Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Procurando Nemo

Crítica | Procurando Nemo

por Ritter Fan
480 views (a partir de agosto de 2020)

Obs: Leia as críticas de todos os longas e curtas da Pixar em nosso Especial Pixar clicando aqui.

Uau.

Essa interjeição é a primeira palavra pronunciada em Procurando Nemo e por duas vezes seguidas. E ela exprime perfeitamente bem o sentimento de qualquer pessoa no momento em que começa a assistir esse que é o quinto longa-metragem da Pixar.  E tal deslumbramento do peixe-palhaço Marlin (voz de Albert Brooks no original) pela imensidão do Oceano Pacífico que vê da “janela” de sua anêmona permanece com o espectador até o final em uma sucessão de descobertas magníficas que essa animação proporciona incessantemente.

E o primeiro aspecto que chama atenção – e é a primordial razão para soltar “uais” várias vezes ao longo da projeção – é o uso profuso das cores. Sim, isso não é novidade nas obras da Pixar, bastando ver o multi-colorido mundo dos monstros em Monstros S.A. ou a vivacidade da paleta de cores dos brinquedos nos dois Toy Story ou a variedade na pigmentação dos insetos em Vida de Inseto, mas, em Procurando Nemo, a produtora vai alguns passos além, refestelando-se com o uso de um enorme conjunto de cores vivas ao reproduzir, em toda sua glória, um recife de corais na Grande Barreira de Corais, na Austrália. Cada ser submarino é brindado com luzes e reflexos de fazer inveja a qualquer animação, mesmo considerando-se os padrões atuais, passados tantos anos. É possível reparar até mesmo pequenas variações, como os dois tons de laranja usados para Marlin e sua esposa Coral (Elizabeth Perkins)que, em um prelúdio aterrador no estilo Bambi, serve de refeição, junto com todos menos um ovo da “ninhada”, a uma barracuda.

Mas essa estupefação causa pela invasão sensorial dessas cores todas ganha outro contornos logo em seguida, quando um corte temporal que faz uso do título da obra, nos apresenta a Nemo, um jovem peixe-palhaço com uma barbatana com “defeito” que é o único filho de Marlin (Alexander Gould)  e, como tal, ultra-protegido pelo pai. É seu primeiro dia de escola e sua excitação está no limite. No entanto, seu extremamente cauteloso pai mal consegue sair da anêmona em que reside, tamanha é sua paranoia justificada pelos eventos do prelúdio. Mas, quando eles finalmente saem, descobrimos que esses minutos iniciais são apenas tira-gosto para o que passamos a testemunhar em termos de uso de cor e de design de personagens. Cada habitante do coral ganha uma versão que é ao mesmo tempo fotorrealista e cartunesca, em uma fusão excepcional e que nos permite reconhecer cada peixe, cada tipo de coral sem muito esforço, mas, ao mesmo tempo, torna possível uma identificação próxima com cada um deles, incluindo personagens que pouco aparecem como o professor jamanta Sr. Ray.

Tenho plena consciência que o que mencionei até agora perfazem apenas os primeiros 10 ou 15 minutos de filme e servem apenas de trampolim para a verdadeira ação, que começa quando Nemo é “pescado” por um mergulhador quando ele se afasta demais do coral para desafiar seu pais super-protetor. No entanto, esses 10 ou 15 minutos encapsulam com maestria o que é Procurando Nemo: um filme sobre o valor da família sem ser maniqueísta, uma obra sobre as dores do crescimentos, sobre a amizade e sobre desafiar o desconhecido, tudo isso dentro de uma estrutura tecnicamente avassaladora que nos toma de assalto e nos mantém hipnotizados do começo ao fim.

Notem, por exemplo, como o roteiro feito a seis mãos por Andrew Stanton (que também co-dirigiu o filme com Lee Unkrich), Bob Peterson e David Reynolds é inteligente na introdução orgânica dos personagens e na sua construção com apenas algumas frases e relativamente pouco tempo de tela. Sim, o foco é em Marlin e sua companheira desmemoriada Dory (Ellen DeGeneris) de um lado e em Nemo no aquário do dentista que o pescou de outro, mas cada novo personagem ganha personalidade e história pregressa quase que instantaneamente graças a uma montagem inteligente por parte de David Ian Salter (que trabalhara em Toy Story 2) que cria dinamismo nas transições – é particularmente genial como ele faz as transições entre oceano e aquário e vice-versa – e que trabalha em cima de um roteiro condensado, repleto de citações à cultura pop em geral (“heeere’s Brucey“) e que é uma metralhadora de “apresentar e descartar” personagens inesquecíveis como o tubarão vegetariano Bruce (Barry Humphries), a tartaruga marinha surfista Crush (voz de Andrew Stanton, brincando – e bem – de dublador) e Gill (Willem Dafoe, em escolha perfeita), o veterano peixe de oceano preso em aquário como Nemo.

Há reciclagem de personagens, como Darla (LuLu Ebeling), a sobrinha “má” do dentista, que é uma versão de Sid, de Toy Story ou até mesmo as gaivotas – mine, mine, mine! – que lembram os marcianos de Toy Story 2 ou os gafanhotos de Vida de Inseto, mas todos ganham sua dose de atenção e de criatividade, separando-os muito claramente. Stanton e Unkrich fazem a fita funcionar como uma sinfonia, sem qualquer solução de continuidade, com uma lógica interna perfeita e um encadeamento de ideias raro de se ver. Nenhum dos vários personagens que vemos em sucessão parece forçado ou exagerado. Eles estão lá cumprindo cada um sua função e todas essas funções impulsionam a narrativa geral, por mais insignificante que determinado aspecto possa parecer quando ele é abordado da primeira vez.

Os trabalhos de voz merecem comentários a parte. Brooks como Marlin é o grande destaque, com uma mistura de exasperação e docilidade que  encanta desde o primeiro minuto. DeGeneres, por sua vez, é o alívio cômico da fita e seu personagem funciona fundamentalmente em razão de seu trabalho aqui, que faz uso de seu timing para piadas e de sua capacidade de acelerar e diminuir a velocidade das falas sem qualquer esforço perceptível. Mas Humphries como Bruce, Stanton como Crush e principalmente Dafoe como Gill também merecem aplausos, por imprimirem suas personalidades a seus personagens sem endurecê-los, sem torná-los meras versões aquáticas de suas personas live-action. O equilíbrio alcançado em todas as vozes é primoroso.

Procurando Nemo consegue educar – é uma aula de biologia marinha no mínimo, mas vai muito além, sendo uma verdadeira lição de vida – e emocionar na mesma medida, sem o espectador conseguir desviar seu olhar de cada passo das aventuras de Marlin e Nemo em mundos desconhecidos que os fazem crescer e amadurecer de maneira terna e inesquecível. Uma obra-prima que realmente pode ser resumida por um sonoro UAU!

XXXX

Em 2012, surfando na onda da conversão de clássicos modernos em 3D, Procurando Nemo ganhou mais uma dimensão. Minha posição sobre o 3D já é conhecida, mas, quem não conhece, pode ser aqui. De toda forma, se Hollywood mal sabe fazer 3D nativo, imagine quando a obra é uma mera conversão?

Procurando Nemo perde em 3D não pela estereoscopia em si – ela não é significativa aqui, mas também não prejudica a obra -, mas sim pela redução da luz causada pela tecnologia atual e pela incapacidade dos cinemas em regular a luminosidade dos projetores para compensar um pouco o problema. Com menos luz, as cores destacam-se menos, deslumbram menos. É um preço que pagaria para ver a obra nas telonas novamente, como aconteceu em seu relançamento, mas não justifica sua  existência. Nemo com menos cor não é Nemo, mas uma animação qualquer.

Procurando Nemo 3D (Finding Nemo 3D, Estados Unidos, 2003/original, 2012/3D)
Direção: Andrew Stanton, Lee Unkrich
Roteiro: Andrew Stanton, Bob Peterson, David Reynolds
Elenco: Albert Brooks, Ellen DeGeneres, Alexander Gould, Willem Dafoe, Brad Garrett, Allison Janney, Austin Pendleton, Stephen Root, Vicki Lewis, Joe Ranft, Geoffrey Rush, Andrew Stanton, Elizabeth Perkins, Nicholas Bird, Bob Peterson, Barry Humphries, Eric Bana, Bruce Spence
Duração: 100 min.

Você Também pode curtir

43 comentários

Elessar 29 de setembro de 2019 - 19:29

Atrasado demais pra comentar. Rs!

Sempre me emociono quando assisto essa animação. A batalha do Marin para resgatar o filho perdido é um grande exemplo de paternidade, a parte do continue a nadar é arrepiante e o carisma dos personagens é sensacional.
A Pixar é inigualável em animações. Não consigo fazer uma lista que seja justa em minhas preferências…sei lá, acho que o que assisto por último sempre é o favorito da vez. Uma coisa que posso garantir é que a sensibilidade da sequência inicial de Up ainda não foi superada.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2019 - 17:30

Não existe comentário atrasado!

Nemo é mesmo muito emocionante e visualmente incrível. Adoro a animação, mas Up ainda é o melhor da produtora, para mim!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 17 de outubro de 2017 - 21:18

Pra mim tbm é o melhor da Pixar! E uma das minhas animações preferidas tbm, fico confuso se eu possa achar Moana ou Procurando Nemo como a melhor animação já feita! Ainda tem O Rei Leão, mas vou mais em animações aventurescas e que são emocionantes tbm!

Responder
Gabriel 17 de outubro de 2017 - 21:13

Pra mim, o melhor da Pixar! Toy Story superar? Não!

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 11:44

Acho Up, Wall-E, Divertida Mente e Ratatouille melhores. Mas Nemo é maravilhoso!

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano de Andrade 30 de junho de 2016 - 11:15

Esse filme é lindo demais!!!!

Só não falo que é a melhor animação da Pixar pois os Toy Stoy são insuperáveis!

Responder
Cristiano de Andrade 30 de junho de 2016 - 11:15

Esse filme é lindo demais!!!!

Só não falo que é a melhor animação da Pixar pois os Toy Stoy são insuperáveis!

Responder
planocritico 30 de junho de 2016 - 18:40

@cristianodeandrade:disqus , tenho dificuldades de escolher a melhor animação da Pixar, mas no momento estou dividido entre Up e Divertida Mente!

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano de Andrade 1 de julho de 2016 - 09:36

Up é maravilhoso!

Agora pode me bater: eu não assisti Divertidamente ainda! Prometo que corrigirei esse erro o quanto antes!

Responder
Cristiano de Andrade 1 de julho de 2016 - 09:36

Up é maravilhoso!

Agora pode me bater: eu não assisti Divertidamente ainda! Prometo que corrigirei esse erro o quanto antes!

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:52

@cristianodeandrade:disqus , assista! Tenho certeza que não vai se arrepender!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:52

@cristianodeandrade:disqus , assista! Tenho certeza que não vai se arrepender!

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano de Andrade 1 de julho de 2016 - 09:47

Ritter, eu perguntei pro Luiz e ele disse que não era ele,então passo a pergunta pra ti: uma vez eu li uma critica aqui u sobre uma série que o foco era um grupo de mulheres e no texto dizia que era impossível não chorar com essa série! Qual o nome dessa série? Eu fiquei interessado em assistir mas não lembro o nome!

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:52

Pois é, @cristianodeandrade:disqus , eu fiquei matutando essa sua pergunta e não consegui uma resposta satisfatória. A única série que me veio à cabeça é Orange is the New Black que, apesar de realmente ser sensacional, não combina muito bem com a parte do “chorar”.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:52

Pois é, @cristianodeandrade:disqus , eu fiquei matutando essa sua pergunta e não consegui uma resposta satisfatória. A única série que me veio à cabeça é Orange is the New Black que, apesar de realmente ser sensacional, não combina muito bem com a parte do “chorar”.

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano de Andrade 2 de julho de 2016 - 16:04

Caramba! Será que foi o plano critico que eu vi sobre essa série mesmo? Lembro que era uma minissérie que se passava numa época que não era atual, o foco eram mulheres.
Nem que eu tenha que fuçar o site inteiro eu vou achar! hahaha

Cristiano de Andrade 2 de julho de 2016 - 16:04

Caramba! Será que foi o plano critico que eu vi sobre essa série mesmo? Lembro que era uma minissérie que se passava numa época que não era atual, o foco eram mulheres.
Nem que eu tenha que fuçar o site inteiro eu vou achar! hahaha

Cristiano de Andrade 1 de julho de 2016 - 09:47

Ritter, eu perguntei pro Luiz e ele disse que não era ele,então passo a pergunta pra ti: uma vez eu li uma critica aqui u sobre uma série que o foco era um grupo de mulheres e no texto dizia que era impossível não chorar com essa série! Qual o nome dessa série? Eu fiquei interessado em assistir mas não lembro o nome!

Responder
planocritico 30 de junho de 2016 - 18:40

@cristianodeandrade:disqus , tenho dificuldades de escolher a melhor animação da Pixar, mas no momento estou dividido entre Up e Divertida Mente!

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Maia 6 de março de 2016 - 03:13

O easter egg do Bruce eu ‘pesquei’ na hora, mas têm dezenas de outros. É só buscar na net que dá para encontrar diversas referências de outros filmes da produtora em Procurando Nemo. A minha favorita é a de Os Incríveis, que só seria lançado no ano seguinte.
Ainda prefiro outros filmes da Pixar, como o mais recente Divertida Mente, mas esse aqui é realmente deslumbrante. Dá pra ver todo dia sem cansar.

Responder
planocritico 6 de março de 2016 - 22:15

Up ainda é melhor para mim!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 6 de março de 2016 - 22:15

Up ainda é melhor para mim!

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Maia 6 de março de 2016 - 03:13

O easter egg do Bruce eu ‘pesquei’ na hora, mas têm dezenas de outros. É só buscar na net que dá para encontrar diversas referências de outros filmes da produtora em Procurando Nemo. A minha favorita é a de Os Incríveis, que só seria lançado no ano seguinte.
Ainda prefiro outros filmes da Pixar, como o mais recente Divertida Mente, mas esse aqui é realmente deslumbrante. Dá pra ver todo dia sem cansar.

Responder
Diogo Amorim 9 de janeiro de 2016 - 18:22

Filme fantástico, aliás a Pixar é especialista nisso, eu gosto de todas as animações dela com algumas poucas exceções(carros 2). Na minha lista, só fica atrás de Toy Story que é a minha favorita de todas, e fica empatada com Monstros SA que é a minha segunda favorita junto com Procurando Nemo.

Boa resenha, ótimo site!

Responder
planocritico 10 de janeiro de 2016 - 17:21

Procurando Nemo é realmente deslumbrante.

Abs,
Ritter.

Responder
Mario Jardel 8 de janeiro de 2016 - 14:44

Pra mim, esse é o melhor filme da Pixar, e uma das 3 melhores animações já feitas, é o filme da minha infância e que eu vou carregar pra minha vida inteira.

Responder
planocritico 8 de janeiro de 2016 - 17:37

@disqus_XMC8F1PYAg:disqus, realmente é uma obra-prima!

Abs,
Ritter.

Responder
AleCassia Aguiar 11 de setembro de 2015 - 11:36

Esse filme é simplesmente UAU! Gostei da expressão!!!

Assisti esse filme nos cinemas,e não tinhamos ainda IMAX ou 4K…mas houve muitos kkkk… neste clássico que marcou a Pixar como grande produtora de filmes “infantis”, com imagens impressionantes, além da diversão!

Ótima analise do filme!

Responder
planocritico 11 de setembro de 2015 - 13:16

@alecassiaaguiar:disqus, a expressão não é minha não, mas sim do Marlin, logo no comecinho do filme!

Mas é um grande filme mesmo. Daqueles que dá prazer ver e rever quantos vezes for possível.

Abs,
Ritter.

Responder
Augusto 9 de setembro de 2015 - 14:33

A crítica está tão fantástica quanto o filme. Procurando Nemo é lindo, as cores são espetaculares, gosto demais. Na verdade, acho que todos os filmes da Pixar na última década são ótimos, inclusive o trio dos melhores filmes, Ratatouille, WALL-E e Up.

Responder
planocritico 9 de setembro de 2015 - 18:18

Obrigado, @disqus_6btkJ6PNDF:disqus, fico feliz que tenha gostado. Nemo merece todas as reverências e foi uma crítica difícil de fazer até por causa disso.

Abs,
Ritter.

Responder
Claudinei Maciel 8 de setembro de 2015 - 23:43

Duas palavras para definir: U Au!!!

Responder
planocritico 9 de setembro de 2015 - 18:10

Não poderia definir melhor!

– Ritter.

Responder
Capitão Frio 8 de setembro de 2015 - 19:01

Espetacular! A sensação de profundidade… nossa! Sydney… uau! Os personagens… sem comentários! Crítica excelente; falou tudo e mais um pouco. Bruce e aquela sessão de auto ajuda foi genial. Filme inesquecível! Com certeza entra no top 5 Pixar. No aguardo para a crítica de Quarteto… ops… Os Incríveis!

Responder
planocritico 8 de setembro de 2015 - 19:39

Toda vez que assisto esse filme fico impressionado com a qualidade. É como olhar através de um aquário!

Os Incríveis sai semana que vem!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Sette Pinheiro 8 de setembro de 2015 - 09:36

Deve ser o filme que minha esposa mais assistiu na vida….

Particularmente, acho que é um dos poucos filmes que não importo de assistir dublado.

Destaco a nova linguagem criada pelo filme, o baleiês.

Nota histórica: depois do lançamento deste filme muitas crianças que tinham peixinhos em casa, pegaram os mesmo e jogaram na descarga ou no mar, principalmente quem tinha peixes palhaços.

Responder
planocritico 8 de setembro de 2015 - 19:41

Baleiês é sensacional, @leonardosettepinheiro:disqus! Aliás, tudo é sensacional nessa obra-prima. Eu sempre me contorço quando tenho que dizer qual é o melhor filme da Pixar. E, agora, revendo tudo para o especial, fiquei mais confuso ainda…

Abs,
Ritter.

Responder
Pablo Eckstein 7 de setembro de 2015 - 20:18

Embora os atores que emprestam suas vozes para os personagens na versão original sejam muito bons, eu assisti esse filme dublado e achei sensacional. Uma das melhores dublagens de animações que eu já vi (principalmente o Guilherme Briggs como o tubarão Bruce). Adorei a crítica, mas achei que faltou comentar sobre a dublagem em português também.

Responder
planocritico 8 de setembro de 2015 - 19:46

@pabloeckstein:disqus, eu assisti Nemo dublado em 2012, quando relançaram em 3D no cinema. Agora, para essa nova crítica, assisti com o áudio original (eu realmente prefiro sempre o áudio original) e não tinha como comentar o trabalho dos dubladores.

Abs,
Ritter.

Responder
Pablo Eckstein 11 de setembro de 2015 - 21:59

Entendi. Quando eu tiver tempo (tô fazendo faculdade) vou assistir essa (e outras animações também) com o áudio original.

Em relação ao filme, esse é na minha opinião, o segundo melhor filme da Pixar (ainda prefiro Divertidamente).

Responder
planocritico 12 de setembro de 2015 - 10:31

Tenho dificuldade de escolher o melhor, mas acho que fico com Up.

– Ritter

Responder
Filipe Isaías 7 de setembro de 2015 - 20:16

É interessante como a Pixar consegue extrair sentimentos de qualquer coisa. Nesse caso, os peixes. Isso se deve, não só ao ótimo trabalho dos animadores, mas também à maravilhosa história sobre pais e filhos. Ela nos fazem lembrar dos nossos momentos com nossos pais (ou filhos) e o que eles fariam por nós e vice-versa.

Além disso, não posso deixar de falar da história do Bruce. Ele tem esse nome em homenagem ao tubarão mais famoso (e defeituoso) do cinema, já que o Spielberg deu esse nome durante as filmagens de Tubarão. Como tudo na Pixar é interligado, será que os dois tem alguma relação? hehehehehe. Ótima crítica, Ritter.

Abs.

Responder
planocritico 8 de setembro de 2015 - 19:48

@filipeisaias:disqus, bem lembrado sobre o Bruce! Acho que o Bruce da animação viu que comer peixes (e humanos) não acaba bem e está tentando mudar os hábitos…

Abs,
Ritter.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais