas, sem saber como aquilo tudo vai terminar, pois qualquer uma das duas decisões terminarão com cicatrizes emocionais para todos os envolvidos. É uma abordagem temática complexa, longe de parecer apenas um entretenimento juvenil passageiro.

Entre o riso e o pavor diante da situação desesperadora, o cineasta conduz os quatro jovens numa dinâmica incrível, equilibrada, tanto nos diálogos quanto nos desempenhos dramáticos. Há uma sensação de sinceridade no desenvolvimento da narrativa. O elenco entrosado, fruto da boa direção de Tim Hyten, faz o curta fluir com um ritmo tão intenso que ao acabar, ficamos com a sensação de querer conferir mais uma vez. É um curta-metragem que comprova a importância do bom texto e do carisma de seu elenco para fazer a história funcionar, narrativa que não depende de efeitos visuais deslumbrantes para fazer o conteúdo deslanchar de maneira orgânica e simpática. Purgamos com o desfecho “aberto” para as mais variadas interpretações, mesmo que diante de pouco tempo de enredo.

Ademais, Picada de Cobra funciona não apenas por causa de suas questões textuais, mas também pela direção de fotografia de MacGregor, conduzida com cuidado por alguém que sabe exatamente a hora certa de aumentar e diminuir o nosso ângulo de visão. Outro setor que funciona bem é a condução sonora de Duncan Blickenstaff, breve, mas ainda assim, imersiva, sem ferrões musicais e outros recursos voltados ao tom muito alto da trilha, algo comum aos filmes de terror e aventura deste segmento. No design de som, Jesse Nordhausen entrega ao editor Prell Charusanti a sonoridade ideal de um ambiente florestal, com mata alta e caminhos fechados, embalados por animais selvagens inesperados, tais como a serpente responsável pelo incidente com um dos garotos que pelo que parece, não teve o final feliz provavelmente esperados por alguns.

Picada de Cobra (Snake Bit) — Estados Unidos, 2016
Direção: Tim Hyten
Roteiro: Tim Hyten
Elenco: Luke Darga, Holden Goyette, Andrew Fox, Gabe White
Duração: 9 min.

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