Home FilmesCríticas Crítica | Porta dos Fundos: Contrato Vitalício

Crítica | Porta dos Fundos: Contrato Vitalício

por Luiz Santiago
198 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 0,5

O coletivo de humor Porta dos Fundos é um dos canais de maior sucesso do Youtube brasileiro, com uma proposta que foge às grades normalmente importas a humoristas e artistas que, de forma inteligente, resolvem falar sobre… qualquer coisa. O grupo já teve uma série na FOX, O Grande González e diretor Ian SBF mais alguns atores do Porta estiveram no interessante Entre Abelhas. Sem medo de arriscar, o grupo resolveu voar mais alto e produzir uma ideia já falada a algum tempo entre eles, apenas uma “antiga brincadeira entre amigos” que acabou se tornando o primeiro longa-metragem da trupe, Porta dos Fundos: Contrato Vitalício.

A grande diferença entre o roteiro de Fábio Porchat e Gabriel Esteves no filme e os esquetes que ele e outros roteiristas assinam para o Youtube é que a longa duração acabou maculando por completo uma ideia que a princípio era muito boa. Deve-se admitir que a proposta do enredo — a metalinguagem que abre as portas para a crítica ácida ao mundo do entretenimento em várias mídias na atualidade — ganha imensa força em algumas cenas e de qualquer ponto que se olhe, é a melhor coisa do filme, encerrando em si, inclusive, as melhores piadas e situações, desde as politicamente incorretas e boas, quando Miguel (Gregório Duvivier) e Rodrigo (Fábio Porchat) discursam após ganharem a Palma de Ouro em Cannes pelo fictício Oxigênio, até a ideia (porque a execução não é boa) de passagem da telona para o palco do teatro, ao final, com alguma pitada de Birdman em sua composição.

A longo prazo, o que irrita muito o espectador é o caminhão de possibilidades e coisas interessantes que a obra poderia ter, mas que são estragadas pelo besteirol elevado a uma potência que retira da fita, por exemplo, a sua real capacidade cinematográfica, afetando, portanto, a montagem (toda a longa, cansativa e demasiadamente solta parte da filmagem do épico sobre os 10 anos de Miguel no centro da Terra é, em sua maior parte, insuportável) e diminuindo a relação já muito bem estabelecida do público com os atores em cena (mas Fábio Porchat e Antonio Tabet estão muito bons em seus papéis), um tipo de tiro no pé que não é muito a cara dos textos do Porta, que normalmente tendem a ser desbocados, sexuais, “polêmicos”, instigantes e capazes de dar grande destaque ao grupo de atores que o interpreta. Em Contrato Vitalício, isso acontece apenas em alguns momentos. Mas vejam, aí reside um outro problema do filme, que vem com um paradoxo argumentativo que explico a seguir.

Por um lado, a perda do elemento cinematográfico ocorre à medida que a comédia se destila para o escracho pelo escracho. Esse tipo de humor torpe, no pior sentido, não é a cara do grupo, o que já acende uma luz de atenção e desgosto para quem acompanha o canal ou para quem foi ao cinema ver apenas uma comédia despreocupada, não quilômetros a rodo de piadas com peidos, arrotos, ‘rolas bobas’ e bloquinhos cênicos que se resolvem rapidamente para dar continuidade a um outro, muitas vezes porcamente ligado ao anterior. Isso tem a ver com o problema de montagem que eu já comentei, mas também com a coletânea de insanidade do roteiro, dividindo-se em dezenas de possibilidades quando a própria essência da obra já renderia uma baita comédia. Metade do que se vê na tela, especialmente no miolo, é desnecessário.

O paradoxo vem em uma leitura que faço desse tipo de narrativa em esquetes mal disfarçados. Se o texto assumisse essa linha de tramas separadas e fizesse valer, como uma espécie de número-a-número (à la Monty Python – O Sentido da Vida), sua linha temática principal, o problema com a forma desapareceria e talvez o roteiro não sofresse tanto ao digladiar-se para preencher os espaços em branco com bobagens e piadas ruins. A outra possibilidade era que, mesmo nesse molde mais sutil, seria possível enxugar o número de personagens em cena e fazer algo com que o púbico pudesse acompanhar mais de perto a cada um, tornando mais natural certos tratamentos, por exemplo, a relação de Rodrigo com Lorenzo, jornalista da Tititi ou a presença de Ulisses, o ótimo personagem de Luis Lobianco, infelizmente estragado por uma estranha modificação em sua essência, caso o acompanhemos do início (cena do avião) até o final (cena com Xuxa).

Ian SBF comete muitos exageros e clichês automáticos imperdoáveis, a maioria deles concentrados durante o período de filmagem do épico fictício. Perdendo-se na quantidade de coisas que achou necessário incluir nas filmagens (aqui vai a devida divisão da culpa para o editor Bernardo Pimenta), temos referências demais à cultura pop, que já tinha começado no pôster do filme, emulando o de Os Vingadores, e que vai até a penúltima sequência da fita, tendo nesse meio tempo uma maior presença de exageros e mau uso. Como pontos positivos da direção, destaco a boa apresentação dos personagens e duas excelentes cenas de conjunto, a primeira, quando Miguel (inspiração em Francis Ford Coppola) reúne a equipe para fazer a leitura de um roteiro na casa de Rodrigo, e a segunda, quando o ditador alien interpretado por Paulo — que faz oficina com uma preparadora louca maravilhosamente interpretada por Júlia Rabello, uma brincadeira clara com Fátima Toledo — ataca Rodrigo, pendurado em uma corda, pela primeira vez.

Do restante da equipe técnica, é válido citar a aplicação de uma trilha sonora de maior ambientação e não de narrativa, o que livra o filme de intromissões irritantes, algo comum em comédias soltas desse tipo, e a fotografia de Gui Machado, com desempenho notável em tomadas internas de espaços pequenos e em toda a sequência de filmagem do épico (pois é, ela funciona para um determinado setor, mas para outros, não).

No fim das contas, é possível até gostar da proposta do filme, do enorme sarro tirado com “produtores de conteúdo” e [pseudo] celebridades de hoje em dia, mas no todo, Porta dos Fundos: Contrato Vitalício é um fracasso; ironicamente, um fracasso por não fazer de seu roteiro e composição aquilo que a equipe, de fato talentosa, sabe fazer de melhor: humor inteligente.

Porta dos Fundos: Contrato Vitalício (Brasil, 2016)
Direção: Ian SBF
Roteiro: Gabriel Esteves, Fábio Porchat
Elenco: Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet, Gabriel Totoro, João Vicente de Castro, Júlia Rabello, Luis Lobianco, Marcos Veras, Rafael Portugal, Thati Lopes
Duração:  106 min.

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52 comentários

Leo Stronda 19 de julho de 2016 - 22:13

É muta petulancia achar que alguém vai copiar essas criticas. ridiculo demais tirar a opção de copia-cola, ainda mais quando escrevem sobre cinema..quando precisamos pesquisar o nome de alguém..podre.

Responder
Leo Stronda 19 de julho de 2016 - 22:13

É muta petulancia achar que alguém vai copiar essas criticas. ridiculo demais tirar a opção de copia-cola, ainda mais quando escrevem sobre cinema..quando precisamos pesquisar o nome de alguém..podre.

Responder
Luiz Santiago 19 de julho de 2016 - 23:00

É mesmo, jovem? Fala mais, parece verídico.

Responder
Mendes Silva 13 de julho de 2016 - 15:48

Lixo de comediantes.

Responder
Luiz Santiago 13 de julho de 2016 - 17:40

Nesse filme em especial eles estão “lixosos” mesmo. Mas o trabalho deles no youtube eu acho bastante interessante.

Responder
Luiz Santiago 13 de julho de 2016 - 17:40

Nesse filme em especial eles estão “lixosos” mesmo. Mas o trabalho deles no youtube eu acho bastante interessante.

Responder
Anônimo 27 de dezembro de 2019 - 22:17
Responder
Branco 21 de julho de 2016 - 19:18

Lixo de comentário

Responder
Anônimo 21 de julho de 2016 - 19:18
Responder
Mendes Silva 13 de julho de 2016 - 15:48

Lixo de comediantes.

Responder
dave120 8 de julho de 2016 - 09:24

zorra total o filme

Responder
dave120 8 de julho de 2016 - 09:24

zorra total o filme

Responder
Lucas 4 de julho de 2016 - 14:27

Justamente o que eu temia..
Sou um grande fã do Porta, mas sempre tive um pé atrás com uma mudança deles tanto pro cinema, quanto pra tv. Não imaginava um meio termo, ou fariam um filme genial ou mais uma comédia padrão Globo.
Infelizmente foi a segunda opção…
Mas ainda vou ver o filme só pelos caras.

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:04

Para nós que gostamos do trabalho deles no Youtube, a vontade de ver e talvez esperar uma tentativa com humor de verdade parece ser a palavra de ordem, né? Fã é uma desgraça, não tem jeito hahahaha

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:04

Para nós que gostamos do trabalho deles no Youtube, a vontade de ver e talvez esperar uma tentativa com humor de verdade parece ser a palavra de ordem, né? Fã é uma desgraça, não tem jeito hahahaha

Responder
Lucas 4 de julho de 2016 - 14:27

Justamente o que eu temia..
Sou um grande fã do Porta, mas sempre tive um pé atrás com uma mudança deles tanto pro cinema, quanto pra tv. Não imaginava um meio termo, ou fariam um filme genial ou mais uma comédia padrão Globo.
Infelizmente foi a segunda opção…
Mas ainda vou ver o filme só pelos caras.

Responder
Matheus Popst 4 de julho de 2016 - 02:44

Já que você disse, vou assistir procurando dory então.

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 02:51

Ótima escolha! hahahaha

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 02:51

Ótima escolha! hahahaha

Responder
Matheus Popst 4 de julho de 2016 - 02:44

Já que você disse, vou assistir procurando dory então.

Responder
David Gesrob 4 de julho de 2016 - 00:05

É uma bomba. Completamente sem graça. Bem aborrecido. Outros portais acharam maravilhoso que a transposição para o cinema dessa esquete gigante foi bem sucedida só aumenta a fama de vendidos.

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 01:34

É estranho achar esse negócio maravilhoso, não é? Não dá para aguentar direito. Eu realmente me aborreci na maior parte da sessão.

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 01:34

É estranho achar esse negócio maravilhoso, não é? Não dá para aguentar direito. Eu realmente me aborreci na maior parte da sessão.

Responder
David Gesrob 4 de julho de 2016 - 14:28

Na minha sessão só teve uma pessoa que achou graça. Na metade eu já estava querendo ir embora. Fui buscar as críticas, pensando na possibilidade de ter sido muito duro com a proposta, mas vi opiniões completamente conflitantes. Até pensei que não tinha entendido o filme já que alguém riu. É ruim mesmo!

Responder
David Gesrob 4 de julho de 2016 - 14:28

Na minha sessão só teve uma pessoa que achou graça. Na metade eu já estava querendo ir embora. Fui buscar as críticas, pensando na possibilidade de ter sido muito duro com a proposta, mas vi opiniões completamente conflitantes. Até pensei que não tinha entendido o filme já que alguém riu. É ruim mesmo!

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:07

Por curiosidade dei uma busca agora para ver as opiniões positivas… ai ai… hahaahhahah

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:07

Por curiosidade dei uma busca agora para ver as opiniões positivas… ai ai… hahaahhahah

Responder
David Gesrob 4 de julho de 2016 - 00:05

É uma bomba. Completamente sem graça. Bem aborrecido. Outros portais acharam maravilhoso que a transposição para o cinema dessa esquete gigante foi bem sucedida só aumenta a fama de vendidos.

Responder
Matheus Wesley 3 de julho de 2016 - 16:08

Nunca fui muito fã dos caras,mas acho que até nos vídeos do YT eles andam decaindo de uns tempos pra cá

Responder
Matheus Wesley 3 de julho de 2016 - 16:08

Nunca fui muito fã dos caras,mas acho que até nos vídeos do YT eles andam decaindo de uns tempos pra cá

Responder
Luiz Santiago 3 de julho de 2016 - 16:15

O filme consegue ser bem pior, pode ter certeza. hahaha

Responder
Luiz Santiago 3 de julho de 2016 - 16:15

O filme consegue ser bem pior, pode ter certeza. hahaha

Responder
Régis Valker 3 de julho de 2016 - 15:57

Eu era um super fã dos caras, realmente são cheios de talento e inteligencia, mas ultimamente estão estragando suas obras, ate mesmo os videos do canal do youtube.
Lembro bem quando ria muito dos episódios de “viral” onde tinha o “bat aids”. Só que com o passar do tempo acho que focaram menos na graça e mais no numero de visualização, colocando em muitos casos “propaganda” dentro da piada.
Sobre o filme não tenho muito o que comentar, assisti menos da metade e não consegui rir de nenhuma piada.

Responder
Régis Valker 3 de julho de 2016 - 15:57

Eu era um super fã dos caras, realmente são cheios de talento e inteligencia, mas ultimamente estão estragando suas obras, ate mesmo os videos do canal do youtube.
Lembro bem quando ria muito dos episódios de “viral” onde tinha o “bat aids”. Só que com o passar do tempo acho que focaram menos na graça e mais no numero de visualização, colocando em muitos casos “propaganda” dentro da piada.
Sobre o filme não tenho muito o que comentar, assisti menos da metade e não consegui rir de nenhuma piada.

Responder
Luiz Santiago 3 de julho de 2016 - 16:11

Eu ainda gosto muito deles. Claro que não acertam tudo, mas eu curto o canal e acho as produções bacanas em sua maioria. O filme, porém, não tem o quesito básico da boa comédia que, no mínimo, precisa ser engraçada. E é justamente isso, não fazem aqui o tipo de piada realmente engraçada. Demorou bastante para eu encontrar algo para dar risada aqui.

Responder
Luiz Santiago 3 de julho de 2016 - 16:11

Eu ainda gosto muito deles. Claro que não acertam tudo, mas eu curto o canal e acho as produções bacanas em sua maioria. O filme, porém, não tem o quesito básico da boa comédia que, no mínimo, precisa ser engraçada. E é justamente isso, não fazem aqui o tipo de piada realmente engraçada. Demorou bastante para eu encontrar algo para dar risada aqui.

Responder
Régis Valker 4 de julho de 2016 - 15:36

Acho que eles pararam de invoar nas piadas a muito tempo, virou estilo “panico na band”, aquela coisa de piada interna do elenco e que o telespectador nao acha graça.
Uma coisa que achei que nunca iria acontecer, visto que eles não tinham censura sobre nenhuma fala ou piada.
Mas, entrou propaganda, entrou um pouco de censura e isso foi levado pro cinema infelizmente…

Responder
Régis Valker 4 de julho de 2016 - 15:36

Acho que eles pararam de invoar nas piadas a muito tempo, virou estilo “panico na band”, aquela coisa de piada interna do elenco e que o telespectador nao acha graça.
Uma coisa que achei que nunca iria acontecer, visto que eles não tinham censura sobre nenhuma fala ou piada.
Mas, entrou propaganda, entrou um pouco de censura e isso foi levado pro cinema infelizmente…

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:11

Principalmente no cinema, né. Tendo que seguir determinados padrões, caso contrário, as marcas não apostariam no texto. Virou a porcaria que virou, infelizmente.

Responder
Luiz Santiago 4 de julho de 2016 - 17:11

Principalmente no cinema, né. Tendo que seguir determinados padrões, caso contrário, as marcas não apostariam no texto. Virou a porcaria que virou, infelizmente.

Responder
Claudinei Maciel 2 de julho de 2016 - 16:29

O problema desses caras é que eles são bons, mas se acham MUITO melhores do que realmente são, então tendem a naturalmente estragar suas produções por justamente não terem a humildade de saber de suas limitações.
O Porta funciona no sistema esquetes, mas daí para tentar ser uma espécie de Monty Python tupiniquim vai uma looooonga distância.
A própria concepção deles, com o escracho voltado a um tipo de humor adolescente, que não acredito que adolescentes sejam REALMENTE capazes de gostar, acaba se tornando o que a maioria das produções brasileiras sofrem: achar que o público realmente gosta de palavrões, escatologia e piadas de peido.
Um desperdício de película (ou pixels).
Um boicote puro e simples a esse tipo de cinema estúpido faria um bem enorme a esta maltratada arte no país…

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 18:42

Pois é, cara. Eu, por gostar muito do trabalho deles no Youtube, estava apostando em algo pelo menos… regular, sabe. E qual não foi a minha decepção ao perceber que eles se desviaram daquilo que normalmente fazem bem, descendo pela ladeira daquela comédias da Globo Filmes que ninguém suporta mais, como você citou. Aí não tem jeito mesmo.

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 18:42

Pois é, cara. Eu, por gostar muito do trabalho deles no Youtube, estava apostando em algo pelo menos… regular, sabe. E qual não foi a minha decepção ao perceber que eles se desviaram daquilo que normalmente fazem bem, descendo pela ladeira daquela comédias da Globo Filmes que ninguém suporta mais, como você citou. Aí não tem jeito mesmo.

Responder
Claudinei Maciel 2 de julho de 2016 - 16:29

O problema desses caras é que eles são bons, mas se acham MUITO melhores do que realmente são, então tendem a naturalmente estragar suas produções por justamente não terem a humildade de saber de suas limitações.
O Porta funciona no sistema esquetes, mas daí para tentar ser uma espécie de Monty Python tupiniquim vai uma looooonga distância.
A própria concepção deles, com o escracho voltado a um tipo de humor adolescente, que não acredito que adolescentes sejam REALMENTE capazes de gostar, acaba se tornando o que a maioria das produções brasileiras sofrem: achar que o público realmente gosta de palavrões, escatologia e piadas de peido.
Um desperdício de película (ou pixels).
Um boicote puro e simples a esse tipo de cinema estúpido faria um bem enorme a esta maltratada arte no país…

Responder
JC 2 de julho de 2016 - 16:12

Porta dos Fundos quando quer fazer humor inteligente…é sensacional.
O especial de natal de 2015 foi fantástico.

Mas quando quer fazer merda…é ruim demais.

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 18:48

Pois é. Se eles seguissem o caminho que estão acostumados, seria MUITO melhor. Mas o grupo fez qualquer tipo de humor aqui, menos o deles. É inacreditável…

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 18:48

Pois é. Se eles seguissem o caminho que estão acostumados, seria MUITO melhor. Mas o grupo fez qualquer tipo de humor aqui, menos o deles. É inacreditável…

Responder
JC 2 de julho de 2016 - 16:12

Porta dos Fundos quando quer fazer humor inteligente…é sensacional.
O especial de natal de 2015 foi fantástico.

Mas quando quer fazer merda…é ruim demais.

Responder
Karam 2 de julho de 2016 - 04:02

Poxa, que pena. Eu curto muito eles. Mas temia de verdade que isso aqui fosse um fracasso. A linguagem na qual eles se estabeleceram é outra, totalmente outra. No Youtube eles são bem-sucedidos, e com todos os méritos! Mas no cinema… Bom, talvez, eles precisem de tempo para amadurecer as ideias. Talvez eles precisem se “desviciar” (que horror essa minha invenção haha) dessa linguagem típica das esquetes e mergulhar fundo na linguagem cinematográfica mesmo. Isso aí acho que o tempo (e as tentativas!) traz. Porque talento não falta.

Vou assistir de qualquer forma.

Agora me diz uma coisa: por que o Gregório não escreveu esse roteiro, hein? Se não me engano, ele sempre foi melhor roteirista que o Porchat (e melhor ator, apesar de eu também gostar do Porchat). Estranhíssimo. E Gabriel Esteves, quem é?

Outra coisa: você mencionou Monty Python. Não vi O Sentido da Vida até o final – não que eu não tenha gostado, muito pelo contrário, é que a porra da cópia do DVD que eu aluguei tava uma bosta e começou a travar com, sei lá, uns 30 minutos de filme…; mas vi A Vida de Brian e O Cálice Sagrado. E olha, são duas das minhas comédias favoritas. A Vida de Brian então…! :O Vou te contar uma coisa: nunca ri tanto num filme como em A Vida de Brian. Eu me rolava de rir. E detalhe: vi minha mãe chorando, literalmente chorando!, enquanto assistia ao filme. Ela tinha ataques. Simplesmente não conseguia se controlar. Aí eu, além de rir do filme, ria dela também. E ficava essa “riação” (jesus, hoje to mal mermo) toda sem fim. Ô delícia hehehe

Salve Monty Python!

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 19:13

Eles são ótimos, eu acompanho desde o início. Mas é bem esse vício do qual eles precisam se “desviciar (hahahahahaha) que atrapalha, primeiro, porque acho que de alguma força forçou eles fazerem um tipo de humor que não é o deles — fraco, vazio, burrinho — e tornou a coisa toda um quase anti-cinema.

Eu gosto muito dos roteiros do Gregório, também não sei por que ele não roteirizou aqui. O Esteves assina mais a co-autoria de alguns roteiros.

Cara, eu ri da tua “riação” (que palavra maravilhosa!!!) com A Vida de Brian. Sério. Eu AMOOOOOOOOOOO esse filme com todas as forças da minha alma. E também tenho experiências (á vi 4 vezes) de rir atá fazer um xixizinho nas calças, hahahhahahahahahhaha

Responder
Luiz Santiago 2 de julho de 2016 - 19:13

Eles são ótimos, eu acompanho desde o início. Mas é bem esse vício do qual eles precisam se “desviciar (hahahahahaha) que atrapalha, primeiro, porque acho que de alguma força forçou eles fazerem um tipo de humor que não é o deles — fraco, vazio, burrinho — e tornou a coisa toda um quase anti-cinema.

Eu gosto muito dos roteiros do Gregório, também não sei por que ele não roteirizou aqui. O Esteves assina mais a co-autoria de alguns roteiros.

Cara, eu ri da tua “riação” (que palavra maravilhosa!!!) com A Vida de Brian. Sério. Eu AMOOOOOOOOOOO esse filme com todas as forças da minha alma. E também tenho experiências (á vi 4 vezes) de rir atá fazer um xixizinho nas calças, hahahhahahahahahhaha

Responder
Karam 2 de julho de 2016 - 04:02

Poxa, que pena. Eu curto muito eles. Mas temia de verdade que isso aqui fosse um fracasso. A linguagem na qual eles se estabeleceram é outra, totalmente outra. No Youtube eles são bem-sucedidos, e com todos os méritos! Mas no cinema… Bom, talvez, eles precisem de tempo para amadurecer as ideias. Talvez eles precisem se “desviciar” (que horror essa minha invenção haha) dessa linguagem típica das esquetes e mergulhar fundo na linguagem cinematográfica mesmo. Isso aí acho que o tempo (e as tentativas!) traz. Porque talento não falta.

Vou assistir de qualquer forma.

Agora me diz uma coisa: por que o Gregório não escreveu esse roteiro, hein? Se não me engano, ele sempre foi melhor roteirista que o Porchat (e melhor ator, apesar de eu também gostar do Porchat). Estranhíssimo. E Gabriel Esteves, quem é?

Outra coisa: você mencionou Monty Python. Não vi O Sentido da Vida até o final – não que eu não tenha gostado, muito pelo contrário, é que a porra da cópia do DVD que eu aluguei tava uma bosta e começou a travar com, sei lá, uns 30 minutos de filme…; mas vi A Vida de Brian e O Cálice Sagrado. E olha, são duas das minhas comédias favoritas. A Vida de Brian então…! :O Vou te contar uma coisa: nunca ri tanto num filme como em A Vida de Brian. Eu me rolava de rir. E detalhe: vi minha mãe chorando, literalmente chorando!, enquanto assistia ao filme. Ela tinha ataques. Simplesmente não conseguia se controlar. Aí eu, além de rir do filme, ria dela também. E ficava essa “riação” (jesus, hoje to mal mermo) toda sem fim. Ô delícia hehehe

Salve Monty Python!

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